CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

14ª AULA - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

Parte B: AS BEM-AVENTURANÇAS

Jesus, quando aqui esteve, trouxe-nos inúmeras lições. Lições de bondade, humildade, pacifismo, abnegação, renúncia e amor.

Para que tivéssemos gravados até hoje em nossa memória, Lucas e Mateus em seus Evangelhos relatam-nos que Jesus, na cidade de Cafarnaum, no alto de um monte, deu-nos talvez, a mais bela explanação sobre a forma de nos elevarmos até Deus nosso Pai.

É uma lição de Amor, que nos traz sob a forma de um sermão.

Conhecido como Sermão do Monte, dá-nos as bem-aventuranças necessárias para que possamos crescer para Deus. Para melhor entendermos o seu significado, vamos encontrar no capítulo 5 do Evangelho segundo Mateus. “Vendo Jesus aquela multidão, subiu a um monte e tendo-se sentado, aproximaram-se dele os seus discípulos”. E ele abrindo a sua boca os ensinara dizendo:

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra.

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e mentindo disserem todo o mal contra vós, por causa de mim.

“Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que existiram antes de vós”.

Bem-aventurados os aflitos, por quê?

Quais as causas das nossas aflições?

São atuais essas aflições ou são anteriores a essa nossa passagem pelo planeta Terra como espíritos encarnados?

Será que, no passado longínquo ou num passado tão remoto assim, não afligimos a outros, em nossas intemperanças?

Será que Deus é que nos aflige?

Ora, hoje todos nós sabemos que tivemos muitas existências aqui ou em outros orbes. Que causamos males, até mesmo a nós. Daí o motivo por que, muitas vezes, sentimo-nos solitários.

Nossos amigos espirituais, nunca nos abandonam, entretanto, nós devemos passar por certas situações e compreendendo o porquê delas, saberemos então, comportar-nos com mais humildade.

Humildade necessária, para que possamos alcançar o Reino de Deus.

Bem-aventurados os humildes. Bem-aventurados os mansos.

E o que é mansuetude? Será que todos nós temos já em nossos corações implantado esse desejo de nos modificarmos assim, ao passarmos por situações, por circunstâncias concretas, quando achamos que fomos agredidos?

Mansuetude é conquista. Nosso espírito, aos poucos, vai conquistando algumas virtudes. Não só o ser manso, mas também ser caridoso. Ser amoroso, ser benevolente, ser pacífico...

Bem-aventurados os pacíficos. Por quê? Porque é um dos atributos que devemos buscar.

Em um planeta tão conturbado com guerras, violências e vícios, devemos olhar os outros com olhos de paz. Paz que é uma conquista íntima do Espírito. Paz que devemos buscar, orando e vigiando nossos pensamentos. Paz que buscamos quando desejamos servir a Jesus, nosso divino Mestre e Salvador.

Paz que temos quando cumprimos as nossas tarefas do dia-a-dia, quando cumprimos nossas tarefas de educadores dos nossos semelhantes, pelo exemplo que possamos e devemos dar em todas as circunstâncias que nos envolvem. Paz de espírito é uma conquista que devemos buscar. Aos poucos e sempre.

Ao nos perguntarmos: “E quando nos ofendem no mais íntimo do nosso ser?”  Devemos orar por aqueles que nos caluniam. Devemos orar por aqueles que, com esses atos e gestos, só ofendem a si mesmos. Devemos orar a Deus, nosso Pai, a oração que Jesus nos deixou, compreendendo cada frase, cada palavra.

Deus concede-nos a cada dia, a cada hora, a oportunidade de nos modificarmos para o bem, Concede-nos a oportunidade de compreendermos as belíssimas lições que Jesus nos deixou.

E bem-aventurados aqueles que desejam se modificar. Bem-aventurados os que desejam evoluir para Deus. Bem-aventurados os mansos, os pacíficos, os pacificadores. E muito mais, ainda, aqueles que são injuriados por servirem a Jesus.

Esses têm reservado seu lugar ao lado do Mestre. São os seus discípulos. Discípulos são alunos bem-amados, que desejam seguir, ouvir e praticar as lições do Mestre. E quando seguirem sem queixas, quando sofrerem resignadamente terão o galardão do puro, do justo, do bom, do humilde, do discípulo de Jesus.

Nós todos, hoje, sabemos que os bem-aventurados puros de coração são aqueles que seguem a vontade de Deus.

Deus deseja que subamos para Ele, com o coração sem mácula, sem nódoa, sem manchas.

Manchas, marcas, nódoas que adquirimos no passado, em que éramos ignorantes do conhecimento do Evangelho de Jesus. Marcas ficam e manchas apagamos. Apagamos manchas e marcas quando desejamos nos modificar para o bem. Apagamos manchas e nódoas quando amamos a nós mesmos; quando passamos a compreender melhor o nosso próximo.

E se, por enquanto, só sabemos ou só podemos amar aos nossos filhos, nossos familiares, nossos amigos mais próximos, já teremos alcançado um progresso.

Quem sabe se, já nessa encarnação, não ampliamos nosso círculo de amor?...

Tenhamos todos nós, como um roteiro de vida, como uma página a ser lida e relida muitas vezes, o Sermão da Montanha.

BIBLIOGRAFIA:

Almeida, João Ferreira - Evangelho segundo Mateus

QUESTIONÁRIO:

1 - Como conquistar as virtudes preconizadas por Jesus?

2 - Quem são os bem-aventurados, a que Jesus se refere?

3 - Por que o Sermão da Montanha dever ser entendido como um roteiro de vida?

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