CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

15a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO NA ESCOLA DO MESTRE

Fazer o bem sem ostentação é um grande mérito, além da caridade material, é a caridade moral que sabe encontrar palavras dóceis e afáveis que colocam o beneficiado a vontade em face do benfeitor, não sendo o beneficiado humilhado.

Que a mão esquerda não saiba o que dá a mão direita é uma figura que caracteriza a beneficência modesta; é tomar o cuidado para que as boas obras realizadas não sejam com o objetivo de serem mostradas aos homens.

No laborioso processo de reforma intima precisamos compreender que para atingirmos tão alto objetivo é indispensável traçar um roteiro para a nossa organização mental no infinito bem, e segui-lo sem recuar (Espírito Emmanuel).

Nosso êxito ou fracasso dependem da persistência e da fé com que nos consagramos mentalmente aos objetivos que nos propomos alcançar.

A terra cultivada produz o bom grão.

Jesus sintetizou os dez mandamentos no ensinamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. E o Espírito de Verdade, prometido por Jesus Cristo, veio acrescentar mais uma ordenação:

“Amai-vos, eis o primeiro mandamento, instrui-vos, eis o segundo”. É essencial nossa frequência, de forma permanente na imensa escola que é a Terra, cujo Mestre é Jesus e na qual o método do ensino é sedimentado sobre o amor e a persuasão.

Entretanto, apesar da singeleza e magnitude dos ensinos, na Escola existem alunos orgulhosos, vaidosos, pseudo-sábios que julgam saber mais que o Mestre, e por outro lado, existem também alunos humildes, submissos dedicados e ansiosos por assimilar tudo aquilo que lhes ensinam.

Para o desempenho do aprendizado, os discípulos precisam despender uma serie de esforços, e essa vivência implica em sofrimento, abnegação e desprendimento. O Mestre não sobrecarrega ninguém com peso acima de suas forças. O que ele nos ensina é fácil de será assimilado e somente se toma pesado e insuportável para aqueles que se rebelam ou criam seus próprios sistemas, dos quais se tomam prisioneiros. O Mestre esclarece:

“O meu jugo é suave e o meu fardo leve, quem se tomar humilde de coração não terá maiores dificuldades em assimilar e viver aquilo que ensino”.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. 13 itens 1 a 3
GODOI Paulo Alves. Crônicas Evangélicas: Lição: Na Escola do Mestre
XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro: Lição 28 – Sintonia

Questões para reflexão:

1) Comente a afirmação: “O estudo da mediunidade repousa nos alicerces da mente com o seu prodigioso campo de irradiação”.

2) Comente sobre doação e meditação.

3) Descreva como um espírita cristão deve traçar o seu roteiro de reforma íntima.

4) Analise a afirmação de Jesus: “Meu jugo é suave e meu fardo leve”.

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

15a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


VIBRAÇÃO, RADIAÇÃO, DOAÇÃO E MEDITAÇÃO

O corpo físico é uma maquina que funciona sem parar do nascimento ao desencarne e é formado de matéria densa, ou seja, energia condensada em vários graus.

Vibração - como conceito, é o ato ou efeito de vibrar, oscilar, balançar.

Radiação - é a propagação de energia sob a forma de ondas.

Irradiar - é lançar de si, emitir. Todo ser humano irradia de si um fluido vital ou ectoplásmico (emanação de matéria orgânica, magnetismo humano), dando origem as radiações de energia eletromagnéticas, que se apresentam sob a forma vibratória.

A Doutrina Espírita, no entanto mostra que todas as radiações decorrem da ação do Espírito, quer dizer são mentais. A radiação mental é um processo intelectual mediante o qual se emite e projeta a determinado alvo pensamentos concordantes com o motivo que determinou a projeção.

Todos os Espíritos, encarnados e desencarnados, possuem a faculdade de emitir e projetar radiações a qualquer distancia, por maiores que sejam; entre os desencarnados como é obvio, tal faculdade é exercida livremente, por ausência do entrave material, que é o corpo Físico. Tais projeções como também ocorre com os pensamentos, são tão rápidas que ultrapassam mesmo a velocidade da luz.

Quando a mente esta voltada para os ideais superiores da fé ativa, a expressar-se em amor pelos semelhantes; quando a disciplina se faz constante, através da renuncia amorosa, da bondade, do esforço próprio no bem, e no estudo nobremente conduzido, a criatura adquire elevado teor mental (“Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 2). André Luiz fala neste livro, neste capítulo sobre “o Psicoscópio, aparelho que facilita os exames e estudos da alma com o poder de definir lhe as vibrações e com capacidade para efetuar diversas observações em torno da matéria. Funciona a base de eletricidade e magnetismo, utilizando-se de elementos radiantes análogos na essência os raios gama. Identifica os valores da individualidade humana pelos raios que emite. A moralidade, o sentimento, a educação e o caráter são claramente perceptíveis, através de ligeira inspeção”.

Usando este aparelho André Luiz pode observar que “teto, paredes e objetos do cotidiano eram formados de corrente de força, a emitirem baça claridade e que os encarnados em oração, ao redor da mesa de trabalho, apareciam mais estreitamente associados entre si, pelos vastos círculos radiantes que lhes nimbavam as cabeças” E explica que “o homem encarnado é um gerador de força eletromagnética (resulta da ação de atração e repulsão) e que todas as substancias vivas da Terra emitem energias, enquadradas nos Domínios das radiações ultravioletas. Existem almas regularmente evoluídas, em apreciáveis condições vibratórias pela sincera devoção ao bem, com esquecimento dos seus próprios desejos. Podem desse modo, projetar raios mentais, em vias de sublimação, assimilando correntes superiores e enriquecendo os raios vitais de que são dínamos comuns”. Complementa André Luiz que esses raios podem ser chamados de raios ectoplásmicos e são peculiares a todos os seres vivos. É na “base deles que se efetuam todos os processos de materialização mediúnica, porquanto os sensitivos encarnados que os favorecem libertam essas energias com mais facilidade. Todas as criaturas, porém, guardam-nas consigo, emitindo-as em frequência que varia e cada uma, em conformidade com as tarefas que o Plano da vida lhes assinala. O estudo da mediunidade repousa nos alicerces da mente com o seu prodigioso campo de radiações”.

“Cada qual de nós respira em determinado tipo de onda. Quanto mais primitiva se revela a condição da mente, mais fraco é o influxo (influência) vibratório do pensamento, induzindo à compulsória aglutinação do ser às regiões da consciência embrionária ou torturada, onde se reúnem as vidas inferiores que lhe são afins” (“Entre a Terra e o Céu”, André Luiz, Cap. 20)

No livro Passes e Irradiações, diz Edgard Armond: “O ser humano, como um organismo celular dinâmico, é uma unidade vibratória que absorve e emite radiações diferentes: as físicas - calor, magnetismo, luz; as psíquicas - ondas vitais, essenciais, pensamentos, ideias, desejos, etc.”.

“Tudo isso age e reage sobre os outros seres, influenciando-os em sua vontade, sentimentos, pensamentos e atos, sofrendo por sua vez a influência dos afins. Tudo se reflete na radiação tonal, na aura individual, criando atmosfera boa ou má, atrativa ou repulsiva. As afinidades vibratórias é que regulam esse intercâmbio de dar e receber, no plano invisível, forcas e fluidos”.

No corpo físico do homem ou do animal, cada célula, órgão, aparelho ou sistema, possui sua tonalidade própria e o conjunto de todas elas, amalgamadas, fundidas numa só, forma a tonalidade individual orgânica.

Órgãos, aparelhos e sistemas, cada um possui sua tonalidade vibratória individual.

Doação - “o pensamento influi de maneira decisiva, na doação de princípios curadores. Sem a ideia iluminada pela fé e pela boa vontade, o médium não conseguiria ligação com os Espíritos amigos que atuam sobre essas bases”. Diz André Luiz no capitulo XVII do livro Nos Domínios da Mediunidade.

O passe é uma transfusão de energias, mas nem todos os doentes alcançam a melhora, e isso se dá pela falta de fé e merecimento, para que a criatura registre o socorro que necessita. No terreno das vantagens espirituais, é imprescindível que o candidato apresente condições favoráveis através da assistência magnética, onde “recursos espirituais se entrosam entre a emissão e recepção, ajudando a criatura necessitada, para que ela ajude a si mesma e ainda André Luiz, ao final do capitulo “Serviço de Passes”, diz que “a mente reanimada reergue as vidas microscópicas que a servem, no templo do corpo, edificando valiosas reconstruções”; nos passes à distância companheiros espirituais se ajustam no trabalho de auxilio, favorecendo a realização; e a prece silenciosa será o melhor veiculo da forca curadora.

Meditação - É uma concentração intensa da mente em uma ideia ou em algum fato. A meditação pode ser considerada como a extensão da concentração, quando, ao invés de nos abrirmos para o mundo espiritual, nos concentramos em aspectos emocionais ou filosóficos de nossa realidade. W. E. Sangster afirma que meditar é dirigir o nosso pensamento, fixar a nossa mente em certos pensamentos que transcendem as trivialidades da vida cotidiana, “uma espécie de exercício espiritual que consiste em reflexão profunda e continua”. (O valor da Meditação, em Revista Espírita Allan Kardec, n° 13, pag. 11).

Segundo esse mesmo autor, a meditação faz nosso pensamento “girar em tomo de um tema verdadeiro e profundo; é preciso aprender a revolver no pensamento esse tema uma quantidade de vezes”. Os temas citados como exemplo para a meditação é a humildade, a gratidão, a disciplina, etc.

Meditação não deve ser confundida com reflexão

Reflexão é o ato ou efeito de refletir; volta da consciência do Espírito, sobre si mesmo, para examinar o seu próprio conteúdo por meio do entendimento, da razão (Dicionário Aurélio). Refletir é uma avaliação interior, analisando ideias, situações ou emoções através de um processo mental lógico. Quando refletimos, pensamos racionalmente, com o intuito de conhecer, compreender ou julgar algo conscientemente, através da nossa inteligência. Caracteriza-se pela busca e associação de ideias de uma maneira extremamente racional e consciente.

A meditação diferencia-se naquilo que ela tem de aleatório e ocasional nessas associações. A mente deixa-se ao livre fluir dos pensamentos.

“Você medita quando, na quietude da natureza ou na paz de algum velho templo, você se volta para dentro de si mesmo por alguns instantes para participar do silêncio de Deus. Você medita ainda mais valiosamente quando, no meio do burburinho da vida, no centro do alvoroço e dos desafios do dia a dia, leva consigo a mesma quietude interior que transforma o seu coração no templo do Espírito, quando embebe a sua mente nas águas da criação e da inteligência Divina para que com sua atitude, cada ser, cada coisa, possa despertar para a sua qualidade essencial” (Revista Espírita Allan Kardec, O que é Meditação?” n° 18, pag.16 .

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade; Cap.2 e 17
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Entre a Terra e o Céu: Cap.20
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: Cap. XIV, itens 175 e 176
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Seara dos Médiuns: lições 81 e 83
ARMOND, Edgard. Passes e RADIAÇÕES: Caps. 5 e 23

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

14a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


MAGNETISMO PESSOAL

“O Espiritismo e o Magnetismo nos dão a chave de uma infinidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu muitas fabulas, de fatos são exagerados pela imaginação. O conhecimento esclarecido dessas duas ciências, que se resumem numa só, mostrando a realidade das coisas e sua verdadeira causa, é o melhor preservativo contra as ideias supersticiosas, porque revela o que é impossível, o que esta nas leis da Natureza e o que não passa de crença ridícula”. (LE, 555)

“Há, entre os seres pensantes, ligações que ainda não conheceis. O magnetismo é a bussola dessa ciência, que mais tarde compreendereis melhor”. (LE, 388)

Ao lado da medicação ordinária, elaborada pela Ciência, o magnetismo nos deu a conhecer o poder da ação fluídica, depois o Espiritismo veio revelar-nos outra espécie de força, através da mediunidade curadora e da influência da prece. (E.S.E. Cap. 28, item 77- Prefácio)

O magnetismo da fé

O Cristo, que realizou verdadeiros milagres, mostrou por esses mesmos milagres, quanto o homem que tem fé, ou seja, que a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode realizar-se a si mesma. Os apóstolos também não fizeram milagres? Ora, o que eram esses milagres, senão os efeitos naturais de uma causa desconhecida dos homens de então, mas hoje em grande Parte explicada e que será completamente compreendida pelo estudo do Espiritismo e do magnetismo? O magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé, quando posta em ação. (E.S.E., Cap. XIX, item 12) Magnetismo Humano GE - Cap. XIV, item 33

A ação magnética pode produzir-se por diversas maneiras:

1°- Pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, cuja ação é subordinada a potencia e, sobretudo a qualidade do fluido;

2°- Pelo fluido dos Espíritos que atuam diretamente e sem intermediário sobre o encarnado, seja para curar ou acalmar um sofrimento, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade esta em razão, das qualidades do Espírito.

3° - Pelo fluido que os Espíritos derramam sobre o magnetizador e no qual este serve de condutor. É o magnetismo misto, semi-espiritual ou, se assim o quisermos, humano-espiritual.

LM, Cap. XIV item 175 - há pessoas que têm um gênero de mediunidade que consiste no dom de curar pelo simples toque, pelo olhar, por um gesto mesmo, sem o socorro de nenhuma medicação. Dir-se-á, sem duvida, que isso não é outra coisa do que o magnetismo. A magnetização comum é um verdadeiro tratamento continuado, regular e metódico.

“No magnetismo humano se percebe e se constata a existência de um componente anímico que não participa das outras modalidades de magnetismo. No magnetismo dos ímãs e dos oriundos dos campos energizados por eletricidade, obtêm-se padrões e quantidades invariável e fisicamente mensuráveis, abstração feita às variações previstas e determinadas; no magnetismo humano os valores são extremamente flexíveis e variáveis não apenas por condições físico-químicas e orgânicas, mas igualmente por influências psíquicas e espirituais”. (“O Passe” - Jacob Melo)

No capitulo n°. 19 - Passes, do livro “Missionários da Luz”, André Luiz afirma na pagina n°. 321 : “O missionário do auxilio magnético, na Crosta ou aqui em nossa esfera, necessita ter grande domínio sobre si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acendrado amor aos semelhantes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda confiança no Poder Divino”.

Jesus em sua passagem pela Terra foi a maior expressão viva do amor, do equilíbrio e do magnetismo. Sua presença era disputada por todos; as multidões acompanhavam-No, sempre aos lugares que visitava.

No Evangelho de Lucas, temos o exemplo da mulher hemorrágica, que tocando a extremidade da veste de Jesus, no mesmo instante, o fluxo de sangue parou. Jesus disse-lhe: “Minha filha, a tua fé te salvou; vai em paz” (Lucas, 8:43-48).

Outro exemplo do magnetismo de Jesus é a cura do servo de um centurião em Cafarnaum (Lucas, 7: 1-10).

A razão primária do magnetismo irradiado por Jesus fundamentava-se no amor, contudo, é necessário que o enfermo ou necessitado ofereça condições intimas de recepção do fluido irradiado.

Ainda podemos encontrar em Atos dos Apóstolos (9: 15-18) a cura de Paulo por Ananias, que se dirigira a cidade de Damasco a pedido de Jesus.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos - perguntas 388,555
KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIX, item 12, Cap. 28, item 77
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns, 2ª p, Cap. XIV n 175
KARDEC, Allan. A Gênese, Cap. XIV, item 33
KARDEC, Allan. Revista Espírita
MELO, Jacob. O Passe - Seu Estudo, Suas Técnicas, Sua Prática
XAVIER, Francisco Cândido. / Luiz, André. Missionários da Luz - cap. 19 (Passes)
Bíblia de Jerusalém: Novo Testamento - (Lc., 7: l-10; 8:43-48); Atos, (9:15 18).

Questões para reflexão

1) Faca um breve comentário sobre ondas e percepções.

2) Analise a interferência das ondas e percepções no processo mediúnico.

3) Faça um breve relato sobre o magnetismo humano.

4) Pesquise e relate o caso de Paulo de Tarso, na estrada de Damasco, bem como, a restituição de sua visão por Ananias.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

14a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP

ONDAS E PERCEPÇÕES

Onda - Grande agitação ímpeto, tumulto; movimento ondulatório ondulação (Dicionário Aurélio)

Retratando o traçado eletroencefalográfico, as ondas Alphas representariam o ideal do ritmo psíquico humano; poderíamos dizer que seria o ritmo dos harmonizados e equilibrados, praticamente os que alcançaram a paz em nosso tumultuado momento de vida planetária... - (Jorge Andréa)

“A falta de terminologia mais clara, diremos que uma onda é determinada forma de ressurreição da energia, por intermédio do elemento particular que a veicula ou estabelece.” (André Luiz - “Mecanismos da Mediunidade”, Cap. I).

Percepção - Ato ou efeito de perceber (Dicionário Aurélio)

A Terra é um magneto (ímã) de gigantescas proporções, constituído de forças atômicas condicionadas que se combinam e formam o chamado campo eletromagnético em que o planeta se tipifica na Imensidade Cósmica.

Nesse reino de energias, em que a matéria concentrada estrutura o Globo de nossa moradia e em que a matéria em expansão lhe forma o clima peculiar, a vida desenvolve agitação. E toda agitação produz ondas. (“Mecanismos da Mediunidade”)

A fonte primordial de qualquer irradiação é o átomo ou partes dele em agitação, despedindo raios ou ondas que se articula, de acordo com as oscilações que emite.

A ciência na Terra acreditava antigamente que os átomos fossem corpúsculos eternos e indivisíveis.

“Oscilando de maneira integral, sacudidos nos elétrons de suas órbitas ou excitados apenas em seus núcleos, os átomos lançam de si ondas que produzem calor, som, luz, raios gama, através de inumeráveis combinações”. (André Luiz - “Mecanismos da Mediunidade”, Cap. I).

Observe a figura. Ela nos permite observar uma tábua das marés ocorridas no porto de Santos/ São Paulo.

 


“Onda-maré: A onda proveniente do fenômeno da maré, e que, no alto-mar, se desloca de leste para oeste a uma Velocidade de 864 nós, dando uma Volta em redor da Terra cada 24 horas.” (Dic. Aurélio)

Quanto mais investiga a Natureza, mais se convence o homem de que vive num reino de ondas transfiguradas em luz, eletricidade, calor ou matéria, segundo o padrão vibratório em que se exprimam (Espírito André Luiz)

As ondas do mar são ondas de superfície que ocorrem nos oceanos. São provocadas pelo vento que cria forças de pressão e fricção que perturbam o equilíbrio da superfície dos oceanos. O Vento transfere parte da sua energia para a água através da fricção entre o vento e a água.

- Comprimento de onda - distancia entre duas “cristas” consecutivas.

- Velocidade - depende não só do tipo de onda, mas também da natureza do meio onde a onda se propaga. (água, óleo, ar...).

- Frequência - o número de impulsos ou vibrações da onda, por segundo. A frequência não se altera, quando a onda é transferida de um meio para outro.

- Amplitude - distância vertical entre o meio da onda e a crista ou cava.

- Oscilação - frequência ou vibração.

As ondas classificam-se em longas, médias, curtas e ultracurtas.

Ondas longas - São as superiores a 600 metros de comprimento. Caminham ao longo da superfície terrestre e tem pequeno alcance.

Ondas médias - São as de 150 a 600 metros, caminham em Parte ao longo da superfície, e se projetam também para as camadas superiores da atmosfera. Tem alcance maior que as anteriores.

Ondas curtas - São as que variam entre 10 e 150 metros e rumam todas para atmosfera superior.

Ondas ultracurtas - São todas as que forem menores que 10 metros. Têm muito maior alcance e força, ecoando nas camadas superiores da atmosfera.

André Luiz afirma que os anjos exprimem-se através de raios super ultracurtos, em processos ainda inacessíveis a observação comum, enquanto a mente humana exterioriza-se por meio de oscilações curtas, médias e longas.

Percepções

André Luiz explica o que ele chamou de continente do “Infra-som”:

“Ajustam-se ouvidos e olhos humanos a balizas naturais de percepção, circunscritos aos implementos da própria estrutura. Abaixo de 35 a 40 vibrações por segundo a criatura encamada, ou fora do corpo físico em condições análogas, não dispõe de recursos para assinalá-los. Nesse continente do ‘Infra-som’ circulam forças complexas contudo, para o Espírito encarnado ou ainda condicionado as sensações do Plano Físico, não existe nessas províncias da natureza senão silêncio”.

Sons perceptivos

“Aumenta-se a frequência das ondas, nascidas do movimento incessante do Universo, e o homem alcançara a escala dos sons perceptíveis, mais exatamente qualificáveis nas cordas graves do piano”. Nesse ponto, penetraremos a esfera das percepções sensoriais da criatura terrestre, porquanto, nesse grau vibratório, as ondas se transubstanciam em fontes sonoras que afetam o tímpano, gerando os ‘tons de Tartini’ ou “tons de combinação”, com efeitos psíquicos, segundo as disposições mentais de cada individuo.

A escala de percepção é extremamente variável. (nota do autor espiritual)

“O homem somente assinala as ondas que se lhe afinam com o modo de ser, pois esta condicionada nas suas percepções, à escala do progresso que já alcançou.” (Espírito André Luiz).

O som é produzido quando alguma coisa faz o ar se mover. Esse movimento chama-se vibração. Quando as moléculas de ar vibram, elas batem uma contra as outras, fazendo com que as vibrações se espalhem pelo ar sob a forma de ondas, produzindo o som.

A radiação pode ser definida como a emissão de energia através do espaço, na forma de ondas eletromagnéticas.

Um raio ou relâmpago é uma descarga elétrica que se produz entre nuvens de chuva ou entre uma destas nuvens e a terra. Descarga visível com trajetórias sinuosas e de ramificações irregulares, às vezes com muitos quilômetros de distancia. Ocorre também uma onda sonora chamada trovão.

Matéria mental

Como alicerce vivo de todas as realizações nos planos Físico e extra físico, encontramos o pensamento por agente essencial.

Conhecemos o elétron como sendo um dos corpúsculos-base, nas organizações e oscilações da matéria, interpretamos o Universo como um todo de forças dinâmicas, expressando o Pensamento do Criador. Da matéria mental dos seres criados, estudamos o pensamento ou fluxo energético do campo espiritual de cada um deles, a se graduarem nos mais diversos tipos de ondas. (André Luiz - “Mecanismos da Mediunidade”, Cap. IV)

Os átomos mentais inteiros, regularmente excitados, na esfera dos pensamentos, produzirão ondas muito longas ou simples sustentação da individualidade, correspondendo à manutenção de calor. As emoções profundas, as dores indizíveis, as laboriosas e aturadas concentrações de força mental ou as suplicas aflitivas, o domínio dos pensamentos emitira raios muitos curtos ou de imenso poder transformador do campo espiritual, teoricamente semelhantes aos que se aproximam dos raios gama. A Corrente mental é suscetível de produzir as suas próprias peculiaridades em outra Corrente mental que lhe sintonize. É nessa projeção de forças, a determinarem o compulsório intercâmbio com todas as mentes encarnadas ou desencarnadas, que se nos movimenta o Espírito no mundo das formas-pensamentos, construções substanciais na esfera da alma, que nos liberam o passo ou no-lo escravizam, na pauta do bem ou do mal de nossa escolha - (André Luiz - “Mecanismos da Mediunidade”, Cap. IV).

Ondas e percepções no processo mediúnico

A Doutrina Espírita explica que “o Espírito se expressa através da emissão de seu pensamento, e, que toda comunicação entre ele e o seu corpo físico ou material, se dá através do seu corpo psicossomático ou perispírito, constituído de matéria quintessênciada; faz Parte integrante do Espírito como o corpo o faz do homem. É o instrumento de ação do Espírito”. (LM - Cap. I, 2ª parte).

Mediunicamente, perceber é captar ondas vibratórias do pensamento de encarnados ou desencarnados, em decorrência da Lei de Sintonia, pela associação das correntes mentais. O pensamento é matéria mental, e se compõe de átomos e partículas, com cargas positivas (prótons) e negativas (elétrons).

“Sendo o pensamento força sutil inexaurível do Espírito, podemos categorizá-lo, assim à conta de corrente viva e exteriorizante, com faculdades de auto excitação e autoplasticização inimagináveis”. (“Mecanismos da Mediunidade”, Cap. IX)

As vibrações do pensamento - são ondas eletromagnéticas que se propagam com a velocidade da luz: 300.000km/s.

“O Espírito encarnado ou desencarnado, na essência, pode ser comparado a um dínamo complexo, em que se verifica a transubstanciação do trabalho psicofísico em forças mento-eletromagnéticas que guardam consigo, no laboratório das células em que circulam e se harmonizam, a propriedade de agentes emissores e receptores, conservadores e regeneradores de energia. Existe capacidade de afinização entre um Espírito e outro, quando a ação de plasmagem e projeção da matéria mental na entidade comunicante for, mais ou menos, igual à ação de receptividade e expressão na personalidade mediúnica”. (“Mecanismos da Mediunidade”, Cap. V).

No Cap. VI o mesmo autor conceitua o circuito mediúnico como a extensão do campo de integração magnética em que circula uma corrente mental, sempre que se mantenha a sintonia psíquica entre os seus extremos ou, mais propriamente, o emissor e o receptor.

O “circuito mediúnico, dessa maneira, expressa uma ‘vontade-apelo’ e uma ‘vontade-resposta’, respectivamente, no trajeto: ida e Volta, definindo o comando da entidade comunicante e a concordância do médium, fenômeno esse exatamente aplicável tanto a esfera dos Espíritos desencarnados, quanto à dos Espíritos encarnados.

Sempre que pensamos, expressando o campo íntimo na ideação e na palavra, na atitude e no exemplo, criamos formas-pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença.

Bibliografia:

XAVIER, F. Cândido e Valdo Vieira (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Caps. I, IV V VI, IX, XI
SANTOS, Jorge Andrea - Visão Espírita nas Distonias Mentais, Cap. 2
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos: perg. 257.
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2ª p. Cap. l.
NOBRE, Marte R. S.A. Obsessão e suas Mascaras.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 26 de junho de 2018

13a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


RESPONSABILIDADE E DESTINO - MENTE SÃ EM CORPO SÃO

“Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas sábios” (Efésios 5:15 - S. Paulo).

“Bem-aventurado o Homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. (Salmos 111)

“Energia viva, o pensamento desloca, em torno de nós, forcas sutis, construindo a paisagem ou formas criando centros magnéticos ou ondas, com as quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros”. “Desequilíbrio gera desequilíbrio, mente enfermiça busca mente enfermiça; assim vicio busca vicio, isso nos faz pelo pensamento co-criadores a qualquer tempo e lugar”.

A associação mora entre todas as coisas, preside a todos os acontecimentos e comanda a existência de todos os seres; é que sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e ideias de todas as pessoas, encamadas ou desencarnadas da nossa faixa de simpatia”. “Os médiuns, em qualquer região da vida, filtros que são de rogativas e respostas, precisam, pois, acordar para a realidade de que viveremos sempre em companhia daqueles que buscamos, de vez que, por toda a parte, respiramos ajustados ao nosso Campo de atração”, assinala o Espírito Emmanuel.

Paulo conhecia os efeitos que o pensamento mórbido produz, antecipando de muito que a Psicologia e a Psicoterapia dos séculos 19 e 20 vieram comprovar. Paulo sabia também que a mente insana escraviza, e, por isso, ensinava o equilíbrio mental a seus discípulos.

Hoje se sabe qual o papel da mente desequilibrada, nos processos de instauração e desenvolvimento da obsessão. A mediunidade é um fato da mente, e o processo de imantação mental é o caminho mais lógico e direto para o estabelecimento da sintonia com o plano espiritual, seja ele de que categoria for. Anteriormente a Doutrina Espírita, os fenômenos mediúnicos, que levaram a fogueira tantos médiuns acusados de “feiticeiros”, não eram conhecidos, nem estudados, e considerados até por diabólicos. Após Kardec, sabe-se perfeitamente qual o papel desempenhado pela mente na mediunidade.

Guardar a saúde mental, perante os conflitos que em todos os momentos o cristão é chamado a enfrentar, é o dever do espírita consciente de suas possibilidades e responsabilidades. É a luta constante consigo mesmo, na certeza de que Jesus segura o leme, sempre que a tempestade vier. É a certeza de que o destino da Humanidade esta nas mãos do Pai Celestial, mesmo quando tudo parecer comprovar o contrário: “No mundo tereis aflições, mas tende bom animo. Eu venci o mundo”. Foi o que o Mestre nos ensinou. (Evangelho segundo João, 16:33)

Enfim, considerar o velho ditado: “Mente sã em corpo são”.

Bibliografia:

XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Religião dos Espíritos
KARDEC, Allan - Evangelho Segundo Espiritismo – Cap. V- itens 14, 15,16 e l7- Cap. XIFI, itens 7 e 8
Novo Testamento - Epístolas de Paulo
Novo Testamento - Evangelho de João

Questões para reflexão:

1) Fale sobre transtorno mental e suas causas.

2) Analise o pensamento de Joanna de Angelis da aula anterior.

3) Explique o significado da citação “mente sã, corpo são”.

4) Descreva como podemos guardar a saúde mental.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 19 de junho de 2018

13a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


TRANSTORNOS MENTAIS - DOENÇAS PSÍQUICAS - INFLUENCIAÇÕES

“O ser humano é essencialmente resultado da educação, carregando os fatores genéticos que o compõem como consequência das experiências anteriores em reencarnações transatas”. Joanna de Angelis

O homem traz em si experiências e tendências positivas e negativas, que se exteriorizam em determinado período de vida. Por isso o espírito busca com a reencarnação, elaborar seus conflitos de identidade comportamento, forma de pensar, de sentir e de agir diante das situações de cada dia.

Sendo assim imprescindível o equilíbrio de pensamentos, pois será através deste que, atrairemos Espíritos sintonizados no mesmo padrão mental.

André Luiz afirma “onde há pensamentos, há correntes mentais e onde há correntes mentais existem associações e toda associação é interdependência e influenciação recíproca”. Nossos pensamentos geram nossos atos e nossos atos geram pensamentos nos outros.

Emmanuel diz “A mente humana é um espelho de luz, emitindo raios e assimilando-os. E são esses raios ou radiações mentais a fonte de treva ou luz, felicidade ou desventura céu ou inferno, onde quer que o Espírito esteja”.

Os fluidos são o veículo do pensamento; Kardec afirma: “O pensamento pode modificar as propriedade dos fluídos que ficam impregnados de qualidades boas ou más”.

“Os maus Espíritos pululam ao redor da terra, consequência da inferioridade moral de seus habitantes. A obsessão é um dos efeitos dessa ação, como a moléstia e todas as tribulações da vida, devem ser consideradas como prova ou uma expiação e aceitar como tais”.

A ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um individuo pode ser desde a simples influência moral em sinais exteriores sensíveis, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Assim como as moléstias são resultado das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre a decorrência de uma imperfeição moral.

A obsessão - a ação de uma vontade mais forte sobre outra mais fraca - é quase sempre, o fato de uma vingança exercida por um Espírito, e tem sua origem nas relações que o obsedado teve com ele em uma existência anterior.

O ser humano destina-se a patamares mais elevados do que aqueles que norteiam o pensamento materialista.

Portanto, o propósito da vida deve centrar na busca do conhecimento, na vigência das disciplinas morais, a fim de preparar-se para os embates do processo evolutivo.

Transtornos mentais como: conflitos fóbicos, transtornos neuróticos e psicóticos, insegurança, insônia, instabilidade sexual, além das causas genéticas, psicológicas, psicossociais, também podem ter sua origem nas obsessões que são as interferências de Espíritos, cobrando dívidas passadas.

Sabemos que a prece, os passes espirituais, as reuniões praticas de desobsessão, são meios importantes no combate à obsessão, mas a renovação moral, que inclui estudo, reforma íntima e o exercício da caridade pode produzir resultados efetivos no campo da cura espiritual.

A prece, enfatiza Kardec, é o mais poderoso auxiliar contra o Espírito obsessor.

Esclarece Emmanuel “O passe é uma transfusão de energias psíquicas, onde os elementos psíquicos são retirados do reservatório ilimitado das forças espirituais”.

Jesus impunha as mãos sobre os enfermos e sofredores, inclusive endemoniados, curando-os de seus males.

Os apóstolos adotaram também essa pratica.

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra” Jesus (Mateus, V:5.) A delicadeza e a civilidade são filhas diletas da mansidão. Pela mansidão o homem conquista amizades na Terra e bem-aventurança no céu.

Inimiga da irritabilidade que gera a cólera, a mansidão sempre triunfa nas lutas, vence as dificuldades, enfrenta os sacrifícios. Os mansos e os humildes de coração possuirão a Terra, porque se elevam na hierarquia espiritual e se constituem outros tantos propugnadores invisíveis do progresso de seus irmãos, guiando-lhes os passos nas Veredas do Amor e da Ciência - nobres ideais que nos conduzem a Deus! “Aprendei de mim, disse Jesus, que sou humilde e manso de coração”. (“Parábolas e Ensinos de Jesus” - Cairbar Schutel).

Em a Gênese, Allan Kardec nos diz que: “os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável. Os fluidos que cercam ou que projetam dos maus Espíritos são, pois, viciados, ao passo que aqueles que recebem a influência dos bons Espíritos são puros quanto o comporta o grau da perfeição moral destes”.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. A Gênese: Cap.XIV itens 16, 45 e 46
FRANCO, Divaldo Pereira (Joanna de Angelis). Adolescência e vida: Cap. XIV
X AVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. XV
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pensamento e Vida
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). O Consolador: questão 98
KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: cap. 5, itens 3 a 10; Cap. 19, itens 2 a 7; e, cap. 27, itens 1 a 15.
SCHUTEL, Cairbar. Parábolas e Ensinos de Jesus.

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quinta-feira, 14 de junho de 2018

12a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO - VIAGEM DA VIDA

A volta do Espírito ao mundo corpóreo é conhecida desde os tempos remotos. Egípcios, os Hindus e os Gregos sabiam que a alma poderia voltar a Terra, usando um novo corpo.

O Espírito não se purifica senão com vagar e as diversas encarnações são os alambiques em cujo fundo ele deixa, de cada vez, suas impurezas.

A reencarnação é a mais excelente demonstração da Justiça Divina, em relação aos infratores das Leis, na trajetória humana, facultando lhes a oportunidade de ressarcirem numa nova vida as falhas cometidas em existências anteriores. A evolução é impositiva da Lei de Deus, incessante, inquestionável. Nessa Lei não existe o repouso, o desinteresse, a inércia. Por toda a parte e sempre o impositivo da evolução, o imperativo do progresso. Ela enseja, mediante processo racional, a depuração do Espírito que evolve, contribuindo simultaneamente para o aperfeiçoamento e a sutilidade da própria organização física, nos milênios contínuos da evolução.

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, defende com argumentação irretorquível, o imperativo da reencarnação sob a ótica da justiça e da misericórdia de Deus. (L.E. item 222). Mas foi Jesus, indubitavelmente, quem melhor afirmou a necessidade da reencarnação, a fim de que o homem possa atingir o Reino de Deus. Em seu diálogo com Nicodemos (João, III 1-12) asseverou que o retorno a organização física para reparar e aprender, nascendo “do corpo e do Espírito” ,repetindo as experiências que a necessidade impõe para a própria redenção. Não obstante Nicodemos interrogar: como tal seria possível, retomar ao ventre materno?, o Senhor assegurou-o, interrogando-o, a seu turno: como seria crível que ele doutor em Jerusalém, ignorasse aquilo, que era conhecido pelos estudiosos e pelos profetas?!

Posteriormente, respondendo as perguntas dos discípulos (Mateus, 17:10-13), ao descer do Tabor, após a transfiguração reiterou que o Elias esperado, “aquele que havia de vir, já viera”, facultando aos discípulos que entenderam ser de “João Batista que Ele falara”. Somente pela reencarnação e não através da ressurreição, João Batista poderia ser Elias, o Profeta querido de Israel.

Jesus não modificou nem o ensino dos profetas nem o estabelecido pela Lei Antiga. Os adotou, acrescentando a sublime Lei do Amor, como sendo a única que poderia facultar ao homem a paz e a felicidade almejadas, propiciando-lhes desde a Terra, o sonhado Reino de Deus.

“Quando Jesus nos convocou a perfeição, conhecia claramente a carga de falhas e deficiências de que estamos ainda debitados perante a Contabilidade da vida. Somos criaturas humanas, a caminho da sublimação necessária e, nessa condição, errar e corrigir-nos para acertar sempre mais, são impositivos de nosso roteiro”. (Emmanuel - “Alma e Coração”, lição 54)

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: item 222
KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. IV “Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo.
KARDEC, Allan. GE: Cap. 11, item 35
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Alma e Coração: lição 54
PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM

Questões para reflexão:

1) Explique o mecanismo da fixação mental.

2) Faça o seu comentário sobre o mecanismo da mente humana.

3) Descreva o que você entendeu sobre a necessidade da reencarnação.

4) Descreva sobre o efeito da Lei de Amor na evolução das almas.

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terça-feira, 12 de junho de 2018

12a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 1º ANO FEESP


FIXAÇÃO MENTAL

Mecanismo da Fixação Mental

Dramas do Espírito - Mecanismo da Mente Humana

O homem é responsável pelo seu pensamento perante Deus, e somente Deus podendo conhecê-lo, aplica-lhe a pena ou absolve-o, segundo a sua justiça. (LE-834).

“Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no Campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo intimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção”. (“Pão Nosso” - Emmanuel, lição 15).

A fixação mental é o estado em que se encontra o Espírito, encarnado ou desencarnado em decorrência de um acontecimento, e cujo organismo psíquico se acha dominado por uma ideia da qual não consegue se desvencilhar. A criatura afetada pela fixação, “não se interessa por outro assunto a não ser o da própria dor. Isola-se do mundo externo, vibrando tão somente ao redor do desequilíbrio oculto em que se compraz. Nada mais ouve, nada mais vê e nada mais sente, além da esfera desvairada de si mesma”.

O mecanismo da fixação mental

“Os sofrimentos são o resultado dos laços que ainda existem entre o Espírito e a matéria. Quanto mais ele estiver desligado da influência da matéria, quanto mais desmaterializado, menos sensação penosa sofrerá. Que dome as suas paixões animais: que não tenha ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; que não se deixe dominar pelo egoísmo; que purifique sua alma, pelos bons sentimentos; que pratique o bem; que não dê as coisas deste mundo senão a importância que elas merecem; e, então, mesmo sob o seu envoltório corpóreo, já se terá purificado, desprendido da matéria, e quando o deixar, não sofrerá mais a sua influência” (L.E., 257).

“Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser ressarcida; se não o forem em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes, porque todas as existências são solidárias entre si”. A situação do Espírito, no mundo espiritual, não é outra senão por si mesmo preparada na vida corpórea. (A.Kardec - O Céu e o Inferno, Cap. VII, 1a Parte - Código penal da vida futura, itens 9o e 28°).

Quando o Espírito que reconhece sua culpa se fixa mentalmente no ato que cometeu, passa a emitir pensamentos de remorso que é um sentimento destruidor. A ideia fixa pode durar séculos e até milênios, estagnando a vida mental no tempo.

Hilário, companheiro do Espírito André Luiz, com dificuldade para penetrar os enigmas da cristalização da alma em torno de certas situações e sentimentos, faz as seguintes perguntas ao Assistente Aulus:

- Como pode a mente deter-se em determinadas impressões, demorando-se nelas, como se o tempo para ela não caminhasse?

- E o problema da imobilização da alma?

O interpelado ouviu com atenção e prosseguiu explicando conforme se observa no Capitulo 25 do livro: “Nos Domínios da Mediunidade”

Encontramos no livro O Céu e o Inferno 2ª Parte (Exemplos), depoimentos de Espíritos como o do avarento identificado por François Riquier que se fixou na busca de seu dinheiro - (Cap. IV “Espíritos Sofredores”) ou o do Espírito Castelnaudary, condenado a morar na casa onde cometeu seus crimes (Cap. VI - “Criminosos Arrependidos”).

Dramas do Espírito

Na erraticidade, “numerosos Espíritos ai flutuam indecisos entre o justo e o injusto, entre a verdade e o erro, entre a sombra e a luz. Outros estão sepultados no insulamento, na obscuridade, na tristeza, sempre a procura de uma benevolência, de uma simpatia que podem encontrar”.

O Espírito sofre as consequências naturais de seus atos, que recaindo sobre ele próprio, o glorificam ou acabrunham. O ser padece na vida de além-túmulo não só pelo mal que fez, mas também por sua inação e fraqueza. (Léon Denis - Depois da Morte, Caps. XXXIV e XXXVI)

André Luiz em Obreiros da Vida Eterna, Cap. VIII (Treva e sofrimento) comenta a pregação de Hipólito no momento que ele diz: “O estacionamento, após esforço destrutivo, estabelece clima propicio aos fantasmas de toda sorte, fantasmas que torturam a mente que os gerou, levando-a a pesadelos cruéis. Cavamos poços abismais de padecimentos torturantes, pela intensidade do remorso de nossas misérias íntimas. De um lado, a falência gritante; do Outro, o desafio da vida eterna”.

Mecanismo da mente humana

“A mente é a casa do Espírito. Como acontece a vivenda, ela possui muitos compartimentos com serventia para atividades diversas. Às vezes, sobrecarregarmos as dependências de nosso lar interior com ideias positivamente inadequadas as nossas necessidades”. (“Alma e Coração” - Emmanuel/F.C.Xavier).

“Cada mente é como se fora um mundo por si, respirando nas ondas criativas que despede - ou na psicosfera em que gravita para esse ou aquele objetivo sentimental, conforme os próprios desejos sem o que a lei de responsabilidade não subsistiria”. O pensamento age e reage carreando para o emissor todas as fecundações, felizes ou infelizes que arremessa de si próprio, a determinar para cada criatura os estados psíquicos que variam segundo os tipos de emoção e conduta a que se afeiçoe. Enquanto se não aprimore, é certo que o Espírito padecerá, em seu instrumento de manifestação, a resultante dos próprios erros. (Mecanismos da Mediunidade - A. Luiz, Caps. XVII e XXIV).

Nos Domínios da Mediunidade diz Aulus: Quando não nos esforçamos por superar a câmara lenta da angustia, a ideia aflitiva ou obcecante nos corrói a vida mental, levando-nos a fixação.

André Luiz, no cap. XVI de Evolução em Dois Mundos, falando do mecanismo da mente explica: Alma e corpo assemelham-se ao musicista e seu instrumento. Conjugam-se um com o outro para a execução do trabalho que a vida lhes reserva. A alma é direção e o corpo obediência, é da Lei Divina que o homem receba em si mesmo o fruto da plantação que realizou, e de seu próprio comportamento retira o bem ou o mal que, lançando ao caminho, estará impondo a si mesmo.

O Espírito não pode esquecer a sublimação de si mesmo, que é a mais alta vitória no processo de regeneração.

Não deve também cultivar os sentimentos negativos de culpa e remorso que poderia levá-lo a um estado de fixação mental. Arrepender-se da prática danosa e perseguir a reparação é o remédio. Por estas razões é que o apóstolo Paulo adverte aos cristãos de Filipos: “uma coisa faço: esquecendo-me do que fica para trás e avançando para o que está adiante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus” (Epístola aos Filipenses, 3:13).

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos: pergs. 229, 257, 834, 965 a 972-a
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade; Cap.25
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Caps. XVII e XXIV
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. XVI
KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV item 16
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno: Caps. IV (Espíritos Sofredores) e VI (Criminosos Arrependidos)
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pão Nosso: Lição 15
DENIS, Leon. Depois da Morte: Caps. XXXIV e XXXVI
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Obreiros da Vida Eterna
A Bíblia de Jerusalém. Epístola aos Filipenses: cap. 3, versículo 13
XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Alma e Coração: lição 11 (Tua Mente)

Fonte da imagem: Internet Google.