CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

5ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE C: CONDIÇÕES E EFICÁCIA DA PRECE

"O que quer que seja que pedirdes na prece, crede que obtereis, e vos será concedido" (Marcos, cap. XI, v. 24).

A prece é uma invocação; é o mais elevado veículo de ligação através do qual o homem coloca-se em relação mental com a espiritualidade.

É uma projeção do pensamento, a partir do qual irá se estabelecer uma corrente fluídica cuja intensidade dependerá do teor vibratório de quem ora, e nisto reside o seu poder e o seu alcance, pois nesta relação fluídica o homem atrai para si ajuda dos Espíritos Superiores a lhe inspirar bons pensamentos.

CONDIÇÕES DA PRECE: Jesus Cristo fez entender claramente que, quando alguém ora, não é preciso colocar-se em evidência. A prece deve ser feita em segredo, no recôndito da consciência e em profunda meditação. Não é necessário que ela seja proferida repetidamente.

Preces prolongadas ou repetidas e mesmo proferidas em idioma estranho, tornam-se fastidiosas e, muitas vezes, delas não participam o pensamento e o coração. Assim, a condição da prece está no pensamento reto, podendo-se orar em qualquer lugar, a qualquer hora, a sós ou em conjunto, desde que haja o recolhimento íntimo necessário para se estabelecer a sintonia harmoniosa no ato sublime de louvar, agradecer e rogar a Deus o auxílio necessário. Por isto a importância do sentimento amoroso, humilde, piedoso, livre de qualquer ressentimento ou mágoa, pois só assim o homem irá absorver a força moral necessária para vencer as dificuldades com seus próprios méritos.

EFICÁCIA DA PRECE: Existem aqueles que contestam a eficácia da prece, alegando que pelo fato de Deus conhecer as necessidades humanas, torna-se dispensável o ato de orar, pois sendo o Universo regido por leis sábias e eternas, as súplicas jamais poderão alterar os desígnios do Criador. No entanto, o ensinamento de Jesus vem esclarecer que a justiça divina não é inflexível ao ponto de não atender os que lhe fazem súplicas. Ocorre que existem determinadas leis naturais e imutáveis que não se alteram segundo os caprichos de cada um.
Porém, isso não deve levar à crença de que tudo esteja submetido à fatalidade. O homem desfruta do livre-arbítrio para compor a trajetória de sua encarnação, pois Deus não lhe concedeu a inteligência e o entendimento para que não os utilizasse.

Existem acontecimentos na vida atual aos quais o homem não pode furtar-se; são consequências de falhas e deslizes cometidos em vidas passadas que necessitam de reajustes; é a aplicação da Lei de Causa e Efeito e isto explica porque alguns alegam que pedem benefícios a Deus, mas que nunca são concedidos, o que parece, a princípio, contrariar o ensinamento de Jesus: "Aquilo que pedirdes pela prece vos será dado" (Marcos, cap. XI, v. 24). Muitas coisas que na vida presente parecem úteis e essenciais para a felicidade do homem, poderão ser-lhe prejudiciais e esta é a razão por que elas não lhe são concedidas.

Contudo, o egoísmo e o imediatismo não permitem que ele perceba com exatidão a eficácia da prece. Porém, seus efeitos ocorrem segundo os desígnios divinos, a curto prazo na medida em que consola, alivia os sofrimentos, reanima e encoraja; a médio e longo prazo porque pelo pensamento edificante dá-se a aproximação das forças do bem a restaurar as energias de quem ora.

Àquele que pede, Deus está sempre pronto a conceder-lhe a coragem, a paciência, a resignação para enfrentar as dificuldades e os dissabores inerentes à natureza humana, com ideias que lhes são sugeridas pelos Espíritos benfeitores, deixando-lhe, contudo o mérito da ação, e isto porque não se deve ficar ocioso à espera de um milagre, pois a Providência Divina sempre ampara os que se ajudam a si mesmos: "Ajuda-te e o céu te ajudará" (ESE, cap. XXVII, item 7).

Jesus ensinou que um fariseu e um publicano foram ao templo para orar. O primeiro era tido como um homem virtuoso, respeitável sob todos os aspectos, embora ocultasse costumes dissolutos. O segundo era considerado homem corrupto e eivado de maus pendores. O fariseu, tomado de orgulho e olhando para o Alto, orava: "Ó Deus, graças te dou, porque não sou igual aos demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou o dizimo de tudo o que possuo" (Lucas, cap. XVIII, v. 9 a 14).

O publicano por sua vez, sem ousar levantar os olhos, assim orava: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!" Afirmou então o Mestre que este último saiu do Templo justificado, porque Deus ouviu a sua prece, ao contrário do fariseu, pois "quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado" (Lucas, cap. XVIII, v. 9 a 14).

Assim, deve-se notar o fato de o publicano ter pronunciado reduzido número de palavras e, no entanto, sua prece foi acolhida, porque nela havia humildade e devotamento, ao contrário do fariseu, cujo coração estava repleto de maldade, de egoísmo e de orgulho. Portanto, a eficácia da prece está na dependência da renovação íntima do homem, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, agradecer a Deus a dádiva da vida.

BIBLIOGRAFIA: ESE - Cap. XVII - itens 1 a 8.

QUESTIONÁRIO:

C - CONDIÇÕES E EFICÁCIA DA PRECE

1 - O que é a prece?

2 - Quais as condições da prece eficaz?

3 - O que nos ensina a passagem evangélica do fariseu e do publicano, em relação à prece?


Fonte da imagem: Internet Google.

Nenhum comentário:

Postar um comentário