CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

18ª AULA - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

PARTE B: NÃO JULGUE, COMPREENDA

Dizia o filósofo Pitágoras que “o homem é a medida de todas as coisas”. Pode sê-lo, de fato, do ponto de vista filosófico e científico.

Porém, quando o que se tem para medir é o comportamento alheio, recomenda-se em primeiro lugar, cautela, bom senso, prudência, já que, como ensinava o Divino Mestre Jesus: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire-lhe a primeira pedra”. (Jô, 8:1-11). E qual de nós pode, realmente, sequer pensar em atirar a primeira pedra?...

Além, disso, o Excelso Amigo nos alertava, no Sermão do Monte, para a responsabilidade de julgar o próximo: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque como o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” (Mt. 7:1-2). Na verdade, nenhum de nós gosta de ser julgado pelo outro; esta é mais uma razão para que não nos disponhamos a julgar ninguém (nem mesmo em pensamento).

Emmanuel também nos orienta para a necessidade de benevolência nos julgamentos, mormente quando se tratar de assuntos do coração, em que ainda somos extremamente deficientes. Diz o notável mentor espiritual: “Se alguém vos parece cair, sob enganos do sentimento, silenciai e esperai”! Se alguém se vos afigura tombar em delinquência, por desvarios do coração, esperai e silenciai!...

Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, por que, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã.

Calai os vossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros...

Em tudo, devemos nos inspirar em Jesus, “o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo” (L.E., 625), e que nos apontava sempre para a necessidade de humildade, paciência, compreensão, perdão, benevolência, indulgência. Ele tinha a fórmula exata para a solução de todas as modalidades de problemas derivados das relações humanas, que sintetizava num pensamento profundo: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.

O Mestre falava do amor incondicional, do amor sublime, irrestrito, perene, que deveria estender-se ao parente difícil, ao companheiro rebelde, ao ofensor, ao adversário, ao inimigo... Nada pode substituir esse sentimento, nada é capaz de fazer cicatrizar uma ferida com tanta eficácia, nada se lhe pode opor com o fim de neutralizá-lo.

O amor, enfim, cobre a multidão dos pecados, como enfatiza o evangelista, e tudo devemos fazer para agir em seu nome, com pureza de alma.

BIBLIOGRAFIA:

Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo

Xavier, F. C. - Vida e Sexo

QUESTIONÁRIO:

1 - O que Jesus nos orienta acerca dos julgamentos?

2 - Sintetize o pensamento de Emmanuel acercada compreensão dos problemas alheios.

3 - Como entender o amor, conforme a mensagem do Cristo?

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