CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

terça-feira, 11 de junho de 2013


5ª. AULA

CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

PARTE B: O Valor da Prece

“E quando orardes, não imiteis os hipócritas que costumam exibir-se, orando em pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas, quando orardes, entrai em vosso quarto e fechai a porta, orai a vosso Pai em secreto, e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos recompensará. E quando orardes, não faleis muito, como fazem os gentios, que pensam que é pelo muito falar que serão ouvidos. Não vos torneis, pois, semelhantes a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes mesmo que lho peçais.” (Mateus, 6: 5-8.).

"Por isso vos digo: tudo o que pedirdes, orando, crendo que o haveis de obter, ser-vos-á dado. Mas quando vos puserdes em oração, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-a, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. Pois, se vós não perdoardes também vosso Pai que está nos céus, não vos perdoará os vossos pecados.” (Marcos, 11: 24-26.).

"E propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, como se fossem justos, e desprezavam os outros: Subiram dois homens ao templo para orar; um era fariseu, o outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava no seu interior desta forma: 'Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de tudo o que possuo'. O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos para o céu, mas batia no seu peito, dizendo: 'O Deus, tem piedade de mim pecador.' Digo-vos que este voltou justificado para a sua casa, e não o outro, porque todo o que se exalta será humilhado, e todo o que se humilha será exaltado. "(Lucas, 18:9-14).

As qualidades da prece foram, assim, distintamente definidas por Jesus, quando nos recomendou que, ao orarmos, não procurássemos exibir-nos, mas que fizéssemos sem afetação, em segredo, com simplicidade e sem muitas palavras, porque não será pelo muito falarmos que seremos ouvidos, mas pela sinceridade com que fizermos a prece.

Se tivermos algum ressentimento com alguém, devemos perdoá-lo antes de orarmos, porque somente será agradável a Deus a prece dita com fé, com fervor e sinceridade, plena de caridade com o próximo.

Na prece devemos tomar uma atitude humilde como a do publicano, e não orgulhosa como a do fariseu.

Muitos contestam a eficácia da prece sob a alegação de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, será supérfluo que lha exponhamos, acrescentando ainda que as nossas súplicas não podem modificar os desígnios de Deus, já que todo o Universo se encadeia por leis eternas e imutáveis.

Compreendemos e concordamos que as leis de Deus são eternas e

sábias e devem ser cumpridas, porém, nem todas as circunstâncias de nossas vidas estão submetidas à fatalidade.

Somos senhores de um livre-arbítrio relativo para dele fazermos uso e tomarmos iniciativa, e se Deus nos deu raciocínio e inteligência foi para que deles nos servíssemos, assim como da vontade para querermos e da atividade para agirmos.

De nossa iniciativa se originam acontecimentos que escapam forçosamente à fatalidade e que nem por isso destroem a harmonia das leis universais; assim, Deus pode atender a certos pedidos sem infirmar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, dependendo sempre isso do consentimento de Sua vontade.

Seria ilógico também concluir que basta pedirmos, para obtermos tudo o que quisermos.

Invariavelmente obteremos respostas para nossas súplicas, porém a concessão nem sempre vem de acordo com nossos desejos, ou melhor, a imperfeita compreensão que temos das nossas verdadeiras necessidades nos leva a concluir, erradamente sobre a não satisfação dos nossos pedidos.

A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximasse Dele; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer. (L.E., 659).

Devemos orar no começo e no fim de cada trabalho: no começo para elevarmos nossas alma e atrairmos os Espíritos esclarecidos e bons, e no fim, para agradecermos os benefícios e ensinamentos que houvermos recebido.

Seja a nossa prece curta, humilde e fervorosa, muito mais um transporte do nosso coração do que uma fórmula decorada.

A prece, para ser eficaz, não deve ser uma recitação, mas um ato de vontade capaz de atrair as boas vibrações do Plano Espiritual e as irradiações do Divino Foco.

A prece deve ser improvisada de preferência, porque assim a preocupação com o que estamos dizendo, prende a nossa atenção e favorece o nosso desprendimento.

Deve ser curta. Não é a quantidade de palavras que representa o verdadeiro sentimento da criatura.

A prece deve ser cultivada, não para que sejam revogadas as disposições das leis divinas, mas, a fim de que a coragem e a paciência inundem o coração de fortaleza nas lutas ásperas, porém necessárias.

A alma, em se voltando para Deus, não deve ter em mente senão a humildade sincera na aceitação de sua vontade superior.

 "Ninguém pode imaginar, enquanto na Terra, o valor, a extensão e a eficácia de uma prece, nascida na fonte viva do sentimento.” ("Mediunidade no lar", mensagem de Emmanuel).

Oração Dominical - De todas as preces, o "Pai Nosso", ou oração dominical, é a que por consenso ocupa o primeiro lugar, quer porque foi ensinada pelo próprio Mestre, quer porque a todas pode substituir, conforme o pensamento que se lhe atribui. É o mais perfeito modelo de concisão, verdadeira obra-prima de sublimidade em sua simplicidade.

Apesar de breve, resume nas suas sete proposições todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo; é uma profissão de fé, um ato de adoração e de submissão, o pedido de coisas necessárias à vida e o princípio da caridade.

“Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Assim seja.” (Mateus,VI,9-13) (Em Lucas, acrescenta-se: "Pois vossos são o reino, o poder e a glória, para sempre.)

Bibliografia: KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. XAVIER, F. C. - Emmanuel.

Questionário

1) O que é a prece?

2) Como devemos orar para que a prece tenha valor?

3) Na sua opinião, qual é o valor da prece?

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