CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

19ª Aula Parte B – CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 2º ANO – FEESP

O HOMEM DE BEM

Interrogar a consciência é um hábito comum do homem de bem. A consciência traz nossa herança cultural de vidas passadas, é nossa bússola cujo ponteiro voltou para os ensinamentos de Jesus, na hora da dúvida. Jesus ensina a perceber nossa imortalidade, dando sempre um valor relativo ao mundo material.

O homem de bem percebe a Lei de conservação e vive do necessário, previdente, acumula o suficiente para suavizar o declínio da vida física, não perdendo o foco principal da lei do trabalho, sendo útil nas tarefas de amor ao próximo, reservando a humildade como condição essencial para um trabalho de equipe. Sua renovação interior é constante, exercitando a superação de seus defeitos morais, sempre será alertado por sua consciência, cuja autoeducação recebe a inspiração de seus irmãos espirituais que comungam o amor comum.

A fé lhe dá confiança nas inspirações superiores e toma-se um espelho do alto, refletindo os pensamentos superiores que derramam sobre a Terra, as mais nobres informações das ciências, das artes, do amor Divino, da solidariedade cósmica que permeia os homens de bem no universo.

A fé raciocinada permite semear uma nova reencarnação mais feliz, suportando com resignação seus impedimentos corporais, que nada mais são que inibições planejadas antes de sua reencarnação, dando-lhe a possibilidade de sofrer ou respeitar as suas próprias limitações e decidindo pela aceitação, novamente ira refletir, com seu exemplo, a sabedoria do autoconhecimento, tomando a sua existência física um bem sofrer.

Compreende que é sua prova ou expiação e agradece a Deus o esquecimento, revelando assim estar preparado para suportar as suas dificuldades e novamente reflete sobre seus irmãos a resignação, sendo indulgente, não julgando e aprendendo sobre suas próprias limitações com os erros alheios.

A justiça divina e perfeita regenera com amor, por isso ao ser prejudicado percebe que Deus lhe dará forças para repor o que foi subtraído, enquanto o infrator terá que reparar o mal praticado.

Quando percebe o próximo subtrair a lei Divina, fica silencioso quando o infrator prejudica a si próprio. Reconhece assim o amor Divino que reflete sobre bons e maus. Atento, não silencia quando o infrator prejudica outros, e aciona os mecanismos das leis civis, mas novamente atento na denuncia caridosa, afastando a humilhação corrosiva de seu coração.

O homem de bem completa sua existência física, num planeta de provas e expiações, exercitando o amor incondicional. Amar sem ter.

A prova maior é amar o inimigo, precisa recorrer da razão para afastar pensamentos negativos. É o amor raciocinado para no futuro ser espontâneo e puro como assim exemplificou nosso querido mestre Jesus, pedindo ao Pai amoroso “perdoai-os porque eles não sabem o que fazem”.

BIBLIOGRAFIA:

KARDEC, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. XVII, item 3;
O Espírito da Verdade - Diversos Espíritos - itens 29, 35 e 65;


Fonte da imagem: Internet Google.

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