CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

terça-feira, 18 de junho de 2013


6ª. AULA

CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

PARTE A: A PARÁBOLA DO SEMEADOR

Introdução – Conceito de Parábola:

Há dois mil anos, Jesus esteve conosco, trazendo lições para as multidões que o seguiam.

Falou a seus discípulos, em certa ocasião: “Muitas das coisas que vos digo ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis, por isso é que vos falo por parábolas. Mais tarde, porém, enviar-vos-ei o Consolador, o Espírito da Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-los explicará todas”. (Jô, 14 e 16).

Que é uma Parábola? – É uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior. Pode ser considerada uma narração alegórica que encerra doutrina moral. Sendo que, alegoria é a exposição de um pensamento sob a forma figurada.

A Doutrina espírita vem trazer novos ensinamentos necessários ao nosso melhor entendimento sobre as lições em forma de parábolas, que Jesus nos trouxe.

Jesus, sobre muitos os pontos se limitou a lançar o gérmen de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas.

Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas ideias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave.

Essas ideias não poderiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A Ciência devia contribuir poderosamente para o aparecimento e desenvolvimento dessas ideias. Era preciso, pois, dar tempo à Ciência para progredir. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I, item 4).

 “Naquele dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à borda do mar”.

E vieram para ele muitas gentes, de tal sorte que, entrando em uma barca, se assentou; e toda a gente estava em pé na ribeira.

E lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis aí que saiu o que semeia a semear.

E quando semeava, uma parte das sementes caiu junto da estrada, e vieram as aves do céu, e comeram-na. Outra, porém, caiu em pedregulho, onde não tinha muita terra, e logo nasceu porque não tinha altura da terra. Mas saindo o sol a queimou, e porque não tinha raiz, se secou.

Outra igualmente caiu sobre os espinhos, e cresceram os espinhos, e estes a sufocaram.

Outra enfim caiu em boa terra, e dava fruto, havendo grãos que rendiam a cento por um, outros a sessenta, outros a trinta. O que tem ouvidos de ouvir, ouça. (Mateus, 13:1-9).

“Ouvi, pois, vós outros, a parábola do semeador”. Todo aquele que ouve apalavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto da estrada.

E o recebeu a semente no pedregulho, é o que ouve a palavra, e a recebe com alegria, mas como não tem raiz em si mesmo, chegando as angústias e perseguições, ofende-se.

E o que foi semeado entre espinhos, este é o ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa.

E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra e a entende, e dá fruto; e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um” (Mateus, 13:18-23).

A parábola da semente representa perfeitamente as diversas maneiras pelas quais podemos aproveitar os ensinamentos do Evangelho.

Quantas pessoas há, na verdade, para as quais eles não passam de letra morta, que, à semelhança das sementes caídas nas pedras, não produzem nenhum fruto!

Outra aplicação, não menos justa, é a que se pode fazer às diferentes categorias de espíritas.

Não nos oferece o símbolo dos que se apegam apenas aos fenômenos materiais, não tirando dos mesmos nenhuma consequência, pois que neles só veem um objeto de curiosidade?

Dos que só procuram o brilho das comunicações espíritas, interessando-se apenas enquanto satisfazem-lhes a imaginação, mas que após ouvi-las, continuam frios e indiferentes como antes.

Que acham muito bons os conselhos e os admiram, mas para aplicá-los aos outros e não a si mesmos.

Desses, finalmente, para os quais essas instruções são como as sementes que caíram na boa terra e produzem frutos. (O Evangelho Segundo o Espiritismo).

BIBLIOGRAFIA: Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo.

QUESTIONÁRIO

1 - O que é uma parábola?

2 - Por que Jesus muitas vezes falou por parábolas?

3 - Como se pode comparar as sementes da parábola às diferentes categorias de espíritas?

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