CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

16ª AULA - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

PARTE B: OS FALSOS CRISTOS E OS FALSOS PROFETAS

Entre as advertências do Cristo para a nossa necessidade de oração e vigilância, está a questão dos falsos Cristos e dos falsos profetas.

Estes são os que “exploram, em proveito de sua ambição, de seus interesses e de seu desejo de dominação, certos conhecimentos que possuíam, para conseguirem o prestígio de um poder supostamente sobre-humano ou de uma pretensa missão divina”. (E.S.E,. Cap. XXI, item 5).

Portanto, é necessário manter-se atento, vigilante, nos dias de hoje, para não nos deixarmos levar pelo erro, pela mentira, pela hipocrisia.

Há muitas criaturas que se utilizam de pretensos “prodígios” para captar a confiança e a simpatia dos que deles se aproximam e auferir vantagens pessoais. Indivíduos que têm mel nos lábios e fel no coração, propagam deliberadamente ideias fantásticas, miraculosas, como se fossem verdadeiros milagres, fato que se repete há muito tempo.

“São esses os falsos cristos e os falsos profetas. A difusão dos conhecimentos vem desacredita-los, de maneira que o seu número diminui, à medida que os homens se esclarecem. O fato de operarem aquilo que, aos olhos de algumas pessoas, parece prodígio não é, portanto, nenhum sinal de missão divina. Esses prodígios podem resultar de conhecimentos que qualquer um pode adquirir, ou de faculdades orgânicas especiais, que tanto o mais indigno como o mais digno podem possuir. O verdadeiro profeta se reconhece por características mais sérias, exclusivamente de ordem moral”. (E.S.E., Cap. XXI, item 5).

Embora as palavras “cristos e profetas” sejam tradicionalmente do âmbito religioso, não se pode negar que nas mais diversas atividades humanas, como a Ciência, o comércio, a literatura, podemos encontrar criaturas caracterizadas dessa mesma forma: indivíduos revestidos dos mais nobres títulos do saber humano, que inescrupulosamente semeiam o desespero, a descrença, a desilusão.

As palavras de Jesus aplicam-se a todos aqueles que, podendo conduzir seus semelhantes para a glória do bem e da felicidade, preferem os falsos caminhos, jamais percorridos pelos verdadeiros cristãos. Não podemos nos enganar, pois “cada criatura traz na fronte, mas, sobretudo nos atos, a marca de sua grandeza ou de sua decadência”.

Deve-se, portanto, analisar as obras de cada um, para identificar as virtudes que as embasam: é importante que ali haja “a caridade, o amor, a indulgência, a bondade que concilia todos os corações; e, se confirmando as palavras, lhes juntam os atos, então podereis dizer: Estes são realmente os enviados de Deus”. (E.S.E., cap. XXI, item 8).

O Espiritismo, revelando uma outra categoria de falsos cristos e de falsos profetas - que são justamente os Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos ou pseudo-sábios, que passaram da Terra para a erraticidade e se disfarçam com nomes veneráveis-, confirma a advertência do apóstolo João, em sua primeira epístola: “Caríssimos, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas que se levantarão no mundo”.(4.1).

Se a morte não santifica ninguém, como aprendemos na Doutrina, é certo que no Plano Espiritual vamos encontrar Espíritos nas mais diversas condições evolutivas morais e intelectuais (bons e maus, amigos e inimigos do bem, sábios e ignorantes, sinceros e hipócritas). É preciso adotar um critério seguro para avaliar a comunicação e saber se provém de um bom ou de um mau Espírito.

Como dizia Jesus, pelo fruto se conhece a árvore; toda árvore boa dá bons frutos e toda má árvore dá maus frutos. É pela obra, então, que se conhece seu autor; mas o Cristo ia além, enfatizando: “Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres” (Jô, 8:32).

Daí a sempre atual exortação do Espírito da Verdade: “amai-vos e instruí-vos”, pois através do estudo sério e metódico, estaremos melhores preparados para evitarmos o engano e a fraude. A Doutrina Espírita é uma doutrina de conhecimento e através dela, se bem estudada e bem vivenciada, nos imunizamos contra inúmeros males, inclusive os perpetrados pelos falsos cristos e falsos profetas.

BIBLIOGRAFIA:

Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo

QUESTIONÁRIO:

1 - Quem são os falsos cristos e falsos profetas?

2 - Em que campo das atividades humanas se pode encontrá-los naturalmente?

3 - Por que não se pode crer em todos os Espíritos?

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