CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

15ª AULA PARTE A CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

LIVRE-ARBÍTRIO e FATALIDADE

Ao tratar da criação dos Espíritos, Galileu Galilei (Espírito), assim se expressa: “O Espírito não chega a receber a iluminação divina, que lhe dá, ao mesmo tempo, o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra de sua individualidade; é somente a partir do dia em que o Senhor imprime sobre sua fronte seu augusto sinal, que o Espírito toma lugar entre as humanidades” (A Gênese, Cap. VI, item 19).

O homem goza do livre-arbítrio a partir do momento em que manifesta a vontade de agir livremente; porém, “nas primeiras fases da vida a liberdade é quase nula; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades”. (L.E. 844).

A liberdade de agir, portanto, é relativa, pois depende, primeiramente, da vontade de realizar algo.

No princípio de seu desenvolvimento, o Espírito ainda não sabe direcionar sua vontade, senão para a satisfação de suas necessidades básicas. Neste caso, prevalece o instinto.

Uma vez ampliada a sua consciência, novos interesses surgem. À medida que sua vida vai se tornando complexa, o livre-arbítrio é limitado pela atuação da lei de causa e efeito, até que o ser consiga libertar-se do círculo das reencarnações e aí seu exercício torna-se pleno.

De maneira geral, contudo, somos livres para agir e somos responsáveis pelos esforços que fazemos para superar os obstáculos, para realizar nosso programa de vida e para progredir.

Nenhuma oportunidade nos é negada; mas não podemos pensar em fazer as coisas de qualquer jeito, burlando as leis divinas, como burlamos as leis humanas.

Isso não quer dizer que haja um fatalismo nos acontecimentos da vida, como se tudo já estivesse escrito previamente; pois, “fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte” (no conceito do Espírito da Verdade a Kardec – L.E., 853). Todavia, só morremos quando nossa hora é chegada.

Essa hora é aquela prevista em nosso programa encarnatório ou aquela que assinalamos pela nossa imprevidência (excessos que comemos, perigos desnecessários a que nos expomos, vícios que abreviam nossa existência, etc...).

Não sabemos de antemão que gênero de morte devemos sofrer, mas sim a que tipos de perigos estamos expostos pelo gênero de vida que escolhemos.

Além disso, na nossa condição evolutiva, estamos sujeitos, irresistivelmente, à lei das reencarnações, pois se o Espírito permanecesse no mundo espiritual, “ficar-se-ia estacionário, e o que se quer é avançar para Deus” (L.E., 175a).

Portanto, o momento da encarnação, como o da reencarnação, é fatal: “a fatalidade só consiste nestas duas horas: aquelas em que deveis aparecer e desaparecer neste mundo” (L.E. 859).

Mas, há um outro tipo de fatalidade, referente à escolha que o Espírito faz de suas provas, no momento da encarnação. Ciente de suas necessidades, “traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria consequência da posição em que se encontra” (L.E. 851).

É o caso das provas físicas, que vão delimitar as manifestações do próprio Espírito.

Quanto às provas morais e ás tentações, poderá ceder ou resistir a elas, pois conserva o livre-arbítrio para o bem e o mal. Neste caso, conscientiza-se da necessidade do autoconhecimento e da reforma íntima e faz tudo por melhorar-se, superando suas imperfeições.

BIBLIOGRAFIA:

Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos

Kardec, Allan - A Gênese.

QUESTIONÁRIO:

1 - O homem goza de livre-arbítrio pleno?

2 - O que a liberdade de agir impõe ao Espírito?

3 - Em que consiste a fatalidade para o Espírito?

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