CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

4ª. AULA PARTE A - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO DOS ESPÍRITOS

Evolução

O Espiritismo é o Cristianismo redivivo, consequência direta da doutrina do Cristo. 

Define os laços que unem a alma ao corpo e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios da morte.

Sabemos que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idênticas aptidões para progredir, em função do seu livre-arbítrio.

Deus, a ninguém dispensou do trabalho, para progredir. 

Desde que toda a criação deriva da grande Lei da Unidade que rege o Universo e que todos os seres gravitam para a perfeição relativa (porque perfeição absoluta é Deus), não existem favorecidos em detrimento de outros, pois todos sofrem as consequências de suas próprias obras.

Os Espíritos adquirem conhecimento, passando pelas provas que Deus lhes impõe (L.E., 115).

Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação e assim permanecem (por sua culpa) distanciados da perfeição e da felicidade prometida.

À medida que os Espíritos avançam, compreendem o que os afasta da perfeição. 

Quando o Espírito conclui uma prova, adquire o conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrogradar.

Ao adquirir consciência de si mesmo, o seu livre-arbítrio vai se desenvolvendo.

A sabedoria de Deus se encontra na liberdade de escolha que concede a todos, porque assim cada um tem o mérito das suas obras.

Reencarnação

Desde tempos imemoriais, o homem possui o sentimento da imortalidade do Espírito.

Civilizações antigas que antecederam o advento do Cristo Planetário trazem-nos os ensinamentos referentes ao assunto. Há muito sabemos que todos nós somos Espíritos imortais.

Sabemos ser Elias uma encarnação anterior de João, o Batista, aquele que teve como tarefa reconhecer a Jesus, como enviado de Deus, para nos orientar e instruir. 

A lição de Nicodemos também é lembrada por todos nós. É necessário renascer de novo, Jesus lhe falou.

Raciocinemos juntos: como poderíamos encarar a justiça de Deus, observando ao nosso redor, homens simples, aparentemente bons, no maior sofrimento moral, com a miséria estampada nas faces?

Como encarar a Justiça Divina, ao tirar a vida de um recém-nascido, filho de pais boníssimos?

Existem Leis Imutáveis. As mesmas leis que governam os corpos celestes governam o nosso Planeta e todos nós. Justas, todas atuam em benefício de nosso crescimento para Ele, como Espíritos imortais, que somos.

Devemos aos Espíritos que nos trouxeram conhecimentos sob a égide do Espírito da Verdade, explanações de nosso mundo real, que é o mundo dos Espíritos e que esquecemos, quando aqui reencarnaríamos.

E por que esquecemos? 

Porque poderíamos nos tornar orgulhosos, envaidecidos ou, então, aborrecidos por nos reconhecermos inferiores, por praticarmos atos que nos envergonhariam se deles nos lembrássemos nesta existência.

Assim, temos por uma Lei de Ação e Reação, por nosso livre-arbítrio, pelo bem ou pelo mal que praticamos; existências mais ou menos felizes aqui neste Planeta.

Planeta este que é de Expiações e Provas. Isso significa que aqui não temos uma felicidade completa.

E onde se encontra a Felicidade? 

Encontra-se no coração daqueles que, fazendo o bom uso do livre-arbítrio, só praticam o bem. Daqueles que, conhecendo o Evangelho de Jesus, não só o leem como o praticam.

Sobrevivência do Espírito

Verificamos assim, que sem a preexistência da alma, a doutrina do pecado original seria não somente inconciliável com a justiça de Deus como tornaria todos os homens responsáveis pela falta de um só.

Com a preexistência, o homem traz ao renascer o gérmen das suas imperfeições e sofre a pena das suas próprias faltas e não a de outrem.

Da mesma maneira, ao progredir, o Espírito traz virtudes ou conhecimentos já adquiridos.

Estudando as propriedades dos fluidos e a ação deles sobre a matéria, o Espiritismo demonstrou a existência do Perispírito (envoltório inseparável da alma, é um dos elementos constitutivos do ser humano e durante a vida do corpo, serve de ligação entre este e a matéria, sendo o veículo de transmissão do pensamento).

É no perispírito que se registram, automaticamente, todos os estados da alma. 

Cada existência terrena deixa no perispírito a sua impressão.

Bibliografia: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos.

Questionário

1) Em que passagens do Evangelho, podemos ter a prova da reencarnação?

2) Como se dá a evolução do Espírito?

3) Qual a relação entre reencarnação e a Justiça Divina?
 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

3ª. AULA PARTE B - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

Os Espíritos

Os Espíritos não são, como vulgarmente se acredita, uma criação distinta das outras. São as almas das pessoas que viveram na terra ou em outros mundos, despojadas de seu envoltório corporal.

Quem admite a existência da alma, sobrevivendo ao corpo, igualmente admite a dos Espíritos.

Negar estes equivale a negar aquela. Comumente fazemos uma falsa ideia dos Espíritos.

Estes não são, como alguns pensam, seres imprecisos e indefinidos, nem chamas como as dos fogos-fátuos, nem fantasmas como os dos contos fantásticos.

São seres semelhantes a nós mesmos e que, como nós, têm um corpo: mas fluídico e invisível em estado normal.

Durante a vida, quando unida ao corpo, a alma tem um duplo envoltório. Pesado, grosseiro e destrutível: o corpo. 

O outro fluídico, leve e indestrutível: o perispírito.

Três coisas essenciais contam-se, pois, no homem:

1°) A alma ou Espírito, princípio inteligente onde residem o pensamento, a vontade e o senso moral.

2°) O corpo, envoltório material que coloca o Espírito em relação com o mundo exterior.

3°) O perispírito, envoltório leve, imponderável, que serve de laço intermediário entre o Espírito e o corpo.

O envoltório exterior sucumbe quando está gasto e já não pode realizar suas funções: o Espírito dele se liberta como o fruto se despoja da casca, a árvore da cortiça e a serpente da pele. 

Em outras palavras: como nos livramos de uma veste imprestável. 

A isto chamamos morte.

A morte é a simples destruição do envoltório material que a alma abandona, como a mariposa abandona a crisálida. 

A alma conserva, entretanto, seu corpo fluídico ou perispiritual.

A morte do corpo liberta o Espírito do envoltório que o prendia à Terra e lhe trazia sofrimentos.

Uma vez desembaraçado dessa carga, fica-lhe apenas o corpo etéreo, que lhe permite percorrer os espaços e franquear as distâncias com a rapidez do pensamento.

A união da alma, do perispírito e do corpo material, constitui o homem. 

Separados do corpo, a alma e o perispírito constituem o ser denominado Espírito.

Os Espíritos possuem todas as percepções que tinham na Terra, ainda mais requintadas, por isso que essas faculdades não estão embaraçadas pela matéria. 

Experimentam sensações que nos são desconhecidas, veem e ouvem coisas que nossos sentidos limitados não nos permitem ver nem ouvir.

Para eles não existem as trevas, salvo para aqueles cujo castigo consiste em viver nas sombras.

Todos os nossos pensamentos repercutem neles que os leem como num livro aberto.

De modo que aquilo que podemos ocultar a alguém, enquanto vivo, não mais poderemos, desde que volte ao estado de Espírito. (L.E., 237).

Encontram-se os Espíritos por toda parte. Estão entre nós, ao nosso lado, observando-nos incessantemente. Sua contínua presença entre nós, torna-os agentes de diversos fenômenos.

Desempenham um papel importante no mundo moral e, até certo ponto, no mundo físico.

Constituem, assim, uma das potências da natureza.

A partir do momento em que se admite a sobrevivência da alma ou do Espírito, é racional admitir a dos afetos, sem os quais as almas de nossos parentes e amigos ser-nos-iam arrebatadas para sempre.

Como os Espíritos podem ir a toda parte, é igualmente racional admitir que os que nos amaram durante a vida terrena nos amem depois da morte; que viviam ao nosso lado, que conosco desejem comunicar-se e que, para conseguir, empreguem os meios à sua disposição. 

Isto é confirmado pela experiência.

Realmente, a experiência prova que os Espíritos conservam os afetos sérios que tinham na Terra, que se alegram de estar ao lado dos que amaram, principalmente quando atraídos pelo pensamento e pelos sentimentos afetuosos que se conservam, ao passo que se mostram
indiferentes para com aqueles que lhes votam indiferença.

Bibliografia: KARDEC, Allan. “Noções elementares de Espiritismo”, “O que é o Espiritismo”. São Paulo, Lake.

Questionário

1) Como deve conduzir-se quem deseja instruir-se seriamente na Doutrina Espírita?

2) Quais os elementos essenciais materiais e espirituais que formam o homem?

3) Qual a diferença entre alma e Espírito?
 

quinta-feira, 22 de abril de 2021

3ª. AULA PARTE A - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

Noções Preliminares de Espiritismo

A) Noções práticas de espiritismo

B) Observações preliminares

1. É erro crer que a certos incrédulos basta presenciar um fenômeno extraordinário para se convencerem. Os que não admitem a existência da alma ou do Espírito, no homem, não podem admiti-la fora dele. 

Negando a causa, consequentemente negam o efeito.

Apresentam-se, pois, quase sempre, com ideias preconcebidas, com a deliberação prévia de negar tudo, o que se impede de realizar uma observação séria e imparcial. 

Fazem perguntas e levantam objeções impossíveis de contestação completa no primeiro momento, pois seria preciso dar a cada um deles um curso de Espiritismo, explanando todos os princípios.

O estudo prévio tem a vantagem de responder às objeções, que na maior parte se fundam na ignorância da causa dos fenômenos e das condições em que se produzem.

2. Os que desconhecem o Espiritismo imaginam que os fenômenos espíritas se produzem como as experiências de física e química. Daí a pretensão de submetê-los à sua vontade e a recusa de se colocarem em condições necessárias à observação.

Sem admitir em princípio a intervenção dos Espíritos, desconhecendo sua natureza e sua maneira de agir, procedem como se trabalhassem a matéria bruta. E como não obtêm o que desejam, concluem que os Espíritos não existem.

Colocando-nos sob um outro ponto de vista, compreenderemos que, sendo os Espíritos as almas dos homens, depois da morte também seremos Espíritos. Ora, nós certamente, do mesmo modo, não estaremos dispostos a servir de joguete para satisfazer caprichos de
pessoas curiosas.

3. Mesmo certos fenômenos que podem ser provocados, pela razão mesma de provirem de inteligências livres, jamais estão à inteira disposição de alguém; e quem quer que se orgulhasse de os obter à vontade, estaria apenas dando prova de ignorância ou de má-fé.

É preciso esperá-los, colhê-los de passagem, e muito amiúde acontece que, quando menos esperamos, apresentam-se os fenômenos interessantes e concludentes. 

Quem deseja instruir-se seriamente deve, pois, armar-se, nisto como em tudo, de paciência e de perseverança e sujeitar-se ao que for preciso, pois de outro modo mais vale não tratar do assunto.

4. As reuniões que se ocupam das manifestações espíritas nem sempre realizam as condições favoráveis à obtenção de resultados satisfatórios ou de molde a dar convicção.

Existem algumas de onde os incrédulos saem menos convencidos do que quando entraram.

Então objetam, aos que falam do caráter respeitável do Espiritismo, com o relato dos acontecimentos (frequentemente ridículos), de que foram testemunhas.

Esses não serão mais lógicos do que os que julgam uma arte pelos desenhos de um principiante, uma pessoa por sua caricatura ou uma tragédia por sua paródia. 

O Espiritismo também tem seus aprendizes; e quem deseja instruir-se não bebe ensinamentos de uma só fonte, uma vez que, só pelo exame e pela comparação se pode firmar um juízo.

5. As reuniões frívolas têm um grave inconveniente para os novatos que as assistem: dão-lhes uma ideia falsa do caráter do Espiritismo.

Os que assistem a reuniões desta natureza certamente não podem levar a sério uma coisa que veem ser tratada levianamente por aqueles mesmos que se dizem seus adeptos. 

O estudo antecipado lhes ensinará a julgar a transcendência do que veem e a distinguir entre o mau e o bom.

6. O mesmo raciocínio é aplicável aos que julgam o Espiritismo por certas obras excêntricas que dele dão uma ideia falsa e ridícula. 

O Espiritismo é tão responsável pelas faltas dos que o compreendem mal ou o praticam erradamente quando a poesia é responsável pelos maus poetas. 

Parece deplorável que haja tais obras nocivas à verdadeira ciência.

Sem dúvida, seria preferível que só houvesse boas. 

Mas a maior culpa recai sobre os que não se dão ao trabalho de estudar a questão inteiramente.

Todas as artes e todas as ciências encontram-se no mesmo caso.

Porventura, a respeito das coisas mais sérias, não foram escritos tratados absurdos e cheios de erros?

Por que seria o Espiritismo privilegiado, sobretudo se os que o criticam não o julgassem pelas aparências, ficariam sabendo o que ele repele, e não lhe atribuiriam aquilo que repudia em nome da razão e da experiência.

Bibliografia KARDEC, Allan. O principiante espírita.

Questionário

1) Qual a importância do estudo no Espiritismo?

2) Por que se deve evitar reuniões frívolas?

3) Como procedem os que desconhecem o Espiritismo?
 

quinta-feira, 15 de abril de 2021

2ª AULA PARTE B - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

O Espiritismo Em Seu Tríplice Aspecto

O Espiritismo surgiu oficialmente em 18 de abril de 1857, com a primeira edição de O Livro dos Espíritos, que viria a alterar muitos dos conceitos até então vigentes, com relação a Deus, à imortalidade da alma, à reencarnação, à comunicação com os mortos e, principalmente, ao mundo dos Espíritos.

Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica, em linguagem clara e simples, para divulgação popular, este livro é um verdadeiro tratado filosófico que começa pela Metafísica, desenvolvendo em novas perspectivas a Ontologia, a Sociologia, a Psicologia, a Ética e, estabelecendo as ligações históricas de todas as fases da evolução humana em seus aspectos biológico, psíquico, social e espiritual. 

Um livro para ser estudado e meditado, com o auxílio dos demais volumes da Codificação, escreveu o Prof. José Herculano Pires, o mais celebrado dos seus tradutores.

Como síntese de todo o conhecimento humano, a Doutrina dos Espíritos vem muito bem estruturada na sua obra máxima, aparecendo à análise da razão sob a forma de ciência, filosofia e religião. Estes três aspectos vêm convenientemente distribuídos no conjunto de perguntas e respostas do notável livro. Ademais, no encerramento dos "Prolegômenos" de O Livro dos Espíritos pode ver-se o nome de Espíritos Veneráveis, que formaram a plêiade do Espírito da Verdade e foram, enquanto encarnados na Terra, expoentes da Filosofia, da Ciência e da Religião.

Em princípio, o Espiritismo é filosofia, com raízes profundas na própria tradição filosófica (a partir das escolas gregas). Esta é a razão pela qual Sócrates e Platão figuram na Codificação como precursores do Cristianismo e, por conseguinte, do Espiritismo. 

O Livro dos Espíritos fora até mesmo escrito na forma dos diálogos de Platão: perguntas e respostas. E, ao final da obra, nas suas "Conclusões", Kardec analisa a doutrina e afirma: "Sua força está na sua filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom senso” (item VI). 

Na primeira parte de O Livro dos Espíritos, são abordadas as "Causas Primárias": Deus, Elementos Gerais do Universo, Criação e Princípio Vital. Contudo, o Espiritismo não é só filosofia.

No "Preâmbulo" do livro “O que é o Espiritismo”, Kardec afirma: "O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica”. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações.

E conclui, definindo com precisão: “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

Surge então o segundo aspecto do Espiritismo, que é Ciência. Como tal, a Doutrina Espírita difere da ciência materialista, rompendo definitivamente com a barreira de pressupostos para firmar em bases lógicas e experimentais os princípios da Nova Ciência, que vinha revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis: a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo.

A Ciência Espírita, portanto, contém duas partes: uma experimental, sobre as manifestações em geral; outra, filosófica, sobre as manifestações inteligentes (L.E., "Introdução", item XVII).

Ambos os casos apresentam como base do conhecimento a fenomenologia mediúnica, coroada pelo ensinamento dado pelos Espíritos, que nos revelaram as leis naturais.

Finalmente, como terceiro aspecto da Doutrina Espírita, fechando o Triângulo de Forças Espirituais a que se referiu Emmanuel em “O Consolador”, surge o aspecto religioso, que Kardec deixou para o final de sua missão. 

Neste aspecto, porém, o Espiritismo é muito diferente das religiões tradicionais, visto ser desprovido de rituais, sacramentos, idolatria, paramentos, mitos e quaisquer cultos exteriores.

A Doutrina Espírita, por isso, como religião que efetivamente é, surge do exercício da razão; daí a ideia de fé raciocinada, "que se apoia nos fatos e na lógica e não deixa nenhuma obscuridade: crê-se porque se tem a certeza, e só se está certo quando se compreendeu". (E.S.E., Cap. XIX, item 7). 

Não se trata de uma religião, com uma série de rituais, mas de "Religião, propriamente considerada como sistema de crescimento da alma para celeste comunhão com o Espírito Divino", nas sábias palavras do Espírito Emmanuel.

Assim, o Espiritismo, como consciência teórica, está concentrado em O Livro dos Espíritos; como consciência prática, está exposto em O Livro dos Médiuns; e, como consciência moral, religiosa, ética e estética, desdobra-se em O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Questionário

1) Onde encontrar as raízes da Filosofia Espírita?

2) Quais são as partes da Ciência Espírita?

3) Como se caracteriza a fé na Religião Espírita?
 

quinta-feira, 8 de abril de 2021

2ª AULA PARTE A - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

As 5 Alternativas da Humanidade

As alternativas da humanidade em relação ao mundo espiritual resultam das seguintes doutrinas: materialismo, panteísmo, deísmo, dogmatismo e Espiritismo.

Doutrina Materialista:

A inteligência do homem é uma propriedade da matéria; nasce e morre com o organismo. O homem nada é antes, nem depois da vida corporal.

Consequências. 

Tendo o homem apenas matéria, os gozos materiais são as únicas coisas reais e desejáveis; as afeições morais carecem de futuro; a morte quebra os laços morais sem remissão e para as misérias da vida não há compensação; o suicídio vem a ser o fim racional e
lógico da existência, quando não se pode esperar atenuação para os sofrimentos; o bem e o mal, meras convenções; por freio social, unicamente a força material da lei civil.

Doutrina Panteísta:

O princípio inteligente, ou alma, independente da matéria, é extraído do todo universal; individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, por efeito da morte, à massa comum, como as gotas de chuva ao oceano.

Consequências. 

Sem individualidade e sem consciência de si mesmo, o ser é como se não existisse. As consequências morais desta doutrina são exatamente as mesmas que as da doutrina materialista.

Doutrina Deísta:

Deísmo compreende duas categorias de crentes: os deístas crentes e os deístas providencialistas. Deus, dizem os dependentes, estabeleceu as leis gerais que regem o universo; mas, uma vez estabelecidas, estas leis funcionam por si só e aquele que as
promulgou de mais nada se ocupa. O deísta providencialista crê não só na existência e do poder criador de Deus na origem das coisas, como também crê na sua intervenção incessante na criação e a ele ora, mas não admite o culto exterior e o dogmatismo atual.

Doutrina Dogmática:

A alma, independente da matéria, é criada por ocasião do nascimento do ser; sobrevive e conserva a individualidade após a morte; desde esse momento, tem irrevogavelmente determinada a sua sorte; nulos lhe serão quaisquer progressos ulteriores; ela será, pois, por toda a eternidade, intelectual e moralmente, o que era durante a vida.

Sendo os maus condenados a castigos perpétuos e irremissíveis no inferno, completamente inútil lhes resulta todo arrependimento. Os casos que possam merecer o céu ou o inferno, por toda a eternidade,
são deixados à decisão e ao juízo de homens falíveis, aos quais é dada a faculdade de absolver ou condenar.

Consequências. 

Esta doutrina deixa sem solução os graves problemas seguintes:

- De onde vêm as disposições morais e intelectuais, inatas aos homens.

- Qual a sorte das crianças que morrem em tenra idade?

- Qual a sorte dos idiotas que não têm consciência dos seus atos?

- Onde está a justiça das enfermidades de nascença, uma vez que não resultam de nenhum ato da vida presente?

- Qual a sorte dos selvagens e de todos os que forçosamente morrem no estado de inferioridade moral em que foram colocados pela natureza, se não lhes é dado progredirem ulteriormente.

- Por que cria Deus umas almas mais favorecidas do que as outras?

- Por que criou Deus anjos em estado de perfeição sem trabalho, ao passo que outras criaturas são submetidas às mais rudes provações em que têm maior probabilidade de sucumbir, do que de sair vitoriosas?

Doutrina Espírita:

O princípio inteligente independe da matéria.
 
A alma individual preexiste e sobrevive ao corpo.

O ponto de partida ou de origem é o mesmo para todas as almas, sem exceção; todas são criadas simples e ignorantes e sujeitas ao progresso indefinido. 

Nada de criaturas privilegiadas e mais favorecidas do que outras.
 
Os chamados anjos são seres que chegaram à perfeição, depois de haverem passado, como todas as criaturas, por todos os graus de inferioridade.
 
As almas ou Espíritos progridem mais ou menos rapidamente, pelo uso do livre-arbítrio, pelo trabalho e pela boa vontade.

A vida espiritual é vida normal.
 
O Espírito progride no estado corporal e no estado espiritual.

As crianças que morrem em tenra idade podem ser Espíritos mais ou menos adiantados, porquanto já tiveram outras existências em que praticaram o bem ou cometeram ações más.

A alma dos idiotas é da mesma natureza que a de qualquer outro encarnado; possuem muitas vezes grande inteligência, da qual abusaram em existências pretéritas e aceitaram voluntariamente a situação de impotência para usá-la, a fim de expiarem o mal que praticaram.

Princípios Básicos

A doutrina espírita tem por princípios básicos:

- A preexistência da alma ao nascimento e sua sobrevivência após a morte do corpo físico, com um corpo espiritual ou perispírito.

- Pluralidade das existências e justiça das aflições.

- Progressão dos Espíritos.

- Comunicação com os Espíritos desencarnados e a intervenção destes no mundo corpóreo.

Alternativas

Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro além-túmulo:

1°) o nada, segundo a doutrina materialista;

2°) a absorção no todo universal, segundo a doutrina panteísta;

3°) a conservação da individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina dogmática;

4°) a conservação da individualidade, com o progresso infinito, segundo a doutrina espírita.

De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte e não há nenhuma esperança de se reencontrarem; com a terceira, há possibilidade de se reverem, desde que estejam no mesmo meio, podendo ser esse meio o inferno ou o paraíso; com a
pluralidade das existências, que é inseparável do progresso gradual, existe a certeza da continuidade das relações entre os que se amam, e é isso o que constitui a verdadeira família.

Espiritismo e Espiritualismo

Espiritualista é aquele que segue uma doutrina oposta ao materialismo. Quem crê haver em nós outra coisa além da matéria é espiritualista, o que não implica na crença nos Espíritos e nas suas manifestações.

Espiritismo é a doutrina revelada por Espíritos Superiores, por meio de médiuns, e organizada por Allan Kardec, que diz na "Introdução" ao Livro dos Espíritos: portanto se adotei as palavras Espiritismo e Espiritualismo, é porque elas exprimem sem equívoco, as ideias
relativas aos Espíritos. 

Todo espírita é, necessariamente espiritualista sem que todos os
espiritualistas sejam espíritas. 

Podem ser chamados de Espíritas aqueles que professam a Doutrina Espírita, que é Filosofia, Ciência e Religião.

Codificação Espírita

A Doutrina Espírita está contida nas obras básicas: O Livro dos Espíritos (Paris, 18 de abril de 1857); O Livro dos Médiuns (Paris, 15 de janeiro de 1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo (Paris, abril de 1864); O Céu e o Inferno ou a Justiça de Deus Segundo o Espiritismo (Paris, 1°de agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (Paris, 6 de janeiro de 1868); Obras Póstumas (Paris, 1890).

QUESTIONÁRIO:

1 - Quais as alternativas da humanidade em relação ao mundo espiritual, segundo Allan Kardec?

2 - Cite as consequências da doutrina dogmática?

3 - Quais os princípios básicos da Doutrina Espírita?
 

quinta-feira, 25 de março de 2021

1ª AULA PARTE B - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

Elementos Gerais do Universo

Desde a Antiguidade, quando o homem começou a formar a base do seu conhecimento, uma das coisas que mais o fascinavam era o princípio das coisas. 

Assim foi, por exemplo, com os primeiros filósofos gregos, como Tales de Mileto, Heráclito de Éfeso, Demócrito de Abdera, entre outros. 

Procuravam saber de que as coisas eram formadas, e cada um deu a sua explicação, limitada à sua época, ao entendimento das pessoas e à inexistência de uma Ciência organizada.

O Espírito da Verdade veio revelar à Humanidade que ao homem não é dado conhecer todas as coisas aqui na Terra (L.E., 17). 

Falta-lhe desenvolver outras faculdades ainda desconhecidas, assim como a condição moral. 

Os sentidos, da mesma forma, não permitem ao homem senão o conhecimento do mundo material e da realidade em que está inserido. 

A inteligência limitada, ainda, só lhe permite acessar uma ínfima parcela do conhecimento de tudo o que existe. Quando o dominar por completo, terá chegado à perfeição (L.E., 898).

Porém, na medida em que se depura pelo amor e pelo saber, vai penetrando por si mesmo os mistérios da Natureza. O que o homem não consegue aprender, Deus permite que lhe seja revelado, para ajudá-lo na marcha do progresso. Essa compreensão é lenta e gradual. 

Ao elemento sentimental deve somar-se o valor intelectual; assim, fundem-se o Amor e a Sabedoria.

A Ciência humana trouxe-nos, a partir das civilizações mesopotâmica, egípcia, hebraica e, principalmente, a grega, o conhecimento do Universo, ainda que de forma rudimentar. 

Com o grande desenvolvimento da Ciência (a partir do séc. XVII), as leis físicas (da matéria) foram descobertas, graças aos estudos de Newton e de Lavoisier.

O Universo até então conhecido era estreito demais, tendo suas fronteiras colocadas onde os sentidos humanos e os instrumentos da Ciência podiam alcançar (o que era pouco, ainda). 

Vez por outra, eminentes filósofos (como Kant, por exemplo, estudando a Astronomia), alargavam esses limites.

Somente na segunda metade do séc. XIX, com o advento do Espiritismo - codificado por Allan Kardec, em seu tríplice aspecto: Ciência, Filosofia e Religião - o mundo espiritual abriu-se ao homem, mostrando-lhe um Universo infinito formado por dois elementos fundamentais: a matéria e o espírito. 

Acima de ambos, Deus, a Inteligência Suprema e causa primária de todas as coisas, constituindo assim a Trindade Universal. Não de pessoas, mas de substâncias distintas e autônomas.

A Matéria

A matéria já foi definida pela Ciência como aquilo que tem extensão, que pode impressionar os sentidos e é impenetrável. Mero esforço humano para compreender o que lhe é visível, palpável, sensível. Por isso, no passado distante, o homem falava de quatro elementos
formadores de todas as coisas: a água, o fogo, a terra e o ar. 

Essas eram as quatro essências conhecidas na Antiguidade. 

Com a estruturação da Química Orgânica, surge a Tabela Periódica, inicialmente com pouco mais de cinquenta elementos, depois ampliada para noventa e dois (do hidrogênio ao urânio) e, hoje, contando com mais de cem elementos. 

Esses mesmos elementos, que consideramos simples, não são mais do que modificações de uma substância primitiva.

A matéria também existe em estados que desconhecemos, podendo ser tão etérea e sutil que não produza nenhuma impressão aos nossos sentidos. 

O fluido universal, ou fluido cósmico, é a matéria elementar primitiva, cujas modificações, ou transformações, constituem a variedade
inumerável dos corpos da Natureza. 

Esse fluido, imponderável e inabordável pelos instrumentos humanos, é o que podemos chamar quintessência, ou matéria quintessenciada,
matéria do mundo espiritual.

A matéria, que começa no átomo, encontra-se no Universo em dois estados distintos: eterização e condensação. No primeiro, temos os fenômenos do mundo invisível, que são da alçada do Espiritismo. 

No segundo, os fenômenos do mundo visível, da alçada da Ciência.

No seu ponto de partida, o fluido universal encontra-se em grau de pureza absoluta.

Na nossa realidade existencial, a matéria divide-se em orgânica, formando os corpos dos seres vivos (os homens, os animais e as plantas); e inorgânica, encontrada nos minerais, na água, no ar, etc.

O Espírito

"Que é o espírito?", perguntou Kardec ao Espírito da Verdade (L.E. - 23). 

A resposta foi objetiva e precisa: “O princípio inteligente do Universo”.

Logo se vê que é um elemento que não se confunde com a matéria.

Enquanto esta tem as propriedades acima enumeradas, o espírito tem atributos, entre os quais destaca-se, como essencial, a inteligência: "Vossa alma é um Espírito que pensa "(L.E.,460).

Os Espíritos, como indivíduos, como os seres inteligentes da Criação, têm como ponto de partida este princípio e são permanentemente regidos pela lei do progresso. 

Partindo da condição de simples e ignorantes, e dotados de infinitas potencialidades, todos os Espíritos estão destinados à perfeição, que implica conhecimento de todas as coisas. 

A doutrina da reencarnação, que corresponde à ideia da justiça de Deus, é que nos permite caminhar de um extremo ao outro, criando a cada existência um passo na senda do progresso, através da consciência, da razão, da vontade, da inteligência e do livre-arbítrio.

QUESTIONÁRIO

1 - O QUE É O UNIVERSO?

2 - QUAIS SÃO OS ESTADOS DA MATÉRIA E SUAS CARACTERÍSTICAS?

3 - O QUE É O ESPÍRITO?
 

quinta-feira, 18 de março de 2021

1ª AULA PARTE A - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

A Existência de Deus

Quando o homem pré-histórico voltou seus olhos pela primeira vez para o céu noturno, repleto de estrelas, ou quando se admirou diante da Natureza exuberante que o cercava, ou ainda quando passou a descobrir-se como um ser de ideias e sentimentos, adentrou os domínios dos "mistérios" da Criação.

Iniciava-se, então, de modo extremamente primário, a formação da ideia acerca da existência de Deus. A partir daí, através de práticas as mais extravagantes, o homem tentou a comunicação com Deus, num processo que culminou com a própria humanização da divindade. 

O homem passou a conceber Deus à sua imagem e semelhança. Foi assim que se organizaram as mais diversas religiões.

Afinal, Deus existe? 

O fato de nunca ter existido um povo ateu sobre a face da Terra parece responder à pergunta. Mas, os sentidos humanos são inadequados para o conhecimento de Deus, em sua natureza íntima. Por isso, muitos ainda vacilam em afirmar categoricamente a sua existência. Contudo, "Deus existe, não o podeis duvidar, e isso é o essencial" (L.E., 14).

Qualquer artifício ou método que queiramos aplicar para prová-lo é inútil. 

Qualquer fórmula utilizada para descrevê-lo ou mostrá-lo (como na mitologia greco-romana ou na religião dogmática), é imprópria. 

Como bem expressou Léon Denis: "há coisas que, de tão profundas,
só se sentem, não se descrevem".

A Doutrina Espírita nos apresenta um conceito magnífico de Deus: a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. Mas, a ideia vem enriquecida por alguns dos atributos da divindade, que revelam ao homem algumas de suas perfeições: Deus é eterno, único, imutável, imaterial, soberanamente justo e bom.

E sobre este último atributo (da justiça divina) que se funda o princípio da reencarnação. 

Se todos tendemos à perfeição, Deus nos proporciona os meios de consegui-la, com as provas da vida corpórea. 

É então que nos depuramos, submetendo-nos à prova de uma nova existência, condição necessária da evolução do Espírito, sem a qual permaneceríamos estacionários.

Depois de analisar cada atributo, Kardec conclui: "Tal é o eixo sobre o qual repousa o edifício universal; é o farol do qual os raios se estendem sobre o universo inteiro, o único que pode guiar o homem em sua pesquisa da verdade; ao segui-lo, não se extraviará nunca; e se tem se desencaminhado com tanta frequência, é por não ter seguido o caminho que lhe é indicado.

Tal é também o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas; para julgá-las, o homem tem um padrão rigorosamente exato nos atributos de Deus, e ele pode afirmar a si mesmo, com certeza, que toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática, que esteja em contradição com um só destes atributos, que tenda não só a anulá-los, mas simplesmente a enfraquecê-los, não pode estar com a verdade.

Em Filosofia, em Psicologia, em moral, em religião, nada há de verdadeiro que não esteja conforme às qualidades essenciais da Divindade. A religião perfeita seria aquela da qual nenhum artigo de fé estivesse em oposição com estas qualidades, da qual todos os dogmas possam suportar a prova deste controle, sem dele receber nenhuma contradita. (A Gênese, cap. II, item 19).

É o próprio Universo que oferece evidências materiais acerca da existência de Deus. 

Em nossa consciência, estão inscritas as suas leis infinitamente perfeitas (L.E., 621). 

É o sentimento inato de sua existência, que trazemos no coração, é "a marca do obreiro em sua obra". Ora, "vede a obra e procurai o autor!", sentenciou o Espírito da Verdade. Se o efeito que se vê é
inteligente, sua causa só pode ser inteligente. O que não é obra do homem, só pode ser obra de um poder inteligente. Esse poder é Deus!

QUESTIONÁRIO

1 - COMO SE PODE CONCEITUAR DEUS?

2 - COMO ENTENDER A NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO?

3 - ONDE SE PODE ENCONTRAR DEUS?
 

terça-feira, 16 de março de 2021

CONTEÚDO DO CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO – FEESP

1ª AULA

PARTE A - A Existência de Deus

PARTE B - Elementos Gerais do Universo

2ª AULA

PARTE A: As 5 Alternativas da Humanidade

PARTE B: O Espiritismo Em Seu Tríplice Aspecto

3ª AULA

PARTE A: Noções Preliminares de Espiritismo

PARTE B: Os Espíritos

4ª AULA

PARTE A: REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO DOS ESPÍRITOS

PARTE B: INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO

5ª AULA

PARTE A: O MAIOR MANDAMENTO

PARTE B: O Valor da Prece

6ª AULA

PARTE A: A PARÁBOLA DO SEMEADOR

PARTE B: O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

7ª AULA

PARTE A: JESUS NO LAR

PARTE B: O Evangelho no Lar

8ª AULA

PARTE A: CASAMENTO, DIVÓRCIO

PARTE B: Parentesco Corporal e Espiritual

9ª AULA

PARTE A: NECESSIDADE DA CARIDADE SEGUNDO PAULO

PARTE B: Parábola do Bom Samaritano

10ª AULA

PARTE A: NOÇÕES SOBRE MEDIUNIDADE

PARTE B: DAÍ DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES

11ª AULA

PARTE A: OBSESSÃO e DESOBSESSÃO

PARTE B: PERDÃO DAS OFENSAS

12ª AULA

PARTE A: O SUICÍDIO

PARTE B: BEM SOFRER e MAL SOFRER

13ª AULA

PARTE A: EUTANÁSIA (À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA)

PARTE B: A Fé que Transporta Montanhas

14ª AULA

PARTE A: CREMAÇÃO E TRANSPLANTES

PARTE B: AS BEM-AVENTURANÇAS

15ª AULA

PARTE A: LIVRE ARBÍTRIO e FATALIDADE

PARTE B: ESQUECIMENTO DO PASSADO

16ª AULA

PARTE A: OS SONHOS

PARTE B: OS FALSOS CRISTOS E OS FALSOS PROFETAS

17ª AULA

PARTE A: OS FLUIDOS

PARTE B: CONCEITO SOBRE MILAGRE

18ª AULA

PARTE A: A JUSTIÇA DIVINA

PARTE B: NÃO JULGUE, COMPREENDA

19ª AULA

PARTE A: A PORTA ESTREITA

PARTE B: SEDE PERFEITOS

20ª AULA

PARTE A: O ESPIRITISMO COMO CONSOLADOR PROMETIDO

PARTE B: NÃO PONHAIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE

21ª AULA

PARTE A: O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE

PARTE B: OS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

22ª AULA

PARTE A: A HISTÓRIA DE BELARMINO BICAS

PARTE B: A REFORMA ÍNTIMA

23ª AULA

PARTE ÚNICA: BIOGRAFIA DE ALLAN KARDEC

24ª AULA

PARTE ÚNICA: BIOGRAFIA DO DR. ADOLFO BEZERRA DE MENEZES
 

quinta-feira, 11 de março de 2021

CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO – FEESP

As aulas serão postadas sempre às 9 horas do horário de Brasília
  
Março – Dias: 18 e 25

Abril – Dias: 8, 15, 22 e 29

Maio – Dias: 6, 13, 20 e 27

Junho – Dias: 1, 10, 15, 17, 22 e 24

Julho: Não haverá postagens

Agosto – Dias: 3, 5, 10, 12, 17, 19, 24, 26 e 31

Setembro – Dias: 2, 9, 14, 16, 21, 23, 28 e 30

Outubro – Dias: 5, 7, 14, 19, 21, 26 e 28

Novembro – Dias: 4, 11, 18 e 25

Dezembro – Dias: 2 e 7
 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

24ª Aula Parte ÚNICA - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


VIDA E OBRA DE ALLAN KARDEC

Hippolyte Leon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, às 19 horas do dia 3 de outubro de 1804 de família católica; mãe, prendada e afável e o pai juiz.

Realizou seus primeiros estudos em Lyon e, aos dez anos é enviado a Yverdun na Suíça para uma escola modelo na Europa: o Instituto de Educação Pestalozzi fundado em 1805 pelo grande educador Johan Heinrich Pestalozzi (1746-1827)

A dimensão da grandeza de Pestalozzi fora estabelecida em seu epitáfio: “O Educador da Humanidade”. Pelo seu educandário passaram inúmeras personalidades que aprendiam e ensinavam que “o amor é o eterno fundamento da educação”.

As portas do Castelo de Yverdun onde funcionava o Instituto, eram totalmente abertas durante o dia. Ele tinha por princípio ser “a intuição a fonte de todos os conhecimentos”. E, convivendo com professores calvinistas e luteranos, Rivail aprendia que a verdadeira religião não é outra coisa senão “a moralidade”. Assim, Rivail iniciava a concepção da firme idealização de uma reforma religiosa com o propósito de unificar crenças e sanar as dissidências.

Denizard Rivail retoma a Paris, em 1822. Em 1823, inicia seus conhecimentos nas teorias de Franz Anton Mesmer, doutor da Universidade de Viena. Em 6 de fevereiro de 1832 casa-se com Amelie Gablielle Boudet, grande companheira de vida.

Aos cinquenta anos de idade Rivail já era escritor de livros didáticos (22 obras), membro de instituições científicas, da Academia de Ciências de Arras, professor de cursos técnicos. Poliglota, conhecia bem o alemão, inglês, holandês, tinha sólidos conhecimentos do latim, grego, gaulês e algumas línguas neolatinas.

Em 1854 encontra-se com o amigo magnetista Foitier, que o convida a verificar o fenômeno das “mesas girantes”. Como homem de ciências foi disposto a observar e analisar tais acontecimentos. Escreveu em suas anotações tratar-se de uma realidade e não havia possibilidade de anulá-lo e nem de descrer dos fatos. Havia ali uma força desconhecida e inteligente, que movia aquelas mesas. Entreviu nas “mesas girantes” as leis que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível.

Em maio de 1855 conheceu as filhas do Sr. Baudin, Julie e Caroline, médiuns que tinham 14 e 16 anos respectivamente, desprovidas de preconceitos e vaidades. O professor Rivail, então, teve contato com os Espíritos que se comunicavam; de início, com Zéfiro, Espírito familiar dos Baudin.

Certo dia, constatou a presença do Espírito da Verdade, dirigente de uma falange de Espíritos que vinham cumprir a promessa de Jesus: a vinda do Consolador Prometido, e que o guiaram na construção das obras da codificação.

As comunicações recebidas foram escritas, analisadas e codificadas por Rivail. Em 18 de abril de 1857, sob o pseudônimo de Allan Kardec (nome que teve em uma encarnação como sacerdote druida), publica a primeira e fundamental obra da Doutrina Espírita, O Livro dos Espíritos.

Inicia, em 1° de janeiro de 1858, a publicação da Revista Espírita e outras obras logo vieram em seguida.

Em janeiro de 1861, publica “O Livro dos Médiuns”; em abril de 1864, surge “O Evangelho Segundo o Espiritismo”; em 1° de agosto de 1865, é publicado “O Céu e o Inferno” ou “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”. Em 6 de janeiro 1868, “A Gênese”

A revelação espírita mostra o destino do homem após a morte; esclarece aos homens questões como a utilização do livre-arbítrio e suas consequências. Daí a autoridade da doutrina espírita pelo seu conjunto de princípios fundamentados na tríade ciência, filosofia e religião.

Sofrendo há alguns anos de uma enfermidade no coração, Allan Kardec desencarnou repentinamente em 31 de março de 1869, vítima do rompimento de um aneurisma. Estava na iminência de uma mudança de endereço, imposta pela extensão de suas múltiplas ocupações, e para finalizar diversas obras espíritas. Kardec desencarnou conforme vivera: trabalhando.

Camille Flammarion, em discurso pronunciado por ocasião do seu funeral, no Cemitério de Montmartre, traça um esboço de sua carreira literária, sua atuação na Revista Espírita e perpetuou: “Kardec era o que eu denominarei simplesmente de o bom senso encarnado”.

No ano seguinte, seu corpo foi transferido para o Cemitério de Pére Lachaise, Paris, onde se encontra até hoje.

No seu dólmen está escrito: “Nascer, morrer; renascer sempre, e progredir sem cessar, tal é a lei”.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Onde e quando nasceu Hippolyte Léon Denizard Rivail? Qual a contribuição de Pestalozzi para a formação de seu caráter?

2) Sintetize a atuação de Rivail na área educacional.

3) Como Allan Kardec codificou a doutrina espírita?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - Obras Póstumas - Ed. Lake.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

23ª Aula Parte ÚNICA - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu no atual município de Jaguaretama, Ceará, antiga Freguesia de Riacho de Sangue, em 29 de agosto de 1831. Era filho de Antônio Bezerra Cavalcanti, tenente-coronel da Guarda Nacional e de Fabiana de Jesus Maria Bezerra.

Em 1838, frequentou por dez meses a Escola Pública da Vila do Frade, onde aprendeu a ler e escrever.

Em 1842, quando sua família transferiu-se para o Rio Grande do Norte, foi matriculado na Escola Pública da Serra dos Martins, na Vila da Maioridade (hoje cidade de Imperatriz). Dois anos depois, já substituía o professor de Latim, quando esse estava impedido de comparecer.

Em 1846, quando a família retomou ao Ceara, passou a frequentar o Liceu da localidade, sob a direção de seu irmão Manoel Soares da Silva Bezerra, completando os estudos preparatórios para a faculdade.

Seu pai, nessa época, atravessava dificuldades financeiras por haver dado aceite em duplicatas de terceiros. Por isso, perdeu suas propriedades, mas cumprindo sua palavra, passou a ser o administrador de seus antigos bens.

Assim, ao seguir uma vida honrada, serviu de exemplo ao então adolescente Bezerra de Menezes.

Desejando ser médico, Bezerra decide mudar-se para o Rio de Janeiro, onde ficaria mais tarde conhecido como o Médico dos Pobres.

Em 5 de fevereiro partiu para o Rio, com 400 mil réis que seus parentes lhe haviam dado para custear a viagem, chegando com 18 mil réis no bolso e sonhos no coração.

Ingressou como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, em novembro de 1852. Estudava nas bibliotecas públicas e dava aulas para manter-se.

Doutorou-se em Medicina aos 25 anos de idade, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Foi eleito membro da Academia Imperial de Medicina e nomeado cirurgião-tenente do Corpo de Saúde do Exército em 1858, quando passou a assinar o seu nome sem o Cavalcanti. Na Academia Nacional de Medicina foi, durante quatro anos, o redator dos Anais da Entidade.

Casou-se, pela primeira vez, em 6 de novembro de 1861, com Maria Cândida de Lacerda, com quem teve um casal de filhos. Dois anos depois do desencarne de sua esposa, com 34 anos de idade, casou-se com Cândida Augusta de Lacerda, irmã materna de sua mulher. Tiveram cinco filhos.

Indicado por moradores da Freguesia de São Cristóvão a vereador da Câmara Municipal, elegeu-se em 1861 pelo Partido Liberal e exonerou-se do cargo de assistente de cirurgião do Exército. Reeleito vereador em 1864, foi eleito deputado federal em 1867 e membro da Comissão de Obras Públicas, figurando em lista tríplice para uma cadeira no Senado.

Dissolvida a Câmara dos Deputados em 1868, assumiu a criação da Companhia Estrada de Ferro Macaé a Campos, concluída em 1873. Foi diretor da Companhia Arquitetônica em 1872, a mesma que abriu o Boulevard 28 de setembro na Vila Isabel. Em 1875, foi presidente da Companhia Carril de São Cristóvão e membro de diversas entidades e sociedades beneficentes.

De novo vereador da cidade do Rio de Janeiro (período de 1879 a 1880), foi presidente da Câmara Municipal, cargo equivalente ao de prefeito e deputado federal.

Trabalhos Publicados:

O escritor J. F. Velho Sobrinho, no seu Dicionário Biobibliográfico Brasileiro, relata a existência de mais de quarenta livros e outras publicações do Dr. Bezerra de Menezes.

Foi autor de bibliografia extensa, que inclui desde biografias de homens célebres a trabalhos sobre a escravidão no Brasil e a seca no nordeste brasileiro. Na lista também há romances como A Pérola Negra, História de um Sonho, Lázaro o Leproso, O Bandido, Viagem Através dos Séculos, A Casa Assombrada, Os Carneiros de Panúrgio, Casamento e Mortalha (inacabado), além da importante obra A Loucura Sob Novo Prisma.

Ao desencarnar, continua sua obra, por intermédio do médium Francisco Candido Xavier, com os livros Apelos Cristãos e Bezerra, Chico e Você.

Com Yvonne do Amaral Pereira, compõe os romances Tragédia de Santa Maria e Nas Telas do Infinito. Pela médium Ayesha Spitzer, é de sua autoria Os Comentários Evangélicos, publicados por Edgard Armond em 1968.

Consolidador:

Em sua época, os espíritas brasileiros encontravam-se dispersos.

Quando ainda católico, recebeu um dia O Livro dos Espíritos como presente do amigo, e também médico, Dr. Joaquim Carlos Travassos, que havia traduzido a obra para o português.

Dez anos depois deste episódio, proclamava sua adesão solene ao Espiritismo, perante 2.000 pessoas, no Solar da Guarda Velha, em 16 de agosto de 1886.

No início de 1895, Bezerra de Menezes dirigia o Grupo Ismael e, numa noite de junho do mesmo ano, é convidado a presidir a Federação Espírita Brasileira de 1895 a 1900 e sempre lutou pela união dos espíritas brasileiros.

Foi profundo conhecedor do Evangelho de Jesus que leu, interpretou e praticou. Antigo redator de A Reforma, de Sentinelas da Liberdade, escreveu também, sob o pseudônimo de Max, uma coluna no jornal O Paiz, entre 1886 e 1890, colunas essas que foram organizadas e originaram o livro Estudos Filosóficos.

Servir era o seu lema. Médico, amou a profissão. Doou até o anel de formatura a uma paciente, além de dinheiro aos que não tinham condições de comprar remédio e seguirem suas indicações. Em seu consultório médico, nos altos da Farmácia Homeopática Cordeiro, receitava para os pobres. A ninguém recusava atendimento, que era, na grande maioria das vezes, gratuito, pois só cobrava daqueles que podiam pagar.

Lindos são os casos a respeito de sua conduta como médico, como os relatados por Ramiro Gama, em uma bela obra literária.

Não esquecia de tratar os pobres do corpo e do Espírito nas reuniões de desobsessão, na Federação Espírita Brasileira.

Desencarna em 11 de abril de 1900, às 11 horas e 30 minutos, depois de período em que passou imobilizado na cama.

Minutos antes, elevava seu pensamento a Maria de Nazaré, pedindo por aqueles que ficavam e que, incansavelmente, iam visitá-lo todos os dias, quando já estava doente.

Fica-nos o exemplo desse grande discípulo de Jesus que, como diz o seu necrológio publicado no jornal cearense A Republica, de 13 de abril de 1900: “O amor; não possuía ele platonicamente, nem o ensinava apenas pelos lábios: subia-lhe do coração e o praticava indistintamente, no exercício constante dessa caridade ativa e diligente que não raciocina, não reflete, porque é instintiva e se multiplica sob milhares formas - na tolerância, na indulgência com que antes dissimula do que repara nas alheias fraquezas".

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO

1) Descreva resumidamente as atividades do Dr. Bezerra antes de tomar-se espírita

2) Descreva a atividade do Dr. Bezerra como espírita

3) Por que ficou conhecido como “Médico dos Pobres”?

BIBLIOGRAFIA
- ABREU, Canuto - Bezerra de Menezes – Ed. FEESP
- GAMA, Ramiro - Lindos Casos de Bezerra de Menezes – Ed. Lake
- SOARES, Sylvio Brito - Vida e Obra de Bezerra de Menezes – Ed. FEB
KLEIN Filho, L. Bezerra de Menezes Fatos e Documentos. 2.ed., Niterói: Publicações Lachâtre Ed.,2001, Cap. X, p.203.

Fonte da imagem: Internet Google.