PERDA E SUSPENSÃO DA MEDIUNIDADE - MÉDIUNS
IMPERFEITOS
A
experiência demonstra que os médiuns podem perder a faculdade que possuem, o
que, no entanto, não é tão frequente. O mais comum é apenas uma suspensão, uma
interrupção passageira da mediunidade, quer nas manifestações físicas ou
intelectuais, qualquer que seja o gênero da faculdade. A causa da perda da mediunidade
não está no esgotamento do fluido, mas, porque os Espíritos se afastam do médium
porque não querem mais servir-se dele. Os Espíritos disseram a Kardec que o dom
da mediunidade, não é concedido ao médium para o seu deleite e, ainda menos,
para a satisfação de suas ambições, mas com a finalidade da sua melhora
espiritual e para dar a conhecer aos homens a verdade. Se o Espírito verifica
que o médium já não corresponde as suas visitas e já não aproveita das
instruções nem dos conselhos que lhe dá, afasta-se, em busca de um médium mais
digno.
As
principais causas que podem causar o abandono de um médium, por parte dos
Espíritos são as seguintes:
1- Quando se
usa para coisas frívolas, ou com propósitos ambiciosos;
2- Quando se
nega a transmitir as comunicações ou os fatos transmitidos pelos Espíritos;
3- Outras
vezes, a suspensão ocorre para proporcionar repouso material ao médium que dele
necessite caso em que não é permitido a outros Espíritos substituir o Protetor;
4- Noutras
ocasiões, serve para lhe pôr a paciência a prova e para lhe experimentar a
perseverança, dando-lhe tempo de meditar sobre as instruções recebidas.
A suspensão
da mediunidade funciona mais como uma advertência ao médium. A suspensão da
faculdade não implica o afastamento dos Espíritos que habitualmente se
comunicam. O médium se encontra então na situação de uma pessoa que perde
temporariamente a vista, a qual, por isso, não deixaria de estar rodeada de seus
amigos, embora na impossibilidade de os ver. Por isso a interrupção da
faculdade mediúnica nem sempre traduz uma censura por parte do Espírito, pois
que pode ser uma prova de benevolência. Para saber se se trata de uma censura,
aconselham os Espíritos, deve o médium interrogar a sua própria consciência e
inquirir a si mesmo qual o uso que tem feito da sua faculdade, qual o bem que
dela tem recusado para os outros, que proveito há tirado dos conselhos que se
lhe tem dado e assim terá a resposta na própria consciência. Não se recomenda
ao médium que ficou impossibilitado da faculdade mediúnica recorrer a outro
médium, muitas das vezes nada de satisfatório se consegue, pois depende da
vontade do Espírito, cumpre então abster-se de insistir e de impacientar-se, se
não quiser ser vítima de Espíritos enganadores, que responderão, no caso de procurar-se
uma resposta forçada. Os Bons Espíritos permitem que isso aconteça para punirem
aqueles que insistem.
O meio de
abreviar a prova da suspensão da mediunidade, segundo os ensinamentos dos
Espíritos, consiste na resignação e na prece.
Devem os
médiuns lembrar-se sempre de que o dom da mediunidade é uma missão e como tal deve-se
usá-lo santamente, religiosamente. O desempenho eficaz das faculdades
mediúnicas tornam os médiuns mais felizes, porque a mediunidade bem conduzida é
um caminho para a felicidade. Porém, aqueles médiuns que rejeitam o dom
concedido por Deus, ou ainda, desviam as suas faculdades para coisas
inferiores, são médiuns imperfeitos; desconhecem o valor da graça que lhes é
concedida. A faculdade lhes foi outorgada porque precisam dela para se
melhorarem, para ficarem em condições de receber bons ensinamentos. Se não aproveitam
da concessão, sofrerão as consequências. Jesus ensinou que os sãos não precisam
de médicos e sim os doentes. Os médiuns imperfeitos são os doentes da alma, que
por negligência ou outros interesses rejeitam o remédio divino. O doente que
não aceita o remédio, é o primeiro a trabalhar contra sua própria segurança.
Aquele que
não possua o dom da mediunidade, poderá aperfeiçoar-se recorrendo aos livros,
ao estudo, ao Evangelho, porquanto para praticar a moral de Jesus, não é
preciso que o cristão tenha ouvido as palavras ao lhe saírem da boca.
O Apóstolo
Paulo, em I Coríntios: 12:4 diz que “há diversidades de dons, mas um mesmo é o
Espírito; há diversidades de ministérios, e um mesmo é o Senhor.” Joanna
D’Angelis através de Divaldo P. Franco, comenta que há médiuns e mediunidades.
Mediunidades todos nós possuímos. Aprimorá-las ou descurá-las, relegando-as a
plano secundário, é responsabilidade que cada um exerce mediante o próprio
livre arbítrio. Todos estamos interligados, em ministério mediúnico ativo,
incessante, graças aos múltiplos dons de que nos achamos investidos. Vinculados
Espírito a Espírito pelo impositivo da evolução, desde que constituímos famílias
que formam a grande família universal, sintonizamo-nos reciprocamente pelas
afinidades e aptidões, ideais e desejos num intercâmbio imenso de que somente o
amor consegue os objetivos elevados, libertadores. Assim sendo, é preciso
refletir nas possibilidades mediúnicas que se possui e elevar-se pelo exercício
das ações nobilitantes, de modo a desenvolver os recursos positivos na
realização do bem a que o Senhor a todos convoca. Necessário assim, acender a
lâmpada do auxílio fraterno no coração, a fim de que a caridade possa inspirar
os médiuns da esperança entre os que aspiram a um Mundo renovado e feliz para o
futuro.
Bibliografia:
KARDEC,
Allan. O Livro dos Médiuns: Cap. XVI n° 196 e Cap. XVII - n°220
XAVIER,
Francisco Candido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. 14 e
27
FRANCO,
Divaldo Pereira (Espírito Joana de Angelis). Livro: Convites da Vida: item 30
Fonte da imagem: Internet Google.
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