CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

15ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE A: LEMBRANÇA DA EXISTÊNCIA CORPÓREA

VIDA ESPÍRITA

As condições dos Espíritos e as maneiras como veem as coisas variam sensivelmente, tudo guardando relação com os graus de elevação que tenham atingido, tanto no sentido moral como no intelectual. Os Espíritos de ordem elevada só por um tempo relativamente curto se aproximam do plano material. Tudo aquilo que observam, inclusive as coisas às quais os homens dão tamanha importância, é mesquinho aos seus olhos, face às grandezas do infinito.

Desta forma, eles não sentem qualquer atrativo para com as coisas da matéria, a não ser em casos que tenham por objetivo ajudar o progresso da humanidade.

Os Espíritos de elevação mediana são os que mais frequentemente vêm ao plano material; porém, consideram as coisas de um ponto de vista diferente do que quando encarnados, uma vez que veem por um ângulo de maior elevação.

Os Espíritos vulgares são os que mais se comprazem com as coisas triviais do mundo material e constituem o aglomerado de Espíritos que formam a população invisível do planeta, uma vez que conservam os mesmos gostos e tendências que tinham quando no corpo carnal. Eles também tomam parte nas atividades mais comuns, inclusive nos divertimentos e nas práticas que fazem a alegria dos homens. Dentre estes se contam os que se comprazem com as paixões, vícios e más tendências humanas, embora entre eles também estejam muitos Espíritos de maior seriedade, cujo objetivo é se instruírem e se aperfeiçoarem, procurando dar um passo maior na senda do progresso.

Os Espíritos lembram-se das existências vividas no mundo corpóreo, e muitas vezes ao fazerem a avaliação dos erros cometidos, lamentam-se amargamente dos deslizes, assim como o homem que, atingindo a idade da razão, ri das suas loucuras da juventude, ou das puerilidades da sua infância (LE, perg. 304).

A lembrança da existência corporal apresenta-se ao Espírito desencarnado de forma paulatina, assim como se fosse uma imagem que emerge gradualmente de uma névoa, à medida que nela fixa sua atenção.

Não se importa em relembrar detalhes e circunstâncias de menor importância.

A lembrança das vidas pregressas surge dependendo de ser ela útil ou não ao seu esclarecimento e à sua libertação, ou seja: ocorre na razão da influência que tenha sobre o estado presente. A vida passada surge no âmago do Espírito desencarnado como consequência de um esforço de imaginação, ou como um quadro que indelevelmente se apresenta à vista. Os atos que mais interessa lembrar permanecem mais vivos em sua tela mental, o que não ocorre com acontecimentos irrisórios que permanecem vagos e esquecidos.

A despreocupação das coisas materiais está na razão direta da elevação espiritual do desencarnado. Por essa razão é muito frequente, ao interrogar-se um Espírito desencarnado, observar-se nele uma certa dificuldade de lembrar-se de nomes e de outros fatores menos relevantes; recorda-se com mais facilidade, isto sim, dos fatos que contribuíram para a sua evolução.

Todo o seu passado se desenrola diante dele, como as etapas de um caminho que o viajante percorreu. Mas, como já dissemos, ele não se lembra, de maneira absoluta, de todos os atos, recordando-os apenas na razão da influência que tenham sobre o seu estado presente.

Quanto às primeiras existências, as que se podem considerar como a infância do Espírito, perdem-se no vazio e desaparecem na noite do esquecimento (LE, perg. 308).

O Espírito considera o corpo que deixou no plano material como uma veste imprópria que o embaraçava em suas manifestações. O que agora mais o sensibiliza é a lembrança que dele tenham aqueles que ficaram no mundo físico, enquanto que as questões materiais que lhe tenham pertencido pouco apreço merecem. Lembra-se dos sofrimentos que experimentara na vida corporal e isto o faz compreender a felicidade de que pode desfrutar quando alcançar mundos mais elevados.

Aquele que tenha início a um trabalho sem conseguir terminá-lo, trata de influenciar outros Espíritos encarnados a que o finalizem. Se tinha, quando encarnado, o objetivo de propiciar um bem-estar à humanidade, ele continua a ser animado do mesmo propósito, procurando um continuador que possa dar prosseguimento a esse algo que tenha iniciado.

As ideias dos Espíritos muito se modificam na vida espiritual; sofrem modificações muito grandes, à medida que o Espírito se desmaterializa. Ele pode, às vezes, permanecer muito tempo com as mesmas ideais, mas pouco a pouco a influência da matéria diminui e ele vê as coisas mais claramente. É então que procura os meios de se melhorar. (LE, perg. 318).

QUESTIONÁRIO:

A - LEMBRANÇA DA EXISTÊNCIA CORPÓREA

1 - Qual a relação dos Espíritos das várias hierarquias, com relação ao mundo material?

2 - Os Espíritos lembram-se das existências vividas no mundo material?

3 - Qual o comportamento do Espírito que vê interrompida sua tarefa quando encarnado?


Fonte da imagem: Internet Google.

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