CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 5 de março de 2020

1a Aula Parte Única - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


O SURGIMENTO DO ESPIRITISMO

Embora as manifestações espirituais sejam de todos os tempos, foi assinalado como 18 de abril de 1857 (data da publicação de “O Livro dos Espíritos”) o início da doutrina espírita. Contudo, bem antes dessa data, iniciou-se o que Arthur Conan Doyle denominou de “invasão organizada”, ou seja, manifestações espirituais persistentes que culminaram com o aparecimento do Espiritismo.

Surgiram médiuns, fatos e comunicações espirituais que preparam o terreno para a codificação de Kardec – os chamados antecessores.

Emmanuel Swedenborg (1688-1772)

Sueco, vidente, mas também um gênio científico e tecnológico de seu tempo. Graduou-se em Engenharia de Minas e também era profundo conhecedor da Bíblia, teólogo, autoridade em Mineração, Metalurgia, Engenharia Militar, Astronomia, Física, Zoologia, Anatomia, Economia, Política e Finanças.

Desde criança, Swedenborg já manifestava sinais de uma mediunidade de elevado potencial. Com notável clarividência, certa noite, em um jantar em Gothenburg, percebeu e narrou fielmente, para mais de 16 testemunhas, um grande incêndio que ocorria a cerca de 400 km de distância, em Estocolmo, da casa de seu vizinho.

Descreveu com nitidez a vida espiritual, além do fenômeno da exteriorização do ectoplasma, que definiu como “uma espécie de vapor que se exalava dos poros de meu corpo. Era um vapor aquoso muito visível e caia no chão, sobre o tapete”.

Edward Irving (1792 - 1834)

Ministro da Igreja da Escócia (presbiteriana), Edward Irving nasceu em Annan.

Foi na Inglaterra que fatos mediúnicos marcantes o fizeram conhecido. De personalidade vibrante, carismático e com um porte físico avantajado, possuía grande eloquência. O brilhantismo de suas pregações logo conquistou um grande número de adeptos, motivo que o fez ser transferido para a igreja escocesa de Regent Square, em Londres.

Em 1831 surgiu em sua comunidade um surto de manifestações mediúnicas de xenoglossia, quando fiéis começaram a falar em línguas estranhas. Algumas pessoas entravam em convulsão e se pronunciavam em latim, com voz cavernosa, e em outras línguas desconhecidas.

Posteriormente começaram a aparecer possessões por entidades inferiores, o que levou ao fim das manifestações psíquicas na comunidade.

Andrew Jackson Davis (1826 - 1910)

Também conhecido como o profeta da nova revelação, nasceu em Blooming Grove, às margens do Rio Hudson, Nova York (EUA).

De família de poucos recursos materiais e intelectuais, possuía apenas a educação primaria. Desde a infância, porém, manifestou a clarividência e a clariaudiência.

Em transe magnético, o corpo humano era como que transparente para Davis, o que lhe dava oportunidade de fazer diagnósticos precisos de pessoas doentes. Também magnetizado, com 19 anos de idade, ditou várias comunicações mediúnicas, entre as quais, sua grande obra “The Principles of Nature, Her Divine Revelation, and a Voice to Makind”. Ainda em estado mediúnico, trouxe comunicações em hebraico e demonstrou enormes conhecimentos de Geologia, Arqueologia, Historia, Mitologia, origem das Línguas e de fatos bíblicos.

O aparecimento do Espiritismo foi previsto por ele em “Os Princípios da Natureza” (1847), onde diz: “É verdade que os Espíritos se comunicam entre si, quando um está no corpo e outro em esferas mais altas - e, também, quando uma pessoa em seu corpo é inconsciente do influxo e, assim, não pode se convencer do fato. Não levará muito tempo para que essa verdade se apresente como viva demonstração”.

As Irmã Fox

Golpes produzidos por um Espírito desencarnado em uma humilde casa no Vilarejo de Hydesville, Estado de Nova Iorque (EUA) deram origem ao que, posteriormente, foi chamado de Moderno Espiritualismo.

No centro dos acontecimentos, encontramos Margaret (1833-1893), Kate (1837-1892) e Leah (1814-1890) Fox, médiuns de efeitos físicos.

Em dezembro de 1847, a família Fox, composta por pai e mãe metodistas e duas filhas, Margaret então com 14 anos e Kate, de 10 anos, alugou a casinha modesta e já com fama de mal-assombrada. Leah, à época, morava em Rochester, onde ensinava música.

Em meados de marco de 1848, certos ruídos começaram a acontecer na casa dos Fox e foram Crescendo em intensidade. Por vezes, eram batidas, em outras, sons como o de arrastar de móveis. Na noite de 31 de março, os fenômenos se intensificaram de modo que o barulho se tomou mais alto e numa frequência mais acentuada.

Foi, então, que a jovem Kate desafiou a forca invisível a repetir as batidas que ela ininterruptamente fornecia com os dedos. Embora o desafio tivesse sido feito com palavras suaves, foi prontamente respondido. Após uma investigação realizada, os Fox souberam que tratava-se de um Espírito assassinado naquele local e enterrado na adega, a dez pés de profundidade.

As comunicações por meio de pancadas continuaram até que, para convencer os detratores de que o fenômeno era autêntico, as irmãs Fox começaram a fazer demonstrações públicas. A primeira delas se deu em 14 de novembro de 1849, no Corinthian Hall, o maior salão de Rochester, resultando na organização do primeiro núcleo de estudantes do Espiritualismo moderno.

Várias comissões foram organizadas para estudar o fenômeno e Kate, Margaret e Leah foram exaustivamente expostas e estudadas.

Em Lyle Dale, atualmente encontra-se a sede central regional dos Espiritualistas Americanos, junto com a velha casa da família Fox.

As mesas girantes e Kardec

Na América do Norte foi desenvolvido o método da comunicação com os Espíritos usando-se o alfabeto. Falava-se o alfabeto e se pedia ao Espírito para indicar, por batidas ou pancadas, as letras que compunham as desejadas palavras. No final de 1850, surge uma nova maneira de comunicação - bastava, simplesmente que os médiuns se colocassem ao redor de uma mesa sentados, em cima da qual punham as mãos. Erguendo um de seus pés, a mesa daria uma pancada toda vez que fosse proferida a letra que servisse ao Espírito comunicante para completar palavras e frases. Esse processo, apesar de muito lento, produzia excelentes resultados; foi o início das mesas girantes ou falantes.

No fim de 1854, o Prof. Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais tarde Allan Kardec, expressa sua opinião sobre tais manifestações: “Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que se possa tornar sonâmbula. Até lá, permita que eu não veja no caso mais do que um conto para fazer-nos dormir em pé”.

Rivail era um homem de ciência e não se dava a credulidade gratuita, sem análises racionais. A incredulidade inicial, contudo, foi vencida. Na primeira vez que presenciou o fenômeno das mesas girantes, em maio de 1855, afirmou: “Entrevi, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo”.

A continuidade dos estudos permitiu a Rivail aplicar nesta nova ciência o método experimental. Percebeu, nas primeiras observações, que os Espíritos, por serem os homens desencarnados, eram limitados como nós e também sujeitos a enganos. Esse pensamento o levou a estruturar o trabalho da Codificação de maneira metódica; utilizava-se de inúmeros médiuns para realizar a comparação e a fusão de todas as respostas coordenadas, classificadas e outras vezes refeitas.

Esse trabalho resultou na primeira edição de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril 1857. A obra foi lançada sob a autoria de Allan Kardec, pseudônimo que fora revelado pelo Espírito Zéfiro, nome utilizado em uma das encarnações anteriores, na qual Rivail era um sacerdote druida.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

l) Qual a importância dos antecessores para o surgimento do Espiritismo?

2) Qual a contribuição das mesas girantes para o Espiritismo?

3) Como Kardec analisou as comunicações espirituais? Qual trabalho surgiu dessas primeiras observações?

BIBLIOGRAFIA
- Doyle, Arthur Conan - A História do Espiritismo- Ed. Pensamento.
- Kardec, Allan - Obras Póstumas - Ed. Lake
- Wantuil, Zêus - As Mesas Girantes e o Espiritismo - Ed. FEB

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 3 de março de 2020

Calendário das postagens em 2020


Curso “O Que É O Espiritismo” FEESP

As aulas serão postadas sempre às 9 horas do horário de Brasília
 
Março – Dias: 5, 10, 12, 17, 19, 24 e 26

Abril – Dias: 2, 9, 16, 23 e 30

Maio – Dias: 7, 14, 21 e 28

Junho – Dias: 4, 9, 18 e 25

Julho: Não haverá postagens

Agosto – Dias: 6, 13, 20 e 27

Setembro – Dias: 3, 10, 17 e 24

Outubro – Dias: 1, 8, 15, 22 e 29

Novembro – Dias: 5, 12, 19 e 26

Dezembro – Dias: 1 e 3

segunda-feira, 2 de março de 2020

CURSO “O QUE É O ESPIRITISMO” - FEESP


Conteúdo

1ª Aula - Parte Única - O SURGIMENTO DO ESPIRITISMO

2ª Aula - Parte A - DEUS E AS TRÊS REVELAÇÕES
              Parte B - O MAIOR MANDAMENTO

3ª Aula - Parte A - O EVANGELHO NO LAR
              Parte B - O VALOR DA PRECE

4ª Aula - Parte A – ESPÍRITO E MATÉRIA
              Parte B – A REFORMA ÍNTIMA

5ª Aula - Parte A - O ESPIRITISMO EM SEU TRÍPLICE ASPECTO
              Parte B – PARÁBOLA DOS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

6ª Aula – Parte Única - O LIVRO DOS ESPÍRITOS

7ª. Aula - Parte A - COMPROMISSO AFETIVO - CASAMENTO E DIVÓRCIO
               Parte B - PARENTESCO CORPORAL E ESPIRITUAL

8ª. Aula - Parte A - MÉDIUNS E MEDIUNIDADE
               Parte B - DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES

9ª Aula -  Parte A - A CARIDADE SEGUNDO PAULO
               Parte B - A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

10ª Aula - Parte Única - O LIVRO DOS MÉDIUNS

11ª Aula - Parte A - VISÃO ESPÍRITA DA EUTANÁSIA
                Parte B - O MAL E O REMÉDIO

12ª Aula - Parte A - OS MILAGRES SEGUNDO O ESPIRITISMO
                Parte B - A FÉ QUE TRANSPORTA MONTANHAS

13ª Aula – Parte Única - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

14ª Aula - Parte A - ESQUECIMENTO DO PASSADO
                Parte B - JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

15ª Aula – Parte Única - O CÉU E O INFERNO

16ª Aula - Parte A - VALORIZAÇÃO DA VIDA – ABORTO E SUICÍDIO
                Parte B - BEM SOFRER E MAL SOFRER

17ª Aula - Parte A - CREMAÇÃO - DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TRANSPLANTES
                Parte B - A LEI DE AMOR

18ª Aula - Parte A - ESPIRITISMO E SEXUALIDADE
                Parte B - NÃO JULGUE, COMPREENDA

19ª Aula - Parte A – A TERAPÊUTICA ESPÍRITA
                Parte B - PROVAS E TORMENTOS VOLUNTÁRIOS

20ª Aula – Parte Única - A GÊNESE

21ª Aula - Parte A - O ESPIRITISMO COMO CONSOLADOR PROMETIDO
                Parte B – NÃO COLOQUEIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE

22ª Aula – Parte Única - A VIDA DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

23ª Aula – Parte Única - VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES

24ª Aula – Parte Única - VIDA E OBRA DE ALLAN KARDEC

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Prezados amigos, amigas e seguidores deste blog


Com a aula de ontem eu encerro um ciclo de sete cursos sobre a Doutrina Espirita.

Com as bênçãos de Jesus eu vou iniciar um novo ciclo, desta vez, com oito cursos a saber:

1 CURSO: “O QUE É O ESPIRITISMO” - FEESP em 2020

2 CURSO: “PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO” – FEESP em 2021

3 CURSO: “BÁSICO DE ESPIRITISMO” 1º ANO – FEESP em 2022

4 CURSO: “BÁSICO DE ESPIRITISMO” 2º ANO – FEESP em 2023

5 CURSO: “APRENDIZES DO EVANGELHO” 1º ANO - FEESP em 2024

6 CURSO: “APRENDIZES DO EVANGELHO” 2º ANO - FEESP em 2025

7 CURSO: “EDUCAÇÃO MEDIÚNICA” 1º ANO FEESP em 2026

8 CURSO: “EDUCAÇÃO MEDIÚNICA” 2º ANO FEESP em 2027

Até Março de 2020.

Carlos Varoli

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

25a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


A REALEZA DE JESUS

“O título de rei nem sempre exige o exercício do poder temporal. Ele é dado, por consenso unânime, aos que por seu gênio se colocam em primeiro lugar em alguma atividade, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da Humanidade. É nesse sentido que se diz: o rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores etc. Essa realeza, que nasce do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não tem muitas vezes maior preponderância que a dos reis coroados?” (ESE, cap. II, item 4).

Complementa Kardec, no mesmo item, que “a realeza terrena acaba com a vida, mas a realeza moral continua a imperar, sobretudo, depois da morte. Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi com razão, portanto, que Ele disse a Pilatos: Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo”.

Foi o rei dos trabalhadores, pois abraçou o serviço espontâneo, a favor da Humanidade, como sendo a tradução da própria fé.

Foi o rei dos servidores, pois se transfigurou em servidor da comunidade, estendendo mais imediata assistência aos que se colocavam no último plano da escala social.

Foi o rei da Justiça, pois envergou a toga de juiz e patrocinou a causa dos deserdados. Foi o rei dos políticos, pois ensinou o acatamento maior às autoridades constituídas.

Foi o rei dos médicos, pois, sem nenhum juramento que o obrigasse a tratar os enfermos, amparou os doentes com extremada solicitude.

Foi o rei da humildade, pois podendo nascer em “berço de ouro”, optou pela manjedoura, socorrendo-se da hospitalidade dos animais.

Foi o rei da liberdade, pois transmitiu a sua mensagem libertadora, aconselhando aos homens libertar-se dos erros, porquanto todo aquele que comete o pecado é escravo do pecado, acrescentando que se permanecessem os homens em sua Doutrina, sejam, verdadeiramente, seus discípulos e conheceriam a verdade, que os libertaria.

Foi o rei da tolerância, quando aferroado pelos soldados e vilipendiado pelo próprio povo que ajudara, disse:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).

Foi o rei do amor, quando deu o novo mandamento, dizendo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13:34).

Foi, em síntese, o rei dos homens, pois passou no mundo abençoando e consolando, esclarecendo e servindo, mas preferiu morrer a tisnar o mandato de amor e verdade que o jungia aos desígnios do Pai Eterno.

O Espírita, no exercício de sua mediunidade e na vivência de todos os seus passos com Jesus, deve viver como todos os homens, mas sempre lembrando em todas as manifestações de sua existência que é chamando a servir aos outros, como o fizera o Mestre. Deve ter sempre o ensinamento de Kardec na lembrança.

“Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações” (ESE, cap. XVII, item 4).

Além da Lição de Jesus, das recomendações de Kardec e dos Espíritos na Codificação, deve o médium lembrar-se das palavras de André Luiz (Opinião Espírita, Lição 15), quando ensina: “Compenetra-te dos teus deveres sagrados, sabendo que o medianeiro honesto para consigo mesmo, chega a desencarnação com a mediunidade gloriosa, enquanto o medianeiro negligente atinge o rio da morte com a tortura de quem desertou da própria responsabilidade. A mediunidade não se afasta de ninguém; é a criatura que se distância do mandato mediúnico que o Plano Superior lhe confere”.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo Espiritismo: Caps. ll e XVII item 4

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Opinião Espírita: Lições 15, 16 e 58

BÍBLIA SAGRADA. Novo Testamento: Lucas, 23:34

BIBLIA DE JERUSALÉM. Antigo Testamento Jo, 13:34

Questões para reflexão:

1) Explique o que você entendeu por mediunidade com Jesus e, quais os cuidados que deve ter o médium na aplicação dos seus talentos.

2) Relate o benefício alcançado pelo médium Segundo André Luiz.

3) Faça uma análise sobre o significado da realeza de Jesus.

4) Explique os gestos de Jesus que o caracteriza como rei da liberdade e rei da segurança.

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

25a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


MEDIUNIDADE COM JESUS

“Todos vós, conforme o dom que cada um recebeu, consagrai-vos ao serviço uns aos outros, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pedro, 4:10)

Mediunidade com Jesus significa o exercício da faculdade medianímica com base nos seus ensinamentos, e não se refere a sua mediunidade, pois, o Divino Mestre não era um médium na acepção do termo empregado ao homem comum, que permite a utilização dos seus órgãos para que os desencarnados manifestem-se das mais diversificadas formas e por variados motivos.

Quem segue o Cristo, vive-lhe o apostolado. Serve, coopera e caminha sem temor ou vacilação. Por ser uma missão sagrada no auxílio ao próximo, em nome de Jesus, o exercício mediúnico deve ser realizado com amor.

“Todos os homens tem o seu grau de mediunidade, nas mais variadas posições evolutivas, e esse atributo do Espírito representa a alvorada de novas percepções para o homem do futuro”. Emmanuel afirma que a primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar as grandes tarefas doutrinárias, pois de outro modo poderá esbarrar sempre no personalismo, em detrimento de sua missão. O médium deve saber que os atributos medianímicos são como os talentos do Evangelho, se o patrimônio divino é desviado de seus fins, o mau servo torna-se indigno da confiança do Senhor da seara da verdade e do amor.

O conhecimento e a prática do Evangelho e da Doutrina dos Espíritos conscientizam o médium quanto a missão de amor suscitada pela oportunidade do intercâmbio com o Plano Espiritual.

Referindo-se aos médiuns, o Espírito André Luiz diz o seguinte: “Quanto mais se acentuem o aperfeiçoamento e a abnegação, a cultura e o desinteresse, mais se lhe sutilizam os pensamentos, e com isso, mais se lhe aguçam as percepções mediúnicas, que se elevam a maior demonstração de serviço, de acordo com as suas disposições individuais”. (Mec. da Mediunidade, Cap. XVIII)

Honremos a faculdade que nos felicita os dias, mediante a execução de um plano socorrista em favor dos sofredores, a fim de nos libertarmos do currículo das manifestações inferiores.

Cada médium segue o roteiro que se desdobra como senda de purificação.

- uns curam, outros materializam;

- uns doutrinam, outros enxugam;

- uns falam, outro escrevem;

- uns ensinam, outros ouvem;

- uns libertam, outros servem na cooperação psicofônica, ajudando os atormentados do além-túmulo com as preciosas luzes do evangelho.

Não pretendamos atender a todos os dons espirituais, conforme a linguagem do vidente de Damasco Paulo de Tarso, que nos apresentou a diversidade dele em sua memorável Cartas aos Coríntios (I Cor 12:4 a 11)

Utilizemos a força mediúnica em todo tempo e lugar, consoante as necessidades, examinando atenciosamente os necessitados e ensinando que todo o bem procede sempre do Pai que rege a vida.

“Ao exercício da mediunidade com Jesus, isto é, na perfeita aplicação dos seus Valores a benefício da criatura, em nome da Caridade, é que o ser atinge a plenitude das suas funções e faculdades, convertendo-se em celeiro de bênçãos, semeador da saúde espiritual e da paz nos diversos terrenos da vida humana, na Terra".

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns: Cap. XIV no 159

XAVIER, Francisco Candido (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. XVIII e XXVI

PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade: Cap. XXIX

PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Seara dos Médiuns: Lição 62

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). O Consolador: itens 383, 387 e389

FRANCO, Divaldo Pereira (Espírito Joana de Angelis). Estudos Espíritas: Lição 18 (Mediunidade)

CARVALHO, Vianna de. A Luz do Espiritismo

BÍBLIA DE JERUSALÉM. (I Pedro, 4:10); (I cor, 12: 4 a 11).

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

24a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


O PODER DO BOM ÂNIMO

“No mundo tereis aflições, mas tende bom animo, eu venci o mundo” (Jo 16:33)

O ânimo é uma disposição do Espírito, é um alento, refere-se, também a índole das pessoas, a coragem, valor, disposição - Dicionário Aurélio Buarque de Holanda.

Bom ânimo - relaciona-se com a fé, confiança em Deus.

Em todos os momentos de sua vida, Jesus exercitou e exemplificou o bom ânimo, a fé Nele e no Pai, relembremos:

“Os discípulos estavam num barco açoitado pela tempestade e Jesus dirigiu-se a eles caminhando pelas águas, assustaram-se achando que viam um fantasma, ao que o Mestre lhes falou “tende bom ânimo, sou eu, não temais” (Ev. Mateus 14,24-37). E, em todas as oportunidades o Mestre relembrava: Tenham fé; alguns exemplos: a cura da mulher hemorrágica, em que Ele coloca como o principal e único remédio para a cura, a fé da mesma.

O espírita já adquiriu o conhecimento necessário para superação de seus males, pois o Evangelho traz em seu bojo todo o conhecimento para o equilíbrio e a cura de suas doenças e mazelas, cujos maiores e melhores remédios que o Médico das nossas Almas prescreveu é: a fé e a perseverança em nós e em Deus para iniciarmos o processo de mudança interior e adquirirmos a verdadeira saúde.

Portanto, bom animo é um atributo da alma, uma virtude moral e social do ser humano, que o leva a tomar iniciativa quando tem de enfrentar dificuldade ou iniciar um empreendimento incomum.

Este termo é amplo, pois quando somos aconselhados a exercitar o bom ânimo, estamos iniciando o treinamento, para aprendermos a viver melhor, com alegria, mansuetude, ou seja, por mais dificuldades que tenhamos, sejamos positivos e acreditemos que venceremos as dificuldades que se nos apresentam.

Pois, o ser que tem confiança em si e em Deus. Aceita mudanças e é receptivo ao aprendizado.

Viver não é somente desenvolver os sentidos, satisfazer instintos naturais, e materiais, pois os animais também o fazem, o ser hominal, vai mais, satisfaz sim e protege o corpo físico, pois vive no Planeta Terra, e necessita da vida material, também para sua sobrevivência, busca desenvolver suas potencialidades estudando, trabalhando, progredindo, sempre, pois é da Lei de Deus que o homem progrida sempre.

Quando iniciamos o nosso processo de reforma interior, começamos a exercitar o poder da confiança em nós e no Pai Criador.

Porque é exatamente neste ponto da vida em que fazemos um balanço das nossas ações e percebemos que já vivenciamos ou vivenciaremos situações da nossa vida em que enfrentamos dificuldades, estados emocionais de insegurança e medo. E, percebemos a importância de desenvolvermos a coragem, que também é uma disciplina da nossa alma.

Iniciamos, aí, a Educação da nossa Alma, do nosso Espírito Eterno.

O bom ânimo vincula-se a fé e confiança em Deus, eliminando assim, estados de medo, depressão, ansiedade: os três males da atualidade.

Ter bom ânimo, equipara-se a ser corajoso, uma disposição voltada para o Bem e o Amor, portanto este ser posiciona-se, e tem um compromisso a ser realizado pela pessoa perante si mesma, perante a família e a sociedade. E, quando o mesmo é chamado para mostrar os seus talentos, ele o faz com alegria e uma grande satisfação íntima.

É necessário ter bom ânimo para trilhar o caminho do Bem, num mundo cheio de maldades, lutar pela justiça e amor entre os homens; altruísta numa sociedade egoísta.

É necessário ter fé para amar a todos, independentemente de raça, credo, ou posição social, reiniciar um trabalho que não teve o sucesso idealizado, ser receptivo a mudanças e buscar entender o outro ser no estágio em que o mesmo está, lutar pela verdade e justiça, quando outros a negam, lutar sempre para que a paz e o amor se façam entre os homens, e reconhecer que os seres humanos são todos filhos de um mesmo Pai e devem amar-se uns aos outros, aceitar que o Amor é a Lei Maior que está presente em todos os atos de nossa vida.

Portanto, o ser que adquire o bom ânimo é o HOMEM DE BEM, que nos fala o Evangelho segundo o Espiritismo no Capítulo XVII, item 3, ou seja ele tem fé em Deus, tem fé no futuro; entende que todas as dores ou decepções, são provas ou expiações e as aceita sem decepção, resigna-se; é bom, humano, benevolente, respeita os outros, e é respeitado, não tem ódio, nem rancor; é indulgente, não se envaidece, usa, mas não abusa dos bens que adquire em sua jornada terrena, quando é autoridade, usa-a com parcimônia, sabendo colocar-se para aqueles que estão sob sua ordem, não esmaga o subordinado, quando é subalterno, sabe portar-se como tal, desempenhando com amor e dedicação suas funções.

E, já reconheceu que os vícios e defeitos tem origem na alma, e busca combatê-los com força de vontade, já entende que as aflições tem origem nesta vida ou em outra e busca melhorar-se, interiormente para que a sua cura se reflita, inclusive no corpo físico. Busca respeitar todos os direitos que as Leis da Natureza proporcionam aos seus semelhantes, como pede que os seus sejam respeitados.

O Bom ânimo é um indicador daqueles que possuem a fé irrestrita em Deus, e, portanto conseguem superar suas dores e quedas, resignadamente, pois já adquiriram o CONHECIMENTO E O AMOR, e, portanto tem FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE.

Bibliografia:

BROGLIO, Dr. Roberto. Educação da Alma

XAVIER, Francisco Candido. Pão Nosso: Lição 113

KARDEC, Allan, Evangelho Segundo o Espiritismo: cap. V; cap. XVII, item 3; cap. XIX, itens 10 e 11

Questões para reflexão:

1) Explique o que você entendeu por faculdades paranormais.

2) Explique porque o animismo prova a realidade da alma.

3) Analise o ensinamento contido no Evangelho de João (16:33): “No mundo tereis aflições, mas tende bom animo, eu venci o mundo”.

4) Descreva os conhecimentos adquiridos por aqueles que se consideram espíritas.

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

24a Aula Parte A - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


PARANORMALIDADE OU MEDIUNIDADE?

“Parapsicologia é o processo cientifico de investigação dos fenômenos inabituais, de ordem psíquica e psicofisiológica, e tem como objeto, os fenômenos psíquicos não habituais, mas apesar disso naturais, comuns a toda espécie humana. Esses fenômenos considerados parapsicológicos são de ordem vital, psíquica e física”. (J.H.Pires)

O Prof. Ernesto Bozzano, em sua obra “Animismo ou Espiritismo?”, publicada em 1944, sustenta a tese, cuja discussão fundamental e de indiscutível importância é a de que “as faculdades supranormais subconscientes não são e não podem ser fruto da evolução biológica da espécie”. Além disso, refuta a hipótese de que estas faculdades se destinem a emergir e fixar-se na espécie, no porvir. (Pag. 16 e 21)

A tese foi apresentada em 1937, a convite do Conselho Diretor do Congresso Espírita Internacional, de Glasgow, que propôs ao nobre pesquisador o tema “Animismo ou Espiritismo? Qual dos dois explica o conjunto dos fatos?”, ao que respondeu logo no prefácio de sua obra: “Nem um nem outro logra, separadamente, explicar o conjunto dos fenômenos supranormais. Ambos são indispensáveis a tal fim e não podem separar-se, pois que são efeitos de uma causa única e esta causa é o Espírito humano que, quando se manifesta, em momentos fugazes, durante a encarnação, determina os fenômenos anímicos e, quando se manifesta mediunicamente, durante a existência “desencarnada”, determina os fenômenos espiríticos.”

Em suas pesquisas, Ernesto Bozzano observou inúmeros casos ou “episódios de fenômenos anímicos” como “leitura do pensamento”, “telepatia”, “visão de corpos opacos”, “clarividência no presente, no passado e no futuro”, fenomenologia que para o nobre pesquisador foi suficiente para fazê-lo chegar às conclusões a que se propunha: a demonstração de que “o animismo prova o Espiritismo”

Baseado em sua pesquisa psíquica desenvolvida ao longo de quarenta anos, afirma que “as condições requeridas para que as faculdades sensoriais normais cheguem a despontar e evolver são diametral e irredutivelmente contrarias as que se exigem para que as faculdades supranormais subconscientes cheguem a surgir e exteriorizar-se...”

Explica o nobre cientista que a Gênese e a evolução dos órgãos dos sentidos e das faculdades psíquicas normais se executam necessária e exclusivamente no plano da vida de relação, sob a forma de uma reação continua e complexa, contra os estímulos exteriores. O que equivale a dizer que se executa no plano da consciência normal, que é aquele no qual se desenvolve, para o ser vivo, a luta pela vida. E toda a atividade organizadora da evolução biológica se exercita por meio de uma lei que é a da “seleção natural”.

Quanto as faculdades supranormais subconscientes, em vez de se exercitarem no plano da consciência normal, somente surgem sob a condição de que as funções da vida de relação se achem temporariamente abolidas ou apagadas, dependendo do grau, mais ou menos profundo, de inconsciência em que esteja o sensitivo (médium), o grau de maior ou menor perfeição com que elas se exteriorizam.

As faculdades supranormais como patrimônios do Espírito, aguardam para emergir e exercitar-se plenamente, no ambiente espiritual que sucede a vida material.

Mencionando as palavras do Dr. Gustavo Geley, cientista francês, autor da obra “Do Inconsciente ao Consciente”, o ilustre pesquisador demonstra a inconciliabilidade das faculdades supranormais da telepatia, da telestesia, da clarividência no passado, no presente e no futuro, com o desenvolvimento regular e natural da existência terrena.

Os poderes das faculdades supranormais subconscientes se circunscrevem dentro de limites definidos estabelecidos pela “lei de afinidade”, que governa o universo físico e o psíquico, que se expressa sob a “lei de relação psíquica”. Todo semelhante atrai semelhante, esta é a lei de afinidade universal a qual temos que nos harmonizar.

Assim, fazendo-se uma analogia ao mecanismo do rádio que deve ser regulado com o “comprimento de onda” que se pretenda captar, para que as subconsciências humanas recebam e registrem as vibrações psíquicas, necessário estarem reguladas pelo “comprimento de onda” correspondente a “tonalidade vibratória” que diferencia de outra qualquer a pessoa ausente que se procura.

Ernesto Bozzano tece também em seu minucioso trabalho da seguinte questão: se ainda se discute a autenticidade de algumas categorias de fenômenos físicos de mediunismo, já se não discute a existência de faculdades supranormais subconscientes, existência que todos reconhecem, graças, sobretudo, a obra de dois pesquisadores, considerados pelo mestre, geniais: o professor Charles Richet e o Doutor Eugene Osty.

Contudo, conforme ressalta o ilustre pesquisador, as comunicações mediúnicas entre vivos provam a realidade das comunicações mediúnicas com os mortos.

Diz ele: “Não esqueçamos que a denominação de fenômenos mediúnicos propriamente ditos designa um conjunto de manifestações supranormais, de ordem física e psíquica, que se produzem por meio de um sensitivo a quem é dado o nome de médium, por se revelar qual instrumento a serviço de uma vontade que não é a sua. Ora, essa vontade tanto pode ser a de um defunto, como a de um vivo. Quando a de um vivo atua desse modo, a distância, somente o pode fazer em virtude das mesmas faculdades espirituais que um defunto põe em jogo. Segue-se que as duas classes de manifestações resultam de naturezas idênticas, com a diferença, puramente formal, de que, quando elas se dão por obra de um vivo, entram na órbita dos fenômenos anímicos propriamente ditos, e quando se verificam por obra de um defunto, entram na categoria, verdadeira e própria, dos fenômenos espíritas. Evidencia-se, portanto, que as duas classes de manifestações são complementares uma da outra, a tal ponto que o Espiritismo careceria de base, dado não existisse o Animismo”.

Em seu livro “Metapsíquica Humana”, cap. IV assevera que o “Animismo e Espiritismo” representam o duplo aspecto pelo qual se apresenta a mesma fenomenologia, que provém de uma causa única, constituída pelo Espírito humano, na sua dupla fase de existência: a “encarnada” e a “desencarnada”.

Seus estudos lograram ainda demonstrar a preexistência da alma, propondo, portanto, a partir da vasta gama de experiências realizadas, sérias reflexões de ordem moral e filosófica a respeito das comunicações mediúnicas e a origem e o destino do ser. O Espiritismo, como asseverou o nobre Codificador, tem por fim demonstrar e estudar a manifestação dos Espíritos, suas faculdades, sua situação feliz ou infeliz, seu futuro; em suma o conhecimento do mundo espiritual.

“O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo”.

O Prof. Joseph Banks Rhine, da Duke University, Estados Unidos: O Novo Mundo da Mente apresenta-nos essa área na forma de um mapa bem delineado. Esse mundo, como diz o autor, só é novo para as Ciências. Porque, na realidade, é conhecido do homem há muitos milénios. Talvez desde que o homem existe. (...) Quando, pois, um pretenso parapsicólogo se propõe a “ensinar” que a parapsicologia nega a existência de Espíritos, de comunicações espirituais, de princípios religiosos e filosóficos, como o da reencarnação e da existência de Deus, os seus diplomas e certificados não tem sequer o valor de atestado de informação sobre o assunto.

Alguns parapsicólogos de renome mundial, com base em suas ilações que tiraram de suas investigações, reconheceram a supervivência da mente após a morte física. O Prof. Rhine, em seu livro “O Novo Mundo da Mente”, reconhece que nas experiências realizadas pela sua esposa na Duke University, há casos que sugerem a participação de uma entidade extracorpórea. O conjunto dessas experiências, acabou demonstrando de maneira irrefutável que possuímos a capacidade de percepção extra-sensorial. O homem pode perceber por outra via que não a dos sentidos Físicos. E o mais importante é que pode “adquirir conhecimentos verdadeiros sobre a matéria por vias não materiais.” (José Herculano Pires).

Continua Herculano Pires: “O homem não é apenas uma estrutura mental. É um ser espiritual, um organismo psíquico. A mente é a sua cabine de comando”.

A Parapsicologia e o Espiritismo

As relações entre o Espiritismo e a parapsicologia não são, portanto, amistosas, como pensam geralmente os espíritas e não espíritas. O enclave científico, orgulhoso, retém ciosamente o que conseguiu conquistar do vasto império que o rodeia, e ameaça desmantela-lo por completo, no futuro, se os Espíritos puderem ser eliminados.

Tanto a Parapsicologia, quanto o Espiritismo objetivam exclusivamente a descoberta da verdade sobre a natureza humana.

Diante desse impasse, Kardec afirma que o Espiritismo é uma Ciência que trata do elemento inteligente do Universo, ou seja, uma ciência espiritual. Não se pode confundi-lo com as ciências chamadas positivas, que tratam do elemento material do Universo. Mas é evidente que as duas formas de Ciência devem conjugar-se, para abrangerem todos os aspectos do Universo. (J.H.Pires)

Bibliografia:

KARDE, Allan. Obras Póstumas: Primeira Parte - Causa e natureza da Clarividência Sonambúlica;

BOZZANO, Ernesto. Animismo ou Espiritismo?: caps. I, II e III;

BOZZANO, Ernesto. Metapsíquica Humana: cap. IV;

PIRES, J. Herculano. Parapsicologia Hoje e Amanhã: primeira e segunda parte

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. I, item 5

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

23a Aula Parte B - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA 2º ANO FEESP


A PIEDADE

“A piedade é a virtude que mais nos aproxima dos anjos. É a irmã da caridade que vos conduz para Deus”, nas sábias palavras do Espirito de Michel. (ESE, cap. XIII, item 17)

Piedade é aquele sentimento íntimo, profundo, que faz uma pessoa solidarizar-se com a dor do semelhante, restituindo-lhe a confiança, a esperança e a resignação.

Surgindo ao lado da desgraça, a piedade transmite uma penetrante suavidade, que encanta a alma: quando profundamente sentida, é amor; o amor é devotamento; e devotamento é o esquecimento que o homem sente de si mesmo para solidarizar-se com a dor do semelhante e esse devotamento, essa abnegação pelos infelizes é a virtude por excelência, aquela que Jesus praticou em toda a vida, ensinando-a com toda a sublimidade.

O progresso do Espírito passa pela constatação e pela erradicação do orgulho e do egoísmo, dispondo a alma à humildade, à beneficência e ao amor ao próximo. É a piedade o sentimento mais apropriado para colocar o Espírito nessas condições, comovendo-lhe as fibras mais intimas, diante do sofrimento dos seus irmãos, levando-o a estender-lhes a mão caridosa e arrancando-lhes lágrimas de simpatia.

E se o aperfeiçoamento, a purificação do Espírito implica na vivência de todos os problemas que lhe dizem respeito e no armazenamento de todo os conhecimentos possíveis, não se deve jamais sufocar este sentimento sublime, essa emoção celeste, que faz o Espírito experienciar, no corpo e na alma, o sofrimento por que ele precisaria passar, para elevar-se.

A alma experimenta uma angústia ao contato da desgraça alheia, sentindo um estremecimento natural e profundo, que faz vibrar todo o seu ser, afetando-a profundamente. Mas há aí uma grande compensação, posto que os benefícios não tardam para o Espírito piedoso que consegue devolver a coragem e a esperança a um irmão infeliz, que se comove ao aperto da mão amiga. Seu olhar umedecido de emoção e de reconhecimento, volta-se com doçura, para o benfeitor, antes de elevar-se ao céu, em agradecimento pelo envio do consolador, do amparo tão desejado. “Mas é grande ganho a piedade com contentamento” (Paulo, 1ª Epístola a Timóteo, cap. 6:6).

Por isso, o homem deve afastar de si a indiferença, a insensibilidade, assim como a compaixão aparente, o fingimento, a antipatia gratuita, a piedade mentirosa, repleta de ilusões e exigências, pois na realidade aí temos os sentimentos de orgulho e de egoísmo, nossos defeitos morais mais difíceis de erradicar, antepondo-lhes a simpatia espontânea e desinteressada. Ensina Cairbar Schutel que “a piedade é a simpatia espontânea e desinteressada, que se antepõe a antipatia gratuita ou desrespeitosa”, que “só a piedade consoladora traz alegria ao Espírito, criando elevação e valor”.

A piedade sincera jamais expressa covardia a destruir o Bem, nem ridículo a excitar o riso alheio, porque é força de renovadas almas e luz interior.

Emmanuel escreve: “Fala-se muito em piedade na Terra; todavia quando assinalamos referências a semelhantes virtudes, dificilmente discernimos entre compaixão e humilhação.

Ajudo, mas este homem é um viciado.

Atenderei, entretanto esta mulher é ignorante e má.

Penalizo-me; contudo este irmão é ingrato e cruel”.

Complementa Emmanuel que, de maneira geral, “só encontramos na Terra essa compaixão de voz macia e mãos espinhosas”, deitando mel e veneno, socorrendo e espancando, ao mesmo tempo. Mas, “a verdadeira piedade, no entanto é filha legitima do AMOR. Não perde tempo na identificação do mal”.

E, além do mais, devemos considerar a PIEDADE sempre como um instrumento ativo, ou seja ela nos induz a pratica do socorro material ou espiritual, junto daqueles que os despertaram para este sentimento divino, sem o que ela é infrutífera, nos ensina Emmanuel na Lição 96 - Espírito da Verdade.

O dia em que o homem praticar a piedade pura e verdadeira ensinada por Jesus, reinará na face da Terra a concórdia, a paz e o amor.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XIII- item 17

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). O Espírito da Verdade: Lição 96

XAVIER, Francisco Candido (Espírito Emmanuel). Pão Nosso: Lição 107

Questões para reflexão:

1) Explique a interferência do Plano Espiritual no processo de cura.

2) Comente o pensamento de José Herculano Pires sobre a participação da Medicina Espírita nos tratamentos das doenças dos homens.

3) Explique o sentimento de piedade e o porquê do Espírito necessitar da erradicação do orgulho e do egoísmo.

4) Analise a expressão de Emmanuel: “só encontramos na Terra essa compaixão de voz macia e mãos espinhosas”.

Fonte da imagem: Internet Google.