CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

11ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE A: CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS I

PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS: Constituindo-se em uma lei da natureza, a pluralidade das existências é uma realidade inerente ao homem, cujos indícios se revelam desde as épocas mais remotas da humanidade, evidenciando o fato de que ela sempre foi uma verdade insofismável.

Os Vedas, nos rituais que presidiam à iniciação dos seus adeptos, já apregoavam as leis que presidem os mistérios da imortalidade da alma, da pluralidade das existências e dos mundos.

O Bramanismo também tinha e tem como base a crença em tal princípio.

Krishna, por sua vez, renovou as teorias védicas ao ensinar que "o corpo é o envoltório da alma que aí tem a sua morada, sendo uma coisa finita; porém a alma que o habita é invisível, imponderável e eterna".

Buda foi ainda mais incisivo ao afirmar: "Uma vida curta, uma vida longa, um estado mórbido, uma boa saúde, o poder, a fraqueza, a fortuna, a pobreza, a ciência, a ignorância. tudo isso depende de atos cometidos em anteriores existências".

Pitágoras, filósofo e matemático grego, era um fiel partidário da teoria da transmigração da alma de um corpo para outro.

Orígenes, importante filósofo e teólogo da igreja grega, admitia a preexistência da alma como uma necessidade lógica, na explicação de certas passagens da Bíblia, chegando à conclusão de que se ela não existisse, Deus seria injusto.

Entre os Judeus, a ideia das vidas sucessivas era geralmente admitida. A crença nos renascimentos dos Espíritos encontra-se indicada veladamente no Antigo Testamento, porém muito mais claramente nos Evangelhos, como se pode verificar em algumas de suas passagens.

Platão, uma das maiores figuras da filosofia de todos os tempos, já concebia a chamada Teoria da Reminiscência, segundo a qual o nosso conhecer é apenas o recordar. A ocasião para isso é o encontro com as coisas deste mundo, o qual desperta na alma a recordação das ideias e lembranças. No sistema de Platão, a Doutrina da Reminiscência exerce três funções importantes:

a - Fornece uma prova da preexistência, da espiritualidade e da imortalidade da alma;

b - Estabelece uma ponte entre a vida antecedente e a vida presente;

c - Dá valor ao conhecimento das coisas deste mundo, reconhecendo-lhe o mérito de despertar as recordações das ideias.

Vê-se, assim, que os Espíritos benfeitores apenas renovam um princípio que teve origem nas primeiras idades do homem e que se conservou até hoje. A diferença é que os Espíritos apresentam esse princípio de um ponto de vista mais de acordo com as leis evolutivas da natureza, e de conformidade com os desígnios de Deus.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS II

FUNDAMENTOS: Ao trazer à luz esclarecimentos sobre a pluralidade das existências corpóreas, os Espíritos superiores resgatam uma doutrina que teve início nos primeiros tempos da humanidade. Mas, algumas correntes doutrinárias deixaram de lado em seus fundamentos o princípio evolutivo da reencarnação, preferindo antes, consagrar a teoria da unicidade das existências. Desta forma, rejeitaram princípios que poderiam auxiliar o homem em seus questionamentos existenciais. Porém, cedo ou tarde, ao atingir a sua maturidade espiritual, a humanidade não poderá conciliar as diversidades da evolução e as consequentes divergências sociais, em face da inverossímil possibilidade de a alma encarnar uma só vez.

Ao tecer algumas considerações sobre a pluralidade das existências, Allan Kardec formulou as seguintes questões:

1 - Por que a alma revela aptidões tão diversas e tão independentes das ideias adquiridas pela educação?

2 - De onde vem a aptidão extranormal de algumas crianças de pouca idade para esta ou aquela ciência, enquanto outras permanecem inferiores ou medíocres por toda a vida?

3 - De onde vêm, para uns, as ideias inatas ou intuitivas, que não existem para outros?

4 - Por que alguns homens, independentemente da educação, são mais adiantados que outros?

5 - Se a existência presente deve ser decisiva para a sorte futura, qual é, na vida futura, respectivamente, a posição do selvagem e a do homem civilizado? Estarão no mesmo nível ou estarão distanciados no tocante à felicidade eterna?

6 - O homem que trabalhou toda a vida para melhorar-se estará no mesmo plano daquele que permaneceu inferior, não por sua culpa, mas porque não teve o tempo nem a possibilidade de melhorar? Há uma doutrina que possa resolver essas questões?

Admiti as existências sucessivas, e tudo estará explicado de acordo com a justiça de Deus. Aquilo que não pudemos fazer numa existência, faremos em outra. É assim que ninguém escapa à lei do progresso.

Cada um será recompensado segundo o seu verdadeiro merecimento, ninguém é excluído da felicidade suprema a que se pode aspirar, sejam quais forem os obstáculos que encontre no seu caminho.

Portanto, as discrepâncias ocorrem em função dos desvios cometidos, e que exigem reajuste perante Deus. Deve-se, pois, reconhecer que a pluralidade das existências é a única capaz de explicar aquilo que, sem ela, seria inexplicável, pois representa para o homem a resposta aos seus anseios, na medida em que explica o presente e lhe possibilita novas oportunidades corpóreas de aprimoramento espiritual.

QUESTIONÁRIO:

A: CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS I, II

1- Em que sentido a teoria de Platão é precursora do princípio da reencarnação?

2 - Qual a posição de Orígenes perante a teoria da pluralidade das existências? Pesquise

3 - Por que a pluralidade das existências é superior à teoria da unicidade das existências?


Fonte da imagem: Internet Google.

Nenhum comentário:

Postar um comentário