CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quarta-feira, 26 de março de 2014

3ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: PROPRIEDADES DA MATÉRIA

A matéria existe em estados que não conheceis - dizem os Espíritos. Ela pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil que não produzem nenhuma impressão em vossos sentidos; entretanto, será sempre matéria, embora não a seja para vós (LE, perg. 22).

O Fluido Universal, ou Fluido Cósmico é imponderável para nós (isto é, sem peso), pois é formado de matéria etérea e sutil. Há, pois regiões em que a matéria encontra-se ainda em estado muito sutil e rarefeita. Em assim sendo, a ponderabilidade é uma propriedade relativa.

Fora das esferas de atração dos mundos, não há peso, da mesma maneira que não há alto nem baixo (LE, perg. 29).

Nesse estado encontra-se assim, o Fluido Cósmico, princípio gerador de todas as coisas, o qual é impossível de ser aprendido pela percepção sensível, ou seja, pelos parcos cinco sentidos de que dispõe o organismo humano. As múltiplas formas da matéria surgem a partir desse Fluido Cósmico ou matéria primitiva, de cuja transformação originam-se os elementos químicos que compõem a Natureza. Convém aqui esclarecer o processo das formas materiais, até atingirem o estado de solidez:

1 - ÁTOMOS: São agrupamentos de partículas: elétrons, prótons e nêutrons.

2 - MOLÉCULAS: São agrupamentos de átomos unidos por ligações químicas.

3 - ELEMENTOS: São conjunto ou aglomerados de átomos da mesma natureza. Exemplo: hidrogênio, ferro, etc.. São as formas mais simples da matéria.

4 - SUBSTÂNCIAS OU COMPOSTOS: São compostas por um número limitado de moléculas.

Exemplo: água, ácido clorídrico, etc..

5 - CORPOS: São porções limitadas da matéria.

Assim, as diferentes propriedades da matéria passam a existir das modificações que as moléculas elementares sofrem, ao se unirem em determinadas circunstâncias (LE, perg. 31).

Quando passa a assumir a variedade das formas, a matéria passa a ser apreendida pela percepção sensorial. Em assim sendo, do ponto de vista do ser humano, define-se a matéria como aquilo que tem extensão, que pode impressionar os sentidos e é impenetrável (LE, perg. 22). Pode-se assim resumir as propriedades da matéria:

IMPENETRABILIDADE: é a propriedade pela qual dois ou mais corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.

EXTENSÃO: todo corpo material ocupa um lugar no espaço, passando a ter as três dimensões (comprimento, largura e altura).

DIVISIBILIDADE: é a propriedade que tem a matéria de ser dividida, e que lhe confere a condição de poder ser pesada.

Além dessas propriedades primárias, a matéria primitiva ao transformar-se adquire outras qualidades secundárias: o sabor, o odor, as cores, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos que não seriam mais do que modificações de uma única e mesma substância primitiva (LE, perg. 32). No entanto, estas qualidades são apenas subjetivas, ou seja, elas não existem em si mesmas, mas só existem pela disposição dos órgãos destinados a percebê-las (LE, perg. 32).

Espaço Universal: O conceito de espaço gira sempre em torno das complexas definições da Física, e por isso torna-se extremamente variado. Temos, por exemplo, o conceito newtoniano de espaço absoluto, assim como a Teoria da Relatividade de Einstein que estabelece que os fenômenos físicos não ocorrem apenas no espaço, mas também se desenvolvem simultaneamente no tempo, ou seja: os fenômenos físicos ocorrem no contínuo espaço-tempo.

Define-se também o espaço ora como sendo a extensão que separa dois corpos, ora o lugar circunscrito onde se movem os mundos, o vazio no qual atua a matéria.

Na impossibilidade de um acordo unânime sobre tal conceito, do ponto de vista da Ciência, a Doutrina Espírita vem ampliar o conhecimento humano: O espaço universal é infinito.

Supondo-se um limite para o espaço, qualquer que seja a distância a que o pensamento possa concebê-lo, a razão diz que, além, desse limite, há alguma coisa. E assim, pouco a pouco, até o infinito, porque essa alguma coisa, mesmo que fosse o vazio absoluto, ainda seria espaço (LE, perg. 35).

Afirmam assim os benfeitores espirituais que não há espaço vazio, porque o vazio, enquanto sinônimo de nada, não existe. E se o espaço fosse nada, não poderia existir. O espaço é vazio apenas em relação às percepções humanas, insuficientes para compreender a matéria sutil e etérea que nele existe.

Bibliografia: LE, perg. 29 a 36.

QUESTIONÁRIO:

B) PROPRIEDADES DA MATÉRIA

1) Em que estados encontram-se a matéria?

2) Qual o processo de constituição das formas materiais?


3) Quais as propriedades primárias da matéria?

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