CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

terça-feira, 28 de junho de 2022

11ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

DA REENCARNAÇÃO - JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

O princípio da pluralidade das existências do Espírito é o único que satisfaz no tocante à ideia que se tem da justiça de Deus, quanto às diferenças individuais, tais como: posições sociais, as enfermidades, o poder, a saúde, a satisfação dos sentidos, etc.. Deste modo, o princípio da reencarnação é o único capaz de explicar o presente e renovar as esperanças, pois é através dela que o homem resgata seus erros em vidas futuras, bem como compreende a bondade infinita do Criador.

A reencarnação se contrapõe à teoria da unicidade das existências, pela qual o Espírito viveria uma só vez na forma física e teria seu destino definitivamente selado após a desencarnação, defrontando-se então com o dilema: bem-aventurança ou condenação eterna. Mas, a razão indica, e os bons Espíritos ensinam que o Espírito que ainda não alcançou a perfectibilidade na vida corpórea, terá pela frente a oportunidade de novos renascimentos em corpos físicos para prosseguir na sua caminhada evolutiva.

Allan Kardec indaga aos benfeitores espirituais: - O número de existências corporais é limitado, ou o Espírito se reencarna perpetuamente?

 - "A cada nova existência, o Espírito dá um passo na senda do progresso; quando se despojou de todas as suas impurezas, não precisa mais das provas da vida corpórea". Portanto, pelo princípio da reencarnação, o Espírito no itinerário de sua perfectibilidade, terá pela frente a oportunidade de novos renascimentos. 

Pela reencarnação, reparam faltas cometidas, ao mesmo tempo em que assumem o compromisso de novas provas, pois um dia todos tornar-se-ão Espíritos puros.

O número de reencarnações não é o mesmo para todos os Espíritos, porquanto depende do esforço que cada um faz em prol do seu aprimoramento intelectual e moral. A cada nova existência o Espírito dá um passo adiante na senda do progresso; uma vez livre de todas as impurezas, não terá mais necessidade de novas vidas corporais. 

Deus jamais seria um Pai de justiça, de incomensurável amor e bondade, se condenasse os que não conseguiram vencer suas provas por fatores adversos, encontrados no próprio meio onde foram colocados e alheios à sua vontade.

Seria sumamente injusto se julgasse seus filhos de modo diferente uns dos outros, ou que aplicasse a sua justiça de modo unilateral. 

Todos os Espíritos caminham à perfectibilidade, e Deus lhes faculta meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações de inúmeras vidas corpóreas para atingirem o objetivo para o qual foram criados.

QUESTIONÁRIO:

B - DA REENCARNAÇÃO - JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

1 - Em que sentido a reencarnação consagra a Lei de Causa e Efeito?

2 - Como a reencarnação desfaz o mito das "penas eternas"?

3 - De quantas reencarnações o Espírito precisa para sua evolução?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 23 de junho de 2022

11ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS I

PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS: Constituindo-se em uma lei da natureza, a pluralidade das existências é uma realidade inerente ao homem, cujos indícios se revelam desde as épocas mais remotas da humanidade, evidenciando o fato de que ela sempre foi uma verdade insofismável. 

Os Vedas, nos rituais que presidiam à iniciação dos seus adeptos, já apregoavam as leis que presidem os mistérios da imortalidade da alma, da pluralidade das existências e dos mundos.

O Bramanismo também tinha e tem como base a crença em tal princípio. 

Krishna, por sua vez, renovou as teorias védicas ao ensinar que "o corpo é o envoltório da alma que aí tem a sua morada, sendo uma coisa finita; porém a alma que o habita é invisível, imponderável e eterna".

Buda foi ainda mais incisivo ao afirmar: "Uma vida curta, uma vida longa, um estado mórbido, uma boa saúde, o poder, a fraqueza, a fortuna, a pobreza, a ciência, a ignorância. tudo isso depende de atos cometidos em anteriores existências".

Pitágoras, filósofo e matemático grego, era um fiel partidário da teoria da transmigração da alma de um corpo para outro. 

Orígenes, importante filósofo e teólogo da igreja grega, admitia a preexistência da alma como uma necessidade lógica, na explicação de certas passagens da Bíblia, chegando à conclusão de que se ela não existisse, Deus seria injusto. 

Entre os Judeus, a ideia das vidas sucessivas era geralmente admitida. A crença nos renascimentos dos Espíritos encontra-se indicada veladamente no Antigo Testamento, porém muito mais claramente nos Evangelhos, como se pode verificar em algumas de suas passagens.

Platão, uma das maiores figuras da filosofia de todos os tempos, já concebia a chamada Teoria da Reminiscência, segundo a qual o nosso conhecer é apenas o recordar. A ocasião para isso é o encontro com as coisas deste mundo, o qual desperta na alma a recordação das ideias e lembranças. No sistema de Platão, a Doutrina da Reminiscência exerce três funções importantes: 

a - Fornece uma prova da preexistência, da espiritualidade e da imortalidade da alma; 

b - Estabelece uma ponte entre a vida antecedente e a vida presente; 

c - Dá valor ao conhecimento das coisas deste mundo, reconhecendo-lhe o mérito de despertar as recordações das ideias.

Vê-se, assim, que os Espíritos benfeitores apenas renovam um princípio que teve origem nas primeiras idades do homem e que se conservou até hoje. A diferença é que os Espíritos apresentam esse princípio de um ponto de vista mais de acordo com as leis evolutivas da natureza, e de conformidade com os desígnios de Deus.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS II

FUNDAMENTOS: Ao trazer à luz esclarecimentos sobre a pluralidade das existências corpóreas, os Espíritos superiores resgatam uma doutrina que teve início nos primeiros tempos da humanidade. Mas, algumas correntes doutrinárias deixaram de lado em seus fundamentos o princípio evolutivo da reencarnação, preferindo antes, consagrar a teoria da unicidade das existências. Desta forma, rejeitaram princípios que poderiam auxiliar o homem em seus questionamentos existenciais. Porém, cedo ou tarde, ao atingir a sua maturidade espiritual, a humanidade não poderá conciliar as diversidades da evolução e as consequentes divergências sociais, em face da inverossímil possibilidade de a alma encarnar uma só vez.

Ao tecer algumas considerações sobre a pluralidade das existências, Allan Kardec formulou as seguintes questões: 

1 - Por que a alma revela aptidões tão diversas e tão independentes das ideias adquiridas pela educação? 

2 - De onde vem a aptidão extranormal de algumas crianças de pouca idade para esta ou aquela ciência, enquanto outras permanecem inferiores ou medíocres por toda a vida? 

3 - De onde vêm, para uns, as ideias inatas ou intuitivas, que não existem para outros? 

4 - Por que alguns homens, independentemente da educação, são mais adiantados que outros? 

5 - Se a existência presente deve ser decisiva para a sorte futura, qual é, na vida futura, respectivamente, a posição do selvagem e a do homem civilizado? Estarão no mesmo nível ou estarão distanciados no tocante à felicidade eterna?

6 - O homem que trabalhou toda a vida para melhorar-se estará no mesmo plano daquele que permaneceu inferior, não por sua culpa, mas porque não teve o tempo nem a possibilidade de melhorar? Há uma doutrina que possa resolver essas questões? 

Admiti as existências sucessivas, e tudo estará explicado de acordo com a justiça de Deus. Aquilo que não pudemos fazer numa existência, faremos em outra. É assim que ninguém escapa à lei do progresso.

Cada um será recompensado segundo o seu verdadeiro merecimento, ninguém é excluído da felicidade suprema a que se pode aspirar, sejam quais forem os obstáculos que encontre no seu caminho.

Portanto, as discrepâncias ocorrem em função dos desvios cometidos, e que exigem reajuste perante Deus. Deve-se, pois, reconhecer que a pluralidade das existências é a única capaz de explicar aquilo que, sem ela, seria inexplicável, pois representa para o homem a resposta aos seus anseios, na medida em que explica o presente e lhe possibilita novas oportunidades corpóreas de aprimoramento espiritual.

QUESTIONÁRIO:

A: CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS I, II

1- Em que sentido a teoria de Platão é precursora do princípio da reencarnação?

2 - Qual a posição de Orígenes perante a teoria da pluralidade das existências? Pesquise

3 - Por que a pluralidade das existências é superior à teoria da unicidade das existências?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 21 de junho de 2022

10ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

DEIXA QUE OS MORTOS ENTERREM SEUS MORTOS

E disse a outro: segue-me. Ao que ele respondeu: Senhor; permite que vá primeiramente sepultar meu pai. E Jesus lhe disse: Deixa que os mortos enterrem seus mortos; e tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus (Lucas, 9:59-60).

Além dos doze apóstolos, Jesus Cristo teve também outros setenta discípulos diretos, os quais, ao ouvirem dele um discurso que consideram demasiadamente pesado, o abandonaram.

Entretanto, outras convocações foram feitas por ele; porém cada um dos convocados dava uma desculpa para não segui-lo, principalmente depois de ele ter dito que "as aves do céu têm seus ninhos, as raposas os seus covis, mas ele não tinha onde reclinar a cabeça" (Lc, 9:58).

Na citação acima, tudo indica que o convidado não gostou muito daquela recomendação e foi primeiramente sepultar o corpo de seu pai, perdendo assim a oportunidade de participar de uma das mais fulgurantes missões já desempenhadas no mundo material. Esta passagem evangélica convida o homem a uma reflexão mais profunda, pois este não pode acreditar que as palavras do Mestre representassem uma censura a um homem que, por dever de piedade filial, considerava um imperativo sepultar o corpo de seu pai.

Jesus certamente deixou mais um de seus edificantes ensinamentos, demonstrando que a vida espiritual é a verdadeira vida, ao passo que a vida temporária que é usufruída no mundo é equivalente à morte, pois nela o Espírito encarnado perde, transitoriamente, a liberdade e a atividade que desfruta, quando livre do corpo. Deste modo, o Mestre sempre colocou as coisas de Deus acima de qualquer cogitação, e não poderia ser de outra maneira; por isso, quando lhe vieram dizer que sua mãe e seus irmãos estavam esperando para vê-lo, disse: "Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam (Lucas, 8:21).

Jesus viveu entre os homens para desempenhar uma missão transcendental, qual seja a de implantar uma nova revelação e, portanto, não poderia ficar cingido aos limites acanhados da família terrena. Referia-se à humanidade em geral, pois todos eram seus irmãos, e aspirava, com este seu exemplo, formar uma só imensa família, como "um rebanho sob a égide de um só pastor". 
Consequentemente, jamais poderia ficar confinado ao âmbito de alguns familiares, quando a sua missão tinha um cunho universal ao abranger toda a humanidade.

A respeito da passagem de Lucas, pode-se afirmar que no mundo existem os mortos e os "mortos". Os primeiros são os que se dedicam às coisas da alma, que tratam de aprimorar seus Espíritos que, ao desencarnarem, elevam-se para planos mais elevados da Espiritualidade; os segundos são os que se distanciam das coisas morais e espirituais, que submetem a alma a serviço do corpo, dando prioridade à satisfação dos sentidos e às coisas transitórias do mundo.

Um outro homem, convocado pelo Mestre, respondeu-lhe: "Senhor, permita que vá antes dizer adeus aos de minha casa". A este Jesus disse: "Aquele que, tendo posto a mão no arado, olhar para trás não é apto para o reino de Deus" (Lc, 9:61-62). Estas palavras de Jesus não objetivavam prescrever aos homens que, como condição indispensável, renunciassem às exigências e necessidades da existência humana; que rompessem os laços familiares; que deixassem de cumprir as obrigações que ela lhes impusessem, inclusive aquelas de sepultamentar os restos mortais de um ente querido, ou de despedir-se de seus familiares, quando tivessem que realizar uma viagem.

O que acontece é que o homem, ao procurar desvendar o sentido exato contido no ensinamento evangélico, esbarra sempre com os inconvenientes da letra que mata. Não houve, por parte do Mestre, qualquer secura de coração, desprestigiando a manutenção dos laços tão brandos da família e da fraternidade. O que ele ensinou, por estas palavras, é que: "quem toma do arado para rasgar o solo, para que nele seja lançada a semente generosa que produz frutos, não pare no meio da jornada, devendo sempre caminhar para a frente, pois aquele que fica à margem do caminho, não é digno de trabalhar na sua seara".

BIBLIOGRAFIA: Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXIII, ítens 6 a 8

QUESTIONÁRIO:

C - DEIXA QUE OS MORTOS ENTERREM SEUS MORTOS

1 - Na referida passagem evangélica, Jesus quis criticar o desvelo do filho para com o pai? Que conclusão podemos chegar?

2 - Quem eram os "mortos" e os "vivos" a quem Jesus se referiu?

3 - Devemos buscar o Espírito que vivifica em vez da letra que mata? Por quê?

Fonte da imagem: Internet Google
 

terça-feira, 14 de junho de 2022

10ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PERTURBAÇÃO ESPÍRITA

PERTURBAÇÃO ESPÍRITA: é o fenômeno que ocorre no momento de transição da vida corporal para a espiritual. Nesse instante, a alma experimenta um torpor que paralisa momentaneamente as suas faculdades, neutralizando, ao menos uma parte, as sensações.

Essa perturbação pode ser considerada o estado normal no instante da morte e perdurar por tempo indeterminado, variando de algumas horas a alguns anos, dependendo da evolução de cada um. Aquele que já está purificado se reconhece quase que imediatamente, pois se libertou da matéria, antes mesmo que cessasse a vida do corpo, enquanto o homem carnal, cuja consciência ainda não está pura, sofre por muito mais tempo a influência da matéria (LE, perg. 164).

O conhecimento do Espiritismo exerce uma grande influência na amenização e até mesmo significativa redução desse período, porque o Espírito adentra essa situação conhecendo-a antecipadamente. 

Quanto menos conhecimento o Espírito tiver da vida espiritual, tanto mais se apega à matéria, mesmo sentindo que esta lhe foge; quer retê-la, em vez de a abandonar, resiste com todas as forças, podendo prolongar essa luta, por dias, semanas até meses.

É certo que, nesse momento, o Espírito não goza de toda a lucidez, dado o estado de perturbação que se antecipa à morte; mas nem por isso sofre menos, e o vácuo em que se acha e a incerteza do que lhe sucederá agravam-lhe as angústias. Por fim, sobrevém a morte, mas ainda não está tudo terminado, visto que a perturbação continua. Ele sente que vive, mas não define se material ou espiritualmente; continua lutando, até que as últimas ligações do perispírito tenham-se rompido.

Contudo, a prática do bem, a elevação moral e a pureza de consciência sempre serão os fatores preponderantes para minimizar as vicissitudes desta contingência. Há casos, particularmente nos de mortes violentas, suicídio, suplício, acidente e ferimentos graves, em que o Espírito vê-se diante de uma situação peculiar: surpreende-se, não crê esteja morto embora veja seu corpo, sabe-o ser dele e não compreende o porquê dessa separação.

A perturbação espírita após a morte, a rigor nada tem de penosa para o homem de bem. É calma e serena, semelhante a um despertar tranquilo, ao contrário daquele cuja consciência encontra-se saturada de ansiedades e angústias. Finalmente vale lembrar que nos casos de morte coletiva, nem todos os que dela tenham participado se reveem imediatamente. Na perturbação que a ela se segue, cada um vai para o seu lado e não se preocupa senão com aquele com os quais guarda interesses particulares.

QUESTIONÁRIO:

B - PERTURBAÇÃO ESPÍRITA

1 - Em que consiste a perturbação espírita?

2 - O conhecimento do Espiritismo, aliado à pratica da caridade, pode propiciar um despertamento mais tranquilo no mundo espiritual?

3 - É igual para todos os Espíritos a perturbação após a morte?

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quinta-feira, 9 de junho de 2022

10ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

ALMA APÓS A MORTE - SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO

RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL

A ALMA APÓS A MORTE: É muito natural que um leigo em assuntos de espiritualidade alimente a curiosidade de saber em que se transforma a alma no instante da morte. Allan Kardec define a alma sendo o Espírito encarnado. Assim, é natural que, no instante da desencarnação, a alma volte a ser Espírito, conservando a sua individualidade e seu perispírito, guardando a mesma aparência da última encarnação.

Individualidade, portanto, seria a consciência de si, sem ponderar o tempo, ou seja, o "eu sou". Contudo, há que se observar o atual estágio do despertamento espiritual do homem, no qual a aparência física se constitui no fator preponderante para o reconhecimento das individualidades; isto é possível, uma vez que o perispírito conserva a forma da última encarnação, facilitando assim o reconhecimento dos membros de um determinado grupo.

Não tem fundamento a hipótese dos que conjecturam que após a morte a alma retorna a um todo universal. Quando estás numa assembleia, fazes parte integrante da mesma, e não obstante conservas a tua individualidade (LE, perg. 151). A individualização ainda se evidencia quando esses seres provam a sua identidade através de sinais incontestáveis, de detalhes pessoais relativos à vida terrena, e que podem ser constatados; ela não pode ser posta em dúvida quando eles se manifestem por meio das aparições.

A individualidade da alma foi teoricamente ensinada como um artigo de fé, mas o Espiritismo a torna patente e, de certa maneira, material (LE, perg. 152). Com efeito, extrinsecamente essa individualidade é constatada pelo aspecto do seu perispírito, em tudo semelhante ao seu corpo somático, e intrinsecamente por conservar todas as suas qualidades e tendências, pelo desejo de ir para um mundo melhor e pelas recordações impregnadas de doçura ou amargor, segundo o emprego que tenha dado á vida (LE, perg. 150b).

SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO: Ao contrário do que se presume a separação da alma e do corpo não é necessariamente dolorosa. A rigor, o corpo, frequentemente sofre mais durante a vida do que no momento da morte (LE, perg. 154), principalmente quando a enfermidade sua causadora tenha sido dolorosa. Neste caso o momento final leva à cessação das dores e são um prazer para o Espírito que vê chegar o fim do exílio na terra (LE, perg. 154). 
Quando a morte é lenta e por esgotamento da vitalidade orgânica, é muito comum o Espírito afastar-se quase sem o perceber: é como uma lâmpada que se apaga por falta de energia (LE, perg. 154).

Na separação, os laços que retinham o Espírito se desatam, não se rompem e ele se afasta gradualmente e não como um pássaro que escapa subitamente libertado. (LE, perg. 155a). E é ainda o Espiritismo que vem ensinar que, dependendo da elevação alcançada pelo Espírito, o instante da morte pode, ou não, ser doloroso, e que os sofrimentos, algumas vezes experimentados, são um bálsamo para o Espírito, que vê chegar o momento supremo de sua libertação.

Assim é que a separação, no momento da morte, será tanto mais penosa para o Espírito, quanto maior tiver sido o seu apego à matéria; e, ao contrário, será tanto mais suave, quanto maior tiver sido o seu desprendimento das coisas terrenas.

Nos casos de morte violenta o Espírito, colhido de improviso, fica aturdido, sentindo, pensando e acreditando-se vivo, prolongando essa ilusão até que compreenda o seu estado. Para aqueles mais evoluídos, a situação transitória pouco dura. Para outros menos evoluídos, a situação se prolonga por mais tempo.

Ao aproximar-se do momento da morte, a alma sente muitas vezes que se desatam os liames que a prendem ao corpo e então emprega todos os seus esforços para rompê-los de uma vez.

Assim, já parcialmente desprendida, goza por antecipação o futuro a desenrolar-se ante ela (LE, perg. 157). Estabeleçamos como princípio, alguns casos:

1 - Se no momento em que se extingue a vida orgânica o desprendimento do perispírito fosse completo, a alma nada sentiria absolutamente.

2 - Se, nesse momento, a coesão do perispírito e do corpo físico estiver no auge de sua força, produz-se uma espécie de ruptura que reage dolorosamente sobre a alma.

3 - Se esta coesão for fraca, a separação torna-se fácil e opera-se sem abalo.

Ao se reconhecer na nova vida no mundo dos Espíritos, aquele que fez o mal pelo simples desejo de fazê-lo, sente-se constrangido por tê-lo feito. Para o homem de bem a situação é outra; ele se sente aliviado de um grande peso, porque não receia nenhum olhar perquiridor (LE, perg. 159).

QUESTIONÁRIO:

A - A ALMA APÓS A MORTE - SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO

1 - O Espírito mantém a individualidade após a morte? Explique.

2 - O Espiritismo pode ajudar a fazer o instante da morte menos doloroso?

3 - A separação da alma e do corpo é igual para todos?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 7 de junho de 2022

9ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO

"Aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus" (João, 3: 3).

RESSURREIÇÃO: Ressurreição, em grego Anástasis, significa surgir, levantar, erguer, sair de um local ou de uma situação para outra. Foi traduzida para o latim como "ressurectio", o ato de ressurgir, volta à vida, reanimar-se, uma conotação já não muito fiel ao original. Daí o fato de, biblicamente falando, o termo ressurreição ter sido interpretado em Mateus com o sentido de ressurgir dos mortos (Mt, Cap. 22:28 30, 31). Exceto os saduceus que pensavam que tudo acabava com a morte, a ressurreição fazia parte dos dogmas dos hebreus. ESE, Cap. IV, item 4) e da sua escatologia (ESCATOLOGIA: filosofia que busca explicar o destino último do homem: céu, inferno, ressurreição, juízo final, etc...).

Eles acreditavam que um homem que viveu podia reviver, sem se inteirarem com precisão da maneira pela qual o fato podia ocorrer; designavam pela palavra "ressurreição" o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama "REENCARNAÇÃO". Com efeito, a ressurreição supõe o retorno à vida do corpo que morreu, o que a ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo estão, desde há muito, dispersos e absorvidos (ESE, cap. IV, item 4).

A conotação do termo "ressurreição" aplicava-se e estendia-se a casos como o das duas crianças na época de Elias e Eliseu (I Rs 17:21 a 24; II Rs 4:20 a 32 e 36); o do filho da viúva de Naim, o da filha de Jairo (lc 7:11-15); 8:49-55); o de Lázaro (Jo 11: 1-44) e outros, como II Vs 13:21; At 9:36-42; 20:9-12). Em todos os casos, em que o Mestre atuou ele afirmou, enfaticamente, que essas pessoas não estavam mortas, mas apenas dormiam. Como naquele tempo não se conheciam essas mortes aparentes, causadas pela letargia ou catalepsia, essas pessoas puderam voltar à vida, passando, nesses casos, aos olhos atônitos do povo como autênticas ressurreições.

O mesmo termo foi aplicado para explicar as dez aparições de Jesus em Jerusalém e circunvizinhanças, a partir do terceiro dia (Lc 24: 44-48; Jo 20: 11-23; Jo 21: 15-22 e At 1:3-8) após a crucificação e durante os quarenta dias seguintes, confirmando o que estava previsto pelos profetas nas escrituras do Velho Testamento, conforme segue:

APARIÇÃO DE JESUS:

1 - Às mulheres no caminho de volta da visita ao sepulcro, quando lhes dissera: Não temais, ide dizer a meus irmãos que vão à Galiléia e lá me verão (Mt 28: 9,10);

2 - À Maria Magdalena quando ficou a sós ao retornar ao sepulcro, quando alertou-a: Não me detenhas, porque ainda não subi para o Pai (Jo 20: 11-18);

3 - No mesmo dia a dois discípulos que iam para Emaús, um deles de nome Cleophas (lc 24: 13-25);

4 - Logo em seguida a Simão Pedro (lc 24: 34);

5 - Na tarde do mesmo dia a todos os discípulos, exceto Tomé (Lc 24:36, 43; Jo 20: 19-23);

6 - Oito dias depois, domingo, a todos os discípulos quando Tomé estava presente (Jo 20: 26-29);

7 - A sete discípulos que pescavam no mar da Galiléia (Jo 21: 4 e seguintes);

8 - Sobre um monte na Galiléia, onde se presume seja o local que contou com a presença de mais de quinhentos irmãos (Mt 28: 16-20; I Corintios, 15:6);

9 - Apareceu a Tiago, mas não se sabe quando nem em que lugar (I Coríntios, 15:7);

10 - Na chamada ascensão, quando Jesus levou os discípulos de volta a Betânia e os abençoou despedindo-se deles (At 1: 6-10 e Lc 24: 50-52). Possivelmente Jesus apareceu muitas outras vezes durante esses quarenta dias.

REENCARNAÇÃO:

Reencarnação, conforme a própria palavra indica, significa retomar, readquirir a carne novamente; tem um sentido bem mais preciso e diferente de "ressurreição". A reencarnação significa a volta à vida corpórea, mas em um outro corpo, sem qualquer espécie de ligação com o anterior. Não há necessidade de a alma retomar o seu antigo corpo, uma vez que o Espírito tem sempre diante de si a oportunidade de adquirir novo organismo físico, sem afrontar as leis naturais, reencarnando tantas vezes quantas forem necessárias ao seu aperfeiçoamento espiritual.

Em Mateus 17:10 a 13 e Marcos 9:11 a 13, faz-se alusão ao fato de que João Batista era Elias: "E os discípulos lhe perguntaram dizendo: pois por que dizem os escribas que importa vir Elias primeiro? Mas ele, respondendo-lhes disse: - Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas; digo-vos, porém, que Elias já veio, e eles não o conheceram, antes fizeram com ele quanto quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às suas mãos. Então conheceram os discípulos que de João Batista é que ele lhes falara (Mateus, 17:10-13). Não há melhor testemunho sobre a reencarnação do que esta narração evangélica, porque se ela aconteceu com Elias, acontece com todos os Espíritos.

Em diálogo com Nicodemos, Jesus afirmou: “Em verdade, em verdade vos digo: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo” (João 3:3). Nicodemos lhe disse: - Como pode nascer um homem que já está velho? Pode ele entrar no ventre de sua mãe, para nascer uma segunda vez? Jesus lhe respondeu: -“Em verdade, em verdade vos digo: Se um homem não renascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito. Não vos espanteis do que eu vos disse; que é preciso que nasçais de novo (ESE, Cap. IV, item 5 a 8).

A água entre os judeus, e mesmo entre os povos antigos, era um elemento primordial da matéria, pois acreditavam que tudo que havia na Terra havia saído das águas. Segundo essa crença, a água tornar-se o símbolo da natureza material, como o Espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito", significam, pois: "Se o homem não renasce com o corpo e a alma". Neste sentido é que foram compreendidas no princípio (ESE, Cap. IV, item 8). Isto porque é pelos renascimentos sucessivos que o Espírito evolui. Uma única existência jamais poderia ser suficiente para o aprimoramento que o Espírito deve colimar, a fim de ascender aos planos mais elevados da Espiritualidade.

BIBLIOGRAFIA: ESE - CAP. IV - ÍTENS 4 A 17; L.E. - PERGUNTA: 1010.

QUESTIONÁRIO:

C - RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO:

1 - Qual a diferença entre ressurreição e reencarnação?

2 - Descreva alguma passagem evangélica que se refira às aparições de Jesus.

3 - "Se um homem não renascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus". Interprete.

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 2 de junho de 2022

9ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

ALMA - MATERIALISMO

Alma é um Espírito encarnado, segundo a definição dos próprios Espíritos, na resposta à questão 134 do L.E. Allan Kardec, na Introdução da referida obra, no item II, chama alma ao ser imaterial e individual que em nós reside e sobrevive ao corpo. Portanto, alma é o princípio inteligente que habita o corpo físico, utilizando-o como instrumento de sua atividade no mundo material, enquanto que Espírito é a alma do desencarnado, mera questão de terminologia para facilitar o entendimento. Kardec, no comentário à questão 135a diz que o Homem é formado de três partes essenciais:

a - O CORPO - ou ser material, semelhante ao dos animais e animado pelo princípio vital;

b - A ALMA - Espírito encarnado, do qual o corpo é a habitação;

c - O PERISPÍRITO - princípio intermediário, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e une a alma ao corpo.

A alma é indivisível e não pode animar dois corpos diferentes ao mesmo tempo. O que às vezes acontece é a produção de um fenômeno denominado BICORPOREIDADE, que, no entanto é apenas aparente: um dos corpos é o real, ao passo que o outro decorre de exteriorização da alma, em virtude do desdobramento ou projeção da consciência, que se materializa, tornando-se temporariamente tangível. Essa exteriorização advém do fato de que a alma não está encerrada no corpo como um pássaro na gaiola; ela irradia e se manifesta no exterior, como a luz de um globo de vidro (LE, perg. 141).

MATERIALISMO

Materialismo é a corrente doutrinária que afirma existir somente a realidade material e nada mais do que ela. Segundo seus adeptos, a realidade é exclusivamente de natureza material, sendo a "espiritual" apenas uma propriedade ou um produto da matéria. A alma é para eles um efeito e não uma causa. Desse ponto de vista, os seres orgânicos nada mais seriam do que simples ação da matéria. A inteligência, o pensamento, seriam apenas decorrências de propriedades da matéria.

Esta posição doutrinária leva os cientistas à busca da verdade segundo os padrões científicos de conhecimento do homem encarnado, portanto bastante limitados independentemente da crença em Deus. No entanto, muitos que se proclamam adeptos dessa corrente doutrinária, são de boa formação moral, embora, para eles Deus e a vida futura não existam.

O homem materialista, por lhe faltar a compreensão do futuro, procura sempre sua felicidade nos bens perecíveis e efêmeros. No entanto, embora a felicidade não esteja neste mundo, aqui se encontra o campo infinito de realização e desenvolvimento do seu potencial.

QUESTIONÁRIO:

B - DA ALMA - MATERIALISMO:

1 - Como definir alma?

2 - O Espírito pode estar em dois lugares ao mesmo tempo? Explicar.

3 - Em que consiste o materialismo?

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terça-feira, 31 de maio de 2022

9ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

FINALIDADES DA ENCARNAÇÃO

As sucessivas encarnações são os degraus que o Espírito galga no itinerário da perfectibilidade, ao submeter-se às limitações da existência corporal. Deste modo, as encarnações são necessárias em função do progresso moral e intelectual, para ascender à condição de Espíritos puros.

Quando na ERRATICIDADE o Espírito examina o que fez, reconhece seus erros ou acertos, traça planos e toma resoluções para mais uma etapa de aprendizado, submetendo-se às provas necessárias que farão parte de sua nova existência corpórea. Mas, esta nova experiência não significa para ele punição, e sim, uma condição necessária por força de sua condição moral.

1 - EXPIAÇÃO: "Deus os colocou num mundo ingrato para expiarem suas faltas, através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um mundo mais feliz". (ESE, Cap. III, ítem 13). A expiação consiste em o homem sofrer aquilo que fez os outros sofrerem, abrangendo sofrimentos físicos e morais, seja na vida corporal, seja na espiritual. Tais sofrimentos, quando suportados com resignação, paciência e entendimento, apagam erros passados e purificam o espírito que assim vai, encarnação após encarnação, libertando-se das imperfeições da matéria.

2 - PROVA: Em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o Espírito que o leva a se aperfeiçoar, enveredando pelo caminho da perfeição. Esclarece o Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI, nº. 5: "Crede e orai! Porque a morte é a ressurreição e a vida é a prova escolhida, durante a qual vossas virtudes cultivadas devem crescer e desenvolver-se como o cedro". A prova às vezes confunde-se com a expiação, mas nem todo sofrimento é indício de uma determinada falta. O sofrimento pode ser uma opção do próprio Espírito com o objetivo de acelerar a sua purificação. Deste modo, a expiação será sempre uma prova, mas a prova nem sempre será uma expiação (ESE, Cap. V, nº 9).

3 - MISSÃO: Todos têm uma missão a cumprir, neste ou em outros mundos, mais ou menos adiantados; todos têm um papel a desempenhar dentro da harmonia e do equilíbrio do Universo. Assim, as missões, de um modo geral, enquadram-se em papéis de maior ou menor intensidade, de acordo com a capacidade e a elevação do Espírito reencarnante. Há a missão dos pais, a missão dos governantes, dos mestres, dos homens de ciência, dos escritores, dos artistas, etc..

Mas existem Espíritos missionários que reencarnam com uma missão específica: desempenhar a sublime tarefa de semear a paz, a caridade, o amor ao próximo e de promover o avanço intelectual da humanidade. Para estes, a encarnação não tem a finalidade de prova ou de expiação, mas a missão de acelerar o progresso moral e intelectual de seus irmãos encarnados.

A encarnação, enquanto instrumento divino que permite ao Espírito sua aprendizagem, leva-o a passar por todas as vicissitudes da vida material. Quanto mais rapidamente o Espírito se purificar se assimilar todo seu aprendizado, mais depressa chegará ao destino para o qual foi criado: a perfectibilidade.

QUESTIONÁRIO:

A - FINALIDADES DA ENCARNAÇÃO

1 - Qual a finalidade da reencarnação?

2 - O Espírito progride na erraticidade?

3 - Defina: expiação, prova e missão?

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quinta-feira, 26 de maio de 2022

8ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

O CRISTO CONSOLADOR - O JUGO LEVE

Vinde a mim, todos os que andais em trabalho, e vos achais carregados, e eu vos aliviarei.

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo leve” (Mateus, 11: 28-30).

Jesus recomendou a necessidade de o homem ter fé e esperança para poder enfrentar as dificuldades que encontra na sua caminhada evolutiva. Seu ensinamento nesta passagem é um alerta para o homem, sobre determinadas leis que devem ser observadas; e é o seu cumprimento que o Mestre simboliza como sendo o seu jugo. No entanto, Jesus afirmou que esse jugo é suave, podendo ser suportado por qualquer pessoa; falou também sobre o fardo que todos os homens transportam e que representa os embates da vida terrena, necessários para o aprimoramento espiritual.

Falando sobre os Dez Mandamentos, Jesus preferiu sintetizá-los em apenas dois: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos" (Mt, 22:34-40), acrescentando que nesses singelos mandamentos estão contidos toda a lei e todos os ensinamentos transmitidos pelos profetas. Quem ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, implicitamente está cumprindo todos os outros nove Mandamentos do Decálogo, uma vez que aquele que o cumpre não comete nenhuma das transgressões contidas nos demais.

Além de observar esses Mandamentos, o homem tem outros deveres essenciais para com Deus e para consigo mesmo: o trabalho, a educação, a constituição da família, a iluminação interior. Tudo isso ele tem que cumprir; o que, na realidade, representa um fardo que está sobre seus ombros, mas que jamais é demasiadamente pesado ao ponto de não poder suportá-lo.

Todos os homens estão capacitados a transportar seu próprio fardo; entretanto, as dores, as tribulações, a perda de pessoas amadas, as misérias e as desilusões geram inconformação e representam empecilhos que devem ser transpostos. Muitas vezes sentem-se desfalecer, pois essas dificuldades parecem intransponíveis; e é nestas horas que devem buscar amparo e consolação em Jesus, procurando obter pela prece a sustentação do Mundo Maior, a fim de poderem levar seu fardo até à sua destinação.

Ao afirmar que o seu jugo é suave e que ele é manso e humilde de coração, o Mestre deu ênfase à necessidade de compreender que não é o jugo dos déspotas, dos tiranos, dos rancorosos; é um jugo suave, que leva em conta as fraquezas próprias da condição humana, e que o homem muitas vezes coloca em seu próprio caminho, por falta de vigilância e de oração.

É necessário que o homem saiba suportar o peso do fardo que carrega, submetendo-se ao jugo suave definido por Jesus como sendo a observância das leis de Deus, e dos ensinamentos contidos nos Evangelho.

Os Espíritos que reencarnam vêm com a finalidade de passarem por provas que os tornam mais esclarecidos, mais evoluídos e mais próximos da perfeição, adquirindo novas virtudes e, assim, aproximando-se mais do Criador; entretanto, muitos fracassam nas lutas terrenas e, como consequência, surgem as expiações, muitas vezes dolorosas, fazendo com que eles se reajustem, merecendo novas oportunidades de se enquadrarem nas leis divinas.

Mas, para todos aqueles que creem na vida eterna não lhes falta a fé na vida futura e confiança na justiça de Deus. Para estes, o jugo de Jesus é leve e a esperança e o consolo suavizam suas caminhadas.

BIBLIOGRAFIAS:

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. O CÉU E O INFERNO - ALLAN KARDEC

QUESTIONÁRIO:

C - O CRISTO CONSOLADOR - O JUGO LEVE

1 - O que pretendeu Jesus dizer, quando se referiu ao jugo suave e ao fardo leve?

2 - Por que a fé e a esperança são indispensáveis para enfrentarmos os percalços da vida?

3 - Como tornar nosso fardo leve?

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terça-feira, 24 de maio de 2022

8ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS - ANJOS E DEMÔNIOS

PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS: Ao analisar a progressão dos Espíritos, deve-se levar em conta as seguintes considerações:

A - Espírito e matéria estão sempre associados, pois qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório ou perispírito, cuja natureza se eteriza à medida que ele se depura e se eleva na hierarquia espiritual (LM, item 55).

B - Em sua escalada progressiva para atingir a perfectibilidade, o Espírito deve lutar para que sua natureza espiritual domine sua natureza material, trabalhando os seguintes aspectos:

1 - Desenvolvendo a sua inteligência e adquirindo os conhecimentos que o levarão à verdade, passando pelas provas que Deus lhe impõe;

2 - Despojando-se de influências da matéria, como por exemplo, as sensações dos órgãos, à qual está ligado necessariamente para sua manifestação como Espírito;

3 - Libertando-se dos males como o egoísmo, orgulho, a maldade, etc.. E conquistando as virtudes como a caridade, a humildade, etc...

C - Os Espíritos foram criados iguais, simples e ignorantes, porém todos atingirão a perfectibilidade. Uns chegam mais rapidamente que outros, pois isso depende do livre-arbítrio de cada um, conforme agem dentro da Lei de Causa e Efeito, como diz André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, cap. XII: “Encetando, pois, a sua iniciação no plano espiritual, de consciência desperta e responsável, o homem começa a penetrar na essência da Lei de Causa e Efeito, encontrando em si mesmo os resultados enobrecedores ou deprimentes das próprias ações”. 

A partir destas considerações, chega-se às seguintes conclusões:

a) Não há penas eternas. Os Espíritos não permanecem perpetuamente nas classes inferiores.

Depende de cada um apressar ou não o seu avanço. Quaisquer que sejam a inferioridade e perversidade dos Espíritos, Deus jamais os abandona. Todos têm seu anjo da guarda (Espírito Protetor) que por eles vela. Contudo, o Espírito deve progredir por impulso da própria vontade, nunca por sujeição (O Céu e o Inferno, 1ª. parte, Cap. VII, Código Penal da Vida Futura, item 20).

b) O Espírito pode permanecer estacionário, mas não retrógrada, uma vez que o conhecimento adquirido não mais se perde. Uma vez encarnado pode estar em condição social inferior à sua vida passada, porém nada perde do que adquiriu moral e intelectualmente. Seu desenvolvimento moral e intelectual, como Espírito, é o mesmo (Gênese, cap. XI, nº. 48).

c) Deus não libera os Espíritos das provas que devem sofrer para chegarem à Primeira Ordem, pois se o fizesse, teria de criá-los perfeitos e, como tal, eles não teriam merecimento para usufruir dos benefícios da perfectibilidade conquistada. Os Espíritos não precisam necessariamente passar pela fieira do mal para chegarem ao bem, mas sim pelo caminho da ignorância. Todos têm o livre-arbítrio para escolher entre um e outro caminho, mas é justamente pelo uso correto que fazem de sua escolha é que conquistam o mérito para chegar à Primeira Ordem. O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria liberdade se a escolha não dependesse da vontade e decisão do Espírito em ceder a esta ou àquela influência, boa ou má.

ANJOS e DEMÔNIOS

ANJOS: "Os seres que chamamos anjos, arcanjos, serafins, formam uma categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?" - “Não; são Espíritos puros: Estão no mais alto grau da escala e reúnem em si todas as perfeições” (LE, perg. 128). 

Deste modo, os anjos não são uma criação especial de Deus, mas Espíritos que conseguiram superar as imperfeições próprias da condição humana; são Espíritos puros e, como tal, pertencem à Primeira Ordem, segundo a escala de valores estabelecida pela Doutrina dos Espíritos. Tornam-se mensageiros de Deus, mantendo sob suas ordens Espíritos em diferentes graus de evolução, e manifestam seu amor ora participando da criação de novos mundos em formação, ora trazendo revelações divinas para a evolução da humanidade.

DEMÔNIOS: "Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra?" - Se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus. E Deus seria justo e bom, criando seres infelizes, eternamente voltados ao mal?" (LE, perg. 131). Demônios são, portanto, os Espíritos ainda imperfeitos, transitoriamente desviados do bem e que se comprazem no mal alheio. Pela sua índole imperfeita, estabelecem domínio sobre outros Espíritos, encarnados ou desencarnados.

Pertencem à Terceira Ordem da escala Espírita por se rebelarem contra as provas que lhes tocam e que por isso as sofrem mais longamente. Como o ser humano sempre necessitou de figuras e imagens para firmar-se, idealizou os seres incorpóreos sob forma material, com atributos que lembram as qualidades ou defeitos humanos. Assim, surgiram as formas de anjos para personificar a espiritualidade sublimada e as formas dos demônios para personificar seus atributos ainda da animalidade.

Contudo, a Doutrina Espírita esclarece que as penas não são eternas; o prazo de expiação para os Espíritos imperfeitos está subordinado à sua vontade de melhorar para ascender à categoria de Espíritos puros. Deus não privilegia mais a uns do que a outros, pois é soberanamente justo e bom. Tudo o que acontece de acordo com os preceitos das suas leis divinas se constitui no bem e tudo que lhes for contrário, se constitui no mal. Cedo ou tarde, demônios ou Espíritos imperfeitos ascenderão à categoria de anjos ou Espíritos puros, pois esta é a lei que rege o universo: a evolução do Espírito.

QUESTIONÁRIO:

B - PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS - ANJOS E DEMÔNIOS

1 - O que são anjos e demônios?

2 - Existem penas eternas? Explique.

3 - O Espírito terá que necessariamente passar pelo caminho do mal? Desenvolva.

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quinta-feira, 19 de maio de 2022

8ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS

Conforme o grau de perfeição que tenham alcançado, os Espíritos se classificam em diferentes ordens, segundo uma escala hierárquica de valores, estabelecida na Codificação Espírita para fins meramente didáticos, nada tendo de absoluta. 

Essas ordens são ilimitadas em número, porque não há entre elas uma linha demarcatória traçada como barreira, de maneira que se podem multiplicar ou restringir as divisões à vontade. Não obstante, se considerarmos os caracteres gerais, poderemos reduzi-las a três ordens principais (LE, perg. 97):

PRIMEIRA ORDEM: Espíritos Puros

SEGUNDA ORDEM: Espíritos Bons

TERCEIRA ORDEM: Espíritos Imperfeitos

Allan Kardec esquematiza a escala espiritual a partir dos Espíritos imperfeitos, subdividindo cada ordem de Espíritos em classes e dando seus caracteres em cada uma delas. A partir desta classificação, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridades ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em relação, e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que eles merecem (LE, perg. 100).

Terceira Ordem: Espíritos Imperfeitos: - Caracterizam-se pela ignorância, desejo do mal e apego às paixões que lhes retardam o desenvolvimento, pois neles há o predomínio da matéria sobre o Espírito. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem. Tais características não são iguais para todos, uma vez que progridem e se modificam, à medida que desenvolvem sua inteligência e moralidade, libertando-se da influenciação da matéria. Desta forma os Espíritos imperfeitos classificam-se em diferentes classes:

10ª. CLASSE: ESPÍRITOS IMPUROS: - São inclinados ao mal. Insultam a discórdia e a desconfiança. Usam todos os disfarces para melhor enganar. Sua linguagem é trivial, grosseira e ignorante. Caracterizam-se pela inferioridade moral e intelectual.

9ª. CLASSE: ESPÍRITOS LEVIANOS: - São ignorantes, malignos, inconsequentes e zombeteiros. Sua linguagem muitas vezes é espirituosa e alegre.

8ª. CLASSE: ESPÍRITOS PSEUDOSSÁBIOS: - Seus conhecimentos são bastante amplos, mas julgam saber mais do que realmente sabem. Sua linguagem é presunçosa e contém algumas verdades mescladas com os mais absurdos erros. São presunçosos, orgulhosos e teimosos.

7ª. CLASSE: ESPÍRITOS NEUTROS: - Não são bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para praticarem o mal.

6ª. CLASSE: ESPÍRITOS BATEDORES E PERTURBADORES: - Manifestam sua presença por efeitos sensíveis e físicos. Não formam propriamente uma classe especial na escala evolutiva, pois podem pertencer a todas as classes da terceira ordem.

SEGUNDA ORDEM: ESPÍRITOS BONS: - São os que chegaram ao meio da escala. O desejo do bem e a sua realização decorrem do grau de evolução que atingiram, pois há neles o predomínio do Espírito sobre a matéria e, consequentemente, a busca da sabedoria e da moralidade. Compreendem Deus e sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal (LE, perg. 107).

Os Espíritos Bons classificam-se, conforme o Livro dos Espíritos, em:

5ª. CLASSE: ESPÍRITOS BENÉVOLOS: - Sua qualidade predominante é a bondade, pois seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.

4ª. CLASSE: ESPÍRITOS SÁBIOS: - São livres das paixões, próprias dos Espíritos imperfeitos, preocupando-se mais com as questões científicas do que com as morais. Encaram a ciência por sua utilidade.

3ª. CLASSE: ESPÍRITOS PRUDENTES: - Caracterizam-se pelas qualidades morais e capacidade intelectual elevada, possibilitando uma apreciação dos homens. O progresso intelectual e o progresso moral raramente andam juntos, mas o que o Espírito não consegue em dado tempo, alcança em outro, de modo que os dois progressos acabam por atingir o mesmo nível. (O Céu e o Inferno, 1ª. parte, cap. III, nº. 7 e LE, perg. 192).

2ª. CLASSE: ESPÍRITOS SUPERIORES: - Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada e frequentemente sublime, em decorrência da ciência, sabedoria e bondade que reúnem.

PRIMEIRA ORDEM - ESPÍRITOS PUROS: - São os Espíritos que atingiram o ponto mais elevado da escala evolutiva e pertence à 1ª. Classe. Percorreram todos os degraus da escala espírita e despojaram-se de todas as impurezas da matéria. Possuem superioridade intelectual e moral absolutas, em relação aos Espíritos das outras classes. Não estão mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis e são mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam (LE, perg. 113).

QUESTIONÁRIO:

A - DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS:

1- O que predomina nos Espíritos imperfeitos?

2 - Quais as características do Espírito bom?

3 - O progresso intelectual e o progresso moral andam sempre juntos?

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terça-feira, 17 de maio de 2022

7ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES

"E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os discípulos lhe perguntaram: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? (João, 9:1-2)”.

Deduz-se pela pergunta dos apóstolos, que eles admitiam existir uma causa anterior para que aquele homem nascesse cego. 

Os sofrimentos da vida têm sempre uma causa e essa causa pode ter duas origens: umas estão na vida presente e outras em vidas pregressas.

Face à Justiça Divina, a tese de que o Espírito somente encarna uma vez enfrenta dificuldades intransponíveis para explicar anomalias, quais sejam a perda de entes queridos, a desencarnação precoce de chefes de família, reveses da fortuna, flagelos naturais, enfermidades incuráveis, doenças de nascença, idiotia, deformações físicas e outras modalidades de sofrimento inclusive de ordem moral, frustrando todas as medidas preventivas quer pela prudência, quer pela precaução.

Não são poucos os que clamam aos céus ao verem criaturas de má índole prósperas, favorecidas em todos os sentidos, convivendo lado a lado com os que vivem retamente perante Deus, açoitadas por dores e padecimentos de todos os matizes. À luz da teoria da reencarnação, porém, tudo é facilmente explicado; e com lógica, pois que "a cada um será dado segundo suas obras" (Tiago 2:4-18, 2:24-26; Pedro, 1-17; Apocalipse 20: 12-13).

Não existindo efeitos sem causa, e não se encontrando explicações para as aflições na vida atual, é lógico que se deve remontar às vidas passadas, onde elas tiveram as suas raízes.

Essa conclusão está conforme a justiça de Deus. A desencarnação de crianças em tenra idade muitas vezes após longo sofrimento, suscita questionamentos tais como o de não ter tido tempo de fazer mal nenhum. Nesse caso, o que teriam feito essas almas para serem acometidas de tantos males? Embora seja verdade, porém, é preciso ponderar que se não fizeram o mal, tampouco fizeram o bem; e sabe-se lá o que fizeram em vidas passadas.

As provas e expiações são decisivas para a elevação dos Espíritos e além de guardar relação com suas condutas em vidas passadas, levam-nos a compulsoriamente se reencontrarem a si próprios. Aos sofrimentos por causas anteriores, juntam-se, muito frequentemente, os que são consequências das faltas atuais, de modo que tanto as faltas cometidas em vidas pretéritas, como as que são praticadas na vida presente, sempre requerem reajustes, pois estão de conformidade com a sentença evangélica: "Quem com a espada fere, com espada será ferido"(MT, 26:52), equivalente à Lei de Ação e Reação. Assim, o homem que foi perverso e desumano em vidas passadas, poderá vir a ser tratado com dureza e desumanidade na vida presente; o que foi avarento e perdulário e que fez mau uso da fortuna, poderá renascer em condições de sofrer a falta do necessário; se foi um filho rebelde e ingrato, poderá vir a sofrer idêntico tratamento por parte de seus filhos; se foi um criminoso obstinado, poderá enfrentar duras consequências na vida presente.

Assim se explicam, pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a repartição da felicidade e da infelicidade entre os bons e os maus neste mundo (ESE, cap. V, ítem 7). Aqui, deve-se esclarecer que nem sempre o mal é reajustado ou parcialmente resgatado numa só vida. Algumas vezes o processo de resgate se verifica no decurso de duas ou mais existências.

A pluralidade das existências elucida uma questão que tem levantado muitas indagações: por que uns são felizes e outros infelizes? Neste particular também é conveniente fazer evidenciar que, os que hoje são infelizes, estão num processo de reajustamento de faltas passadas, e, muitos daqueles que hoje desfrutam de felicidade e de prosperidade momentânea, continuarão com suas dívidas, vindo a pagá-las numa vida subsequente; o importante é conhecer que a justiça divina nunca falha.

Espíritos recalcitrantes e rebeldes perdem o direito ao livre-arbítrio de escolherem as tribulações por que devem passar, porém, os Espíritos que se mostram aptos a caminhar no roteiro do bem e estando arrependidos das faltas cometidas, podem escolher o gênero de provas que os levem ao triunfo do resgate bem sucedido. 

Seria ilógico acreditar que todo sofrimento tem por origem uma falta. Em numerosos casos, trata-se de provas escolhidas pelo Espírito, com o fito de acelerar o seu ciclo evolutivo e poder atingir mais rapidamente a perfeição. Desta maneira, chega-se à seguinte assertiva: a expiação serve sempre de prova, mas a prova nem sempre é expiação.

De qualquer maneira, tanto a prova como a expiação são fatores que indicam uma inferioridade relativa, pois o Espírito que tenha atingido a perfeição, jamais precisa ser provado. Deste modo, deve-se considerar-se que as provas e expiações sofridas pelos Espíritos são decisivas para a sua elevação e guardam íntima relação com o que eles fizeram em vidas passadas e o que devem fazer para melhor se reencontrarem a si próprios.

QUESTIONÁRIO:

C - CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES

1 - Qual a relação que existe entre o perispírito e as causas das nossas aflições?

2 - "Quem com a espada fere, com a espada será ferido"? Interprete

3 - As nossas expiações podem ser amenizadas?

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quinta-feira, 12 de maio de 2022

7ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

CENTROS DE FORÇA

O universo é uma conjunção de leis, forças e energias inimagináveis, em incessante movimento de ação e reação, no processo de desintegração, combinação, modificação e renovação dos elementos que o constituem. Inserido na dinâmica desse ambiente existe o homem, cujo universo orgânico se nutre e se mantém pela absorção de energias que irradiam de infinitas fontes cósmicas, desde o Sol, a mais próxima, as que procedem do fundo do espaço infindo, acrescentando-se ainda as energias produzidas pelo meio físico.

Essas energias são absorvidas pelos chamados "centros vitais" ou "centros de força", pois assim como o corpo físico possui seus órgãos fundamentais que lhe regulam a vida material, o corpo perispiritual possui, de forma equivalente, determinados fulcros de energia denominados "centros de força". O perispírito está intimamente regido por sete principais centros de força que se conjugam nas ramificações dos plexos, dos gânglios e da medula do corpo físico. 

Na função de centros vitais, sob o poder diretriz da mente, haurem energia do Fluido Cósmico, a qual transforma-se por sua vez em energia vital, assegurando assim funções complexas, desde o controle da vida orgânica às mais elevadas manifestações psíquicas, passando por todos os mecanismos da vida de relação.

Desta forma, através da qualidade de nossos pensamentos equilibram-se as forças vitais, ao passo que a viciação da mente desarmoniza os centros de força. Disto decorre a importância da elevação dos pensamentos, no sentido de imprimir qualidade aos fluxos energéticos que assimilamos dos mananciais do universo. 

Pensamentos saudáveis vitalizam o corpo físico, ao mesmo tempo que dinamizam os centros de força que ordenam a vasta rede dos processos de manifestação da inteligência. Para melhor entendimento, pode-se classificar os centros de força segundo suas atividades psíquicas ou fisiológicas:

CENTROS DE FORÇA responsáveis pelas atividades psíquicas:

CORONÁRIO: Localizado na região central do cérebro: a - assimila os estímulos do Plano Superior. b - orienta o metabolismo orgânico. c - supervisiona os outros centros vitais.

FRONTAL: Situado na fronte: a - ordena a vasta rede de processos de manifestação da inteligência. b - viabiliza as atividades dos órgãos dos sentidos, administrando assim o sistema nervoso e o sistema endócrino.

CENTROS DE FORÇA responsáveis pelas atividades fisiológicas:

LARÍNGEO: Situado na altura da garganta: a - preside notadamente as atividades de respiração e fonação.

CARDÍACO: Situado na região pré-cordial: a - dirige a emotividade e é responsável pelo equilíbrio geral do sistema circulatório.

ESPLÊNICO: Situado na região do baço: a - regula a distribuição e circulação adequada do volume sanguíneo. b - responsável pela atividade do sistema hepático.

GÁSTRICO: Situado na região do estômago: a - responsável pela digestão e absorção de alimentos.

GENÉSICO: Situado na região do baixo-ventre: a - responsável pelas energias criadoras.

QUESTIONÁRIO:

B - CENTROS DE FORÇA:

1 - Qual o papel dos centros de força para a vida orgânica?

2 - Quais as funções dos centros de força coronário e frontal?

3 - O que fazer para manter os centros de força harmonizados?

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terça-feira, 10 de maio de 2022

7ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PERISPÍRITO

Há nos homens três constituintes fundamentais a serem considerados:

a - O corpo ou ser material, semelhante ao dos animais;

b - A alma ou ser imaterial, Espírito encarnado;

c - O Perispírito, laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito. (Le, perg 135a)

Para dar ideia do que seja o Perispírito, Allan Kardec usou uma comparação muito apropriada ao afirmar: "Como a semente de um fruto é envolvida por um perisperma, o Espírito propriamente dito, também é revestido por um envoltório que, por analogia, se pode chamar de Perispírito" (LE, perg. 93).

A uma pergunta de Kardec, os Espíritos respondem: “O Espírito é envolvido por uma substância que é vaporosa para ti, mas ainda bastante grosseira para nós, suficientemente vaporosa, entretanto, para que ele possa elevar-se na atmosfera e transportar-se para onde quiser” (LE, perg. 93). Esta resposta dos Espíritos é genérica já que a capacidade de cada um está condicionada ao grau de evolução do Espírito, pois nem todos estão em condições de volitar e transportar-se para onde quiserem.

O Perispírito, envoltório fluídico, semimaterial que serve de elo de ligação entre a alma e o corpo, é o intermediário de todas a sensações que o Espírito recebe e pelo qual transmite sua vontade ao exterior e atua sobre os órgãos do corpo. (LM, ítem 54). 

A alma nunca fica desligada do seu Perispírito, mesmo após sua desencarnação. Qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório, cuja natureza se eteriza à medida que se depura e se eleva na hierarquia espiritual.

De sorte que a ideia de forma é inseparável da de Espírito e não se concebe uma sem a outra.

O Perispírito faz, portanto, parte integrante do Espírito, como o corpo o faz do homem (LM, ítem 53). 

O corpo físico é uma exteriorização aproximada do corpo espiritual, já que ele deve compatibilizar-se e subordinar-se aos imperativos da hereditariedade e da matéria grosseira. 

A "morte" é a destruição do corpo físico, o invólucro mais grosseiro. 

O Espírito conserva, porém, o Perispírito, embora etéreo e invisível ao homem no seu estado de encarnado.

1 - ORIGEM E NATUREZA DO PERISPÍRITO

ORIGEM: "De onde tira o Espírito o seu envoltório semimaterial? - Do fluido universal de cada globo. É por isso que ele não é o mesmo em todos os mundos; passando de um mundo para outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa" (LE, perg. 94). O Espírito utiliza-o de acordo com suas necessidades evolutivas, com o fim de formar seu corpo de manifestação e de atuação sobre a matéria.

NATUREZA: Quanto à sua natureza, é composto por uma matéria mais ou menos sutil, intangível, em virtude do seu estado fluídico; sua condensação será maior ou menor segundo a natureza peculiar a cada mundo, e segundo o grau de evolução do Espírito. Um Espírito chamado a viver em determinado meio, dele extrai seu perispírito. 

Conforme seja esse Espírito mais ou menos evoluído, seu perispírito se formará respectivamente das partes mais puras ou mais grosseiras do fluido do próprio mundo no qual se encarna. Daí resultam três considerações importantes:

1 - A constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos;

2 - O perispírito modifica-se à medida que o Espírito progride no transcorrer de suas encarnações;

3 - Os Espíritos superiores, encarnando-se em missão em um mundo inferior à sua condição, têm naturalmente um perispírito menos grosseiro que os demais.

2 - PROPRIEDADES DO PERISPÍRITO

A - QUANTO À FORMA: Expansibilidade e flexibilidade

Pela sua natureza fluídica, semimaterial, o perispírito possui estas características, pois ele não se encontra preso ao corpo material como se estivesse em uma caixa. Submete-se à vontade do Espírito, e é assim que ele se apresenta em sonhos ou no estado de vigília, podendo inclusive tornar-se visível e até mesmo palpável. Por ser de extrema plasticidade, irradia-se para o exterior e forma em torno do corpo material uma atmosfera, que o pensamento e a força de vontade podem dilatar ou contrair.

ASSIMILAÇÃO: O perispírito tem a propriedade de assimilar os fluidos do ambiente. Se as emanações fluídicas são de boa natureza, o corpo recebe impressões salutares; se são más, a impressão é penosa.

B - QUANTO À DENSIDADE:

Nos Espíritos mais evoluídos, sua natureza é menos densa, enquanto que nos Espíritos mais inferiores é mais grosseiro.

PENETRABILIDADE: É a faculdade que o Espírito tem, através do perispírito, de entrar em qualquer ambiente. O mundo material não lhe apresenta obstáculos de qualquer espécie.

FUNÇÕES DO PERISPÍRITO:

1 - MODELO ORGANIZADOR BIOLÓGICO

O perispírito é o molde ou arcabouço do corpo físico, através do qual o Espírito, enquanto agente modelador irá comandar fluidicamente as células que se condensam no corpo carnal.

Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às novas necessidades; aperfeiçoa-o, desenvolve-o e completa o organismo à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência (A Gênese, cap. XI, item 11)

2 - ADAPTAÇÃO ÀS CIRCUNSTÂNCIAS AMBIENTAIS:

Sendo intermediário entre o Espírito e corpo físico, o perispírito permite ao Espírito o acesso, a adaptação às circunstâncias ambientais, recebendo sensações do Espírito, e ao mesmo tempo transmitindo sua vontade sobre os órgãos do corpo físico. 

Efetivamente, é o perispírito que torna o Espírito sensível ao mundo natural, agindo e reagindo ao ambiente. Ao mesmo tempo, tudo o que o Espírito percebe e vivencia, o perispírito registra em si mesmo, como um arquivo que mantém todas as vivências do passado.

3 - REGISTRO DAS VIVÊNCIAS:

Tudo o que o Espírito percebe e vivencia no ambiente natural, o perispírito registra em si mesmo, como uma memória orgânica que guarda toda atividade reflexa e automática.

Portanto, sob o aspecto biológico, o perispírito é o arquivo das alterações físicas; sob o aspecto moral, ele é apenas a exteriorização dos pensamentos do Espírito, revelando assim seu grau de evolução espiritual.

QUESTIONÁRIO:

A - PERISPÍRITO

1 - Como definir o perispírito?

2 - Qual a origem do perispírito?

3 - Quais as propriedades do perispírito?

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