CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

12ª. AULA:

CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

PARTE A: O SUICÍDIO

O suicídio pode ser definido como a destruição direta da vida por impulso próprio.

O suicídio voluntário é uma transgressão da lei divina. (L.E. 944).

Sua causa geral é o descontentamento.

Muitos, porém são os motivos que podem levar o indivíduo ao suicídio, tais como a ociosidade, a falta de fé, a própria sociedade, a descrença na eternidade, o pensamento de que tudo pode acabar com a vida; a simples dúvida quanto ao futuro e, principalmente, as ideias materialistas, que não oferecem ao homem nenhuma alternativa de solução para os seus problemas mais prementes; são “os maiores incentivadores do suicídio: elas produzem a frouxidão moral”.

Há, ainda, alguns outros casos, de ordem mais particular, que costumam levar seres humanos ao suicídio. O homem que se vê envolvido em escândalo trazido a público, por vergonha dos filhos e da família muitas vezes é levado ao ato extremo. Aquele que perde entes queridos, por vezes sente-se impulsionado ao suicídio. O que toma conhecimento de uma doença grave, que para a medicina terrestre não tem cura, entrevendo a “morte inevitável e terrível”, pode deixar-se tomar pela ideia de suicídio. Há também os que, por puro orgulho, sacrificam a vida para salvar a de outros, embora sem nenhuma possibilidade de sucesso.

Não se pode esquecer dos que abreviam sua vida através dos vícios, dos excessos da alimentação e do sexo, por imprudência, por imperícia, por omissão. E hoje, ainda, verifica-se a incidência de casos de suicídios em alguns grupos sociais específicos.

Embora haja muitos casos que se podem estudar de suicídio, eles podem ser classificados em dois grandes grupos: o direto (ou intencional), e o indireto.

Diversas são as consequências do ato; porém, a mais comum, “a que o suicida não pode escapar é o desapontamento” (L.E., 957), ou seja, o indivíduo chega a um resultado muito diverso daquele que imaginava atingir com o seu gesto tresloucado. Mas, “a sorte não é a mesma para todos, dependendo das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros numa nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam”.

O efeito mais grave do suicídio vem a ser o lesionamento do corpo espiritual, com a persistência mais prolongada e mais tenaz do laço que liga o Espírito ao corpo. Esse fato prolonga igualmente a perturbação espiritual, provocando a ilusão de que o Espírito ainda se encontra no número dos “vivos”. Por isso, também, alguns podem ressentir-se dos efeitos da decomposição de seu corpo, devido à sua falta de coragem e por uma espécie de apego à matéria.

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, lembra que “o espírita tem, portanto, para opor à ideia do suicídio, muitas razões: a certeza de uma vida futura, na qual ele sabe que será tanto mais feliz quanto mais infeliz e mais resignado tiver sido na Terra; a certeza de que, abreviando sua vida, chega a um resultado inteiramente contrário ao que esperava; que foge de um mal para cair noutro ainda pior, mais demorado e mais terrível; que se engana ao pensar que, ao se matar, irá mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo à reunião, no outro mundo, com as pessoas de sua afeição, que lá espera encontrar.

De tudo isso resulta que o suicídio, só lhe oferecendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses. (cap. V, item 17).

Há, todavia, alguns antídotos eficazes, que podem evitar esse mal terrível. Em primeiro lugar, está a prece, que restaura o bom ânimo e a vontade de realização. (Para o Espírito suicida, também, a prece funciona como um bálsamo, que o reergue e o prepara para as encarnações regenerativas).

O trabalho, em segundo lugar, que ajuda a vida escoar-se mais rapidamente, sem maiores turbulências, ajudando o homem a suportar suas vicissitudes com mais paciência e resignação, sem queixas. Deve-se observar ainda os meios possíveis da reta consciência, através de uma vida honesta, justa e acima de tudo evangelizada, isto é, à luz dos ensinamentos de Jesus, que é “o Caminho, a Verdade e a Vida”.

BIBLIOGRAFIA:

Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos

Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo

QUESTIONÁRIO:

1 - Quais são os principais casos de suicídio?

2 - Quais as principais consequências do suicídio?

3 - Quais os antídotos mais eficazes para evitar o suicídio?

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