CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

7a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA

Sabemos que os Espíritos estão revestidos de um envoltório vaporoso, formando neles um verdadeiro corpo fluídico, ao qual damos o nome de perispírito, cujos elementos são hauridos no fluído universal ou cósmico, principio de todas as coisas.

Quando o Espírito se une ao corpo, nele existe com seu perispírito, que serve de laço entre o Espírito propriamente dito e a matéria corpórea; é o intermediário das sensações percebidas pelo Espírito. “O Espírito encarnado é a alma do corpo; quando o deixa pela morte, não sai desprovido de qualquer envoltório”. Todos eles nos dizem que conservam a forma humana, e, com efeito, quando nos aparecem, “é sob essa forma que os reconhecemos” (L.M, 2ª parte, Cap. I, item 53).

Qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório, ou seja, o perispírito, cuja natureza se eteriza, à medida que ele se purifica e se eleva na hierarquia espiritual. Ao desencarnar, o Espírito não tem consciência imediata de sua atuação. A perturbação que sente varia de intensidade conforme o tipo de vida que leva quando encarnado. Alguns têm por pouco tempo a ilusão de ainda estarem vivos.

“Os Espíritos têm influência sobre nossos pensamentos e ações? Em relação a isso, a sua influência é bem maior do que imaginam, porque muitas vezes são eles que os dirigem.” (L.E. perg. 459).

Um Espírito quer agir sobre um individuo; aproxima-se dele e o envolve, envolve seu perispírito como um casaco; os fluidos se penetram, os dois pensamentos e as duas vontades se confundem, e o Espírito pode então, se servir desse corpo como do seu próprio, fazê-lo agir segundo a sua vontade, falar, escrever, desenhar etc.; tais são os médiuns.

Se o Espírito é bom, sua ação é branda, benfazeja, que não leva a fazer senão boas coisas; se ele é mau, leva a fazer coisas más, se é perverso, o aperta como uma rede, paralisa até sua vontade, mesmo seu julgamento que ele abafa sob seu fluido como se abafa o fogo sob uma camada de ar; fá-lo pensar, falar, agir por si, leva-0 a atos extravagantes ou ridículos; em uma palavra, magnetiza-o, imobiliza-o moralmente, e o individuo se toma um instrumento cego de sua vontade. Tal é a causa da obsessão, da fascinação e da subjugação, que se mostram em graus de diversas intensidades.

A ação dos Espíritos maus produz uma série de perturbações na economia moral e mesmo física que, por ignorância da causa verdadeira, se atribuíam a causas errôneas. Os maus Espíritos são os inimigos invisíveis, tanto mais perigoso quanto não se supunha sua ação. O Espiritismo, pondo-os a descoberto, vem revelar uma nova causa a certos males da Humanidade; conhecida a causa, não se procurara mais combater o mal por meios que doravante, se sabe inúteis, procurar-se-ão os mais eficazes.

Ora, o que foi que fez descobrir essa causa? A mediunidade; foi pela mediunidade que esses inimigos ocultos traíram sua presença; ela fez para eles o que o microscópio fez para os infinitamente pequenos: revelou todo um mundo.
“O perispírito, se distende ou se contrai, se transforma, em uma palavra: presta-se a todas as modificações, Segundo a vontade que o dirige. É, graças a essas propriedades do seu invólucro que o Espírito pode fazer-se reconhecer, quando necessário, tomando exatamente a aparência que tinha na vida Física, e ate mesmo, com os defeitos que possam servir de sinais para o reconhecimento” (L.M, 2° parte, Cap. 1, item 56).

Dessa forma podemos entender por que o Espírito necessita de matéria para atuar sobre a matéria, ação essa que é feita por meio do envolvimento fluídico.

É pelo impulso de sua vontade e pelos conhecimentos adquiridos nas existências sucessivas que o Espírito age sobre a matéria. Nestes fenômenos, a causa preponderante é o Espírito, e os fluídos, seu instrumento.

Diz André Luiz, em “Evolução em dois Mundos”: “Cabe nos assinalar, desse modo, que toda energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos da Criação”. (Cap.1).

A Doutrina Espírita vem assim explicar-nos o motivo das manifestações sobre a matéria, de forma lógica e racional, deixando desaparecer qualquer coisa de sobrenatural, fantástico, maravilhoso, dando lugar à realidade das Leis Naturais, que funcionam naturalmente.

Vejamos, então as principais ações dos Espíritos sobre a matéria no plano dos encarnados:

Imprime vitalidade ao corpo, sustentando sua organização como instrumento de ação, em qualquer nível de sua fase evolutiva. Porém, se é certo que o Espírito sustenta a matéria, é também certo que a matéria animalizada lhe auxilia o desenvolvimento. São exemplos, entre tantos, a absorção e assimilação de fluidos (L.E, livro I, Cap. IV, perg. 63), ou a transmissão de seu fluido vital para outro individuo (L.E, livro I, cap. IV comentário de Kardec à perg. 70).

Irradia as próprias características, em razão da Corrente mental que nasce das profundezas da alma, formando, ao seu redor, um campo aúrico específico, ou túnica de forças eletromagnéticas, pois onde há pensamento, há correntes mentais e onde há correntes mentais existe associação. E toda associação é interdependência e influência recíproca. (Andre Luiz, em “Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 5).

Cria formas-pensamento ou imagens-modelo ou moldes ao pensar, arrojando-as para fora de si, através da atmosfera psíquica que lhe caracteriza a presença. (André Luiz, em “Mecanismo da Mediunidade”, Cap. 4).

Produz os fenômenos físicos, ou melhor, de Efeitos físicos manipulando os fluidos retirados do médium (L.M, 2ª parte, cap.V item 93).

É necessário lembrar também que os Espíritos superiores não se ocupam em produzir esses efeitos; eles possuem a força moral, e, quando necessitam provocar tais efeitos, se servem dos Espíritos inferiores, como os homens se servem de carregadores.

De acordo com a Doutrina Espírita, como neutralizar a influencia dos maus Espíritos?

Trata-se de uma luta contra um adversário; ora quando dois homens lutam corpo a corpo, é o que tem músculos mais fortes que derruba o outro. Com o Espírito é preciso lutar, não corpo a corpo, mas Espírito a Espírito, e é ainda o mais forte que o domina; aqui a força esta na autoridade que se pode tomar sobre o Espírito, e esta autoridade esta subordinada à superioridade moral.

A superioridade moral é como o Sol, que dissipa o nevoeiro pelo poder de seus raios; esforçar por ser bom, tomar-se melhor se já é bom, purificar-se de suas imperfeições, em poucas palavras, elevar-se moralmente o mais possível, tal é o meio de adquirir o poder de dominar os Espíritos inferiores para afastá-los. (L.M,no 252 e 279).

Certas pessoas preferem, sem duvida, uma receita mais fácil para afastar os maus Espíritos: algumas palavras ou alguns sinais, por exemplo, seria mais cômodo do que a necessidade evidente de corrigir de seus defeitos.

Não conhecemos nenhum outro procedimento mais eficaz para vencer um inimigo do que ser mais forte do ele.

É preciso, pois, se persuadir de que não ha, para alcançar esse objetivo, nem palavras sacramentais, nem formulas cabalísticas, nem talismãs, nem quaisquer sinais materiais.

Antes de esperar domar os maus Espíritos, é preciso aprender a domar a si mesmo. De todos os meios de adquirir a forca para isso chegar, o mais eficaz é à vontade secundada pela prece, a prece de coração, entenda-se, e não de palavras repetidas sem fervor.

É preciso lembrarmo-nos da máxima: “Ajuda-te e o Céu de ajudara”; e pedir, sobre tudo, a força que nos falta para vencer os vícios que são para nós piores que os maus Espíritos, porque são esses hábitos negativos que os atraem, como corrupção atrai as aves de rapina. 

Orar pelo Espírito obsessor é retribuir-lhe o mal com o bem, e se mostrar melhor que ele, o que é um sinal de superioridade.

Com perseverança acaba-se, o mais frequentemente, por levá-lo a melhores sentimentos, e de perseguidor, dele fazer um devedor preparando-se para evoluir.

Bibliografia:

KARDEC,Allan. Livro dos Médiuns: 2° parte, Cap. 1, itens 53,55 e 56
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. I
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. XI
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap., 5.
KARDEC, Allan. Revista Espírita: dezembro de 1862

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 28 de abril de 2026

6a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

FORÇA MEDIÚNICA

Força mediúnica, bendito recurso é inerente à personalidade humana, dentro de um grau maior ou menor.

Como tudo em nossa vida, necessário se faz que façamos bom uso daquilo que possuímos. Na mediunidade também é assim, indispensável que a coloquemos no serviço do bem, não importando qual o tipo, nem tampouco o grau de intensidade. O importante é que coloquemos a força medianímica em favor do próximo, no trabalho constante para a nossa própria renovação, ainda que sejamos imperfeitos.

As obras básicas de Allan Kardec fortalecem-se, consolidam-se, engrandecem-se continuamente, especialmente pelo que, em termos de mediunidade, dizem os Espíritos na atualidade, notadamente, André Luiz.

Em Mecanismo da Mediunidade, Cap. XVII, o autor citado nos informa o seguinte: “Não podemos esquecer que o campo de oscilações mentais do médium - envoltório natural e irremovível que lhe pulsa do Espírito - é o filtro de todas as operações nos fenômenos físicos”. Ainda André Luiz em Nos Domínios da Mediunidade, Cap. 13, referindo-se a mediunidade de Celina afirma que ela conhece a sublimidade das forças que a envolvem e entrega-se confiante, assimilando a corrente mental que a solicita.

No livro Pão Nosso, lição 68, o Espírito Emmanuel passa-nos o importante ensinamento: “A criatura necessita indagar-se de si mesma o que fazer, o que deseja, a que propósitos atende e a que finalidades se destina. Faz-se indispensável examinar-se, emergir da animalidade e erguer-se para senhorear o próprio caminho.” A tarefa nos espera, reconheçamos nossas limitações, aceitando-a e continuando o trabalho com gratidão e alegria. (Seara dos Médiuns)

Caminhando prudentemente, pela simples boa vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz. Boa vontade descobre trabalho. O Trabalho opera a renovação. A renovação encontra o bem. Na alma heroica do lutador não paira qualquer sombra de hesitação. Seu espírito, como sempre, esta pronto. Em todo o mundo sentimos a enorme inquietação por novas mensagens do Céu. Forças dinâmicas do pensamento insistem em receber modernas expressões de velhas verdades, ensaiando-se criações mentais diferentes. O intercâmbio cada vez mais intensivo entre os chamados “vivos” e “mortos”, constitui grande acontecimento para as organizações evangélicas de modo geral.

Martins Peralva em seu livro “Mediunidade e Evolução”, informa-nos: “Mediunidade, médiuns e fenômenos mediúnicos continuarão sendo, no curso do tempo, fonte para o estudo e a aplicação de quantos possam sentir, no intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual, a grandeza de Deus e a misericórdia de Jesus”.

O comportamento de quem reencarna com obrigações definidas, no setor mediúnico, é objeto de preocupação dos Amigos da Vida Espiritual.

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Seara dos Médiuns: lições
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pão Nosso: Lições: 66, 68,95, 96 e 119
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. XVII
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: cap. XIII
PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução: lições 4 e 5.

Questões para reflexão:

1) Descreva a importância da epífise nos serviços mediúnicos.

2) Explique a função da pineal nos vertebrados de sangue frio.

3) Descreva o que você entendeu por força mediúnica

4) Comente a necessidade de a pessoa autoanalisar-se.

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 


quinta-feira, 23 de abril de 2026

6a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

A EPÍFISE

Desde a Antiguidade existem relatos que demonstram o conhecimento da Epífise ou Glândula Pineal. Entre os gregos na Escola de Alexandria, os estudos pineais estavam relacionados às questões de ordem religiosa. Os gregos a denominavam como conárium enquanto os latinos por glândula pinealis.

No século XVIII, Descartes, um grande pensador, afirmou que a epífise era o centro da alma. De acordo com a doutrina espírita, esse parecer não precede, basta para tanto consultar as questões numero 146 e 146a do Livro dos Espíritos.

A alma humana não possui uma sede, não esta determinada e circunscrita em certa Parte do corpo. Entre as religiões de origem oriental, o conhecimento e a importância deste órgão possuem posição de destaque. Os hindus, por exemplo, a conheciam como a flor de mil pétalas. Para eles, a Glândula Pineal era possuidora de elementos orgânicos que estabeleciam uma ponte de ligação com o centro coronário.

Podemos destacar como principais características da Epífise:

a) a separação dos hormônios psíquicos, que são os responsáveis pelas glândulas sexuais e por todo o sistema endócrino. É função da epífise despertar no homem após os 14 anos a fonte criadora, a válvula do escapamento, antes disso sua energia é freada. Por tudo isso, pode-se afirmar que a Epífise tem um papel elementar, básico e absoluto;

b) Esta relacionada à Parte emocional;

c) Relaciona-se a vontade de cada um, ao esforço de se melhorar. A epífise esta relacionada à vontade;

d) Constitui-se, por assim dizer, um armazém energético, pois supre com energias de caráter psíquico, todo o corpo;

e) Glândula da vida mental. Representa uma manifestação do centro coronário.

Apesar de sua importância já ser conhecida por diversos povos, entre os espíritas os estudos de relevância sobre o assunto ganharam destaque a partir de 1945 quando por meio da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, André Luiz, um médico desencarnado, relatou o seu espanto, ao perceber a função que a epífise desempenhava no momento do transe mediúnico.

Segundo André Luiz: “quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformara-se em um núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes.” Logo em seguida, André Luiz afirma o seguinte: “Examinei atentamente os demais encarnados. Em todos eles a glândula apresentava notas de luminosidade, mas em nenhum brilhava como no intermediário em serviço”. (Missionários da Luz). A descrição efetuada demonstra claramente que a Epífise coloca o ser encarnado em contato com o mundo espiritual, de forma mais intensa.

Na década de 1940 e 1950, a medicina ainda havia avançado muito pouco em relação ao seu conhecimento sobre o papel e o funcionamento da glândula pineal. Ela era vista apenas como um órgão vestigial, o frenador da sexualidade infantil.

A partir de 1958, pesquisas desenvolvidas na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, identificaram que a glândula Pineal produz um hormônio próprio, a melatonina. Tal descoberta permitiu um avanço nas pesquisas sobre este assunto.

A Glândula Pineal faz Parte do epitálamo, um dos componentes do diencéfalo. Ela corresponde a uma evaginação do teto diencefálico. A natureza fez um trabalho bastante cuidadoso, pois localizou esta glândula no eixo mediano do encéfalo. Com relação ao seu peso e tamanho, não existe um consenso propriamente dito sobre o assunto. Afirma-se que a Glândula Pineal possui um formato de um cone, e pesa aproximadamente 100 mg no homem. Por outro lado, Jorge Andréa, fornece informações mais precisas: afirma que ela mede de 6 a 8 mm de comprimento por 4 a 5 mm de largura e 2 a 5 mm de espessura, sendo o peso médio de O,16 gr.

Possui a forma de uma pinha (na criança), já no adulto possui um formato achatado, e forma triangular ou ovular. Possui coloração rósea.

E preciso ponderar que a Glândula Pineal não é uma exclusividade humana, esta localizada também nos vertebrados inferiores. Neste caso, não só a localização, mas também a função possui um caráter bastante diferenciado.

Nos vertebrados de sangue frio ela tem como função ser um órgão fotorreceptor, por isso muitos destes animais reage rapidamente à mudança de cor devido à iluminação ambiental.

Em algumas espécies a Glândula Pineal possui um caráter duplo. Um componente intracraniano, o órgão pineal propriamente dito, o outro extracraniano, que se manifesta na Parte exterior e frontal da cabeça. É o caso do lagarto, que possui uma lente, o terceiro olho.

Nos mamíferos, apesar da estrutura ser bem mais simples, a dupla origem permanece, porém perdeu sua função fotorreceptora. Não recebe mais de forma direta a luz, não envia impulsos nervosos ao cérebro. Pode ser considerado um órgão secretor. Sua função muda, assim como sua relação com o organismo.

Segundo Jorge Andrea, com relação ao olho pineal, pode-se pensar que em vez de ser considerado uma característica de regressão, fadada ao desaparecimento, talvez possa ser visto o inicio do processo de desenvolvimento.

“Desse modo, o olho pineal pode ser visto como o ponto em que se iniciam os verdadeiros alicerces da Glândula Pineal”, e como tal, da individualidade Espiritual - as expressões de um Eu em formação não existente nos invertebrados, cuja zona espiritual deve fazer Parte de um conjunto próprio da espécie, sem as nuanças que caracterizam o indivíduo, o EU.

Na espécie humana, a função da Glândula Pineal passa pelos mecanismos da meditação e do discernimento, da reflexão e do pensamento e pela direção e orientação dos fenômenos psíquicos mais variados. Perante essas informações, temos o dever de efetuar um questionamento: Para que serve a Glândula Pineal? Sua ausência causaria quais danos ao organismo?

A Glândula Pineal apresenta ligações com a tireoide, a suprarrenal, o pâncreas e tímus. No primeiro caso, a relação entre as duas Glândulas é evidente. A retirada cirúrgica de uma interfere na outra, é um ponto de partida para um processo violento, mais acentuado em direção a tireoide. No Segundo caso, a retirada da Pineal altera os índices de colesterol e acido ascórbico. Com relação ao pâncreas, órgão produtor da insulina, sabe-se que a Glândula Pineal exerce uma função frenadora, e no caso do tímus, os tumores da Pineal impedem a regressão normal da Glândula na idade oportuna.

Em suma, podemos afirmar que a Glândula Pineal esta ligada a todo o setor glandular do organismo. A Glândula Pineal esta comprometida com vários departamentos orgânicos, inclusive aqueles que orientam a vida psíquica.

“Podemos considerar a Pineal como sendo a Glândula da vida psíquica; a Glândula que resplandece o organismo, acorda a puberdade e abre suas usinas energéticas para que o psiquismo humano, em seus intricados problemas psicológicos, se expresse em voos imensuráveis”

Os pesquisadores já não perguntam mais para que serve a pineal, eles pesquisam para saber de forma mais detalhada quais órgãos do corpo humano estão sob sua interferência, ou melhor, sobre a interferência da melatonina, hormônio produzido pela Glândula Pineal e seu grau de atuação sobre esses órgãos. Hoje em dia, sabe-se que a Epífise é a reguladora da cronobiologia, dos ritmos biológicos, ela é que determina se uma pessoa esta acordada ou dormindo, em outras palavras, se o Espírito esta ligado ao corpo ou não, em períodos de vigília e sono.

Com relação aos mecanismos da mediunidade, sabe-se que a Epífise é considerada a Glândula da vida mental porque é por meio dela que todos os fenômenos anímicos e espíritas se produzem.

É preciso destacar que no Brasil, os estudos sobre a Glândula Pineal tem recebido a atenção de médicos e cientistas.

Bibliografia:

ANDREA, Jorge. Palingênese: A grande lei. (reencarnação).
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos.
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Missionários da Luz

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

5a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

DIRETRIZES DO EVANGELHO

“Nem todo o que diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade de meu Pai...” (Mateus, 7:21)

O tema nos convida a reflexão sobre como nos posicionamos na qualidade de discípulos frente aos ensinamentos de Jesus. Em diversas oportunidades Jesus exemplificou como deveríamos nos portar frente às diversas situações que a vida nos coloca. Quando descobrimos a riqueza do Evangelho, encontramos verdadeiro manancial que auxilia a nos reformarmos interiormente.

A reforma perante a luz do Cristo, certamente nos torna pessoas melhores. Porém, o fato consiste somente em Parte da questão. De que vale chamá-lo de Mestre quando não se segue os seus preceitos?

Faz-se imprescindível aplicar seus ensinamentos na própria vida transformando-se com o objetivo maior de melhor servir. No próprio capítulo citado acima, Mateus relembra a assertiva do Mestre: “Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis”, ou seja, o trabalho é fundamental.

Já dizia Paulo “Somos cooperadores de Deus” (I Coríntios, 3:9) e, para nos ensinar como cooperar, Jesus veio pessoalmente trazer sua mensagem de amor que nos ensina como proceder. Esta mensagem esta concentrada nos Evangelhos que constituem um verdadeiro manual de normas de conduta. É Jesus fornecendo padrões educativos nas passagens do Evangelho, através dos seus exemplos e ensinamentos, que nos levarão a plenitude, culminando na conquista do Reino dos Céus dentro de nós.

“Não basta fazer do Cristo Jesus o benfeitor que cura e protege. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida, por exemplo, e modelo de cada dia” (VL 100). Como absorver tal citação em nossas vidas se ainda estamos tão distantes do que seria um bom exemplo? Os Evangelhos nos ensinam o caminho, mas a prática a nós pertence totalmente. E é justamente nessa prática, envolvida pela caridade, que estaremos aprendendo com o Mestre do amor e da renúncia.

O trabalho digno é a oportunidade abençoada e, trazendo para o nosso contexto, não resta duvida que o exercício da mediunidade é um excelente campo na seara do bem. Entretanto, boa Parte dos aprendizes é ainda motivada pela oportunidade de atuar na pratica fenomênica, atraídos muitas vezes pelo fantástico e pela curiosidade. 

Alcançar o título de médium, em obediência a meros preceitos do mundo, não representa esforço essencialmente difícil. Receber mensagens do Além e transmiti-las a outrem, simplesmente, pouca valia possui, a menos que se esteja com propósitos elevados.

Sabemos que o intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o médium é um ser humano como qualquer outro. O que o diferencia é o agir e servir, ajudar e socorrer sem recompensa e sem vangloriar-se, sabendo fazer bom uso do empréstimo que a Bondade Infinita lhe concedeu, e pautando-se pelas diretrizes de Jesus.

Não podemos nos esquecer que como médiuns somos instrumentos nas mãos do divino Mestre – é indispensável afinar o nosso instrumento de serviço justamente pelo Seu diapasão. Todos podem transmitir recados espirituais, doutrinar irmãos e investigar a fenomenologia, mas para imantar corações em Jesus é indispensável sejamos fiéis servidores do bem, trazendo o cérebro repleto de inspiração superior e o coração inflamado na Fe viva.

Assim, todos aqueles que se veem convidados a atuar no Campo da mediunidade, devem ter muito claro que todo o trabalho sempre devera ser feito em Espírito de muita fraternidade e em nome de Jesus. Quanto mais o médium se purifica mais se sintoniza com a espiritualidade elevada e, para se purificar, a prática do Evangelho é o melhor caminho.

O Espírito Emmanuel nos orienta: “quando termine cada dia, passem em revista as pequeninas experiências que partilhaste na estrada vulgar. Observa os sinais com que assinalaste os teus atos, recordando que a marca do Cristo é, fundamentalmente, aquela do sacrifício de si mesmo para o bem de todos” (VL 8).

“E tudo o quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” Paulo (Colossenses, 3:23).

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XVIII, item 6
Bíblia de Jerusalém: Novo Testamento
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Vinha de Luz
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Segue-me

Questões para reflexão

1) Cite os centros de forca e diga onde estão situados.

2) Fale sobre os plexos.

3) Analise o ensinamento de Jesus: “Assim pelos seus frutos os conhecereis”. (Mt 7:20)

4) Interprete a afirmação de Jesus “Nem todos que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus: mas somente os que fazem a vontade de meu Pai que esta nos céus!”

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 14 de abril de 2026

5a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

CENTROS DE FORCA OU CENTROS VITAIS

Definição:

Os centros de força são fulcros energéticos ou força vital - acumuladores e distribuidores de energia situados no perispírito. Regem o funcionamento dos órgãos do corpo físico. Esses fulcros energéticos, sob a direção automática da alma, imprime nas células a especialização. Tem uma correspondência com o funcionamento dos órgãos do corpo humano através dos plexos, exceto o coronário.

“No perispírito possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses, adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica.” - André Luiz em Evolução em Dois Mundos, Capítulo II.

Plexos

São entrelaçamentos de nervos, formando uma verdadeira rede. São situados no corpo físico.

O sistema nervoso é complexo e permeia todo o corpo físico em redes de comunicação.

As células nervosas conectam-se entre si como um emaranhado de linhas. Em certos pontos, a compactação dessas linhas forma os plexos nervosos.

Existem milhares desses plexos no corpo. Alguns são mais importantes pela localização e pelo trabalho que realizam.

As energias captadas pelos centros vitais passam aos plexos e desses aos nervos, transitando assim por todo o organismo.

André Luiz em “Evolução em dois Mundos”, Capítulo II dá a seguinte classificação:

O centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do plano superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encamada ou desencarnada. Esse centro supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito;

O centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endócrinas e administrando o sistema nervoso, em toda organização;

O centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação;

O centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base;

O centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneos;

O centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização;

O centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, a associação e a realização entre as almas.

Centro Vital   Plexos Correspondentes         Localização

Coronário          Coronário                                             Alto da cabeça (Topo)

Frontal               Frontal (Carótico)                               Fronte (Lobo Frontal, entre as sobrancelhas)

Laríngeo            Laríngeo (Faríngeo)                            Garganta

Cardíaco           Cardíaco                                               Sobre o coração

Gástrico (Solar)  Gástrico                                            Sobre o estômago

Esplênico           Esplênico  (Mesentérico)                Sobre o baço

Genésico            Hipogástrico                                     Baixo ventre (Bexiga)

É importante citarmos que André Luiz, em suas obras, não se refere ao Centro vital Básico, porém, Edgard Armond o incluiu, considerando sua importância no metabolismo energético, por ser o agente reativador das atividades mediúnicas no campo da movimentação de fluidos pesados, próprios do homem em evolução.

André Luiz em “Entre a Terra e o Céu”, Capitulo 20, diz o seguinte: “Quando a nossa mente, por atos contrários a Lei Divina, prejudica a harmonia de qualquer um desses fulcros de força de nossa alma, naturalmente se escraviza aos efeitos da ação desequilibrante, obrigando se ao trabalho de reajuste”.

Nos trabalhos de passes o conhecimento da localização dos centros de força é de suma importância.

“O passe não é unicamente transfusão de energias anímicas. É o equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos”.

“Espíritas e médiuns espíritas, cultivemos o passe no veiculo da oração, com respeito que se deve a um dos mais legítimos complementos da terapêutica usual”. (Opinião Espírita Capitulo 55).

“O socorro, através de passes, aos que sofrem do corpo e da alma, é instituição de alcance fraternal que remonta aos mais recuados tempos. O Novo Testamento, para referir-nos apenas ao movimento evangélico, é valioso repositório de fatos nos quais Jesus e os apóstolos aparecem dispensando, pela imposição das mãos ou pelo influxo da palavra, recursos magnéticos curadores. Nos tempos atuais tem cabido ao Espiritismo, na sua feição de Consolador Prometido, conservar e difundir largamente essa modalidade de socorro espiritual.” (Estudando a Mediunidade, Capitulo XXVI).

Devemos, portanto, caminhar em busca do equilíbrio em nossas atitudes, buscando uma harmonização físico-espiritual, calcada sempre nos ensinamentos evangélicos transmitidos Jesus.

Bibliografia:

Xavier, Francisco Cândido/Vieira. Waldo (André Luiz). Evolução em dois Mundos: Capitulo II
Xavier, Francisco Cândido (André Luiz). Entre a Terra e o Céu: Capitulo XX
Peralva, Martins. Estudando a Mediunidade: Capitulo XXVI
Xavier, Francisco Cândido/Vieira Waldo (Emmanuel/André). Capitulo 55

A imagem acima é meramente ilustrativa. Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

4a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

O LABOR DAS ALMAS

“Eu estou entre vós como quem serve” Jesus (Lucas, 22:27)

“Jesus caminhou na Terra a feição do servidor. Fundador da Boa Nova, não se limitou a tecer-lhe a coroa com palavras estudadas, mas estende-a e consolida lhe os Valores com as próprias mãos”. (Emmanuel - Segue-me!...)

Dentro das suas atividades, nos tempos modernos, os espíritas sinceros não podem desconhecer o sentido revolucionário da tarefa que lhes cabe. Não se atingira a finalidade dos ideais elevados e luminosos que alimentam a doutrina, sem a formação da base espiritual, mantenedora da estabilidade das grandes realizações. 

Encontram-se apressados os que buscam apenas o dinheiro, os títulos convencionais, as situações de destaque, os desejos satisfeitos, sob o ponto de vista planetário. Os homens, identificados no mesmo ideal mundano, abraçam-se, na comunhão do interesse, nesses encontros fortuitos. Os demais saúdam-se ligeiramente, em atitudes suspeitosas, temendo a alheia intromissão nos seus inferiores desígnios, pois quase todas as criaturas marcham ansiosas, na valorização da oportunidade falsa, e chegam esgotadas ao término da luta, esbarrando na realidade da morte, desprevenidas e infelizes.

O Espírito Emmanuel, quando se refere ao labor das almas, passamos o valoroso ensinamento: “Descerradas às pesadas cortinas materiais que ai na Terra nos cobriu os olhos do Espírito, experimentamos, aliado às emoções de êxtase diante da imensidade, o desejo de comunicar a verdade a todas as criaturas. Obstáculos inúmeros se nos antolham avultando o da falta de estabelecimento direto entre o plano físico e espiritual. Todavia, o porvir humano nos faz entrever essa ligação mais intima dos Espíritos, pertençam ou não ao orbe carnal”.

No livro “Estude e Viva”, lição 6, os Espíritos Emmanuel e André Luiz, nos passam valiosos ensinamentos que nos levam a refletir, pois nos dão o grande alerta quando dizem que, ninguém vive deserdado da participação nas boas obras, de vez que todos retêm sobras de valores específicos da existência. Não somente disponibilidades de recursos materiais, mas também de tempo, conhecimento, amizade, influência. Todos nós, Espíritos em evolução no educandário do mundo, assemelhamo-nos a viajores demandando eminências que conduzem a definitiva sublimação.

Emmanuel em “Vinha de Luz”, falando sobre o ensinamento de Paulo: “E sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses, 3:14) diz o seguinte: “Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo. Nenhum dispensara as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades. O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos. A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual”. 

Continuando na sua missão de orientador, Emmanuel em sua obra “Segue-me!”, faz-nos entender que a evolução em qualquer território da vida, é construída nas bases do intercâmbio, e cita o lavrador como exemplo, pois o mesmo retém o solo e os elementos da natureza, mas aspira aos prodígios da colheita que deve plantar.

O Mestre Jesus nos chamou a fim de compreendermos e auxiliarmos, construirmos e reconstruirmos para o bem de todos, e, portanto, devemos aceitar os ensinamentos de Paulo (I Coríntios, 3:16): “Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus”.

Bibliografia:

Xavier, Francisco Cândido (Emmanuel). Emmanuel: Cap. VII
Xavier, Francisco Cândido (Emmanuel).Segue-me! Lição - O Grande Servidor
Xavier, Francisco Cândido/Vieira Waldo. Estude e Viva: Cap. 6
Xavier, Francisco Cândido (Espíritos Diversos). Coletânea do Além: Lições, Revolução Espiritual e A Oportunidade.
Xavier, Francisco Cândido (Emmanuel). Vinha de Luz: Cap. 5

Questões para reflexão

1) De exemplo de algumas propriedades do perispírito.

2) Explique o envolvimento do perispírito no fenômeno mediúnico.

3) Analise a profundidade do ensinamento de Jesus quando disse: “Eu estou entre vós como quem serve”.

4) Comente o ensinamento de Emmanuel: “todo discípulo do Evangelho precisara coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo”.

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terça-feira, 7 de abril de 2026

4a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

PERISPÍRITO, PROPRIEDADES E MEDIUNIDADE

O perispírito como princípio das manifestações

- O homem é constituído por Espírito ou alma, perispírito e corpo físico.

- O Espírito é o ser inteligente e sensível, o perispírito o intermediário entre o Espírito e o corpo físico.

Perispírito (do grego peri, em torno, e do latim spiritus, alma, espírito) é o envoltório fluídico e perene do Espírito, que possibilita sua interação com os meios espiritual e físico. Seus elementos constituintes provêm dos fluidos do meio onde o Espírito se encontra; fluidos esses que o formam e o alimentam, do mesmo modo que o ar forma e alimenta o corpo material do ser humano. O perispírito é mais ou menos etéreo, conforme os mundos e purificação do Espírito. É Parte integrante desse, como o corpo é Parte integrante do homem. É o órgão de transmissão de todas as sensações.

Praticamente todas as civilizações humanas do passado falaram no perispírito. Os egípcios conheciam-no como o “kha”. Na Índia, fala-se em “Língua-Sharira”, enquanto que no esoterismo judeu é o “Nephesh”.

Paracelso o chamou de “corpo astral” ou “Evestrum” e Paulo de Tarso o denominou como “Corpo Espiritual” ou “Corpo Incorruptível”.

Kardec nos ensina que o perispírito, por meio de sua expansão do meio, une-se ao ser humano desde o momento da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, unindo-se molécula a molécula. Essa união permanece por toda a vida física do indivíduo e só por ocasião da morte do corpo físico é que ocorre a desunião do perispírito, quando ele retoma ao mundo espiritual, que é seu local de origem.

Propriedades e qualidades

Plasticidade, densidade, ponderabilidade, luminosidade, penetrabilidade, visibilidade, tangibilidade, sensibilidade global, sensibilidade magnética, expansibilidade, bicorporeidade, unicidade, perenidade, capacidade refletora, odor, temperatura, mutabilidade.

Plasticidade - O perispírito sendo o espelho da alma e etérea extensão da mente, molda-se de acordo com seu comando plasticizante, pois é formado tanto por fluídos eterizados como por fluídos materiais. Tem um extremo poder plástico, adaptando-se as ordens mentais da alma. Assume as formas que o Espírito desejar.

Densidade - O perispírito não deixando de ser matéria, ainda que quintessenciada, apresenta em si uma densidade que se relaciona com o grau de evolução da alma.

Ponderabilidade - Sob os aspectos físicos, a matéria sutil ou o corpo espiritual em si não apresentaria um peso possível de ser detectado por meio de qualquer instrumentação até agora conhecida. Na união espiritual, cada organização perispirítica tem seu peso específico, que varia de acordo com sua densidade, pelo estado de moralidade do Espírito.

Luminosidade - Também desponta como característica particular de cada Espírito e seus condicionamentos morais evolutivos. A intensidade da luz esta na razão da pureza do Espírito.

Penetrabilidade - A natureza etérea do perispírito permite ao Espírito, caso apresente as necessárias condições mentais, atravessar qualquer barreira física, pois matéria alguma lhe opõe obstáculo. E ele atravessa todos, assim como a luz atravessa os corpos transparentes.

Visibilidade - Aos olhos físicos o perispírito é totalmente invisível, todavia não o é para os Espíritos. No caso dos menos evoluídos, esses só percebem os seus pares, captando-lhes o aspecto geral.

Tangibilidade - Sendo o perispírito também matéria, poderá como devido apoio ectoplásmico, tomar-se materialmente tangível, no todo ou em parte.

Sensibilidade Global - A sensibilidade do perispírito é global. Tendo a capacidade de penetrar o meio externo, isso pode acontecer em qualquer ponto do organismo.

Sensibilidade Magnética - O perispírito é particularmente sensível a ação magnética, pois sustenta uma estrutura semimaterial.

Expansibilidade - O perispírito pode, conforme suas condições, expandir-se, aumentando, inclusive, o campo de percepção sensorial.

Bicorporeidade - Este termo, criado por Kardec, é um dos fenômenos de desdobramento, embora seja uma forma mais adiantada da expansibilidade. Define-se como notável faculdade do perispírito, que possibilita, em condições especiais, o seu desdobramento, dando a impressão de “fazer-se em dois”, no mesmo lugar ou em lugares diferentes.

Unicidade - A estrutura perispirítica, como reflexo da alma, é única.

Perenidade - O perispírito é perene, está ligado à alma e como esta, não pode ser destruído. Porém, possui característica de mutabilidade.

Capacidade Refletora - O corpo espiritual, extensão da alma que é, reflete continua e instantaneamente os estados mentais.

Odor - O perispírito possui odores particulares que são perceptíveis por Espíritos, mas não devemos nos confundir com as manipulações ectoplásmaticas (odores criados por Espíritos).

Temperatura - Durante certas atividades mediúnicas, alguns médiuns registram, por exemplo, uma espécie de gélido torpor, com a aproximação de determinadas categorias de Espíritos ou, ao contrário, uma cálida sensação de bem-estar, quando da aproximação de um Espírito Superior.

Mutabilidade - A mutabilidade do perispírito ocorre constantemente: quando reencarna, quando decai, quando se eleva, quando muda para outra "morada da casa do Pai"... Por exemplo, o espírito progride, sua densidade e peso diminuem, sua luminosidade aumenta, marcas perispirituais que trazia de experiências infelizes somem, etc..
Mediunidade

“O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansível do perispírito do médium e da sua maior ou menor assimilação pelo perispírito dos Espíritos”. (Obras Póstumas Manifestações dos Espíritos).

O perispírito é o princípio de todas as manifestações. O seu conhecimento foi a chave da explicação de uma imensidade de fenômenos.

Para que aconteça o fenômeno mediúnico, é preciso que o perispírito se expanda e se exteriorize para além do corpo físico.

Kardec ressaltou a importância do perispírito para o estudo, a analise, e tratamento de vários fenômenos da alma, englobando a vista dupla, visão a distancia, sonambulismo natural e artificial, catalepsia, letargia, presciência, pressentimentos, transfigurações, transmissão de pensamento, etc. (A Gênese, capítulo I, item 40).

O ato mediúnico é o momento em que o Espírito aproxima-se do médium e o envolve nas suas Vibrações espirituais. Essas vibrações irradiam-se do seu corpo espiritual atingindo o corpo espiritual do médium. A esse toque vibratório, semelhante ao de um brando choque elétrico, reage o perispírito do médium. Realiza-se a fusão fluídica. Ali estão fundidos e distintos. O que se da não é uma incorporação, mas uma interpenetração psíquica, como a da luz atravessando uma vidraça. (José Herculano Pires - “Mediunidade”)

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Obras Póstumas: Capitulo Manifestações dos Espíritos
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns primeira Parte capitulo I, segunda Parte capitulo IV, VI
KARDEC, Allan. A Gênese: Capitulo I, item 40
PIRES, J. Herculano. Mediunidade: Capitulo V

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

3a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

EVANGELIZAÇÃO DO MÉDIUM

A Moral é o conjunto de regras que constituem os bons costumes e consubstancia os princípios salutares de comportamento de que resultam o respeito ao próximo e a si mesmo. Decorrência natural da evolução estabelece as diretrizes seguras em que se fundam os alicerces da civilização, produzindo matrizes de caráter que vitalizam as relações humanas, sem as quais o homem, por mais avançado nos esquemas técnicos, poucos passos teria conseguido desde os estados primários do sentimento.

Em Jesus a Moral assume relevante proposição, que modifica a estrutura do pensamento humano e social, abrindo o campo a experiências vigorosas, em que medram as legitimas aspirações humanas, que transitam do poder da forca para a forca do amor. Jesus se preocupa com a perfeição intima, ética, intransferível, dos homens, conclamando-os a realizarem, interiormente, o “Reino de Deus”.

Certamente a moral cristã ainda não alcançou os seus objetivos elevados. A vigência do postulado Máximo do Cristo, sempre sábio e atual: “Fazer ao próximo o que desejar que este lhe faca” leva o médium ao encontro da felicidade espiritual.

A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem.

Ser bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto são qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, quase sempre as acompanham pequenas enfermidades morais que as atenuam. Não é virtuoso aquele que faz ostentação da sua virtude, pois que lhe falta a qualidade principal: a modéstia; e tem o vício que mais se lhe opõe: o orgulho.

O benfeitor espiritual é o mensageiro da perfeição e beleza. O homem é o veiculo de sua presença e intervenção. Todavia, se o homem esta mergulhado no desespero ou no desalento, na indisciplina ou no abuso, como desempenhar a função de refletor dos emissários Divinos?

Como ensina-nos Emmanuel no item 18 do livro Caminho Verdade e Vida, pelo médium F. C. Xavier, cada homem tem a vida exterior, conhecida e analisada pelos que o rodeiam, e a vida intima da qual somente ele próprio poderá fornecer o testemunho. O mundo interior é a fonte de todos os princípios bons ou maus e todas as expressões exteriores guardam ai os seus fundamentos. Em regra geral, todos somos portadores de graves deficiências intimas, necessitado de retificação. Será muito fácil ao homem confessar a aceitação de verdades religiosas, operar adesão verbal a ideologias edificantes. Porém, outra coisa é realizar a obra da elevação de si mesmo, valendo-se da autodisciplina, da compreensão fraternal e do Espírito de sacrifício, efetuando-se assim a purificação do sentimento, no recinto sagrado da consciência, apenas conhecido pelo aprendiz, na soledade indevassável de seus pensamentos. Isso requer trabalho de duplo ânimo, porque semelhante renovação jamais se fará tão somente a custa de palavras brilhantes.

Percebemos desse modo, que a evangelização do médium é o primeiro passo para o desenvolvimento de suas sagradas tarefas. 

Como cumpri-las, santamente e religiosamente sem render culto ao dever, trabalhar espontaneamente, não esperar recompensas no mundo? Como exercer a mediunidade sem irritação, desculpando incessantemente e sem medo dos perseguidores? 

Todos são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam a posição de escolhidos para tarefas mais altas.

O Evangelho é clima de paz em permanente efusão de esperança. O mundo é só oportunidade. O que não conseguimos hoje, conseguiremos depois. A caminhada na Terra tem como objetivo a aprendizagem e a renovação. Voltaremos à vida verdadeira concluindo o nosso curso. Não podemos gastar energias desnecessariamente diante dos problemas naturais, o que importa é a nossa filiação ao Evangelho lembrando-nos sempre das palavras de Jesus que se encontram em Mateus, 4-19: “Segui-me e eu vos farei pescadores de homens.” Sábio é o homem que tem discernimento, fazendo opções elevadas; trocando o transitório de agora pelo permanente de sempre.

Nos tempos atuais de renovação social, cabe aos médiuns uma missão especialíssima: são arvores destinadas a fornecer alimento espiritual aos seus semelhantes. Não podem representar à figueira que secou e que é o símbolo daqueles que apenas aparentam propensão ao bem, mas que na realidade nada de bom produzem.

Médiuns existem em todos os pontos do globo terrestre. Seja na administração ou na colaboração, na beneficência ou no estudo, na tribuna ou na imprensa, no consolo ou na cura, no trabalho informativo ou na operação de fenômenos, todos são convocados a servir com sinceridade e desinteresse, na construção do bem, com base no burilamento de si próprios. No campo da vida, cada inteligência se caracteriza pelas atribuições que lhe são próprias. Seja nos recintos da lei, nos laboratórios da ciência, no tanque de limpeza ou a cabeceira de um doente, toda pessoa tem o lugar de revelar-se. Com o evangelho como sustentação não podemos dizer que somos inúteis ou desprezíveis.

Se nos movimentarmos ao Sol do Evangelho, saberemos identificar o infortúnio, onde cremos encontrar simplesmente rebeldia e desespero, a ferida da ignorância, onde supomos existir apenas maldade e crime.

Perceberemos que o erro de muitos se deve a circunstancia de não haverem colhido as oportunidades que nos felicitam a existência.

A verdade é que todos estão interligados, em ministério mediúnico ativo, incessante, graças aos múltiplos dons de que nos achamos investidos. Assim sendo, meditemos nas possibilidades mediúnicas de que já estamos exercendo e procuremos elevar-nos pelo exercício das ações nobilitantes que o roteiro do Evangelho nos indica. 

Certamente que uns estão mais aquinhoados pelas faculdades mediúnicas que lhe São concedidas para a própria edificação. Se, todavia, não temos ainda os sintomas mais evidentes da mediunidade, na psicografia, na psicofonia ou na vidência, com certeza todos nós podemos ser os médiuns do amor e acender a lâmpada do auxilio fraterno, a fim de que a caridade nos transforme em médiuns da esperança entre os que aspiram a mundo melhor.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo: Caps. XVII, item 8 cap. XXVI, item 10
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Livro da Esperança: Itens 56 e 64
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Palavras de Vida Eterna: Item 41
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Caminho Verdade e Vida: Itens 20 e 30
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Emmanuel: item 15
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Autores Espirituais Diversos). O Espírito da Verdade: item 5
FRANCO, Divaldo P. (Joanna de Angelis). Estudos Espíritas: Item 22

Questões para reflexão:

1) Descreva os cuidados que o médium dever ter para melhor exercitar a sua mediunidade.

2) Descreva as sensações mais comuns ao médium.

3) Comente a importância da evangelização do médium.

4) Analise o pensamento de Emmanuel “O mundo interior é a fonte de todos os princípios bons ou maus e todas as expressões exteriores guardam em si os seus fundamentos”.

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terça-feira, 31 de março de 2026

3a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

MÉDIUM, SENSIBILIDADE E COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS

“Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.” - Tiago (4:8).

Mediunidade é a faculdade orgânica de pôr-se em comunicação com Espíritos, desencarnados ou encarnados, captar-lhes o pensamento, ou sofrer-lhes a influência, ou ainda, a faculdade específica de servir de medianeiro (instrumento) as comunicações espíritas.

Médium é a pessoa que pode servir de intermediária entre os Espíritos e os homens. Todo aquele que sente num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem.

Não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso, raras são as pessoas que dela não possuam alguns sintomas. Pode, pois, dizer-se que todos são mais ou menos médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. É de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam variedades, quantas são as espécies de manifestações.

O desejo natural de todo aspirante a médium é o de poder contatar os Espíritos que lhe são caros: familiares, parentes ou amigos, porém, deve-se moderar a sua impaciência ou ansiedade, porquanto a comunicação com determinado Espírito apresenta muitas vezes dificuldades que tornam impossível a comunicação ao principiante. 

Para que um Espírito possa comunicar-se, preciso é que haja entre ele e o médium relações fluídicas, que nem sempre se estabelecem instantaneamente. Só à medida que a faculdade se desenvolve, é que o médium adquire pouco a pouco a aptidão necessária para pôr-se em comunicação com o Espírito que se apresente. Antes, pois, de pensar em obter Comunicações de tal ou tal Espírito, importa que o aspirante leve a efeito o desenvolvimento de sua faculdade, para o que deve fazer um apelo geral e dirigir-se principalmente ao seu Espírito protetor.

A mediunidade é uma faculdade psíquica que se radica no organismo e, por isso, o seu desenvolvimento independe da moral do médium. É outorgada tanto aos homens de bem, quanto as pessoas indignas.

Perguntar-se-ia se não seria mais justo que Deus concedesse a mediunidade tão somente aos homens de bem, que dela fizessem bom uso. Os Espíritos esclarecem que Deus não recusa meios de salvação aos culpados.

Se Deus desse a palavra somente às pessoas que falassem coisas úteis, a maioria seria muda. Se há pessoas indignas que possuem a atividade mediúnica, é que disso precisam mais do que as outras, para se melhorarem.

Por isso o médium deve precaver-se contra a vaidade e o orgulho. Estar sempre vigilante, não vendo na mediunidade um mérito pessoal, mas uma outorga divina, que implica numa grande responsabilidade de empregá-la a serviço dos bons Espíritos e dos encarnados que precisam ser por ela favorecidos. Deve refugiar-se na prece, pedindo ao Pai Celestial que o livre do assédio das forças do mal e não o deixe cair em tentação.

Pode surgir como impositivo provacional que permite mais ampla libertação do próprio médium, que, em dilatando o exercício da nobilitação a que se dedica, granjeia consideração e títulos de benemerência que lhe conferem paz. Sem duvida, esse poderoso instrumento de evolução espiritual, pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso.

Os médiuns não têm um perfil especifico. Em geral são pessoas mais sensíveis que as outras, mas isso não é regra. Podem descobrir-se médiuns em qualquer idade. Os sinais mais comuns dessa condição são:

- Desmaios e convulsões cuja causa os médicos não conseguem diagnosticar com exames físicos;

- Mudanças radicais na Voz e na fisionomia, perceptíveis, sobretudo pelas outras pessoas;

- Ter premonições comprovadas;

- Ter pensamentos recorrentes;

- Sensações de formigamento nas mãos, na cabeça e na nuca;

- Ondas alternadas de frio e calor nas mãos, braços ou no corpo;

- Escrita automática e compulsiva de textos de conteúdo estranho a experiência do autor;

- Recomenda-se manter o bom senso e o juízo critico apesar de todas essas experiências.

Não há bom médium, sem homem bom. Não há manifestação de grandeza do Plano Espiritual, no mundo, sem grandes almas encamadas na Terra. Em razão disso, diz o Espírito Emmanuel, no item 36 do livro Roteiro: “Só existe verdadeiro e proveitoso desenvolvimento mediúnico, se estamos aprendendo a estudar e servir. A bondade e o entendimento para com todos representam o roteiro único para crescermos em aprimoramento dos dons psíquicos de que somos portadores, de modo a assimilarmos as correntes santificantes dos planos superiores, em marcha para a consciência cósmica”.

“No exercício da mediunidade com Jesus, isto é, na perfeita aplicação dos seus Valores a benefício da criatura, em nome da Caridade, é que o ser atinge a plenitude das suas funções e faculdades, convertendo-se em celeiro de bênçãos, semeador da saúde espiritual e da paz nos diversos terrenos da vida humana, na Terra.” (Joanna de Angelis Divaldo P. Franco, Livro Estudos Espíritas - item 18).

Como ilustração de um tema tão complexo como este recomendamos a leitura e reflexão de “História de Médium”, no livro Novas Mensagens item 3, pelo Espírito de Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Bibliografia:

KARDEC,Allan. Livro dos Médiuns: 2ª Parte - Caps. XIV,XV, XVII, XX, XXIV
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro: Item 36
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Missionários da Luz: cap. 3
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: cap. XVIII
MIRANDA, H. C. Diversidades de Carismas: Vol. I e II
FRANCO, Divaldo P. (Joanna de Angelis). Estudos Espíritas: Item 18

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quinta-feira, 26 de março de 2026

2a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

MURALHA DO TEMPO - GUARDA-TE EM DEUS

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta que conduz a perdição”- Jesus (Mt 7:38)

Em nos referindo à semelhante afirmativa do Mestre, não nos esqueçamos de que toda porta constitui passagem disponível em qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre acesso entre eles.

Reportamo-nos aos médiuns que são os intermediários, entre o mundo dos Espíritos e o plano físico. Todo médium que desejar realizar um bom intercâmbio deve, sobretudo, saber escolher qual porta deve ser sua escolha. Jesus afirmou que a porta larga é a que conduz a perdição e vamos reservar que os vícios, de toda natureza, vão estar lá.

“A porta larga para muitos é a que produz facilidades, irresponsabilidades. Aquém, da muralha, o passado e o presente”. A travessia de uma das portas é ação compulsória, para todas as criaturas.

A porta estreita é o começo da conscientização, é a retomada no caminho do bem e a busca de novas atitudes: “lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida”.
“Se fatigado, pensa Nele, o Eterno Pai que jamais desfalece na Criação. Se triste, eleva-Lhe os sentimentos, meditando na alegria solar com que, toda manhã, Sua infinita Bondade dissolve as trevas”.

Quem traz Deus para sua vida não se preocupa. Como nos diz Emmanuel “é preciso trazer Deus para a vida íntima, renovar os pensamentos para que, o que não esta de acordo com os sentimentos e virtudes que aprimoram a alma, possa ficar mais perto da porta estreita”.

“Seja qual for a dificuldade, recorda o Todo-Misericordioso que não esquece”. E, abraçando o próprio dever como Sendo a expressão de sua Divina Vontade para os teus passos de cada dia, encontraras na oração a força verdadeira de tua fé, a erguer-te das obscuridades e problemas da terra para a rota de luz que te apontar as sendas do céu.

Bibliografia:

VIEIRA, Waldo (André Luiz). Sol nas Almas: Lição 67
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Autores Espirituais Diversos). O Espírito da Verdade: lições n° 05, 14, 19, 29 e 70
KARDEC, Allan - Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. VI, item 8; cap. XVIII, item 3; cap. XXIV itens 4, 11 e 12; e, cap. XXVI, item 7.

Questões para reflexão

1) Descrever o que você entendeu por afinidade e aproximação.

2) Explique o que você entendeu por “incorporação”

3) Faca a diferença entre a porta estreita e a porta larga.

4) Comente a expressão de Emmanuel: “É preciso trazer Deus para a vida íntima”.

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terça-feira, 24 de março de 2026

2a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

INTERCÂMBIO MEDIÚNICO

Afinidade - Aproximação - Aceitabilidade

Incorporação Mecanismo das Comunicações

A afinidade é obtida pelo sintonia do Espírito com os pensamentos, comportamentos, emoções e palavras emitidas pelo médium costumeiramente. Dai, inferimos a importância do conhecimento evangélico doutrinário do médium, da sua sinceridade de propósitos, dos tipos de pensamentos que emite no dia a dia, do seu interesse pelo desenvolvimento das virtudes. E pela eliminação dos defeitos e vícios. Nossos pensamentos e emoções são energias que nós emitimos que atraem outros fluídos semelhantes, permitindo um maior ou menor equilíbrio do médium.

A semelhança de pensamentos e propósitos (ou intenções) é muito importante para o médium captar os fluidos da espiritualidade. Como os Espíritos se comunicam por pensamentos e não por palavras, são ideias ou imagens que os Espíritos emitem em ligação com o médium e que esse capta conforme sua capacidade. Pode ocorrer que haja maior afinidade entre Espíritos e que haja envolvimento emocional (outras existências, amizade, simpatia, etc.,), mas esse tipo de envolvimento não é essencial para que ocorra a ligação mental.

Sendo assim, o médium iniciante deve evitar buscar estabelecer comunicações com um Espírito determinado, pois “... ocorre frequentemente que não seja com este que as relações fluídicas se estabeleçam com mais facilidade, por maior simpatia que lhe vote.” (L.M, 2ª Parte, Cap. XVII, item 203).

Também é necessário na ligação mediúnica, condições favoráveis a aproximação da entidade comunicante com o médium “interlocutor”. Para o intercâmbio mediúnico é necessário sem sombra de dúvidas a presença do Espírito comunicante e, para que tudo ocorra favoravelmente, é necessário que o ambiente esteja preparado. (L.M. 2a parte, Cap. XXIX, item 324).

Também influi o caráter da reunião: reunião para assuntos frívolos atrairão Espíritos frívolos; reuniões com objetivos sérios atrairão Espíritos sérios.

Para que ocorra uma boa reunião, com comunicações sérias de cunho moral, o padrão vibratório do médium também é importante no auxilio da aproximação. Para que o padrão vibratório seja compatível com a espiritualidade superior, o médium deve resguardar-se de pensamentos desequilibrados como preocupações cotidianas, envolvimento com discussões, etc. É necessário que durante o dia, principalmente algumas horas que antecedem a assistência, que os médiuns se coloquem em posição de vigilância e oração, buscando a renovação interior para que os Espíritos comunicantes já consigam realizar a ligação fluídica. O médium deve preparar-se com leituras, preces e, se possível, recolhimento.

O médium deve ter disposição em servir de intermediário, sua aceitabilidade facilita, enquanto o medo e insegurança dificultam o intercâmbio mediúnico.

Os médiuns devem ter em mente que a preparação do ambiente antecede até mesmo a sua presença no local de trabalho. Tudo é preparado pela espiritualidade superior que é ordeira e organizada. Cabe aos médiuns o direcionamento dos pensamentos em coisas boas, iluminadas, e se deixarem envolver pelos fluídos das entidades comunicantes, pela sintonia do pensamento, elevarem-se através da prece, da humildade e sinceridade. Calarem-se mentalmente para que o Espírito possa manifestar-se através dele.

Numa assistência espiritual, a comunicação se dá de acordo com as necessidades dos assistidos. Deve-se contar médiuns com certo aprimoramento e educação mediúnica. Educação que será conquistada por intermédio da reformulação interior, das atitudes, do comportamento e pensamento. “A dificuldade encontrada pela maioria dos médiuns iniciantes é a de ter que tratar com Espíritos inferiores” (L.M 2a parte, cap. XVII, item 211). 

Todas essas predisposições são necessárias à incorporação. A partir desses pré-requisitos, o circuito mediúnico poderá se completar e o médium poderá transmitir a mensagem do plano espiritual como um verdadeiro intermediário. Podemos concluir lembrando-nos novamente de Kardec, que afirma “Para que uma comunicação seja boa é necessário que provenha de um Espírito bom; para que esse Espírito bom possa transmiti-la, precisa dispor de um bom instrumento. Para que queira transmiti-la, é necessário que o objetivo lhe convenha.” (L.M, 2a parte, cap. XVI, item 186).

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2ª Parte - Cap. XXXI, item II - Cap. XIX, item 225 - Cap. XIV item 159 - Cap. XVII, item 203, 209 e 211 - Cap. XVI, item 185, 186 e 187
KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: perg. 484
KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV item 17
KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. I, item 6
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador: pergs. 173 e 382
Bíblia - Velho Testamento e Novo Testamento

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