CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

9a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS

Manifestações Inteligentes - Manifestações Físicas

Manifestações inteligentes:

Quando revelam um pensamento. Toda a manifestação que comporte um sentido, não fora senão um simples movimento ou ruído que acuse certa liberdade de ação, responde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Ocorre em todos os graus. (R.E. de 1858 - Teorias das Manifestações Físicas).

Manifestações físicas: 

São aquelas que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como os ruídos, o movimento e o deslocamento de objetos, Essas manifestações não comportam, muito frequentemente, nenhum sentido direto; elas não têm por objetivo senão chamar a nossa atenção sobre alguma coisa, e nos convencer da presença de uma força superior a do homem. Umas são espontâneas, independentes da vontade humana, e outras podem ser provocadas. (R.E. de 1858 - Diferentes Naturezas de Comunicações)

Manifestações físicas provocadas: 

O conhecido fato das chamadas “mesas girantes”, pertence a este tipo de manifestação. Esse efeito se produz em qualquer outro objeto, mas sendo a mesa o mais empregado, o nome de mesas girantes prevaleceu na designação desta espécie de fenômenos, sendo o ponto de partida da Doutrina Espírita.

Para a produção do fenômeno é necessário a participação de um ou mais médiuns, não importando o sexo, o tipo de vestimenta, se estão com as mãos unidas ou não (acreditava-se na ação de uma espécie de corrente elétrica, mas que a experiência mostrou a sua inutilidade). É realmente necessário o recolhimento dos participantes, o silêncio absoluto e, sobretudo a perseverança, quando a manifestação demora. O tempo de espera depende da capacidade mediúnica dos participantes.

Temos assim a seguinte questão: a que atribuir esse efeito? Pensou se inicialmente numa possível ação de uma Corrente elétrica ou magnética ou pela de um fluído qualquer. Esta solução teria prevalecido se outros fatos não viessem demonstrar a sua insuficiência. Esses novos fatos consistem na prova de inteligência dada aos fenômenos, e, como todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, tornou-se evidente que mesmo admitindo-se a ação da eletricidade ou de qualquer outro Fluido, havia a presença de outra causa.

O primeiro efeito inteligente que se observou foi precisamente a desobediência às ordens dadas. Sem mudar de lugar, a mesa se erguia sobre os pés que lhes eram indicados. Depois ao abaixar-se, dava um determinado numero de pancadas  para responder a uma pergunta. De outras vezes sem o contato de ninguém a mesa passeava sozinha pelo aposento, avançando para a direita ou à esquerda, para frente ou para trás e executando diversos movimentos que os assistentes ordenavam.

Por meio de pancadas obtinham-se efeitos ainda mais inteligentes, como a imitação do rufar dos tambores, do ruído de uma serra, das batidas de um martelo, do ritmo de diversas musicas etc. Observou-se que se havia uma inteligência oculta, ela podia responder as perguntas, sim ou não segundo o numero de pancadas convencionado, poderia ainda estabelecer-se um numero de pancadas correspondentes às letras do alfabeto, para formação de palavras e frases. Repetido esses fenômenos por milhares de pessoas em vários países, esses fatos não podiam deixar dúvidas sobre a natureza inteligente das manifestações.

Desse meio surgiram outros, e assim se chegou ao de comunicações escritas, que foram obtidas inicialmente por meio de uma pequena e leve mesa a que se adaptava um lápis, colocando-a sobre uma folha de papel, sendo substituídas por cestinhas, caixas de papelão, e por fim de simples pranchetas. Descobriu-se mais tarde que esses apetrechos poderiam ser dispensados, visto que a própria mão do médium, impulsionada de maneira involuntária, escrevia sob a influência do Espírito, sem o concurso da vontade ou do pensamento dele.

Vimos assim que a sucessão dos fatos levaram a constatação da interferência, nesses fenômenos, de inteligências ocultas, ou seja, dos Espíritos.

Como pode o Espírito mover um corpo solido? O esclarecimento vem por intermédio do Espírito São Luis, em “O Livro dos Médiuns”, Cap.IV item 74: “O Espírito pode mover um corpo sólido, combinando uma por ação do fluido universal com o fluido que se desprende do médium apropriado a esses efeitos”.

Quando uma mesa se move, sem a intervenção de alguém, é porque o Espírito evocado tirou do fluido universal o que anima essa mesa de uma vida artificial. Assim preparada, o Espírito a atrai e a movimenta, sob a influência do seu próprio fluido, emitido por sua vontade. Quando a massa que deseja mover é muito pesada para ele, pede a ajuda de outros Espíritos da sua mesma condição. Por sua natureza etérea, o Espírito não pode agir sobre a matéria grosseira sem intermediário, ou seja, sem o liame que o liga a matéria. “Esse liame que chamais perispírito, oferece a chave de todos os fenômenos espíritas materiais”. São os Espíritos com maior densidade do perispírito que provocam esses fenômenos, pois os Espíritos Superiores dispõem de um perispírito mais sutil e, quando necessitam provocar esses fenômenos se utilizam daqueles que tem essa condição, assim como os encarnados utilizam-se de carregadores para executar determinadas tarefas.

Qual a necessidade do médium? É necessária a união do fluido animalizado do médium e do fluido universal para dar vida ao objeto desejado, mas não se deve esquecer que essa vida é apenas momentânea, extinguindo-se com a mesma ação, e muitas vezes que a ação termine, quando a quantidade de fluido já não é mais suficiente para animar tal objeto.

O Espírito não poderia agir sozinho? O Espírito necessita do fluido animal do médium, e, pode agir a revelia do médium subtraindo-lhe o fluido necessário, agindo como a tirar de uma fonte o fluido animal que necessita.

O Espírito pode ainda, para produzir o fenômeno, retirar o fluido animalizado de uma pessoa distante. É necessário que Espírito queira, que tenha um objetivo, um motivo para fazê-lo. É necessário que encontre ainda precisamente no lugar que pretende agir uma pessoa apta a ajudá-lo, mesmo que apareça inesperadamente. Mas apesar das circunstancias favoráveis, ele poderia ser impedido por uma vontade superior que não lhe permitisse agir como quer. Pode também só lhe ser permitido agir dentro de certos limites, nos casos em que essas manifestações sejam consideradas úteis, seja para servirem como meio de convicção ou de experiência para a pessoa que as suporta.

Manifestações físicas espontâneas:

Assim como o Espírito envolvia a mesa dando-lhe uma vida artificial, pode também envolver objetos que fará uso segundo seu objetivo e sua vontade (não havendo assim a evocação). Temos como exemplo o caso do Espírito perturbado - o trapeiro da Rua dos Noyers. Quando foi o Espírito evocado para os devidos esclarecimentos, disse que foi uma criada que serviu de instrumento, e, que apenas procurava se divertir atirando pedras. Relata que os objetos que atirava encontrava no pátio e nos jardins vizinhos, envolvia-os no fluido da médium juntamente com o seu e os atirava. Esclarece ainda que não criava os objetos, embora até pudesse fazê-lo, o que seria muito mais difícil, mas diz ele: “em último caso a gente mistura matérias e faz qualquer coisa”. (Revista Espírita 1858)

De todas as manifestações espíritas, as mais simples e frequentes são os ruídos e as pancadas. Antes de analisarmos essa manifestação é necessário que tenhamos a certeza de que não operam causas naturais para sua produção tais como vento que assobia ou sacode um objeto, um efeito acústico, um animal oculto, um inseto e até mesmo brincadeiras de mau gosto. Os ruídos espirituais têm características inconfundíveis com intensidade e timbre muito variados. São facilmente reconhecíveis e não pode ser confundidos com os estalidos da madeira, o crepitar do fogo ou o tique e taque de um relógio. São golpes secos, às vezes surdos, fracos e leves. O meio mais eficaz de constatar é submetê-los a nossa vontade. Se eles se fizerem ouvir do lado que indicarmos, se responderem ao nosso pensamento dando o numero que pedimos, aumentando ou diminuindo sua intensidade, não podemos negar a presença de uma causa inteligente. Mas a falta de resposta nem sempre prova o contrario.

Importante ressaltar que o medo frequentemente exagerou estes fatos dando uma conotação supersticiosa e até mesmo ridícula sugerindo contos de fantasmas e casas assombradas. Mas o meio mais seguro de prevenir os inconvenientes é dar a conhecer a verdade. As coisas mais simples tomam-se assustadoras quando ignoramos as causas. Havendo familiaridade com os Espíritos, e os que recebem suas comunicações, não mais acreditando que se trata de demônios, o medo desaparecerá. Diz-nos o Livro dos Médiuns, no Cap. V item 82, que essas manifestações espontâneas podem ocorrer entre pessoas que nunca ouviram falar a respeito, e ocorrem quando elas menos podiam esperar. Esse fato é importante, pois não são pessoas portadoras de uma imaginação superexcitada pelas ideias espíritas, excluindo assim as suspeitas de conivência.

Essas manifestações ocorrem muitas vezes por Espíritos que querem apenas se divertir, são Espíritos antes levianos do que maus. Riem dos sustos que pregam e do trabalho que dão para descobrir a causado tumulto.

Muitas vezes apegam-se a uma pessoa e se divertem a incomodá-la por toda a parte, outras se apegam a um lugar por simples capricho, outras vezes querem chamar a atenção para estabelecer uma comunicação transmitindo um aviso útil ou mesmo um pedido. Pode ainda acontecer ser um caso de vingança.

Entre as diferentes manifestações, uma das mais interessantes, é a do toque espontâneo de instrumento de música. Os pianos e os acordeons parecem ser para esse efeito, os instrumentos prediletos. 

Para entender esse fenômeno busquemos compreender que do mesmo modo que vemos um corpo se nos apresentar solido, liquido ou gasoso, segundo seu grau de condensação, de igual modo a matéria etérea do perispírito pode se apresentar no estado sólido, vaporoso visível ou vaporoso invisível. Pode ocorrer nessa matéria etérea, tal modificação, que o Espírito pode fazê-la sofrer uma espécie de condensação (que não é exatamente o termo, mas o que mais se aproxima dele) que a torna perceptível aos olhos do corpo. A condensação pode chegar ao ponto de produzir a resistência e tangibilidade. A movimentarem os instrumentos, mãos podem ser visualizadas e até tocadas. Essa formação não é senão temporária ou acidental, por isso num dado momento pode nos escapar como uma sombra. Essa mão pode nos cravar as unhas na carne, nos beliscar, nos arrancar o que esta em nossos dedos, agarrar e transportar um objeto como nós mesmos o faríamos, pode dar golpes, erguer e virar uma mesa, agitar uma campainha, puxar cortinas, até mesmo dar uma bofetada. Perguntar-se-á, sem dúvida, como essa mão pode ter a mesma força no estado vaporoso invisível quanto no estado tangível. E por que não? Vemos o ar que tomba edifícios, o gás que lança um projétil, a eletricidade que transmite sinais, o fluido do ímã que ergue as massas. Por que a matéria etérea do perispírito seria menos possante?

Argumenta Kardec na R.E. Maio 1858, teoria das manifestações físicas que é “uma nova ordem de ideias, uma luz inteiramente nova”.

O fenômeno de transporte: A palavra aporte também serve para designar esse tipo de fenômeno. A tradição espírita incorporou o termo francês “apport” à língua portuguesa, como aconteceu no inglês, para designar também essa forma especial de transporte de objetos a recintos fechados. Este fenômeno só difere dos que tratamos acima pela intenção benévola do Espírito que o produz, pela natureza dos objetos quase sempre graciosos e pela maneira suave e quase sempre delicada porque são transportados. Consiste no transporte espontâneo de objetos que não existem no lugar da reunião. Trata-se geralmente de flores, algumas vezes de frutos, de confeitos, de joias etc. Alerta Kardec que esse fenômeno é dos que mais se prestam a imitação, e, portanto é necessário estar prevenido contra o embuste.

Esclarece-nos Erasto, no L.M, Cap. V item “O fenômeno de transporte” que: esse fenômeno exige sempre maior concentração, e ao mesmo tempo maior difusão de certos fluidos que só podem ser obtidos com médiuns muito bem dotados. Assim como nas manifestações físicas o Espírito combina seu próprio fluido com o fluido animalizado do médium, e é nessa mistura que oculta e transporta o objeto.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: cap. IV e V
KARDEC, Allan. Revista Espírita: maio e junho de 1858 (Teoria das Manifestações Físicas); agosto 1858 (O caso de Noyers)

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 12 de maio de 2026

8a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

SERVIÇO MEDIÚNICO E A INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM

O médium como instrumento utilizado pelo Espírito para transmissão de suas ideias é totalmente responsável pelo desempenho de sua tarefa. A responsabilidade pela mesma deve permear seu trabalho através da dedicação com a qual se aplica a ela, no dia a dia, desempenhando o seu trabalho mediúnico com o exato sentido do dever a realizar. “O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou o repouso do vosso próximo; termina no limite em que não gostaríeis de vê-lo passar além de vós mesmos (E.S.E., Cap. XVII, item 7)

Embora a presença da mediunidade não seja necessariamente indicio de elevação moral, o mesmo ocorre com seu uso, que dependera do tipo de sintonia que o médium estabelecera com os Espíritos, superiores ou inferiores. O trabalhador do bem é reconhecido pela qualidade de seu caráter e pelo cultivo das virtudes.

A moral cristã é seu guia diário de conduta, pois o Espiritismo não cria nenhuma nova moral. Facilita aos homens a inteligência e a prática da moral do Cristo.

Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. (E.S.E. Cap. XVII, item 4). A maturidade do senso moral, ainda que inerente no desenvolvimento do Espírito encarnado exige um árduo trabalho para quebrar os laços da matéria, que em alguns são muito fones para permitir ao Espírito desligar-se das coisas da Terra.

A reforma íntima juntamente com o esclarecimento decorrente das leituras das obras da codificação propicia a real consciência dos processos mediúnicos, de suas modalidades, das particularidades de seu desenvolvimento, da responsabilidade de sua prática que dá condições ao médium de conhecer sua própria sensibilidade mediúnica.

O médium, acima de tudo, deve estar convencido da necessidade de servir ao próximo, levando esperança e consolo através do influxo da esfera superior e do correto embasamento cristão, com humildade suficiente para colaborar sem impor-se e com a determinação voltada à realização da tarefa.

“A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendiz e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo ao semelhante.” (CVV - n° 3)

“Haverá na experiência de cada um de nós a ordenação do Criador e o serviço da criatura. Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo. Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor cada dia, e executá-la do melhor modo”. (Vinha de Luz -19).

“O conhecimento doutrinário beneficia aqueles que, em sessões mediúnicas, operam no intercâmbio, assim como aqueles que, sem se aperceberem, transmitem na conversação inspirações da Esfera Espiritual” (Martins Peralva - Mediunidade e Evolução, lição 7).

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XVII, itens 4 e 7
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro: Caminho Verdade e Vida: Lição 3
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Vinha de Luz: Lição 19
PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução: Lição 7
Novo Testamento: I Epístola de João, 4:1
PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM

Questões para reflexão:

1) Explique o que é ser médium e qual o seu papel nas tarefas mediúnicas.

2) Comente a dificuldade dos Espíritos, quando nas suas comunicações, dependem de médiuns despreparados.

3) Descreva a importância da vigência mediúnica no aprendizado do médium.

4) Explique o valor do cumprimento das atividades de cada um de nós nos serviços mediúnicos, e o que pode ocorrer com aqueles que conscientes de suas tarefas, desprezam as oportunidades de servir.

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quinta-feira, 7 de maio de 2026

8a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

O PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES

Os Médiuns são os intérpretes incumbidos de transmitir aos homens os ensinos dos Espíritos; ou, melhor, são os órgãos materiais de que se servem os Espíritos para se expressarem aos homens por maneira inteligível. (Allan Kardec - E.S.E. Cap. 28 item 9).

“O papel dos médiuns difere essencialmente conforme os casos. Eles passam por todos os graus do transe, de acordo com as absorções que lhes devem ser feitas”. (No Invisível - Leon Denis - Cap. XX)

O médium desempenha um papel essencial no estudo dos fenômenos espíritas. Participa através do seu invólucro fluídico, da vida do Espaço e, através do corpo físico da vida terrestre, é ele o intermediário entre os dois mundos. (No invisível - Leon Denis - Cap. IV)

A comunicação entre os Espíritos se realiza unicamente pela irradiação do pensamento. O pensamento não necessita de vestes ou palavras para ser compreendido, pois são captados pelo direcionamento dos mesmos e entendimento conforme o adiantamento de cada Espírito. Contudo, os seres encarnados, só podem comunicar-se pelo pensamento traduzido em palavras, que se tomam necessárias para as suas ideias, o Espírito necessita de um instrumento: esse instrumento é o médium. Qualquer que seja a natureza dos médiuns, os processos de comunicação não variam na essência, realizam-se unicamente pela irradiação do pensamento. O Espírito do médium recebe a comunicação do Espírito e a transmite por meio de seus órgãos corporais, servindo assim de interprete, porque está ligado ao corpo que serve para comunicação.

Os Espíritos não têm senão a linguagem do pensamento que é o idioma universal, compreendido por todos, tanto pelos homens quanto pelos Espíritos. Assim, podemos deduzir que as principais características relacionadas ao papel do médium nas comunicações, são as seguintes:

- Ele é sempre ativo, seja consciente ou inconsciente, intuitivo ou mecânico, dele sempre depende a transmissão e a pureza das mensagens; e assim sendo, a passividade do médium e uma concordância determinada por sua vontade.

- O Espírito não se serve das ideias do médium, mas das referências existentes na sua mente para exprimir os seus próprios pensamentos.

- O estudo para o desenvolvimento intelectual e moral favorece a comunicação, pois nesse caso o Espírito comunicante encontra na mente do médium os elementos apropriados a roupagem de palavras correspondentes ao seu pensamento.. Assim quando encontra num médium, a mente cheia de conhecimentos adquiridos na vida atual e conhecimentos anteriores latentes, os pensamentos se comunicam instantaneamente.

- O médium menos preparado torna o trabalho dos Espíritos mais demorado e penoso, pois há necessidade de decompor os pensamentos e muitas vezes ditar palavra por palavra. O médium mal aparelhado exige um trabalho semelhante à comunicação por pancadas.

As comunicações dos Espíritos trazem sempre, em maior ou menor grau, o cunho pessoal do médium quanto à forma e estilo, embora o pensamento não seja absolutamente dele, e não faça Parte de suas preocupações habituais, o médium não deixa de exercer sua influência, dando-lhe as qualidades e propriedades características a sua individualidade.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. 28, item 9
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte, cap. IV item 74, perg. 8, 19 e Cap. XIX
DENIS, Leon. No invisível: Cap. IV e XX
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Irmão X). Lazaro Redivivo: Cap. 04
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Caminho Verdade e Vida: Lição 69
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Missionários da Luz: Cap. 3

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 5 de maio de 2026

7a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

PENSAMENTO COM ENERGIA MENTAL

A base de toda modificação interior esta na mente da criatura.

A mente por sua vez, é o espelho da vida em toda parte. E, necessita apenas, ser lapidada, educada, para que atinja a magnificência da luz. É como um diamante, em estado bruto, para se tomar pedra preciosa, conforme a maneira como o burilamos.

Espelho da vida, a mente, gera a força do pensamento que movimenta tudo, criando e transformando, destruindo e refazendo, para depurar e sublimar. Isso, porque em todos os domínios do Universo, vibra a influência recíproca.

Assim o reflexo mental de cada ser reside no alicerce da vida. Esse reflexo mental delineia a emotividade; esta plasma a ideia; a ideia determina a atitude; a atitude e a palavra dirige ações, que geram manifestações, que, por sua vez, são válvulas destruidoras ou alavancas positivas da existência.

Então, o que é o pensamento? - É a faculdade de pensar logicamente, refletir; força criadora, construtora, que molda a matéria, organizando formas abstratas ou concretas, que, juntamente com a vontade, são elementos plásticos e organizadores. A vontade é a faculdade de querer, desejar, ter intenção, firmeza de animo, decisão, coragem, etc..

“Pensar é criar” (Emmanuel, Pão Nosso, cap. 15). Toda criatura possui energia obediente à sua vontade, que, ligada ao seu potencial imaginativo, atua exteriormente, influenciando outras criaturas e ambientes distantes.

As imagens servem, então, como matéria-prima de todas as criações intelectuais.

A abstração, a comparação e a imaginação, são faculdades superiores da inteligência, onde se encontram todas as invenções, todas as descobertas, todas as inspirações, todas as criações da humanidade; são forças ideoplásticas que, como fenômeno psicológico do ser, podem se transformar em fenômeno físico. Assim, é que todas as obras humanas são resultantes do pensamento.

“Somos levados a emitir o postulado da existência de uma Inteligência Suprema e a considerar o Universo como expressão do pensamento divino, sustentado perpetuamente por sua divina vontade” (Prof. Willian Barret, em Pensamento e Vontade de Ernesto Bozzano).

Quando colocamos o Evangelho como guia, ele nos ajudará na nossa renovação interior, fazendo com que nos transformemos interna e integralmente, aproximando-nos do Criador. Para isso se faz necessário reeducarmos o nosso pensar. Mesmo sendo tarefa delicada, é possível sabermos renunciar, vigiar, dominamos nosso sentir e pensar, modificar nosso jeito de falar e de agir, para podermos vencer criações mentais viciosas, para afastarmos as sombras do nosso cotidiano, e a nossa preguiça mental.

A Doutrina Espírita veio desvendar o processo da nossa libertação mental de pensar, para vivermos melhor e amplamente. Dai a importância do pensamento do médium, para que continue equilibrado em tudo que empreender; porque o médium com pensamentos indignos, como a crítica, a inveja, o ciúme, a vã curiosidade, a maledicência, etc., é um ser invigilante que certamente, trará desequilíbrio para si e para o ambiente onde vive ou trabalha.

Jesus nos disse: “Orai e vigiai”, somente assim não seremos vitimas da nossa própria imprudência mental.

Ainda podemos afirmar que: “O amor é luz benfazeja na vida do médium responsável e atento no exercício das tarefas que lhe cabem, e de assistência espiritual que exerce”.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: perg. 456, 833 a 837
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Pensamento e Vida: Cap. 1
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Pão Nosso: Cap. 15 e 66
BOZZANO, Ernesto. Pensamento e Vontade
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2ª parte. Cap. VIII
KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV itens 13 a 15
PERALVA, Martins - Mediunidade e Evolução - n° 34
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Caps. III e XI

Questões para reflexão:

1) Explique como o Espírito age sobre a matéria.

2) Descreva como os Espíritos conseguem movimentar objetos.

3) Interprete o termo: “A mente por sua vez é o espelho da vida”.

4) Explique o significado da Base de Jesus: “Orais e Vigiai”.

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

7a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA

Sabemos que os Espíritos estão revestidos de um envoltório vaporoso, formando neles um verdadeiro corpo fluídico, ao qual damos o nome de perispírito, cujos elementos são hauridos no fluído universal ou cósmico, principio de todas as coisas.

Quando o Espírito se une ao corpo, nele existe com seu perispírito, que serve de laço entre o Espírito propriamente dito e a matéria corpórea; é o intermediário das sensações percebidas pelo Espírito. “O Espírito encarnado é a alma do corpo; quando o deixa pela morte, não sai desprovido de qualquer envoltório”. Todos eles nos dizem que conservam a forma humana, e, com efeito, quando nos aparecem, “é sob essa forma que os reconhecemos” (L.M, 2ª parte, Cap. I, item 53).

Qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório, ou seja, o perispírito, cuja natureza se eteriza, à medida que ele se purifica e se eleva na hierarquia espiritual. Ao desencarnar, o Espírito não tem consciência imediata de sua atuação. A perturbação que sente varia de intensidade conforme o tipo de vida que leva quando encarnado. Alguns têm por pouco tempo a ilusão de ainda estarem vivos.

“Os Espíritos têm influência sobre nossos pensamentos e ações? Em relação a isso, a sua influência é bem maior do que imaginam, porque muitas vezes são eles que os dirigem.” (L.E. perg. 459).

Um Espírito quer agir sobre um individuo; aproxima-se dele e o envolve, envolve seu perispírito como um casaco; os fluidos se penetram, os dois pensamentos e as duas vontades se confundem, e o Espírito pode então, se servir desse corpo como do seu próprio, fazê-lo agir segundo a sua vontade, falar, escrever, desenhar etc.; tais são os médiuns.

Se o Espírito é bom, sua ação é branda, benfazeja, que não leva a fazer senão boas coisas; se ele é mau, leva a fazer coisas más, se é perverso, o aperta como uma rede, paralisa até sua vontade, mesmo seu julgamento que ele abafa sob seu fluido como se abafa o fogo sob uma camada de ar; fá-lo pensar, falar, agir por si, leva-0 a atos extravagantes ou ridículos; em uma palavra, magnetiza-o, imobiliza-o moralmente, e o individuo se toma um instrumento cego de sua vontade. Tal é a causa da obsessão, da fascinação e da subjugação, que se mostram em graus de diversas intensidades.

A ação dos Espíritos maus produz uma série de perturbações na economia moral e mesmo física que, por ignorância da causa verdadeira, se atribuíam a causas errôneas. Os maus Espíritos são os inimigos invisíveis, tanto mais perigoso quanto não se supunha sua ação. O Espiritismo, pondo-os a descoberto, vem revelar uma nova causa a certos males da Humanidade; conhecida a causa, não se procurara mais combater o mal por meios que doravante, se sabe inúteis, procurar-se-ão os mais eficazes.

Ora, o que foi que fez descobrir essa causa? A mediunidade; foi pela mediunidade que esses inimigos ocultos traíram sua presença; ela fez para eles o que o microscópio fez para os infinitamente pequenos: revelou todo um mundo.
“O perispírito, se distende ou se contrai, se transforma, em uma palavra: presta-se a todas as modificações, Segundo a vontade que o dirige. É, graças a essas propriedades do seu invólucro que o Espírito pode fazer-se reconhecer, quando necessário, tomando exatamente a aparência que tinha na vida Física, e ate mesmo, com os defeitos que possam servir de sinais para o reconhecimento” (L.M, 2° parte, Cap. 1, item 56).

Dessa forma podemos entender por que o Espírito necessita de matéria para atuar sobre a matéria, ação essa que é feita por meio do envolvimento fluídico.

É pelo impulso de sua vontade e pelos conhecimentos adquiridos nas existências sucessivas que o Espírito age sobre a matéria. Nestes fenômenos, a causa preponderante é o Espírito, e os fluídos, seu instrumento.

Diz André Luiz, em “Evolução em dois Mundos”: “Cabe nos assinalar, desse modo, que toda energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos da Criação”. (Cap.1).

A Doutrina Espírita vem assim explicar-nos o motivo das manifestações sobre a matéria, de forma lógica e racional, deixando desaparecer qualquer coisa de sobrenatural, fantástico, maravilhoso, dando lugar à realidade das Leis Naturais, que funcionam naturalmente.

Vejamos, então as principais ações dos Espíritos sobre a matéria no plano dos encarnados:

Imprime vitalidade ao corpo, sustentando sua organização como instrumento de ação, em qualquer nível de sua fase evolutiva. Porém, se é certo que o Espírito sustenta a matéria, é também certo que a matéria animalizada lhe auxilia o desenvolvimento. São exemplos, entre tantos, a absorção e assimilação de fluidos (L.E, livro I, Cap. IV, perg. 63), ou a transmissão de seu fluido vital para outro individuo (L.E, livro I, cap. IV comentário de Kardec à perg. 70).

Irradia as próprias características, em razão da Corrente mental que nasce das profundezas da alma, formando, ao seu redor, um campo aúrico específico, ou túnica de forças eletromagnéticas, pois onde há pensamento, há correntes mentais e onde há correntes mentais existe associação. E toda associação é interdependência e influência recíproca. (Andre Luiz, em “Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 5).

Cria formas-pensamento ou imagens-modelo ou moldes ao pensar, arrojando-as para fora de si, através da atmosfera psíquica que lhe caracteriza a presença. (André Luiz, em “Mecanismo da Mediunidade”, Cap. 4).

Produz os fenômenos físicos, ou melhor, de Efeitos físicos manipulando os fluidos retirados do médium (L.M, 2ª parte, cap.V item 93).

É necessário lembrar também que os Espíritos superiores não se ocupam em produzir esses efeitos; eles possuem a força moral, e, quando necessitam provocar tais efeitos, se servem dos Espíritos inferiores, como os homens se servem de carregadores.

De acordo com a Doutrina Espírita, como neutralizar a influencia dos maus Espíritos?

Trata-se de uma luta contra um adversário; ora quando dois homens lutam corpo a corpo, é o que tem músculos mais fortes que derruba o outro. Com o Espírito é preciso lutar, não corpo a corpo, mas Espírito a Espírito, e é ainda o mais forte que o domina; aqui a força esta na autoridade que se pode tomar sobre o Espírito, e esta autoridade esta subordinada à superioridade moral.

A superioridade moral é como o Sol, que dissipa o nevoeiro pelo poder de seus raios; esforçar por ser bom, tomar-se melhor se já é bom, purificar-se de suas imperfeições, em poucas palavras, elevar-se moralmente o mais possível, tal é o meio de adquirir o poder de dominar os Espíritos inferiores para afastá-los. (L.M,no 252 e 279).

Certas pessoas preferem, sem duvida, uma receita mais fácil para afastar os maus Espíritos: algumas palavras ou alguns sinais, por exemplo, seria mais cômodo do que a necessidade evidente de corrigir de seus defeitos.

Não conhecemos nenhum outro procedimento mais eficaz para vencer um inimigo do que ser mais forte do ele.

É preciso, pois, se persuadir de que não ha, para alcançar esse objetivo, nem palavras sacramentais, nem formulas cabalísticas, nem talismãs, nem quaisquer sinais materiais.

Antes de esperar domar os maus Espíritos, é preciso aprender a domar a si mesmo. De todos os meios de adquirir a forca para isso chegar, o mais eficaz é à vontade secundada pela prece, a prece de coração, entenda-se, e não de palavras repetidas sem fervor.

É preciso lembrarmo-nos da máxima: “Ajuda-te e o Céu de ajudara”; e pedir, sobre tudo, a força que nos falta para vencer os vícios que são para nós piores que os maus Espíritos, porque são esses hábitos negativos que os atraem, como corrupção atrai as aves de rapina. 

Orar pelo Espírito obsessor é retribuir-lhe o mal com o bem, e se mostrar melhor que ele, o que é um sinal de superioridade.

Com perseverança acaba-se, o mais frequentemente, por levá-lo a melhores sentimentos, e de perseguidor, dele fazer um devedor preparando-se para evoluir.

Bibliografia:

KARDEC,Allan. Livro dos Médiuns: 2° parte, Cap. 1, itens 53,55 e 56
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. I
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. XI
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap., 5.
KARDEC, Allan. Revista Espírita: dezembro de 1862

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 28 de abril de 2026

6a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

FORÇA MEDIÚNICA

Força mediúnica, bendito recurso é inerente à personalidade humana, dentro de um grau maior ou menor.

Como tudo em nossa vida, necessário se faz que façamos bom uso daquilo que possuímos. Na mediunidade também é assim, indispensável que a coloquemos no serviço do bem, não importando qual o tipo, nem tampouco o grau de intensidade. O importante é que coloquemos a força medianímica em favor do próximo, no trabalho constante para a nossa própria renovação, ainda que sejamos imperfeitos.

As obras básicas de Allan Kardec fortalecem-se, consolidam-se, engrandecem-se continuamente, especialmente pelo que, em termos de mediunidade, dizem os Espíritos na atualidade, notadamente, André Luiz.

Em Mecanismo da Mediunidade, Cap. XVII, o autor citado nos informa o seguinte: “Não podemos esquecer que o campo de oscilações mentais do médium - envoltório natural e irremovível que lhe pulsa do Espírito - é o filtro de todas as operações nos fenômenos físicos”. Ainda André Luiz em Nos Domínios da Mediunidade, Cap. 13, referindo-se a mediunidade de Celina afirma que ela conhece a sublimidade das forças que a envolvem e entrega-se confiante, assimilando a corrente mental que a solicita.

No livro Pão Nosso, lição 68, o Espírito Emmanuel passa-nos o importante ensinamento: “A criatura necessita indagar-se de si mesma o que fazer, o que deseja, a que propósitos atende e a que finalidades se destina. Faz-se indispensável examinar-se, emergir da animalidade e erguer-se para senhorear o próprio caminho.” A tarefa nos espera, reconheçamos nossas limitações, aceitando-a e continuando o trabalho com gratidão e alegria. (Seara dos Médiuns)

Caminhando prudentemente, pela simples boa vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz. Boa vontade descobre trabalho. O Trabalho opera a renovação. A renovação encontra o bem. Na alma heroica do lutador não paira qualquer sombra de hesitação. Seu espírito, como sempre, esta pronto. Em todo o mundo sentimos a enorme inquietação por novas mensagens do Céu. Forças dinâmicas do pensamento insistem em receber modernas expressões de velhas verdades, ensaiando-se criações mentais diferentes. O intercâmbio cada vez mais intensivo entre os chamados “vivos” e “mortos”, constitui grande acontecimento para as organizações evangélicas de modo geral.

Martins Peralva em seu livro “Mediunidade e Evolução”, informa-nos: “Mediunidade, médiuns e fenômenos mediúnicos continuarão sendo, no curso do tempo, fonte para o estudo e a aplicação de quantos possam sentir, no intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual, a grandeza de Deus e a misericórdia de Jesus”.

O comportamento de quem reencarna com obrigações definidas, no setor mediúnico, é objeto de preocupação dos Amigos da Vida Espiritual.

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Seara dos Médiuns: lições
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pão Nosso: Lições: 66, 68,95, 96 e 119
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. XVII
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: cap. XIII
PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução: lições 4 e 5.

Questões para reflexão:

1) Descreva a importância da epífise nos serviços mediúnicos.

2) Explique a função da pineal nos vertebrados de sangue frio.

3) Descreva o que você entendeu por força mediúnica

4) Comente a necessidade de a pessoa autoanalisar-se.

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

6a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

A EPÍFISE

Desde a Antiguidade existem relatos que demonstram o conhecimento da Epífise ou Glândula Pineal. Entre os gregos na Escola de Alexandria, os estudos pineais estavam relacionados às questões de ordem religiosa. Os gregos a denominavam como conárium enquanto os latinos por glândula pinealis.

No século XVIII, Descartes, um grande pensador, afirmou que a epífise era o centro da alma. De acordo com a doutrina espírita, esse parecer não precede, basta para tanto consultar as questões numero 146 e 146a do Livro dos Espíritos.

A alma humana não possui uma sede, não esta determinada e circunscrita em certa Parte do corpo. Entre as religiões de origem oriental, o conhecimento e a importância deste órgão possuem posição de destaque. Os hindus, por exemplo, a conheciam como a flor de mil pétalas. Para eles, a Glândula Pineal era possuidora de elementos orgânicos que estabeleciam uma ponte de ligação com o centro coronário.

Podemos destacar como principais características da Epífise:

a) a separação dos hormônios psíquicos, que são os responsáveis pelas glândulas sexuais e por todo o sistema endócrino. É função da epífise despertar no homem após os 14 anos a fonte criadora, a válvula do escapamento, antes disso sua energia é freada. Por tudo isso, pode-se afirmar que a Epífise tem um papel elementar, básico e absoluto;

b) Esta relacionada à Parte emocional;

c) Relaciona-se a vontade de cada um, ao esforço de se melhorar. A epífise esta relacionada à vontade;

d) Constitui-se, por assim dizer, um armazém energético, pois supre com energias de caráter psíquico, todo o corpo;

e) Glândula da vida mental. Representa uma manifestação do centro coronário.

Apesar de sua importância já ser conhecida por diversos povos, entre os espíritas os estudos de relevância sobre o assunto ganharam destaque a partir de 1945 quando por meio da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, André Luiz, um médico desencarnado, relatou o seu espanto, ao perceber a função que a epífise desempenhava no momento do transe mediúnico.

Segundo André Luiz: “quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformara-se em um núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes.” Logo em seguida, André Luiz afirma o seguinte: “Examinei atentamente os demais encarnados. Em todos eles a glândula apresentava notas de luminosidade, mas em nenhum brilhava como no intermediário em serviço”. (Missionários da Luz). A descrição efetuada demonstra claramente que a Epífise coloca o ser encarnado em contato com o mundo espiritual, de forma mais intensa.

Na década de 1940 e 1950, a medicina ainda havia avançado muito pouco em relação ao seu conhecimento sobre o papel e o funcionamento da glândula pineal. Ela era vista apenas como um órgão vestigial, o frenador da sexualidade infantil.

A partir de 1958, pesquisas desenvolvidas na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, identificaram que a glândula Pineal produz um hormônio próprio, a melatonina. Tal descoberta permitiu um avanço nas pesquisas sobre este assunto.

A Glândula Pineal faz Parte do epitálamo, um dos componentes do diencéfalo. Ela corresponde a uma evaginação do teto diencefálico. A natureza fez um trabalho bastante cuidadoso, pois localizou esta glândula no eixo mediano do encéfalo. Com relação ao seu peso e tamanho, não existe um consenso propriamente dito sobre o assunto. Afirma-se que a Glândula Pineal possui um formato de um cone, e pesa aproximadamente 100 mg no homem. Por outro lado, Jorge Andréa, fornece informações mais precisas: afirma que ela mede de 6 a 8 mm de comprimento por 4 a 5 mm de largura e 2 a 5 mm de espessura, sendo o peso médio de O,16 gr.

Possui a forma de uma pinha (na criança), já no adulto possui um formato achatado, e forma triangular ou ovular. Possui coloração rósea.

E preciso ponderar que a Glândula Pineal não é uma exclusividade humana, esta localizada também nos vertebrados inferiores. Neste caso, não só a localização, mas também a função possui um caráter bastante diferenciado.

Nos vertebrados de sangue frio ela tem como função ser um órgão fotorreceptor, por isso muitos destes animais reage rapidamente à mudança de cor devido à iluminação ambiental.

Em algumas espécies a Glândula Pineal possui um caráter duplo. Um componente intracraniano, o órgão pineal propriamente dito, o outro extracraniano, que se manifesta na Parte exterior e frontal da cabeça. É o caso do lagarto, que possui uma lente, o terceiro olho.

Nos mamíferos, apesar da estrutura ser bem mais simples, a dupla origem permanece, porém perdeu sua função fotorreceptora. Não recebe mais de forma direta a luz, não envia impulsos nervosos ao cérebro. Pode ser considerado um órgão secretor. Sua função muda, assim como sua relação com o organismo.

Segundo Jorge Andrea, com relação ao olho pineal, pode-se pensar que em vez de ser considerado uma característica de regressão, fadada ao desaparecimento, talvez possa ser visto o inicio do processo de desenvolvimento.

“Desse modo, o olho pineal pode ser visto como o ponto em que se iniciam os verdadeiros alicerces da Glândula Pineal”, e como tal, da individualidade Espiritual - as expressões de um Eu em formação não existente nos invertebrados, cuja zona espiritual deve fazer Parte de um conjunto próprio da espécie, sem as nuanças que caracterizam o indivíduo, o EU.

Na espécie humana, a função da Glândula Pineal passa pelos mecanismos da meditação e do discernimento, da reflexão e do pensamento e pela direção e orientação dos fenômenos psíquicos mais variados. Perante essas informações, temos o dever de efetuar um questionamento: Para que serve a Glândula Pineal? Sua ausência causaria quais danos ao organismo?

A Glândula Pineal apresenta ligações com a tireoide, a suprarrenal, o pâncreas e tímus. No primeiro caso, a relação entre as duas Glândulas é evidente. A retirada cirúrgica de uma interfere na outra, é um ponto de partida para um processo violento, mais acentuado em direção a tireoide. No Segundo caso, a retirada da Pineal altera os índices de colesterol e acido ascórbico. Com relação ao pâncreas, órgão produtor da insulina, sabe-se que a Glândula Pineal exerce uma função frenadora, e no caso do tímus, os tumores da Pineal impedem a regressão normal da Glândula na idade oportuna.

Em suma, podemos afirmar que a Glândula Pineal esta ligada a todo o setor glandular do organismo. A Glândula Pineal esta comprometida com vários departamentos orgânicos, inclusive aqueles que orientam a vida psíquica.

“Podemos considerar a Pineal como sendo a Glândula da vida psíquica; a Glândula que resplandece o organismo, acorda a puberdade e abre suas usinas energéticas para que o psiquismo humano, em seus intricados problemas psicológicos, se expresse em voos imensuráveis”

Os pesquisadores já não perguntam mais para que serve a pineal, eles pesquisam para saber de forma mais detalhada quais órgãos do corpo humano estão sob sua interferência, ou melhor, sobre a interferência da melatonina, hormônio produzido pela Glândula Pineal e seu grau de atuação sobre esses órgãos. Hoje em dia, sabe-se que a Epífise é a reguladora da cronobiologia, dos ritmos biológicos, ela é que determina se uma pessoa esta acordada ou dormindo, em outras palavras, se o Espírito esta ligado ao corpo ou não, em períodos de vigília e sono.

Com relação aos mecanismos da mediunidade, sabe-se que a Epífise é considerada a Glândula da vida mental porque é por meio dela que todos os fenômenos anímicos e espíritas se produzem.

É preciso destacar que no Brasil, os estudos sobre a Glândula Pineal tem recebido a atenção de médicos e cientistas.

Bibliografia:

ANDREA, Jorge. Palingênese: A grande lei. (reencarnação).
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos.
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Missionários da Luz

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quinta-feira, 16 de abril de 2026

5a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

DIRETRIZES DO EVANGELHO

“Nem todo o que diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade de meu Pai...” (Mateus, 7:21)

O tema nos convida a reflexão sobre como nos posicionamos na qualidade de discípulos frente aos ensinamentos de Jesus. Em diversas oportunidades Jesus exemplificou como deveríamos nos portar frente às diversas situações que a vida nos coloca. Quando descobrimos a riqueza do Evangelho, encontramos verdadeiro manancial que auxilia a nos reformarmos interiormente.

A reforma perante a luz do Cristo, certamente nos torna pessoas melhores. Porém, o fato consiste somente em Parte da questão. De que vale chamá-lo de Mestre quando não se segue os seus preceitos?

Faz-se imprescindível aplicar seus ensinamentos na própria vida transformando-se com o objetivo maior de melhor servir. No próprio capítulo citado acima, Mateus relembra a assertiva do Mestre: “Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis”, ou seja, o trabalho é fundamental.

Já dizia Paulo “Somos cooperadores de Deus” (I Coríntios, 3:9) e, para nos ensinar como cooperar, Jesus veio pessoalmente trazer sua mensagem de amor que nos ensina como proceder. Esta mensagem esta concentrada nos Evangelhos que constituem um verdadeiro manual de normas de conduta. É Jesus fornecendo padrões educativos nas passagens do Evangelho, através dos seus exemplos e ensinamentos, que nos levarão a plenitude, culminando na conquista do Reino dos Céus dentro de nós.

“Não basta fazer do Cristo Jesus o benfeitor que cura e protege. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida, por exemplo, e modelo de cada dia” (VL 100). Como absorver tal citação em nossas vidas se ainda estamos tão distantes do que seria um bom exemplo? Os Evangelhos nos ensinam o caminho, mas a prática a nós pertence totalmente. E é justamente nessa prática, envolvida pela caridade, que estaremos aprendendo com o Mestre do amor e da renúncia.

O trabalho digno é a oportunidade abençoada e, trazendo para o nosso contexto, não resta duvida que o exercício da mediunidade é um excelente campo na seara do bem. Entretanto, boa Parte dos aprendizes é ainda motivada pela oportunidade de atuar na pratica fenomênica, atraídos muitas vezes pelo fantástico e pela curiosidade. 

Alcançar o título de médium, em obediência a meros preceitos do mundo, não representa esforço essencialmente difícil. Receber mensagens do Além e transmiti-las a outrem, simplesmente, pouca valia possui, a menos que se esteja com propósitos elevados.

Sabemos que o intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o médium é um ser humano como qualquer outro. O que o diferencia é o agir e servir, ajudar e socorrer sem recompensa e sem vangloriar-se, sabendo fazer bom uso do empréstimo que a Bondade Infinita lhe concedeu, e pautando-se pelas diretrizes de Jesus.

Não podemos nos esquecer que como médiuns somos instrumentos nas mãos do divino Mestre – é indispensável afinar o nosso instrumento de serviço justamente pelo Seu diapasão. Todos podem transmitir recados espirituais, doutrinar irmãos e investigar a fenomenologia, mas para imantar corações em Jesus é indispensável sejamos fiéis servidores do bem, trazendo o cérebro repleto de inspiração superior e o coração inflamado na Fe viva.

Assim, todos aqueles que se veem convidados a atuar no Campo da mediunidade, devem ter muito claro que todo o trabalho sempre devera ser feito em Espírito de muita fraternidade e em nome de Jesus. Quanto mais o médium se purifica mais se sintoniza com a espiritualidade elevada e, para se purificar, a prática do Evangelho é o melhor caminho.

O Espírito Emmanuel nos orienta: “quando termine cada dia, passem em revista as pequeninas experiências que partilhaste na estrada vulgar. Observa os sinais com que assinalaste os teus atos, recordando que a marca do Cristo é, fundamentalmente, aquela do sacrifício de si mesmo para o bem de todos” (VL 8).

“E tudo o quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” Paulo (Colossenses, 3:23).

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XVIII, item 6
Bíblia de Jerusalém: Novo Testamento
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Vinha de Luz
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Segue-me

Questões para reflexão

1) Cite os centros de forca e diga onde estão situados.

2) Fale sobre os plexos.

3) Analise o ensinamento de Jesus: “Assim pelos seus frutos os conhecereis”. (Mt 7:20)

4) Interprete a afirmação de Jesus “Nem todos que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus: mas somente os que fazem a vontade de meu Pai que esta nos céus!”

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terça-feira, 14 de abril de 2026

5a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

CENTROS DE FORCA OU CENTROS VITAIS

Definição:

Os centros de força são fulcros energéticos ou força vital - acumuladores e distribuidores de energia situados no perispírito. Regem o funcionamento dos órgãos do corpo físico. Esses fulcros energéticos, sob a direção automática da alma, imprime nas células a especialização. Tem uma correspondência com o funcionamento dos órgãos do corpo humano através dos plexos, exceto o coronário.

“No perispírito possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses, adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica.” - André Luiz em Evolução em Dois Mundos, Capítulo II.

Plexos

São entrelaçamentos de nervos, formando uma verdadeira rede. São situados no corpo físico.

O sistema nervoso é complexo e permeia todo o corpo físico em redes de comunicação.

As células nervosas conectam-se entre si como um emaranhado de linhas. Em certos pontos, a compactação dessas linhas forma os plexos nervosos.

Existem milhares desses plexos no corpo. Alguns são mais importantes pela localização e pelo trabalho que realizam.

As energias captadas pelos centros vitais passam aos plexos e desses aos nervos, transitando assim por todo o organismo.

André Luiz em “Evolução em dois Mundos”, Capítulo II dá a seguinte classificação:

O centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do plano superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encamada ou desencarnada. Esse centro supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito;

O centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endócrinas e administrando o sistema nervoso, em toda organização;

O centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação;

O centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base;

O centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneos;

O centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização;

O centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, a associação e a realização entre as almas.

Centro Vital   Plexos Correspondentes         Localização

Coronário          Coronário                                             Alto da cabeça (Topo)

Frontal               Frontal (Carótico)                               Fronte (Lobo Frontal, entre as sobrancelhas)

Laríngeo            Laríngeo (Faríngeo)                            Garganta

Cardíaco           Cardíaco                                               Sobre o coração

Gástrico (Solar)  Gástrico                                            Sobre o estômago

Esplênico           Esplênico  (Mesentérico)                Sobre o baço

Genésico            Hipogástrico                                     Baixo ventre (Bexiga)

É importante citarmos que André Luiz, em suas obras, não se refere ao Centro vital Básico, porém, Edgard Armond o incluiu, considerando sua importância no metabolismo energético, por ser o agente reativador das atividades mediúnicas no campo da movimentação de fluidos pesados, próprios do homem em evolução.

André Luiz em “Entre a Terra e o Céu”, Capitulo 20, diz o seguinte: “Quando a nossa mente, por atos contrários a Lei Divina, prejudica a harmonia de qualquer um desses fulcros de força de nossa alma, naturalmente se escraviza aos efeitos da ação desequilibrante, obrigando se ao trabalho de reajuste”.

Nos trabalhos de passes o conhecimento da localização dos centros de força é de suma importância.

“O passe não é unicamente transfusão de energias anímicas. É o equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos”.

“Espíritas e médiuns espíritas, cultivemos o passe no veiculo da oração, com respeito que se deve a um dos mais legítimos complementos da terapêutica usual”. (Opinião Espírita Capitulo 55).

“O socorro, através de passes, aos que sofrem do corpo e da alma, é instituição de alcance fraternal que remonta aos mais recuados tempos. O Novo Testamento, para referir-nos apenas ao movimento evangélico, é valioso repositório de fatos nos quais Jesus e os apóstolos aparecem dispensando, pela imposição das mãos ou pelo influxo da palavra, recursos magnéticos curadores. Nos tempos atuais tem cabido ao Espiritismo, na sua feição de Consolador Prometido, conservar e difundir largamente essa modalidade de socorro espiritual.” (Estudando a Mediunidade, Capitulo XXVI).

Devemos, portanto, caminhar em busca do equilíbrio em nossas atitudes, buscando uma harmonização físico-espiritual, calcada sempre nos ensinamentos evangélicos transmitidos Jesus.

Bibliografia:

Xavier, Francisco Cândido/Vieira. Waldo (André Luiz). Evolução em dois Mundos: Capitulo II
Xavier, Francisco Cândido (André Luiz). Entre a Terra e o Céu: Capitulo XX
Peralva, Martins. Estudando a Mediunidade: Capitulo XXVI
Xavier, Francisco Cândido/Vieira Waldo (Emmanuel/André). Capitulo 55

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

4a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

O LABOR DAS ALMAS

“Eu estou entre vós como quem serve” Jesus (Lucas, 22:27)

“Jesus caminhou na Terra a feição do servidor. Fundador da Boa Nova, não se limitou a tecer-lhe a coroa com palavras estudadas, mas estende-a e consolida lhe os Valores com as próprias mãos”. (Emmanuel - Segue-me!...)

Dentro das suas atividades, nos tempos modernos, os espíritas sinceros não podem desconhecer o sentido revolucionário da tarefa que lhes cabe. Não se atingira a finalidade dos ideais elevados e luminosos que alimentam a doutrina, sem a formação da base espiritual, mantenedora da estabilidade das grandes realizações. 

Encontram-se apressados os que buscam apenas o dinheiro, os títulos convencionais, as situações de destaque, os desejos satisfeitos, sob o ponto de vista planetário. Os homens, identificados no mesmo ideal mundano, abraçam-se, na comunhão do interesse, nesses encontros fortuitos. Os demais saúdam-se ligeiramente, em atitudes suspeitosas, temendo a alheia intromissão nos seus inferiores desígnios, pois quase todas as criaturas marcham ansiosas, na valorização da oportunidade falsa, e chegam esgotadas ao término da luta, esbarrando na realidade da morte, desprevenidas e infelizes.

O Espírito Emmanuel, quando se refere ao labor das almas, passamos o valoroso ensinamento: “Descerradas às pesadas cortinas materiais que ai na Terra nos cobriu os olhos do Espírito, experimentamos, aliado às emoções de êxtase diante da imensidade, o desejo de comunicar a verdade a todas as criaturas. Obstáculos inúmeros se nos antolham avultando o da falta de estabelecimento direto entre o plano físico e espiritual. Todavia, o porvir humano nos faz entrever essa ligação mais intima dos Espíritos, pertençam ou não ao orbe carnal”.

No livro “Estude e Viva”, lição 6, os Espíritos Emmanuel e André Luiz, nos passam valiosos ensinamentos que nos levam a refletir, pois nos dão o grande alerta quando dizem que, ninguém vive deserdado da participação nas boas obras, de vez que todos retêm sobras de valores específicos da existência. Não somente disponibilidades de recursos materiais, mas também de tempo, conhecimento, amizade, influência. Todos nós, Espíritos em evolução no educandário do mundo, assemelhamo-nos a viajores demandando eminências que conduzem a definitiva sublimação.

Emmanuel em “Vinha de Luz”, falando sobre o ensinamento de Paulo: “E sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses, 3:14) diz o seguinte: “Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo. Nenhum dispensara as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades. O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos. A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual”. 

Continuando na sua missão de orientador, Emmanuel em sua obra “Segue-me!”, faz-nos entender que a evolução em qualquer território da vida, é construída nas bases do intercâmbio, e cita o lavrador como exemplo, pois o mesmo retém o solo e os elementos da natureza, mas aspira aos prodígios da colheita que deve plantar.

O Mestre Jesus nos chamou a fim de compreendermos e auxiliarmos, construirmos e reconstruirmos para o bem de todos, e, portanto, devemos aceitar os ensinamentos de Paulo (I Coríntios, 3:16): “Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus”.

Bibliografia:

Xavier, Francisco Cândido (Emmanuel). Emmanuel: Cap. VII
Xavier, Francisco Cândido (Emmanuel).Segue-me! Lição - O Grande Servidor
Xavier, Francisco Cândido/Vieira Waldo. Estude e Viva: Cap. 6
Xavier, Francisco Cândido (Espíritos Diversos). Coletânea do Além: Lições, Revolução Espiritual e A Oportunidade.
Xavier, Francisco Cândido (Emmanuel). Vinha de Luz: Cap. 5

Questões para reflexão

1) De exemplo de algumas propriedades do perispírito.

2) Explique o envolvimento do perispírito no fenômeno mediúnico.

3) Analise a profundidade do ensinamento de Jesus quando disse: “Eu estou entre vós como quem serve”.

4) Comente o ensinamento de Emmanuel: “todo discípulo do Evangelho precisara coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo”.

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terça-feira, 7 de abril de 2026

4a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

PERISPÍRITO, PROPRIEDADES E MEDIUNIDADE

O perispírito como princípio das manifestações

- O homem é constituído por Espírito ou alma, perispírito e corpo físico.

- O Espírito é o ser inteligente e sensível, o perispírito o intermediário entre o Espírito e o corpo físico.

Perispírito (do grego peri, em torno, e do latim spiritus, alma, espírito) é o envoltório fluídico e perene do Espírito, que possibilita sua interação com os meios espiritual e físico. Seus elementos constituintes provêm dos fluidos do meio onde o Espírito se encontra; fluidos esses que o formam e o alimentam, do mesmo modo que o ar forma e alimenta o corpo material do ser humano. O perispírito é mais ou menos etéreo, conforme os mundos e purificação do Espírito. É Parte integrante desse, como o corpo é Parte integrante do homem. É o órgão de transmissão de todas as sensações.

Praticamente todas as civilizações humanas do passado falaram no perispírito. Os egípcios conheciam-no como o “kha”. Na Índia, fala-se em “Língua-Sharira”, enquanto que no esoterismo judeu é o “Nephesh”.

Paracelso o chamou de “corpo astral” ou “Evestrum” e Paulo de Tarso o denominou como “Corpo Espiritual” ou “Corpo Incorruptível”.

Kardec nos ensina que o perispírito, por meio de sua expansão do meio, une-se ao ser humano desde o momento da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, unindo-se molécula a molécula. Essa união permanece por toda a vida física do indivíduo e só por ocasião da morte do corpo físico é que ocorre a desunião do perispírito, quando ele retoma ao mundo espiritual, que é seu local de origem.

Propriedades e qualidades

Plasticidade, densidade, ponderabilidade, luminosidade, penetrabilidade, visibilidade, tangibilidade, sensibilidade global, sensibilidade magnética, expansibilidade, bicorporeidade, unicidade, perenidade, capacidade refletora, odor, temperatura, mutabilidade.

Plasticidade - O perispírito sendo o espelho da alma e etérea extensão da mente, molda-se de acordo com seu comando plasticizante, pois é formado tanto por fluídos eterizados como por fluídos materiais. Tem um extremo poder plástico, adaptando-se as ordens mentais da alma. Assume as formas que o Espírito desejar.

Densidade - O perispírito não deixando de ser matéria, ainda que quintessenciada, apresenta em si uma densidade que se relaciona com o grau de evolução da alma.

Ponderabilidade - Sob os aspectos físicos, a matéria sutil ou o corpo espiritual em si não apresentaria um peso possível de ser detectado por meio de qualquer instrumentação até agora conhecida. Na união espiritual, cada organização perispirítica tem seu peso específico, que varia de acordo com sua densidade, pelo estado de moralidade do Espírito.

Luminosidade - Também desponta como característica particular de cada Espírito e seus condicionamentos morais evolutivos. A intensidade da luz esta na razão da pureza do Espírito.

Penetrabilidade - A natureza etérea do perispírito permite ao Espírito, caso apresente as necessárias condições mentais, atravessar qualquer barreira física, pois matéria alguma lhe opõe obstáculo. E ele atravessa todos, assim como a luz atravessa os corpos transparentes.

Visibilidade - Aos olhos físicos o perispírito é totalmente invisível, todavia não o é para os Espíritos. No caso dos menos evoluídos, esses só percebem os seus pares, captando-lhes o aspecto geral.

Tangibilidade - Sendo o perispírito também matéria, poderá como devido apoio ectoplásmico, tomar-se materialmente tangível, no todo ou em parte.

Sensibilidade Global - A sensibilidade do perispírito é global. Tendo a capacidade de penetrar o meio externo, isso pode acontecer em qualquer ponto do organismo.

Sensibilidade Magnética - O perispírito é particularmente sensível a ação magnética, pois sustenta uma estrutura semimaterial.

Expansibilidade - O perispírito pode, conforme suas condições, expandir-se, aumentando, inclusive, o campo de percepção sensorial.

Bicorporeidade - Este termo, criado por Kardec, é um dos fenômenos de desdobramento, embora seja uma forma mais adiantada da expansibilidade. Define-se como notável faculdade do perispírito, que possibilita, em condições especiais, o seu desdobramento, dando a impressão de “fazer-se em dois”, no mesmo lugar ou em lugares diferentes.

Unicidade - A estrutura perispirítica, como reflexo da alma, é única.

Perenidade - O perispírito é perene, está ligado à alma e como esta, não pode ser destruído. Porém, possui característica de mutabilidade.

Capacidade Refletora - O corpo espiritual, extensão da alma que é, reflete continua e instantaneamente os estados mentais.

Odor - O perispírito possui odores particulares que são perceptíveis por Espíritos, mas não devemos nos confundir com as manipulações ectoplásmaticas (odores criados por Espíritos).

Temperatura - Durante certas atividades mediúnicas, alguns médiuns registram, por exemplo, uma espécie de gélido torpor, com a aproximação de determinadas categorias de Espíritos ou, ao contrário, uma cálida sensação de bem-estar, quando da aproximação de um Espírito Superior.

Mutabilidade - A mutabilidade do perispírito ocorre constantemente: quando reencarna, quando decai, quando se eleva, quando muda para outra "morada da casa do Pai"... Por exemplo, o espírito progride, sua densidade e peso diminuem, sua luminosidade aumenta, marcas perispirituais que trazia de experiências infelizes somem, etc..
Mediunidade

“O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansível do perispírito do médium e da sua maior ou menor assimilação pelo perispírito dos Espíritos”. (Obras Póstumas Manifestações dos Espíritos).

O perispírito é o princípio de todas as manifestações. O seu conhecimento foi a chave da explicação de uma imensidade de fenômenos.

Para que aconteça o fenômeno mediúnico, é preciso que o perispírito se expanda e se exteriorize para além do corpo físico.

Kardec ressaltou a importância do perispírito para o estudo, a analise, e tratamento de vários fenômenos da alma, englobando a vista dupla, visão a distancia, sonambulismo natural e artificial, catalepsia, letargia, presciência, pressentimentos, transfigurações, transmissão de pensamento, etc. (A Gênese, capítulo I, item 40).

O ato mediúnico é o momento em que o Espírito aproxima-se do médium e o envolve nas suas Vibrações espirituais. Essas vibrações irradiam-se do seu corpo espiritual atingindo o corpo espiritual do médium. A esse toque vibratório, semelhante ao de um brando choque elétrico, reage o perispírito do médium. Realiza-se a fusão fluídica. Ali estão fundidos e distintos. O que se da não é uma incorporação, mas uma interpenetração psíquica, como a da luz atravessando uma vidraça. (José Herculano Pires - “Mediunidade”)

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Obras Póstumas: Capitulo Manifestações dos Espíritos
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns primeira Parte capitulo I, segunda Parte capitulo IV, VI
KARDEC, Allan. A Gênese: Capitulo I, item 40
PIRES, J. Herculano. Mediunidade: Capitulo V

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.