CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

terça-feira, 13 de setembro de 2022

16ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PRELÚDIO DO RETORNO - UNIÃO DA ALMA AO CORPO

RETORNO À VIDA CORPORAL

PRELÚDIO DO RETORNO: A uma pergunta se os Espíritos sabem em que época reencarnarão, os benfeitores espirituais esclareceram que assim como um cego pressente quando se aproxima o fogo, os Espíritos desencarnados sabem que terão que retomar um corpo, do mesmo modo que um encarnado sabe que um dia vai morrer, ignorando, no entanto, quando isso se dará.

Portanto, a reencarnação é uma necessidade imperiosa para a evolução do Espírito, assim como a morte é uma necessidade da vida corporal. Não obstante, muitos Espíritos não compreendem tal necessidade, em razão do seu estado ainda inferior; neste caso, a incerteza em que se acham do futuro que os aguarda, constitui motivo de sofrimento.

Os Espíritos podem apressar o momento da reencarnação, se assim o desejarem. Do mesmo modo, podem dilatar esse tempo, recuando diante da prova que os aguarda, pois entre eles há os que são indecisos e indiferentes. Aqui cumpre esclarecer que aquele que deliberadamente prolonga seu tempo na erraticidade, será responsabilizado por isso, visto que procede como o doente que recusa o medicamento que poderá curá-lo.

Contudo, o Espírito não pode permanecer indefinidamente no estado de erraticidade; cedo ou tarde sentirá a necessidade de progredir, pois todos têm que se elevar, obedecendo aos desígnios de Deus. Ele pode escolher também o corpo, porque as imperfeições do corpo são provas que o ajudam no seu adiantamento, se ele vencer os obstáculos encontrados; mas a escolha nem sempre depende dele, que pode pedi-la (LE, per. 335).

A união do Espírito com um determinado corpo pode ser imposta, da mesma maneira que as diferentes provas, sobretudo quando o Espírito ainda não está apto a fazer uma escolha com conhecimento de causa. Como expiação, o Espírito pode ser constrangido a se unir ao corpo de uma criança que, por seu nascimento e pela posição que terá no mundo, poderá tornar-se para ele um meio de castigo (LE, perg. 337).

UNIÃO DA ALMA AO CORPO: Segundo a orientação dos Espíritos, a união da alma ao corpo começa na concepção, mas não se completa senão no instante do nascimento. Desde o momento da concepção, o Espírito designado para tomar determinado corpo a ele se liga por um laço fluídico que se vai encurtando cada vez mais, até o instante em que a criança vem à luz. (LE, perg. 344).

O Espírito pode, via de regra, escolher o corpo no qual irá reencarnar, para que as imperfeições que este apresentar possam servir de provas que o auxiliarão no seu progresso.

Mas os laços são frágeis, porque podem ser rompidos pela vontade do Espírito, que recua ante as perspectivas da prova pela qual tem que passar. O Espírito, uma vez unido ao corpo, e não podendo mais retroceder, pode lamentar a escolha feita, mas não pode mais desistir, pois, em muitos casos, ele desconhece as provas pelas quais tem que passar.

Isto tem sido a causa de muitos Espíritos, quando encarnados, acharem que as provas escolhidas foram superiores às suas forças e recorrerem ao suicídio. No intervalo da concepção ao nascimento, o Espírito desfruta ainda de algumas de suas faculdades, pois a contar do instante da concepção ele começa a entrar num estado de perturbação, que se intensificará até o nascimento. Neste estado, ele experimenta uma fase quase idêntica ao sono de um Espírito encarnado.

O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da concepção, porque representa uma transgressão à lei de Deus. A mãe, ou qualquer pessoa, cometerá sempre um crime ao tirar a vida à criança antes do seu nascimento, porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser o instrumento (LE, perg. 358).

QUESTIONÁRIO:

A - PRELÚDIO DO RETORNO - UNIÃO DA ALMA AO CORPO

1 - Os Espíritos sabem em que momento se dará o retorno ao plano material?

2 - O Espírito pode escolher o gênero de prova pela qual terá que passar?

3 - Quando começa e quando se completa a união da alma com o corpo?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

15ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PERDA DE PESSOAS AMADAS - MORTES PREMATURAS

Desde épocas imemoriais, a morte vem sendo revestida de lúgubre aspecto e entendida como um infausto acontecimento que espalha a dor e a desolação, atingindo indiscriminadamente todas as idades. 

Daí a revolta das criaturas questionando a justiça divina, por sacrificar jovens fortes, com todo um futuro de realizações pela frente.

Como explicar e compreender um Deus bom, que priva um coração amoroso da alegria de conviver ao lado de quem ama? 

Todos lamentam profundamente a partida de um ente querido, principalmente quando se trata de mortes prematuras, muitas vezes arrimo de família. No entanto, importa ao homem elevar-se para compreender que o bem está muitas vezes onde aparentemente ele só vê fatalidade; a justiça divina não pode ser dimensionada pela justiça dos homens.

Há lógica em se imaginar que Deus inflija penas cruéis por mero capricho? Se as penas surgem e são interpretadas como cruéis, é porque o entendimento restringe-se ao saber mundano. No entanto, no mundo espiritual o conceito de morte é bem diverso. Os Espíritos desencarnados encaram-na como um processo de libertação, dando a ela uma configuração diametralmente oposto àquela que lhe é dada no mundo carnal. Eles consideram a morte como um grande benefício que Deus concede ao que se vai, por evitar ocorrências muitas vezes graves e danosas, que poderiam atrasar o processo evolutivo daquele Espírito.

O Espiritismo propicia um quadro bastante diverso sobre a morte dando a ela um aspecto mais consolador. Uma das causas das angústias que se seguem, após a morte de um familiar, é a dúvida no tocante ao futuro. Entretanto, diante do princípio da reencarnação, o reencontro dos Espíritos se torna uma questão de tempo. Os Espíritos benfeitores recomendam que os homens devem sempre situar-se acima das coisas irrisórias do mundo, para compreenderem que, muitas vezes, o bem está onde se supõe existir o mal. Pois tudo o que acontece tem uma razão de ser.

Cabe ao Espírito emancipado compreender, ao invés de chorar, quando um ente amado é beneficiado pela própria providência, ao ser libertado da vida material. Não é puro egoísmo desejar que ele fique para sofrer junto dos que choram sua partida? Esta é uma concepção ególatra, típica dos que não têm fé e que veem na morte uma separação eterna.

O espírita sabe que a alma vive melhor quando liberta do corpo material, que esta separação é temporária e que ambos prosseguem enlaçados pelos mútuos pensamentos de amparo, proteção e contentamento. Sabe ainda que a revolta afeta os que se foram, porque ela de alguma forma revela não aceitação da vontade divina. 

Importa assim compreender essa realidade espiritual e cultivar harmoniosa permuta de fluidos revigorantes, através de vibrações de carinho, pedindo a Deus que abençoe os que se anteciparam na grande passagem, de modo que as lágrimas cedam lugar às aspirações de um futuro pleno de felicidade, conforme prometido pelo Senhor.

QUESTIONÁRIO:

C - PERDAS DE PESSOAS AMADAS - MORTES PREMATURAS

1 - Pode-se considerar a morte prematura como injustiça de Deus?

2 - Qual o conceito sobre a morte no mundo espiritual?

3 - Como deve o espírita comportar-se perante a desencarnação de um ente querido?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 6 de setembro de 2022

15ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

COMEMORAÇÃO DOS MORTOS – FUNERAIS

COMEMORAÇÃO DO MORTOS. Os Espíritos ensinam que os desencarnados se sensibilizam, muito mais do que se pensa, com a lembrança dos que aqui ficaram. Essa lembrança aumenta-lhes a felicidade, se são felizes e se são infelizes, serve-lhes de alívio. (LE, perg. 320). 

A uma pergunta formulada aos Espíritos: se achavam mais solene ou de maior interesse a comemoração no chamado "Dia de Finados"? A resposta foi que os Espíritos atendem ao chamado do pensamento, neste dia como nos outros. Reúnem-se em maior número nesse dia, porque maior é o número de pessoas que os chamam. Mas cada um só comparece em atenção aos seus amigos, e não pela multidão dos indiferentes. (LE, perg. 321 e perg. 321a).

Se eles pudessem ser vistos, sê-lo-iam no seu aspecto natural, apresentando-se da mesma forma e com o mesmo visual pelo qual eram conhecidos em vida. As visitas feitas aos túmulos apenas manifestam o apreço pelo Espírito que está ausente; no entanto, a prece é que santifica o ato da rememoração, pois, aos Espíritos desencarnados o que alegra mais são às preces, quando são erguidas a Deus de forma fervorosa, em favor dos que partiram.

O mesmo ocorre nas inaugurações de estátuas e monumentos erigidos festivamente para homenagear grandes vultos da humanidade: há mais satisfação da parte deles pela lembrança e pelo reconhecimento das suas realizações em benefício da coletividade, do que às honras que lhes sejam tributadas, as quais não raro assistem com indiferença.

O formalismo do uso do luto não é uma forma de demonstrar lembrança, respeito ou sentimento por uma separação que muitos julgam ser definitiva, mas que o Espiritismo prova e comprova ser apenas transitória. Tudo isto é manifestado somente pela recordação que se guarda no recesso dos corações, aliás, a única forma de realmente agradar os Espíritos que nos antecederam na transição para o mundo espiritual.

FUNERAIS: Dependendo dos sentimentos emanados, os Espíritos sentem-se lisonjeados com o grande fluxo de acompanhantes ao seu enterro. Contudo, quando atingem um certo grau de evolução, despem-se de tais vaidades terrestres por compreenderem a sua futilidade. Não são raros os casos em que o Espírito assiste ao seu próprio funeral. Alguns fazem-no com plena consciência, não só pelo seu grau evolutivo, como também por já terem tomado contato com o assunto previamente, qual ocorre com os espíritas. Outros, por desconhecimento, e por alimentarem ainda sérios interesses e preocupações materiais, pouco ou nada entendem do que se passa.

Apesar da preferência manifesta por certas pessoas de serem enterradas em determinado local ao invés de outro, os Espíritos mais elevados reconhecem não ser um local mais valioso do que outro. Sabe ele que sua alma sempre estará unida aos que ama, mesmo que suas vestes materiais estejam distantes. O respeito pelos mortos não é apenas um costume, como se vê; é um dever de fraternidade, que a consciência conserva e para o qual nos alerta. Por pior que tenha sido o morto, não temos o direito de aumentar-lhe o suplício com as nossas vibrações agressivas.

A caridade nos manda esquecer o mal e lembrar o bem, pois só assim ajudaremos o Espírito desencarnado a superar as suas falhas e esforçar-se para evoluir. Pensando e falando mal dele, só podemos prejudicá-lo e até mesmo voltá-lo contra nós.

QUESTIONÁRIO:

B - COMEMORAÇÃO DOS MORTOS - FUNERAIS

1 - Os Espíritos desencarnados dão muito apreço ao chamado Dia dos Finados ou Dia dos Mortos?

2 - É necessário ir aos cemitérios a fim de demonstrar consideração e estima pelos desencarnados?

3 - Os Espíritos que foram esquecidos, cujos túmulos ninguém visita, sentem-se desprezados por isso?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

15ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

LEMBRANÇA DA EXISTÊNCIA CORPÓREA

VIDA ESPÍRITA

As condições dos Espíritos e as maneiras como veem as coisas variam sensivelmente, tudo guardando relação com os graus de elevação que tenham atingido, tanto no sentido moral como no intelectual. Os Espíritos de ordem elevada só por um tempo relativamente curto se aproximam do plano material. Tudo aquilo que observam, inclusive as coisas às quais os homens dão tamanha importância, é mesquinho aos seus olhos, face às grandezas do infinito.

Desta forma, eles não sentem qualquer atrativo para com as coisas da matéria, a não ser em casos que tenham por objetivo ajudar o progresso da humanidade.

Os Espíritos de elevação mediana são os que mais frequentemente vêm ao plano material; porém, consideram as coisas de um ponto de vista diferente do que quando encarnados, uma vez que veem por um ângulo de maior elevação.

Os Espíritos vulgares são os que mais se comprazem com as coisas triviais do mundo material e constituem o aglomerado de Espíritos que formam a população invisível do planeta, uma vez que conservam os mesmos gostos e tendências que tinham quando no corpo carnal. Eles também tomam parte nas atividades mais comuns, inclusive nos divertimentos e nas práticas que fazem a alegria dos homens. Dentre estes se contam os que se comprazem com as paixões, vícios e más tendências humanas, embora entre eles também estejam muitos Espíritos de maior seriedade, cujo objetivo é se instruírem e se aperfeiçoarem, procurando dar um passo maior na senda do progresso.

Os Espíritos lembram-se das existências vividas no mundo corpóreo, e muitas vezes ao fazerem a avaliação dos erros cometidos, lamentam-se amargamente dos deslizes, assim como o homem que, atingindo a idade da razão, ri das suas loucuras da juventude, ou das puerilidades da sua infância (LE, perg. 304). 

A lembrança da existência corporal apresenta-se ao Espírito desencarnado de forma paulatina, assim como se fosse uma imagem que emerge gradualmente de uma névoa, à medida que nela fixa sua atenção. 

Não se importa em relembrar detalhes e circunstâncias de menor importância.

A lembrança das vidas pregressas surge dependendo de ser ela útil ou não ao seu esclarecimento e à sua libertação, ou seja: ocorre na razão da influência que tenha sobre o estado presente. A vida passada surge no âmago do Espírito desencarnado como consequência de um esforço de imaginação, ou como um quadro que indelevelmente se apresenta à vista. Os atos que mais interessa lembrar permanecem mais vivos em sua tela mental, o que não ocorre com acontecimentos irrisórios que permanecem vagos e esquecidos.

A despreocupação das coisas materiais está na razão direta da elevação espiritual do desencarnado. Por essa razão é muito frequente, ao interrogar-se um Espírito desencarnado, observar-se nele uma certa dificuldade de lembrar-se de nomes e de outros fatores menos relevantes; recorda-se com mais facilidade, isto sim, dos fatos que contribuíram para a sua evolução.

Todo o seu passado se desenrola diante dele, como as etapas de um caminho que o viajante percorreu. Mas, como já dissemos, ele não se lembra, de maneira absoluta, de todos os atos, recordando-os apenas na razão da influência que tenham sobre o seu estado presente. 

Quanto às primeiras existências, as que se podem considerar como a infância do Espírito, perdem-se no vazio e desaparecem na noite do esquecimento (LE, perg. 308).

O Espírito considera o corpo que deixou no plano material como uma veste imprópria que o embaraçava em suas manifestações. O que agora mais o sensibiliza é a lembrança que dele tenham aqueles que ficaram no mundo físico, enquanto que as questões materiais que lhe tenham pertencido pouco apreço merecem. Lembra-se dos sofrimentos que experimentara na vida corporal e isto o faz compreender a felicidade de que pode desfrutar quando alcançar mundos mais elevados.

Aquele que tenha início a um trabalho sem conseguir terminá-lo, trata de influenciar outros Espíritos encarnados a que o finalizem. Se tinha, quando encarnado, o objetivo de propiciar um bem-estar à humanidade, ele continua a ser animado do mesmo propósito, procurando um continuador que possa dar prosseguimento a esse algo que tenha iniciado.

As ideias dos Espíritos muito se modificam na vida espiritual; sofrem modificações muito grandes, à medida que o Espírito se desmaterializa. Ele pode, às vezes, permanecer muito tempo com as mesmas ideais, mas pouco a pouco a influência da matéria diminui e ele vê as coisas mais claramente. É então que procura os meios de se melhorar. (LE, perg. 318).

QUESTIONÁRIO:

A - LEMBRANÇA DA EXISTÊNCIA CORPÓREA

1 - Qual a relação dos Espíritos das várias hierarquias, com relação ao mundo material?

2 - Os Espíritos lembram-se das existências vividas no mundo material?

3 - Qual o comportamento do Espírito que vê interrompida sua tarefa quando encarnado?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 30 de agosto de 2022

14ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

RECONCILIAR-SE COM SEUS ADVERSÁRIOS

Em verdade vos digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil (ceitil: moeda portuguesa antiga de ínfimo valor) (Mt, 5:25-26). 

Vários são os motivos para ter indulgência com os inimigos. 

Primeiramente, porque o perdão tem o efeito moral de libertar os seres que permanecem por vezes longo tempo imantados um ao outro pelo sentimento de ódio e vingança. Perdoar consiste em fazer uma concessão, por amor, o que demonstra a verdadeira grandeza de alma, um verdadeiro gesto de caridade moral.

Em seguida, aqueles aos quais se fez algum mal neste mundo podem, segundo sua condição, experimentar dois tipos de sentimentos: se são bons, perdoam; se são maus, podem conservar os ressentimentos e, por vezes perseguir até numa outra existência. 

Os Espíritos bons, quando na espiritualidade, compreendem o quanto as dissensões são desnecessárias e os motivos que conservam uma espécie de animosidade, até que se purifiquem (LE, perg. 293).

A morte, como se sabe, não nos livra dos nossos inimigos. Os Espíritos vingativos perseguem com seu ódio, além da sepultura, aqueles que ainda são objeto de seu rancor. O Espírito mau espera a quem quer mal que esteja encerrado em seu corpo, e assim menos livre, para mais facilmente o atormentar (ESE, cap. X, ítem 6). O algoz pode atingi-lo nos seus interesses mais recônditos, assim como nas suas mais caras afeições. Nisto consiste a causa da maioria dos casos de obsessão. Daí a necessidade de, com vistas à tranquilidade futura, reparar o mais cedo possível os males que se tenha praticado em relação ao próximo.

Além disso, só se pode apaziguar esses Espíritos vingativos com o bem, jamais com o mal.

Nossos sentimentos atuam sobre os outros segundo uma lei física: a da assimilação e repulsão dos fluidos. Assim sendo, os bons sentimentos quebram toda eventual expressão vibratória entre os seres imantados pelo ódio, envolvendo a ambos em eflúvios de harmonia. Além disso, o bom procedimento não dá, pelo menos, nenhum pretexto a represálias, e com ele se pode fazer de um inimigo um amigo antes da morte. Com o mau procedimento ele se irrita e é então que serve de instrumento à justiça de Deus, para punir aquele que não perdoou (ESE, cap. XII, ítem 5).

Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com nosso adversário, não quer apenas evitar as discórdias na vida presente, mas também evitar que elas se perpetuem nas existências futuras. Não sairás de lá, disse ele, enquanto não pagares o último ceitil, ou seja, até que a justiça divina esteja completamente satisfeita (ESE, cap. X, ítem 6).

QUESTIONÁRIO:

C - RECONCILIAR-SE COM SEUS ADVERSÁRIOS

1 - Quais são os motivos para se ter indulgência com os inimigos?

2 - Como se pode apaziguar os Espíritos vingativos?

3 - Qual a causa da maioria dos casos de obsessão?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

14ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

RELAÇÕES DE ALÉM-TÚMULO - RELAÇÕES SIMPÁTICAS E ANTIPÁTICAS

No mundo espiritual, da mesma maneira que no plano material, os Espíritos se reúnem em associações, classes, sociedades, conjugando interesses semelhantes entre os indivíduos.

Juntam-se no espaço em aglomerados afins com o seu pensamento, de modo a continuar o mesmo gênero de vida que procuravam quando encarnados.

Porém, nem todos os Espíritos têm acesso, reciprocamente, uns junto aos outros. Os bons vão por toda a parte e é necessário que assim seja, para que possam exercer a sua influência sobre os maus. Mas as regiões habitadas pelos bons são interditadas aos imperfeitos, a fim de que não levem a elas o distúrbio das más paixões (LE, perg. 279).

Os Espíritos têm uns sobre os outros a autoridade correspondente ao grau de superioridade que hajam alcançado. Porém, essa autoridade não se refere aos valores terrenos, mas sim a uma ascendência moral irresistível. As posições de destaque ocupadas no mundo material, o poder, a autoridade, não conferem nenhuma supremacia ao homem no mundo dos Espíritos; o maior na Terra pode estar na última classe entre os Espíritos; enquanto que seu servidor estará na primeira. - Jesus não disse: Quem se humilhar será exaltado, e quem se exaltar será humilhado? (LE, perg.275a). Aquele que foi grande entre os homens, e como Espírito vê-se junto dos Espíritos inferiores, movido pelo seu orgulho e inveja sente-se muito humilhado com esta situação.

Os Espíritos comunicam-se entre si. Eles se veem e se compreendem; a palavra é material: é o reflexo da faculdade espiritual. O fluido universal estabelece entre eles uma comunicação constante; é o veículo de transmissão do pensamento, como o ar é o veículo do som. Uma espécie de telégrafo universal que liga todos os mundos, permitindo aos Espíritos corresponderem-se de um mundo a outro (LE, perg. 282).

Não podem dissimular reciprocamente seus pensamentos, nem esconder-se um dos outros, pois para eles tudo permanece descoberto, principalmente quando são perfeitos. A linguagem entre os Espíritos é, portanto a linguagem do pensamento, e não necessariamente a linguagem material articulada. 

Os Espíritos reconhecem-se e constatam sua individualidade pelo perispírito, que os torna seres distintos uns para os outros, como os corpos entre os homens (LE, perg. 284). Desta maneira reconhecem aqueles que foram seus filhos, pais, amigos ou inimigos quando encarnados. Geralmente ao desencarnar a alma vê os parentes e amigos que a precederem no mundo dos Espíritos, os quais felicitam-na como no regresso de uma viagem.

A alma do justo é recebida como um irmão bem-amado e longamente esperado; a do mau é recebida com natural reserva.

Pode continuar a existir no mundo dos Espíritos a afeição que dois seres se consagravam no mundo material, desde que originada da verdadeira simpatia. Se, no entanto, esta afeição nasceu principalmente de causa de ordem física, a afeição desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio (LE, perg. 297).

A teoria das metades eternas é uma expressão usada até mesmo na linguagem vulgar, e que não deve ser tomada ao pé da letra. Não existe união predestinada desde a origem. A simpatia que atrai um Espírito para outro é o resultado da perfeita concordância de suas tendências, de seus instintos; se um devesse completar o outro, perderia a sua individualidade (LE, perg. 301).

QUESTIONÁRIO:

B - RELAÇÕES DE ALÉM-TÚMULO - RELAÇÕES SIMPÁTICAS E ANTIPÁTICAS

1 - Como se constituem os agrupamentos no plano espiritual?

2 - Há livre acesso dos Espíritos a todos os lugares? Explicar

3 - Como os Espíritos se reconhecem na Espiritualidade?

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terça-feira, 23 de agosto de 2022

14ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

A ESCOLHA DAS PROVAS

VIDA ESPÍRITA

No estado errante, antes da nova existência corpórea, o Espírito tem consciência e previsão do que lhe vai acontecer durante a vida. Ele mesmo escolhe o gênero de provas que deseja sofrer; nisto consiste o seu livre-arbítrio (LE, perg. 258). Possuindo a liberdade de escolha, o Espírito é responsável pelos seus atos, assim como das consequências que lhe advierem.

Nada lhe estorva o futuro e mesmo que venha a sucumbir às provas escolhidas, ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois Deus na sua bondade permite sempre recomeçar o que foi mal feito.

O Espírito sabe que, escolhendo determinado caminho, terá de passar por determinado gênero de lutas; e sabe de que natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias e da força das coisas. Só os grandes acontecimentos, que influem no destino estão previstos (LE, perg. 259).

Nem sempre, porém, o Espírito faz a sua escolha imediatamente após a morte, pois muitos, ainda atrasados, julgam que suas penas têm um caráter eterno. Por outro lado, ele pode ainda fazer sua escolha durante a vida corporal, pois um desejo intenso pode influir no seu futuro.

Tudo depende da sua intenção. Isso é possível, pois que o Espírito, embora encarnado, tem sempre os momentos em que se liberta da matéria.

Geralmente o Espírito escolhe as provas que lhe podem servir de expiação, segundo a natureza de suas faltas, assim como aquelas que podem contribuir para o seu adiantamento.

Uns podem impor-se uma vida de misérias e privações, para tentar suportá-la com coragem; outros, experimentar as tentações da fortuna e do poder, bem mais perigosas pelo abuso e o mau emprego que lhes pode dar e pelas más paixões que desenvolvem; outros, enfim, querem ser provados nas lutas que terão de sustentar no contato com o vício (Le, perg. 264).

Pode acontecer de, por vezes, o Espírito enganar-se quanto à eficácia da prova que escolher.

Pode escolher uma que esteja acima de suas forças, e então sucumbe. Pode também escolher uma que não lhe dê proveito algum, como um gênero de vida ociosa e inútil. Mas, nesse caso, voltando ao mundo dos Espíritos, percebe que nada ganhou e pede para recuperar o tempo perdido (LE, perg. 269).

Parece evidente o fato de o Espírito geralmente escolher as provas mais fáceis de ser vencidas; no entanto, isso não ocorre, pois na vida espiritual ele compara os prazeres fugitivos e grosseiros com a felicidade inalterável que entrevê, e então que lhe importam alguns sofrimentos passageiros? (LE, perg. 266). É assim que quando desencarnado prefere provas mais rudes e suscetíveis de apressar o seu progresso.

Um Espírito inexperiente e ignorante, não pode escolher uma existência com pleno conhecimento de causa e ser responsável por essa escolha. Entretanto, à medida que vai evoluindo e que o seu livre-arbítrio se desenvolve, tornando-se senhor de si, passar a tomar decisões por si mesmo; porém, se não aceitar os conselhos dos bons Espíritos, poderá cair em deslizes, comprometendo o seu processo evolutivo.

Algumas provas podem ser impostas, em vez de serem escolhidas espontaneamente; isto, porém, acontece com Espíritos inferiores, que revelam-se refratários às orientações dos bons Espíritos, assim como no caso de expiação de faltas, o que obviamente auxiliará o seu progresso.


QUESTIONÁRIO:

A - A ESCOLHA DAS PROVAS

1 - Pode o Espírito escolher provas muito rudes e uma existência repleta de percalços, a fim de apressar a sua evolução?

2 - O Espírito pode enganar-se quanto à eficácia da prova escolhida?

3 - Todos os Espíritos têm livre-arbítrio na escolha de suas provas?

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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

13ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

DIFERENTES ESTADOS DA ALMA NA ERRATICIDADE

Muitos pensam que Espíritos errantes são aqueles que cometeram erros, quando na realidade são os Espíritos que estão em diferentes moradas, embora não estejam nem localizadas, nem circunscritas, independentemente de erros que eventualmente tenham ou não cometido. Os Benfeitores espirituais ensinam que A casa do Pai é o Universo; as diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, e oferecem aos Espíritos desencarnados moradas apropriadas ao seu adiantamento.

Independentemente da diversidade dos mundos, pode-se também definir a palavra "morada" usada por Jesus, como sendo o estado de felicidade ou infelicidade que o Espírito desfruta na erraticidade. 

Assim, aqueles Espíritos que na existência corpórea tiveram demasiado apego às coisas materiais, não conseguem se desprender totalmente dos valores terrenos. Este apego faz com que não se libertem facilmente dos convencionalismos terrenos, deixando de percorrer o espaço infinito em busca de maior esclarecimento, preferindo pelo contrário, manterem-se jungidos às coisas transitórias do mundo corporal.

Assim, enquanto os Espíritos mais inferiores erram nas trevas, os felizes desfrutam de uma luz resplandecente e do sublime espetáculo do infinito. Em "O Céu e o Inferno", uma das obras básicas da Codificação Espírita, Allan Kardec através da manifestação de Espíritos de várias categorias, propicia o seguinte quadro bastante nítido das alegrias ou das penúrias que os Espíritos experimentam quando na Erraticidade, segundo o modo de vida que tiveram quando encarnados.

ESPÍRITOS FELIZES: Pessoas que foram íntegras e bondosas, que jamais cometeram uma ação má, e que sofreram enfermidades ou experimentaram rudes provações, jamais lhes faltando coragem nas adversidades, entram no mundo espiritual desfrutando de indescritível felicidade. A separação do invólucro físico se assemelha a um sonho, sem sentirem qualquer sensação de dor. Alguns Espíritos descrevem que passam a perceber brilhante luz, tendo a impressão de saírem de uma atmosfera constrangedora para sentirem indizível bem-estar.

ESPÍRITOS EM CONDIÇÃO INTERMEDIÁRIA: O mesmo não acontece com aqueles que na vida terrena foram considerados pessoas de boa índole, que não praticaram o mal, mas também não fizeram o bem, incapazes de qualquer sacrifício para minorar um sofrimento alheio, esquivando-se de qualquer ato de caridade. Para estes, o fenômeno da morte se torna mais penoso, prolongado, e a sensação que experimentam ao adentrarem o mundo invisível não é tão alentadora.

ESPÍRITOS SOFREDORES: Um quadro bem diverso apresenta um Espírito que na existência física foi orgulhoso, que jamais se preocupou com o aprimoramento de suas qualidades morais e espirituais, e muito menos se condoeu dos sofrimentos alheios. O estado de alma desse Espírito na erraticidade é assaz doloroso, pois sua consciência acusa-o constantemente, aumentando ainda mais seus sofrimentos morais. Tal Espírito tem a sensação de que seus sofrimentos são eternos, não entrevendo sequer um termo (fim) para suas dores.

Espíritos que adentraram o mundo espiritual pela porta enganosa do suicídio vivem verdadeiros martírios; o seu estado de alma é dos mais deploráveis, pois, muitas vezes, experimentam a sensação de estarem ligados aos seus antigos invólucros físicos. Não menos agudo é o sofrimento dos Espíritos endurecidos que, pelo orgulho, não se arrependem do mal praticado. São Espíritos insubmissos que se revoltam contra a justiça divina, hesitando em se submeterem à vontade soberana do Criador. Por isso vivem num estado trevoso e de revolta interior, refratários ao benefício balsâmico do perdão. Tais Espíritos também têm a sensação de viverem em eterno sofrimento e somente novas e difíceis reencarnações os aproximarão mais do caminho do bem.

QUESTIONÁRIO:

C - DIFERENTES ESTADOS DA ALMA NA ERRATICIDADE

1 - O que são Espíritos errantes?

2 - Como pode ser definida a palavra "morada" empregada por Jesus?

3 - O que determina a condição de feliz ou infeliz quando na erraticidade?

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terça-feira, 16 de agosto de 2022

13ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

PERCEPÇÕES E SENSAÇÕES: Percepção é a faculdade que os Espíritos têm de perceber o mundo à sua volta, faculdade essa que nos Espíritos desencarnados é muito mais acurada do que nos encarnados. Isto ocorre em função da matéria compacta que representa verdadeiro entrave para a livre manifestação das suas faculdades. Livres da matéria, a inteligência e demais potencialidades se revelam em toda a sua plenitude. Porém, a maior ou menor expressão de tais atributos está diretamente relacionada ao grau evolutivo de cada um, ou seja: quanto mais se aproximam da perfeição, maior é a percepção que os Espíritos têm da realidade que os cerca.

Assim, Espíritos ainda inferiores são mais ou menos ignorantes acerca de tudo; isto significa que enquanto os Espíritos superiores conhecem, em grande extensão, o princípio das coisas, os inferiores não sabem mais do que sabem os homens de igual condição evolutiva.

PERCEPÇÃO EXTERIOR: Com relação à percepção Exterior, os Espíritos veem por si mesmos não necessitando de luz externa. 

Aqueles que são bons livraram-se das trevas, que são peculiares apenas aos que passam por grandes expiações. Desfrutam da faculdade de ver, a qual reside em todo seu ser, assim como a luz que se encontra em todas as partes de um corpo luminoso. Trata-se de uma espécie de lucidez que se estende a tudo e para a qual não há trevas; ela abrange o espaço, o tempo, as coisas, e é por isso que a visão do Espírito independe de luz exterior.

Outra particularidade inerente aos Espíritos elevados, é que podem ver em dois lugares simultaneamente, uma vez que transportam-se com a velocidade do pensamento; os que são mais elevados irradiam seus pensamentos em várias direções ao mesmo tempo.

PERCEPÇÃO DO TEMPO: Os Espíritos vivem fora do tempo tal como é concebido no plano físico, pois a medida temporal praticamente deixa de existir para eles; enquanto para os encarnados os séculos são longos, para os desencarnados não passam de instantes que se diluem na eternidade.

CONHECIMENTO DO PASSADO E DO FUTURO: O conhecimento do passado e do futuro é muito relativo para os Espíritos. Quanto mais evoluídos, mais noções têm do passado, e pressentem com maior nitidez o futuro. Quase sempre, nada mais fazem do que entrevê-lo, "mas nem sempre têm a permissão de o revelar"; quando o veem, ele lhes parece presente (LE, perg. 243). Contudo, nenhum Espírito de ordem elevada tem completo conhecimento do futuro, pois este somente pertence a Deus.

PERCEPÇÃO DA MÚSICA E DAS BELEZAS NATURAIS: Os Espíritos desencarnados, por terem as percepções mais afloradas, têm suas qualidades sensitivas mais desenvolvidas; portanto, são mais sensíveis à música principalmente à música celeste, muito mais perfeita do que a do mundo material. A mesma sensibilidade se revela também no que diz respeito às belezas naturais dos diferentes mundos espirituais. Embora tais belezas sejam tão diversas que estamos longe de conhecê-las, os Espíritos são sensíveis a elas, segundo as suas aptidões para apreciá-las e compreender (LE, perg. 252).

INTUIÇÃO DE DEUS: Respondendo a uma pergunta sobre os Espíritos veem a Deus (LE, perg. 244), os benfeitores espirituais afirmaram que somente Espíritos superiores o veem e compreendem, enquanto os menos evoluídos sentem-no intuitivamente. É assim que ele (Espírito inferior) não vê a Deus, mas sente a sua soberania, e quando uma coisa não deve ser feita ou uma palavra não deve ser dita, ele o sente como uma intuição, uma advertência invisível que o inibe de fazê-lo (LE, perg. 244a).

SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS: Os Espíritos conhecem os sofrimentos, porque passaram por eles na existência corpórea, mas quando desencarnados não os experimentam materialmente como sucede nos encarnados. Não sentem a sensação de fadiga, e quando a sentem é tão somente resultado de sua pouca evolução moral. Desde modo, não precisam de descanso corporal, pois não são dotados de órgãos cujas forças devam ser reparadas. O Espírito repousa no sentido de não estar em constante atividade.

A espécie de fadiga que os Espíritos podem provar está razão da sua inferioridade, pois quanto mais se elevam, de menos repouso necessitam (LE, perg. 254). De modo geral os Espíritos, quando desencarnados, gozam de percepções e sensações diferentes daquelas que tiveram quando encarnados, tudo dependendo da elevação moral que tenham atingido.

QUESTIONÁRIO:

B - PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

1 - Por que a percepção não é igual para encarnados e desencarnados?

2 - Como é a percepção do tempo para os Espíritos?

3 - Os Espíritos elevados podem ver em dois lugares simultaneamente?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

13ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

ESPÍRITOS ERRANTES - MUNDOS TRANSITÓRIOS

ESPÍRITOS ERRANTES: Espíritos errantes são todos os Espíritos que, estando desencarnados, ainda estão sujeitos à reencarnação. 

Diz-se, então, que eles vivem ou estão, na ERRATICIDADE. Os Espíritos puros que não necessitam mais reencarnar, não são denominados errantes; e, então, eles não estão na erraticidade. 

A reencarnação dos Espíritos errantes não se processa logo em seguida à desencarnação, ocorrendo geralmente após intervalos mais ou menos longos. Em resposta a Allan Kardec, os benfeitores espirituais disseram que o tempo que o Espírito permanece na ERRATICIDADE aguardando novas encarnações, varia de algumas horas a alguns milhares de anos. (LE, perg. 224a).

Nos mundos superiores as reencarnações podem ocorrer quase que imediatamente após a desencarnação; pelo fato de a matéria ser menos grosseira nesses mundos, o Espírito desfruta de maior liberdade, fazendo de modo mais amplo uso de suas faculdades espirituais, possibilitando-lhe uma visão mais nítida da realidade à sua volta. Alguns Espíritos solicitam que a erraticidade se prolongue, a fim de prosseguirem em estudos só suscetíveis de serem realizados quando no mundo espiritual.

Mas, também existem casos em que os próprios Espíritos demoram a reencarnar por temerem as consequências da vida corpórea que levarão; tal o montante de débitos que contraíram perante a justiça divina, sendo necessário então a reencarnação compulsória. Mas, o fato de permanecer na erraticidade não é indício de inferioridade dos Espíritos, uma vez que a condição de errantes abrange toda a escala evolutiva, com exceção dos Espíritos Puros.

Os Espíritos errantes estudam e procuram meios de elevar-se; mas é na existência corpórea que põem em prática aquilo que aprenderam, porque é na vida material que acontecem os grandes embates que levam os Espíritos a superar-se. São felizes ou infelizes, conforme os méritos conquistados; sofrem por efeito das paixões, cuja essência conservaram, e são felizes de conformidade com o grau evolutivo a que tenham chegado. Na erraticidade têm a percepção do que lhes falta para serem felizes, e desde então procuram os meios de se melhorarem.

MUNDOS TRANSITÓRIOS: Existem mundos espirituais chamados "TRANSITÓRIOS" particularmente destinados aos seres errantes e que lhes servem de habitação temporária, onde descansam durante uma longa erraticidade, servindo-lhes de estações de repouso.

Nesses mundos eles progridem, instruem-se e obtêm permissão para passar a outros lugares melhores e chegar mais depressa à perfeição. 

Em tais mundos, a superfície é estéril transitoriamente (LE, perg. 236b) e os seres que os habitam de nada precisam (LE, perg. 236a), em relação à natureza material, mas não conservam permanentemente essa condição.

Assim, nada é inútil na natureza, pois tudo tem um fim, uma destinação. Em parte alguma do Universo há o vazio; nele tudo é habitado, e a vida se manifesta em toda parte. Mesmo no período de formação da Terra, quando seus períodos de transição eram lentos, antes mesmo do aparecimento dos primeiros seres orgânicos, não havia ausência de vida espiritual no planeta.

QUESTIONÁRIO:

A: ESPÍRITOS ERRANTES - MUNDOS TRANSITÓRIOS

1 - O que é erraticidade?

2 - O fato de permanecer na erraticidade é indício de inferioridade do Espírito?

3 - Qual a finalidade dos mundos transitórios?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 9 de agosto de 2022

12ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

LIMITES DA ENCARNAÇÃO - NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO

Não se pode precisar o número de encarnações para o Espírito que habita a Terra; elas acontecem enquanto ele não tiver atingido o mais elevado índice evolutivo que este planeta comporta, e só então passará a encarnar num mundo imediatamente mais elevado. 

Sendo a Terra um planeta de provas e expiações, o mundo que lhe está em situação evolutiva superior é o mundo de regeneração, onde o Espírito encarnado experimenta menos dores, verte menos lágrimas e enfrenta menos dissabores. Após ter atingido a condição de Espírito puro, não necessita mais inserir-se na materialidade; sua felicidade será plena e estará mais próximo de Deus.

Os Espíritos mais elevados podem descer e até encarnar em missão, nos mundos inferiores; porém, os Espíritos que estão nesses mundos, não poderão encarnar em mundos superiores.

Os que executam com zelo as tarefas que lhes são conferidas galgam rapidamente, e de maneira bem menos atribulada, os degraus da evolução, passando a desfrutar dos benefícios resultantes do seu trabalho. Entretanto, os que retardam a caminhada fazendo mau uso do livre-arbítrio, retardam seu ciclo evolutivo e têm que experimentar, muitas vezes, amargas decepções.

Pela obstinação na prática do mal, podem prolongar sensivelmente a necessidade de reencarnarem em mundos ainda inferiores. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, pode não somente abreviar a duração da encarnação material, mas vencer, de uma só vez, os degraus intermediários que o separam dos mundos superiores.

Assim, à medida que o Espírito se purifica e ascende à escala evolutiva, passa de um mundo mais atrasado para outro imediatamente mais evoluído. Nessa nova morada seu perispírito se torna mais sutil, menos denso, passando a desfrutar de maior sensibilidade e de facilidade de locomoção. Tomando-se como exemplo uma escola: se o aluno empenhar-se com afinco e dedicação, logo terá superado todos os estágios e poderá, pelo seu próprio esforço, atingir seu objetivo final. Mas, se tiver sido displicente, ocioso, o seu ciclo de estudos se dilatará consideravelmente, resultando em inevitáveis repetições do mesmo ano escolar.

Do mesmo modo ocorre com os Espíritos que fazem mau uso de suas encarnações no grande educandário da vida; terão que passar por novas existências corpóreas, tantas vezes quantas forem necessárias para que o seu aprendizado possa ser assimilado de forma integral. 

Por isso, quanto mais o homem se esforçar pelo seu aprimoramento moral e espiritual, menos encarnações terá pela frente.

QUESTIONÁRIO:

C - LIMITES DA ENCARNAÇÃO - NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO

1 - A evolução do Espírito dá-se em um único planeta?

2 - Podem os Espíritos vencer mais rapidamente degraus intermediários que os separam dos mundos superiores?

3 - O que devemos fazer para merecer um mundo melhor?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

12ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

IDÉIAS INATAS

O Espírito evolui incessantemente e em cada encarnação acumula uma parcela considerável de novos conhecimentos, quando renasce em novo corpo, mantém, de forma inata, muito daquilo que aprendeu em existências precedentes.

- O Espírito encarnado conserva algum traço das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu nas existências sucessivas?

- “Resta-lhe uma vaga lembrança, que lhe dá o que chamamos ideias inatas” (LE, perg. 218).

Realmente, o Espírito não pode lembrar-se de tudo o que aprendeu em vidas passadas; seus gostos, propensões, conhecimentos adquiridos, posição social; não obstante, veem-se pessoas nascerem em condições paupérrimas que, apesar disto, pelo próprio esforço e determinação em virtude de vagas reminiscências do passado, tudo fazem para se elevarem na vida, graças às tendências que adquiriram em existências anteriores e que são conservadas de forma inata.

Existem numerosos casos de pessoas que nasceram em condições obscuras e, no entanto, conquistaram destaque na ciência, na política, nas artes, e outros ramos do conhecimento humano. 

É notória também a existência de crianças precoces que, desde a mais tenra idade, manejam instrumentos musicais, tornando-se exímias artistas, matemáticos ou portadores de uma tendência para determinada arte, conhecimentos esses que somente seriam admissíveis quando adultos.

Considerando-se ter o Espírito a necessidade de evoluir moral e intelectualmente, pode acontecer que numa encarnação suas faculdades intelectuais, por exemplo, permaneçam adormecidas, para que ele possa evoluir mais no campo moral, pois nem sempre a evolução é simultânea. Assim, ideias inatas são reminiscências de vidas passadas que afloram no decurso de novas existências corporais. 

Muitas pessoas chegam mesmo a reconhecer lugares onde parece terem estado anteriormente, e mesmo o encontro de pessoas que, logo à primeira vista, lhes parecem familiares ou já conhecidas, o que pode representar uma indicação de que conviveram com elas em encarnações anteriores.

QUESTIONÁRIO:

B - IDÉIAS INATAS

1 - O que são ideias inatas?

2 - Como se explica a precocidade de algumas crianças?

3 - Como a Doutrina Espírita encara os chamados "gênios"?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 2 de agosto de 2022

12ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

SORTE DAS CRIANÇAS APÓS A MORTE - SEXO NOS ESPÍRITOS

SORTE DAS CRIANÇAS APÓS A MORTE: O fato de uma criança desencarnar em tenra idade não significa que ela irá desfrutar das benesses reservadas aos Espíritos puros, como também não a isentará das provas que tenha que vencer e que são essenciais ao seu aprimoramento espiritual. Seria inadmissível crer que desfrutasse, sem esforço, das bem-aventuranças eternas.

Neste caso, seria uma injustiça divina liberar tais Espíritos das vicissitudes próprias da vida corpórea, normalmente cheia de tribulações e de dores. Em relação a esta questão, Allan Kardec indaga os Espíritos superiores: - O Espírito da criança que morre em tenra idade, não tendo podido fazer o mal, pertence aos graus superiores?

 - "Se não fez o mal, também não fez o bem, e Deus não o afasta das provas que deve sofrer. Se é puro, não é pelo fato de ter sido criança, mas porque já se havia adiantado" (LE, perg. 198).

Segundo o princípio da reencarnação, as oportunidades de crescimento espiritual são iguais para todos, sem exceção e sem privilégios, e quem se retardar somente a si mesmo cabe queixar-se, pois assim como os homens têm o mérito de suas ações, também têm o de suas responsabilidades. 

Existem várias causas para a interrupção da vida de um Espírito em plena infância corpórea; dentre elas, a que pode constituir uma prova ou expiação para seus pais, ou ainda o fato de que o Espírito tenha vivido apenas o suficiente para complementar uma vida anterior, interrompida antes do tempo devido.

O Espírito de uma criança desencarnada em tenra idade poderá ser tão adiantado quanto o de seus pais, sendo-o algumas vezes muito mais, porquanto pode dar-se que muito mais já tenha vivido e adquirido maior soma de experiências, sobretudo se progrediu (LE, perg. 179). 

Não se pode também considerar a infância como um estado de inocência, pois frequentemente surgem crianças portadoras de maus instintos, numa idade em que a educação ainda não pode exercer sua influência. Muitas crianças trazem de forma inata tendências negativas, não obstante o exemplo do meio em que vivem; tais tendências somente podem vir do estado de inferioridade do Espírito.

O Espírito que retorna à espiritualidade ainda na infância corpórea, e não teve por isso tempo suficiente para manifestar suas virtudes adquiridas ou suas imperfeições, terá de retornar ao plano material para completar sua programação evolutiva. Aqueles que são viciosos, é que progrediram menos e têm então de sofrer as consequências, não dos seus atos da infância, mas das suas existências anteriores. É assim que a lei se mostra a mesma para todos e a justiça de Deus a todos abrange (LE, perg. 199a).

SEXO NOS ESPÍRITOS: Em relação a esta questão, Allan Kardec indaga aos Espíritos benfeitores: - Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?

 - "Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar (LE, perg. 202). Os Espíritos, enquanto essência inteligente não tem sexo, da forma que se entende, uma vez que o sexo depende da constituição orgânica. Entre eles existe amor e simpatia, mas baseados na afinidade de sentimentos, na afeição que conseguiram amealhar no transcorrer de outras existências".

Os Espíritos, enquanto seres psíquicos guardam em si uma tendência masculina ou feminina.

No entanto, podem por vezes habitar um corpo de um homem ou o corpo de uma mulher, depende das provas que tenha que vencer, ou das expiações pelas quais tenha que passar.

No decurso do seu processo evolutivo, o Espírito necessita realizar o maior número possível de experiências, para enriquecer-se e atingir o estado de angelitude. Ele precisa, pois, encarnar nas mais diversas posições sociais, intelectuais e morais. Necessita por isso passar pela vivência de ambas as polaridades sexuais, sendo levado, portanto, a algumas vezes encarnar como homem e outras como mulher.

QUESTIONÁRIO:

A - SORTE DAS CRIANÇAS APÓS A MORTE - SEXO DOS ESPÍRITOS

1 - Quando o Espírito desencarna em tenra idade, qual será a sua conduta evolutiva?

2 - A inocência da criança significa que o seu Espírito é evoluído?

3 - Os Espíritos têm sexo na forma como entendemos?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 30 de junho de 2022

11ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

OS LAÇOS DE FAMÍLIA SÃO FORTALECIDOS PELA REENCARNAÇÃO E QUEBRADOS PELA UNICIDADE DA EXISTÊNCIA

A reencarnação possibilita melhor integração entre os membros de uma família, pois aqueles que se amam procuram estreitar cada vez mais os laços afetivos, pedindo a Deus para reencarnarem sempre nos mesmos círculos familiares. 

Ocorre frequentemente que em uma família encarnam Espíritos que não se afinam com os demais, demonstrando tendências diversas, parecendo, pelas suas inclinações e gostos, que nada têm em comum com seus parentes. As encarnações de Espíritos que são estranhos no seio das famílias têm a dupla finalidade de servirem de prova para uns e meio de progresso para outros. Os menos evoluídos melhoram pouco a pouco ao contato direto com os bons e pelas atenções que deles recebem; geralmente seu caráter se abranda, seus costumes se aperfeiçoam e as antipatias desaparecem.

Os Espíritos constituem, no mundo espiritual, verdadeiras famílias unidas pela afeição, pela semelhança de inclinações e pela atração mútua. Sentindo-se felizes por estarem juntos, eles procuram sempre maior entrelaçamento afetivo em todos. 

A encarnação só os separa momentaneamente, porque retornando à erraticidade se reencontram, assim como sucede com amigos quando retornam de uma longa viagem. Muitas vezes também reencarnam juntos numa mesma família consanguínea ou num mesmo círculo familiar, para assim palmilharem juntos, o roteiro evolutivo.

Os laços afetivos ocorrem entre Espíritos que nutrem verdadeira afeição mútua, a única que sobrevive à destruição do corpo. 

Quando a união no mundo corpóreo teve apenas por objetivo a satisfação dos sentidos, não há qualquer motivo para se procurarem na espiritualidade, enquanto que as afeições espirituais são permanentes. Deste modo, as afeições carnais extinguem-se com as causas que as provocaram, que deixam de existir no mundo espiritual.

A teoria da unidade da vida exclui, necessariamente, a preexistência da alma, que seria criada ao mesmo tempo que o corpo, sem qualquer ligação anterior. Todos os membros de uma família seriam estranhos entre si, sem nenhuma ligação espiritual. Após a desencarnação, considerando-se esta teoria, a sorte do Espírito estaria definitivamente selada, com a consequente anulação de todo progresso conquistado; são, assim, imediatamente separadas para sempre, sem esperança de jamais se aproximarem, (as almas) de tal sorte que pais, mães e filhos, maridos e mulheres, irmãos, amigos, não estão jamais certos, de se reverem; é a ruptura mais absoluta dos laços de família.

Pela reencarnação e pelo progresso que lhe é consequente, todos os que se amam se encontram no mundo físico e no mundo espiritual, caminhando juntos rumo à perfeição espiritual. Se alguns fracassam ou retardam o seu progresso, nem por isso as esperanças estão perdidas, uma vez que serão sempre amparados pelos que os amam, para retornarem à senda evolutiva, havendo, portanto perpétua solidariedade entre Espíritos encarnados e desencarnados.

QUESTIONÁRIO:

C - OS LAÇOS DE FAMÍLIA SÃO FORTALECIDOS PELA REENCARNAÇÃO E QUEBRADOS PELA UNICIDADE DAS EXISTÊNCIAS

1 - Em que sentido os Espíritos formam uma família no mundo espiritual?

2 - Ocorre, frequentemente, que em determinada família encarnem Espíritos que não se afinam com os demais membros da família: Por quê?

3 - A teoria da unicidade da existência exclui a preexistência da alma: Explique.

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terça-feira, 28 de junho de 2022

11ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

DA REENCARNAÇÃO - JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

O princípio da pluralidade das existências do Espírito é o único que satisfaz no tocante à ideia que se tem da justiça de Deus, quanto às diferenças individuais, tais como: posições sociais, as enfermidades, o poder, a saúde, a satisfação dos sentidos, etc.. Deste modo, o princípio da reencarnação é o único capaz de explicar o presente e renovar as esperanças, pois é através dela que o homem resgata seus erros em vidas futuras, bem como compreende a bondade infinita do Criador.

A reencarnação se contrapõe à teoria da unicidade das existências, pela qual o Espírito viveria uma só vez na forma física e teria seu destino definitivamente selado após a desencarnação, defrontando-se então com o dilema: bem-aventurança ou condenação eterna. Mas, a razão indica, e os bons Espíritos ensinam que o Espírito que ainda não alcançou a perfectibilidade na vida corpórea, terá pela frente a oportunidade de novos renascimentos em corpos físicos para prosseguir na sua caminhada evolutiva.

Allan Kardec indaga aos benfeitores espirituais: - O número de existências corporais é limitado, ou o Espírito se reencarna perpetuamente?

 - "A cada nova existência, o Espírito dá um passo na senda do progresso; quando se despojou de todas as suas impurezas, não precisa mais das provas da vida corpórea". Portanto, pelo princípio da reencarnação, o Espírito no itinerário de sua perfectibilidade, terá pela frente a oportunidade de novos renascimentos. 

Pela reencarnação, reparam faltas cometidas, ao mesmo tempo em que assumem o compromisso de novas provas, pois um dia todos tornar-se-ão Espíritos puros.

O número de reencarnações não é o mesmo para todos os Espíritos, porquanto depende do esforço que cada um faz em prol do seu aprimoramento intelectual e moral. A cada nova existência o Espírito dá um passo adiante na senda do progresso; uma vez livre de todas as impurezas, não terá mais necessidade de novas vidas corporais. 

Deus jamais seria um Pai de justiça, de incomensurável amor e bondade, se condenasse os que não conseguiram vencer suas provas por fatores adversos, encontrados no próprio meio onde foram colocados e alheios à sua vontade.

Seria sumamente injusto se julgasse seus filhos de modo diferente uns dos outros, ou que aplicasse a sua justiça de modo unilateral. 

Todos os Espíritos caminham à perfectibilidade, e Deus lhes faculta meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações de inúmeras vidas corpóreas para atingirem o objetivo para o qual foram criados.

QUESTIONÁRIO:

B - DA REENCARNAÇÃO - JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

1 - Em que sentido a reencarnação consagra a Lei de Causa e Efeito?

2 - Como a reencarnação desfaz o mito das "penas eternas"?

3 - De quantas reencarnações o Espírito precisa para sua evolução?

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quinta-feira, 23 de junho de 2022

11ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS I

PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS: Constituindo-se em uma lei da natureza, a pluralidade das existências é uma realidade inerente ao homem, cujos indícios se revelam desde as épocas mais remotas da humanidade, evidenciando o fato de que ela sempre foi uma verdade insofismável. 

Os Vedas, nos rituais que presidiam à iniciação dos seus adeptos, já apregoavam as leis que presidem os mistérios da imortalidade da alma, da pluralidade das existências e dos mundos.

O Bramanismo também tinha e tem como base a crença em tal princípio. 

Krishna, por sua vez, renovou as teorias védicas ao ensinar que "o corpo é o envoltório da alma que aí tem a sua morada, sendo uma coisa finita; porém a alma que o habita é invisível, imponderável e eterna".

Buda foi ainda mais incisivo ao afirmar: "Uma vida curta, uma vida longa, um estado mórbido, uma boa saúde, o poder, a fraqueza, a fortuna, a pobreza, a ciência, a ignorância. tudo isso depende de atos cometidos em anteriores existências".

Pitágoras, filósofo e matemático grego, era um fiel partidário da teoria da transmigração da alma de um corpo para outro. 

Orígenes, importante filósofo e teólogo da igreja grega, admitia a preexistência da alma como uma necessidade lógica, na explicação de certas passagens da Bíblia, chegando à conclusão de que se ela não existisse, Deus seria injusto. 

Entre os Judeus, a ideia das vidas sucessivas era geralmente admitida. A crença nos renascimentos dos Espíritos encontra-se indicada veladamente no Antigo Testamento, porém muito mais claramente nos Evangelhos, como se pode verificar em algumas de suas passagens.

Platão, uma das maiores figuras da filosofia de todos os tempos, já concebia a chamada Teoria da Reminiscência, segundo a qual o nosso conhecer é apenas o recordar. A ocasião para isso é o encontro com as coisas deste mundo, o qual desperta na alma a recordação das ideias e lembranças. No sistema de Platão, a Doutrina da Reminiscência exerce três funções importantes: 

a - Fornece uma prova da preexistência, da espiritualidade e da imortalidade da alma; 

b - Estabelece uma ponte entre a vida antecedente e a vida presente; 

c - Dá valor ao conhecimento das coisas deste mundo, reconhecendo-lhe o mérito de despertar as recordações das ideias.

Vê-se, assim, que os Espíritos benfeitores apenas renovam um princípio que teve origem nas primeiras idades do homem e que se conservou até hoje. A diferença é que os Espíritos apresentam esse princípio de um ponto de vista mais de acordo com as leis evolutivas da natureza, e de conformidade com os desígnios de Deus.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS II

FUNDAMENTOS: Ao trazer à luz esclarecimentos sobre a pluralidade das existências corpóreas, os Espíritos superiores resgatam uma doutrina que teve início nos primeiros tempos da humanidade. Mas, algumas correntes doutrinárias deixaram de lado em seus fundamentos o princípio evolutivo da reencarnação, preferindo antes, consagrar a teoria da unicidade das existências. Desta forma, rejeitaram princípios que poderiam auxiliar o homem em seus questionamentos existenciais. Porém, cedo ou tarde, ao atingir a sua maturidade espiritual, a humanidade não poderá conciliar as diversidades da evolução e as consequentes divergências sociais, em face da inverossímil possibilidade de a alma encarnar uma só vez.

Ao tecer algumas considerações sobre a pluralidade das existências, Allan Kardec formulou as seguintes questões: 

1 - Por que a alma revela aptidões tão diversas e tão independentes das ideias adquiridas pela educação? 

2 - De onde vem a aptidão extranormal de algumas crianças de pouca idade para esta ou aquela ciência, enquanto outras permanecem inferiores ou medíocres por toda a vida? 

3 - De onde vêm, para uns, as ideias inatas ou intuitivas, que não existem para outros? 

4 - Por que alguns homens, independentemente da educação, são mais adiantados que outros? 

5 - Se a existência presente deve ser decisiva para a sorte futura, qual é, na vida futura, respectivamente, a posição do selvagem e a do homem civilizado? Estarão no mesmo nível ou estarão distanciados no tocante à felicidade eterna?

6 - O homem que trabalhou toda a vida para melhorar-se estará no mesmo plano daquele que permaneceu inferior, não por sua culpa, mas porque não teve o tempo nem a possibilidade de melhorar? Há uma doutrina que possa resolver essas questões? 

Admiti as existências sucessivas, e tudo estará explicado de acordo com a justiça de Deus. Aquilo que não pudemos fazer numa existência, faremos em outra. É assim que ninguém escapa à lei do progresso.

Cada um será recompensado segundo o seu verdadeiro merecimento, ninguém é excluído da felicidade suprema a que se pode aspirar, sejam quais forem os obstáculos que encontre no seu caminho.

Portanto, as discrepâncias ocorrem em função dos desvios cometidos, e que exigem reajuste perante Deus. Deve-se, pois, reconhecer que a pluralidade das existências é a única capaz de explicar aquilo que, sem ela, seria inexplicável, pois representa para o homem a resposta aos seus anseios, na medida em que explica o presente e lhe possibilita novas oportunidades corpóreas de aprimoramento espiritual.

QUESTIONÁRIO:

A: CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS I, II

1- Em que sentido a teoria de Platão é precursora do princípio da reencarnação?

2 - Qual a posição de Orígenes perante a teoria da pluralidade das existências? Pesquise

3 - Por que a pluralidade das existências é superior à teoria da unicidade das existências?

Fonte da imagem: Internet Google.