CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

terça-feira, 30 de julho de 2013

9ª AULA PARTE A CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

NECESSIDADE DA CARIDADE SEGUNDO PAULO

A Caridade Segundo Paulo

Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine. E se eu tiver o dom da profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda a fé, até ao ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada. E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se, todavia, não tiver caridade, nada disto me aproveita.

A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade.

Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

A caridade nunca, jamais há de acabar, ou deixem de ser lugar as profecias, ou cessem as línguas, ou seja abolida a ciência. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três virtudes; porém a maior delas é a caridade. (Paulo, I Coríntios, 13:1-8 e 13).

Paulo compreendeu tão profundamente esta verdade, que coloca a caridade acima da própria fé. Porque a caridade está ao alcance de todos, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre; e porque independe de toda a crença particular. E define a verdadeira caridade, mostrando-a não somente na beneficência, mas no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

Por Paulo, a máxima: Fora da caridade não há salvação retornou ao tema em 1860 em Paris, numa comunicação, dizendo: “Pois nela estão contidos os destinos dos homens sobre a terra e no céu, porque aqueles que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor”.

Encerrando a sua mensagem, traz a exortação: “Meus amigos, agradecei a Deus, que vos permite gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos torna melhores cristãos. Fazei, pois, que, ao vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam”.

BIBLIOGRAFIA:

Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo

QUESTIONÁRIO:

1 - Segundo Paulo, quais as características da caridade?

2 - Analise a frase: "Fora da caridade não há salvação".

3 - Na sua opinião, o que é caridade?

terça-feira, 23 de julho de 2013

8ª AULA PARTE B CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

Parentesco Corporal e Espiritual:

“Os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais”. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este existia antes da formação do corpo. O pai não gera o Espírito do filho: fornece-lhe apenas o envoltório corporal. Mas, deve ajudar seu desenvolvimento intelectual e moral, para o fazer progredir.

“Os espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são os mais frequentemente Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena”.

Mas, pode ainda acontecer que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem também por seu antagonismo na terra, a fim de lhes servir de prova.
Os verdadeiros laços de família não são, portanto, os da consanguinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos, que unem os Espíritos, antes, durante e após a encarnação.

Donde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem, pois, atrair-se procurar-se, tornarem-se amigos, enquanto dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, como vemos todos os dias.

Problema moral, que só o Espiritismo podia resolver, pela pluralidade das existências.

Há, portanto, duas espécies de famílias: as famílias por laços espirituais e as famílias por laços corporais.

As primeiras duradouras fortificam-se pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das diversas migrações da alma.

As segundas, frágeis como a própria matéria, extinguem-se com o tempo, e quase sempre se dissolvem moralmente desde a vida atual.

Foi o que Jesus quis fazer compreender, dizendo aos discípulos; “Eis minha mãe e meus irmãos”, ou seja, a minha família pelos laços espirituais, pois “quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

A hostilidade de seus irmãos está claramente expressa no relato de São Marcos, desde que, segundo este, eles se propunham a apoderar-se d’Ele, sob o pretexto de que perdera o juízo.

Avisado de que haviam chegado, e conhecendo o sentimento deles a seu respeito, era natural que dissesse, referindo-se aos discípulos, em sentido espiritual: “Eis os meus verdadeiros irmãos”. Sua mãe os acompanhava, e Jesus generalizou o ensinamento, o que absolutamente não implica que ele pretendesse que sua mãe segundo o sangue nada lhe fosse segundo o Espírito, só merecendo a sua indiferença. “Sua conduta, em outras circunstâncias, provou suficientemente o contrário”. (E.S.E., cap. XIV, item 8).

BIBLIOGRAFIA:

Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo

QUESTIONÁRIO:

1 - Quais são os verdadeiros laços de família?

2 - Quais são as duas espécies de famílias existentes?

3 - O que Jesus quis dizer com a expressão "eis minha mãe e meus irmãos"?

terça-feira, 16 de julho de 2013

8ª AULA PARTE A CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

CASAMENTO, DIVÓRCIO

A) CASAMENTO, DIVÓRCIO

CASAMENTO: Conceito:

O casamento é uma instituição divina, inserida na Lei de Reprodução e fundada na união conjugal, para que se opere a renovação e a espiritualização dos seres. Ele implica no “regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua”, como bem define Emmanuel.

Segundo Kardec, “o casamento é um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas porque estabelece a solidariedade fraterna e se encontra entre todos os povos, embora nas mais diversas condições”.

A despeito da chamada “crise do casamento” moderna, abolir o casamento, de fato, significaria um retorno à infância da Humanidade, colocando o homem abaixo de alguns animais que lhe dão o exemplo das uniões constantes. A união livre e fortuita dos sexos, realmente, reflete o estado de natureza, colocando o homem na condição de barbárie.

As leis

A união pelo casamento reflete as Leis Divinas, leis imutáveis e perfeitas, que estabelecem a perpetuação da espécie pela reprodução e evolução dos seres. Aí predomina a Lei do Amor, exclusivamente de caráter moral, que paira acima das condições eminentemente físicas do casamento.

Em relação à lei civil (lei humana que traz em si o caráter da falibilidade), “não há em todo o mundo, e mesmo na cristandade, dois países em que elas sejam absolutamente iguais, e não há mesmo um só em que elas não tenham sofrido modificações através dos tempos”.

“Resulta desse fato que, perante a lei civil, o que é legítimo num país e em certa época, torna-se adultério noutro país e noutro tempo”.

Todavia, Deus quis que as criaturas se unissem não apenas pelos laços carnais, mas também pelos da alma, “a fim de que a mútua afeição dos esposos se estenda aos filhos, e para que sejam dois, em vez de um, a amá-los, tratá-los e fazê-los progredir”. “Imperioso, porém”, diz Emmanuel, “que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso mesmo, não deve haver qualquer desconsideração entre si”.

Formas e aspectos do casamento:

Os casamentos podem ser classificados em função dos interesses de cada criatura e muitas vezes até de interesses de ordem familiar, por força das fortunas envolvidas; das afinidades, sejam elas de natureza espiritual, intelectual ou meramente cultural; dos resgates e oportunidades de evolução, casamentos estes precedidos de cuidadosa programação para que seja bem sucedida a união, seja em relação aos cônjuges, seja em relação aos filhos, seja em relação à parentela.

Entre os aspectos fundamentais do casamento, há que se considerar:
a) a família, em que cada individualidade deverá exercitar com esmero a paternidade e a maternidade;

b) o namoro, quando surge aquele “suave encantamento”, a que se refere Emmanuel, em que tudo se tolera;

c) o ambiente doméstico, escola viva da alma, onde as criaturas se matriculam para o aprendizado em comum, para os reajustes e o crescimento;

d) a energia sexual, que se apresenta como recurso da lei de atração, para unir os Espíritos em torno da oportunidade de autodescobrimento e de reajuste;

e) o compromisso cármico, que nos mostra a necessidade do reencontro para o acerto perante a lei de causa e efeito, devido às nossas responsabilidades esposadas em comum.

Por tudo isso, observa-se que os cultos religiosos não são senão exterioridades, elementos transitórios da equação da vida em comum, compreensíveis em épocas mais recuadas, porém sem nenhuma utilidade prática no contexto da vida eterna.

Na Doutrina Espírita não se realizam casamentos, da mesma forma que não se ministram batismos ou quaisquer sacramentos, pois no Espiritismo não há ritual de nenhuma espécie.

O verdadeiro batismo é o de fogo e do espírito, como ensinava Jesus.

O verdadeiro casamento é aquele que se procura compreender sob a ótica das leis naturais ou divinas, em sua essência, liberto dos convencionalismos humanos, propriamente ditos, sabidamente transitórios.

Divórcio:

Quando Kardec perguntou aos Espíritos acerca da indissolubilidade absoluta do casamento, estes lhe responderam que “é uma lei humana, muito contrária à lei natural”. (L.E., 697).

Numa outra questão, complementando esse entendimento, sentenciaram: “em primeiro lugar, as vossas leis são erradas, pois acreditais que Deus vos obriga a viver com aquele que vos desagradam?” (L.E.940).

Jesus também não condenava objetivamente o divórcio, mas enfatizava que muitas coisas ocorriam devidas à dureza dos nossos corações. Embora não sendo contrário à lei de Deus, o divórcio interrompe o processo de harmonização entre as criaturas, transferindo o compromisso e a solução dos problemas comuns para as existências posteriores. Trata-se de uma dolorosa cirurgia psíquica, somente admissível em casos extremos, quando ele se constituir no mal menor.

BIBLIOGRAFIA:

Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos
Xavier, F.C. - Vida e Sexo

QUESTIONÁRIO:

1 - O que é o casamento, na visão espírita?

2 - Cite dois aspectos fundamentais do casamento?

3 - Como entender o divórcio?

terça-feira, 9 de julho de 2013

7ª. AULA PARTE B CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

O Evangelho no Lar

Lar, a nossa primeira escola, quando o Espírito tem a oportunidade de vestir a roupagem da inocência e da candura, passando pela fase do aquecimento e chega às mãos dos pais, na graça e na ternura de uma criança.

A terra está preparada; depende da nossa boa vontade semear o bem.

O Lar é o coração do organismo social (Espírito: Sheila).

Organizemos nosso agrupamento doméstico à Luz do Evangelho.

Diz Jesus: “A paz do mundo começa entre quatro paredes”.

Seremos lá fora, no grande campo de experiência pública, aquilo que aprendemos no Lar.

Portanto, os pais não podem falhar para com seus filhos, do contrário, eles falharão com a sociedade, com o próximo e com eles mesmos; serão como a casa edificada na areia movediça: vindo os rios do progresso, os ventos da renovação, haverá grande ruína.

Devemos conservar entre nossos familiares a chama da esperança, estudando em casa a Revelação Divina, a Boa Nova de Jesus, praticando a fraternidade e crescendo em sabedoria, pedindo a Deus o desenvolvimento da humanidade e amor em nossos corações.

Disse Jesus: “Onde estiverem duas ou mais criaturas reunidas em meu nome, eu entre elas estarei.” (Mateus, l8:20).

Conscientes da grande responsabilidade, devemos assumir a postura de Espíritos imortais, criados com amor e para o amor; vamos convidar nossos familiares para o estudo da Boa Nova, marcando dia e hora apropriados para todos.

O dia passa a ser especial; o horário é nobre, pois vamos receber a visita de Jesus, através de seus mensageiros.

Nós sabemos: o Evangelho é Luz e quando chega em nossa casa, as trevas batem em retirada.

Preparação para o Evangelho no Lar: Chegou o dia; desde a manhã, pensamentos elevados, conversação edificante e trabalho normal.

Aproximando-se a hora do Evangelho, colocar música clássica ou música à luz da oração (é opcional); a água para ser fluidificada, também; porém, se houver alguém doente, pode-se colocar um copo com água em nome dessa pessoa, lembrando-se: “Eu sou o Médico das almas e vim para os doentes”. (Jesus)

Se o telefone tocar, atenderemos cordialmente e diremos que estamos fazendo o Evangelho e, após este, tornaremos a ligar.

Se a campainha, a mesma coisa: iremos à porta e faremos o convite para entrar e explicaremos com rápidas palavras sobre a reunião, permitindo à visita assistir ao nosso Culto Cristão no Lar.

Na hora das vibrações, envolver os visitantes em muita paz, saúde, agradecer-lhes a presença.

ROTEIRO PARA REALIZAÇÃO

1 - Início da Reunião.

Iniciar com uma prece simples e espontânea, recepcionando carinhosamente o Mentor Espiritual e todos os irmãos dos dois planos que ali se fazem presentes. Buscamos o silêncio íntimo, assim podendo sentir a presença de Jesus, e pedimos:

Senhor, dá-nos tua inspiração na leitura evangélica de hoje; sustenta-nos com o teu amor através de teus mensageiros, para que possamos assimilar os ensinamentos e colocá-los em prática em nosso dia a dia.

2 - Leitura do Evangelho.

Fazer leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo, começando da

“Introdução”, lendo um pequeno trecho em cada reunião, com voz audível, calmamente, para que todos possam entender; a leitura deve ser metódica e sequente, dando o caráter de aula.

É a escola de Jesus em nosso lar, onde os alunos carentes somos nós, a matéria a ser estudada é o Evangelho e o Mestre é Jesus.

3 - Comentários sobre o texto lido.

Os comentários são breves, feitos por todos, e cada um expõe o que entendeu da leitura; se tivermos dificuldade, leiamos de novo e, então, comenta-se cada parágrafo. Certamente, os Mentores Espirituais estarão nos ajudando, a compreender a lição, a fim de a assimilarmos com facilidade.

É exatamente nesta hora que recebemos a aula e passamos o ensinamento evangélico; não é comunicação mediúnica, mas sim as bênçãos do Alto chegando até nós pela inspiração divina de Amigos abnegados, que trazem amorosamente as orientações necessárias, não só da leitura, como também sobre os problemas atuais que podem e devem ser comentados à luz do Evangelho, em especial as questões familiares.

4 - Vibrações.

Este é o momento de muita importância da reunião. Lembremos das palavras de Jesus: “Vós sois Luz (...) podeis fazer o que eu faço e muito mais”. Jesus estava se referindo à potencialidade do Espírito, ao poder da mente quando canalizada para o bem, quando passamos para a condição de doadores. É um exercício de doação com o seu mecanismo na horizontal, usando nossa energia acionada pela vontade. Todos nós temos algo de bom a dar em favor do próximo, em benefício da humanidade.

Deve-se destacar um membro da reunião para dirigir estas vibrações, com tonalidade de voz moderada, e os demais acompanharão com o pensamento, procurando doar paz, amor, saúde, e equilíbrio. O valor da vibração está no impulso mental que é dado, na vontade firme e sincera de querer ajudar, na dedicação e amor aos semelhantes, acreditando no poder da fé, na fé racionada. Pensando, criamos através do pensamento d’Aquele que nos criou (Deus).

5 - Prece de encerramento.

No final, proferir a prece também simples e espontânea de agradecimento ao Senhor da vida e ao Plano Espiritual, que deram sustentação a nós neste “Evangelho no Lar”.

A Reunião tem duração de vinte a trinta minutos.

A Conversação no Lar, após o Evangelho, deve ser edificante, iluminada pelo amor e pela prática de compreensão mútua, sem o que o objetivo da reunião não será alcançado. Procurar permanecer nesta calma e vivenciar na medida do possível as lições aprendidas durante a reunião.

A prática das orientações recebidas é imprescindível; a nossa fala comportamento, olhar, pensar e agir, tudo deve ser guarnecido de vibrações radiantes do Evangelho, para que nossos irmãos nos possam ver como verdadeiro Evangelho Vivo. Sim, porque a fé sem obras é morta.

BIBLIOGRAFIA:

Compri, Maria Tonietti - Experiências à Luz do Evangelho no Lar.

QUESTIONÁRIO

1 - Qual a finalidade do "Evangelho no Lar"?

2 - Quais os itens que compõem o roteiro do "Evangelho no Lar"?

3 - Na sua opinião, qual a maior motivação para a prática de "Evangelho no Lar"?

terça-feira, 2 de julho de 2013

7ª AULA PARTE A CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP


JESUS NO LAR

A lição de Jesus, a respeito do Culto Cristão no lar, foi transmitida por Néio Lúcio, da seguinte forma:

Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversa que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade.

- Simão, que faz o pescador, quando se dirige ao mercado com os frutos de cada dia?
O apóstolo pensou por alguns momentos e respondeu-lhe hesitante:

- Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos de pesca.

- E o oleiro? Que faz para atender à tarefa que se propõe?

- Certamente Senhor, redarguiu o pescador intrigado, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.

O amigo celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:

- E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

O interlocutor, muito simples informou sem vacilar:

- Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.

Calou-se Jesus por alguns instantes, a aduziu:

- Assim, também, é o lar diante do mundo.

O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma.

A casa do homem é a legitima exportadora de caracteres para a vida comum.

Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe?

A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos.

Se não aprendermos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações?

Se não nos habituarmos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?

Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:

- Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procurem a assistência fraterna, uma claridade nova.

A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebe o Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento?

O pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu.

Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão.

Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no mestre os olhos humildes e lúcidos e como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou tímido:

- Mestre seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

BIBLIOGRAFIA:

Xavier, F.C. - Jesus no Lar (Pelo Espírito Néio Lúcio)

QUESTIONÁRIO:

1 - Quais as palavras de Jesus para caracterizar o lar, segundo a narrativa de Néio Lúcio?

2 - Como e onde Jesus instituiu o primeiro culto (cultivo) do Evangelho no Lar?


3 - Na sua opinião, qual a importância desta lição?

terça-feira, 25 de junho de 2013

6ª AULA PARTE B CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Esse livro de doutrina terá considerável influência, pois que explana questões capitais, e não só o mundo religioso encontrará nele as máximas que lhe são necessárias, como também a vida prática das nações haurirá dele instruções excelentes. Fizeste bem enfrentando as questões de alta moral prática, do ponto de vista interesses gerais, dos interesses sociais e dos interesses religiosos.

A dúvida tem que ser destruída; a terra e suas populações civilizadas estão prontas; já de há muito os teus amigos de além-túmulo as arrotearam; lança, pois, a semente que te confiamos, porque é tempo de que a terra gravite na ordem irradiante das esferas e que saia, afinal da penumbra e dos nevoeiros intelectuais.

Estas reflexões, em comunicação do Espírito que orientava Kardec, respondem à sua pergunta: ”Que pensas da nova obra que trabalho neste momento?”. (Obras Póstumas, 2ª parte, 9 de agosto de 1863).

Surge O Evangelho Segundo o Espiritismo e, em sua “Introdução” são explicitados os objetivos e plano de elaboração.

Podemos dividir as matérias contidas nos Evangelhos em cinco partes:

1) Os atos comuns da vida do Cristo;

2) Os milagres;

3) As profecias;

4) As palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja;

5) O ensino moral.

Se as quatro primeiras partes têm sido objeto de discussões, a última permanece inatacável.

Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É o terreno em que todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam as suas crenças. Porque nunca foi objeto de disputas religiosas, sempre e por toda a parte provocada pelos dogmas.

E prossegue: Reunimos nesta obra os trechos que podem constituir, propriamente falando, um código de moral universal, sem distinção de cultos. Nas citações conservamos tudo o que era de utilidade ao desenvolvimento do pensamento, suprimindo apenas as coisas estranhas ao assunto.

As máximas foram agrupadas e distribuídas metodicamente segundo a sua natureza, de maneira a que umas se deduzissem das outras, tanto quanto possível.

O Evangelho Segundo o Espiritismo constitui-se de um prefácio, vinte e sete capítulos e uma coletânea de prece. Tem sete conexões com o Antigo Testamento e cento e trinta e quatro com o Novo Testamento.

Segundo a natureza dos assuntos, os três primeiros se encadeiam: “Não vim destruir a lei”; “Meu reino não é deste mundo”; “Há muitas moradas na casa de meu Pai”.

Deduzem-se dos outros, tanto quanto possível. Esta obra é disposta numa ordem lógica, aborda aspectos filosóficos e científicos e trata dos ensinamentos de Jesus, em seu aspecto moral.

Perpetuando-se ao longo dos séculos, citamos os ensinamentos:

- O Espiritismo é a Ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material.

- Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. (Cap. XVII, item 4).

- Fé inabalável é só a que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade. (Cap. XIX, item 7).

- Fora da caridade não há salvação. (Cap. XV, item 10).

Edgard Armond, em seu livro O Redentor, escreve no Prólogo: “O Espiritismo arrancou o Evangelho das sombras místicas das concepções dogmáticas e o apresentou ao povo, indistintamente, aberto e refulgente, expressivo e edificante, como a força que mais poderosamente realiza transformações morais, no mais íntimo das almas, e impulsiona os homens para as luzes da redenção”.

BIBLIOGRAFIA:

Armond, Edgard - O Redentor

Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo

Kardec, Allan - Obras Póstumas.

QUESTIONÁRIO:

1 - O que é O Evangelho Segundo o Espiritismo?

2 - Por que Kardec priorizou os ensinamentos morais de Jesus neste livro?

3 - Na sua opinião, qual a importância de O Evangelho Segundo o Espiritismo?

terça-feira, 18 de junho de 2013

6ª AULA PARTE A CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP


A PARÁBOLA DO SEMEADOR

Introdução – Conceito de Parábola:

Há dois mil anos, Jesus esteve conosco, trazendo lições para as multidões que o seguiam.

Falou a seus discípulos, em certa ocasião: “Muitas das coisas que vos digo ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis, por isso é que vos falo por parábolas. Mais tarde, porém, enviar-vos-ei o Consolador, o Espírito da Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-los explicará todas”. (Jô, 14 e 16).
Que é uma Parábola? – É uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior. Pode ser considerada uma narração alegórica que encerra doutrina moral. Sendo que, alegoria é a exposição de um pensamento sob a forma figurada.

A Doutrina espírita vem trazer novos ensinamentos necessários ao nosso melhor entendimento sobre as lições em forma de parábolas, que Jesus nos trouxe.

Jesus, sobre muitos os pontos se limitou a lançar o gérmen de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas.

Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas ideias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave.

Essas ideias não poderiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A Ciência devia contribuir poderosamente para o aparecimento e desenvolvimento dessas ideias. Era preciso, pois, dar tempo à Ciência para progredir. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I, item 4).

 “Naquele dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à borda do mar”.

E vieram para ele muitas gentes, de tal sorte que, entrando em uma barca, se assentou; e toda a gente estava em pé na ribeira.

E lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis aí que saiu o que semeia a semear.

E quando semeava, uma parte das sementes caiu junto da estrada, e vieram as aves do céu, e comeram-na. Outra, porém, caiu em pedregulho, onde não tinha muita terra, e logo nasceu porque não tinha altura da terra. Mas saindo o sol a queimou, e porque não tinha raiz, se secou.

Outra igualmente caiu sobre os espinhos, e cresceram os espinhos, e estes a sufocaram.

Outra enfim caiu em boa terra, e dava fruto, havendo grãos que rendiam a cento por um, outros a sessenta, outros a trinta. O que tem ouvidos de ouvir, ouça. (Mateus, 13:1-9).

“Ouvi, pois, vós outros, a parábola do semeador”. Todo aquele que ouve apalavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto da estrada.

E o recebeu a semente no pedregulho, é o que ouve a palavra, e a recebe com alegria, mas como não tem raiz em si mesmo, chegando as angústias e perseguições, ofende-se.

E o que foi semeado entre espinhos, este é o ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa.

E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra e a entende, e dá fruto; e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um” (Mateus, 13:18-23).

A parábola da semente representa perfeitamente as diversas maneiras pelas quais podemos aproveitar os ensinamentos do Evangelho.

Quantas pessoas há, na verdade, para as quais eles não passam de letra morta, que, à semelhança das sementes caídas nas pedras, não produzem nenhum fruto!

Outra aplicação, não menos justa, é a que se pode fazer às diferentes categorias de espíritas.
Não nos oferece o símbolo dos que se apegam apenas aos fenômenos materiais, não tirando dos mesmos nenhuma consequência, pois que neles só veem um objeto de curiosidade?

Dos que só procuram o brilho das comunicações espíritas, interessando-se apenas enquanto satisfazem-lhes a imaginação, mas que após ouvi-las, continuam frios e indiferentes como antes.

Que acham muito bons os conselhos e os admiram, mas para aplicá-los aos outros e não a si mesmos.

Desses, finalmente, para os quais essas instruções são como as sementes que caíram na boa terra e produzem frutos. (O Evangelho Segundo o Espiritismo).

BIBLIOGRAFIA: Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo.

QUESTIONÁRIO

1 - O que é uma parábola?

2 - Por que Jesus muitas vezes falou por parábolas?

3 - Como se pode comparar as sementes da parábola às diferentes categorias de espíritas?

terça-feira, 11 de junho de 2013

5ª AULA PARTE B CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP


O Valor da Prece

“E quando orardes, não imiteis os hipócritas que costumam exibir-se, orando em pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas, quando orardes, entrai em vosso quarto e fechai a porta, orai a vosso Pai em secreto, e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos recompensará. E quando orardes, não faleis muito, como fazem os gentios, que pensam que é pelo muito falar que serão ouvidos. Não vos torneis, pois, semelhantes a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes mesmo que lho peçais.” (Mateus, 6: 5-8.).

"Por isso vos digo: tudo o que pedirdes, orando, crendo que o haveis de obter, ser-vos-á dado. Mas quando vos puserdes em oração, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-a, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. Pois, se vós não perdoardes também vosso Pai que está nos céus, não vos perdoará os vossos pecados.” (Marcos, 11: 24-26.).

"E propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, como se fossem justos, e desprezavam os outros: Subiram dois homens ao templo para orar; um era fariseu, o outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava no seu interior desta forma: 'Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de tudo o que possuo'. O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos para o céu, mas batia no seu peito, dizendo: 'O Deus, tem piedade de mim pecador.' Digo-vos que este voltou justificado para a sua casa, e não o outro, porque todo o que se exalta será humilhado, e todo o que se humilha será exaltado. "(Lucas, 18:9-14).

As qualidades da prece foram, assim, distintamente definidas por Jesus, quando nos recomendou que, ao orarmos, não procurássemos exibir-nos, mas que fizéssemos sem afetação, em segredo, com simplicidade e sem muitas palavras, porque não será pelo muito falarmos que seremos ouvidos, mas pela sinceridade com que fizermos a prece.

Se tivermos algum ressentimento com alguém, devemos perdoá-lo antes de orarmos, porque somente será agradável a Deus a prece dita com fé, com fervor e sinceridade, plena de caridade com o próximo.

Na prece devemos tomar uma atitude humilde como a do publicano, e não orgulhosa como a do fariseu.

Muitos contestam a eficácia da prece sob a alegação de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, será supérfluo que lha exponhamos, acrescentando ainda que as nossas súplicas não podem modificar os desígnios de Deus, já que todo o Universo se encadeia por leis eternas e imutáveis.

Compreendemos e concordamos que as leis de Deus são eternas e

sábias e devem ser cumpridas, porém, nem todas as circunstâncias de nossas vidas estão submetidas à fatalidade.

Somos senhores de um livre-arbítrio relativo para dele fazermos uso e tomarmos iniciativa, e se Deus nos deu raciocínio e inteligência foi para que deles nos servíssemos, assim como da vontade para querermos e da atividade para agirmos.

De nossa iniciativa se originam acontecimentos que escapam forçosamente à fatalidade e que nem por isso destroem a harmonia das leis universais; assim, Deus pode atender a certos pedidos sem infirmar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, dependendo sempre isso do consentimento de Sua vontade.

Seria ilógico também concluir que basta pedirmos, para obtermos tudo o que quisermos.

Invariavelmente obteremos respostas para nossas súplicas, porém a concessão nem sempre vem de acordo com nossos desejos, ou melhor, a imperfeita compreensão que temos das nossas verdadeiras necessidades nos leva a concluir, erradamente sobre a não satisfação dos nossos pedidos.

A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximasse Dele; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer. (L.E., 659).

Devemos orar no começo e no fim de cada trabalho: no começo para elevarmos nossas alma e atrairmos os Espíritos esclarecidos e bons, e no fim, para agradecermos os benefícios e ensinamentos que houvermos recebido.

Seja a nossa prece curta, humilde e fervorosa, muito mais um transporte do nosso coração do que uma fórmula decorada.

A prece, para ser eficaz, não deve ser uma recitação, mas um ato de vontade capaz de atrair as boas vibrações do Plano Espiritual e as irradiações do Divino Foco.

A prece deve ser improvisada de preferência, porque assim a preocupação com o que estamos dizendo, prende a nossa atenção e favorece o nosso desprendimento.

Deve ser curta. Não é a quantidade de palavras que representa o verdadeiro sentimento da criatura.

A prece deve ser cultivada, não para que sejam revogadas as disposições das leis divinas, mas, a fim de que a coragem e a paciência inundem o coração de fortaleza nas lutas ásperas, porém necessárias.

A alma, em se voltando para Deus, não deve ter em mente senão a humildade sincera na aceitação de sua vontade superior.

 "Ninguém pode imaginar, enquanto na Terra, o valor, a extensão e a eficácia de uma prece, nascida na fonte viva do sentimento.” ("Mediunidade no lar", mensagem de Emmanuel).

Oração Dominical - De todas as preces, o "Pai Nosso", ou oração dominical, é a que por consenso ocupa o primeiro lugar, quer porque foi ensinada pelo próprio Mestre, quer porque a todas pode substituir, conforme o pensamento que se lhe atribui. É o mais perfeito modelo de concisão, verdadeira obra-prima de sublimidade em sua simplicidade.
Apesar de breve, resume nas suas sete proposições todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo; é uma profissão de fé, um ato de adoração e de submissão, o pedido de coisas necessárias à vida e o princípio da caridade.

“Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Assim seja.” (Mateus,VI,9-13) (Em Lucas, acrescenta-se: "Pois vossos são o reino, o poder e a glória, para sempre.)

Bibliografia: KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. XAVIER, F. C. - Emmanuel.

Questionário

1) O que é a prece?

2) Como devemos orar para que a prece tenha valor?

3) Na sua opinião, qual é o valor da prece?

terça-feira, 4 de junho de 2013

5ª AULA PARTE A CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP


O MAIOR MANDAMENTO

"Mas os fariseus, tendo sabido que Ele fizera calar os saduceus, se reuniram em conselho. E um deles, que era doutor da lei, para o tentar fez esta pergunta: Mestre, qual é o grande mandamento da lei! Respondeu Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante ao primeiro é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas. "(Mateus, 22:34-40) Vejam-se também: Marcos, 12:28-34 e Lucas, 10:25-28).

Verdadeiramente, Jesus proclamou por esses dois mandamentos ("amar a Deus e ao próximo"), que fazer isso vale muito mais do que seguir todas as fórmulas e todos os cultos, ou praticar holocaustos e fazer todos os sacrifícios, porque no amor a Deus e ao próximo está consubstanciada a única e universal religião, que há de levar o gênero humano à unidade e à realização de seus destinos, pela solidariedade e a fraternidade.

Na mensagem maravilhosa de Jesus para as criaturas, Deus é Pai e todos os homens são irmãos!

Com esse mandamento maior, o Mestre substituiu o Decálogo, isto é, os dez mandamentos de Moisés, pois quem ama a Deus sobre todas as coisas, a ele unicamente presta culto, não adorando imagens de qualquer espécie; respeita o seu sagrado nome e santifica, não somente um dia, mas todos os dias da semana, todas as horas e todos os minutos. E quem ama o próximo como a si mesmo, honra seus pais, não mata, não adultera, não levanta falso testemunho, nem cobiça coisa alguma de quem quer que seja.

Quem ama o próximo, deseja ao semelhante o que quer para si. É o reconhecimento da Paternidade Divina, expandida na Fraternidade Universal.

O amor ao próximo é a ponte que liga a criatura ao Criador.

Pelas palavras de Jesus, podemos entender que o único caminho da salvação é a prática da caridade com humildade, absolutamente contrária ao caminho da perdição, o egoísmo e o orgulho.

Do amor ao próximo, como a nós mesmos, nasce a caridade e esta reside no socorro que devemos prestar aos nossos irmãos pela nossa inteligência, pelo nosso coração, com brandura e humildade, para não lhes tornar penoso receber o auxílio material, moral ou intelectual que lhes dispensemos.

Como está implícito no amor de Deus, a prática da caridade para com o próximo e todos os deveres do homem podem ser resumidos na máxima: "Fora da caridade não há salvação", pois tudo aquilo que se aprende em conceitos deve-se revelar, concretamente, na caridade das ações.

Como exigir ou esperar atitudes nobres dos semelhantes, se não se desenvolverem a paciência e a benevolência para com eles?

E se o homem não praticar o amor ao próximo, como pode amar a Deus?

Bibliografia: KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Questionário

1) Qual o maior mandamento? E o segundo?

2) Por que esses mandamentos podem substituir o Decálogo, trazido por Moisés?

3) Como compreender a proposta "triangular" do amor: a Deus, ao próximo, a si mesmo.