CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

segunda-feira, 8 de abril de 2013


1ª AULA

CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

PARTE B - Elementos Gerais do Universo

Desde a Antiguidade, quando o homem começou a formar a base do seu conhecimento, uma das coisas que mais o fascinavam era o princípio das coisas.

Assim foi, por exemplo, com os primeiros filósofos gregos, como Tales de Mileto, Heráclito de Éfeso, Demócrito de Abdera, entre outros.

Procuravam saber de que as coisas eram formadas, e cada um deu a sua explicação, limitada à sua época, ao entendimento das pessoas e à inexistência de uma Ciência organizada.

O Espírito da Verdade veio revelar à Humanidade que ao homem não é dado conhecer todas as coisas aqui na Terra (L.E., 17).

Falta-lhe desenvolver outras faculdades ainda desconhecidas, assim como a condição moral.

Os sentidos, da mesma forma, não permitem ao homem senão o conhecimento do mundo material e da realidade em que está inserido.

A inteligência limitada, ainda, só lhe permite acessar uma ínfima parcela do conhecimento de tudo o que existe. Quando o dominar por completo, terá chegado à perfeição (L.E., 898).

Porém, na medida em que se depura pelo amor e pelo saber, vai penetrando por si mesmo os mistérios da Natureza. O que o homem não consegue aprender, Deus permite que lhe seja revelado, para ajudá-lo na marcha do progresso. Essa compreensão é lenta e gradual.

Ao elemento sentimental deve somar-se o valor intelectual; assim, fundem-se o Amor e a Sabedoria.

A Ciência humana trouxe-nos, a partir das civilizações mesopotâmica, egípcia, hebraica e, principalmente, a grega, o conhecimento do Universo, ainda que de forma rudimentar.

Com o grande desenvolvimento da Ciência (a partir do séc. XVII), as leis físicas (da matéria) foram descobertas, graças aos estudos de Newton e de Lavoisier.

O Universo até então conhecido era estreito demais, tendo suas fronteiras colocadas onde os sentidos humanos e os instrumentos da Ciência podiam alcançar (o que era pouco, ainda).

Vez por outra, eminentes filósofos (como Kant, por exemplo, estudando a Astronomia), alargavam esses limites.

Somente na segunda metade do séc. XIX, com o advento do Espiritismo - codificado por Allan Kardec, em seu tríplice aspecto: Ciência, Filosofia e Religião - o mundo espiritual abriu-se ao homem, mostrando-lhe um Universo infinito formado por dois elementos fundamentais: a matéria e o espírito.

Acima de ambos, Deus, a Inteligência Suprema e causa primária de todas as coisas, constituindo assim a Trindade Universal. Não de pessoas, mas de substâncias distintas e autônomas.

A Matéria

A matéria já foi definida pela Ciência como aquilo que tem extensão, que pode impressionar os sentidos e é impenetrável. Mero esforço humano para compreender o que lhe é visível, palpável, sensível. Por isso, no passado distante, o homem falava de quatro elementos formadores de todas as coisas: a água, o fogo, a terra e o ar.

Essas eram as quatro essências conhecidas na Antiguidade.

Com a estruturação da Química Orgânica, surge a Tabela Periódica, inicialmente com pouco mais de cinquenta elementos, depois ampliada para noventa e dois (do hidrogênio ao urânio) e, hoje, contando com mais de cem elementos.

Esses mesmos elementos, que consideramos simples, não são mais do que modificações de uma substância primitiva.

A matéria também existe em estados que desconhecemos, podendo ser tão etérea e sutil que não produza nenhuma impressão aos nossos sentidos.

O fluido universal, ou fluido cósmico, é a matéria elementar primitiva, cujas modificações, ou transformações, constituem a variedade inumerável dos corpos da Natureza.

Esse fluido, imponderável e inabordável pelos instrumentos humanos, é o que podemos chamar quintessência, ou matéria quintessenciada,
matéria do mundo espiritual.

A matéria, que começa no átomo, encontra-se no Universo em dois estados distintos: eterização e condensação. No primeiro, temos os fenômenos do mundo invisível, que são da alçada do Espiritismo.

No segundo, os fenômenos do mundo visível, da alçada da Ciência.

No seu ponto de partida, o fluido universal encontra-se em grau de pureza absoluta.

Na nossa realidade existencial, a matéria divide-se em orgânica, formando os corpos dos seres vivos (os homens, os animais e as plantas); e inorgânica, encontrada nos minerais, na água, no ar, etc.

O Espírito

"Que é o espírito?", perguntou Kardec ao Espírito da Verdade (L.E. - 23).

A resposta foi objetiva e precisa: “O princípio inteligente do Universo”.

Logo se vê que é um elemento que não se confunde com a matéria.

Enquanto esta tem as propriedades acima enumeradas, o espírito tem atributos, entre os quais destaca-se, como essencial, a inteligência: "Vossa alma é um Espírito que pensa "(L.E.,460).

Os Espíritos, como indivíduos, como os seres inteligentes da Criação, têm como ponto de partida este princípio e são permanentemente regidos pela lei do progresso.

Partindo da condição de simples e ignorantes, e dotados de infinitas potencialidades, todos os Espíritos estão destinados à perfeição, que implica conhecimento de todas as coisas.

A doutrina da reencarnação, que corresponde à ideia da justiça de Deus, é que nos permite caminhar de um extremo ao outro, criando a cada existência um passo na senda do progresso, através da consciência, da razão, da vontade, da inteligência e do livre-arbítrio.

QUESTIONÁRIO

1 - O QUE É O UNIVERSO?

2 - QUAIS SÃO OS ESTADOS DA MATÉRIA E SUAS CARACTERÍSTICAS?

3 - O QUE É O ESPÍRITO?

Nenhum comentário:

Postar um comentário