CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

21a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

PSICOGRAFIA – PNEUMATOGRAFIA - PNEUMATOFONIA

Psicografia

Psicografia, do grego psuikê, borboleta, alma, e graphó, eu escrevo (Revista Espírita, 1859 agosto).

O primeiro meio empregado para produzir o fenômeno da psicografia, foi o das pranchetas e das cestas munidas de lápis, chamada de psicografia indireta. As cestas eram movidas pela vontade dos Espíritos comunicantes, enquanto o médium mantinha a mão na cesta, esta atuava sobre o lápis.

A psicografia direta ou manual é realizada pelo próprio médium. Neste caso, o Espírito comunicante age sobre o médium e este, por sua vez, transmite a mensagem por meio da escrita, no papel.

São vários os meios de comunicação entre o mundo material e o mundo espiritual, e de todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais completo.

É por intermédio dela que os Espíritos revelam melhor a sua natureza e o grau de sua evolução. Sendo um meio de comunicação permanente, pois demonstra uma potência oculta no fenômeno mediúnico.

É graças à psicografia, que possuímos todo um acervo literário a nosso dispor, de grande valor moral para os nossos estudos.

Além disso, para o médium, essa faculdade é a mais suscetível de se desenvolver pelo exercício.

Em “Missionários da Luz”, no capitulo I, podemos aprender com o Espírito André Luiz que, durante uma reunião mediúnica, o médium é preparado, pelos auxiliares espirituais, para a tarefa da psicografia, para que não se lhe perturbe a saúde física. A transmissão da mensagem não será simplesmente ”tomar a Mão”. Há processos intrincados, complexos. Todo centro glandular é uma potência elétrica transformando-se em núcleos luminosos; os condutores medulares formam extenso pavio, sustentando a luz mental, como chama generosa de uma vela de enormes proporções. O cerebelo mostra fulgurações; as células corticais e as fibras nervosas constituem-se em elementos delicadíssimos de condução de energias imponderáveis; a epífise desempenha o papel mais importante, emitindo raios azulados e intensos e é nela, que reside o sentido novo dos homens.

Ainda neste capítulo, aprendemos que o médium não pode improvisar o estado receptivo, há que ter uma preparação espiritual incessante.

As variedades de médiuns escreventes seguem uma relação extensa, conforme mostra Kardec, no capitulo XVI, itens 191 a 197, de “O Livro aos Médiuns”.

No exercício do psicógrafo comum, pode ocorrer a mudança da caligrafia, segundo o Espírito que se comunica, podendo, inclusive, reproduzir a letra que o Espírito comunicante tinha durante sua existência. Este caso, o da identidade da letra, é mais raro. São os chamados médiuns polígrafos.

Os médiuns escreventes ou psicógrafos são os que têm a faculdade de escrever por si mesmos, sob influência dos Espíritos, e podem ser mecânicos, intuitivos, semi-mecânicos, inspirados, ou de pressentimentos.

Graças a um impulso involuntário, os médiuns escreventes mecânicos recebem a comunicação, caracterizando-se pela inconsciência absoluta do que escrevem. “O primeiro indicio da disposição para escrever é uma espécie de frêmito no braço e na mão. Pouco a pouco, a mão se arrastada por um impulso que não pode dominar. Quase sempre, de início, traça apenas sinais sem significação. Depois, os caracteres se tornam mais precisos, e, por fim, a escrita se processa com a rapidez da escrita normal. Mas é sempre necessário abandonar a mão ao seu movimento natural, não a embaraçando, nem a propelindo.” (L.M., Cap. XVII, item 210).

“Já os médiuns intuitivos têm consciência do que escrevem por impulso voluntário da própria mão, porém o pensamento escrito não é seu, mas do Espírito comunicante, que age sobre a alma do médium, com a qual se identifica. São os mais comuns. O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo atua como o faria um interprete” (L.M., Cap. XV, item 180). “Diferem dos médiuns inspirados no particular de que estes últimos não tem necessidade de escrever, ao passo que o médium intuitivo escreve o pensamento que lhe é sugerido instantaneamente sobre um assunto determinado e provocado” (L.M., Cap. XVI, item 191).

Os médiuns semi-mecânicos são aqueles cuja mão se move involuntariamente, mas tem, instantaneamente, consciência das palavras ou das frases, à medida que escrevem.

Os médiuns inspirados são os que no estado normal, de pensamento, recebem ideias estranhas às suas ideias preconcebidas. Isto ocorre sem o saberem, no seu estado normal, seja para as atividades ordinárias da vida ou para os grandes trabalhos intelectuais. “Toda a pessoa que recebe, seja no estado normal, seja no estado de êxtase, pelo pensamento, comunicações estranhas às suas ideias preconcebidas, pode ser incluído na categoria dos médiuns inspirados; como se vê, é uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma potencia oculta é ainda bem menos sensível, porque, nos inspirados, é ainda mais difícil distinguir o pensamento próprio do que e sugerido. O que caracteriza este último, sobretudo, e a espontaneidade” (L.M., Cap. XVI, item 190). É a mediunidade dos cientistas, poetas, etc.

Os médiuns de pressentimentos têm uma intuição vaga das coisas futuras.

Pneumatografia

Pneumatografia: Do grego, pneuma: ar; sopro; fluido; grafia: escrita; modo de escrever.

Pneumatografia ou escrita direta é a escrita produzida pelo Espírito, sem o auxilio do médium nem do lápis.

Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, Cap. XII - item 146 a 149 nos explica que a escrita direta é obtida, como a maioria das manifestações espíritas não espontâneas, pelo recolhimento, a prece e a evocação. Podendo ser produzida nos lugares mais comuns, desde que se esteja nas condições morais exigidas e se disponha da necessária faculdade mediúnica.

A possibilidade de escrever sem intermediário é um dos atributos dos Espíritos e é produzida hoje, como o foi desde a Antiguidade. E é assim que se pode explicar a aparição das três palavras no festim de Baltazar, escrita na parede principal do palácio real: “Menê, Teqel, Parsin”. Estas palavras foram interpretadas por Daniel, a pedido do rei Baltazar.

Kardec, ainda, nos fala da importância do estudo, para não nos limitamos a ver os efeitos sem procurar as causas. E também estabelecer uma linha divisória entre a verdade e a superstição.

Para a produção desse fenômeno o Espírito não se serve de substâncias e instrumentos nossos. Ele mesmo os produz, tirando os seus materiais do elemento primitivo universal, que submetido a sua vontade, sofre as modificações necessárias para atingir o efeito desejado.

A pneumatografia foi utilizada na comprovação da existência do Espírito e na sua manifestação. Não tendo, nos dias de hoje maior extensão de sua utilidade. A manifestação através da psicografia encontra uma agilidade mais adequada à realidade atual.

Na Revista Espírita de agosto de 1859 encontramos a seguinte narração de Kardec: “Um dos nossos honoráveis colegas da Sociedade, o senhor Didier, obteve estes dias os resultados seguintes, que nós mesmos constatamos, e dos quais podemos garantir a perfeita autenticidade. Tendo ido, com a senhora Hüet, que há pouco teve êxito em ensaios desse gênero, na igreja de Notre-Dame dês Victoires, tomou uma folha de papel de carta trazendo o cabeçalho de sua casa de comercio, dobrou em quatro e a depositou sobre os degraus de um altar, pedindo em nome de Deus a um bom Espírito qualquer que quisesse escrever alguma coisa; ao cabo de dez minutos de recolhimento, encontrou, no interior e sobre uma das folhas a palavra fé, e sobre uma outra folha a palavra Deus. Tendo em seguida pedido ao Espírito consentir dizer por quem isso fora escrito, ele recolocou o papel, e depois de dez outros minutos, encontrou estas palavras: por Fénelon”.

Na Revista Espírita de maio de 1860, encontramos mais um caso interessante, narrado também por Kardec, de pneumatografia, onde a Sra. Hüet recebeu uma mensagem em Inglês, sem ter conhecimento dessa língua.

Pneumatofonia

Pneumatofonia: Do grego, pneuma: ar; sopro; fluido; fonia: som; voz.

A pneumatofonia ou voz direta é o fenômeno em que os Espíritos podem produzir gritos de toda espécie e sons vocais que imitam a voz humana, que podem, igualmente, parecer que estão ao nosso lado ou nos ares.

São devidos a uma causa inteligente e não acidental.

Kardec fala, em “O Livro dos Médiuns”, item 151, que “os sons espíritas ou pneumatofônicos manifestam-se por duas maneiras bem distintas: às vezes é uma voz interna que ressoa em nosso foro intimo e, embora as palavras sejam claras e distintas, nada têm de material; outras vezes, as palavras são exteriores e tão distintamente articuladas como se proviessem de uma pessoa ao nosso lado”.

De um modo, ou de outro, o fenômeno da pneumatofonia é quase sempre espontâneo e só muito raramente pode ser provocado. Diante da natureza dos Espíritos, podemos supor que, dentre eles, alguns, de ordem inferior, se iludem e julgam falar como quando vivos. Na Revista Espírita, fevereiro de 1858, podemos conhecer a história da aparição de Mlle. Clairon.

Não podemos esperar que todo ruído, pancada ou zumbido provenha da manifestação de um Espírito.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: Introdução
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: Cap. XII, XIFI, XVI
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Missionários da Luz: Cap. XVIII
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade.
KARDEC, Allan. Revista Espírita 1858 fevereiro; 1859 agosto; 1860 maio
Bíblia de Jerusalém: Daniel, 5

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

20a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

ESPIRITISMO E VOCÊ

Ultrapassada está a fase inicial da divulgação do Espiritismo, quando se associavam à doutrina crendices populares ou a ideia de seita milagreira. Hoje é possível visualizá-la, amplamente, nos seus três aspectos: como ciência, quando pesquisa os chamados fenômenos paranormais com métodos próprios; como filosofia, quando interpreta a natureza dos fenômenos e reformula a concepção do mundo e de toda a realidade segundo as novas descobertas científicas; como religião, em decorrência das conclusões filosóficas, baseadas na sobrevivência após a morte e nas ligações com o Cristianismo, desvinculada de aparatos formais, cultos e dogmas de fé.

No entanto, é preciso considerar que o Espiritismo se tomará uma crença comum e marcará uma nova era na historia da humanidade, porque é inerente à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar nos conhecimentos humanos.

Kardec esclarece que as ideias só se transformam com o tempo e não subitamente; elas se enfraquecem de geração em geração e acabam por desaparecer com os que as professavam e que são substituídos por outros indivíduos imbuídos de novos princípios.

Ao se deparar com a atitude preconceituosa diante de fenômenos espíritas, constata-se a referência aos poderes misteriosos da natureza, levando-os a toda espécie de superstições e crendices presas ao aspecto mágico, ao sobrenatural, diante de fenômenos que ainda não compreendem.

Com o Espiritismo, a humanidade deve entrar numa fase nova, a do progresso moral, que lhe é consequência inevitável, promovendo o desenvolvimento de ideias reformadoras, em etapas naturais caracterizadas por três períodos distintos. O primeiro é o da curiosidade provocada pela estranheza dos fenômenos; o segundo é o do raciocínio e da filosofia; o terceiro, o da aplicação e das consequências.

É oportuno transcrever as palavras conclusivas de Pedro: “Por isto mesmo, aplicai toda a diligência, acrescentai a vossa fé a virtude, a virtude o conhecimento...” (Segunda Epístola de Pedro, cap. 1, vers. 5), e, de Emmanuel:

“Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer: eu creio, mas afirmar eu sei, com todos os Valores da razão tocados pela luz do sentimento” (O Consolador, questão 354).

Bibliografia:

KARDEC, Allan - Livro dos Espíritos
A Bíblia de Jerusalém
PIRES, José Herculano - Curso Dinâmico de Espiritismo
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador

Questões para reflexão:

1) Faça um comentário referente ao vestuário dos Espíritos.

2) Descreva os cuidados dos Espíritos Superiores para o fenômeno da materialização.

3) Explique porque o Espiritismo marcar é uma nova era.

4) Fale sobre superstições e crendices e as Suas consequências na evolução do Espírito.

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

20a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

LABORATÓRIO DO MUNDO INVISÍVEL

Como os Espíritos atuam sobre os Fluidos espirituais?

Os fluidos mais conhecidos são:

Fluido Cósmico ou Fluido Cósmico Universal: que se constitui da matéria elementar primitiva da qual derivam os vários corpos da natureza.

Fluido Vital: que tem por função vitalizar e energizar os corpos Físicos.

Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais empregando o pensamento e a vontade, diferente dos homens que ao manipular os gases utilizam meios materiais.

Para os Espíritos o pensamento e a vontade são o que as mãos são para os encarnados. Pelo pensamento eles imprimem a determinados fluidos na direção que desejam; os aglomeram, combinam ou dispersam; organizam com eles conjuntos que têm uma aparência, uma forma e uma coloração determinada.

Vestuário dos Espíritos

As pessoas dotadas de visão psíquica (vidência) descrevem sempre os Espíritos vestidos com túnicas, com roupas de outras épocas ou como sempre estiveram.

Um Espírito pode se fazer visível a um encarnado sob a aparência que tinha quando vivo, na época em que essa pessoa o conheceu, mesmo que o Espírito tenha encarnado outras vezes depois disso. Pode apresentar-se com o vestuário e até sinais exteriores, tais como, deformidades, cicatrizes, membros amputados, que tinha nessa mesma época. Isso não quer dizer que tenha conservado essa aparência no espaço, apenas utilizou-se desse recurso para se fazer reconhecer.

Quando um Espírito quer utilizar a aparência que tinha em determinada encarnação, retrocede o pensamento a essa existência e seu perispírito retoma então, instantaneamente, o aspecto que apresentava na época.

Essa aparência deixa de existir assim que o seu pensamento pare de agir nesse sentido.

E quanto à formação de objetos? Como é que bengalas, cachimbos, lanternas, livros e armas, entre outras coisas, são observados com os Espíritos? Os Espíritos são vistos algumas vezes (vidência) com os objetos que ainda permanecem aqui na Terra. Tomemos como exemplo um Espírito que se apresenta usando um anel e que este mesmo anel está sendo usado hoje por um descendente seu que está encarnado. Se o anel esta aqui na Terra, de onde o Espírito tirou aquele que esta usando no plano espiritual?

Para os Espíritos que possuem poder sobre os elementos materiais (fluidos) que se encontram no espaço e que nós nem podemos imaginar, sabem como utilizá-los em criações fluídicas.

Eles tiram do Fluido Cósmico, que é matéria, os elementos necessários para formar objetos que terão a aparência que quiserem (materialização).

Citamos como exemplo um militar que terá as suas armas e seu uniforme; um fumante o seu cigarro e assim por diante.

Em “Nosso Lar”, o pai de André Luiz, no umbral, tomava conta de uma porção de barro, acreditando tratar-se de um tesouro.

A matéria elementar (o fluido cósmico) dá origem aos corpos da natureza e suas transformações. Essas transformações (da matéria elementar) confere a mesma, certas propriedades especiais diferenciadas.

Por exemplo, se pegarmos dois átomos de hidrogênio (H) e um átomo de oxigênio (O) formamos uma molécula de água. Todavia, se juntarmos a esses átomos mais um de oxigênio (O), obteremos um liquido corrosivo, ou seja, “água oxigenada” (transformação).

Os Espíritos possuem essa capacidade que é inerente a eles e muitos a utilizam sem dar-se conta do que eles fazem.

Os objetos criados pelos Espíritos têm existência temporária e estão submetidos a sua vontade ou necessidade; podem fazê-los ou desfazê-los livremente.

Existe formação e não criação. Os Espíritos formam e transformam, porém, quem cria é somente Deus.

Algumas vezes esses objetos podem, além de visíveis ser também tangíveis, com o aspecto real (materializações).

Materialização

O fator moral esta sempre presente em qualquer realização espírita, inclusive nas de efeitos físicos, onde os Espíritos concordam em materializar-se desde que o motivo seja elevado.

Sendo um trabalho altamente responsável exige muito tanto do médium, como também dos presentes.

São raros os encarnados que possuem condições espirituais que esses trabalhos exigem, impondo grande preparação nas sessões de materialização.

Os superiores espirituais tomam inicialmente três providências:

Isolamento do local através de fronteiras vibratórias.

O isolamento do local se faz por meio de extenso cordão de obreiros esclarecidos a fim de evitar o acesso de entidades inferiores, que perturbariam os trabalhos, afetariam a saúde dos médiuns e a pureza do ectoplasma.

Ionização da atmosfera

A ionização (formação de íons) é uma espécie de eletrificação do ambiente, facilitando a manipulação de efeitos elétricos e magnéticos, tais como: focos de luz, lampejos, etc. Eletrizar é carregar de eletricidade.

Ionização do ambiente

A destruição de bactérias se dá através de aparelhos elétricos invisíveis (espirituais) para que o ectoplasma não seja contaminado.

Sendo assim, é fácil entender porque só por motivos elevados os Espíritos se materializam:

- Atender aos sofredores encarnados nos serviços de cura;

- Facilitar investigações científicas em benefício da humanidade, previamente planejadas no Plano Superior.

Com tanto preparo espiritual é natural que os encarnados também se preparem. Nessa preparação são ajudados por trabalhadores desencarnados, principalmente o médium de efeitos físicos que é preparado física e psicologicamente, adequando-o ao trabalho.

Devolução do Ectoplasma.

Como o médium fornece ectoplasma do seu próprio corpo, é importante preservar a pureza da doação.

Os componentes de um grupo de materialização devem tomar precauções necessárias para o bom andamento dos trabalhos e para tanto devem abster-se do consumo de álcool, fumo, alimentação pesada e pensamentos inadequados, os que não correspondem devem ser isolados.

Elementos essenciais

Nos fenômenos de materialização, os Espíritos precisam contar com três elementos essenciais para que possam ter êxito no trabalho.

O Assistente Aulus (“Nos Domínios da Mediunidade”) classifica os fluidos:

- Fluidos mais puros representando as forcas superiores e sutis de nossa esfera.

- Fluidos do médium e demais presentes;

- Recursos e energias tomadas da Natureza terrestre, nas águas, nas plantas, etc. são fluidos dóceis e facilitam a execução do trabalho.

De modo geral, no processo de materialização, enquanto o médium, é assistido pelo plano espiritual, permanece em recinto separado (cabine) o Espírito materializado anda, conversa, distribui gentilezas e faz curativos entre os encarnados.

Há manifestações que chamaríamos de sublimes que podem dispensar o concurso ostensivo de um médium, isto é, o médium em transe. Essas manifestações podem ocorrer em qualquer lugar fora das reuniões espíritas.

Embora o ectoplasma não apareça aos olhos daqueles que presenciam essas manifestações, ele existe e se associa aos dois outros elementos: a energia dos planos superiores e os recursos tomados da natureza.

Alguém esta fornecendo de forma sutil e que transcende à nossa capacidade de percepção.

Ectoplasma

Todas as pessoas da Terra possuem essa energia? No livro “Nos Domínios da Mediunidade”, encontramos:

“O ectoplasma se situa entre o corpo e o perispírito”.

É recurso peculiar não só ao homem, mas a todas as formas da Natureza. Em certas pessoas existem em maiores proporções e possibilidade de exteriorização.

É um elemento amorfo (que não apresenta organização interna), ou seja, é de aparência tal que uma pasta flexível, como uma geleia viscosa e semilíquida.

Porém, apresenta grande potência e vitalidade; esta subordinada ao pensamento e vontade do médium; infinitamente plástico dá forma as entidades que se fazem visíveis e a todos os elementos necessários a levitação ou formação de imagens criadas pelos presentes. Portanto, nas materializações se exige muito cuidado para não sofrer o domínio de inteligências sombrias.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: Cap. VIII
KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV; item 14
PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade: Cap. XLII, XLIII (Materialização)
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. XXVIII
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Missionários da Luz: Cap. X

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

19a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

ATIVIDADE ESPIRITUAL - AQUI E ALÉM

O Espírito esta sempre em atividade. Considerando a atividade espiritual como atividade do Espírito, esta ocorre durante o estado de vigília (desperto), como durante o repouso do corpo físico (durante o sono).

Durante a vigília, a alma ou Espírito encarnado, realiza suas atividades em seu dia a dia, pautando-as de acordo com seus Valores e crenças.

Todo aquele que se considera cristão deve orientar sua conduta no trabalho, na rua, no recinto doméstico, na comunidade, na pratica das máximas morais de Jesus. Desenvolver pensamentos positivos voltar à atenção a pratica do bem e reforma íntima, ou seja, substituir defeitos por virtudes. Mantendo esta conduta no cotidiano, teremos maior facilidade para entrar em sintonia com os bons Espíritos.

Durante o repouso para refazimento do corpo Físico, a alma ou Espírito encarnado, pode se emancipar, ou seja, retomar as suas atividades em outros planos. Neste momento, o corpo está inativo e não necessita de sua parceria, embora permaneçam ligados pelo cordão fluídico. Desta forma, pode entrar em contato com outros Espíritos. O sonho será a recordação de uma Parte dessa atividade, a qual o Espírito desenvolvera durante sua emancipação através do sono.

O Espírito será atraído para regiões e companhias harmonizadas e sintonizadas com ele, através das suas ações, pensamentos, desejos, intenções... Os iguais se atraem, dai a importância da conduta diária voltada para a moral Cristã, enquanto em estado de vigília.

O libertino buscara o erotismo, o avarento tratará astutamente de negócios lucrativos, o cônjuge costumeiramente queixoso encontrara quem incentive ainda mais seus reclamos, bem como amigos se encontrarão para conversas, inimigos continuarão suas disputas, aprendizes farão cursos, comparsas planejarão crimes... Assim, durante o sono, tanto podem se realizar encontros com Espíritos bons e amigos ou com desafetos ou parceiros para planejar atos menos dignos.

Quem planta espinhos não colherá rosas, aquele que não sabe viver em paz com seus semelhantes, que semeia a discórdia, a inveja, a maledicência, a ociosidade e tantos outros comportamentos desequilibrados, vai atrair Espíritos afins. Desta forma, durante o sono podem se estabelecer relações maléficas, que culminam em obsessões, vampirismos, perseguições, simbioses e tantos outros desequilíbrios.

O Espírito André Luiz, na obra Missionários da Luz, cita o exemplo de uma escola no plano espiritual onde se encontravam matriculados em tomo de 300 alunos encarnados. No momento do repouso físico, muitos se desviavam do Curso devido às paixões terrenas, buscando outros interesses, comparecendo assiduamente às aulas apenas em tomo de 10% dos 300 alunos matriculados.

A oportunidade de retorno diário a vida espiritual, durante o sono, é uma bênção de Deus e não deve ser desperdiçada ou mal utilizada.

O homem deve preparar-se para o sono, a fim de não ter pesadelos: realizar leituras edificantes, conversas salutares, meditação, oração, manter bons pensamentos, fazer refeições leves, mas o mais importante será sempre a conduta moral evangelizada.

O Espírito André Luiz apresenta orientações preciosas em sua obra “Os Mensageiros”, advertindo que o homem precisa aprender a “dormir para o bem”: viver de forma cristã durante o dia, para durante o sono atrair os bons Espíritos e junto a eles aproveitar sua estadia no plano espiritual para sua evolução. Estes podem levá-lo a participar de atividades produtivas na esfera espiritual: estudar, trabalhar em favor do próximo, receber tratamento e/ou orientações para ajudar a sanar problemas do cotidiano, encontros com entes queridos desencarnados, entre outros. Reuniões maravilhosas ocorrem na Pátria Espiritual com objetivos elevados, para instrução e trabalho em favor do próximo, a fim de dar seguimento ao lema do Espiritismo: “Fora da caridade não há salvação!”

Bibliografia:

PERALVA, Martins. Pensamento de Emmanuel: Capítulos 21 e 22
PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução; Cap. 34
KARDEC, Allan - Livro dos Espíritos: Livro 2, Cap. VIII, questão 401, 403, 407, 410, 410, 412, 413 a 418
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Os Mensageiros: Cap. 38
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Missionário da Luz: Cap. 08

Questões para reflexão:

1) Descreva as características mais comuns entre os sonâmbulos.

2) Faca um breve relato da visão espírita sobre o sonambulismo, bem como, a participação do perispírito no seu desenvolvimento.

3) Descreva algumas atividades da alma (Espírito encarnado) durante o estado de emancipação.

4) Explique o que é necessário ao homem para evitar pesadelos.

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

19a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

SONAMBULISMO

Visão Cientifica -  Visão Espírita - Participação do Perispírito no Sonambulismo

Sonambulismo e Mediunidade

Visão Científica

Sonambulismo [do latim somnus= sono e ambulare= marchar, passear.

Sonâmbulo [do francês somnambule] - Pessoa em estado de sonambulismo, podendo levantar-se, andar e falar durante o sono.

O sonambulismo, conhecido também como noctambulismo, segundo a Medicina, é um transtorno classificado como uma parassonia do sono: manifestação noturna em forma de movimentos anormais durante o sono, resultando em interrupções do mesmo. São exemplos de parassonia o despertar confusional, o terror noturno, o sonambulismo, os pesadelos, os distúrbios alimentares noturnos, entre outros.

O conhecimento sobre parassonias expandiu-se muito nos últimos anos. Foram identificados novos transtornos, registrando-se a ocorrência de transtornos conhecidos mais frequentemente numa faixa etária mais larga e com consequências mais sérias do que previamente se pensava. As parassonias podem causar traumatismos relacionados ao sono e promover sofrimento psicológico pela perda repetida do autocontrole durante o sono.

O diagnóstico das parassonias é realizado através do uso de entrevista clínica, (as informações do paciente podem esclarecer o diagnostico e levar ao tratamento apropriado) e da polissonografia, ou seja, monitorização fisiológica do sono. Em adultos, as parassonias costumam ser mal diagnosticadas e tratadas inadequadamente como distúrbios psiquiátricos.

O sonambulismo ocorre durante os estágios do sono denominados 3 ou 4, chamados sono de ondas lentas. O sono tem cinco estágios durante os quais as ondas cerebrais diminuem de intensidade até atingir um profundo estado de relaxamento. A baixa atividade se mantém no hipotálamo, ligado a consciência, e no córtex cerebral, que controla os movimentos do corpo. No caso dos sonâmbulos, essas ondas, vindas de uma área do cérebro chamada ponte, são irregulares. Por isso não cumprem a contento a função de inibir a região motora.

Como as áreas motoras permanecem ativas, o sonâmbulo levanta da cama e pode andar, urinar, comer, realizar tarefas comuns e mesmo sair de casa, enquanto permanece inconsciente e sem possibilidade de comunicação, pois a área relacionada à consciência, no hipotálamo, se mantém quase inativa. E isso explica porque quem sofre desse distúrbio não percebe o que faz e nem se lembra de nada no dia seguinte.

Os episódios de sonambulismo geralmente emergem 15 minutos a duas horas depois do inicio do sono, embora possam ocorrer em qualquer momento durante o sono. A duração dos episódios poderá variar amplamente.

Algumas características são comuns entre os sonâmbulos, tais como:

Manter os olhos abertos durante o sono: falar durante o sono, de maneira incompreensível e sem propósito; ter uma expressão facial indiferente; sentar-se e parecer despertar durante o sono; caminhar ou realizar outras atividades detalhadas durante o sono, de qualquer tipo, sem lembrança do evento ao despertar, além de cena de confusão e desorientação ao despertar.

Ocorre sonambulismo sem traumatismos com igual frequência em ambos os sexos, mas o sonambulismo com traumatismos é mais predominante no sexo masculino. Já foram relatados casos de sonambulismo homicida, quando o sonâmbulo apresentou comportamento agressivo com manejo de armas (facas, revólveres); outras vezes há a perda do senso crítico (sair pela janela do quarto, andar sem destino por grandes distâncias) que podem resultar em trauma inadvertido ou morte para si ou outros.

É mais comum a ocorrência do sonambulismo em crianças e adolescentes. Habitualmente, são episódios isolados. Dentre as crianças entre 5 e 12 anos de idade, estima-se que 15 a 40% tenham apresentado algum episódio de sonambulismo, pelo menos uma vez na vida. A maior Parte das crianças sonâmbulas deixa de apresentar este comportamento a partir da adolescência. Em crianças, a causa habitualmente é desconhecida, mas o sonambulismo também pode estar relacionado com a fadiga, privação de sono ou ansiedade.

Dentre os adultos, as pesquisas estimam que 0,5 a 2,5% apresentaram ou apresentam episódios de sonambulismo, que pode estar associado habitualmente a distúrbios neurológicos, psiquiátricos, estresse, apneia do sono obstrutiva, movimentos periódicos das extremidades, crises noturnas, doença febril e uso ou abuso de álcool.

Outros fatores de risco incluem privação do sono, gravidez, menstruação e medicamentos específicos, incluindo psicotrópicos (carbonato de lítio e agentes com efeitos anticolinérgicos). Em idosos, o sonambulismo pode ser sintoma de uma síndrome cerebral orgânica.

A causa do sonambulismo é desconhecida da Ciência e não há tratamento que gere cura eficaz até o momento. Muitos pesquisadores atribuem como uma das causas o nervosismo ou o medo, mas ainda não há nada comprovado neste sentido.

Há algumas orientações preventivas, caso haja predisposição ao sonambulismo, como evitar o consumo de álcool ou agentes depressores do SNC (Sistema Nervoso Central); evitar a fadiga, a insônia, o estresse e a ansiedade, que podem agravar o distúrbio.

Habitualmente não é necessário nenhum tratamento especifico para o sonambulismo. Podem ser necessárias medidas de segurança, para impedir a ocorrência de lesões, como: a modificação do ambiente, mudando objetos como fios elétricos ou moveis para reduzir tropeções e quedas. Pode ser necessário bloquear as escadas com um portão. Em alguns casos, os tranquilizantes de curta duração têm sido úteis para reduzir a incidência do sonambulismo. Se este for acompanhado por outros sintomas, for frequente ou persistente e/ou incluir atividades potencialmente perigosas, o sonâmbulo deve ser submetido à avaliação médica mais rigorosa. Se o sonambulismo for frequente ou persistente, pode ser apropriado um exame para excluir outros distúrbios, como convulsões. Também pode ser apropriado submeter-se a uma avaliação psicológica, para determinar causas como ansiedade excessiva ou estresse, ou a uma avaliação clinica, para excluir outras causas.

Visão Espírita do Sonambulismo

A Doutrina Espírita considera o sonambulismo como um fenômeno de emancipação da alma, tal como o êxtase, a dupla vista, os sonhos, etc. Estes fenômenos são naturais, sempre existiram e comprovam a existência da alma, pois esta se manifesta independentemente da atividade corpórea.

O corpo pode viver, enquanto está ausente o Espírito, pois vive a vida orgânica, que independe do Espírito, embora permaneça ligado a este pelo cordão fluídico. Não é necessário o sono completo para a emancipação do Espírito, quando os sentidos entram em torpor o Espírito recobra a sua liberdade. Os órgãos materiais, achando-se de certa forma em estado de catalepsia, deixam de receber as impressões exteriores e com a prostração das forcas vitais, o Espírito se desprende, tomando-se tanto mais livre, quanto mais fraco for o corpo. Para se emancipar, aproveita todos os instantes de inatividade que o corpo lhe concede. É um estado de emancipação da alma mais completo do que o sonho, que pode ser considerado um sonambulismo imperfeito. A manifestação ocorre, sobretudo durante o sono, quando o Espírito pode deixar provisoriamente o corpo, que se acha entregue ao repouso indispensável à matéria. Geralmente, o Espírito, preocupado com algo, se entrega a alguma ação que exige o uso do seu corpo, do qual se serve como se empregasse uma mesa ou qualquer outro objeto material.

O sonambulismo pode ser espontâneo, produzindo-se naturalmente e sem influência de nenhum agente exterior ou artificial ou o que é provocado por emanação magnética, conhecido como sonambulismo magnético.

No sonambulismo há uma maior lucidez da alma, porém o esquecimento absoluto no momento do despertar é um dos sinais característicos do verdadeiro sonambulismo, visto que a independência da alma e do corpo é mais completa do que nos sonhos. O cérebro, em repouso como os demais órgãos, não registra a atividade da alma, dai a impossibilidade da recordação do que foi vivenciado em estado de emancipação da alma.

O desenvolvimento maior ou menor da clarividência sonambúlica depende da organização física e da natureza do Espírito encarnado. Há disposições físicas que permitem ao Espírito desprender-se mais ou menos facilmente da matéria. O sonâmbulo diz que vê de varias formas, porque, achando-se inteiramente preso a matéria, não compreende como pode ver sem o auxilio dos órgãos. Porém, esta se referindo à visão da alma, que vê pelo todo, não necessitando de um canal especifico para tal. O sonâmbulo consegue ver o que se passa no ambiente em que se encontra, bem como o que esta ocorrendo em locais mais distantes, pois desdobra-se até estes locais, sente-se transportado ao lugar onde Vê o que descreve. É a dupla vista ou segunda vista, é a visão da alma. Nos fenômenos sonambúlicos, em que a alma se transporta, o sonâmbulo experimenta no corpo as sensações do frio e do calor existentes no lugar onde se acha em Espírito, muitas vezes bem distante do seu invólucro material, descrevendo cenas ou pessoas daquele local. A alma, que permanece ligada ao corpo pelo cordão fluídico, desempenha o papel de condutor das sensações que vidência.

O sonâmbulo, muitas vezes, demonstra possuir mais conhecimentos do que os que lhe supõe, falando com exatidão de coisas que ignora quando desperto, do que esta acima de sua capacidade intelectual. Isto ocorre porque, entrando no estado de crise sonambúlica, ativa sua bagagem de conhecimentos das existências anteriores e que estão arquivadas em sua memória perispirítica, embora de modo incompleto. Passada a crise, a recordação se apaga.

Participação do Perispírito no Sonambulismo

A participação do perispírito no fenômeno sonambúlico concentra se principalmente em algumas de suas propriedades, no caso em questão, a expansibilidade, que é o seu poder de irradiar-se ao redor e a distância do corpo Físico.

É a expansibilidade do perispírito que faculta o processo de emancipação da alma.

A expansibilidade é uma das principais propriedades do perispírito. O perispírito não esta preso ao corpo.

Embora seja indivisível, pode expandir-se. Em “Obras Póstumas”, no capitulo sobre manifestações dos Espíritos, 1ª parte, item 11: “O Perispírito não esta encerrado nos limites do corpo como muna caixa. É expansível por sua natureza fluídica; irradia-se e forma, em tomo do corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força de vontade podem ampliar mais ou menos”.

O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe aquilo que escapa aos sentidos corpóreos. O Espírito vê, ouve e sente, por todo o seu ser, tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluido perispirítico. O sonâmbulo vê, portanto, com os olhos da alma.

O fluido perispiritual é o agente de todos os fenômenos espíritas. Todos os fenômenos só podem realizar-se graças à ação recíproca dos fluidos emitidos pelo médium e pelo Espírito. O desenvolvimento da faculdade mediúnica prende-se a natureza mais ou menos expansível do perispírito do médium e a sua maior ou menor facilidade de assimilação com os fluidos dos Espíritos.

A expansibilidade perispirítica, esta na base dos principais processos mediúnicos. A ação fluídica do Espírito se transmite de perispírito a perispírito, e deste ao corpo material. O estado de sonambulismo facilita consideravelmente essa ação graças ao desprendimento do perispírito, que melhor se identifica com a natureza fluídica do Espírito. No estado de desprendimento em que se encontra, a alma do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil com os Espíritos desencarnados, comunicação que se estabelece pelo contato fluídico que conduz a eletricidade e serve de transmissão ao pensamento, como um fio.

Sonambulismo e Mediunidade

O sonâmbulo é médium?

Há aqui uma importante distinção a ser feita, os fenômenos de emancipação da alma são anímicos e não mediúnicos. Porém, em alguns casos podem se tomar também mediúnicos.

No estado de desprendimento em que se coloca, o sonâmbulo pode entrar mais facilmente em comunicação com os Espíritos, pois o estado de emancipação da alma facilita essa comunicação. Assim, o sonâmbulo pode ser considerado médium sonâmbulo, quando durante seu sonambulismo, entrar em contato com os Espíritos, transmitindo as comunicações destes e não as suas opiniões e visões anímicas.

Faz-se necessário diferenciar quando ele esta agindo por influência anímica: ver, ouvir e sentir fora dos limites dos sentidos, transmitir informações que esteja vendo a distancia ou transmitir conhecimentos de sua bagagem espiritual ou quando está agindo como médium: intérprete de outro ser, de uma inteligência estranha, transmitindo conhecimentos que não são dele próprio.

Por conta disso, o sonambulismo é considerado uma variedade da faculdade mediúnica.

O Espírito que se comunica o pode fazer com um sonâmbulo; observa-se isto principalmente em prescrições médicas, quando o sonâmbulo transmite a mensagem com a receita para o tratamento do enfermo, recebida de um Espírito. Muitas vezes, ao ser questionado sobre a patologia do doente não sabe responder, pois esta fora do âmbito de seus conhecimentos, indicando que só transmitiu aquilo que o Espírito lhe ditou.

Os sonâmbulos também podem ver e ouvir perfeitamente os Espíritos e os descrever precisamente, como o fazem os médiuns videntes e audientes. Também podem transmitir mensagens por meio da psicofonia ou psicografia.

Kardec denomina os “médiuns de desdobramento” de “médiuns sonâmbulos”.

Encontramos exemplos de médiuns sonâmbulos na obra “Nos Domínios da Mediunidade” do Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier, Capítulos 8 e 10 - “Psicofonia sonambúlica” e “Sonambulismo torturado”.

Na mediunidade sonambúlica a sintonia também é muito importante para a prática da Mediunidade. Se o médium sonâmbulo não estabelecer sintonia com os bons Espíritos, mediante a sua conduta cristã, atrairá os Espíritos enganadores e levianos, perdendo a oportunidade de colaborar na Seara de Jesus, com o bom uso de sua faculdade mediúnica.

Bibliografia:

NAGEL, Ruddy Reite. Transtornos do Sono
REIMÃO, Rubens. Segredos do Sono: sono e qualidade de vida.
Tufik, Sérgio. Medicina e Biologia do Sono.
Mello, Marco T{1lio de. Sono: Aspectos profissionais e suas interfaces na saúde.
KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: Livro 2, Cap. VII, Questões 425 a 455
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2ª Parte, Caps. XIV n° 172, 173 e Cap. XXV n° 46
KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV, n 22 e 23
KARDEC, Allan. Obras Póstumas: Dos Médiuns, item 34
KARDEC, Allan. Revista Espírita: janeiro e novembro de 1858, julho de 1861, janeiro de 1863 e setembro e novembro de 1865
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: cap. 8 e 10 “Psicofonia sonambúlica” e ”Sonambulismo
torturado”.
Folha Espírita - marco/ 2005: Artigo: “Sonambulismo: Independência do Espírito” - Entrevista com o Dr. José Roberto Pereira Santos
(Secretário da AME-Brasil),
Revista Crista de Espiritismo - edição 36 - artigo: “Sonambulismo”
ZIMMERMANN, Zalmiro. Perispírito
MOREIRA, Fernando. Fisiologia da Alma
PERERA, Yvonne do Amaral. Devassando o Invisível
PEREIRA, Yvonne do Amaral. Recordações da Mediunidade

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

18a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

ENTRE AS FORÇAS COMUNS

O Espírito foi criado para viver em comunhão com os semelhantes, que é a unidade de um todo em processo de aperfeiçoamento e que não pode fugir, sem dano, a cooperação, mas, à maneira da arvore no reino vegetal, precisa crescer e auxiliar com eficiência para garantir a estabilidade do campo e fazer-se respeitável (Roteiro, Lição 33).

“Indiscutivelmente a mediunidade, no aspecto em que a conhecemos na Terra, é a resultante de extrema sensibilidade magnética, embora, no fundo, estejamos informados de que os dons mediúnicos, em graus diversos são recursos inerentes a todos” (Emmanuel/F.C.Xavier - Roteiro, Lição 35).

O intercâmbio entre o mundo físico e o mundo espiritual se dá pelo pensamento.

Na prática da mediunidade, o pensamento invisível do homem associa-se ao pensamento invisível das entidades espirituais que o assistem, estabelecendo uma série infinda de combinações em benefício do trabalho de todos, no roteiro da evolução. Os bons pensamentos do encarnado se associam aos bons pensamentos do desencarnado, quando aceita as oportunidades de trabalho para o bem.

É fundamental aos médiuns a renovação interior, um trabalho de evangelização que ajuda na sublimação dos pensamentos e sentimentos, para sintonia e convivência com os Bons Espíritos.

Quando os pensamentos são viciados e voltados à negatividade é preciso educá-los por meio de boas leituras, conversas edificantes, estudo e reflexão dos ensinamentos do Evangelho. Assim, com força de vontade, firmeza e amor o médium consegue modificar sua forma de pensar.

“Ninguém se esqueça de que estamos assimilando incessantemente as energias mentais daqueles com quem nos colocamos em relação.” (Emmanuel/F.C.Xavier - “Roteiro”, Lição 35).

A mente é manancial vivo de energias criadoras. O pensamento é substância, coisa mensurável. Encarnados e desencarnados povoam o planeta, na condição de habitantes de um imenso palácio de vários andares, em posições diversas, produzindo pensamentos múltiplos que se combinam, que se repelem ou que se neutralizam (“Roteiro”).

Um bom exemplo de mediunidade com Jesus, encontramos em Maria de Nazaré, pura de coração, sintonizava-se com a espiritualidade superior. Através da mediunidade recebeu o aviso de Gabriel - Um Espírito Superior, de que seria mãe do Messias.

O Benfeitor Espiritual Emmanuel no livro “Roteiro”, afirma o seguinte:

“Os pensamentos honestos e nobres, sadios e generosos, belos e úteis, fraternos e amigos, são a garantia do auxilio positivo aos outros e a nós mesmos”.

Bibliografia:

Bíblia de Jerusalém - Antigo Testamento, Êxodo: Cap.3: 1-22),
Novo Testamento: Lucas Cap. 1:26 a 28; Atos dos Apóstolos Cap. 16:9
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Roteiro: Lição 35
PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM

Questões para reflexão

1) Descreva sucintamente sobre os médiuns Audientes.

2) Explique porque os Espíritos se tornam visíveis.

3) Faça um breve relato sobre a anunciação do Espírito Gabriel, a Maria de Nazaré.

4) Analise a frase: “a mente é manancial de energias criadoras”.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

18a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

MANIFESTAÇÕES VISUAIS

“De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem contradita, aquelas pelas quais os Espíritos podem se tomar visíveis. Ver-se-á, pela explicação deste fenômeno, que ele não e mais sobrenatural do que os outros” (L.M., Cap. VI, item 100).

O estudo das manifestações visuais examina as razoes pelas quais os Espíritos se tomam visíveis. Segundo Allan Kardec “toda pessoa que sente a influência dos Espíritos em qualquer grau de intensidade é médium”, pois, a mediunidade é inerente ao ser humano. (L.M., Cap. XIV, item 159).

Médiuns Audientes são aqueles que ouvem os Espíritos e podem conversar com eles. Às vezes é uma Voz interna, que se faz ouvir intimamente; pode ser externa como se fosse uma pessoa encarnada ao nosso lado.

O médium auditivo capta as ondas sonoras que provém dos Espíritos por meio de rumores, palavras ou conversas inteiras vindas do mundo espiritual.

“O hábito de comunicar-se com os Espíritos faz com que o médium audiente reconheça e identifique o Espírito comunicante pelo timbre vocal. Quem não possui esta faculdade, ainda assim pode comunicar-se com um espírito conhecido, um ente querido, uma pessoa amiga ou alguém de notoriedade publica, através de um médium audiente, que fará às vezes de interprete”. (L.M., Cap. XIV, item 165).

O médium auditivo tanto pode captar ondas sonoras, provindas de Espíritos desencarnados que deliberadamente os transmitem, como quaisquer rumores, vozes, palavras e até mesmo conversações inteiras, provindas do mundo etéreo, mesmo quando não sejam emitidas, deliberadamente, para seu conhecimento. Os Espíritos podem produzir sons vocais imitando a voz humana; esse fenômeno é designado pelo nome de pneumatofonia. Esses sons manifestam-se de duas maneiras bem distintas: “é, às vezes, uma voz interna que ressoa em nosso foro íntimo, e, embora as palavras sejam claras e distintas, nada tem de material; de outras vezes, as palavras são exteriores e tão distintamente articuladas como se proviessem de uma pessoa ao nosso lado. Esse fenômeno da pneumatofonia é quase sempre espontâneo e só muito raramente pode ser provocado” (L.M., Cap. XII, item 151).

Os Médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Comumente é uma faculdade que resulta de uma crise súbita e passageira. É raro que ela seja permanente.

Há médiuns que possuem tal faculdade em estado normal (vigília) e guardam a lembrança precisa do que viram.

Existem outros que a vidência se apresenta em estado sonambúlico ou aproximado do sonambulismo. Na vidência é a alma que vê os Espíritos; os médiuns podem ver com os olhos abertos e/ou fechados. Um cego pode ver os Espíritos da mesma forma que aqueles que têm visão normal, pela mesma razão. (L.M., Cap. XIV, item 167).

Alguns fatores interferem nas aparições no estado de vigília; é necessário que exista a combinação dos fluidos do Espírito com os fluidos do médium que tenha condição para ver. Deve haver afinidade espiritual e uma finalidade útil para se apresentarem.

Os médiuns não devem provocar a aparição dos Espíritos, pois corre o risco de excitar a imaginação e se perturbar espiritualmente.

Os bons Espíritos se apresentam para orientar, consolar, ajudar o médium.

Os Espíritos inferiores assustam, amedrontam e muitos se vingam do médium.

É importante o esforço pessoal para a renovação interior a fim de vencer as más tendências e poder se elevar espiritualmente para sintonizar com os bons Espíritos.

Bibliografia:

Kardec, Allan. Livro dos Médiuns: Capítulos VI e XIV

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

17a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

A CANDEIA DO CORPO

“Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la em lugar escondido ou debaixo do alqueire, e sim sobre o candelabro, a fim de que os que entram vejam a luz. A lâmpada do corpo é o teu olho. Se teu olho estiver são, todo o teu corpo ficara também iluminado”. Lucas (11:33 a 35).

“Ora, eu vos digo, conduzi-vos pelo Espírito e não satisfareis os desejos da carne, pois a carne tem aspirações contrárias ao Espírito e o Espírito contrárias à carne. Eles se opõem reciprocamente, de sorte que não fazeis o que quereis”. Paulo (Gálatas, 5: 16 a 26). “Nenhuma carne é igual às outras, uma é carne dos homens, outra a carne dos quadrúpedes, outra a dos pássaros, outra a dos peixes. há corpos celestes e corpos terrestres. São, porém, diversos o brilho dos celestes e o brilho dos terrestres. Um é o brilho do sol, outro o brilho da lua, e outro o brilho das estrelas. E até de estrela para estrela há diferenças de brilho. O mesmo se dá com a ressurreição dos mortos; semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível; semeado desprezível, ressuscita reluzente de gloria; semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força; semeado corpo psíquico ressuscita corpo espiritual.” – Paulo (Coríntios : 15:39 a 44)

Paulo A. Godoy em sua obra, “Os Quatro Sermões de Jesus”, cita os seus ensinamentos: “Os vossos olhos são a candeia de vosso corpo. Se os vossos olhos forem bons, todo o vosso corpo será luminoso, entretanto, se eles forem maus, todo o vosso corpo será treva, e quão grandes serão essas trevas.” Essas afirmações, disse Jesus, refletem o que vai dentro de nossas almas. Com base nesse ensinamento devemos usar os nossos olhos no sentido do bem, de forma que as nossas almas sejam beneficiadas. Em outra ocasião disse o Mestre: Se teu olho direito te escandalizar, arranca-o e tira-o para longe de ti, pois, te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o seu corpo lançado no abismo.

“Caminhai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apreenda: quem caminha nas trevas não sabe para onde Vai!”. Jesus. (João, 12:35)

“O homem de meditação encontrará pensamentos divinos, analisando o passado e o futuro. Ver-se-á colocado entre duas eternidades - a dos dias que se foram e a que lhe acena do porvir. Examinando os tesouros do presente, descobrira suas oportunidades preciosas. No futuro, antevê a bendita luz da imortalidade, enquanto que no pretérito se localizam as trevas da ignorância, dos erros praticados, das experiências mal vividas”.

A vida humana, pois, apesar de transitória, é a chama que vos coloca em contato com o serviço de que necessitais para a ascensão justa. Nesse abençoado ensejo, é possível resgatar, corrigir, aprender, ganhar, conquistar, reunir, reconciliar e enriquecer-se no Senhor. Refleti na observação do Mestre e apreender-lhe-eis o luminoso sentido. Andai enquanto tendes luz, disse Ele. Quem Vive, Segundo as leis sublimes do Espírito, respira em esfera diferente do próprio campo material em que ainda pousa os pés. Avançada compreensão assinala-lhe à posição íntima. Nas dificuldades e aflições da estrada, recolhe recursos à própria iluminação e engrandecimento. Ampara sem inclinações doentias. Serve sem escravizar-se. Permanece atento para com as obrigações da sementeira, todavia, não se inquiete pela colheita, porque sabe que o campo e a planta, o sol e a chuva, a água e o vento pertencem ao Eterno Doador.

Bem-aventurado o homem que segue vida afora em Espírito! Para ele, a morte aflitiva não é mais que alvorada de novo dia, sublime transformação e alegre despertar! (Espírito Emmanuel- “Pão Nosso”, lições 6 e 82).

Emmanuel, descrevendo o corpo humano, o chama de Santuário Divino e diz: Raros estudiosos, no entanto, se recordam dos prodígios do corpo humano, realização paciente da Sabedoria Divina, nos milênios, templo da alma, em temporário aprendizado na Terra. Por mais se nos agigante a inteligência, até agora não conseguimos explicar, em toda a sua harmoniosa complexidade, o milagre do cérebro, com o coeficiente de bilhões de células; o aparelho elétrico do sistema nervoso; a câmara ocular onde as imagens viajam, da retina para os recônditos do cérebro, em cuja intimidade se incorporam as telas da memória, como patrimônio inalienável do Espírito; o parque da audição com seus complicados recursos; o centro da fala; e outros sistemas que integram o corpo humano, o mais sublime dos santuários e uma das super maravilhas da Obra Divina. Dia surge, porém no qual o homem reconhece a grandeza do templo vivo em que se demora no mundo e suplica o retorno a ele, como trabalhador faminto de renovação, que necessita de adequado instrumento de conquista do abençoado salário do progresso moral para a suspirada ascensão as Esferas Divinas. As energias mentais dos habitantes da Terra tecem o envoltório que os retém na superfície do Globo. Raros são aqueles cuja mente vara o teto sombrio com os raios de luz dos sentimentos sublimados que lhes fulguram no templo intimo. O pensamento é o gerador dos infracorpúsculos ou das linhas de forca do mundo subatômico, criador de correntes de bem ou de mal, grandeza ou decadência, vida ou morte, segundo a vontade que o exterioriza e dirige. (Emmanuel/FCXavier- Roteiro, Lições 3 e 30).

Bibliografia:

Bíblia de Jerusalém:Lucas (11:33 a 35)
Bíblia de Jerusalém:Paulo (I Coríntios 15: 39 a 44)
18ª Aula - 55
Bíblia de Jerusalém:Paulo (Gálatas 5: 16 a 26)
Bíblia de Jerusalém:João (12:35)
GODOI Paulo Alves. Os quatro Sermões de Jesus: Lição, A Candeia do Corpo
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Roteiro: Lições 3 e 30
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pão Nosso: Lições 6 e 82
PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM

Questões para reflexão

1) Explique a formação da aura segundo André Luiz.

2) Explique a interferência do pensamento na exteriorização da aura.

3) Comente os ensinamentos de Paulo quando ele diz que nenhuma carne é igual à outra.

4) Analise o significado da afirmação de Emmanuel: “Bem-aventurado o homem que segue a vida afora em Espírito!”

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

17a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

AURA

Aura, do latim: aura, ae = o ar em movimento, vento, sopro, eflúvio, exaltação, no sentido figurado: brilho, cintilação. (Dicionário Aurélio).

“É claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem, através de sinergias funcionais, a se constituírem de recursos que podemos nomear por “tecidos de força” em tomo dos corpos que as exteriorizam. Todos os seres vivos, por isso, dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um “halo energético” que lhes corresponde à natureza”. (A. Luiz,Evolução em dois Mundos, Capitulo XVII)

André Luiz não classifica as emanações dos seres não humanos como (auras), porém, de “halo energético”, constituído por “tecido de força”, sinalizando-nos sensível diferença entre as irradiações humanas das dos demais reinos da Terra. “A alma encarnada ou desencarnada esta envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares. Essas irradiações, de maneira condensada, até um ponto determinado de saturação, contendo as essências e imagens que lhe configuram os desejos do mundo intimo, em processo espontâneo de auto- exteriorização, ponto esse do qual a sua onda mental se alonga adiante, atuando sobre todos os que com ela se afinem e recolhendo naturalmente a atuação de todos os que se lhe revelem simpáticos”. (“Mecanismos da Mediunidade”, Cap. X).

Cada ser tem o fluido próprio, que o envolve e o acompanha em todos os seus movimentos, como a atmosfera acompanha e envolve cada planeta. (O.P, Manifestações dos Espíritos, item 1).

Em torno do ano 1939, o casal russo Kirlian desenvolveu na Universidade de Kirov, antiga União Soviética, uma câmera que consegue fotografar as emanações de um corpo submetido a um Campo elétrico de alta voltagem e de baixa amperagem, e fotografou o que seria a aura das plantas e dedos humanos.

Já em 1968 admitiu-se que a aura seria o Corpo Bioplasmático descoberto por cientistas russos da Universidade de Kirov. Falou-se também que ocorreriam irradiações em corpos materiais inorgânicos, como rochas, moedas; etc.

Nos corpos inorgânicos há um campo magnético formado pelo magnetismo emanante do estado vibratório dos átomos. O ímã e os astros-celestes são exemplos desse campo de irradiações. No ser orgânico existe algo mais que no inorgânico, pois é um ser dotado de vitalidade, fluido vital, o que enriquece a aura, fazendo-a mais complexa e rica. No ser orgânico pensante, a complexidade energética da aura é muito maior. O pensamento orientado pela vontade pode dar um maior significado a aura, visto que sob seu controle ele pode expandir se ao infinito.

A Aura humana

Além do corpo físico há uma camada leitosa, emanação do próprio corpo. E a aura material, a qual se dá o nome de duplo etéreo, ou etérico, ou aura vital, comum a todos os seres orgânicos, existindo, portanto, nos vegetais, nos animais e nos homens. Esta aura material, emanação de nosso corpo físico, interpenetra-o, ao mesmo tempo em que parece dele emergir, emitindo continuamente, uma emanação energética que se apresenta em formas de raias ou estrias que partem de toda a superfície. Na codificação encontramos na Gênese, Cap. 15: “os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico”. É assim que uma alma pode ler outra alma como um livro, vendo o que não é perceptível aos olhos do corpo

A aura humana constitui, portanto, a fotosfera psíquica do homem apresentando cores variadas, Segundo a onda mental emitida, retratando lhe os pensamentos em cores e imagens, conforme os objetivos escolhidos, nobres ou deprimentes.

Na obra “Nos Domínios da Mediunidade”, no Cap. 2, André Luiz cita um aparelho do plano espiritual, o “psicoscópio”, que se destina a auscultação da alma, com o poder de definir lhe as vibrações e com capacidade para efetuar diversas observações em tomo da matéria. A moralidade, o sentimento, a educação e o caráter são claramente perceptíveis, através de ligeira inspeção.

“A leitura da aura é Uma técnica de avaliação das condições espirituais das pessoas através da vidência. Mas é ponto pacífico no Espiritismo que a vidência não oferece nenhuma condição de segurança para servir como instrumento de pesquisa” (J.H.Pires - “Mediunidade”, capitulo 13).

A aura espiritual compõe-se de:

- um campo estável, fundamental, indicativo do caráter das pessoas e de seu grau de espiritualidade (Parte fixa);

- faixas ondulantes que revelam as reações do Espírito encarnado às inúmeras circunstancias da vida exterior (Parte variável).

- conjunto de estrias que são cintilações, radiações que indicam impulsos momentâneos, de caráter passageiro.

Nos trabalhos de cura espiritual, os videntes chamados a proceder a exames espirituais para determinação de perturbações físicas e psíquicas; isso impõe a necessidade de conhecimentos sobre o corpo humano e do Perispírito, do qual a aura é uma espécie de espelho exterior. Os médiuns, para fazerem exames espirituais, devem apenas deter-se no campo físico, estável da aura. Ela reflete saúde, doença, caráter, os pensamentos, sentimentos, virtudes e vícios. Nas moléstias graves a aura se desvanece.

A aura humana acrescida das vibrações dos pensamentos humanos forma a chamada aura espiritual do homem.

Temos na obra de Emmanuel, “Pensamento e Vida”, Cap. 8: “Na vida comum, a alma entra em ressonância com as correntes mentais em que respiram as almas que se assemelham. Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos. É que sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e ideias de todas as pessoas, encamadas ou desencarnadas, da nossa faixa de simpatia. Estamos invariavelmente atraindo ou repelindo recursos mentais que se agregam aos nossos, fortificando-nos para o bem ou para o mal, segundo a direção que escolhemos”.

Verificamos assim que “a aura” é a nossa plataforma onipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do Espírito, em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e examinados pelas Inteligências Superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior a nossa. É por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal, que começaram todos os serviços de mediunidade na Terra. (Andre Luiz, Evolução em Dois Mundos, Cap. 17)

Quando nossos pensamentos estiverem num padrão vibratório elevado, em prece ou estudos edificantes, por exemplo, nossa aura apresenta-se, geralmente, ampliada e mais iluminada.

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. XVII
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. X
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. XI
KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XV
KARDEC, Allan. Obras Póstumas: Manifestações dos Espíritos
PIRES, J. Herculano. Mediunidade: Capitulo XIII
MELO, Jacob. O Passe: cap. IV item 2
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pensamento e Vida: Cap.8

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.