CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

18a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


MANIFESTAÇÕES VISUAIS

“De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem contradita, aquelas pelas quais os Espíritos podem se tomar visíveis. Ver-se-á, pela explicação deste fenômeno, que ele não e mais sobrenatural do que os outros” (L.M., Cap. VI, item 100).

O estudo das manifestações visuais examina as razoes pelas quais os Espíritos se tomam visíveis. Segundo Allan Kardec “toda pessoa que sente a influência dos Espíritos em qualquer grau de intensidade é médium”, pois, a mediunidade é inerente ao ser humano. (L.M., Cap. XIV, item 159).

Médiuns Audientes são aqueles que ouvem os Espíritos e podem conversar com eles. Às vezes é uma Voz interna, que se faz ouvir intimamente; pode ser externa como se fosse uma pessoa encarnada ao nosso lado.

O médium auditivo capta as ondas sonoras que provém dos Espíritos por meio de rumores, palavras ou conversas inteiras vindas do mundo espiritual.

“O hábito de comunicar-se com os Espíritos faz com que o médium audiente reconheça e identifique o Espírito comunicante pelo timbre vocal. Quem não possui esta faculdade, ainda assim pode comunicar-se com um espírito conhecido, um ente querido, uma pessoa amiga ou alguém de notoriedade publica, através de um médium audiente, que fará às vezes de interprete”. (L.M., Cap. XIV, item 165).

O médium auditivo tanto pode captar ondas sonoras, provindas de Espíritos desencarnados que deliberadamente os transmitem, como quaisquer rumores, vozes, palavras e até mesmo conversações inteiras, provindas do mundo etéreo, mesmo quando não sejam emitidas, deliberadamente, para seu conhecimento. Os Espíritos podem produzir sons vocais imitando a voz humana; esse fenômeno é designado pelo nome de pneumatofonia. Esses sons manifestam-se de duas maneiras bem distintas: “é, às vezes, uma voz interna que ressoa em nosso foro íntimo, e, embora as palavras sejam claras e distintas, nada tem de material; de outras vezes, as palavras são exteriores e tão distintamente articuladas como se proviessem de uma pessoa ao nosso lado. Esse fenômeno da pneumatofonia é quase sempre espontâneo e só muito raramente pode ser provocado” (L.M., Cap. XII, item 151).

Os Médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Comumente é uma faculdade que resulta de uma crise súbita e passageira. É raro que ela seja permanente.

Há médiuns que possuem tal faculdade em estado normal (vigília) e guardam a lembrança precisa do que viram.

Existem outros que a vidência se apresenta em estado sonambúlico ou aproximado do sonambulismo. Na vidência é a alma que vê os Espíritos; os médiuns podem ver com os olhos abertos e/ou fechados. Um cego pode ver os Espíritos da mesma forma que aqueles que têm visão normal, pela mesma razão. (L.M., Cap. XIV, item 167).

Alguns fatores interferem nas aparições no estado de vigília; é necessário que exista a combinação dos fluidos do Espírito com os fluidos do médium que tenha condição para ver. Deve haver afinidade espiritual e uma finalidade útil para se apresentarem.

Os médiuns não devem provocar a aparição dos Espíritos, pois corre o risco de excitar a imaginação e se perturbar espiritualmente.

Os bons Espíritos se apresentam para orientar, consolar, ajudar o médium.

Os Espíritos inferiores assustam, amedrontam e muitos se vingam do médium.

É importante o esforço pessoal para a renovação interior a fim de vencer as más tendências e poder se elevar espiritualmente para sintonizar com os bons Espíritos.

Bibliografia:

Kardec, Allan. Livro dos Médiuns: Capítulos VI e XIV

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

17a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


A CANDEIA DO CORPO

“Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la em lugar escondido ou debaixo do alqueire, e sim sobre o candelabro, a fim de que os que entram vejam a luz. A lâmpada do corpo é o teu olho. Se teu olho estiver são, todo o teu corpo ficara também iluminado”. Lucas (11:33 a 35).

“Ora, eu vos digo, conduzi-vos pelo Espírito e não satisfareis os desejos da carne, pois a carne tem aspirações contrárias ao Espírito e o Espírito contrárias à carne. Eles se opõem reciprocamente, de sorte que não fazeis o que quereis”. Paulo (Gálatas, 5: 16 a 26). “Nenhuma carne é igual às outras, uma é carne dos homens, outra a carne dos quadrúpedes, outra a dos pássaros, outra a dos peixes. há corpos celestes e corpos terrestres. São, porém, diversos o brilho dos celestes e o brilho dos terrestres. Um é o brilho do sol, outro o brilho da lua, e outro o brilho das estrelas. E até de estrela para estrela há diferenças de brilho. O mesmo se dá com a ressurreição dos mortos; semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível; semeado desprezível, ressuscita reluzente de gloria; semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força; semeado corpo psíquico ressuscita corpo espiritual.” – Paulo (Coríntios : 15:39 a 44)

Paulo A. Godoy em sua obra, “Os Quatro Sermões de Jesus”, cita os seus ensinamentos: “Os vossos olhos são a candeia de vosso corpo. Se os vossos olhos forem bons, todo o vosso corpo será luminoso, entretanto, se eles forem maus, todo o vosso corpo será treva, e quão grandes serão essas trevas.” Essas afirmações, disse Jesus, refletem o que vai dentro de nossas almas. Com base nesse ensinamento devemos usar os nossos olhos no sentido do bem, de forma que as nossas almas sejam beneficiadas. Em outra ocasião disse o Mestre: Se teu olho direito te escandalizar, arranca-o e tira-o para longe de ti, pois, te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o seu corpo lançado no abismo.

“Caminhai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apreenda: quem caminha nas trevas não sabe para onde Vai!”. Jesus. (João, 12:35)

“O homem de meditação encontrará pensamentos divinos, analisando o passado e o futuro. Ver-se-á colocado entre duas eternidades - a dos dias que se foram e a que lhe acena do porvir. Examinando os tesouros do presente, descobrira suas oportunidades preciosas. No futuro, antevê a bendita luz da imortalidade, enquanto que no pretérito se localizam as trevas da ignorância, dos erros praticados, das experiências mal vividas”.

A vida humana, pois, apesar de transitória, é a chama que vos coloca em contato com o serviço de que necessitais para a ascensão justa. Nesse abençoado ensejo, é possível resgatar, corrigir, aprender, ganhar, conquistar, reunir, reconciliar e enriquecer-se no Senhor. Refleti na observação do Mestre e apreender-lhe-eis o luminoso sentido. Andai enquanto tendes luz, disse Ele. Quem Vive, Segundo as leis sublimes do Espírito, respira em esfera diferente do próprio campo material em que ainda pousa os pés. Avançada compreensão assinala-lhe à posição íntima. Nas dificuldades e aflições da estrada, recolhe recursos à própria iluminação e engrandecimento. Ampara sem inclinações doentias. Serve sem escravizar-se. Permanece atento para com as obrigações da sementeira, todavia, não se inquiete pela colheita, porque sabe que o campo e a planta, o sol e a chuva, a água e o vento pertencem ao Eterno Doador.

Bem-aventurado o homem que segue vida afora em Espírito! Para ele, a morte aflitiva não é mais que alvorada de novo dia, sublime transformação e alegre despertar! (Espírito Emmanuel- “Pão Nosso”, lições 6 e 82).

Emmanuel, descrevendo o corpo humano, o chama de Santuário Divino e diz: Raros estudiosos, no entanto, se recordam dos prodígios do corpo humano, realização paciente da Sabedoria Divina, nos milênios, templo da alma, em temporário aprendizado na Terra. Por mais se nos agigante a inteligência, até agora não conseguimos explicar, em toda a sua harmoniosa complexidade, o milagre do cérebro, com o coeficiente de bilhões de células; o aparelho elétrico do sistema nervoso; a câmara ocular onde as imagens viajam, da retina para os recônditos do cérebro, em cuja intimidade se incorporam as telas da memória, como patrimônio inalienável do Espírito; o parque da audição com seus complicados recursos; o centro da fala; e outros sistemas que integram o corpo humano, o mais sublime dos santuários e uma das super maravilhas da Obra Divina. Dia surge, porém no qual o homem reconhece a grandeza do templo vivo em que se demora no mundo e suplica o retorno a ele, como trabalhador faminto de renovação, que necessita de adequado instrumento de conquista do abençoado salário do progresso moral para a suspirada ascensão as Esferas Divinas. As energias mentais dos habitantes da Terra tecem o envoltório que os retém na superfície do Globo. Raros são aqueles cuja mente vara o teto sombrio com os raios de luz dos sentimentos sublimados que lhes fulguram no templo intimo. O pensamento é o gerador dos infracorpúsculos ou das linhas de forca do mundo subatômico, criador de correntes de bem ou de mal, grandeza ou decadência, vida ou morte, segundo a vontade que o exterioriza e dirige. (Emmanuel/FCXavier- Roteiro, Lições 3 e 30).

Bibliografia:

Bíblia de Jerusalém:Lucas (11:33 a 35)
Bíblia de Jerusalém:Paulo (I Coríntios 15: 39 a 44)
18ª Aula - 55
Bíblia de Jerusalém:Paulo (Gálatas 5: 16 a 26)
Bíblia de Jerusalém:João (12:35)
GODOI Paulo Alves. Os quatro Sermões de Jesus: Lição, A Candeia do Corpo
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Roteiro: Lições 3 e 30
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pão Nosso: Lições 6 e 82
PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM

Questões para reflexão

1) Explique a formação da aura segundo André Luiz.

2) Explique a interferência do pensamento na exteriorização da aura.

3) Comente os ensinamentos de Paulo quando ele diz que nenhuma carne é igual à outra.

4) Analise o significado da afirmação de Emmanuel: “Bem-aventurado o homem que segue a vida afora em Espírito!”

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

17a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


AURA

Aura, do latim: aura, ae = o ar em movimento, vento, sopro, eflúvio, exaltação, no sentido figurado: brilho, cintilação. (Dicionário Aurélio).

“É claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem, através de sinergias funcionais, a se constituírem de recursos que podemos nomear por “tecidos de força” em tomo dos corpos que as exteriorizam. Todos os seres vivos, por isso, dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um “halo energético” que lhes corresponde à natureza”. (A. Luiz,Evolução em dois Mundos, Capitulo XVII)

André Luiz não classifica as emanações dos seres não humanos como (auras), porém, de “halo energético”, constituído por “tecido de força”, sinalizando-nos sensível diferença entre as irradiações humanas das dos demais reinos da Terra. “A alma encarnada ou desencarnada esta envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares. Essas irradiações, de maneira condensada, até um ponto determinado de saturação, contendo as essências e imagens que lhe configuram os desejos do mundo intimo, em processo espontâneo de auto- exteriorização, ponto esse do qual a sua onda mental se alonga adiante, atuando sobre todos os que com ela se afinem e recolhendo naturalmente a atuação de todos os que se lhe revelem simpáticos”. (“Mecanismos da Mediunidade”, Cap. X).

Cada ser tem o fluido próprio, que o envolve e o acompanha em todos os seus movimentos, como a atmosfera acompanha e envolve cada planeta. (O.P, Manifestações dos Espíritos, item 1).

Em torno do ano 1939, o casal russo Kirlian desenvolveu na Universidade de Kirov, antiga União Soviética, uma câmera que consegue fotografar as emanações de um corpo submetido a um Campo elétrico de alta voltagem e de baixa amperagem, e fotografou o que seria a aura das plantas e dedos humanos.

Já em 1968 admitiu-se que a aura seria o Corpo Bioplasmático descoberto por cientistas russos da Universidade de Kirov. Falou-se também que ocorreriam irradiações em corpos materiais inorgânicos, como rochas, moedas; etc.

Nos corpos inorgânicos há um campo magnético formado pelo magnetismo emanante do estado vibratório dos átomos. O ímã e os astros-celestes são exemplos desse campo de irradiações. No ser orgânico existe algo mais que no inorgânico, pois é um ser dotado de vitalidade, fluido vital, o que enriquece a aura, fazendo-a mais complexa e rica. No ser orgânico pensante, a complexidade energética da aura é muito maior. O pensamento orientado pela vontade pode dar um maior significado a aura, visto que sob seu controle ele pode expandir se ao infinito.

A Aura humana

Além do corpo físico há uma camada leitosa, emanação do próprio corpo. E a aura material, a qual se dá o nome de duplo etéreo, ou etérico, ou aura vital, comum a todos os seres orgânicos, existindo, portanto, nos vegetais, nos animais e nos homens. Esta aura material, emanação de nosso corpo físico, interpenetra-o, ao mesmo tempo em que parece dele emergir, emitindo continuamente, uma emanação energética que se apresenta em formas de raias ou estrias que partem de toda a superfície. Na codificação encontramos na Gênese, Cap. 15: “os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico”. É assim que uma alma pode ler outra alma como um livro, vendo o que não é perceptível aos olhos do corpo

A aura humana constitui, portanto, a fotosfera psíquica do homem apresentando cores variadas, Segundo a onda mental emitida, retratando lhe os pensamentos em cores e imagens, conforme os objetivos escolhidos, nobres ou deprimentes.

Na obra “Nos Domínios da Mediunidade”, no Cap. 2, André Luiz cita um aparelho do plano espiritual, o “psicoscópio”, que se destina a auscultação da alma, com o poder de definir lhe as vibrações e com capacidade para efetuar diversas observações em tomo da matéria. A moralidade, o sentimento, a educação e o caráter são claramente perceptíveis, através de ligeira inspeção.

“A leitura da aura é Uma técnica de avaliação das condições espirituais das pessoas através da vidência. Mas é ponto pacífico no Espiritismo que a vidência não oferece nenhuma condição de segurança para servir como instrumento de pesquisa” (J.H.Pires - “Mediunidade”, capitulo 13).

A aura espiritual compõe-se de:

- um campo estável, fundamental, indicativo do caráter das pessoas e de seu grau de espiritualidade (Parte fixa);

- faixas ondulantes que revelam as reações do Espírito encarnado às inúmeras circunstancias da vida exterior (Parte variável).

- conjunto de estrias que são cintilações, radiações que indicam impulsos momentâneos, de caráter passageiro.

Nos trabalhos de cura espiritual, os videntes chamados a proceder a exames espirituais para determinação de perturbações físicas e psíquicas; isso impõe a necessidade de conhecimentos sobre o corpo humano e do Perispírito, do qual a aura é uma espécie de espelho exterior. Os médiuns, para fazerem exames espirituais, devem apenas deter-se no campo físico, estável da aura. Ela reflete saúde, doença, caráter, os pensamentos, sentimentos, virtudes e vícios. Nas moléstias graves a aura se desvanece.

A aura humana acrescida das vibrações dos pensamentos humanos forma a chamada aura espiritual do homem.

Temos na obra de Emmanuel, “Pensamento e Vida”, Cap. 8: “Na vida comum, a alma entra em ressonância com as correntes mentais em que respiram as almas que se assemelham. Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos. É que sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e ideias de todas as pessoas, encamadas ou desencarnadas, da nossa faixa de simpatia. Estamos invariavelmente atraindo ou repelindo recursos mentais que se agregam aos nossos, fortificando-nos para o bem ou para o mal, segundo a direção que escolhemos”.

Verificamos assim que “a aura” é a nossa plataforma onipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do Espírito, em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e examinados pelas Inteligências Superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior a nossa. É por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal, que começaram todos os serviços de mediunidade na Terra. (Andre Luiz, Evolução em Dois Mundos, Cap. 17)

Quando nossos pensamentos estiverem num padrão vibratório elevado, em prece ou estudos edificantes, por exemplo, nossa aura apresenta-se, geralmente, ampliada e mais iluminada.

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. XVII
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. X
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. XI
KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XV
KARDEC, Allan. Obras Póstumas: Manifestações dos Espíritos
PIRES, J. Herculano. Mediunidade: Capitulo XIII
MELO, Jacob. O Passe: cap. IV item 2
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pensamento e Vida: Cap.8

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

16a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

“Então lhe trouxeram os escribas e fariseus uma mulher que fora apanhada em adultério, e a puseram no meio, e lhe disseram: Mestre, esta mulher foi agora mesmo apanhada em adultério; e Moisés, na Lei, mandou apedrejar a estas tais. Qual é a vossa opinião sobre isto: Diziam, pois os judeus, tentando-o, para o poderem acusar. Jesus, porém, abaixando-se, pôs-se a escrever com o dedo na Terra. E como eles perseveraram em fazer-lhes perguntas, ergueu-se Jesus e disse-lhes: Aquele dentre vos que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra. E tornando a abaixar-se, escrevia na terra. Mas eles, ouvindo-o, foram saindo um a um, Sendo os mais velhos os primeiros. E ficou só Jesus com a mulher, que estava no meio, em pé. Então, erguendo-se, Jesus lhe disse: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Então Jesus lhe disse: Nem eu tampouco te condenarei; Vai, e não peques mais.” (João, VIII - 3:11)

Estas palavras de Jesus fazem da indulgência um dever, pois não há quem dela não necessite para si mesmo.

Ensinam que não devemos julgar os outros mais severamente do que julgamos a nós mesmos, nem condenar nos outros aquilo que desculpamos em nós. Antes de reprovar uma falta de alguém, consideremos se a mesma reprovação não nos pode ser aplicada. Desejamos a vitória do bem na Terra, contudo, para tanto se faz necessário acendemos a luz da indulgência para conquistá-la com segurança. Todos nós, Espíritos imperfeitos, ainda arraigados à evolução da Terra, reclamamos concurso e compaixão uns dos outros, mas nem sempre sabemos por nós mesmos, quando surgimos necessitados de semelhantes recursos. Como ensina-nos Emmanuel, por intermédio de Francisco Cândido Xavier, em muitas circunstâncias, estamos cegos da reflexão, surdos do entendimento, paralíticos da sensibilidade e anestesiados na memória sem perceber.

A censura de conduta alheia pode ter dois motivos: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos criticamos. Este último motivo jamais tem justificativa, pois decorre da maledicência e da maldade. O primeiro pode ser louvável, e toma-se mesmo um dever em certos casos, pois pode dele resultar um bem, e porque sem ele o mal jamais será reprimido na sociedade. O homem deve ajudar o progresso do seu semelhante.

Indiscutivelmente, ninguém constrói nada de bom, sem responsabilidade e disciplina, advertência e firmeza, mas é preciso considerar que toda boa obra roga auxilio, a fim de aperfeiçoar-se. É preciso lembrar que o bem exigido pela força da violência gera inúmeros males em seu redor e desaparece da área luminosa do bem para converter-se num mal maior.

Jesus não podia proibir de se reprovar o mal, pois ele mesmo nos deu o exemplo disso, e o fez em termos enérgicos. Mas quis dizer que a autoridade da censura esta na razão da autoridade moral daquele que a pronuncia. A única autoridade legitima, aos olhos de Deus, é a que se apoia no bom exemplo. Comecemos, pois, por lavar a nossa alma dos vícios e paixões que a maculam, para purificar os nossos corações; depois, então, quando limpos de coração, poderemos censurar as faltas alheias. Porém, limpos de toda imperfeição, não julgaríamos porque estaríamos banhados pela luz da indulgência, por meio de um sentimento fraternal, que todos nós deveríamos ter para com os nossos irmãos. O indulgente não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Ele jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, porém, ainda assim com o cuidado de atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censura nos lábios, mas sempre conselhos quase sempre velados. A indulgência acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.

O Evangelho recomenda-nos severidade para com nós mesmos e indulgência para as fraquezas alheias, porque essa é também uma forma de praticar a Caridade, que bem poucos observam. Caridade para com todos, porque o amor resume todos os deveres, e porque é impossível amar a Deus sem praticar a Caridade, da qual Ele faz uma lei para todas as criaturas.

Na luz da indulgência sustentaremos os fortes estimulando-os a perseverança e fortificaremos os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento. É necessário compreendermos toda a misericórdia infinita de nosso Pai, e nunca nos esquecermos: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos nossos ofensores”. Estas palavras não são admiráveis apenas pela letra, mas também pela essência que encerram.

Quando percebemos alguém delirando na ambição desenfreada, usando a indulgência poderemos renovar-lhe o modo de pensar e agir. Usando a indulgência no dia a dia poderemos oferecer apoio; mentalizar o melhor para as criaturas que nos cercam, compreender as necessidades alheias, seguindo assim os exemplos de Jesus e esforçando-nos para sermos dignos do amor e da misericórdia de Deus.

Quem somos nós para julgar nossos irmãos, se todos nós somos réus no tribunal de nossas consciências?

Bibliografia:

KARDEC, Allan: Evangelho Segundo o Espiritismo: cap. X
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Livro da Esperança: Item 27

Questões para reflexão:

1) Faça um breve relato referente à Dependência Química, sobre a visão Científica.

2) Comente a Visão Espírita sobre a Dependência Química e suas implicações os usuários.

3) Escreva a reação de Jesus diante da mulher adúltera.

4) Comente as palavras de Jesus: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

16a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Visão Científica

O conceito de dependência química ainda é muito discutido no meio científico. Várias teorias estão sendo estudadas e testadas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) acrescentou grande colaboração ao assunto, ao catalogar a síndrome da dependência de substâncias psicoativas (as drogas atuando no cérebro afetando a atividade mental) como uma doença. Neurologicamente, está ligado a alterações na estrutura e funções cerebrais, o que caracteriza uma doença cerebral, com implicações psicológicas, sociais e espirituais. Esta colocação elimina os conceitos leigos que catalogavam o dependente químico como um viciado, fraco, sem caráter, etc.

Hoje, para a Medicina, o dependente químico deve ser tratado como um doente como qualquer Outro. O dependente químico vivera bem se não ingerir drogas. Estas atuam sobre o sistema nervoso central, estimulando o consumo repetitivo da substância, o que gera a dependência, que poderá ser física e/ou psicológica.

A OMS considera ainda, que o abuso de drogas não pode ser definido apenas em função da quantidade e frequência de uso. Uma pessoa somente será considerada dependente se o seu padrão de uso resultar em pelo menos três dos seguintes sintomas ou sinais, ao longo dos últimos doze meses: forte desejo ou compulsão de consumir drogas; dificuldades em controlar o uso, seja em termos de inicio, término ou nível de consumo; uso de substancias psicoativas para atenuar sintomas de abstinência, com plena consciência dessa prática; estado fisiológico de abstinência; evidência de tolerância, quando individuo necessita de doses maiores de substancia para alcançar os efeitos obtidos anteriormente com doses menores; estreitamento do repertório pessoal de consumo, passa a consumir drogas em ambientes inadequados, a qualquer hora ,sem nenhum motivo especial.

As drogas também são catalogadas como lícitas ou legalizadas, os medicamentos alopatas e homeopáticos, o álcool, o tabaco e a cafeína, que são as drogas mais consumidas e de uso praticamente universal e as ilícitas ou ilegais, cuja produção e comércio são proibidos como a maconha, cocaína, crack, LSD, heroína, êxtase, etc.

Elas formam basicamente três grupos:

Depressoras            Estimulantes            Perturbadoras

Álcool                     Anfetaminas             LSD
Calmantes              Extasy                     Maconha / Haxixe
Barbitúricos            Cocaína                   Ayahuasca
Inalantes               Crack/ Merla            Cogumelo
Solventes              Cafeína                    Lírio
Ópio - Morfina        Tabaco
Ópio – Codeína

Depressoras da Atividade Cerebral: diminuem a atividade mental, a atenção, a concentração e a capacidade intelectual. O usuário fica “desligado”, “devagar”, desinteressado, podendo entrar em depressão.

Estimulantes da Atividade Cerebral: aceleram a atividade mental, afetando o cérebro. O usuário fica “ligado”, “elétrico”, sem sono.

Perturbadoras da Atividade Cerebral: provocam distúrbios no funcionamento do cérebro, este trabalha de forma desordenada. O usuário fica com a mente perturbada.

Muitas pesquisas tem demonstrado que algumas pessoas nascem com o organismo predisposto (predisposição mórbida) a criar dependência quando ingerem determinadas substâncias psicoativas.

Aproximadamente 10 em cada 100 pessoas nascem com essa predisposição, mas só desenvolverão a doença ao entrarem em contato com a substância, ou seja, ao ingerirem álcool, cocaína, anfetaminas, etc.

Dependência Química é, portanto, a predisposição mórbida a desenvolver dependência a substâncias químicas alteradoras do estado de humor.

A Sociedade Americana da Medicina de Adição (ASAM) define dependência química à:

- Doença Crônica: exige tratamento pelo resto da vida (como a Diabetes), ao contrário da doença aguda, que surge e desaparece após tratamento adequado, por exemplo, a gripe. Por isso, é também considerada, até o momento, como doença incurável, porém tratável.

- Doença Primária: é a “doença base“, que aparece em primeiro lugar, desencadeando doenças secundárias (hepatite, cirrose, problemas circulatórios, etc.).

- Doença Progressiva: quando não tratada, evolui em fases pré-estabelecidas com piora de todos os aspectos da vida. O dependente inicia o uso do químico de maneira moderada e vai aumentando o consumo gradativamente.

- Doença Fatal: leva a morte ou loucura se não tratada. O dependente deve ser incluído em programas de tratamentos que abordemos aspectos biopsicossociais e espirituais.

A Dependência Química é uma doença grave, com consequências alarmantes. Caracteriza-se por uma continua ou periódica perda do controle, pela obsessão ou uso de substâncias psicoativas e distorções na maneira de pensar e de agir.

Estatísticas da OMS e da Abead (Associação Brasileira de Estudo sobre Álcool e Drogas) apontam cerca de 64%, em media, dos homicídios, 35% a 64% de acidentes de transito com vitimas e 80% da pessoas que praticam tentativa de suicídio. Compromete a saúde física (síndrome da abstinência, doenças hepáticas, gastrite, anemia, distúrbios neurológicos); psicológica (danos na percepção, mudança de humor e de comportamento); relacionamento interpessoal (problemas conjugais e violência, enfraquecimento das relações sociais); desempenho ocupacional (problemas escolares ou profissionais) e problemas legais, financeiros e/ou espirituais (deturpação de Valores éticos e morais).

Os recursos para detê-la são as ações chamadas de prevenção primaria, para evitar o surgimento de novos casos, através das intervenções educativas (psicopedagógicos) precoces, massificadas e incessantes, na família, na escola, na comunidade, etc. As ações de prevenção secundária (tratamento dos casos já existentes) e de prevenção terciária (reintegração social).

A família e muitas outras pessoas que convivem com o dependente químico (amigos, vizinhos, colegas de trabalho) na tentativa de o ajudarem, se envolvem emocionalmente na situação, em função da ligação afetiva e desenvolvem os mesmos comportamentos irracionais dos dependentes químicos. Desenvolvem uma doença emocional chamada co-dependência: dependência emocional ao comportamento do dependente químico, vivendo em função do mesmo. Perdem o controle de sua própria vida, apresentam grandes dificuldades em lidar com as próprias emoções, desenvolvendo atitudes impensadas. Sentimentos como raiva, perda, culpa e medo e atitudes como fuga, controle, ameaças, criticas, agressões e negação, refletem a desestruturação emocional do co-dependente.

Tratamento:

O 1° passo para a recuperação é o afastamento total do uso da droga. O importante não é a diminuição da quantidade ou frequência, mas a abstinência total.

O dependente não pode jamais voltar a fazer uso da droga, pois logo à dependência se reinstala, por tratar-se de uma doença crônica, incurável até o momento.

Não há caso de dependentes que, tendo parado de usar a droga possa fazê-lo de novo - ainda que por simples e ocasional recreação sem voltar à dependência. Parar temporariamente e voltar ao uso significa recaída, isto é, retomar ao ponto de partida.

Há várias opções de tratamento, tanto para o dependente como para o familiar, a nível ambulatorial ou hospitalar: médico, psicológico, grupos de autoajuda (como “Alcoólicos Anônimos” e “Narcóticos Anônimos” e para a família “Al-Anon” e “Nar-Anon”), Comunidades Terapêuticas, etc. Não existe uma forma de tratamento que seja universalmente a melhor. Um mesmo individuo pode tentar diferentes caminhos até encontrar o mais eficaz para si. A Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) oferece assistência espiritual especializada para a dependência química, com assistência distinta para usuários de drogas ilícitas (P3AT) e drogas licitas: álcool (P3A) e tabagismo (P3T).

Visão Espírita

A Doutrina Espírita pode colaborar muito para a recuperação do dependente químico, mostrando-lhe novas perspectivas de vida.

A causa da pré-disposição física, detectada pela Ciência, é de origem espiritual, pois através do uso abusivo de drogas em vidas passadas, plasma-se no corpo físico, através do perispírito, a predisposição orgânica como forma de resgate e auto superação.

O Espiritismo representa poderoso estimulo na luta para vencer a dependência química, pois ensina de onde viemos, porque nos encontramos na Terra, porque só iremos e para onde vamos após a morte do corpo, gerando reflexões sobre as causas e consequências do uso de drogas na vida presente, na vida espiritual e nas futuras reencarnações.

As consequências espirituais da dependência química são diversas:

Deturpação dos valores ético morais: com a progressividade da doença, o dependente químico utilizará de qualquer estratégia para conseguir mais droga, deixando de lado seus Valores, os padrões éticos e tudo mais que tenha aprendido de bom na vida: pode enganar, manipular, roubar, se prostituir e até matar. A obsessão pela droga é tão intensa que no momento da compulsão, o dependente não consegue respeitar sequer os laços familiares, podendo apresentar as atitudes descritas acima inclusive com seus familiares. Obviamente, estas atitudes vão sintonizar o dependente com Espíritos também desequilibrados e infelizes.

A ação das drogas no perispírito: Segundo a Ciência, a droga, ao penetrar no organismo físico do usuário, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuronais.

No livro “Missionários da Luz”, o Espírito André Luiz relata que: “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, esta fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual”. Em “Evolução em dois Mundos”, o mesmo autor espiritual relata que os neurônios guardam relação intima com o perispírito.

Desta forma, a ação das drogas no sangue e nos neurônios, também vai comprometer as regiões correspondentes no perispírito, gerando lesões e deformações no corpo espiritual, podendo até bloquear as energias emanadas do perispírito ao corpo Físico via centros de força, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual.

O corpo material é um bem facultado para a evolução do homem na Terra. O uso de drogas pode danificá-lo de maneira irreversível, comprometendo também o perispírito. Em uma próxima encarnação, essa desarmonia condicionará o normal desenvolvimento do novo corpo material. Exemplo: tabagistas que reencarnam com problemas pulmonares.

O fumo não só introduz impurezas no perispírito, que são visíveis aos médiuns videntes, à semelhança de manchas, formadas de pigmentos escuros, envolvendo os órgãos mais atingidos, como os pulmões, mas também amortece as vibrações mais delicadas, bloqueando-as, tornando o homem até certo ponto insensível aos envolvimentos espirituais de entidades amigas e protetoras. As substâncias tóxicas do cigarro ficam impregnadas ao organismo espiritual causando de pequenas a grandes lesões. As drogas em geral, causam nos seres encarnados, um entorpecimento dos sentidos, deslocando o perispírito, para um ponto de desequilíbrio com o corpo material.

Vampirismo:

Esclarece André Luiz em “Missionários da Luz”: “Paralelamente aos micróbios alojados no corpo físico há bacilos de natureza psíquica, quais larvas, portadoras de vigoroso magnetismo animal. Essas larvas constituem alimento habitual dos espíritos desencarnados e fixados nas sensações animalizadas.” O Espírito de um usuário de drogas que desencarne sem ter se libertado da dependência, na espiritualidade continuará sentindo o desejo e a necessidade de consumir a droga. Desta forma, vai se aproximar de dependentes químicos encarnados e vampirizar ou sugar os vapores sutis das drogas. Estes vapores, ao se volatilizarem são facilmente detectados e sugados pelos Espíritos ainda presos as sensações dos químicos.

Obsessão:

Os Espíritos dependentes químicos que desencarnam sem tratamento, mantém no perispírito integralmente as mesmas sensações experimentadas na jornada terrena. Para garantir que possam continuar sorvendo os vapores que as drogas exalam, influenciam os encarnados a manterem a ingestão dos químicos, por intermédio dos processos de obsessão. Como Espírito precisara vincular-se à mente de um dependente para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga e incentivar o encarnado a consumir mais e mais, o que demonstra que o dependente encarnado sustenta a sua compulsão e a de muitos desencarnados! André Luiz, em “Sexo e Destino”, capítulo 6°, ilustra muito bem como os Espíritos conseguem levar um individuo a ingerir químico e, ao mesmo tempo, usufruir de suas emanações. Estabelecem uma sintonia que gera uma sobrecarga mental no encarnado que afeta as funções cerebrais, gerando queda no rendimento físico, intelectual e emocional do usuário. Este absorve as impregnações fluídicas maléficas daqueles, deixando o usuário, enfermiço, triste, irritadiço, infeliz, submetido à vontade dos obsessores.

O Médium e a Dependência Química:

“A primeira condição para ser passista é trabalhar em sua própria depuração moral, a fim de não comprometer os fluidos salutares que está encarregado de transmitir. O fluido humano está sempre mais ou menos impregnado de impurezas físicas e morais do encarnado. Os fluidos dos bons Espíritos é necessariamente mais puros e, por isto mesmo, tem propriedades mais ativas, que acarretam uma cura mais pronta, mas, passando através do encarnado pode alterar-se. Todo passista, tem a necessidade de trabalhar para seu melhoramento moral” (Allan Kardec - Revista Espírita, Setembro, 1865).

O médium deve estar gozando de boa saúde física e mental para doar suas energias ao assistido. O passe magnético, por exemplo, é uma transfusão de energia magnética, algo semelhante à transfusão de sangue.

Não é preciso uma condição especial para doar sangue, apenas que o doador seja saudável, da mesma forma que o médium.

Como o passista doa de si uma Parte dos fluidos que vão fortalecer o lado material e espiritual do necessitado, esses fluidos precisam estar limpos de vibrações deletérias. O uso de produtos químicos, como por exemplo, o fumo ou do álcool gastam muita energia vital, deixando o médium deficiente de energia, além de contaminar a pureza dos Fluidos que é portador, dificultando o trabalho dos Espíritos, que acabam por não obter a devida qualidade nos trabalhos. Como a intenção é ajudar, ele deve oferecer o melhor de si ao assistido.

Se o médium é dependente de qualquer químico, deve buscar tratamento material e espiritual para recuperar-se antes de iniciar suas tarefas mediúnicas.

Caso o médium seja usuário ocasional destas substancias, sem dependência, também deve conscientizar-se de que são produtos alteradores de seu humor e que podem vir a prejudicá-lo muito mais do que imagina.

Gradativamente, deve eliminar o consumo destas substancias desde que é ciente de que causam dependência física e psíquica e que também as suas emanações sustentam a dependência de Espíritos menos esclarecidos.

Todo aquele que vai adentrar no trabalho mediúnico na Seara de Jesus deve realizar a renovação interior da maneira mais ampla possível. Caso ainda seja portador de alguma dependência química, precisa buscar ajuda para recuperar-se, a fim de doar ao assistido fluidos de melhor qualidade. À medida que o médium avança na compreensão da importância do trabalho mediúnico, percebe que o seu bem-estar físico e espiritual não mais representa beneficio apenas para si próprio, mas também para todos que vai assistir em sua tarefa.

Relembrando o Apostolo Paulo de Tarso: “Tudo me é licito, mas nem tudo me convém!”

Bibliografia:

Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas - Universidade Federal de São Paulo - Depto. de Psicobiologia
BURNS, John E. O Caminho dos Doze Passos.
MILAN, James R.; KETMAN, Katerine. Alcoolismo Mitos e Realidade
KRUPNICK, L.. Do Desespero à Decisão
MURAD, José Elias. Maconha A Toxidade Silenciosa
MURAD, José Elias. Reflexões Sobre Tabaco e Tabagismo
LEITE, Marcos da Costa; ANDRADE, Arthur Guerra de. Cocaína e Crack
MIRANDA, Clara F.; MIRANDA, Marcio L.. Construindo a Relação de Ajuda
BEATTIE, Melody. Co-Dependência Nunca Mais
MINIRTH, Robert Hemfelt, F.; MEIER, Paul. O Amor é Uma Escolha
TIBA, Içami. Anjos Caídos: como prevenir e eliminar as drogas na vida do adolescente
DRUMMOND, Marina C. Caetano; DRUMMOND FILHO, Helio Caetano. Drogas, a busca de respostas
GIKOVATE, de Flavio. Drogas Opção de Perdedor
Revista Reformador - Março – 1998
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Sexo e Destino
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Missionários da Luz
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. (Espírito André Luiz). Evolução em dois Mundos
PIRES, José Herculano. Diálogo dos Vivos
TEIXEIRA, J. Raul. Desafios da Educação
MIRANDA, Manoel P. Nas Fronteiras da Loucura
FERREIRA, Dr. Inácio. Psiquiatria em Face da Reencarnação

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

15a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO NA ESCOLA DO MESTRE

Fazer o bem sem ostentação é um grande mérito, além da caridade material, é a caridade moral que sabe encontrar palavras dóceis e afáveis que colocam o beneficiado a vontade em face do benfeitor, não sendo o beneficiado humilhado.

Que a mão esquerda não saiba o que dá a mão direita é uma figura que caracteriza a beneficência modesta; é tomar o cuidado para que as boas obras realizadas não sejam com o objetivo de serem mostradas aos homens.

No laborioso processo de reforma intima precisamos compreender que para atingirmos tão alto objetivo é indispensável traçar um roteiro para a nossa organização mental no infinito bem, e segui-lo sem recuar (Espírito Emmanuel).

Nosso êxito ou fracasso dependem da persistência e da fé com que nos consagramos mentalmente aos objetivos que nos propomos alcançar.

A terra cultivada produz o bom grão.

Jesus sintetizou os dez mandamentos no ensinamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. E o Espírito de Verdade, prometido por Jesus Cristo, veio acrescentar mais uma ordenação:

“Amai-vos, eis o primeiro mandamento, instrui-vos, eis o segundo”. É essencial nossa frequência, de forma permanente na imensa escola que é a Terra, cujo Mestre é Jesus e na qual o método do ensino é sedimentado sobre o amor e a persuasão.

Entretanto, apesar da singeleza e magnitude dos ensinos, na Escola existem alunos orgulhosos, vaidosos, pseudo-sábios que julgam saber mais que o Mestre, e por outro lado, existem também alunos humildes, submissos dedicados e ansiosos por assimilar tudo aquilo que lhes ensinam.

Para o desempenho do aprendizado, os discípulos precisam despender uma serie de esforços, e essa vivência implica em sofrimento, abnegação e desprendimento. O Mestre não sobrecarrega ninguém com peso acima de suas forças. O que ele nos ensina é fácil de será assimilado e somente se toma pesado e insuportável para aqueles que se rebelam ou criam seus próprios sistemas, dos quais se tomam prisioneiros. O Mestre esclarece:

“O meu jugo é suave e o meu fardo leve, quem se tomar humilde de coração não terá maiores dificuldades em assimilar e viver aquilo que ensino”.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. 13 itens 1 a 3
GODOI Paulo Alves. Crônicas Evangélicas: Lição: Na Escola do Mestre
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro: Lição 28 – Sintonia

Questões para reflexão:

1) Comente a afirmação: “O estudo da mediunidade repousa nos alicerces da mente com o seu prodigioso campo de irradiação”.

2) Comente sobre doação e meditação.

3) Descreva como um espírita cristão deve traçar o seu roteiro de reforma íntima.

4) Analise a afirmação de Jesus: “Meu jugo é suave e meu fardo leve”.

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

15a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


VIBRAÇÃO, RADIAÇÃO, DOAÇÃO E MEDITAÇÃO

O corpo físico é uma maquina que funciona sem parar do nascimento ao desencarne e é formado de matéria densa, ou seja, energia condensada em vários graus.

Vibração - como conceito, é o ato ou efeito de vibrar, oscilar, balançar.

Radiação - é a propagação de energia sob a forma de ondas.

Irradiar - é lançar de si, emitir. Todo ser humano irradia de si um fluido vital ou ectoplásmico (emanação de matéria orgânica, magnetismo humano), dando origem as radiações de energia eletromagnéticas, que se apresentam sob a forma vibratória.

A Doutrina Espírita, no entanto mostra que todas as radiações decorrem da ação do Espírito, quer dizer são mentais. A radiação mental é um processo intelectual mediante o qual se emite e projeta a determinado alvo pensamentos concordantes com o motivo que determinou a projeção.

Todos os Espíritos, encarnados e desencarnados, possuem a faculdade de emitir e projetar radiações a qualquer distancia, por maiores que sejam; entre os desencarnados como é obvio, tal faculdade é exercida livremente, por ausência do entrave material, que é o corpo Físico. Tais projeções como também ocorre com os pensamentos, são tão rápidas que ultrapassam mesmo a velocidade da luz.

Quando a mente esta voltada para os ideais superiores da fé ativa, a expressar-se em amor pelos semelhantes; quando a disciplina se faz constante, através da renuncia amorosa, da bondade, do esforço próprio no bem, e no estudo nobremente conduzido, a criatura adquire elevado teor mental (“Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 2). André Luiz fala neste livro, neste capítulo sobre “o Psicoscópio, aparelho que facilita os exames e estudos da alma com o poder de definir lhe as vibrações e com capacidade para efetuar diversas observações em torno da matéria. Funciona a base de eletricidade e magnetismo, utilizando-se de elementos radiantes análogos na essência os raios gama. Identifica os valores da individualidade humana pelos raios que emite. A moralidade, o sentimento, a educação e o caráter são claramente perceptíveis, através de ligeira inspeção”.

Usando este aparelho André Luiz pode observar que “teto, paredes e objetos do cotidiano eram formados de corrente de força, a emitirem baça claridade e que os encarnados em oração, ao redor da mesa de trabalho, apareciam mais estreitamente associados entre si, pelos vastos círculos radiantes que lhes nimbavam as cabeças” E explica que “o homem encarnado é um gerador de força eletromagnética (resulta da ação de atração e repulsão) e que todas as substancias vivas da Terra emitem energias, enquadradas nos Domínios das radiações ultravioletas. Existem almas regularmente evoluídas, em apreciáveis condições vibratórias pela sincera devoção ao bem, com esquecimento dos seus próprios desejos. Podem desse modo, projetar raios mentais, em vias de sublimação, assimilando correntes superiores e enriquecendo os raios vitais de que são dínamos comuns”. Complementa André Luiz que esses raios podem ser chamados de raios ectoplásmicos e são peculiares a todos os seres vivos. É na “base deles que se efetuam todos os processos de materialização mediúnica, porquanto os sensitivos encarnados que os favorecem libertam essas energias com mais facilidade. Todas as criaturas, porém, guardam-nas consigo, emitindo-as em frequência que varia e cada uma, em conformidade com as tarefas que o Plano da vida lhes assinala. O estudo da mediunidade repousa nos alicerces da mente com o seu prodigioso campo de radiações”.

“Cada qual de nós respira em determinado tipo de onda. Quanto mais primitiva se revela a condição da mente, mais fraco é o influxo (influência) vibratório do pensamento, induzindo à compulsória aglutinação do ser às regiões da consciência embrionária ou torturada, onde se reúnem as vidas inferiores que lhe são afins” (“Entre a Terra e o Céu”, André Luiz, Cap. 20)

No livro Passes e Irradiações, diz Edgard Armond: “O ser humano, como um organismo celular dinâmico, é uma unidade vibratória que absorve e emite radiações diferentes: as físicas - calor, magnetismo, luz; as psíquicas - ondas vitais, essenciais, pensamentos, ideias, desejos, etc.”.

“Tudo isso age e reage sobre os outros seres, influenciando-os em sua vontade, sentimentos, pensamentos e atos, sofrendo por sua vez a influência dos afins. Tudo se reflete na radiação tonal, na aura individual, criando atmosfera boa ou má, atrativa ou repulsiva. As afinidades vibratórias é que regulam esse intercâmbio de dar e receber, no plano invisível, forcas e fluidos”.

No corpo físico do homem ou do animal, cada célula, órgão, aparelho ou sistema, possui sua tonalidade própria e o conjunto de todas elas, amalgamadas, fundidas numa só, forma a tonalidade individual orgânica.

Órgãos, aparelhos e sistemas, cada um possui sua tonalidade vibratória individual.

Doação - “o pensamento influi de maneira decisiva, na doação de princípios curadores. Sem a ideia iluminada pela fé e pela boa vontade, o médium não conseguiria ligação com os Espíritos amigos que atuam sobre essas bases”. Diz André Luiz no capitulo XVII do livro Nos Domínios da Mediunidade.

O passe é uma transfusão de energias, mas nem todos os doentes alcançam a melhora, e isso se dá pela falta de fé e merecimento, para que a criatura registre o socorro que necessita. No terreno das vantagens espirituais, é imprescindível que o candidato apresente condições favoráveis através da assistência magnética, onde “recursos espirituais se entrosam entre a emissão e recepção, ajudando a criatura necessitada, para que ela ajude a si mesma e ainda André Luiz, ao final do capitulo “Serviço de Passes”, diz que “a mente reanimada reergue as vidas microscópicas que a servem, no templo do corpo, edificando valiosas reconstruções”; nos passes à distância companheiros espirituais se ajustam no trabalho de auxilio, favorecendo a realização; e a prece silenciosa será o melhor veiculo da forca curadora.

Meditação - É uma concentração intensa da mente em uma ideia ou em algum fato. A meditação pode ser considerada como a extensão da concentração, quando, ao invés de nos abrirmos para o mundo espiritual, nos concentramos em aspectos emocionais ou filosóficos de nossa realidade. W. E. Sangster afirma que meditar é dirigir o nosso pensamento, fixar a nossa mente em certos pensamentos que transcendem as trivialidades da vida cotidiana, “uma espécie de exercício espiritual que consiste em reflexão profunda e continua”. (O valor da Meditação, em Revista Espírita Allan Kardec, n° 13, pag. 11).

Segundo esse mesmo autor, a meditação faz nosso pensamento “girar em tomo de um tema verdadeiro e profundo; é preciso aprender a revolver no pensamento esse tema uma quantidade de vezes”. Os temas citados como exemplo para a meditação é a humildade, a gratidão, a disciplina, etc.

Meditação não deve ser confundida com reflexão

Reflexão é o ato ou efeito de refletir; volta da consciência do Espírito, sobre si mesmo, para examinar o seu próprio conteúdo por meio do entendimento, da razão (Dicionário Aurélio). Refletir é uma avaliação interior, analisando ideias, situações ou emoções através de um processo mental lógico. Quando refletimos, pensamos racionalmente, com o intuito de conhecer, compreender ou julgar algo conscientemente, através da nossa inteligência. Caracteriza-se pela busca e associação de ideias de uma maneira extremamente racional e consciente.

A meditação diferencia-se naquilo que ela tem de aleatório e ocasional nessas associações. A mente deixa-se ao livre fluir dos pensamentos.

“Você medita quando, na quietude da natureza ou na paz de algum velho templo, você se volta para dentro de si mesmo por alguns instantes para participar do silêncio de Deus. Você medita ainda mais valiosamente quando, no meio do burburinho da vida, no centro do alvoroço e dos desafios do dia a dia, leva consigo a mesma quietude interior que transforma o seu coração no templo do Espírito, quando embebe a sua mente nas águas da criação e da inteligência Divina para que com sua atitude, cada ser, cada coisa, possa despertar para a sua qualidade essencial” (Revista Espírita Allan Kardec, O que é Meditação?” n° 18, pag.16 .

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade; Cap.2 e 17
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Entre a Terra e o Céu: Cap.20
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: Cap. XIV, itens 175 e 176
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Seara dos Médiuns: lições 81 e 83
ARMOND, Edgard. Passes e RADIAÇÕES: Caps. 5 e 23

Fonte da imagem: Internet Google.