CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

23ª AULA PARTE UNICA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

OS TRÊS REINOS

Subentende-se por Reino cada uma das três grandes divisões em que se agrupam todos os corpos da natureza, a saber: reino mineral, vegetal e reino animal, ou ainda em duas grandes classes: seres orgânicos e seres inorgânicos.

Alguns estudiosos, no entanto, do ponto de vista moral consideram a espécie humana como pertencente a um quarto reino, o hominal, em que razão da sua inteligência ilimitada que o diferencia dos demais componentes do reino animal. Tal posição é plenamente corroborada pela Codificação Espírita, pois, do ponto de vista moral, há, evidentemente, quatro graus.

Esses quatro graus têm, com efeito, caracteres bem definidos, embora pareçam confundir-se os seus limites (LE, perg. 585).

I - OS MINERAIS E AS PLANTAS:

MINERAIS: A matéria inerte que constitui o reino mineral, não possui mais do que uma força mecânica (LE, perg. 585). Caracterizando-se pelas inúmeras variedades e combinações dos corpos simples da natureza, este reino constitui-se a partir da agregação da matéria sob o impulso das leis de atração e coesão que unem e equilibram os átomos em estruturas simples e/ou vitalidade, já neste reino encontra-se, latente, o suporte necessário à manifestação da vida que irá despontar no reino vegetal.

PLANTAS: As plantas, compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade (LE, perg. 585), e embora possuindo fisiologia específica, não têm consciência de sua existência; não pensam e não têm mais do que vida orgânica. Assim, não experimentam sensações nem sofrem quando são mutiladas. São fisicamente afetadas por ações sobre a matéria, mas não têm percepções; por conseguinte, não têm a sensação de dor (Le, perg. 587).

A força observada pelos botânicos, que atrai as plantas umas às outras, não constitui manifestação de vontade; trata-se somente de uma força mecânica da matéria que age na matéria; elas não poderiam opor-se (LE, perg. 588). Algumas plantas, porém, têm determinados movimentos fisiológicos que levam à impressão de possuírem não apenas sensibilidade, como também uma espécie de vontade, como ocorre, por exemplo, com a sensitiva e a dionéia. Mas isto não significa que ambas possuam a faculdade de pensar, elas representam, sim, formas intermediárias entre o reino vegetal e o animal, da mesma maneira que certos minerais representam a transição para o reino vegetal.

Tudo é transição da Natureza, pelo fato mesmo de que nada é semelhante e, no entanto tudo se liga. As plantas não pensam, e, por conseguinte não têm vontade... O organismo humano nos fornece exemplos de movimentos análogos, sem a participação da vontade, como as funções digestivas e circulatórias... O mesmo deve acontecer com a sensitiva, na qual os movimentos não implicam absolutamente a necessidade de uma percepção e menos ainda de uma vontade (LE, perg. 589). Mesmo nos mundos superiores, as plantas são sempre plantas, como os animais são sempre animais, e os homens sempre homens. (LE,perg. 591).

II - OS ANIMAIS E O HOMEM

OS ANIMAIS: Comparando-se o homem e os animais, em relação à inteligência, torna-se difícil estabelecer uma linha divisória entre ambos, pois certos animais têm notória superioridade sobre certos homens. Mas, nesse terreno, o homem é um ser à parte, que desce às vezes muito abaixo. Todavia, no físico o homem é como os animais e menos provido que muitos deles, pois suas necessidades de sobrevivência, por exemplo, são providas pela própria natureza, ao passo que o homem precisa usar a inteligência para inventar os meios adequados a fim de suprir suas necessidades materiais.

Os animais, quase que na totalidade de suas vidas, agem por instinto; contudo, alguns já se expressam por uma vontade determinada, provando desfrutar de uma inteligência, sem bem que rudimentar e limitada. Há, pois, neles uma espécie de inteligência, mas cujo exercício é mais precisamente concentrado sobre os meios de satisfazer às suas necessidades físicas e prover à conservação. 

Não há entre eles nenhuma criação, nenhum melhoramento... Mesmo o progresso que realizam pela ação do homem é efêmero e puramente individual, porque o animal abandonado a si próprio, não tarda a voltar aos limites traçados pela Natureza. (LE, perg. 593).

Eles também não possuem uma linguagem formada de sílabas e palavras, mas têm formas de se comunicarem, sempre adequadas aos limites restritos de suas necessidades. Na ausência de voz compreendem-se por outros meios, assim como os homens, quando mudos usam a mímica. Sendo-lhes facultada a vida de relação, possuem meios de se prevenirem e de exprimirem as sensações que experimentam; é por isto que os peixes comunicam-se entre si, da mesma forma que as baleias e outros animais, pois a linguagem não é privilégio exclusivo do homem.

Ocorre que a linguagem dos animais é instintiva e limitada pelo círculo exclusivo das suas necessidades e das suas ideias, enquanto a do homem é perfectível e se presta a todas as concepções da sua inteligência (LE, perg. 594a). Em relação à aptidão que certos animais denotam de imitar a linguagem humana, deve-se ao fato de haver uma certa conformação dos órgãos vocais e é por isso que, levados pelo instinto de imitação, chegam à linguagem e aos gestos dos homens, como é o caso de algumas aves e dos símios.

Apesar de não desfrutarem do livre-arbítrio, os animais não são simples máquinas; têm liberdade de ação, embora limitada e restrita aos atos da vida material, pois possuem uma inteligência igualmente limitada, que os possibilita para tal. No entanto, se possuem uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, é porque há neles um princípio independente da matéria, e que sobrevive ao corpo a tal princípio pode-se didaticamente chamar de "alma", mas é inferior à do homem. Há entre a "alma" dos animais e a do homem distância quanto entre a alma do homem e Deus (LE, perg 597a).

Posto que os animais não possuem "alma" propriamente dita, mas um princípio espiritual, após a morte conservam sua individualidade, mas não a consciência de si mesmos, uma vez que a vida inteligente permanece em estado latente. Ficam numa espécie de erraticidade, pois não estão mais unidos à matéria, mas nem por isso são Espíritos errantes. Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade (LE,perg. 600).

Os animais também acompanham a lei do progresso e nos mundos superiores suas possibilidades são bem desenvolvidas, embora permanecendo sempre inferiores e submetidos aos homens; toda evolução, inclusive a animal, decorre em função da ordem natural das coisas. Mas, mesmo nestes mundos e por não possuírem livre-arbítrio, não passam pelo processo expiatório e ignoram a existência de Deus.

A inteligência do homem e a dos animais, portanto, procede de um mesmo princípio inteligente imanente nos reinos da natureza; mas o reino animal é a última etapa em que este princípio estagia em busca da sua individualização plena e responsável, pois o despertar da sua consciência, já no reino hominal, lhe trará a condição de Espírito perfectível.

O HOMEM: Ao adentrar o reino hominal, o princípio inteligente, trazendo consigo todo o acervo de experiências multimilenares conquistadas nos reinos da natureza, adquire o domínio da razão e a consciência de si mesmo, que é principal atributo do Espírito: não é mais "essência espiritual", mas Espírito com individualidade própria, discernimento, responsabilidade de seus atos, conhecimento do bem e do mal, conhecimento de Deus e de Suas leis. Para tanto, passa a sua primeira fase desenvolvimento no plano extra físico e, em seguida, numa série de existências que precedem o período chamado Humanidade.

A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores (LE, perg. 607b), o que, no entanto, não constitui regra absoluta; excepcionalmente pode acontecer que um Espírito desde o seu início esteja apto a viver na Terra. Nesta fase, o estado da alma do homem corresponde ao estado da infância na vida corporal; sua inteligência está apenas desabrochando e ensaiando para a vida.

Muitos estudiosos classificam o gênero humano como sendo um animal racional e social. Mas, segundo a Doutrina Espírita, afirmar que o homem é um animal, embora superior, é tão incorreto quanto dizer que o animal é um homem. Seu corpo se destrói como o dos animais, isto é, certo, mas o seu Espírito tem um destino que só ele pode compreender, porque só ele é completamente livre (LE, perg. 592); o que torna o homem superior ao animal são os atributos intelectuais e morais e a intuição da existência de Deus, gravada em sua consciência.

Após a morte, o Espírito não pode lembrar-se de suas existências anteriores ao período de humanidade, porquanto ainda não havia começado a vida de Espírito;... É mesmo difícil que se lembre de suas primeiras existências como homem, exatamente como o homem não se lembra dos primeiros tempos de sua infância, e ainda menos do tempo que passou no ventre materno (LE,perg. 608) O homem, tendo tudo o que existe nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, ilimitada, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extra materiais e o conhecimento de Deus (LE, perg. 585).

Do ponto de vista de reino animal o homem não é um ser à parte, porque nada na natureza se faz por transição brusca; há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia dos seres (LE, perg. 609). Mas, o homem é de fato um ser à parte, porque tem faculdades que o distinguem de todos os outros e tem outro destino. A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que O PODEM CONHECER (LE,perg. 610).

III - METEMPSICOSE:

METEMPSICOSE: é a teoria da transmigração da alma de um corpo para outro, inclusive em animais, aceita por muitos povos da Antiguidade, principalmente a Índia e o Egito. Foi também introduzida na Grécia Antiga por Pitágoras. Constitui-se num dos fundamentos da religião bramânica.

Numa análise superficial, poder-se-ia entender que a tese da Doutrina Espírita relativa à origem do princípio inteligente, que estagia nos três reinos da natureza para aflorar suas potencialidades no reino hominal, seria a consagração da teoria da metempsicose. Os Espíritos, no entanto, explicam: - Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram?

No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entra no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a "alma" dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal do corpo, as paixões que nascem da influência do corpo e o instinto de conservação inerente à matéria. Não se pode dizer, portanto, que tal homem é a encarnação do Espírito de tal animal, e, por conseguinte a metempsicose tal como a entendem, não é exata (LE, perg. 611).

Portanto, o Espírito após entrar no período da humanidade, jamais poderá retroceder voltando a encarnar no corpo de animais; isto seria confirmar a absurda teoria da metempsicose. O princípio da reencarnação, um dos postulados básicos do Espiritismo, alicerça-se na marcha ascendente da natureza e na progressão do homem, dentro de sua própria espécie.

QUESTIONÁRIO:

1 - Como se caracterizam os Reinos Mineral e Vegetal?

2 - Do ponto de vista da inteligência, em que diferenciam-se os Reinos Hominal e Animal?

3 - Após a morte, o princípio inteligente dos animais conserva a sua individualidade e a consciência de si mesmo? Comente.

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

22ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

RECONHECE-SE O CRISTÃO PELAS SUAS OBRAS

"Nem todos os que me dizem: Senhor ! Senhor ! entrarão no Reino dos Céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus". (Mt 7:21).

Não basta apelar para Jesus, exclamando Senhor ! Senhor ! quando não se seguem os preceitos por ele ensinados. De nada adianta implorar a ajuda de Deus, se não se busca melhorar e superar a si mesmo, se não se torna mais caridoso, nem mais indulgente com os semelhantes. Não são cristãos verdadeiros aqueles que apenas se comprazem em atos exteriores de devoção, ou que se encastelam nas muralhas do egoísmo, do orgulho, da cupidez e de outras paixões degradantes, ou que não fazem nada por ninguém.

Quando Jesus recomenda edificar a casa sobre a rocha, refere-se à necessidade de ter uma diretriz segura no desenvolvimento da vida, ou seja, vivenciar o bem, o amor ao próximo no pensamento e na ação. Aquele que possui uma fé consolidada pela Razão e inspirada no amor não pode ser inoperante. Por outro lado, o indivíduo invigilante, vacilante, que toma conhecimento dos ensinamentos evangélicos, mas que vive fechado em si mesmo, esse construiu a sua casa sobre a areia movediça, e qualquer tribulação terrena a faz esmorecer.

Esse é um cristão apenas de nome, mas que não vive em si mesmo a essência dos ensinamentos de Jesus, pois não despertou para a alegria da interioridade e do dar de si.

Cristão não é um rótulo, mas uma vivência. O Evangelho não é para ser lido e guardado na estante; ele tem que ser vivido, aplicado em toda a vida de relação. Para se tornar um cristão digno de ser chamado como tal é imprescindível revelar-se pelas suas obras, em qualquer circunstância da vida.

Cristão, na verdadeira acepção da palavra, não é somente aquele que guarda os ensinamentos de Jesus nas expressões mais sinceras de seu coração, que se torna dócil, compreensível, misericordioso, mas aquele que também busca motivos edificantes que realmente ergam o reino da interioridade sobre alicerces que o sustentem. De nada adianta viver uma vida de contemplação, ou passar o dia rezando, se não dinamizarmos o nosso interior na alegria de dar de si com amor ao próximo.

Os Espíritos, em sua essência divina, não foram criados para permanecer em repouso, mas para dinamizar suas potências no trabalho, no exercício da caridade, sendo agentes e transformadores do meio em que vivem. A fé verdadeira é dinâmica, e não estática. 

Quando Jesus afirma que reconhece-se uma boa árvore pelos seus frutos (Mt, 7:20), é indispensável questionar quais os frutos que produzimos, e se beneficiam de fato nossos irmãos. As diversas encarnações representam oportunidades vastíssimas para a prática do bem, cabe a nós gerarmos os frutos e transubstanciá-los em natureza divina.

QUESTIONÁRIO:

C - RECONHECE-SE O CRISTÃO PELAS SUAS OBRAS:

1 - Basta clamar Senhor! Senhor! para ser reconhecido como cristão?

2 - A fé verdadeira é dinâmica e não estática. Comente.

3 - Comente a citação evangélica. "Reconhece-se uma boa árvore pelos seus frutos".

Fonte da imagem: Internet Google.
 

terça-feira, 22 de novembro de 2022

22ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS

OCUPAÇÕES: Todos os Espíritos de certa forma contribuem para a harmonia do Universo. É assim que também a vida espírita é uma ocupação contínua, mas nada tem de penosa como a da Terra, pois não está sujeita à fadiga corpórea nem às angústias da necessidade (LE. perg.558).

Todos os Espíritos têm deveres definidos a cumprir, inclusive os inferiores que têm um papel útil no Universo. Possuem atributos especiais de conformidade com a bagagem evolutiva; todos devem, assim, percorrer os diferentes graus da escala para se aperfeiçoarem. 

O mesmo raciocínio que leva o médico, o advogado, o engenheiro, o dentista, o marceneiro, etc.. a buscar elementos básicos de conhecimento para o melhor exercício da função escolhida, é válido também em relação às tarefas espirituais.

ESPÍRITOS EVOLUÍDOS: Os Espíritos de maior evolução, que já atingiram a perfeição espiritual, não ficam na ociosidade, o que seria para eles um verdadeiro suplício. Suas ocupações consistem em, ao vivenciar em si mesmos as leis de Deus, transmiti-las por todo o Universo e velar por sua execução. Eles são encarregados de dirigir, nos diversos setores evolutivos do gênero humano, tarefas específicas que objetivam contribuir para o trabalho-tarefa grandioso de impulsionar o progresso.

Através desses bons Espíritos, são executadas as tarefas necessárias à recuperação da humanidade e do planeta, para que tudo esteja dentro das leis sábias do Criador. As ocupações dos Espíritos são incessantes, se entendermos que o seu pensamento está sempre em atividade, pois eles vivem pelo pensamento. Mas é necessário não equiparar as ocupações dos Espíritos com as ocupações materiais dos homens. Sua atividade é um gozo pela consciência que eles têm de ser úteis (LE, perg. 563).

ESPÍRITOS INFERIORES: No caso dos Espíritos inferiores, esses também têm ocupações apropriadas à sua natureza. E se alguns optam pela ociosidade, expiarão sua inutilidade, mas esse estado é temporário e subordinado ao desenvolvimento de sua inteligência. 

Certamente que os há, como entre os homens, vivendo apenas para si mesmos; mas essa ociosidade lhes pesa e cedo ou tarde o desejo de progredir lhes faz sentir a necessidade de atividade, e são então felizes de poderem tornar-se úteis (LE, perg. 546).

A Doutrina Espírita ensina que a morte do corpo não santifica ninguém. Cada um continua no plano espiritual exatamente aquilo que é, com suas qualidades e defeitos, ignorantes ou sábios.

ESPÍRITOS MISSIONÁRIOS: Amar e servir são as diretrizes do Espírito que anseia alçar voo para à perfeição. Dividindo a felicidade com outros, o Espírito que se compraz em servir a Deus vivencia uma alegria e um bem-estar indefinível. É assim que muitos Espíritos têm missões a cumprir, as quais realizam-se tanto no plano espiritual quanto no plano material. No caso dos Espíritos encarnados, estes podem servir de instrumento a um Espírito para executar uma coisa útil, por exemplo, um Espírito julga que seria bom escrever um livro, que ele escreveria se estivesse encarnado; procura o escritor mais apto a compreender o seu pensamento e a executá-lo; dá-lhe então a ideia e o dirige na execução (LE,perg. 577). É assim que os Espíritos têm tarefas variadíssimas, alguns têm missões mais singelas ou locais, e sempre evoluem quando cumprem seu trabalho.

No entanto, a missão nunca lhes é imposta, mas escolhem-na e sentem-se felizes em poder executá-la. Um homem é reconhecido como tendo uma missão real, mais do que uma simples tarefa, pelas grandes coisas que realiza, pelo progresso a que conduz seus semelhantes. Sem dúvida, grande exemplo de missionário é Francisco Cândido Xavier, Dr. Bezerra de Menezes, Allan Kardec e tantos outros que desempenharam tarefas fulgurantes na face da Terra.

QUESTIONÁRIO:

B - OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS:

1 - Todos os Espíritos trabalham pela harmonia do Universo?

2 - Quais as ocupações dos Espíritos evoluídos?

3 - Como se caracterizam os Espíritos missionários?

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

22ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

OS ESPÍRITOS DURANTE OS COMBATES - PACTOS - PODER OCULTO - TALISMÃS - FEITICEIROS - BÊNÇÃOS E MALDIÇÃO

Intervenção dos Espíritos no Mundo Corpóreo

OS ESPÍRITOS DURANTE OS COMBATES: Nas guerras, acontece de também os Espíritos tomam partido. É assim que os antigos nos representavam os deuses tomando partido por este ou aquele povo. Esses deuses nada mais eram que os Espíritos representados por figuras alegóricas (LE, 541). Ora, existem aqueles que são bons e apoiam o lado da justiça, ao passo que os maus, os que alimentam sentimentos inferiores, comprazem-se em participar da discórdia e da destruição.

Com relação aos soldados que morrem durante os combates, acontece o mesmo que em todos os casos de morte violenta, ou seja, ficam surpreendidos e como que atordoados, não acreditando estarem mortos; parece-lhe ainda tomar parte na ação. Não é senão pouco a pouco que compreendem a realidade. Conforme tenham sentimentos mais ou menos elevados, alguns passam ainda a odiar os seus inimigos e persegui-los. Outros, com mais serenidade, veem que não há fundamento para a animosidade e abandonam o campo de luta.

Entretanto, muitos guardam vestígios mais ou menos fortes, conforme o seu caráter, mantendo interesse pelo desfecho das lutas. Deve-se, entretanto, observar que são raras as mortes instantâneas. Na maioria dos casos, os Espíritos, cujos corpos tenham sido mortalmente feridos, não têm consciência imediata do fato.

PACTOS: Não existem, verdadeiramente, pactos, pois estes consistem em se dar algo, obtendo determinada coisa em troca. O que existe, de fato, são pessoas de má natureza, que se simpatizam com Espíritos inferiores. Na verdade, pode acontecer de uma pessoa que não se simpatiza com o vizinho e deseja prejudicá-lo, chamar por Espíritos Inferiores, os quais identificam-se com ela pelo desejo de praticar o mal. No entanto, isto não significa que o vizinho não possa livrar-se deles por meio de bons pensamentos, de preces e de uma vontade resoluta.

Por outro lado, aquele que assim pediu auxílio aos Espíritos inferiores fica, então, obrigado a servir, pois estes também necessitam dele para o mal que queiram fazer.

A dependência em que o homem se encontra, algumas vezes, dos Espíritos inferiores, provém da sua entrega aos maus pensamentos que eles lhe sugerem, e não de qualquer espécie de estipulações feitas entre eles. O pacto, no sentido comum atribuído a essa palavra, é uma alegoria que figura uma natureza má simpatizando com Espíritos malfazejos (LE, 549).

No tocante às lendas fantásticas de pessoas que teriam vendido a alma aos chamados demônios para obterem determinados favores, inclusive a posse de riquezas terrenas, cumpre esclarecer que essas fábulas, como todas as fábulas, encerram um ensinamento. Aqueles que entram em contato com essas entidades trevosas, para obterem riquezas ou outros benefícios, ficam na dependência desses Espíritos inferiores, e estarão se rebelando contra a Providência Divina, insurgindo, portanto, contra as provas que escolheram e que cumpre suportar neste mundo.

PODER OCULTO: A crença de que alguém possa ser dotado de poderes mágicos deve ser excluída da mente de pessoas sensatas. Somente aqueles que são supersticiosos, ou ignorantes das leis da natureza, podem admitir a existência de criaturas com poderes sobrenaturais. Tais poderes, portanto, referem-se simplesmente à ação natural dos fluidos magnéticos, cuja intensidade varia não só de indivíduo para indivíduo, mas principalmente da condição moral de cada um. Na realidade, algumas pessoas têm um poder magnético muito grande, do qual podem fazer mau uso, se o seu próprio Espírito for mau. Nesse caso poderão ser secundadas por maus Espíritos (LE, perg. 552).

TALISMÃS: Os fatos narrados como prova da existência de poderes são naturais, geralmente mal compreendidos. Ninguém possui fórmulas e práticas, mediante as quais possa dispor-se do concurso dos Espíritos. Todas as fórmulas são charlatanice; não há nenhuma palavra sacramental, nenhum signo cabalístico, nenhum talismã que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porque eles são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais (LE, perg. 553).

No entanto, aquele que, com ou sem razão, confia naquilo a que se chama poder de um talismã, pode, por essa mesma confiança, atrair um Espírito, porque então é o pensamento que age: o talismã é um signo que ajuda a dirigir o pensamento (LE, perg. 544). Neste caso, a natureza do Espirito atraído depende da pureza da intenção e da elevação de pensamentos.

No entanto, qualquer que seja o caso, esse tipo de crença indica estreiteza de ideias, que podem dar azo a Espíritos imperfeitos e zombeteiros.

FEITICEIROS: Feiticeiros são pessoas que desfrutam de certas faculdades, tal qual a força magnética ou a dupla vista. Fazendo coisas incompreensíveis ao vulgo, essas pessoas são tidas como portadora de um poder sobrenatural. Muitos sábios e grandes vultos da história foram tidos como feiticeiros aos olhos dos menos favorecidos, como é o caso de Joana D'Arc.

O Espiritismo e o magnetismo nos dão a chave de uma infinidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu muitas fábulas, em que os fatos são exagerados pela imaginação. O conhecimento esclarecido dessas duas ciências, que se resumem numa só, mostrando a realidade das coisas e sua verdadeira causa, é o melhor preservativo contra as ideias supersticiosas, porque revela o que é impossível, o que está nas leis da natureza e o que não passa de crença ridícula (LE, perg. 555).

BÊNÇÃO E MALDIÇÃO: Jamais a maldição pode atingir alguém, se este não merece. Como temos as tendências opostas do bem e do mal, pode nesses casos haver uma influência momentânea, sobre a matéria, mas essa influência nunca se verifica se não se lhe oferecer sintonia. Mais frequentemente se maldizem os maus e bendizem os bons. No entanto, a bênção e a maldição não podem jamais desviar a Providência da senda da justiça; esta não fere o amaldiçoado se ele não for mau, e sua proteção não cobre aquele que não a mereça (LE, perg. 557).

QUESTIONÁRIO:

A - OS ESPÍRITOS DURANTE OS COMBATES - PACTOS - PODER OCULTO - TALISMÃS - FEITICEIROS - BÊNÇÃOS E MALDIÇÃO

1 - Existem "pactos" para a Doutrina Espírita?

2 - Como explicar o chamado "poder oculto"?

3 - Pode o suposto poder de um talismã atrair um Espírito?

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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

21ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

MISSÃO DOS ESPÍRITAS

Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos, porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos (Matheus 20:16, 19:30; Marcos 10:31; Lucas 13:30). 
No século passado, após ter vivido no mundo corpóreo como discípulo de Paulo de Tarso, Erasto, agora integrando a equipe do Espírito de Verdade, vem dar a seguinte comunicação: Não ouvis já se agitar a tempestade que deve assolar o Velho Mundo e tragar no nada a soma das iniquidades terrestres? A! bendizei o Senhor, vós que haveis posto vossa fé em sua soberana justiça e como novos apóstolos da crença revelada pelas vozes proféticas superiores, ides pregar o dogma novo da reencarnação e da elevação dos Espíritos, segundo tenham bem ou mal cumprido suas missões, e suportado suas provas terrestres (ESE, cap. XX, ítem ).

Esta mensagem prenuncia assim os novos fundamentos de uma doutrina dinâmica, antidogmática e progressista, profundamente alicerçada no Evangelho de Jesus Cristo, e em cuja estrutura estão contidas as leis da reencarnação e do progresso incessante dos Espíritos.

No dia de Pentecostes, logo após a crucificação de Jesus Cristo, os apóstolos reuniram-se a fim de traçar diretrizes para que não se apagasse o facho de luz por ele trazido ao mundo.

Sobre suas cabeças veio, como se fossem línguas de fogo, a chama viva de um idealismo puro, que fez com que neles desabrochasse a mediunidade comprobatória de que a mensagem do Cristo deveria ser levada a todos os povos, em todos os idiomas, num atestado eloquente de que a sua doutrina redentora tinha um cunho universal (Atos, 2:1-1).

Deste modo, o Espírito Erasto vem dizer que a centelha viva do mesmo idealismo está, como línguas de fogo, pairando sobre as cabeças dos verdadeiros espíritas, numa demonstração viva de serem eles os depositários de um legado sublime, qual seja o de levar a todos os quadrantes do mundo a Boa Nova do Espiritismo, doutrina do Cristianismo redivivo.

O Espiritismo encerra em sua estrutura o potencial necessário para conduzir a Humanidade à suas relevantes aspirações, ele não foi revelado com o escopo de suplantar ou destruir as demais religiões, mas com a finalidade superior de ajudá-las no propósito comum de comprovar a imortalidade da alma e de enfrentar uma luta sistemática contra as investiduras do materialismo desintegrador.

Os espíritas devem estar alertas sobre os percalços que encontrarão no caminho, quando estiverem animados do propósito de divulgar os postulados do Espiritismo. Os obstáculos serão inúmeros, pois os sábios exigirão provas, os poderosos duvidarão, os reacionários combaterão as ideias renovadoras, e apenas aqueles a quem Jesus chamou de “pequeninos” aceitarão, decididamente, as palavras dos pregadores. Para se dedicar à tarefa muito grande de apregoar o Espiritismo, é imprescindível o desprendimento, o trabalho incessante e até o sacrifício de muitas comodidades que a vida oferece.

Os espíritas têm missão significativa e definida no mundo, o Espiritismo é a Terceira Revelação, ou o cumprimento da promessa de Jesus Cristo sobre o advento do Espírito de Verdade – o Consolador, cuja tarefa básica é restaurar as excelsitudes da doutrina cristã em toda sua pureza e magnitude.

A missão dos espíritas consiste em algo mais do que simplesmente tentar convencer os homens sobre a excelência dos princípios básicos do Espiritismo. Importa, ainda, em revelar Deus através do trabalho constante, desinteressado, sem outra finalidade senão o amor ao próximo, estes serão, realmente, os últimos, mas os escolhidos na seara do Senhor.

Cabe ainda aos espíritas libertar o homem do domínio das superstições e da fé cega, procurando abolir costumes e práticas divorciadas dos ensinamentos cristãos, tais como a idolatria, os rituais exteriores e a crença em dogmas absurdos. Aos espíritas compete propugnar para que a humanidade se liberte dos preconceitos pelo conhecimento da verdade, divulgando os ensinamentos evangélicos livres dos agregados exteriores que lhes foram introduzidos no decorrer de séculos de obscurantismo e de atraso moral e espiritual; apresentar um Cristo vivo, atuante, esplendoroso e vibrante, a fim de suplantar o Cristo inerte, amargurado e derrotado que tem sido apresentado à humanidade, resgatando assim a mensagem de amor que ele nos deixou.

Frente a tais responsabilidades, muitos dos que se dizem espíritas omitem-se do cumprimento de seus deveres cristãos, envolvidos apenas pelas questões materiais, tornando-se difícil distingui-los dos verdadeiros discípulos de Jesus. Mas, os que estão no bom caminho, trazem em si a marca luminosa de sua vivência evangélica, pois, vós os reconhecereis pelos princípios de verdadeira caridade que eles professarão e praticarão; vós os reconhecereis pelo número das aflições às quais eles terão levado consolações; vós os reconhecereis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; vós os reconhecereis, enfim, pelo triunfo dos seus princípios, porque Deus quer o triunfo da sua lei (ESE, cap. XX, item).

QUESTIONÁRIO:

C - MISSÃO DOS ESPÍRITAS:

1 - Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos. Comente

2 - Qual a verdadeira missão dos espíritas?

3 - Sob que aspecto poderíamos relacionar o dia de Pentecostes com a missão dos espíritas?

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terça-feira, 8 de novembro de 2022

21ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PRESSENTIMENTOS

O pressentimento é o conselho íntimo e oculto de um Espírito que vos deseja o bem, é também a intuição da escolha anterior; é a voz do instinto (LE, perg. 522). Cabe aqui salientar que por intuição entende-se a visão interior do próprio sujeito; por inspiração entendem-se pensamentos de terceiros que lhe são sugeridos.

Antes da encarnação, o Espírito tem conhecimento das fases principais pelas quais terá que passar, ou melhor, do gênero de provas ao qual se submeterá, quando estas provas ostentam caráter marcante, o Espírito encarnado conserva em seu íntimo uma espécie de impressão, que é a voz do instinto fazendo-se ouvir, quando se aproxima o instante de enfrentá-las ou sofrer, isto se chama pressentimento.

O Espírito protetor que assiste o encarnado, nos momentos mais importantes de sua vida adverte-o, para evitar que faça algo que lhe seja prejudicial. Essas advertências referem-se tanto a questões de natureza moral quanto às de natureza material, pois o Espírito Protetor objetiva sempre fazer com que tudo corra bem para que o homem possa vencer suas provas.

Quantas vezes o indivíduo lamenta não ter ouvido a voz da sua consciência, pois se o tivesse feito, sua situação seria bem diferente ou bem melhor; por isso é muito importante que se mantenha vigilante no tocante às inspirações que lhe são sugeridas pelo Espírito Protetor ou por Espíritos Simpáticos. Muitas vezes, quanto o homem não obedece à voz da consciência, os Espíritos protetores procuram influenciar outras pessoas de sua amizade, para que lhe deem conselhos salutares, de forma incisiva, objetivando sempre o seu bem.

QUESTIONÁRIO:

B - PRESSENTIMENTOS:

1 - O pressentimento é sempre uma advertência?

2 - Como o Espírito protetor procura evitar que seu protegido faça algo que lhe seja prejudicial?

3 - Como nos manter receptivos às inspirações que recebemos dos Espíritos protetores e familiares?

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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

21ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

AFEIÇÃO DOS ESPÍRITOS POR CERTAS PESSOAS - ANJOS DA GUARDA - ESPÍRITOS PROTETORES, FAMILIARES E SIMPÁTICOS

INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO

AFEIÇÃO DOS ESPÍRITOS POR CERTAS PESSOAS: Os Espíritos geralmente possuem afeição por determinadas pessoas. Os bons Espíritos simpatizam com os homens de bem ou suscetíveis de progredir; os Espíritos inferiores, com o homens viciosos ou que podem viciar-se; daí o seu apego, resultante da semelhança de sensações (LE, perg. 484).

Os bons Espíritos interessam-se pelos infortúnios dos homens e afligem-se pelo mal que estes experimentam. Geralmente compadecem-se de nossos sofrimentos tal como nos padecemos dos sofrimentos de um amigo, e reerguem nossa coragem. Entre esses Espíritos temos os anjos da guarda, Espíritos protetores, familiares e simpáticos.

ANJOS DA GUARDA - ESPÍRITOS PROTETORES: Em todos os tempos, os seres humanos pressentiram a permanente atuação desses Espíritos - os anjos da guarda, que então eram considerados supranormais, até que com o advento da Doutrina Espírita, tudo ficou esclarecido. Não se trata de seres à parte da criação, mas de entidades que assumem, como missão, o compromisso de nos assistir e velar por nós na existência terrena, aconselhando-nos sem afetar o nosso livre-arbítrio, guiando assim nossos passos. Eles sentem-se satisfeitos quando acatamos suas sugestões e repelimos o mal, e ficam sentidos quando preferimos dar guarida às sugestões de Espíritos inferiores.

Anjo da guarda, segundo a Doutrina Espírita, é o Espírito protetor de uma ordem elevada (LE, perg. 490), a missão do Espírito Protetor corresponde a de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida (LE, 491).

ESPÍRITOS FAMILIARES: Alguns Espíritos ligam-se a uma determinada família, cujos membros estão unidos pela afeição, passando então a ser Espíritos familiares. Eles têm afeição e se unem a essas pessoas por laços mais ou menos duráveis, com o fim de lhes serem úteis, dentro de suas limitações, são bons, porém, por vezes, pouco adiantados e só atuam por ordem ou permissão dos Espíritos Protetores.

ESPÍRITOS SIMPÁTICOS: São aqueles que se sentem atraídos para o nosso lado por afeições particulares e ainda por uma certa similitude de gostos e sentimentos, tanto para o bem como para o mal. De um modo geral, a duração de suas relações é quase sempre subordinada às circunstâncias, pela lei de sintonia vibratória ou pelas afinidades, eles continuam ligados àqueles que se fizeram credores de simpatias especiais. Tanto os Espíritos familiares como os simpáticos, ao longo das reencarnações criaram laços indissolúveis que os ligam de forma duradoura.

Os Espíritos, mesmo quando encarnados, sentem-se atraídos pela simpatia, independentemente dos laços consanguíneos, após se desvencilharem do corpo físico e voltados aos verdadeiros valores espirituais, estreitam ainda mais esses elos.

Todos os indivíduos deveriam procurar sentir a amiga e respeitável presença dos Espíritos Protetores, sem com isso desrespeitar o limite que existe entre eles, pois não lhes é permitido interferir nas atividades e decisões dos homens. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre regulada de maneira a vos deixar o livre-arbítrio, porque se não tivésseis responsabilidade não vos adiantaríeis na senda que vos deve conduzir a Deus (LE, perg. 501).

A interferência dos Espíritos nas dificuldades faria com que os indivíduos perdessem o fruto da experiência, que só adquirem quando aprendem a equacionar os problemas que surgem aos seus olhos, no âmbito do bem, após árdua luta. Mesmo em suas quedas, os Espíritos procuram levantá-los, não os deixando à mercê das dúvidas e inquietações. Induzem-nos ao roteiro da fé, para que tenham bom ânimo, para prosseguirem em sua jornada no caminho evolutivo, outorgando-lhes assim o mérito de depurar suas próprias dores.

QUESTIONÁRIO:

A - AFEIÇÃO DOS ESPÍRITOS POR CERTAS PESSOAS - ANJOS DA GUARDA - ESPÍRITOS PROTETORES - FAMILIARES E SIMPÁTICOS

1 - O que são anjos da guarda, segundo a Doutrina Espírita?

2 - O que se entende por Espíritos protetores, familiares e simpáticos?

3 - Os Espíritos protetores podem interferir em nosso livre-arbítrio? Desenvolva.

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terça-feira, 1 de novembro de 2022

20ª AULA PARTE C - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PAGAR O MAL COM O BEM

Tendes ouvido o que foi dito: “Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo”. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei o bem ao que vos odeia e orai pelos que vos perseguem e caluniam (Mateus 5:43-44; e Lucas, 6:27-28). Amar é mais abrangente do que sentir ternura.

Há um equívoco frequente quanto ao sentido da palavra amor. A emissão de um pensamento negativo gera uma corrente fluídica que causa penosa impressão.

O pensamento positivo envolve o ser num eflúvio agradável. É o que ocorre quando da aproximação de um inimigo, ou de um amigo. Assim, amar o inimigo parece uma recomendação, senão impossível, difícil de ser praticada, porque falsamente se supõe ter de dar a um e a outro o mesmo tratamento e o mesmo lugar no coração.

Amar os inimigos é não lhes ter ódio, nem rancor ou desejo de vingança. Muitos, embora não se mostrem positivamente inclinados à vingança perante o mal que recebem, demonstram atitudes de hostilidade indireta, como seja: o favor adiado, o fel da reprovação de permeio com o mel do elogio, o deliberado esquecimento quando se trata de honra ao mérito, ou a diminuição do entusiasmo na presença do serviço em favor da pessoa menos simpática.

Amar o desafeto é perdoar-lhe sem segunda intenção e incondicionalmente pelo mal que tenha feito. É abster-se, por atos e palavras, e até mesmo por pensamentos, de tudo o que possa prejudicá-lo. Ninguém está impossibilitado de proceder honestamente e apoiar os semelhantes com a força moral do bom exemplo.

Amar o inimigo é pagar-lhe em tudo, o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-lo. Aquele, para quem a vida se resume no presente, vê no seu inimigo uma criatura perniciosa a perturbar lhe o sossego, do qual sempre cumpre desvencilhar-se; perdoá-lo até mesmo lhe parece, em certos casos, uma fraqueza indigna. Contudo, para aquele que reconhece a vida além do véu, perdoar é, na verdade, uma demonstração de fortaleza, pois reconhece credores nos seus antagonistas.

Mais ainda, agradece à divina providência serem os inimigos os instrumentos para o seu burilamento. Não coloca, portanto, nenhum obstáculo à reconciliação; antes, busca ser generoso para mais engrandecer-se aos seus próprios olhos e, com isto, mais facilmente distanciar-se do seu inimigo. O homem que ocupa uma posição mais elevada, não se considera ofendido pelos insultos que partem dos seus inferiores. Assim ocorre com aquele que se eleva no mundo moral, colocando-se acima dos acontecimentos que o envolvem.

O Mestre, em se referindo aos seus algozes, dirigiu-se ao Pai, rogando: "Perdoai-lhes, Pai, pois eles não sabem o que fazem" (Lucas, 23:34). Portanto, o homem de alma nobre nivelar-se-ia aos seus adversários, se desse guarida ao ódio e ao rancor. É preciso, diante dos inimigos, preservar a própria serenidade, renunciar à presunção de viver sem adversários que, em verdade, funcionam sempre por fiscais e examinadores, e saber continuar aproveitando-lhes o concurso para a própria paz interior.

Amar os inimigos não é, pois, ter para com eles uma afeição que não está na Natureza, porque o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira bem diferente do de um amigo (ESE, cap. XII, item 3). O verbo amar significa estender-lhe a mão prestativa em caso de necessidade.

É procurar silenciar as rivalidades, preocupando-se antes em trazê-lo ao seu convívio fraternal.

O perdão é muito importante na vida de relação, e Jesus deu bastante ênfase à sua prática.

Certa vez, o apóstolo Pedro perguntou-lhe se era lícito perdoar ao seu irmão sete vezes, e o Mestre respondeu: Não sete vezes, mas setenta vezes sete (Mt, 18:22). O perdão não deve sofrer limitações; não deve ser dado por medida ou condicionalmente, mas ser amplo e irrestrito; por isso o Mestre respondeu ao apóstolo que não deveria perdoar ao seu irmão apenas sete vezes, e depois relegá-lo à própria sorte, impossibilitando qualquer sorte de entendimento.

QUESTIONÁRIO:

C - PAGAR O MAL COM O BEM:

1 - O que significa o verbo "amar" com relação aos inimigos?

2 - Como pagar o mal com o bem?

3 - Segundo Jesus, não se deve perdoar "só sete vezes, mas setenta vezes sete". Interprete.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

20ª AULA PARTE B - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

INFLUÊNCIA OCULTA DOS ESPÍRITOS SOBRE NOSSOS PENSAMENTOS E NOSSAS AÇÕES

A influência dos Espíritos sobre os pensamentos interferem nas decisões de muitas criaturas, tanto no sentido negativo como no positivo. A alma do encarnado é também um Espírito que pensa. 

Cumpre atentar para os pensamentos contraditórios que ocorrem sobre um mesmo assunto. Porém, grande é a dificuldade de diferenciar os pensamentos próprios dos que são sugeridos.

Os pensamentos próprios são, em geral, os que ocorrem no primeiro impulso (LE, perg. 461).

Se forem na direção do bem, ideias boas virão somar-se e fortalecê-los. Se ao contrário, forem na direção do mal, sugestões das sombras é que prevalecerão, avolumando-se lhes as consequências negativas; nisto consiste o "ORAI E VIGIAI" a que se referiu Jesus.

Periodicamente, Espíritos dotados de maior discernimento e inteligência encarnam com ideias próprias, trazendo descobertas científicas e mensagens evangélicas em benefício da humanidade. No entanto, quando eles não as encontram em si mesmos, apelam para a inspiração, o que em última análise é uma evocação que fazem sem o suspeitar (LE, perg.462).

Não é seguro afirmar que o primeiro impulso é sempre bom. Ele é bom ou mau, segundo a natureza do Espírito encarnado. É sempre bom para aquele que ouve as boas inspirações (LE, perg.463). Já no caso de Espíritos cuja influência é repelida pela vontade do encarnado, renunciam às suas tentativas, pois que nada mais têm a fazer ali.

O recurso infalível para se neutralizar a influência dos maus Espíritos é fazer o bem, colocar toda confiança em Deus, guardar-se de ouvir sugestões que possam dar guarida a maus pensamentos, que insuflam a discórdia e que excitam as paixões. É preciso desconfiar sempre de todos aqueles que exaltem o orgulho, porque as forças do mal se prevalecem das fraquezas humanas para exercer o seu domínio.

Quando alguém se sente atribulado por um estado de angústia ou de ansiedade indefinível, ou mesmo de uma insatisfação interior sem causa conhecida, quer no estado de vigília, quer durante o sono, frequentemente essa situação é consequência de contatos involuntários ou mesmo inconscientes com Espíritos imperfeitos, devido as circunstâncias criadas pelo próprio indivíduo.

A recomendação, portanto, é de ser criar quotidianamente hábitos sadios para que eles inspirem permanentemente reações de paz, tranquilidade, ponderação, segurança e amor. Eis por que, em todas as circunstâncias, é imprescindível reconhecer o valor da prece e da conversação edificante, para se ter a influência de bons Espíritos.

QUESTIONÁRIO:

B - INFLUÊNCIA OCULTA DOS ESPÍRITOS SOBRE NOSSOS PENSAMENTOS E NOSSAS AÇÕES:

1 - Os Espíritos imperfeitos são os instrumentos destinados a experimentar a fé e a constância dos homens no Bem?

2 - Quais os recursos para se neutralizar a influência dos maus Espíritos?

3 - O que significa o "orai e vigiai"?

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terça-feira, 25 de outubro de 2022

20ª AULA PARTE A - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PENETRAÇÃO DO NOSSO PENSAMENTO PELOS ESPÍRITOS

Intervenção dos Espíritos no Mundo Corpóreo

Um pensador famoso já alertava que "uma falta jamais seria cometida, se o faltoso soubesse estar sendo observado pela pessoa que mais respeitasse". Ninguém melhor que o espírita consciente para conhecer esta profunda verdade, já que os Espíritos a tudo observam por estarem permanentemente em todo derredor. E não se trata de um só ou dois. São inúmeros os Espíritos que acompanham o quotidiano dos homens; uma quantidade que se assemelha à multidão das mais movimentadas ruas de uma cidade.

Qual acontece com o indivíduo quando percorre uma via pública, eles, os Espíritos, só se sentem atraídos por aquilo que lhes interessa. 

Quando o homem transita na multidão, tem sua atenção voltada somente para certos aspectos, como por exemplo, as instruções do guarda de trânsito, os vendedores ambulantes, um rosto preocupado, uma pessoa bem vestida, outra maltrapilha, os sinais do semáforo, os luminosos ou as vitrines.

O mesmo ocorre com os Espíritos: apesar das centenas que se agrupam, não vê cada um senão aquelas coisas a que dirige sua atenção, porque eles não se ocupam das que não lhes interessam (LE, perg. 456). 

Há, porém, uma diferença entre o homem na via pública, e os Espíritos no quotidiano: é que o homem, como encarnado, só observa o que está ao seu alcance da vista; não consegue penetrar no íntimo das criaturas; os Espíritos, entretanto, podem penetrar fundo nos pensamentos, por mais secretos que sejam.

Conhecem, muitas vezes, aquilo que o homem deseja ocultar a si mesmo. Nem atos, nem pensamentos podem ser dissimulados para eles (LE, perg. 457), não adianta tentar mentir ou dissimular fraquezas e intenções. A linguagem dos Espíritos é o pensamento: basta que se emita um pensamento para que ele alcance um Espírito afim ao pensamento emitido.

Os Espíritos levianos juntam-se às ilusões dos encarnados e preparam-lhes verdadeiras armadilhas; isso os leva a divertirem-se às custas dos menos avisados. Já Espíritos sérios, tais como os protetores e amigos, preocupam-se com a segurança dos que lhes são caros lamentam suas trapalhadas e o mau uso do livre-arbítrio, e por isso procuram sempre auxiliá-los.

QUESTIONÁRIO:

A - PENETRAÇÃO DO NOSSO PENSAMENTO PELOS ESPÍRITOS:

1 - Os Espíritos veem tudo o que fazemos?

2 - Qual a influência dos Espíritos levianos e dos Espíritos sérios sobre nossos pensamentos?

3 - Os Espíritos conhecem muitas vezes aquilo que o homem deseja ocultar a si mesmo? Comente.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2022

19ª AULA PARTE C - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

OS INIMIGOS DESENCARNADOS

Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso (Lucas, 6:36). Em épocas imemoriais, ofereciam-se sacrifícios aos deuses a fim de apaziguá-los. Tais deuses, contudo, nada mais eram que Espíritos infelizes, ainda extremamente ligados a interesses materiais. Doutrinas mais evoluídas, posteriormente, deram-lhes outros nomes, porém, na essência, tudo continuou a mesma coisa. O bom senso que caracteriza o Espiritismo não aprova a existência de entidades voltadas inexoravelmente para o mal, porquanto isto seria a negação peremptória da infinita misericórdia de Deus.

Esses seres nada mais são do que as almas dos homens que por ainda não se terem despojado das tendências malévolas, persistem na prática do mal. Ao invés de sacrifícios materiais para apaziguar essas entidades, o que se deve fazer é renunciar à intransigência humana que teima em considerá-los irreversíveis gênios das sombras e, indulgentemente, aplicar-lhes a lei da caridade e do perdão, porque, só assim, pelo exemplo, é que os homens podem enternecer essas almas rebeldes com sucesso, predispondo-as à prática do bem e redirecionando-as à senda que leva à reforma íntima.

Com este procedimento, o preceito cristão "amai os vossos inimigos", passa a ter um sentido mais amplo, traduzido em efetivos sentimentos de solidariedade e de fraternidade, extrapolando o âmbito acanhado em que tem sido compreendido e aplicado o refrão evangélico segundo o qual "o amor cobre a multidão de pecados". A maldade não é um estado permanente do homem, mas ocorre devido a uma imperfeição passageira, que será corrigida em tempo oportuno, quando então o homem mau se transmudará no homem bom.

Como tudo o que existe no Universo foi criado por Deus, o mesmo acontece com esses Espíritos que alimentam tendências maléficas. Eles também são filhos de Deus, os quais estão desviados do caminho reto; mas não podem permanecer indefinidamente no estado de maldade, pois a lei da evolução, que se manifesta sob a forma de dor e expiação, levá-los-á infalivelmente à redenção espiritual, quando então serão transformados em criaturas propensas à prática do bem.

Pode-se, pois, ter inimigos entre os encarnados e entre os desencarnados; os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e pelas subjugações, das quais tantas pessoas são alvo, e que são uma variedade das provas da vida; essas provas, como as outras, ajudam ao adiantamento e devem ser aceitas com resignação, e como consequência da natureza inferior do globo terrestre; se não houvesse homens maus na Terra, não haverá Espíritos maus ao redor dela. Se, pois, deve-se ter indulgência e benevolência para com os inimigos encarnados, devemos tê-los igualmente para com aqueles que estão desencarnados.

Não havendo perdão irrestrito, o Espírito daquele que é o inimigo do encarnado, ao passar para o mundo espiritual, continuará a ter sentimentos de rancor e de vingança, atuando sobre a vida do encarnado e mesmo causando-lhe sérias perturbações. Igualmente, no caso de o homem desencarnar sem que tenha havido reconciliação, ele continuará também a manter essa animosidade no plano espiritual.

Foi por este motivo que Jesus recomendou a reconciliação com o adversário, enquanto "estiver a caminho com ele", isto é, enquanto estiverem juntos encarnados, pois sem isso, muito mais problemática será a reconciliação futura, quando os desafetos estiverem em planos diferentes.

Nos textos evangélicos são encontrados múltiplos exemplos de vinganças espirituais, a se manifestarem sob a forma de obsessão, como no caso do possesso gadareno em Marcos 5:1-20, o do jovem lunático (Lucas 9:37-43), o da filha da mulher cananéia (Marcos, 7:24-30), do possesso de Cafarnaum (Lucas, 4:33-36) o assédio dos setes Espíritos endemoniados sobre Maria Madalena (Lucas, 8:2), e ainda o da mulher que vivia curvada há dezoito anos por influência de Espíritos maus (Lucas, 13:10-17).

Os inimigos desencarnados têm agido no decorrer de todos os tempos, sob as mais variadas formas. Algumas vezes agem por vingança, outras, pelo simples prazer de praticar o mal; entretanto, todos aqueles que no plano físico trabalham em favor do esclarecimento da Humanidade encontram também inimigos desencarnados gratuitos, entre os que têm interesse em manter o gênero humano retardado nas trevas da ignorância. Os mensageiros que Deus que são enviados ao mundo material com a missão de iluminar o roteiro dos homens, têm sofrido o impacto direto da ação desses infelizes Espíritos das sombras.

Nem o próprio Mestre escapou à tentação: certa vez, o apóstolo Pedro tentava persuadi-lo a não ir a Jerusalém, porque Jesus começou a manifestar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém padecer muitas coisas dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Pedro tomando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Deus tal não permita, Senhor; não te sucederá isto. Jesus voltando-se para Pedro disse-lhe: "Afasta-te de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens" (Mateus, 16:21-23).

Igualmente Paulo de Tarso, o grande baluarte da fé, na II Epístola aos Coríntios também afirma que um mensageiro de Satanás foi posto a seu lado, como um espinho em sua carne, tendo ele orado a Jesus três vezes, para que dele fosse afastado aquele Espírito trevoso (II cor. 12:7-8). Aqui cumpre elucidar que Satanás é uma figura simbólica, porquanto não pode sobre-existir qualquer força perene que se contraponha à vontade de Deus. Trata-se de um vocábulo a que à falta de outro mais autêntico, antigas doutrinas recorriam apenas para facilitar e generalizar a personificação das forças do mal.

QUESTIONÁRIO:

C - OS INIMIGOS DESENCARNADOS

1 - O Espiritismo não aceita a teoria de entidades eternamente para a prática do mal. Desenvolva.

2 - Como apaziguar as entidades voltadas para o mal.?

3 - Jesus recomendou a reconciliação com os inimigos, enquanto estivermos com eles a caminho. Por quê?

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terça-feira, 18 de outubro de 2022

19ª AULA PARTE B - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

VISITAS ESPÍRITAS ENTRE VIVOS - TRANSMISSÃO OCULTA DO PENSAMENTO

VISITAS ESPÍRITAS ENTRE VIVOS: O Espírito, durante o sono, recobra em parte a sua liberdade, ou seja, ele se afasta do corpo. A faculdade que a alma possui de emancipar-se e de desprender-se do corpo durante a vida física, pode dar lugar a fenômenos análogos aos que os Espíritos desencarnados produzem. Enquanto o corpo acha-se mergulhado em sono, ou mesmo em estado de vigília, o Espírito, transportando-se a diversos lugares, pode tornar-se visível e aparecer a outras pessoas.

Do princípio de emancipação da alma durante o sono parece resultar que temos, simultaneamente, duas existências: a do corpo, que nos dá a vida de relação exterior, e a da alma, que nos dá a vida de relação oculta. (LE, perg. 413). No entanto, no estado de emancipação, a vida do corpo cede lugar à da alma, mas não existem, propriamente falando, duas existências; são antes duas fases da mesma existência, porque o homem não vive de maneira dupla (LE, perg. 413).

O perispírito, tanto do encarnado quando do desencarnado, é sempre um envoltório semimaterial, o qual, se visível, tem uma aparência tão idêntica à real, que se torna possível a muitas pessoas estar com a verdade quando dizem ter visto o encarnado, ao mesmo tempo, em dois pontos diversos. 

Através dos sonhos, o homem tem a oportunidade de encontrar-se com amigos e parentes. Os laços de amizade, antigos ou novos, reúnem assim, frequentemente, diversos Espíritos que se sentem felizes em se encontrar (LE, perg. 417).

Essas visitas são significativas, na medida em que fica, ao despertar, uma vaga intuição, que é origem de certas ideias que surgem espontaneamente.

TRANSMISSÃO OCULTA DO PENSAMENTO: Todo pensamento irradia as características do estado mental que o envolve - felizes ou menos felizes. Emitindo uma ideia, o homem passa a refletir as que se assemelham, mantendo-o em comunicação com todas as mentes que tenham o mesmo modo de pensar. Da mesma forma que os indivíduos influenciam, são também influenciados. Pelos desejos, pela fixação de seus interesses, emitem e captam certa ordem de ideias em regime de influência recíprocas. É nesse regime que, durante o sono, os Espíritos comunicam entre si suas ideias. Portanto, mesmo que a "mente" do homem não queira, o Espírito revela a outros o objeto das suas preocupações.

O Espírito não está encerrado no corpo como numa caixa: ele irradia em todo o seu redor; eis por que poderá comunicar-se com outros Espíritos, mesmo no estado de vigília, embora o faça mais dificilmente (LE, perg. 420).

Cada Espírito, segundo a Codificação, é uma unidade indivisível, que pode irradiar seus pensamentos para diversos pontos, sem que se fracione para tal efeito. É nessa transmissão oculta de pensamentos que alguns Espíritos têm, muitas vezes, as mesmas ideias, sem necessidade da exteriorização da linguagem falada; é assim que expressam-se na linguagem dos Espíritos.

QUESTIONÁRIO:

B - VISITAS ESPÍRITAS ENTRE OS VIVOS - TRANSMISSÃO OCULTA DO PENSAMENTO

1 - O que permite ao Espírito tornar-se visível durante o sono do corpo?

2 - Pode-se dizer que durante o sono a alma possui duas existências?

3 - Como se explica a origem de certas ideias que surgem espontaneamente?

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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

19ª AULA PARTE A - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

SONO E OS SONHOS

EMANCIPAÇÃO DA ALMA

O SONO: O sono, para o corpo físico, é comparável à morte, aparente e incompleta; e por isso diz-se comumente que o homem morre todos os dias. Não obstante estar ligado ao corpo durante toda a vida, o Espírito não está tão aprisionado a ponto de não poder desfrutar de uma liberdade relativa; quando o corpo dorme, surgem os sonhos, frestas amplas, através das quais se tem a visão de cenas da Espiritualidade.

O sono é uma função normal de defesa do organismo físico, pois é através dele que se recuperam as energias despendidas na vigília. O sono é, portanto, um fenômeno físico que, libertando parcialmente a alma do corpo, propicia o sonho. Na realidade, um terço de sua vida o homem passa dormindo. Durante o sono, o Espírito não fica em repouso; os liames que o unem ao corpo se afrouxam e o corpo não necessita do Espírito. Então ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos (LE, perg. 401).

Por efeito do sono, os seres encarnados e desencarnados podem, portanto, manter um contato; a isto pode-se chamar de emancipação da alma. Ficando o corpo inativo, o Espírito se desprende e passa a viver a vida espiritual, havendo, portanto, grande similitude com o estado em que estará de maneira permanente após a morte (LE, perg. 402).

No momento em que o Espírito se desprende do corpo, o laço fluídico que o prende à vida carnal alonga-se, acompanhando-o para onde for, pois esse laço somente se rompe definitivamente quando da extinção absoluta da atividade do corpo; ao passo que enquanto o corpo vive, o Espírito, a qualquer distância que esteja, retorna instantaneamente, sempre que a sua presença se fizer necessária. O sono é, portanto, o prelúdio do sonho, quando o Espírito emancipado vai procurar os que lhe são afins, tudo dependendo da sua superioridade ou inferioridade.

OS SONHOS: Deste modo, o sonho é a lembrança do que o Espírito vive durante o sono.

Nessas horas de libertação, o Espírito adquire mais consciência, podendo ter visões do passado e previsão de coisas que acontecerão no futuro, sendo-lhe viável um contato mais estreito com os Espíritos de ordem mais elevada, desde que ele tenha uma vida equilibrada e moralizada, como também com Espíritos menos puros, se se tratar de um indivíduo de maus instintos ou que vive mergulhado nas coisas deprimentes do mundo.

No entanto, não recordamos sempre dos sonhos, porque o corpo é de matéria pesada e grosseira e dificilmente conserva as impressões recebidas pelo Espírito, mesmo porque o Espirito não as percebeu pelos órgãos do corpo (Le, perg. 403). Pode-se classificar os sonhos em duas categorias distintas: sonhos do subconsciente e sonhos reais ou inteligentes.

SONHOS DO SUBCONSCIENTE: São reproduções de ideias e pensamentos, impressões que afetam a mente na vigília, fatos comuns da vida normal. Entram nessas espécies de sonho o temperamento imaginativo e seus recalques. O que caracteriza esses sonhos são os aspectos confusos e nebulosos, a falta de coerência e de nitidez. O Espírito vê aquilo que deseja, porque vai procurá-lo. É preciso não esquecer que, durante o sono, a alma está mais ou menos sob a influência da matéria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente de suas ideias terrenas, donde resulta que as preocupações do estado de vigília podem dar ao que se vê a aparência do que se deseja, ou do que se teme. (LE, perg. 405).

Portanto, este tipo de sonho tem origem no estado psicológico do homem, ao transpor para as imagens oníricas seus desejos reprimidos, suas preocupações e seus temores.

SONHOS REAIS OU INTELIGENTES: São reproduções daquilo que se vê, ouve e sente; o contato que se faz com pessoa ou coisa desses lugares; consiste em visões perfeitas, diretas e objetivas. Isto, naturalmente, para os Espíritos encarnados mais elevados. Para a grande maioria dos Espíritos que ainda não se desprendeu completamente das coisas materiais, prevalece a lei que rege o planeta, mantendo-se o véu da obscuridade.

É por isto que nem sempre o homem se lembra desses sonhos, pois que ainda tem a alma em desalinho e não lhe resta mais do que a lembrança da perturbação que acompanha e não lhe resta mais do que a lembrança do que o preocupa em estado de vigília. No entanto, quando esses sonhos são lembrados, revelam nitidez, clareza, lógica e colorido, características dos sonhos reais. Este fato pode acontecer com relação aos Espíritos encarnados mais elevados, que podem ter uma clarividência mais definida porque guardam na memória, ao voltarem, os acontecimentos verificados, quer digam respeito à existência presente ou às vidas passadas, ou ao que lhes vai suceder no futuro.

Para ilustração desses sonhos lúcidos, pode-se mencionar o sonho de Joana D'Arc, de Jacó e dos antigos profetas judeus; são lembranças da vida espiritual que a alma vê, inteiramente desprendida do corpo físico. Eles são verdadeiros no sentido de apresentarem imagens reais para o Espírito, mas que, frequentemente, não têm relação com o que se passa na vida corpórea. Muitas vezes, ainda, como já dissemos, são uma recordação. Podem ser, enfim, algumas vezes, um pressentimento do futuro, se Deus o permite, ou a visão do que se passa no momento em outro lugar, a que a alma se transporta (LE, perg. 404).

QUESTIONÁRIO:

A - O SONO E OS SONHOS

1 - O que acontece com o Espírito durante o sono do corpo?

2 - Por que nem sempre nos lembramos claramente dos sonhos?

3 - Estabeleça a distinção entre os sonhos do subconsciente e os sonhos reais?

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terça-feira, 11 de outubro de 2022

18ª AULA PARTE C - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

DEIXAI VIR A MIM OS PEQUENINOS

Então lhe apresentaram uns meninos para que os tocasse; mas os discípulos ameaçavam os que lho apresentavam. O que, vendo Jesus, levou-o muito a mal, e disse-lhes: "Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham. Em verdade vos digo que todo aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele." E abraçando-os, e pondo-os as mãos sobre eles, os abençoava (Marcos, 10:13-16)

Jesus tomou a infância como símbolo da pureza e da simplicidade; portanto, não havia em suas palavras a intenção de dizer que o Reino de Deus é apenas para as crianças, mas sim para todos aqueles que se lhes assemelham. Não poderia ser de outro modo, pois que o Espírito ao reencarnar traz consigo não só as qualidades conquistadas em vidas passadas, como também as imperfeições e as más tendências. A criança, no entanto, é sempre um exemplo vivo de pureza, e não foi outro o objetivo de Jesus ao tomá-la como paradigma para deixar à humanidade mais um ensinamento: somente os simples e humildes terão aceso aos planos mais sublimados da Espiritualidade, ou seja, o Reino de Deus.

A criança necessita de cuidados especiais, de carinho e desvelo maternos, cuja ternura aumenta ainda mais diante da fragilidade na infância. A criança deixaria de ter essa atenção e abnegação, se nela se revelassem nítidas manifestações do que foi em vida anterior. Tal quadro se agravaria ainda mais, se a mãe conhecesse seus antecedentes, pois, em muitos casos, pais e filhos são Espíritos antagônicos de vidas passadas.

O Espírito quando reencarna, entra num estado de perturbação e, paulatinamente, perde a consciência de si mesmo, esquecendo suas vidas passadas. Durante algum tempo ele permanece numa espécie de sono, conservando, no entanto, todas as suas faculdades em estado latente. Esse estágio transitório é necessário para que o Espírito tenha um novo ponto de partida, esquecendo tudo aquilo que possa representar obstáculo na nova existência corporal. Mas não deixa de sofrer uma reação do pretérito, conservando uma vaga intuição de toda a experiência adquirida. Após o nascimento, suas ideias retomam gradativamente o seu desenvolvimento, acompanhando o crescimento do corpo.

No período inicial da nova encarnação, o Espírito age realmente como criança, pois as ideias que marcarão seu caráter estão adormecidas. Por isto a criança é mais dócil nesta fase, tornando-se mais acessível às impressões que podem modificar sua condição evolutiva. Jesus tomou como exemplo de pureza e simplicidade a condição infantil, ao dizer venha a mim os pequeninos, não apenas nesta passagem evangélica, mas em muitas outras, conforme o relato do Evangelho de Mateus:

-Graças te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos (Mateus, 11:25).

-Assim também não é da vontade do Pai que estás nos Céus, que um destes pequeninos se perca (Mateus, 18:14).

-Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos não o fizestes, não o fizestes a mim (Mateus, 25:45).

Jesus cercou-se sempre de criaturas simples e humildes, pois sabia que somente estes estavam aptos a assimilar suas palavras e seguir seus ensinamentos. A sua mensagem imorredoura era essencialmente endereçada aos brandos, aos pacíficos, aos humildes, aos sofredores de todos os matizes, aos pequeninos entre os homens; por isso ele exultou-se quando viu que os pequeninos e não os sábios e entendidos assimilaram a revelação do Reino de Deus.

Desse modo, Jesus usou esta imagem da criança para ilustrar a bem-aventurança dos puros de coração. A simplicidade e a humildade são inerentes à pureza de espírito, excluindo qualquer laivo de egoísmo e de orgulho.

QUESTIONÁRIO:

C - DEIXAI VIR A MIM OS PEQUENINOS

1 - Qual a mensagem de Jesus ao referir-se aos "pequeninos"?

2 - Como age o Espírito, no período inicial de sua encarnação? Desenvolva

3 - Graças te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, que ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos (Mateus, 11:25) comente esta afirmação.

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