CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

13ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

PERCEPÇÕES E SENSAÇÕES: Percepção é a faculdade que os Espíritos têm de perceber o mundo à sua volta, faculdade essa que nos Espíritos desencarnados é muito mais acurada do que nos encarnados. Isto ocorre em função da matéria compacta que representa verdadeiro entrave para a livre manifestação das suas faculdades. Livres da matéria, a inteligência e demais potencialidades se revelam em toda a sua plenitude. Porém, a maior ou menor expressão de tais atributos está diretamente relacionada ao grau evolutivo de cada um, ou seja: quanto mais se aproximam da perfeição, maior é a percepção que os Espíritos têm da realidade que os cerca.

Assim, Espíritos ainda inferiores são mais ou menos ignorantes acerca de tudo; isto significa que enquanto os Espíritos superiores conhecem, em grande extensão, o princípio das coisas, os inferiores não sabem mais do que sabem os homens de igual condição evolutiva.

PERCEPÇÃO EXTERIOR: Com relação à percepção Exterior, os Espíritos veem por si mesmos não necessitando de luz externa.

Aqueles que são bons livraram-se das trevas, que são peculiares apenas aos que passam por grandes expiações. Desfrutam da faculdade de ver, a qual reside em todo seu ser, assim como a luz que se encontra em todas as partes de um corpo luminoso. Trata-se de uma espécie de lucidez que se estende a tudo e para a qual não há trevas; ela abrange o espaço, o tempo, as coisas, e é por isso que a visão do Espírito independe de luz exterior.

Outra particularidade inerente aos Espíritos elevados, é que podem ver em dois lugares simultaneamente, uma vez que transportam-se com a velocidade do pensamento; os que são mais elevados irradiam seus pensamentos em várias direções ao mesmo tempo.

PERCEPÇÃO DO TEMPO: Os Espíritos vivem fora do tempo tal como é concebido no plano físico, pois a medida temporal praticamente deixa de existir para eles; enquanto para os encarnados os séculos são longos, para os desencarnados não passam de instantes que se diluem na eternidade.

CONHECIMENTO DO PASSADO E DO FUTURO: O conhecimento do passado e do futuro é muito relativo para os Espíritos. Quanto mais evoluídos, mais noções têm do passado, e pressentem com maior nitidez o futuro. Quase sempre, nada mais fazem do que entrevê-lo, "mas nem sempre têm a permissão de o revelar"; quando o veem, ele lhes parece presente (LE, perg. 243). Contudo, nenhum Espírito de ordem elevada tem completo conhecimento do futuro, pois este somente pertence a Deus.

PERCEPÇÃO DA MÚSICA E DAS BELEZAS NATURAIS: Os Espíritos desencarnados, por terem as percepções mais afloradas, têm suas qualidades sensitivas mais desenvolvidas; portanto, são mais sensíveis à música principalmente à música celeste, muito mais perfeita do que a do mundo material. A mesma sensibilidade se revela também no que diz respeito às belezas naturais dos diferentes mundos espirituais. Embora tais belezas sejam tão diversas que estamos longe de conhecê-las, os Espíritos são sensíveis a elas, segundo as suas aptidões para apreciá-las e compreender (LE, perg. 252).

INTUIÇÃO DE DEUS: Respondendo a uma pergunta sobre os Espíritos veem a Deus (LE, perg. 244), os benfeitores espirituais afirmaram que somente Espíritos superiores o veem e compreendem, enquanto os menos evoluídos sentem-no intuitivamente. É assim que ele (Espírito inferior) não vê a Deus, mas sente a sua soberania, e quando uma coisa não deve ser feita ou uma palavra não deve ser dita, ele o sente como uma intuição, uma advertência invisível que o inibe de fazê-lo (LE, perg. 244a).

SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS: Os Espíritos conhecem os sofrimentos, porque passaram por eles na existência corpórea, mas quando desencarnados não os experimentam materialmente como sucede nos encarnados. Não sentem a sensação de fadiga, e quando a sentem é tão somente resultado de sua pouca evolução moral. Desde modo, não precisam de descanso corporal, pois não são dotados de órgãos cujas forças devam ser reparadas. O Espírito repousa no sentido de não estar em constante atividade.

A espécie de fadiga que os Espíritos podem provar está razão da sua inferioridade, pois quanto mais se elevam, de menos repouso necessitam (LE, perg. 254). De modo geral os Espíritos, quando desencarnados, gozam de percepções e sensações diferentes daquelas que tiveram quando encarnados, tudo dependendo da elevação moral que tenham atingido.

QUESTIONÁRIO:

B - PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

1 - Por que a percepção não é igual para encarnados e desencarnados?

2 - Como é a percepção do tempo para os Espíritos?

3 - Os Espíritos elevados podem ver em dois lugares simultaneamente?


Fonte da imagem: Internet Google.

Um comentário:

  1. Prezado Carlos.
    Quero parabeniza-lo pelo instrutivo blog.
    Que a presença do Meigo Rabi da Galileia possa sempre estar em vossa vida
    Abs Fraternos
    Francisco

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