CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

10ª Aula Parte ÚNICA - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


O LIVRO DOS MÉDIUNS

Segundo livro da codificação, O Livro dos Médiuns foi publicado em 15 de janeiro de 1861. Substitui o livro Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas que Allan Kardec lançou em 1858, como auxílio aos médiuns e doutrinadores, mas que tinha apenas 11 capítulos. Numa abordagem mais ampla da condução da mediunidade, Kardec explica o porquê da substituição por O Livro dos Médiuns: “Preferimos substituir por esta, em que reunimos todos os dados que uma longa experiência e de um estudo consciencioso. Esperamos que ela contribua para mostrar o caráter sério do Espiritismo, que é sua a essência, e para afastar a ideia de frivolidade e divertimento."

Composto por 4 capítulos em sua 1ª Parte e 32 na 2ª Parte, incluindo um capítulo sobre o Vocabulário Espírita, o L.M. baseia-se na 2ª parte de O Livro dos Espíritos. Seu objetivo, Segundo Kardec é “indicar os meios de desenvolvimento da mediunidade em quem a possui, segundo as possibilidades de cada um, e sobretudo orientar o seu emprego de maneira proveitosa.”

Se o L.E. constitui a parte filosófica da doutrina dos Espíritos, O Livro dos Médiuns é a sua parte prática ou experimental. Esclarece sobre a teoria dos gêneros de manifestações espirituais, os meios de comunicação com os Espíritos, além das dificuldades e tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

Apesar de aclarar o caminho de todos aqueles que querem realmente instruir-se pelo bom exercício da mediunidade e de como constituir uma reunião séria, o próprio Kardec alerta que na obra não se encontra uma fórmula universal e infalível da formação dos médiuns.

Kardec nos apresenta uma série de gêneros de manifestações e de mediunidades, porém, o bom proveito que se pode tirar da comunicação com os Espíritos sempre dependera de como a conduzirmos.

Divididas em duas categorias, as manifestações espíritas podem ser de efeitos físicos e de efeitos intelectuais.

Na parte dos efeitos físicos, Kardec explica, entre outros, o fenômeno das mesas girantes e os locais assombrados, acabando com as velhas concepções de magia e de fatos sobrenaturais, que nada tem a ver com a realidade.

Quanto ao desenvolvimento da mediunidade, que nada mais é do que educá-la para um bom aproveitamento, Kardec alerta sobre a influência do meio, da moral do médium e do papel que esse exerce sobre as comunicações. Sobre isso, os Espíritos Erasto e Timóteo dizem: “gostamos de achar médiuns bem adestrados, bem aparelhados, munidos de materiais prontos a serem utilizados, numa palavra: bons instrumentos”. (L.M, questão 225)

Por ser uma faculdade orgânica, os Espíritos esclarecem que a mediunidade independe da moral (L.M, questão 226) e, por isso mesmo, há a necessidade de se passar pelo crivo da razão, como sempre fez Kardec, todas as comunicações espirituais que recebemos. “O que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa.”, alerta-nos Erasto, na questão 230.

Kardec ocupou-se ainda de esclarecer sobre como organizar reuniões e sociedades espíritas sérias, finalidade maior quando objetivamos manter contato com Espíritos superiores e que possam nos instruir realmente.

Assim, Kardec lista algumas condições básicas para uma boa reunião, dentre elas: “Pela comunhão de ideias e pensamentos, benevolência recíproca entre todos os membros, renúncia de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã.” (Questão 341)

Constituído de ensinamentos práticos, o LIVRO DOS MÉDIUNS é o verdadeiro roteiro para a formação de Espíritas, na verdadeira acepção do termo. Kardec alerta que, quando agimos visando apenas o interesse pessoal, fomentando o embate de ideias e de opiniões, criamos um ambiente propicio a manifestação de Espíritos grosseiros e perturbadores. Contra esse panorama, Kardec sentencia: “os membros de uma sociedade, que agissem da maneira como vimos de esboçar não seriam verdadeiros espíritas, pois que caridade e a tolerância são o dever primário que a Doutrina impõe a seus adeptos; os que procedem assim são espíritas mais de nome do que de fato.” (Questão 335).

Como disse Santo Agostinho: “Não basta crer, é preciso, sobretudo dar exemplos de bondade, de tolerância e de desinteresse, sem o que estéril será a vossa fé”.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Por que O Livro dos Médiuns constitui a parte experimental do Espiritismo?

2) Do que depende uma boa comunicação com os Espíritos?

3) Como devemos conduzir uma reunião espírita séria?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns - Ed. FEESP

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

9ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

“E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre que farei para herdar a vida eterna?

E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês? E respondendo ele, disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe: Respondeste bem, faze isto e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou ao largo. E de igual modo também um levita, chegando aquele lugar; e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão. E aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e pondo sobre sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. Partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que demais gastares eu te pagarei quando voltar”.

“Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: “O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira”. (Lucas, 10:25-37)

Indaga-se pela ortodoxia a fé? Faz-se alguma distinção entre o que crê de uma maneira e o que crê de outra?

Não, pois Jesus coloca o samaritano (considerado herético), que tem amor ao próximo, sobre o ortodoxo a quem falta caridade. Jesus não faz da caridade uma das condições da salvação, mas a única. Se ele coloca a caridade na primeira linha entre as virtudes, é porque ela encerra implicitamente todas as outras: a humildade, a mansidão, a benevolência, a justiça, etc., e porque é ela a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

Amor e Sabedoria

Hoje, procuramos entender o que significam vários daqueles personagens citados por Jesus na “Parábola do Bom Samaritano”

Cairbar Schutel diz que “o viajante ferido é a Humanidade saqueada de seus bens espirituais e de sua liberdade, pelos poderosos do mundo; o sacerdote e o levita, em vez de tratarem dos interesses da coletividade, tratam dos interesses dogmáticos; o samaritano que se aproximou e atou as feridas, é Jesus Cristo. O azeite, é o símbolo da fé, o vinho, é o espírito da sua Palavra, os dois denários, são a caridade e a sabedoria.”

Amor e Sabedoria, as duas asas simbólicas que o Espírito, meditando e agindo no bem, pouco a pouco vali tecendo, e com que, mais tarde, desferirá venturosamente os voos sublimes e supremos, na direção da perfeição.

Quase dois mil anos se passaram e aqui retornamos sucessivas vezes para este planeta, que é uma escola, a fim de conquistarmos a sabedoria e o amor (as duas asas), com que nós alçaremos ao Reino de Deus, que é liberdade e felicidade.

A simbologia dessas asas (do Amor e Saber), conseguimos após buscarmos o esclarecimento, aprendendo, interpretando, ouvindo e aplicando; após isso obtemos o Conhecimento verdadeiro, não o puramente intelectual, mas o que, aplicado sob a forma de caridade, é o amor em ação.

Amor é o que buscamos ter hoje, não somente pelos mais próximos, mas aplicando os ensinamentos de Jesus, com a visão de quem o encontra na sua Estrada de Damasco, e percebe a oportunidade de tirar dos olhos as traves do orgulho e das vaidades desmedidas do passado, após séculos de obscurecimento do Espírito.

Muitos cresceram ao praticar o bem, com o uso do livre-arbítrio; outros, ainda hoje, apenas leem as páginas belíssimas em que se afirma que Fora da Caridade não há Salvação; e há os que desejam ser os samaritanos de hoje e que sabem, também, que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão, são uma só pessoa.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Por que devemos cultivar o amor e o saber?

2) Por que Jesus narrou a Parábola do Bom Samaritano?

3) Qual a principal lição dessa parábola?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP.
- Schutel, Cairbar - Parábolas e Ensinos de Jesus – Ed. O Clarim.
- Xavier, Francisco Cândido - Roteiro – Ed. FEB.

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

9ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


A CARIDADE SEGUNDO PAULO

“Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que fine. E se eu tiver o dom da profecia, e conhecer todos os mistérios, e quando se pode saber; e se tiver a fé, até ao ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada. E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se, todavia, não tiver caridade, nada disto me aproveita. A caridade é paciente, é benigna. A caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

A caridade nunca, jamais há de acabar; ou deixem de ter lugar as profecias, ou cessem as línguas, ou será abolida a ciência. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três virtudes: porém a maior delas é a caridade.” (Paulo, I Coríntios, 13:1-8 e 13)

Paulo compreendeu tão profundamente essa verdade, que coloca a caridade acima da própria fé. Porque a caridade está ao alcance de todos, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre; e porque independe de toda a crença particular. Ele define a verdadeira caridade, mostrando-a não somente na beneficência, mas no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

De Paulo é a máxima: Fora da caridade não há salvação. Retornou ao tema em 1860 em Paris, numa comunicação do E.S.E, dizendo: “Pois nela estão contidos os destinos dos homens sobre a terra e no céu porque aqueles que a tiveram praticado encontrarão graça diante do Senhor”.

Encerrando a sua mensagem, traz a exortação: “Meus amigos, agradecei a Deus, que vos permite gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo ela vos torna melhores cristãos. Fazei, pois que, aos vos vendo possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.”

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO

1) Segundo Paulo, quais as características da caridade?

2) Analise a frase: “Fora da caridade da há salvação”.

3) Na sua opinião, o que é caridade?

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

8ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES

“Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebestes. (Mateus, 10:8)

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas; porque devorais as casas das viúvas, com pretextos de longas orações; por isso sofrereis um juízo mais rigoroso.” (Mateus, 23:14)

“Dai de graça o que de graça recebestes”, disse Jesus aos discípulos, recomendando-lhes, dessa forma, que não aceitassem pagamentos pela dispensa dos bens, cuja obtenção nada lhes houvesse custado, ou seja, que nada cobrassem dos outros por aquilo que não pagaram. O que eles receberam, gratuitamente, foi à faculdade de curar doentes e expulsar os “demônios”, ou seja, os maus Espíritos. Essa capacidade lhes fora dada de graça, para que aliviassem os que sofriam e ajudassem a propagação da fé e, por isso, lhes prescrevera o Mestre que não a transformassem em artigo de comércio, ou de especulação e muito menos em meio de vida.

Também disse Jesus: “Não façais pagar as vossas preces; não façais como os escribas que, a pretexto de longas orações, devoram as casas das viúvas”. A prece é um ato de caridade, um impulso do coração. Quando fazemos alguém pagar por esse ato de intercessão junto a Deus, transformamo-nos em intermediários assalariados, tomando, assim, a prece uma simples fórmula.

Deus não vende os benefícios que concede. Seria um absurdo pensar que podemos subordinar um ato de clemência, de bondade e de justiça, solicitado a sua misericórdia, a uma quantia em dinheiro.

A razão, o bom censo e a lógica dizem que Deus, a Perfeição Absoluta, não pode delegar a criatura imperfeita o direito de fixar um preço para a sua justiça. A justiça de Deus é como o Sol: nasce para todos, tanto para os pobres como para os ricos.

Os médiuns, intermediários entre a espiritualidade e o mundo material, verdadeiras pontes de ligação entre os dois planos da vida, são os intérpretes dos Espíritos para a instrução dos homens, mostrando-lhes o caminho do bem e para trazê-los a fé. Não devem nunca vender palavras que não lhes pertencem, de vez que não são produto de sua concepção, nem de suas pesquisas, nem de seu trabalho pessoal.

A mediunidade séria não pode ser, nem será jamais, uma profissão. No seu aspecto de concessão como prova, é uma faculdade essencialmente mutável e variável - não funciona como uma capacidade adquirida pelo estudo e pelo trabalho, da qual se tem o direito de dispor como se queira.

“Que aquele, pois, que não tem do que viver procure outros recursos que não os da mediunidade; e que não lhe consagre, se necessário, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos levarão em conta o seu devotamento e os seus sacrifícios, enquanto se afastarão dos que pretendem fazer da mediunidade um meio de subir na vida", orienta-nos Kardec. (E.S.E, Cap. XXVI, Item 10)

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Explique a frase de Jesus: “Dai de graça o que de graça recebeste”.

2) Por que não devemos comercializar a mediunidade?

3) Na sua opinião, o que é um bom médium?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns - Ed. FEESP
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP
- XAVIER, F.C. - O Consolador 15, Ed., Brasília: FEB, 1991; Questão 387, p.215

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

8ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


MÉDIUNS E MEDIUNIDADE

Mediunidade é a faculdade ou aptidão que possuem certos indivíduos denominados médiuns, de servirem de intermediários entre os mundos físico e espiritual.

A mediunidade é inerente ao organismo, como a visão, a audição e a fala, daí, qualquer um pode ser dotado dessa faculdade. Por isso, ela não constitui privilégio.

É uma conquista da alma, quando direcionada para o bem. Daí, a necessidade de oração e vigilância, da reforma intima, isto é, da substituição de defeitos e vícios, por qualidades e virtudes, de uma conduta moral irrepreensível, para que possamos sintonizar com Espíritos de hierarquia mais elevada. A necessidade primordial do médium é evangelizar-se, estudar muito, dando a cota de tempo de que possa dispor e doar-se no auxílio aos necessitados. Na I Epistola de Paulo de Tarso aos Coríntios, temos lições sobre a teoria e pratica mediúnica, assim como Kardec o faz em O Livro dos Médiuns.

As faculdades mediúnicas demonstram as potencialidades e a diversidade de Espíritos que existem na Terra. Não é o bastante estudar ou conhecer o efeito; é indispensável buscar e conhecer a causa desses fenômenos.

Kardec explica-nos em O Livro dos Médiuns que a mediunidade não se revela em todos os médiuns de uma mesma forma. “Os médiuns tem, geralmente, aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos, o que os divide em tantas variedades quantas são as espécies de manifestações.” (L.M, questão 159)

Paulo de Tarso traz ensinamentos de imenso valor doutrinário, quando nos diz: “Os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.” (I Coríntios, 12:4-5)

Todas as formas de mediunidade são necessárias; nenhuma faculdade é superior a outra e são todas indispensáveis para um bom andamento dos trabalhos, até a mais humilde das tarefas. Não há ninguém mais importante, porque todos são importantes, cada um na sua tarefa.

O Espiritismo, retomando as origens do Cristianismo, reforça a importância do Orai e vigiai que Jesus nos trouxe.

Cada um de nós é o único responsável pela valorização das oportunidades ofertadas por Deus e a mediunidade é uma das maiores que podemos ter.

Os Espíritos esclarecem a Kardec que se há criaturas indignas que possuem mediunidade, é porque dela necessitam para se melhorarem. “Pensas que Deus recusa os meios de salvação aos culpados? Ele os multiplica nos seus passos, colocando-os nas suas próprias mãos. Cabe a eles aproveitá-los.” (L.M, questão 226, item 2)

O exercício da mediunidade sem o amor é frio e inócuo.

O Espírito Emmanuel, complementando a importância da moral do médium, afirma: “A maior necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo, antes de se entregar as grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão”.

Diz ainda: “O primeiro inimigo do médium reside dentro dele mesmo. Frequentemente é o personalismo, é a ambição, a ignorância ou a rebeldia no voluntário desconhecimento dos seus deveres a luz do Evangelho, fatores de inferioridade moral que, não raro, o conduzem à invigilância, a leviandade e a confusão dos campos improdutivos.”

“Contra esse inimigo é preciso movimentar as energias íntimas pelo estudo, pelo cultivo da humildade, pela boa vontade, com o melhor esforço de autoeducação à claridade do Evangelho.”

FIXAÇÃO Do APRENDIZADO:

1) O que caracteriza a mediunidade?

2) Como o médium deve proceder para ser assistido pelos bons Espíritos?

3) Por que a mediunidade deve ser exercida para o bem.

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quinta-feira, 30 de abril de 2020

7ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


PARENTESCO CORPORAL E ESPIRITUAL

“Os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais - o corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque ele já existia antes da formação do corpo. O pai não gera o Espírito do filho: fornece-lhe apenas o envoltório corporal. Mas, o pai deve ajudar seu desenvolvimento intelectual e moral, para fazê-lo progredir.

“Os Espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são o mais frequentemente Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena. Mas, pode ainda acontecer que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem também por seu antagonismo na terra, a fim de lhes servir de prova. Os verdadeiros laços de família não são, portanto, os da consanguinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos, que unem os Espíritos antes, durante e após a encarnação. Donde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem, pois, atrair-se, procurar-se, tornar-se amigos, enquanto dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, como vemos todos os dias. Problema moral, que só o Espiritismo podia resolver; pela pluralidade das existências.”

“Há, portanto, duas espécies de famílias: as famílias por laços espirituais e as famílias por laços corporais. As primeiras, duradouras, fortificam-se pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das diversas migrações da alma. As segundas, frágeis como a própria matéria, extinguem-se com o tempo, e quase sempre se dissolvem moralmente desde a vida atual. Foi o que Jesus quis fazer compreender dizendo aos discípulos:

‘Eis minha mãe e meus irmãos’, ou seja, a minha família pelos laços espirituais, pois ‘quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe’.

“A hostilidade de seus irmãos está claramente expressa no relato de Marcos, desde que, segundo este, eles se propunham a apoderar-se d’Ele, sob o pretexto de que perdera o juízo. Avisado de que haviam chegado, e conhecendo o sentimento deles a seu respeito, era natural que dissesse, referindo-se aos discípulos, em sentido espiritual: ‘Eis os meus verdadeiros irmãos’. Sua mãe os acompanhava, e Jesus generalizou o ensino, o que absolutamente não implica que ele pretendesse que sua mãe, segundo o sangue, nada lhe fosse segundo o Espírito, só merecendo a sua indiferença. Sua conduta, em outras circunstâncias, provou suficientemente o contrário.” (ESE, Cap. XIV Item 8)

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Quais são os verdadeiros laços de família?

2) Por que os laços materiais são frágeis?

3) Por que, numa mesma família, encontramos seres tão diversos uns dos Outros?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP
- Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos - Ed. FEESP
- Xavier, Francisco Cândido - Vida e Sexo - Ed FEB

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

7ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


COMPROMISSO AFETIVO - CASAMENTO E DIVÓRCIO

Espíritos imortais, já tendo passado por inúmeras encarnações e adquirido compromissos perante outras criaturas, é mister analisarmos, em primeiro lugar, o dever quando falamos em compromisso afetivo.

Diz-nos o Espírito Lazaro que “o dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos”.

De acordo com o preceito de Jesus que nos recomenda amar ao nosso próximo, certamente, toda vez que infligimos a Lei de Amor, sentimos a repercussão do abuso em nossa consciência. Respeitar o sentimento do outro, portanto, é fundamental para o nosso próprio equilíbrio emocional.

E o mais importante compromisso afetivo que experimentamos é o casamento.

O casamento é uma instituição Divina, inserida na Lei de Reprodução e fundada na união conjugal, para que se opere a renovação e a espiritualização dos seres. Implica no “regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no Campo da assistência mútua", como bem define o Espírito Emmanuel.

Segundo Kardec, na questão 696 do L.E, “o casamento é um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas porque estabelece a solidariedade fraterna e se encontra entre todos os povos, embora nas mais diversas condições”.

A despeito da chamada “crise do casamento” moderna, abolir o casamento significaria um retrocesso, pois até mesmo entre os animais encontramos uniões que são duradouras e estáveis. A união sexual livre e casual reflete o estado primitivo da natureza e, quando a praticamos, é como se vivêssemos ainda no estado de barbárie.

O aspecto da lei

A união pelo casamento pertence às Leis Divinas, imutáveis e perfeitas, que estabelecem a perpetuação da espécie pela reprodução e evolução dos seres. No verdadeiro casamento predomina a Lei do Amor, exclusivamente de caráter moral, que paira acima das condições eminentemente físicas do casamento.

Em relação à lei humana, ou civil, “não há em todo o mundo, e mesmo na cristandade, dois países em que elas sejam absolutamente iguais, e não há mesmo um só em que elas não tenham sofrido modificações através dos tempos. Resulta desse fato que, perante a lei civil o que é legítimo num país em certa época, torna-se adultério noutro pais e noutro tempo.”

Pela Lei Divina, as criaturas não se unem apenas pelos laços materiais, mas também pelos da alma, a fim de que essa afeição facilite a missão de educar os filhos, fazendo-os progredir. “Imperioso, porém”, diz Emmanuel, “que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso mesmo, não deve haver qualquer desconsideração entre si”.

Laço importante que nos impulsiona para a evolução, o casamento, quando mal direcionado, pode realizar-se por conta de interesses materiais; mas também, quando feliz, pode ser por afinidade, seja ela de natureza espiritual, intelectual ou cultural. Na maioria dos casamentos terrenos, porém, ainda predominam as uniões de resgates e de oportunidades de evolução, precedidos de cuidadosa programação para que a união seja bem sucedida, seja em relação aos cônjuges, aos filhos ou a parentela.

Entre os aspectos fundamentais do casamento, há que se considerar:

a) a família, em que cada individualidade devera exercitar com dedicação a paternidade e a maternidade;

b) o namoro, época do “suave encantamento” a que refere-se Emmanuel, em que tudo é tolerado;

c) o ambiente doméstico, escola viva da alma, onde as criaturas matriculam-se para o aprendizado comum, para os reajustes e o crescimento;

d) a energia sexual, que se apresenta como recurso da lei de atração, para unir os Espíritos em torno da oportunidade de autodescobrimento e de reajuste;

e) a necessidade do reencontro, para o acerto perante as Leis Divinas, devido às responsabilidades esposadas em comum.

Por tudo isso, observa-se que os cultos religiosos não são senão exterioridades, elementos transitórios da vida em comum, compreensíveis em épocas mais recuadas, porém sem nenhuma utilidade prática para a vida espiritual.

Na doutrina espírita não se realizam casamentos, da mesma forma que não se ministram batismos ou quaisquer sacramentos, pois no Espiritismo não há ritual de nenhuma espécie.

Divórcio

Quando Kardec perguntou aos Espíritos acerca da indissolubilidade absoluta do casamento, eles responderam que segundo o ponto de vista material, “é uma lei humana muito contraria a lei natural” (LE Questão 697). Em outra questão, complementando tal entendimento, sentenciaram: “em primeiro lugar as vossas leis são erradas, pois acreditais que Deus vos obriga a viver com aqueles que vos desagradam?” (LE questão 940).

Jesus também não condenava objetivamente o divórcio, mas enfatizava que muitas coisas ocorriam devido à dureza dos nossos corações. Embora não seja contrário as Leis de Deus, o divórcio não deve ser estimulado – ele interrompe o processo de harmonização entre as criaturas, transferindo o compromisso e a solução dos problemas comuns para reencarnações posteriores. Trata-se de uma dolorosa cirurgia psíquica, somente admissível em casos extremos, quando se constituir em um mal menor.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Qual a importância do compromisso afetivo Segundo o Espiritismo?

2) Por que o casamento se insere na Lei Divina?

3) Como entender o divórcio?

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

6ª Aula Parte Única - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Primeiro livro da codificação, publicado em sua primeira edição em 18 de abril de 1857, O Livro dos Espíritos é fruto de um trabalho monumental, pois “foi escrito por ordem e sob ditado dos Espíritos Superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre dos prejuízos do espírito de sistema”. Ainda sobre o trabalho desempenhado por Allan Kardec, o seu discípulo Léon Denis, assim comenta: “Esse livro é o resultado de um trabalho imenso de classificação, coordenação e eliminação, que teve por base milhões de comunicações, de mensagens, provenientes de origens diversas, desconhecidas umas das outras, mensagens obtidas em todos os pontos do mundo e que o eminente compilador reuniu depois de se ter certificado da sua autenticidade.

Tendo o cuidado de pôr à parte as opiniões isoladas, os testemunhos suspeitos, conservou somente os pontos em que as afirmações eram concordes”.

Com O Livro dos Espíritos, nova luz surge para a humanidade, pois ele esclarece os pontos obscuros que os homens de ciência não podiam descrever. Surge uma nova doutrina, o Espiritismo, que tem como base o Espiritualismo, doutrina oposta ao Materialismo. Na sua parte “Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita”, Allan Kardec comenta que para diferenciar o Espiritismo do Espiritualismo nova palavra deve ser criada, pois a partir deste momento todo aquele que se disser adepto da doutrina espírita será designado Espírita. Nesse sentido, como especialidade O Livro dos Espíritos contém a doutrina espírita, e como generalidade, vincula-se ao Espiritualismo.

A Divisão

Dividido em quatro Livros, O Livro dos Espíritos assim encontra-se estruturado:

Livro Primeiro: As Causas Primárias

Livro Segundo: Mundo Espírita ou dos Espíritos

Livro Terceiro: As Leis Morais

Livro Quarto: Esperanças e Consolações

Segundo J. Herculano Pires, a Codificação Espírita tem sua fundamentação em o Livro dos Espíritos, pois a partir dele é que as demais obras, que compõem os cinco livros da Codificação Espírita foram desdobradas. Ele é o núcleo central da Doutrina Espírita. Neste sentido, Herculano Pires coloca de forma estruturada e lógica toda à sequência da obra kardequiana, conforme esquema:

O LIVRO DOS ESPÍRITOS “Podemos encontrar uma parte que se refere a ele mesmo, ao seu próprio conteúdo: é o constante dos Livros I e II até o capítulo quinto.”

O LIVRO DOS MÉDIUNS “Sequência natural deste livro que trata especialmente da parte experimental da Doutrina, tem a sua fonte no Livro II, a partir do capitulo sexto até o final. Toda a matéria contida nessa parte é reorganizada e ampliada daquele livro”.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

“É uma decorrência natural do Livro III, em que são estudadas as leis morais, tratando-se especialmente da aplicação dos princípios da moral evangélica, bem como dos problemas religiosos da adoração, da prece e da prática da caridade.”

O CÉU E O INFERNO “Decorre do Livro IV “Esperanças e Consolações” em que são estudados os problemas referentes às penas e aos gozos terrenos e futuros, inclusive com a discussão do dogma das penas eternas e a análise de outros dogmas, como o da ressurreição da carne, e os do paraíso, inferno e purgatório.”

A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO

“Relaciona-se aos capítulos II, III e IV do Livro I, e capitulo IX, X e XI do Livro II, assim como a parte dos capítulos do Livro III que tratam dos problemas genésicos e da evolução física da Terra.” (Fonte: O Livro dos Espíritos, Introdução a “O Livro dos Espíritos", Ed. Lake)

Tendo como início a observação dos fenômenos das mesas girantes e o estudo profundo com auxílio dos médiuns, que foram os intermediários da espiritualidade superior que presidiu a elaboração desta obra, Allan Kardec nos esclarece a respeito do verdadeiro fundamento do livro: “Seria fazer uma ideia bem falsa do Espiritismo acreditar que a sua força decorre da prática das manifestações materiais e que, portanto, entravando-se essas manifestações, pode-se minar-lhes as bases. Sua força está na sua filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom senso”.

Diante dessas palavras, pode-se entender claramente o processo ideológico pelo qual surgiu a doutrina espírita, tendo como pedra filosofal O Livro dos Espíritos. Foi a partir das observações dos fatos que se buscou compreender a sua causa real.

Causa essa que originou-se no que Kardec explica no item 17 da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita: “A verdadeira Doutrina Espírita está no ensinamento dado pelos Espíritos”.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Qual foi o método empregado por Kardec na compilação de O Livro dos Espíritos?

2) Em quantas partes está dividido O Livro dos Espíritos? De que modo elas se relacionam com as demais obras da codificação?

3) Onde está a verdadeira força do Espiritismo, Segundo Allan Kardec?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos - Ed. FEESP.

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quinta-feira, 9 de abril de 2020

5ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


PARÁBOLA DOS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

“O Reino dos Céus é semelhante a um homem pai de família, que ao romper da manhã saiu a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E feito com os trabalhadores o ajuste de um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E tendo saído junto da terceira hora (nove horas), viu estarem outros na praça, ociosos. E disse-lhes:

Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Saiu, porém, outra vez, junto da hora sexta (meio dia), e junto da hora nona (quinze horas), e fez o mesmo. E junto da undécima hora (dezessete horas) tornou a sair e, achou outros que lá estavam, e disse: por que estais vós aqui todo o dia, ociosos?

Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Ele disse: Ide vós também para a minha vinha. Porém no fim da tarde, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores e paga-lhes o jornal, começando pelos últimos e acabando nos primeiros. Tendo chegado, pois os que foram juntos da hora undécima, recebeu cada um seu dinheiro. E chegando também os que tinham ido primeiro, julgaram que haviam de receber mais; porém, também estes não receberam mais do que um dinheiro cada um. E ao recebê-lo, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes que vieram por último não trabalharam senão uma hora, e tu os igualaste conosco, que aturamos o peso do dia e da calma. Porém ele, respondendo a um deles, lhe disse: Amigo, eu não te faço agravo; não convieste tu comigo num dinheiro? Toma o que te pertence, e vai-te, que eu de mim quero dar também, a este último, tanto quanto a ti. Visto isso, não me é licito fazer o que quero? Acaso teu olho é mau, porque eu sou bom? Assim serão últimos os primeiros e primeiros os últimos, porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos.” (Mateus, 20: 1-16)

Jesus disse: “O meu reino não é deste mundo.” (Jo 18-36). Por isso, os ensinamentos de Jesus partiam sempre de algo concreto, do dia-a-dia vivenciado pelos ouvintes, para que através do raciocínio, eles pudessem compreender a abrangência do conceito abstrato do reino de Deus. Assim, utilizou-se de muitas parábolas para ensinar. E a parábola nada mais é do que uma narrativa alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior. Pode ser considerada uma narração alegórica que encerra uma doutrina moral.

Todos fomos chamados para uma nova encarnação, objetivando a perfeição relativa.

Qual o ensinamento da Parábola dos Trabalhadores da Última Hora? No primeiro chamado, fomos convidados a desenvolver os germens das virtudes com a primeira revelação de Moises, com os Dez Mandamentos. Porém nessa época ainda enxergávamos Deus com características humanas, poderoso e guerreiro.

No segundo chamado, com Jesus, o convite era para que ampliássemos a compreensão do Decálogo, deixando de praticar a lei do “olho por olho e dente por dente” e aprendermos o amor universal através do “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

No terceiro chamado, somos convidados a estabelecer os alicerces da prática do amor, quando começamos a compreender que existem condições para que o trabalho seja bem realizado, como: a assiduidade, o desprendimento, a boa vontade e esforço com que o realizamos; condições essas essenciais para que o salário faça jus ao esforço de cada um.

Quando o senhor da vinha diz: "Porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos”, enfatiza as oportunidades que temos para o aprimoramento; porém poucos são os que se dispõem a aceitar o convite.

A misericórdia Divina remunera todos os trabalhadores. O salário irá depender da maneira como cada um desempenha suas funções. Jesus nos ensina que sempre é tempo para cuidarmos de nosso aperfeiçoamento; não importa a idade, desde que aceitemos com boa vontade o convite para o trabalho.

Deus não espera que todos trabalhem da mesma forma. A meta é colaborarmos cada vez mais em sua obra. Por isso, estejamos sempre dispostos para o trabalho e confiantes no Senhor, ajudando e compreendendo, perdoando e servindo, porque o verdadeiro cristão será reconhecido pelas suas obras e não por suas palavras.

Já estamos na última hora: empreguemos bem este tempo que nos resta para recebermos o salário, pois, por mais longa que nos pareça a presente encarnação, ela não passa de um breve momento em relação a imortalidade do Espírito.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Quais são os trabalhadores da última hora?

2) O salário é o mesmo para todos os trabalhadores?

3) Como será reconhecido o trabalhador da última hora?

BIBLIOGRAFIA
- Calligaris, Rodolfo - Parábolas Evangélicas- Ed.FEB.
- Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos - Ed. FEESP.
- Kardec, Allan - O Que é o Espiritismo - Ed. FEB.
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP
- Schutel, Caibar - Parábolas e Ensinos de Jesus - Ed. O Clarim

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quinta-feira, 2 de abril de 2020

5ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


O ESPIRITISMO EM SEU TRÍPLICE ASPECTO

O Espiritismo surgiu oficialmente em 18 de abril de 1857, com a primeira edição de O Livro dos Espíritos, que viria a alterar muitos dos conceitos até então vigentes, com relação a Deus, a imortalidade da alma; a reencarnação, a comunicação com os mortos e, principalmente, ao mundo dos Espíritos.

“Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica, em linguagem clara e simples, para divulgação popular este livro é um verdadeiro tratado filosófico que começa pela Metafísica, desenvolvendo em novas perspectivas a Ontologia, a Sociologia, a Psicologia, a Ética e, estabelecendo as ligações históricas de todas as fases da evolução humana em seus aspectos biológico, psíquico, social e espiritual. Um livro para ser estudado e meditado, com o auxílio dos demais volumes da Codificação”, escreveu José Herculano Pires, o mais celebrado dos seus tradutores.

Como síntese de todo o conhecimento humano, a Doutrina dos Espíritos é estruturada em O Livro dos Espíritos para a análise da razão sob a forma de ciência, filosofia e religião. Esses três aspectos foram convenientemente distribuídos no conjunto de perguntas e respostas do notável Livro. Ademais, no encerramento dos “Prolegômenos” podemos ver o nome de Espíritos Veneráveis que ditaram as respostas e comandaram a realização do livro e, enquanto encamados na Terra, foram expoentes da filosofia, da ciência e da religião.

Em seus princípios, o Espiritismo é filosofia, com raízes na própria tradição filosófica (a partir das escolas gregas).

Essa é a razão pela qual Sócrates e Platão figuram na Codificação como precursores do Cristianismo e, por conseguinte, do Espiritismo. O Livro dos Espíritos fora até mesmo escrito na forma dos diálogos de Platão: perguntas e respostas. E, ao final da obra, nas suas “Conclusões”, Kardec analisa a doutrina e afirma: “Sua força está na sua filosofia, no apelo que faz a razão e ao bom senso.” (Item VI). Contudo, o Espiritismo não é só filosofia.

No “Preâmbulo” do livro “O que é o Espiritismo”, Kardec afirma: “O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações.” E conclui, definindo com precisão: “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.”

Devemos recordar que o Espiritismo surgiu primeiro como ciência, que é o seu outro aspecto. Contudo, a ciência espírita difere da ciência materialista, rompendo definitivamente com a barreira de pressupostos para firmar em bases lógicas e experimentais seus princípios.

Princípios esses revelados aos homens por meio de provas irrecusáveis: a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo.

A ciência espírita compreende duas partes: uma experimental, sobre as manifestações em geral; outra, filosófica, sobre as manifestações inteligentes (LE, “Introdução”, item XVII). Ambos os casos apresentam como base do conhecimento a fenomenologia mediúnica, coroada pelo ensinamento dado pelos Espíritos, que nos revelam as leis naturais. É representada, no Espiritismo, por O Livro dos Médiuns e A Gênese.

Finalmente, como terceiro aspecto da Doutrina, fechando o Triangulo de Forças Espirituais a que se referiu Emmanuel em O Consolador (Definição), surge o aspecto religioso que Kardec deixou para o final de sua missão.

E representado no Espiritismo por O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Nesse aspecto, porém, o Espiritismo é muito diferente das religiões tradicionais, visto ser desprovido de rituais, sacramentos, idolatria, paramentos, mitos e quaisquer cultos exteriores. A doutrina espírita, por isso, como religião que efetivamente é, surge do exercício da razão; daí a ideia da fé raciocinada, “que se apoia nos fatos e na lógica e não deixa nenhuma obscuridade: crê-se porque se tem a certeza, e só se está certo quando se compreendeu.” Não se trata de uma religião, com uma série de rituais, mas que “repousa a sua grandeza divina por constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza de seu imenso futuro espiritual”, nas sábias palavras do Espírito Emmanuel.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

l) Onde encontrar as raízes da Filosofia Espírita?

2) Quais são as partes da Ciência Espírita?

3) Como se caracteriza a fé na Religião Espírita?

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quinta-feira, 26 de março de 2020

4ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


A REFORMA ÍNTIMA

Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de esclarecê-los e progressivamente conduzi-los à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para que se aproximassem Dele. Chegando à perfeição, encontram a felicidade suprema.

Kardec pergunta aos Espíritos na questão 967 de O Livro dos Espíritos, no que consiste a felicidade dos bons Espíritos e a resposta é objetiva: “Em conhecer todas as coisas; não ter ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que fazem a infelicidade dos homens”. Pelo livre-arbítrio, cada um de nós segue o caminho do bem ou do mal, instruindo-nos através das lutas e tribulações da vida corporal. Em nossas muitas encarnações temos a oportunidade de melhoria progressiva.

Seguindo a lei natural - a lei de Deus - o homem torna-se feliz. Quando desejamos saber qual é a verdadeira Lei de Deus, os Espíritos dizem-nos que ela está escrita em nossa consciência (L.E, questão 621). E, quando queremos acertar, Deus ofereceu-nos o modelo mais perfeito para nos servir de guia: Jesus.

Jesus ensinou-nos pelo seu exemplo e pelas suas máximas; os Espíritos, por sua vez, vieram esclarecer os ensinamentos de Jesus necessários para o nosso aprimoramento.

O Espírito da Verdade diz-nos: “Espíritas: amai-vos, eis o primeiro mandamento; instrui-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo”.

Para que possamos atingir tal objetivo, é preciso educar o Espírito a luz dos ensinamentos do Cristo - transformarmo-nos no “homem novo” em substituição ao “homem velho” do passado. Conseguimos isso vencendo nossos defeitos e vícios, e ganhando qualidades e virtudes. Aos poucos, sentiremos os efeitos dessa transformação em nossos sentimentos, pensamentos e atos.

Jesus ofereceu-nos inúmeras lições. No Sermão do Monte dá-nos uma lição de amor por meio das bem-aventuranças, para que nos aproximemos de Deus e sejamos consolados. Aprendemos que necessitamos conquistar virtudes, como a mansuetude, a caridade, a benevolência e o pacifismo; e que devemos buscar a paz interior, conquista do Espírito, através da oração e da vigilância dos nossos pensamentos.

Em virtude de nosso atraso moral afastamo-nos gradativamente das Leis Divinas, que deveriam nortear as nossas vidas. É importante sabermos, a partir do momento em que iniciamos a nossa Reforma Íntima, que a nossa felicidade de hoje será sempre proporcional ao nosso esforço de renovação - e pelo bem que semearmos como consequência das virtudes adquiridas.

Não se pode entender o termo Reforma Íntima separado de sua verdadeira significação, da qual não podemos fugir: a da transformação moral. Como nos disse Jesus: "Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo tira parte do vestido e fica maior a rotura.” (Mateus, 9:16). Não remendamos o que está velho; buscamos o tecido novo, mais resistente e duradouro.

Devemos buscar os valores espirituais, a progressão espiritual, única finalidade dos seres em todos os níveis e em todos os mundos.

Espiritualização é a exteriorização, o vir a tona da centelha Divina, do nosso Eu interior no esforço de sintonizarmo-nos com a vibração Divina universal, que é a harmonia, luz, amor, equilíbrio; é sobrepormo-nos ao homem material e aos valores materiais.

Diz-nos o Espírito Emmanuel: “Todos somos doentes pedindo alta”; a caminhada é longa, muitas vezes encontraremos obstáculos, porém, Jesus é claro quanto ao convite para a renovação: “Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus.” (Lucas, 9:62)

É um esforço de milênios, foram inúmeras as encarnações em que não atingimos tal objetivo; mas o Evangelho sempre nos oferece um poderoso auxilio para a espiritualização, desde que seja compreendido, interpretado e vivido na essência de sua significação e do seu poder redentor.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Que é Reforma Íntima?

2) O que significa a transformação moral? Quais virtudes devemos conquistar?

3) Qual a contribuição do Evangelho de Jesus para que vençamos os nossos defeitos morais?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - A Gênese - Ed. FEESP.
- Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos - Ed. FEESP.
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP.

Fonte da imagem: Internet Google.