CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

22a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


MANDATO MEDIÚNICO

O termo mandato não é de uso comum em nossa convivência diária.

Assim sendo, urge dar lhe sentido e melhor conhecimento, familiarizando-nos com o mesmo, a fim de que, conhecendo sua origem e conteúdo, nossa compreensão do que seja e significa mandato mediúnico, seja completa, haja vista que ambos guardam semelhanças em suas essências.

Mandato, Segundo definição formal, e autorização que alguém confere a outrem, para em seu nome praticar certos atos; delegação; confiança; missão. Na verdade, exprime um contrato, que é um ajuste de vontades entre pessoas.

Deriva-se do latim mandatum, de mandare, composto de manus dare (dar a mão), que tecnicamente significa dar poder ou autorizar e se alinhava com um aperto de mãos pelos contratantes, que se davam a mão direita, pois os antigos romanos acreditavam que o dedo anular era atravessado por um nervo que ia ao coração, sede da fidelidade.

Vale dizer que, entre os antigos romanos, as mãos simbolizavam a amizade, a lealdade e a fidelidade entre amigos e, sendo o mandato outorga de poder, consequentemente carrega consigo o ônus de honrar a amizade e os sentimentos nela fundados.

E, se no plano material, o mandato implica tanta responsabilidade moral para quem o recebe, no campo da mediunidade e no seu exercício, a outorga de mandato mediúnico não é menos severa, exigindo do medianeiro qualidades intelectuais e morais superiores, como nos narra André Luiz no capítulo; 16 de “Nos Domínios da Mediunidade”, conforme ensinamentos e esclarecimentos do Instrutor Áulus a respeito de Ambrosina.

Assim revela Áulus que, Ambrosina após trabalhar por mais de vinte (20) anos consecutivos no exercício da mediunidade com JESUS, ou seja, com absoluto desinteresse, fidelidade, perseverança, obediência, disciplina, renúncia de si mesma, paciência evangélica e acendrado amor recebeu do Plano Superior o mandato mediúnico.

Igualmente, Áulus nos define que mandato de serviço mediúnico é uma delegação de poder obtido pelo crédito moral do medianeiro, no exercício da mediunidade cristã por largo período de tempo.

Por via de consequência, mandato mediúnico, por ser uma delegação de poder, acarreta para o medianeiro uma carga maior de trabalho e responsabilidade.

Entretanto, em contrapartida, o médium contará com uma associação mais estreita com o mentor que supervisiona e lhe preside a tarefa, passando a guiar-lhe a peregrinação na Terra, governando lhe as forças e dando-lhe mais imediato apoio, sustentação e proteção, somente estabelecendo o médium o contato com o plano espiritual de acordo com a supervisão dele, o que significa uma garantia para o desempenho fiel e seguro do mandato mediúnico.

Esclarece-nos Áulus:

- que o mandato mediúnico está vinculado a compromissos assumidos pelo médium, antes da reencarnação, no Plano Espiritual;

- que, não sendo um atestado de santidade, o médium pode recuar diante da responsabilidade que encerra o seu cumprimento;

- isto porque, o livre arbítrio do médium é sempre respeitado, haja vista que suas vitorias devem ser fruto do trabalho e esforço próprio, daí advindo seu mérito.

Enfim, a quem muito foi dado, muito será pedido, valendo igualmente: quem muito deu, no cumprimento fiel de seus deveres e obrigações, muito receberá. É da Lei.

Ensina Martins Peralva que é necessária “a bondade para atender, com o mesmo carinho, e a mesma boa vontade todos os tipos de necessitados, sem nenhuma expressão de particularismo; a discrição, para conhecer e sentir, guardando-os para si, dramas inconfessáveis e lacunas morais lastimáveis; é necessário o discernimento, para opinar com segurança, segundo as necessidades do consulente, a fim de ajudar os outros, para que os outros se ajudem”.

Diz Emmanuel que “o mandato pede excessiva renúncia; no entanto, sem o sacrifício dos operários do progresso, as maquinas poderosas que assinalam a civilização da atualidade, não existiriam no mundo”.

Bibliografia:

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade: Cap. 24 e 25

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Seara dos Médiuns: Lição 88

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. XVI

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade: Cap. XXIV e XXV

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Seara dos Médiuns Lição 88

SILVA, Plácido e. Vocabulário Jurídico: Tomo III - Págs. 981/982

ACQUAVIVA, Marcus Claudio. Diário Enciclopédico de Direito: Vol. 4 Pag. 4

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

21a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


MEDIUNIDADE GRATUITA

A mediunidade não é uma profissão, mas um dom a ser exercido desinteressadamente, gratuitamente, servindo como meio de divulgação, a toda a Humanidade, das verdades espirituais, da fé raciocinada, do destino do homem, do seu objetivo na Terra, da importância da prática da caridade e da humildade constantemente. Por isso, o médium não tem direito de comercializa-la, porque seu trabalho é em conjunto com os Espíritos.

“Restitui a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios; dai de graça o que de graça recebestes” (Mt, 10:8).

Quando Jesus fez esta recomendação aos seus discípulos, estabelece que não se deve cobrar por aquilo que nada se pagou. Intentava transmitir ao povo que se deve preservar toda ação mental, dirigida a Deus, do comércio, das especulações, das ligações menos dignas, a que os encarnados pudessem sintonizar através da mediunidade.

O povo que vivia na Terra, quando Jesus aqui encarnou, era ainda muito ignorante quanto as verdades espirituais, com exceção dos discípulos, que tinham evoluído espiritualmente de forma mais acentuada.

Deste modo, Jesus sempre tentou atingir-lhes o pensamento, transmitindo-lhes suas lições por meio de historietas ou Parábolas, a fim de que lhes impressionassem aos sentidos, e os discípulos pudessem perceber, ao menos, uma parte da nova moral que Ele vinha trazer à Humanidade. Cita-se, como exemplo, a Parábola do Joio e do Trigo (Mt, 13:24-30)

O excessivo apego as coisas suscitava muitas preces pagas, além do comércio nos próprios templos de oração.

Disse ainda Jesus: não façais que as vossas preces sejam pagas; não façais como os escribas, que “a pretexto de longas preces, devoram as casas das viúvas”. Ao condenar estas práticas, Jesus transmite aos homens a ideia de que não devem comercializar as “Coisas de Deus”.

Desta forma, é totalmente incoerente pagar a alguém para orar por outrem. O amor e o desinteresse estão muito longe daqueles que comercializam as coisas divinas, e o bom senso mostra que tal prática não é agradável a Deus, que considera, numa prece, a sinceridade e o desinteresse de quem profere.

Não é a quantidade ou a beleza das palavras que selecionam as preces verdadeiras, mas o sentimento de amor e fé daquele que esta orando, muitas vezes através de um simples pensamento ou gesto, em qualquer lugar onde se encontre.

A mediunidade é a faculdade que permite o intercâmbio entre o Plano Físico e o Plano Espiritual, através do médium, e é uma oportunidade de trabalho a favor do próximo, e uma condição para a própria evolução espiritual.

Assim, o bom médium é aquele que usa suas faculdades para o bem do próximo.

É sua ferramenta de trabalho e como tal precisa ser bem conservada, a fim de ser realmente util.

O homem deve buscar na matéria e não nas atividades espirituais, o que venha trazer-lhe os elementos necessários para seu sustento material.

Diz Kardec a mediunidade “só existe graças ao concurso dos Espíritos, se estes faltarem não há mediunidade, pois embora a aptidão possa subsistir, o exercício se torna impossível. Não há, portanto, um único médium no mundo que possa garantir a obtenção de um fenômeno espírita em determinado momento”.

O simples bom senso conduz ao raciocínio de que se os Espíritos não estão disponíveis a toda hora, e o médium, mesmo assim, da comunicação, ou está ocorrendo um fenômeno anímico (emanado da própria alma do médium), ou uma mistificação (o médium age com intenção de enganar).

Importante considerarmos ainda a Lei de Sintonia Vibratória. Um Espírito com maior evolução não irá perder seu tempo em fornecer mensagens aos encarnados, a fim de atender a interesses materiais, quais sejam, conhecimento dos acontecimentos futuros, palpites em situações cotidianas, leitura da “sorte”, promessas fúteis etc., de maneira que, afastando-se, permite que os Espíritos de menor grau evolutivo, ainda muito ligados as coisas materiais, sintonizem-se, mentalmente, com o médium, e cedem com prazer aos seus interesses materiais, incentivando-o mais e mais para praticas censuráveis. Estes comportamentos geram uma “cadeia vibratória”, em que Espírito, médium e encarnado (que esteja “consultando”) acabam ligando-se uns aos outros. Nenhum poderá escapar da Lei de Causa e Efeito. Todos terão que responder pelo desrespeito às Leis Divinas, de acordo com o conhecimento que possuam das “coisas espirituais” e de sua intenção, pois “a quem muito foi dado, muito lhe será pedido” (Lc, 12:48).

Para que ocorram a “Mediunidade com Jesus” e o intercâmbio com os Espíritos mais elevados, é necessário que o médium os leve a sério e os coloque acima dos seus interesses materiais. Todo bom médium deve desenvolver suas qualidades morais com humildade, amor, devotamento, bondade, fraternidade, com muita fé.

“Quanto mais espiritualizado o médium e mais cônscio de sua responsabilidade ante a tarefa sagrada que o Pai Celestial lhe concede, mais rico em possibilidades de engrandecimento da própria alma e de benefício aos desalentados do caminho evolutivo” (Martins Peralva, Estudando a Mediunidade, cap. XXIX).

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XXVI, itens 7 a 10

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade: Cap. XXIX

Questões para Reflexão:

1. Descreva o que você entendeu por fluido vital e como ele pode ser renovado.

2. Faça a diferença entre o magnetizador e o médium curador.

3. Explique o processo de cura da mulher hemorrágica.

4. Interprete a frase de Jesus: “Dar de graça o que de graça recebestes”.

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

21a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


MEDIUNIDADE CURADORA - AÇÃO MAGNÉTICA

Imposição das mãos - Passes - Operações Espirituais (com ou sem instrumentos)

A mediunidade curadora é exercida pela ação direta do médium sobre o doente, com o auxílio de uma espécie de magnetização de fato, ou pelo pensamento. (R.E. 1865 - setembro -Allan Kardec)

Afirmam os Espíritos que “a vida é um efeito produzido pela ação de um agente sobre a matéria. Esse agente, sem a matéria, não é vida, da mesma forma que a matéria não pode ser vida sem ele. É ele que dá vida a todos os seres, que o absorvem e assimilam” (LE, questão 63). Esse agente é o fluido vital, também chamado de princípio vital, que é uma forma modificada do fluido cósmico universal, matéria elementar primitiva de todas as coisas.

Bem por isso, o ser, ao nascer, traz em seu corpo físico, o fluido vital, que precisa ser continuamente suprido, em razão de sua constante utilização. A quantidade de fluido vital, entretanto, não é a mesma para todos os seres orgânicos, nem é constante nos vários indivíduos da mesma espécie.

Diz Kardec que “a quantidade de fluido vital se esgota; pode vir a ser insuficiente para manter a vida, se não se renova pela absorção e assimilação das substancias que o contém. O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que tem em maior quantidade, pode dá-lo ao que tem menos, e, em certos casos, fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se” (LE, nota a questão 70).

O Magnetismo é, nesses casos, “um poderoso meio, porque restitui ao corpo o fluido vital que lhe faltava e que era insuficiente para manter o funcionamento dos órgãos” (LE, questão 424). Com esta transfusão de energias fluídicas, através do magnetismo, pode-se obter o restabelecimento da saúde, isto é, “A cura que se opera pela substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã” (GE, cap. XIV item 31).

Esta ação magnética pode produzir-se de diferentes maneiras (GE, cap. XIV item 33):

a) “Pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, isto é, decorre da ação humana.

Na magnetização pela simples ação humana, o paciente deixa-se conduzir pelo agente; o magnetizador leva o assistido até certo grau de apassivação e, ao fazer-lhe sugestões benéficas, transmite-lhe o fluxo energético próprio e revitalizador das suas energias.

b) “Pelo fluido dos Espíritos que atua diretamente, sem intermediário sobre um encarnado. É o magnetismo espiritual cuja qualidade está na razão das qualidades morais do Espírito”.

c) “Pelo fluido que os Espíritos derramam sobre o magnetizador, e para o qual este serve de condutor; decorre da ação conjugada entre o Espírito e o homem, ou magnetismo misto.

Se se considerar que somente neste último caso, existe uma ação conjugada em que o homem, magnetizador, atua como intermediário da ação espiritual, tem-se então um fenômeno mediúnico, posto que “a intervenção de uma potência oculta é que constitui a mediunidade” (LM, 2ª Parte, cap. XIV item 175).

Kardec afirma também que são extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes porque estão subordinados a qualidades e a circunstancias especiais; a cura depende, portanto, de algumas condições fundamentais:

Primeira: Do Poder curativo do fluido magnético animalizado do próprio médium. O Codificador diz que “há pessoas dotadas de tal poder que operam sobre certos doentes curas instantâneas, por uma só imposição das mãos, ou mesmo por um só ato da vontade” (GE, cap. XIV item 32). A mesma informação está em “O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XIV, item 175.

Segunda: Da vontade do médium na doação de sua força. Em “O Livro dos Médiuns”, 2ª Parte, cap. VIII, item 131, lê-se que “a vontade é atributo essencial do Espírito, isto é, do ser pensante. Tanto quanto do Espírito errante, a vontade é igualmente atributo do Espírito encarnado; daí, o poder do magnetizador, poder que se sabe estar na razão direta da força de vontade”.

André Luiz, em “Nos Domínios da Mediunidade”, cap. 17, diz que “o pensamento influi de maneira decisiva, na doação de princípios curadores. Sem a ideia iluminada pela fé e pela boa vontade, o médium não conseguiria ligação com os Espíritos que atuam sobre essas bases”.

Terceira: Da influenciação dos Espíritos, dirigindo e aumentando a força do homem. Fala Kardec (GE, cap. XIV tem 33) que “o fluido espiritual combinado com o fluido humano, dá a este último as qualidades que lhe faltam. O auxílio dos Espíritos, em tais circunstancias, é por vezes, espontâneo, porém, com mais frequência, é provocado devido ao apelo do magnetizador”. Em “O Livro dos Médiuns”, 2ª Parte, cap. XIV item 176, dizem os Amigos Espirituais: “A força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxílio”.

Quarta: Das intenções daquele que se quer curar. Depende de sua fé e de seus méritos.

Kardec (GE, cap. XV, itens 10 e 11), citando o caso da mulher que havia doze anos sofria de uma hemorragia, e tendo tocado em Jesus, Sentiu-se curada (Mt, IX:20 a 22 e Mc, V:25 a 34) analisa o fato “como uma irradiação fluídica normal, em que não houve magnetização, nem imposição de mãos”. Explica que o fluido, considerado como matéria terapêutica, “tem que atingir a matéria orgânica, a fim de repará-la; pode, então ser dirigido sobre o mal, pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, pela confiança, numa palavra: pela fé do doente”. Foi por isso que Jesus, conhecendo em si mesmo a virtude (força) que dele saíra, disse: “A tua fé te salvou”. Kardec concluiu, em sua análise, que “a fé a que ele se referia não é uma virtude mística, qual a entendem muitas pessoas, mas uma verdadeira força atrativa, de sorte que aquele que não a possui opõe a corrente fluídica uma força repulsiva, ou, pelo menos, uma força de inércia, que paralisa a ação”. Termina Kardec que isto explica por que “apresentando-se ao curador dois doentes da mesma enfermidade, possa um ser curado e o outro não” (GE, cap. XV, item 11). Adiciona-se que, além da fé, deve-se contar com os méritos de cada um, e com as condições da Lei de Causa e efeito a serem cumpridas.

Diz o abnegado instrutor Áulus, que “o passe é uma transfusão de energias, alterando o campo celular. (...) Na assistência magnética, os recursos espirituais se entrosam entre a emissão e a recepção, ajudando a criatura necessitada para que ela ajude a si mesma. A mente reanimada reergue as vidas microscópicas que a servem, no templo do corpo, edificando valiosas reconstruções. O passe, como reconhecemos, é importante contribuição para quem saiba recebê-lo, com o respeito e a confiança que o valorizam” (Em Domínios da Mediunidade, cap. 17).

Diz Martins Peralva que “a prece (...) representa elemento indispensável para que a alma do passista estabeleça comunhão direta com as forças do Bem, favorecendo, assim, a canalização, através da mente, dos recursos magnéticos das esferas elevadas” (Estudando a Mediunidade, cap. 26).

O passe pode ser dispensado a distância, através de irradiações magnéticas, “desde que haja sintonia entre aquele que o administra e aquele que o recebe. Nesse caso, diversos companheiros espirituais se ajustam no trabalho do auxílio, favorecendo a realização”, esclarece Áulus. Diz-se que o serviço de passe é conduzido pelos Espíritos com o apoio dos homens, porque são eles que:

a) Preparam o ambiente, a higienização e a ionização da atmosfera, bem antes de os médiuns chegarem a seus postos de trabalho;

b) Protegem o ambiente, isolando o recinto, para impedir a entrada de sofredores e obsessores;

c) Possuem os instrumentos, fluidos adequados e radiações necessárias para os processos de cura, para os quais os médiuns colaboram;

d) Preparam os médiuns para o trabalho, isolando, inclusive, aqueles inabilitados para o serviço;

e) Isolam assistentes ou colaboradores alcoolizados, para que as toxinas não prejudiquem os demais e o ambiente.

Enfim, nessa comunhão entre homens e Espíritos, para o socorro através de passes, se não houver amor, pouco se fará.

Operações espirituais com ou sem instrumentos

Nas operações espirituais os Espíritos desencarnados operam através das mãos do médium ou de instrumentos cirúrgicos. Os Espíritos mobilizam recursos fluídicos diretamente junto ao corpo físico e espiritual do doente.

Nas operações espirituais, há necessidade do diagnóstico preciso por parte dos médiuns. E, posteriormente, o acompanhamento do doente.

Quanto ao uso de instrumental, vários médiuns os utilizaram, exemplos tivemos com os médiuns Arigó, Edson Queiroz e muitos outros.

Nas curas espirituais não há preocupação em se fazer um diagnóstico prévio, com exames complementares.

O socorro da Providência Divina é recurso que não nos falta, contudo, o restabelecimento da saúde está relacionada ao merecimento ou não do assistido, da sua fé e da sua necessidade.

A descrença, a desarmonia do ambiente, a falta de equilíbrio, de disciplina e de moral do doente também comprometem o bom resultado do socorro espiritual.

O trabalho de cura depende também do preparo físico e moral do médium. Afirma Martins Peralva, que: “além da humildade, deve o passista cultivar boa vontade e fé; prece e mente pura; e elevação de sentimentos e amor” (Estudando a Mediunidade, cap. XXVI).

As curas espirituais também poderão estar ligadas por parte dos encarnados às fraudes, chantagens, ciladas e aos interesses monetários.

A cobrança em dinheiro ou outros valores materiais compromete o médium que não segue os ensinamentos de Jesus, que recomendou aos seus discípulos: “Dai de graça o que de graça recebestes” (S. Mateus, cap. X, V. 8).

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns: Cap. XIV itens 175 e 176

KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV itens 31 a 34 e XV item 11

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. XVII

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. XXII

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade: Cap. XXVI e XXVII

MICHAELUS. Magnetismo Espiritual

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

20a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


CARIDADE SEGUNDO O APÓSTOLO PAULO

Paulo de Tarso escreveu aos Coríntios “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria”.

Dar esmolas, doar um agasalho, distribuir comida aos necessitados, colaborar com uma quantia na comunidade, são características de caridade.

Estaria nossa consciência tranquila diante de nossos deveres cristãos, segundo a caridade do Apostolo Paulo?

Paulo mostra nesta passagem de sua Carta que a caridade é algo muito mais profundo e mais importante do que ajudar com um agasalho, com o pão que nos sobra, aos necessitados. Embora isso seja um ato de caridade, não resume a grandiosidade desta virtude.

Ações caridosas devem fazer parte da vida daqueles que dedicam a divulgar a mensagem cristã. Caso contrário a palavra sem ação será como o sino que tine e como o metal que soa, como disse Paulo, ou seja, fará barulho chamando a atenção, mas não modificará os corações e inteligências a que é direcionada, e não auxiliara ninguém. “... cada arvore é conhecida pelo seu fruto” Jesus (Lc, VI:43-45).

A fé e o conhecimento espiritual também não são sinônimos de caridade, não fazem do indivíduo um ser caridoso. Mas sim, a prática desse conhecimento aliado a fé, “Assim também a fé, sem obras é morta” ,Tiago (2:17).

E Emmanuel disserta ainda para melhor esclarecimento que, “Reverenciamos a Providência Divina, depositamos em Cristo a nossa esperança, admiramos a virtude e acreditamos na força do bem; contudo, se nada realizamos, na esfera das boas obras, a nossa fé pode ser vigorosa e resplandecente, mas não adianta” (P.V.E. Lição 106). Qual seria então a vantagem da fé e do conhecimento, se o homem não ajudar a ele mesmo, com a prática e o bom exemplo daquilo que acredita?

Toda obra de caridade deve ser realizada de acordo com os princípios das Leis Divinas. Uma doação material, por exemplo, que é a mais fácil de fazer, deve ser desinteressada, para que o doador sinta-se irmão daquele que está sendo ajudado. Tendo como único objetivo, o amparo e alívio do necessitado.

Paulo nos ensina que, por mais fé que tenhamos em Deus e em nossas próprias forças nada seremos se não tivermos a caridade.

“A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; não trata com leviandade; não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal.

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade. Mas a maior destas é a caridade.” (Paulo, I Coríntios 1- 13).

O Apóstolo Paulo mostra que a verdadeira caridade desenvolve a resignação.

O homem resignado encontra forças para enxergar as dificuldades e os obstáculos da vida, como meios de progresso espiritual e não como uma punição, fazendo o possível para supera-los.

Ele amplia sua visão além da vida material, vê um novo horizonte. Encontra nos ensinamentos de Jesus a sabedoria que esclarece e a fé que garante a esperança no porvir. Surge então a mudança interior; desenvolvendo a humildade, a beneficência, a paciência e o amor ao próximo. Não espera mais por recursos que ainda não lhes pertencem, para fazer a caridade, doa de si mesmo.

Paulo coloca a caridade acima da própria fé, porque a caridade está ao alcance de todos, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre e independe de qualquer crença. Define-a como um conjunto de todas as qualidades do coração tanto na bondade como na benevolência para com o próximo.

E o Espiritismo tem por máxima “Fora da caridade não há salvação”, que resume todos os deveres do homem para com as criaturas. Com essa regra o homem jamais se transviará, pois nela está inserido o princípio de igualdade perante Deus, cujo ensinamento nos foi dado por Jesus como maior mandamento “Amarás a Deus de toda tua alma, e ao teu próximo como a ti mesmo”.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XI, item 13; XV itens 6, 7 e 10.

BÍBLIA DE JERUSALÉM. Novo Testamento: (Mt, XXII: 37-39); Paulo, I Coríntios (XIII: 1-7 e 13)

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Palavras de Vida Eterna: Lições 85/93/94 e 106

Questões para Reflexão:

1) Escreva com suas palavras o que ocorre num trabalho de doutrinação.

2) Explique como deve ser a conduta do doutrinador espírita perante o Espírito comunicante.

3) Faça uma pequena dissertação sobre o tema “Fora da caridade não há salvação”.

4) Explique o que Paulo queria dizer com a expressão: “seja como um metal que soa”.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

20a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


DOUTRINAÇÃO E DOUTRINADOR

É chamado de Doutrinação, a forma de dialogar com os Espíritos desencarnados necessitados de auxílio.

Doutrinação é a técnica usada pela Doutrina Espírita para conduzir os Espíritos desencarnados a luz através do esclarecimento e socorrer as pessoas envolvidas que precisam de ajuda para sair do processo obsessivo que por vezes vem de longa data (outras encarnações), para que possam modificar-se.

Doutrinar, Segundo o dicionário significa instruir em uma doutrina, ou ensinamento de uma doutrina.

Não é o caso aqui. Não estamos doutrinando o necessitado que ali comparece, a nossa intenção é dialogar com esse Espírito que se manifesta e muitas vezes expõe os seus problemas, suas aflições, necessitando de amparo, de socorro, e porque não dizer: de conscientização da sua real situação.

Essa técnica foi criada e desenvolvida por Allan Kardec para substituir as práticas arbitrárias do exorcismo. O conceito de doente mental como possessão demoníaca criou a ideia de espancar o doente para retirar o demônio do seu corpo.

A doutrinação espírita humanizou o tratamento das doenças mentais e psíquicas, inclusive perante a medicina.

As pesquisas espíritas, do século passado, levaram Kardec a instituir e praticar intensivamente a doutrinação como forma persuasiva de esclarecimento do obsessor e do obsedado, através de sessões de desobsessão, pois ambos necessitam de esclarecimento evangélico para superarem os conflitos do passado.

Objetivo essencial da doutrinação espírita é o esclarecimento da entidade comunicante quanto ao seu estado transitório de perturbação, as causas de seus sofrimentos e a forma pelo qual poderá encontrar solução para seus problemas.

O trabalho de doutrinação só é possível quando existe total integração do grupo, dirigente, médiuns, doutrinador e equipe Espiritual Superior.

Nesse trabalho há uma equipe de Espíritos Benfeitores responsáveis para ajudar e orientar a doutrinação.

Nessa reunião mediúnica são trazidos pelos Benfeitores, Espíritos obsessores, sofredores, ignorantes e viciosos na prática do mal, e todos aqueles que buscam respostas para sua nova forma de viver.

Todos os Espíritos que comparecem aos trabalhos, seja qual for sua condição, interagem com as forças geradas no ambiente do grupo e recebem altos benefícios seja pelas doutrinações ouvidas, pelos fluidos reparadores da corrente magnética ou ainda pelo efeito vibratório das concentrações e das preces.

E é assim que em uma reunião de doutrinação os Espíritos são esclarecidos pelo doutrinador sob orientações espirituais dos Benfeitores, revitalizados por energias sãs e estimulados para o bem, passando a viver então uma vida espiritual melhor.

O grupo de médiuns precisa ser firme, solidário, pontual, esquecer seus problemas e dedicar-se ao próximo.

O Evangelho de Jesus deve ser a base de todos os procedimentos.

Doutrinador em um grupo mediúnico é um médium encarregado de dialogar com os companheiros desencarnados, necessitados de ajuda e esclarecimento.

Quando se forma um grupo para a cura do semelhante, não podemos esquecer que as forças inferiores farão tudo para dissolvê-lo.

“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele.” - Paulo (Colossenses, 2:6)

Numa reunião mediúnica, o doutrinador é apenas um trabalhador na Seara de Jesus. Não dita ordens ou impõe rituais, utilizando formas. Usa do respeito e do efeito moral.

Sua formação doutrinária é de extrema importância. Seu conhecimento doutrinário é fator importante como base de sustentação.

Deve estudar constantemente, manter-se sempre harmonizado, cultivando através da reforma íntima a autoridade moral, a fé e o amor.

Ele deve estar convicto de que a doutrina espírita dispõe de todos os informes de que necessita para o desenvolvimento de um bom trabalho.

O doutrinador precisa ter humildade e paciência para ouvir o comunicante e esclarecer com amor e respeito.

Ele deve confiar e trabalhar sempre sintonizado junto aos Benfeitores Espirituais. Não deve trabalhar mediunizado e sim com amor fraterno, pois só assim conseguira tocar o íntimo do Espírito comunicante.

A doutrinação, não é um amontoado de palavras difíceis ou decoradas e não existe fórmula. A doutrinação é simples, amorosa, compreensiva e benevolente.

O doutrinador deve “ser atencioso, sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e disciplina na consecução das próprias tarefas. Somente a forja do bom exemplo plasma a autoridade moral.” - André Luiz (Conduta Espírita)

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Caminho, Verdade e Vida: Cap.143

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Missionários da Luz: Cap. 17 e 18

ARMOND, Edgard. Mediunidade: Cap. 28 e 29

MIRANDA, Hermínio C. Diálogo com as Sombras: Cap. 2 - Os Médiuns - O Doutrinador

BÍBLIA SAGRADA. Novo Testamento: 1° Coríntios - Cap. 12: 14

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Conduta Espírita dos Dirigentes de Reuniões Doutrinárias - Cap.3

XAVIER, Francisco Candido - Espírito ANDRE LUIZ - Expansão - Decálogo para Doutrinação, Cap. 45 e 53

PIRES, José Herculano. Obsessão: Cap. O Passe - A Doutrinação

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade: Cap. 6 (Irmão Raul Silva)

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Doutrinações – item 145

Apostila: Preparação De Médiuns e Doutrinadores para tarefas Especializadas - DEPASSE – FEESP

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

19a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


NÃO CENSURES

Jesus disse ... “Aquele dentre vós que estiver sem pecado atire a primeira pedra”.

Quando vós lançais a crítica, que conclusões se devem tirar de vossas palavras? É que vós, que censurais, não teríeis feito o que reprovas e que, portanto, valeis mais que o culpado.

Quando então julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem vossos irmãos?

Quando abrireis os olhos somente para vós mesmos?

Jesus nos ensina a ser indulgente com os erros alheios, não falar sobre eles nem divulga-los, a não ser com o propósito de auxiliar, amparar, reerguer, acalmar e encorajar a pessoa a prosseguir no bem, fortalecendo-a em suas qualidades e potencialidades, a recomeçar sua jornada de evolução.

Quando olharmos uma pessoa em erro, devemos compreender toda a misericórdia infinita de Nosso Pai e não nos esquecer de dizer em pensamento, mas principalmente em ações “Pai perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos aqueles que nos tem ofendido”.

O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, ambas consistem em ver apenas superficialmente os defeitos dos outros e ressaltando neles o que há de bom. Ainda que o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre existe, em algumas de suas regiões mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha viva da essência espiritual.

A crítica negativa é característica de pessoas que não realizam nada de importante, não enfrentam desafios, nem se arriscam a mudanças. Ficam apenas observando o que as pessoas dizem, fazem e pensam, para depois, comentar de forma improdutiva.

Os verdadeiros realizadores deste mundo, não tem tempo para censuras e condenações, pois estão sempre ocupados, na concretização de suas tarefas no bem comum. Ajudam os fracos e inexperientes, ensinando os que ainda não descobriram seus talentos, em vez de maldizê-los.

O Mestre nos desperta para uma Reflexão quando diz “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, veras bem, para tirar o argueiro que está no olho do teu irmão”. (E.S.E.- cap. X)

Jesus nos mostra com essa frase que temos uma grande facilidade de perceber os conflitos e dificuldades nos outros, mas infelizmente ainda não conseguimos ver os conflitos e dificuldades existentes em nossa alma. Sendo assim, deixamos de nos transformar e desenvolver qualidades necessárias para nossa evolução.

Na perg. 903 do Livro dos Espíritos - Kardec pergunta: Incorre em culpa o homem, por estudar os defeitos alheios? “Incorrerá em grande culpa, se o fizer para criticar e divulgar, porque será faltar com a caridade.”

“... Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante. Se lhe censurais o ser avaro, sede generosos, se o ser orgulhoso, sede humildes e modestos, se o ser áspero, sede bondosos, se o proceder com pequenez, sede grande em todas as vossas ações.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos: Cap. IX, Perg. 473 a 48o e 9o3

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. X

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Rumo Certo: Lição 49

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

19a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


FASCINAÇÃO, SUBJUGAÇÃO E POSSESSÃO

Fascinação: é uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium, que paralisa, de algum modo sua capacidade de julgar as comunicações. O médium fascinado não acredita ser enganado: o Espírito tem a arte de lhe inspirar uma confiança cega que o impede de ver a fraude e de compreender o absurdo do que escreve.

A fascinação tem consequências muito mais sérias, o Espirito expõe o médium em situações ridículas, comprometedoras e mesmo perigosas.

A diferença entre a obsessão simples e a fascinação está em que, na primeira, o Espírito que atormenta a pessoa é apenas um inoportuno por sua insistência o qual, o atormentado deseja sinceramente se livrar. Na segunda, para chegar a tais fins é preciso um Espírito hábil, astuto e profundamente hipócrita, pois não pode enganar e se fazer aceitar senão com a ajuda da máscara, com que se cobre e da falsa aparência da virtude, palavras de caridade são para ele credenciais.

Subjugação: é uma atormentação que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir fora da sua normalidade. Está sob um verdadeiro jugo.

A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar decisões muitas vezes absurdas e comprometedoras e por uma ilusão acredita serem sensatas. No segundo caso, o Espírito age sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários, levando-os por vezes, a praticar atos ridículos.

Como acontece:

O Espírito que subjuga penetra o perispírito da pessoa sobre a qual quer agir. O perispírito do obsedado recebe como que um envoltório, o corpo fluídico do Espírito estranho e, por esse meio, é atingido em todo seu ser; o corpo material experimenta a pressão sobre ele exercida de maneira indireta.

Possessão: Na Gênese - cap. XIV itens 45 à 49 - Kardec admite o termo possessão e o utiliza como forma de ação de um Espírito sobre o encarnado, distinguindo-a da subjugação. Fala que na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado, este último se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade. Já na possessão, em lugar de agir exteriormente, o Espírito livre se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado, faz domicilio em seu corpo, sem que todavia este o deixe definitivamente, o que só ocorre com a morte.

A possessão é sempre temporária e intermitente, pois um Espirito desencarnado, não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do perispírito e do corpo não pode operar-se senão no momento da concepção. (Gênese cap. XIV item 47).

Kardec mostra a diferença entre obsessão e possessão: “O Espirito em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio, fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. É o Espírito que fala, que se agita e se o conhecemos quando vivo, reconheceríamos sua linguagem, sua voz, seus gestos e até a expressão de sua fisionomia” (Gênese - Cap. XIV item 47).

Em síntese, pode-se dizer que: na obsessão o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispírito, e na possessão faz domicilio no corpo do encarnado, que cede seu corpo voluntariamente, ou involuntariamente, quando o possessor é um Espírito mau, ao qual o possesso não tem força moral para resistir. Tanto na obsessão como na possessão, dizem os Espíritos, essa dominação não se efetua jamais, sem a participação daquele que sofre, seja por fraqueza, seja pelo seu desejo.

Tem-se tomado frequentemente por possessos os epilépticos ou os loucos, que tem mais necessidade de médico do que de exorcismo. Segundo Kardec a palavra possesso, deve ser entendida como sendo a dependência absoluta, em que a alma pode se encontrar em relação a Espíritos imperfeitos, exercendo sobre ela o seu domínio.

André Luiz em “Missionários da Luz” ~ Cap. XVII, relata um caso de possessão, dizendo que a obsediada estava “cercada de entidades agressivas, seu corpo tomara-se como que a habitação do perseguidor mais cruel. Ele ocupava lhe o organismo, desde o crânio até os pés, impondo-lhe tremendas reações em todos os centros de energia celular. Fios tenuíssimos, mas vigorosos, uniam ambos, e ao passo que o obsessor nos apresentava um quadro psicológico de satânica lucidez, a desventurada mulher mostrava aos colaboradores encarnados a imagem oposta, revelando angustia e inconsciência”. Deixa registrado que o tratamento deve ser sempre na base do amor e do esclarecimento.

No capítulo IX de “Nos Domínios da Mediunidade”, André Luiz, nos mostra um outro caso de possessão num doente de epilepsia, decorrente de dividas do passado, em que mais uma vez esclarece a importância do amor no tratamento, informando que a cura depende do entendimento de cada um.

André Luiz em “Libertação” - Cap. I - afirma “Estejamos convencidos de que se o diamante é lapidado pelo diamante, o mau só pode ser corrigido pelo mau. Funciona a Justiça, através da injustiça aparente, até que o amor nasça e redima os que se condenaram a longas e dolorosas sentenças diante da Boa Lei.

André Luiz no “Libertação” - Cap. II diz “Qualidades morais e virtudes excelsas não são meras fórmulas verbalistas. São forças vivas. Sem a posse delas, é impraticável a ascensão espiritual.”

Continua “A nossa mente, em qualquer parte, na Crosta ou aqui onde nos achamos, é um centro psíquico de atração e repulsão. Sem nosso esforço pessoal no bem, a obra regenerativa será adiada indefinidamente, compreendendo-se por precioso e indispensável nosso concurso fraterno para que nossos irmãos se convertam aos Desígnios Divinos. O mal é o desperdício do tempo ou o emprego da energia em sentido contrário aos propósitos do Senhor”.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns: 2ª Parte - Cap. XXIII

KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos: Cap. IX, Perg. 473 a 480

KARDEC, Allan. Obras Póstumas: Cap. Manifestações dos Espíritos

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. XXIII

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Missionários da Luz: Cap. XVIII

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Libertação: Cap. I e II

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade: - Cap. XI, XIII, XIX e XXXV

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

18a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


AMAI OS INIMIGOS

Se o amor ao próximo é o princípio da caridade, amai aos inimigos é a sua aplicação máxima, pois esta virtude é uma das maiores vitórias alcançadas sobre o egoísmo e o orgulho.

Amar aos inimigos, não é ter para com eles uma afeição forçada, que não é natural, é não ter contra eles nem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança, é não fazer nada que possa prejudica-los em palavras ou atos, não fazer obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem e não o mal. É alegrar-se em lugar de se aborrecer com o bem que os atinge.

Para aquele que cré, e especialmente o espírita, a maneira de ver é diferente, pois dirige o seu olhar para o passado e o futuro, entre os quais, percebe que a vida presente é apenas um momento, que as maldades das quais é vítima, fazem parte das provas que deve sofrer. Quando o Senhor nos aconselha amar os inimigos, não exigiu aplausos ao que rouba ou destrói, nem mandou multiplicarmos as asas da perversidade ou da má fé. O Mestre, acima de tudo, preocupou-se em preservar-nos contra o veneno do ódio, evitando-nos a queda em disputas inferiores, inúteis ou desastrosas. Esse conhecimento nos dá condições de entender que, “Deus não age por capricho e tudo no Universo está regido por leis em que se revelam a sua sabedoria e sua bondade”. (L.E. questão 1003)

Precisamos ter coragem para perdoar o mal que nos fizeram e por isso precisamos trabalhar em nós a transformação do nosso mundo interior, soltar o passado (recordações negativas e sofridas) e deixar o futuro acontecer. O futuro é uma semente de possibilidades, o passado ficou para trás. O presente nada mais é do que um deslocamento em direção ao futuro, tudo depende de nossa forma de desejar o melhor e trabalhar por isso, através dos pensamentos e das ações.

O pensamento maldoso carrega em si mesmo uma corrente fluídica que causa má influência. O pensamento benevolente nos envolve com uma agradável impressão; daí a diferença de sensações que experimentamos aos nos aproximarmos de um amigo ou de um inimigo.

Podemos ter inimigos entre os encarnados e os desencarnados. Por isso Jesus nos ensinou “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam, a fim de que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus, que faz erguer o sol sobre os bons e os maus e faz chover sobre os justos e os injustos.” (MT. 5:43 a 45)

Jesus nosso Mestre teve vários desafetos, quando do desempenho do seu sublime Messiado: os Escribas, os Fariseus, os Saduceus e os Sacerdotes do Templo, todos se mancomunaram contra Ele, fazendo com que fosse crucificado. O mestre, no entanto, jamais os considerou como inimigos, tanto que na cruz suplicou ao Pai Celestial, que os perdoassem, porque eles não sabiam o que estavam fazendo. (Lc 23:34)

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XII

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos: Perg. 1003

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Pão Nosso: Cap. 137

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Caminho, Verdade e Vida: Cap. 143


BÍBLIA SAGRADA. Novo Testamento: Evangelho de Mateus 5 :43-45

BÍBLIA SAGRADA. Novo Testamento: Evangelho de Lucas 23:34

Questões para reflexão:

1) Explique os fatores relevantes no processo da obsessão.

2) De acordo com o LM n° 238, descreva o que acontece na obsessão simples.

3) Analise a recomendação de Jesus. “Amai os inimigos”.

4) Relacione alguns aspectos do nosso pensamento que podem interferir como meio de atração ou afastamento dos bons ou maus Espíritos.

Fonte da imagem: Internet Google.