CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

24a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ

O conceito de verdade é algo que tem desafiado a humanidade desde os seus primórdios, desde os primeiros filósofos da Grécia antiga que debateram sua natureza. Discutiram se sua realidade era absoluta, relativa ou ilusória. Nenhum deles chegou a uma conclusão definitiva, ainda que existam muitos conceitos diferentes sobre ela. O Espírito Emmanuel comenta que, ainda hoje, dada a profunda diversidade das mentes é impossível, por enquanto, a exposição da realidade plena ao Espírito. “Vemos verdades estagnadas nas igrejas dogmáticas, verdades provisórias nas ciências, verdades progressivas nas filosofias, verdades convenientes nas lides políticas e verdades discutíveis em todos os ângulos da vida civilizada.” (Vinha de Luz, 175).

O que tratamos sobre este tema é que, no plano individual, Jesus é a verdade sublime e reveladora. A tão conhecida frase “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara” é proveniente de um discurso travado entre Jesus e os Fariseus. O Mestre citava que “Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos libertara”. Falava Jesus de uma liberdade espiritual para aqueles que seguissem os seus preceitos. E complementava logo a seguir: “Todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo”, afirmação que faz todo sentido pelo que podemos verificar no nosso próprio dia-a-dia.

Quanto mais nos apegamos às coisas materiais, mais cegos ficamos para aqueles que são os verdadeiros tesouros, que de fato nos conduzem a felicidade verdadeira.

A mensagem bíblica ensina que não há liberdade na mentira. A liberdade procede da verdade, e a verdade esta nos ensinamentos de Jesus. Conhecer a verdade é conhecer o próprio Cristo. Isto implica em amá-lo, acatá-lo, honrá-lo e seguir fielmente os seus ensinos.

Para se levar em conta a verdade, é preciso considerar que a fé esta relacionada ao seu reconhecimento. Isso significa que a verdade se identifica com a verdadeira e correta doutrina; a pregação do Evangelho é denominada “palavra da verdade”. Aprendemos que Cristo veio ao mundo para dar testemunho da verdade. O reconhecimento da verdade, por outro lado, corresponde a uma libertação. Sua libertação não se refere a um reconhecimento racional, que isente de erros e preconceitos: a verdade nos liberta espiritualmente, enobrecendo nossas virtudes.

Só existe verdadeira liberdade na submissão ao dever fielmente cumprido. Emmanuel assim se expressa: “Quem apenas Vislumbra a glória ofuscante da realidade, fala muito e age menos. Quem, todavia, lhe penetra a grandeza indefinível, age mais e fala menos”.

Se nossa escolha é livre, ela pode tender tanto para o bem quanto para o mal. Optando pelo bem, teremos como consequência novos atos livres no bem, o que aumenta a nossa liberdade; ao contrario, optando por atos viciosos, teremos de arcar com as consequências, o que diminui a nossa liberdade. A escolha de um vício faz-nos ficar presos a ele. Em outras palavras, a pessoa não é livre, está escravizada ao vicio, seja ele qual for.

Podemos extrapolar este mesmo raciocínio para quaisquer vícios ou vicissitudes presentes na humanidade que nos atrelam a vida material.

À medida que nos elevamos espiritualmente, tanto em termos do conhecimento como em termos morais, vamos nos desvencilhando das ilusões que a vida material nos enreda. Vamos nos libertando, abrindo novos horizontes para a vida espiritual. Quando a verdade brilhar em nosso caminho, veremos que o erro, as admoestações, as tribulações não representam espantalhos, mas sim lições valorosas que têm como objetivo central, afastar-nos do mal, da vaidade e do tolo egoísmo.

Emmanuel comenta que embora a tribulação seja a tormenta da alma, ninguém deveria olvidar lhe os benefícios (Vinha de Luz, 119), ou seja, a libertação da nossa alma dos apegos às coisas materiais e aos desmandos da inteligência viciosa.

À medida que seguimos os ensinamentos dispostos no Evangelho, colocando de fato em prática as orientações iluminadas que lá se encontram, deparamos com a Verdade. Processa-se dentro de nós uma grande transformação que gradativamente nos eleva a um nível de compreensão tão elevado que passamos a encarar a tudo e a todos que nos cercam com olhos de entendimento. O homem passa então a “observar a experiência sob outros prismas, elege mais altos padrões de luta, descortina metas santificantes e identifica-se com horizontes mais largos” (“Vinha de Luz”, 175). Esta é a tão sonhada liberdade, livre de preconceitos, de apegos, descompromissada das coisas materiais e fortemente comprometida com a causa do Espírito, penetrando mais intensamente na órbita da Verdade.

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Vinha de Luz
Bíblia de Jerusalém: Novo Testamento. João 8:32

Questões para reflexão:

1) Relacione alguns tipos de comportamentos que conduzem o homem ao insucesso em suas tarefas mediúnicas.

2) Segundo Kardec a obsessão é um dos maiores obstáculos da mediunidade. Cite alguns meios de combatê-los.

3) Analise o ensinamento de Jesus: “conhecereis a verdade e a verdade vos Libertará”.

4) Descreva as consequências de nossas escolhas; e faça a diferença entre aqueles que optam pelo bem e os que optam pelos vícios.

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

24a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


INSUCESSOS MEDIÚNICOS - DESASTRE ESPIRITUAL

“Das cidades, colônias e demais núcleos espirituais do Espaço, constantemente partem, com destino a Terra, trabalhadores que pediram ou receberam, como dádiva do Alto, tarefas de serviço ou de resgate, no Campo nobilitante da mediunidade”. (“Mediunidade” - Edgar Armond).

Enquanto nos encontramos na erraticidade a Espiritualidade nos auxilia a nos prepararmos para que tenhamos condições de realizar as tarefas a que nos propomos ou que nos são impostas de acordo as nossas necessidades de evolução.

Entretanto, ao reencarnarmos partimos mentalizando as mais nobres intenções, amparados por nossos mentores, convictos que vamos vencer a longa jornada que se inicia. Infelizmente, na maioria das vezes, quando chega o momento de colocarmos em prática aquilo que nos comprometemos ou nos foi designado, acabamos por nos enredar pelas vicissitudes que nos desviam por completo de nossos compromissos.

Os dirigentes das instituições do Espaço comentam que a maioria dos médiuns não triunfa em suas tarefas e acaba por fracassar apesar de todo auxilio que recebem dos planos invisíveis (“Mediunidade” Edgar Armond).

André Luiz exemplifica vários casos de cooperadores de “Nosso Lar”, que faliram nas missões da mediunidade e da doutrinação (Os Mensageiros). Esclarece ainda que alguns alcançaram resultados parciais nas tarefas a desenvolver, mas a maioria tem fracassado ruidosamente.

Vemos assim que o comportamento de quem reencarna com obrigações definidas, no setor mediúnico, é objeto de preocupação dos amigos da vida espiritual (“Mediunidade e Evolução” – Martins Peralva). A causa geral dos insucessos mediúnicos é a ausência da noção de responsabilidade e da recordação do dever a cumprir (Edgar Armond).

Esses fatores, associados ao despreparo espiritual e doutrinário, evangélico e moral, podem ocasionar consequências imprevisíveis.

Segundo Martins Peralva diversos tipos de comportamento levam o médium ao fracasso:

- Fuga do serviço, sob alegações pueris;

- Repúdio à faculdade, temerosos do sofrimento;

- Negligência às tarefas;

- Trabalhos com má vontade;

- Cultivo de dúvidas infundadas;

- Menosprezo dos dons mediúnicos conferidos com vistas ao aperfeiçoamento;

- Valorização de argumentos e opiniões de pessoas que não podem compreender a grandeza da tarefa mediúnica;

- Insegurança interior;

- Cultivo de caprichos individuais;

- Importância excessiva ao problema das considerações públicas;

- Abraçar as tarefas sem identificar-lhes a grandeza e excelsitude;

- Deturpar a função mediúnica;

- Praticar atos estranhos ao pensamento doutrinário;

- Objetivos inferiores, dissociando o serviço de intercâmbio do imperativo evangélico.

Os motivos que levam o médium a deserção de seus trabalhos são vários. Martins Peralva os resume:

- A desconfiança dos encarnados pode, ferindo-lhe a suscetibilidade, fazê-lo abandonar a tarefa;

- Pouca importância aos avisos e advertências de irmãos desencarnados;

- A autodesconfiança, com excessivo receio de mistificações ou animismo;

- Refratariedade a conselhos ou criticas construtivas de companheiros mais prudentes e experimentados, deixando-se levar pelo melindre.

Além desses motivos, o engano por transitórias facilidades materiais faz com que médiuns promissores acabem por abandonar os compromissos assumidos tomando-se companheiros fracassados de ideais mais nobres. Há inúmeros médiuns que se propõem a instruir e escrever, falar e materializar, aliviar e consolar, em nome dos Mensageiros da Luz; entretanto, não passam da região do “muito desejo.” (“Seara dos Médiuns” - Emmanuel).

Também o desenvolvimento prematuro de faculdades mediúnicas, tentando forçar sua floração espontânea, é desaconselhável por todos os títulos, podendo incorrer em resultados imprevisíveis. Conforme comenta Emmanuel, a mediunidade é como um botão de rosa, que não desabrocha, que não se converte em rosa antes do tempo. Botão violentado, pétalas despedaçadas.

A simples falta de dedicação aprofundando-se no estudo pode levar o médium a desorientar-se e perder-se num manancial de ilusões e a se envolver num sincretismo deturpador das orientações concentradas no Espiritismo, chegando a casos mais graves como a comercialização da mediunidade ou práticas desvirtuadas dos seus propósitos elevados.

Dentre os fatores que acabam por destruir o trabalho que o médium se comprometeu a realizar, destaca-se a obsessão. Infelizmente, a maioria dos tarefeiros da mediunidade, dada a imperfeição moral, ainda não alcançou a faixa sublime aonde operam os mensageiros do amor, motivo pelo qual verificamos frequentes casos de obsessões dolorosas impedindo a realização de obras que seriam conduzidas pelos médiuns.

Obsessões tidas como simples, até são facilmente identificáveis pelo médium e, mantendo-se vigilante, saberá lidar com essa possibilidade que, conforme comenta Kardec (Livro dos Médiuns), terá o inconveniente de atrapalhar as comunicações com os Espíritos. Entretanto, há os casos graves, como a fascinação e a subjugação, explicados em detalhes no capitulo dedicado às obsessões em “O Livro dos Médiuns”. Essas obsessões paralisam a capacidade do médium de entendimento tomando-o joguete nas mãos de entidades perversas, culminando em instruções infundadas e na falta de discernimento que não lhes permite compreender as tolices de que são intérpretes e as publicações inoportunas com graves falhas doutrinárias que realizam.

Kardec comenta que a obsessão é um dos maiores obstáculos da mediunidade e recomenda providências imediatas para combatê-la. É sabido que imperfeições morais dão acesso aos Espíritos obsessores. O meio mais seguro para deles se livrar é atrair os bons pela pratica do bem.

Médium inconstante, volúvel, saltitante, ora aqui, ora acolá, semanas no trabalho, meses na ociosidade, não inspira confiança nem aos mentores espirituais, nem aos companheiros de tarefa. Os obreiros do Senhor necessitam de instrumentos firmes, abnegados, valorosos na fé, perseverantes, sem embargo das limitações comuns a todos nós, mas esforçados em sua remoção (Mar0tins Peralva).

Sabemos que a Misericórdia Divina da a aquele que falhou incessantes e renovadas oportunidades de redenção. Deus, Pai Amoroso e Justo, concede-nos os recursos da reabilitação plena. Temos ao nosso dispor infinitas oportunidades de trabalho, mas, para atingirmos os resultados precisos, é imprescindível que renunciemos ao inferior e nos esforcemos constantemente para nos mantermos ligados ao Alto.

“Orai e vigiai” é a recomendação de Jesus.

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Os Mensageiros
ARMOND, Edgard. Mediunidade
PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Seara dos Médiuns

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

23a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


A CURA DE UM COXO E O DISCURSO DE PEDRO

Pela falta de conhecimento, as curas realizadas por Jesus e pelos seus Apóstolos, bem como as curas narradas no Antigo Testamento são entendidas como milagres, fenômenos sobrenaturais. Na realidade, nada mais são do que a manipulação de fluidos, através da ação psíquico-magnética, por terem o conhecimento de sua utilização, uma vez que fazem Parte das Leis Divinas. Estas manipulações fluídicas são realizadas em prol de auxiliar e socorrer os necessitados conforme os desígnios de Deus. Podemos estudar e observar estes fatos, narrados tanto no Antigo como no Novo Testamento, pelas elucidações neles contidas.

Quando o Mestre disse: “Ide por toda a parte, curai os enfermos, expeli os demônios e anunciai o Evangelho”, podemos compreender que através da força do nosso pensamento (energia em movimento) aliada ao magnetismo que cada um é detentor, somos capazes de irradiar, socorrer e auxiliar aos necessitados.

Durante o tempo que seguiram Jesus, os apóstolos deram início ao seu aprendizado, se alicerçaram para por em prática as suas atividades mediúnicas, após o regresso do Mestre à verdadeira vida que é na pátria espiritual. Fortaleceram-se depois de receber comunicações mediúnicas no Cenáculo, no dia de Pentecostes.

“Pedro e João subiram ao templo, para a oração da hora nona. Fora levado um homem, coxo de nascença, o qual punha cada dia à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam, e este vendo a Pedro e a João, que iam entrar no templo, implorava-lhes que lhe dessem uma esmola. Pedro fitando os olhos nele, juntamente com João, disse: Olha para nós. E ele, esperando receber deles alguma coisa, olhava-os com atenção. Mas, Pedro disse: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho isso te dou; em nome de Jesus Cristo, o Nazareno: anda! E tomando-o pela mão direita, o levantou; e logo seus pés e artelhos se firmaram e, dando um salto, pôs-se de pé, e começou a andar; e entrou com eles no Templo, andando, saltando, e louvando a Deus. E todo o povo o viu andar e louvar a Deus, reconhecendo ser este o homem que se assentava a esmolar na Porta Formosa do Templo; todos ticaram cheios de admiração e pasmo pelo que lhe acontecera” - Atos - III – 1 a 10.

Nesta passagem observamos:

Os Apóstolos (eram destituídos de bens, eram na sua maioria pescadores); prata e ouro não tinham, mas tinham o “dom de Deus” que superava e supera a tudo que é material.

Que a cura do coxo foi feita por processo psíco-magnético (mente e fluido material), onde eles empregaram a fixação dos olhos (“olha para nós” - Pedro), e também ter estabelecido o contato com o doente (Pedro tomando-o pela mão direita, o levanta). Os membros entorpecidos do coxo adquiriram vigor, ele firmou-se nos pés. A cura fora rápida.

O povo daquela época, como é muito natural, pasmo e cheio de admiração pelo fato acontecido, ficou em torno de Pedro e João, com os olhos fixos, sem compreender como tinha ocorrido aquela cura e como puderam eles operar.

Pedro ao falar para o povo, exaltando o poder de Deus, de Abrahão, de Isaac e de Jacob, que glorificou a Jesus, que pela fé do coxo, o auxiliou, pela mediunidade de cura que ambos possuíam, aquele homem se restabelecera. Este acontecimento deu-se no Pórtico de Salomão.

“Histeria e Fenômenos Psíquicos - As Curas Espíritas”, obra de Cairbar Schutel, enriquece, ainda mais, nosso conhecimento sobre as curas.

Vale salientar apenas que, todos somos médiuns, cada um dentro do seu grau de evolução e necessidade de burilamento em busca da perfeição. “Dai de graça o que de graça recebeste” eis o que nos diz o Mestre. Que possamos doar o nosso melhor em auxilio ao nosso próximo, pois o primeiro a ser beneficiado somos nós próprios.

Aceitemos o convite que o Mestre nos faz, quando diz: “Levanta-te, toma o teu leito e anda“ - João 5:8. A palavra do Senhor é sempre luz direta, nos impulsionando para frente e para a evolução. Se ficarmos aprisionados no leito da ignorância e da imperfeição, nunca nos libertaremos das correntes maléficas.

Emanuel nos alerta que: “Se egoísmo e orgulho, inveja e ciúme, cobiça e vaidade ainda nos prendem o coração ao catre do infortúnio, ouçamos o convite do mestre e levantemos”. E ao erguer-nos pela fé, saberemos sofrer a consequência ainda amarga de nossa própria sombra, caminhando, por fim, ao encontro da Luz. Para fortalecimento, recorramos à oração, que nos entrosará as Leis Divinas.

Se a cura demorar, jamais nos aflijamos e busquemos o socorro da oração. E que lembremo-nos, no entanto, de que lesões e chagas, frustrações e defeitos, em nossa forma externa, são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus.

Bibliografia:

SCHUTEL, Cairbar. Vida e Atos dos Apóstolos: lição “A cura de um Coxo e o Discurso de Pedro”.
SCHUTEL, Cairbar. Histeria e Fenômenos Psíquicos: As Curas Espíritas
XAVIER, Francisco Cândido (Espíritos Diversos). Ideal Espírita: lição 42
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Seara dos Médiuns: lição Oração e Cura

Questões para reflexão:

1) Comente a libertação de Pedro.

2) Descreva o que ocorreu com Saulo na Estrada de Damasco.

3) Comente a importância da mediunidade nos trabalhos de cura.

4) No caso específico da “cura do coxo” explique o processo utilizado.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

23a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


MEDIUNIDADE DOS APÓSTOLOS

“Se alguém julga ser profeta ou inspirado pelo Espírito, reconheça um mandamento do Senhor nas coisas que estou escrevendo para vocês” (Paulo, aos Coríntios).

A mediunidade e Jesus

Quando Jesus recomenda a seus doze discípulos a divulgação de que o “reino do Céu esta próximo” fica evidenciado, aos que estudaram ou vivenciam esse fenômeno, que o Mestre se referia à era da faculdade mediúnica. Entretanto, por conta dos tradutores ou dos teólogos, essa realidade ficou comprometida no texto bíblico. Entretanto, como é impossível “tapar o sol com uma peneira”, podemos perfeitamente identificá-la, apesar de todo o esforço para escondê-la.

Abaixo, vários relatos do Novo Testamento, nos quais se observa a mediunidade dos apóstolos, como Jesus havia lhes falado.

O Evangelista Mateus narra o seguinte:

“Eis que eu vos envio como ovelhas entre lobos. Por isso, sedes prudentes como as serpentes e sem malicia como as pombas. Guardai-vos dos homens: eles vos entregarão ao Sinédrio e vos flagelarão em suas sinagogas. E, por causa de mim, sereis conduzido a presença de governadores e de reis, para dar testemunho perante eles e perante as nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados em saber como ou o que haveis de falar. Naquele momento vos será indicado o que deveis falar, porque não sereis vós que estareis falando, mas o Espírito de vosso Pai é que falará em vós”. (Mt 10:16-20) Sobre a transfiguração de Jesus, em Marcos, cap. 9:2 a 8, encontramos:

“Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e os levou, sozinhos, para um lugar retirado sobre uma alta montanha”. Ali foi transfigurado diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas, de uma alvura tal como nenhum lavadeiro na terra as poderia alvejar. E lhes apareceram Elias com Moises, conversando com Jesus: Rabi, é bom estarmos aqui. Façamos, pois, três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias. Pois não sabia o que dizer, porque estavam atemorizados. E uma nuvem desceu, cobrindo-os com sua sombra. E da nuvem saiu uma Voz: “Este é o meu Filho amado; ouvi-o”

E de repente, olhando ao redor, não viram mais ninguém: “Jesus estava sozinho com eles”.

Referente ao dia de Pentecostes, afirma o livro dos Atos dos Apóstolos, que, estando os discípulos de Jesus reunidos num cenáculo, celebrando o Dia de Pentecostes, foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles, que passaram a falar varias línguas (mediunidade poliglota), de forma que ali se produzisse estrondosa manifestação espiritual, fazendo com que despontasse, de forma coletiva, a mediunidade dos apóstolos, o que, naquela época era um fato inusitado, e que passaram a se comunicarem facilmente com os forasteiros de todas as nações que naquela época estavam em Jerusalém. (Cap. 2:1-4).

Fato semelhante aconteceu, um pouco mais tarde, nomeado como o Pentecostes dos pagãos: “Pedro ainda estava falando, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a Palavra. Os fiéis de origem judaica, que tinham ido com Pedro, ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo também fosse derramado sobre os pagãos. De fato, eles os ouviam falar em línguas estranhas e louvar a grandeza de Deus...” (At. 10:44-46).

Xenoglossia, na definição do Dicionário Eletrônico Aurélio é: A fala espontânea em língua(s) que não fora(m) previamente aprendida(s).

A respeito da libertação de Pedro da cadeia: a libertação de Pedro da prisão é organizada por um Anjo do Senhor que nada mais é que um Espírito superior materializado. Ele o conduz pelos obstáculos e pelos guardas sem que haja qualquer dificuldade. Chega a liberá-lo das correntes que o prendiam. A clareza deste trecho é emocionante.

De repente, sobreveio o Anjo do Senhor e uma Luz brilhou no cubículo. Tocando a Parte de Pedro, o Anjo fê-lo erguer-se, dizendo: “Levanta-te depressa!” E caíram-lhe as correntes das mãos. (Ato dos Apóstolos 12:7).

Pedro cura um paralítico em Lida: “Aconteceu que Pedro, que se deslocava por toda parte, desceu também para junto dos santos que moravam em Lida. Encontrou ali um homem chamado Enéias, que havia 8 anos estava de cama: era paralítico. Pedro então lhe disse: “Enéias, Jesus Cristo te cura! Levante-se e arruma teu leito”. Ele imediatamente levantou-se. Viram-no todos os habitantes de Lida e da planície de Saron e se converteram ao Senhor”.

Conversão de Paulo: Saulo como Doutor da Lei, tinha plenos poderes de perseguir e efetuar prisões aos seguidores do Nazareno. Seguiu para cidade Damasco, à procura e prisão de Ananias.

Durante o percurso, uma espessa nuvem de poeira cobria a estrada. Já se avistava a cidade de Damasco quando Saulo, envolvido por um brilho estranho, jaz em terra, mergulhando na mais completa escuridão em pleno meio-dia. Estava cego. Seguiu-se outra luz que banhou seus olhos e nela surgiu um homem vestindo túnica com pontos luminosos e cabelos a nazareno, que lhe falou com Voz amorosa: “Saulo, por que me persegues”?

O Doutor da Lei não compreendia o que se passava. Como somente ele via aquela majestosa figura, perguntou: “Quem sois vós, Senhor”? Então o homem disse: “Eu sou Jesus, a quem persegues”.

Em prantos, Saulo perguntou: “Senhor, que queres que eu faça”? “Entre na cidade e saberás o que fazer”, foi à resposta.

Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve a clarividência, de um momento para outro, vê o próprio Cristo, as portas de Damasco, e lhe recolhe as instruções. E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo moral, Jesus, condoído, recorre a Ananias, médium clarividente na aludida cidade, e pede lhe o socorro para o companheiro que encetava a nova tarefa.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XV itens 15, 43 e 44, 56 a 62
Bíblia de Jerusalém: Atos dos Apóstolos: 2:1-4; 4-6; 10:44-46; 12:7 - Mateus 10:16-20 - Paulo, I Coríntios
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Espírito de Verdade: item23
SCHUTEL, Cairbar. Vida e Atos dos Apóstolos

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

22a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


PODERES PSÍQUICOS

Segundo o evangelista Marcos (6:56), certa vez quando Jesus estava em Genesaré, ao sair de uma barca, logo o povo o reconheceu e o seguiu, em busca de auxilio. Relata o Evangelho: “E onde quer que Ele entrasse nas aldeias, nas cidades ou campos, punham os enfermos nas praças, rogando-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua veste; e quantos o tocavam saiam curado”.

Jesus, o mais perfeito Espírito que veio a Terra, era possuidor de faculdades e virtudes muitíssimo superiores as da nossa humanidade terrestre, por isso, curava os enfermos por conhecer leis que ainda desconhecemos.

“Agia por si mesmo, em virtude de seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados na medida de suas forças segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus”.

Contudo, mesmo tendo poderes em sua maioria ocultos aos olhos de muitos encarnados, Jesus curava com o objetivo de ser útil, de minorar as dores e não para satisfazer a curiosidade dos detratores e indiferentes, cumprindo a missão que recebera de Deus “porém nunca se prevaleceu dos milagres para se apresentar como possuidor do poder divino”.

Até os 12 anos de idade a vida de Jesus é desconhecida, mas nada leva a crer que tenha vivido uma rotina diferente do esperado. Nas narrativas de Lucas (2:41-52), ele aparece com essa idade no conhecido episódio do Templo, quando manteve um diálogo inteligente com os Doutores da Lei, surpreendendo a todos. Depois de seus pais irem buscá-lo no Templo, conta ainda Lucas que Jesus continua sua vida normalmente: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens" (2:52).

Pela ausência de informações sobre a vida de Jesus dos 12 aos 30 anos, surgiram as narrativas dos Evangelhos Apócrifos e a especulação de que ele teria passado esse tempo “em atividades iniciáticas na Índia, Egito, China ou qualquer outro lugar. Em geral essas especulações são cultivadas por pessoas sedentas de fantasias. Elas preferem ilusões às realidades prosaicas da vida e formam o caldo de cultura ideal para escritores inescrupulosos, que lhes exploram a ânsia pelo fantástico com falsas revelações ocultas”.

Há ainda os que pretendem que Jesus tenha passado esse tempo com os essênios. Quanto a isso, diz Emmanuel, em “A Caminho da Luz”: “O Mestre não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do principio”.

Se Jesus nunca quis que suas naturais faculdades prevalecessem entre os homens, se nunca se serviu delas para procurar privilégios, por que ainda muitos de nós buscamos a aquisição de poderes psíquicos como forma de destaque?

Sabemos que o Mestre sempre combateu tradições vazias e ritos exteriores, distante da vaidade e da presunção.

Como, então, procedermos no exercício da mediunidade e com a percepção aguçada que muitas vezes nos assinala a presente encarnação? “O anseio de melhorar-se, o desejo do equilíbrio, a intenção de manter a paz, constituem belos propósitos; no entanto, é recomendável que o aprendiz não se entregue as preocupações de notoriedade, devendo palmilhar o terreno dessas cogitações com a cautela possível’, aconselha-nos Emmanuel.

E Emmanuel complementa: “Ainda aqui, o Mestre Divino oferece a melhor exemplificação”.

A exemplificação do amor, da humildade, da mansuetude. Desde o começo de sua missão, em Cafarnaum, escolheu para seus discípulos, homens simples, destituídos de glorias e de saber superior. Sua doutrina é bastante clara: “dirigia-se a multidão, sobretudo aos deserdados e aos humildes. Tudo nela era feito para mover os corações, para arrebatar as almas até ao entusiasmo, iluminando, fortalecendo consciências”.

Daí a necessidade do nosso aprimoramento interior, o estudo constante, para que possamos nos enriquecer espiritualmente, que é o que verdadeiramente importa. A busca constante pelo destaque social é perigosa armadilha que acaba por nos comprometer cada dia mais.

Quando Jesus se despediu de seus discípulos nas suas ultimas instruções disse: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João, 13:35).

Emmanuel que nos aconselha: “Se já recolheste migalha de luz, diminui a sombra no outro. Vê-lo-ás, em toda parte, esperando-te auxílio. A árvore é julgada pelos frutos. A criatura é vista pelas próprias obras. Em todos os sucessos que partilhemos, alguém nos carrega a imagem. Aquilo, pois, que fizeste ao outro, a ti mesmo fizeste.” Trabalho em prol do semelhante e humildade, só assim conseguiremos que a figura luminosa do Cristo Redivivo habite no íntimo de nosso ser.

Bibliografia:

“Obras Póstumas” – 1ª Parte - Estudo sobre a natureza do Cristo - Item II
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Caminho, Verdade e Vida: Capitulo 70
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel) .Religião dos Espíritos: O outro
Bíblia de Jerusalém: Evangelho de Marcos. Capitulo 6, versículo 56
KARDEC, Allan. A Gênese: Capitulo XV - item 2
PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM
DENIS, Léon. Cristianismo e Espiritismo - cap. III

Questões para reflexão:

1) Comente sobre a superstição que acompanha o caso dos locais assombrados.

2) Explique que tipo de Espírito se liga aos chamados locais assombrados e o que fazer para afastá-lo.

3) Comente sobre as faculdades superiores de Jesus.

4) Comente a necessidade da busca de valores espirituais para auxiliar nosso semelhante.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

22a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


LOCAIS ASSOMBRADOS

A superstição e o desconhecimento das leis que regulam a vida espiritual originaram a crença em locais assombrados. Histórias muitas vezes fantasiosas e lendas são criadas sobre tais lugares, dando a eles um toque de mistério que, geralmente, impressiona os incautos e que assustam crianças. Como ocorre com fatos extraordinários que o senso comum desconhece, a ignorância viu sempre nos fenômenos espíritas uma causa sobrenatural e a fé cega complementaram o erro, juntando-lhes absurdas crendices.

A ocorrência pode ser real, quando não é provocada por fraudes, mas não maravilhosa ou sobrenatural.

Portanto, não existem lugares assombrados. Diz-nos Kardec em o “Livro dos Médiuns” que o fenômeno nada mais é do que “manifestações espontâneas verificadas em todos os tempos”, provocadas pela “insistência de alguns Espíritos em mostrarem a sua presença”. Na mesma obra, questão 85, Kardec explica que as manifestações Físicas têm por finalidade nos chamar a atenção para algo, além de nos convencer da presença de um poder que nos é superior.

Lembremo-nos de que foi por meio de uma manifestação espontânea desse tipo que a história do moderno Espiritualismo começou: as manifestações ocorridas em 1848 na casinha modesta da família Fox, em Hydesville, Estado de Nova Iorque (EUA), e que despertou o mundo para a realidade da vida espiritual. Ainda hoje aqueles que desconhecem as leis que regem o intercâmbio entre desencarnados e encarnados, ou seja, a afinidade e a sintonia, encaram a manifestação dos Espíritos como aparições demoníacas ou dos gênios do mal, quaisquer que sejam as manifestações e ainda mais no caso dos ditos locais assombrados.

Camille Flammarion na obra “As Casas Mal Assombradas” nos relata o caso da Rua das Nogueiras, em Paris, onde havia uma casa em que todos desistiam de morar, pelos inúmeros projéteis lançados em seu interior, vindos do nada e que chegavam a machucar quem lá estivesse. Um dos estudiosos do caso, o Marquês de Mirville, não chegando a nenhuma conclusão aceitável do que provocava o fenômeno, confessou, equivocado, que suas experiências só ajudaram-no a fortalecer sua crença na existência do demônio.

Segundo o Espiritismo, anjos e demônios não existem. Existem sim Espíritos puros, no caso dos denominados “anjos” ou ainda devotados ao mal, quando os rotulamos de “demônios”. Kardec elucida em “O Céu e Inferno” que “há Espíritos em todos os graus de adiantamento, moral e intelectual, na imensa escala do progresso. Em todos os graus existe, portanto, ignorância e saber, bondade e maldade”. Os Espíritos que se ocupam de manifestações físicas ou materiais são, comumente, os inferiores ou também designados por Espíritos batedores, pela mesma razão porque entre nós os torneios de força e agilidade são próprios dos saltimbancos e não de sábios.

Geralmente assim procedem por serem levianos e brincalhões, quando se comprazem em fazer travessuras (ver questão 530 de “O Livro dos Espíritos”), ou que não gostam de fazer coisas úteis, ou são demasiadamente apegados a matéria e por outras razões. E o que levaria ainda um Espírito a produzir tais fenômenos? “Sua simpatia por algumas das pessoas que frequentam os lugares ou o desejo de se comunicarem com elas. Entretanto, suas intenções nem sempre são louváveis. Quando se trata de maus Espíritos, podem querer vingar-se de certas pessoas das quais tem queixas”.

Contudo, qualquer seja a causa da manifestação, sempre é necessário que haja um médium por perto, pois o Espírito sozinho não consegue produzir o fenômeno. É preciso o médium que lhe forneça o fluido animalizado (ver questões 92 e 93 de “O Livro dos Médiuns”).

O Espírito também pode ser forçado a permanecer num local como lição. É o caso de algumas localidades onde aconteceram crimes, como é relatado na “Revista Espírita” de fevereiro de 1860, em “História de um condenado”. Em todos esses casos de manifestações, elas não se prendem a dias e horários específicos porque para os Espíritos o tempo é vivido de maneira diversa da nossa. A escuridão, o silêncio, o aspecto lúgubre do local, uma ruína, não favorecerão a realização do fenômeno, mas somente excitarão a imaginação da mentalidade pueril, embalada ainda pelos contos fantásticos que ouviu na infância.
Para afastar esses Espíritos é preciso que os habitantes do local se melhorem, pois são os pensamentos e as intenções que ligam os desencarnados aos encarnados. Sessões de exorcismo de nada valem, ao contrário, divertem esse tipo de Espírito. O melhor meio de expulsar um mau Espírito é atrair os bons, o que acontece quando fazemos o bem no limite das nossas forças. Dessa maneira, “os maus fugirão, pois o bem e o mal são incompatíveis. Sede sempre bons e só tereis bons Espíritos a vosso lado”.
Quando se trata de um Espírito sofredor que permanece no local, o melhor remédio é a prece para aliviar-lhe as dores. Kardec conclui que muitos Espíritos que se apegam a locais podem não se manifestar e mesmo sendo inferiores, não são necessariamente maus. “São mesmo, algumas vezes, companheiros mais úteis que prejudiciais, pois caso se interessem pelas pessoas podem protegê-las”.

Fatos antiquíssimos, que nos acompanham desde sempre, certamente ainda perdurarão por um longo tempo, até que aprendamos a nos desapegar de tudo o que é material.

Bibliografia:

CAMARGO, Cid. O Casarão do General
DENIS, Leon. No Invisível. – 2ª Parte - Cap. XVI
FLAMMARION, Camille. As Casas Mal Assombradas
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno: Cap. X e XI
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2a Parte - Cap. V e IX e 1ª Parte - Cap. X, item 13
KARDEC, Allan. Revista Espírita: fevereiro/1860
PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

21a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


COMUNICAÇÕES PREMATURAS

É vasto e amplo o conhecimento, a necessidade e a importância das comunicações entre o mundo invisível e o mundo material.

A existência desse intercâmbio é ponto pacifico; não se trata mais de segredo ou mistério.

Abramos aqui uns parênteses para o estudo das comunicações Prematuras, ou seja, o intercâmbio antes do perfeito ajuste e organização perispiritual do recém-desencarnado.

Quantas pessoas acorrem às casas espíritas na esperança de sufocar a saudade, a tristeza, aliviar o coração sofrido dilacerado face ao desencarne de entes queridos, através de comunicações escritas ou faladas.

Muitas vezes uma palavra, uma lembrança, um pedido, traz um bálsamo incomensurável àquelas pessoas que não se conformam com a “perda”, com a “morte”.

Saber onde está, como está, que de fato não há perda ou morte, mas apenas uma separação temporária, chega muitas vezes a tirar certas pessoas de graves doenças, crises de depressão profunda, da inconformidade. Esse intercâmbio traz consolo, conforto.

Mas, muitas vezes, essa comunicação não é possível, tendo em vista a prematuridade do desencarne, pois sabemos da fase de transição que o Espírito passa ao desencarnar.

Lembremo-nos do exemplo de André Luiz, o qual após ser acolhido, tratado e esclarecido na Colônia de “Nosso Lar”, em visita, na Terra, a sua família, ficou perturbado com as novas diretrizes que seus familiares assumiram.

Como tudo esta sob a égide da Previdência Divina, os benfeitores espirituais desaconselham as comunicações prematuras, retardando-as até que possam ser realizadas.

No livro “Mediunidade e Evolução”, Cap. 20, Comunicações Prematuras, Martins Peralva ressalta quanto é importante esse aspecto: “A intranquilidade dos familiares, vergastados pela saudade cruciante, projeta dardos mentais de angústia e desespero que atingem, em consecutivo bombardeio, a organização perispiritual do recém-desencarnado, ferindo-lhe as fibras sensíveis do coração”.

Salvo exceções, em que haja necessidade de determinadas comunicações com urgência, para determinadas finalidades previstas pela Espiritualidade Superior. Por isso a cautela, o esclarecimento aos familiares é indispensável.

O médium educado, estudioso e harmonizado mentalmente, no momento do intercâmbio, auxiliará o Plano Superior de uma forma muito mais eficaz, sendo realmente um bom instrumento na comunicação.

Como nos diz Emmanuel em “Pão Nosso”, lição 66: “O Espírito de serviço alcança a compreensão. A compreensão ganha humildade. A humildade conquista o amor. O amor gera a renúncia. A renúncia atinge a luz...”

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Nosso Lar
PERALVA, Martins - Mediunidade e Evolução – nºs 20, 25 e 43
Novo Testamento - Epístola de Paulo aos Efésios – Cap. 5:11 e 15
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Pão Nosso: Lição n° 66
PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM

Questões para reflexão:

1) Faça um breve relato sobre a psicografia.

2) Descreva sucintamente como se processa a pneumatografia e a pneumatofonia.

3) Explique porque os Benfeitores Espirituais desaconselham às comunicações prematuras.

4) Explique o que pode ocorrer no perispírito do desencarnado, em consequência da intranquilidade dos familiares.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

21a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


PSICOGRAFIA – PNEUMATOGRAFIA - PNEUMATOFONIA

Psicografia

Psicografia, do grego psuikê, borboleta, alma, e graphó, eu escrevo (Revista Espírita, 1859 agosto).

O primeiro meio empregado para produzir o fenômeno da psicografia, foi o das pranchetas e das cestas munidas de lápis, chamada de psicografia indireta. As cestas eram movidas pela vontade dos Espíritos comunicantes, enquanto o médium mantinha a mão na cesta, esta atuava sobre o lápis.

A psicografia direta ou manual é realizada pelo próprio médium. Neste caso, o Espírito comunicante age sobre o médium e este, por sua vez, transmite a mensagem por meio da escrita, no papel.

São vários os meios de comunicação entre o mundo material e o mundo espiritual, e de todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais completo.

É por intermédio dela que os Espíritos revelam melhor a sua natureza e o grau de sua evolução. Sendo um meio de comunicação permanente, pois demonstra uma potência oculta no fenômeno mediúnico.

É graças à psicografia, que possuímos todo um acervo literário a nosso dispor, de grande valor moral para os nossos estudos.

Além disso, para o médium, essa faculdade é a mais suscetível de se desenvolver pelo exercício.

Em “Missionários da Luz”, no capitulo I, podemos aprender com o Espírito André Luiz que, durante uma reunião mediúnica, o médium é preparado, pelos auxiliares espirituais, para a tarefa da psicografia, para que não se lhe perturbe a saúde física. A transmissão da mensagem não será simplesmente ”tomar a Mão”. Há processos intrincados, complexos. Todo centro glandular é uma potência elétrica transformando-se em núcleos luminosos; os condutores medulares formam extenso pavio, sustentando a luz mental, como chama generosa de uma vela de enormes proporções. O cerebelo mostra fulgurações; as células corticais e as fibras nervosas constituem-se em elementos delicadíssimos de condução de energias imponderáveis; a epífise desempenha o papel mais importante, emitindo raios azulados e intensos e é nela, que reside o sentido novo dos homens.

Ainda neste capítulo, aprendemos que o médium não pode improvisar o estado receptivo, há que ter uma preparação espiritual incessante.

As variedades de médiuns escreventes seguem uma relação extensa, conforme mostra Kardec, no capitulo XVI, itens 191 a 197, de “O Livro aos Médiuns”.

No exercício do psicógrafo comum, pode ocorrer a mudança da caligrafia, segundo o Espírito que se comunica, podendo, inclusive, reproduzir a letra que o Espírito comunicante tinha durante sua existência. Este caso, o da identidade da letra, é mais raro. São os chamados médiuns polígrafos.

Os médiuns escreventes ou psicógrafos são os que têm a faculdade de escrever por si mesmos, sob influência dos Espíritos, e podem ser mecânicos, intuitivos, semi-mecânicos, inspirados, ou de pressentimentos.

Graças a um impulso involuntário, os médiuns escreventes mecânicos recebem a comunicação, caracterizando-se pela inconsciência absoluta do que escrevem. “O primeiro indicio da disposição para escrever é uma espécie de frêmito no braço e na mão. Pouco a pouco, a mão se arrastada por um impulso que não pode dominar. Quase sempre, de início, traça apenas sinais sem significação. Depois, os caracteres se tornam mais precisos, e, por fim, a escrita se processa com a rapidez da escrita normal. Mas é sempre necessário abandonar a mão ao seu movimento natural, não a embaraçando, nem a propelindo.” (L.M., Cap. XVII, item 210).

“Já os médiuns intuitivos têm consciência do que escrevem por impulso voluntário da própria mão, porém o pensamento escrito não é seu, mas do Espírito comunicante, que age sobre a alma do médium, com a qual se identifica. São os mais comuns. O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo atua como o faria um interprete” (L.M., Cap. XV, item 180). “Diferem dos médiuns inspirados no particular de que estes últimos não tem necessidade de escrever, ao passo que o médium intuitivo escreve o pensamento que lhe é sugerido instantaneamente sobre um assunto determinado e provocado” (L.M., Cap. XVI, item 191).

Os médiuns semi-mecânicos são aqueles cuja mão se move involuntariamente, mas tem, instantaneamente, consciência das palavras ou das frases, à medida que escrevem.

Os médiuns inspirados são os que no estado normal, de pensamento, recebem ideias estranhas às suas ideias preconcebidas. Isto ocorre sem o saberem, no seu estado normal, seja para as atividades ordinárias da vida ou para os grandes trabalhos intelectuais. “Toda a pessoa que recebe, seja no estado normal, seja no estado de êxtase, pelo pensamento, comunicações estranhas às suas ideias preconcebidas, pode ser incluído na categoria dos médiuns inspirados; como se vê, é uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma potencia oculta é ainda bem menos sensível, porque, nos inspirados, é ainda mais difícil distinguir o pensamento próprio do que e sugerido. O que caracteriza este último, sobretudo, e a espontaneidade” (L.M., Cap. XVI, item 190). É a mediunidade dos cientistas, poetas, etc.

Os médiuns de pressentimentos têm uma intuição vaga das coisas futuras.

Pneumatografia

Pneumatografia: Do grego, pneuma: ar; sopro; fluido; grafia: escrita; modo de escrever.

Pneumatografia ou escrita direta é a escrita produzida pelo Espírito, sem o auxilio do médium nem do lápis.

Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, Cap. XII - item 146 a 149 nos explica que a escrita direta é obtida, como a maioria das manifestações espíritas não espontâneas, pelo recolhimento, a prece e a evocação. Podendo ser produzida nos lugares mais comuns, desde que se esteja nas condições morais exigidas e se disponha da necessária faculdade mediúnica.

A possibilidade de escrever sem intermediário é um dos atributos dos Espíritos e é produzida hoje, como o foi desde a Antiguidade. E é assim que se pode explicar a aparição das três palavras no festim de Baltazar, escrita na parede principal do palácio real: “Menê, Teqel, Parsin”. Estas palavras foram interpretadas por Daniel, a pedido do rei Baltazar.

Kardec, ainda, nos fala da importância do estudo, para não nos limitamos a ver os efeitos sem procurar as causas. E também estabelecer uma linha divisória entre a verdade e a superstição.

Para a produção desse fenômeno o Espírito não se serve de substâncias e instrumentos nossos. Ele mesmo os produz, tirando os seus materiais do elemento primitivo universal, que submetido a sua vontade, sofre as modificações necessárias para atingir o efeito desejado.

A pneumatografia foi utilizada na comprovação da existência do Espírito e na sua manifestação. Não tendo, nos dias de hoje maior extensão de sua utilidade. A manifestação através da psicografia encontra uma agilidade mais adequada à realidade atual.

Na Revista Espírita de agosto de 1859 encontramos a seguinte narração de Kardec: “Um dos nossos honoráveis colegas da Sociedade, o senhor Didier, obteve estes dias os resultados seguintes, que nós mesmos constatamos, e dos quais podemos garantir a perfeita autenticidade. Tendo ido, com a senhora Hüet, que há pouco teve êxito em ensaios desse gênero, na igreja de Notre-Dame dês Victoires, tomou uma folha de papel de carta trazendo o cabeçalho de sua casa de comercio, dobrou em quatro e a depositou sobre os degraus de um altar, pedindo em nome de Deus a um bom Espírito qualquer que quisesse escrever alguma coisa; ao cabo de dez minutos de recolhimento, encontrou, no interior e sobre uma das folhas a palavra fé, e sobre uma outra folha a palavra Deus. Tendo em seguida pedido ao Espírito consentir dizer por quem isso fora escrito, ele recolocou o papel, e depois de dez outros minutos, encontrou estas palavras: por Fénelon”.

Na Revista Espírita de maio de 1860, encontramos mais um caso interessante, narrado também por Kardec, de pneumatografia, onde a Sra. Hüet recebeu uma mensagem em Inglês, sem ter conhecimento dessa língua.

Pneumatofonia

Pneumatofonia: Do grego, pneuma: ar; sopro; fluido; fonia: som; voz.

A pneumatofonia ou voz direta é o fenômeno em que os Espíritos podem produzir gritos de toda espécie e sons vocais que imitam a voz humana, que podem, igualmente, parecer que estão ao nosso lado ou nos ares.

São devidos a uma causa inteligente e não acidental.

Kardec fala, em “O Livro dos Médiuns”, item 151, que “os sons espíritas ou pneumatofônicos manifestam-se por duas maneiras bem distintas: às vezes é uma voz interna que ressoa em nosso foro intimo e, embora as palavras sejam claras e distintas, nada têm de material; outras vezes, as palavras são exteriores e tão distintamente articuladas como se proviessem de uma pessoa ao nosso lado”.

De um modo, ou de outro, o fenômeno da pneumatofonia é quase sempre espontâneo e só muito raramente pode ser provocado. Diante da natureza dos Espíritos, podemos supor que, dentre eles, alguns, de ordem inferior, se iludem e julgam falar como quando vivos. Na Revista Espírita, fevereiro de 1858, podemos conhecer a história da aparição de Mlle. Clairon.

Não podemos esperar que todo ruído, pancada ou zumbido provenha da manifestação de um Espírito.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: Introdução
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: Cap. XII, XIFI, XVI
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Missionários da Luz: Cap. XVIII
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade.
KARDEC, Allan. Revista Espírita 1858 fevereiro; 1859 agosto; 1860 maio
Bíblia de Jerusalém: Daniel, 5

Fonte da imagem: Internet Google.