CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

2ª AULA PARTE A - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

As 5 Alternativas da Humanidade

As alternativas da humanidade em relação ao mundo espiritual resultam das seguintes doutrinas: materialismo, panteísmo, deísmo, dogmatismo e Espiritismo.

Doutrina Materialista:

A inteligência do homem é uma propriedade da matéria; nasce e morre com o organismo. O homem nada é antes, nem depois da vida corporal.

Consequências. 

Tendo o homem apenas matéria, os gozos materiais são as únicas coisas reais e desejáveis; as afeições morais carecem de futuro; a morte quebra os laços morais sem remissão e para as misérias da vida não há compensação; o suicídio vem a ser o fim racional e
lógico da existência, quando não se pode esperar atenuação para os sofrimentos; o bem e o mal, meras convenções; por freio social, unicamente a força material da lei civil.

Doutrina Panteísta:

O princípio inteligente, ou alma, independente da matéria, é extraído do todo universal; individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, por efeito da morte, à massa comum, como as gotas de chuva ao oceano.

Consequências. 

Sem individualidade e sem consciência de si mesmo, o ser é como se não existisse. As consequências morais desta doutrina são exatamente as mesmas que as da doutrina materialista.

Doutrina Deísta:

Deísmo compreende duas categorias de crentes: os deístas crentes e os deístas providencialistas. Deus, dizem os dependentes, estabeleceu as leis gerais que regem o universo; mas, uma vez estabelecidas, estas leis funcionam por si só e aquele que as
promulgou de mais nada se ocupa. O deísta providencialista crê não só na existência e do poder criador de Deus na origem das coisas, como também crê na sua intervenção incessante na criação e a ele ora, mas não admite o culto exterior e o dogmatismo atual.

Doutrina Dogmática:

A alma, independente da matéria, é criada por ocasião do nascimento do ser; sobrevive e conserva a individualidade após a morte; desde esse momento, tem irrevogavelmente determinada a sua sorte; nulos lhe serão quaisquer progressos ulteriores; ela será, pois, por toda a eternidade, intelectual e moralmente, o que era durante a vida.

Sendo os maus condenados a castigos perpétuos e irremissíveis no inferno, completamente inútil lhes resulta todo arrependimento. Os casos que possam merecer o céu ou o inferno, por toda a eternidade,
são deixados à decisão e ao juízo de homens falíveis, aos quais é dada a faculdade de absolver ou condenar.

Consequências. 

Esta doutrina deixa sem solução os graves problemas seguintes:

- De onde vêm as disposições morais e intelectuais, inatas aos homens.

- Qual a sorte das crianças que morrem em tenra idade?

- Qual a sorte dos idiotas que não têm consciência dos seus atos?

- Onde está a justiça das enfermidades de nascença, uma vez que não resultam de nenhum ato da vida presente?

- Qual a sorte dos selvagens e de todos os que forçosamente morrem no estado de inferioridade moral em que foram colocados pela natureza, se não lhes é dado progredirem ulteriormente.

- Por que cria Deus umas almas mais favorecidas do que as outras?

- Por que criou Deus anjos em estado de perfeição sem trabalho, ao passo que outras criaturas são submetidas às mais rudes provações em que têm maior probabilidade de sucumbir, do que de sair vitoriosas?

Doutrina Espírita:

O princípio inteligente independe da matéria.
 
A alma individual preexiste e sobrevive ao corpo.

O ponto de partida ou de origem é o mesmo para todas as almas, sem exceção; todas são criadas simples e ignorantes e sujeitas ao progresso indefinido. 

Nada de criaturas privilegiadas e mais favorecidas do que outras.
 
Os chamados anjos são seres que chegaram à perfeição, depois de haverem passado, como todas as criaturas, por todos os graus de inferioridade.
 
As almas ou Espíritos progridem mais ou menos rapidamente, pelo uso do livre-arbítrio, pelo trabalho e pela boa vontade.

A vida espiritual é vida normal.
 
O Espírito progride no estado corporal e no estado espiritual.

As crianças que morrem em tenra idade podem ser Espíritos mais ou menos adiantados, porquanto já tiveram outras existências em que praticaram o bem ou cometeram ações más.

A alma dos idiotas é da mesma natureza que a de qualquer outro encarnado; possuem muitas vezes grande inteligência, da qual abusaram em existências pretéritas e aceitaram voluntariamente a situação de impotência para usá-la, a fim de expiarem o mal que praticaram.

Princípios Básicos

A doutrina espírita tem por princípios básicos:

- A preexistência da alma ao nascimento e sua sobrevivência após a morte do corpo físico, com um corpo espiritual ou perispírito.

- Pluralidade das existências e justiça das aflições.

- Progressão dos Espíritos.

- Comunicação com os Espíritos desencarnados e a intervenção destes no mundo corpóreo.

Alternativas

Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro além-túmulo:

1°) o nada, segundo a doutrina materialista;

2°) a absorção no todo universal, segundo a doutrina panteísta;

3°) a conservação da individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina dogmática;

4°) a conservação da individualidade, com o progresso infinito, segundo a doutrina espírita.

De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte e não há nenhuma esperança de se reencontrarem; com a terceira, há possibilidade de se reverem, desde que estejam no mesmo meio, podendo ser esse meio o inferno ou o paraíso; com a
pluralidade das existências, que é inseparável do progresso gradual, existe a certeza da continuidade das relações entre os que se amam, e é isso o que constitui a verdadeira família.

Espiritismo e Espiritualismo

Espiritualista é aquele que segue uma doutrina oposta ao materialismo. Quem crê haver em nós outra coisa além da matéria é espiritualista, o que não implica na crença nos Espíritos e nas suas manifestações.

Espiritismo é a doutrina revelada por Espíritos Superiores, por meio de médiuns, e organizada por Allan Kardec, que diz na "Introdução" ao Livro dos Espíritos: portanto se adotei as palavras Espiritismo e Espiritualismo, é porque elas exprimem sem equívoco, as ideias
relativas aos Espíritos. 

Todo espírita é, necessariamente espiritualista sem que todos os
espiritualistas sejam espíritas. 

Podem ser chamados de Espíritas aqueles que professam a Doutrina Espírita, que é Filosofia, Ciência e Religião.

Codificação Espírita

A Doutrina Espírita está contida nas obras básicas: O Livro dos Espíritos (Paris, 18 de abril de 1857); O Livro dos Médiuns (Paris, 15 de janeiro de 1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo (Paris, abril de 1864); O Céu e o Inferno ou a Justiça de Deus Segundo o Espiritismo (Paris, 1°de agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (Paris, 6 de janeiro de 1868); Obras Póstumas (Paris, 1890).

QUESTIONÁRIO:

1 - Quais as alternativas da humanidade em relação ao mundo espiritual, segundo Allan Kardec?

2 - Cite as consequências da doutrina dogmática?

3 - Quais os princípios básicos da Doutrina Espírita?
 

quinta-feira, 25 de março de 2021

1ª AULA PARTE B - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

Elementos Gerais do Universo

Desde a Antiguidade, quando o homem começou a formar a base do seu conhecimento, uma das coisas que mais o fascinavam era o princípio das coisas. 

Assim foi, por exemplo, com os primeiros filósofos gregos, como Tales de Mileto, Heráclito de Éfeso, Demócrito de Abdera, entre outros. 

Procuravam saber de que as coisas eram formadas, e cada um deu a sua explicação, limitada à sua época, ao entendimento das pessoas e à inexistência de uma Ciência organizada.

O Espírito da Verdade veio revelar à Humanidade que ao homem não é dado conhecer todas as coisas aqui na Terra (L.E., 17). 

Falta-lhe desenvolver outras faculdades ainda desconhecidas, assim como a condição moral. 

Os sentidos, da mesma forma, não permitem ao homem senão o conhecimento do mundo material e da realidade em que está inserido. 

A inteligência limitada, ainda, só lhe permite acessar uma ínfima parcela do conhecimento de tudo o que existe. Quando o dominar por completo, terá chegado à perfeição (L.E., 898).

Porém, na medida em que se depura pelo amor e pelo saber, vai penetrando por si mesmo os mistérios da Natureza. O que o homem não consegue aprender, Deus permite que lhe seja revelado, para ajudá-lo na marcha do progresso. Essa compreensão é lenta e gradual. 

Ao elemento sentimental deve somar-se o valor intelectual; assim, fundem-se o Amor e a Sabedoria.

A Ciência humana trouxe-nos, a partir das civilizações mesopotâmica, egípcia, hebraica e, principalmente, a grega, o conhecimento do Universo, ainda que de forma rudimentar. 

Com o grande desenvolvimento da Ciência (a partir do séc. XVII), as leis físicas (da matéria) foram descobertas, graças aos estudos de Newton e de Lavoisier.

O Universo até então conhecido era estreito demais, tendo suas fronteiras colocadas onde os sentidos humanos e os instrumentos da Ciência podiam alcançar (o que era pouco, ainda). 

Vez por outra, eminentes filósofos (como Kant, por exemplo, estudando a Astronomia), alargavam esses limites.

Somente na segunda metade do séc. XIX, com o advento do Espiritismo - codificado por Allan Kardec, em seu tríplice aspecto: Ciência, Filosofia e Religião - o mundo espiritual abriu-se ao homem, mostrando-lhe um Universo infinito formado por dois elementos fundamentais: a matéria e o espírito. 

Acima de ambos, Deus, a Inteligência Suprema e causa primária de todas as coisas, constituindo assim a Trindade Universal. Não de pessoas, mas de substâncias distintas e autônomas.

A Matéria

A matéria já foi definida pela Ciência como aquilo que tem extensão, que pode impressionar os sentidos e é impenetrável. Mero esforço humano para compreender o que lhe é visível, palpável, sensível. Por isso, no passado distante, o homem falava de quatro elementos
formadores de todas as coisas: a água, o fogo, a terra e o ar. 

Essas eram as quatro essências conhecidas na Antiguidade. 

Com a estruturação da Química Orgânica, surge a Tabela Periódica, inicialmente com pouco mais de cinquenta elementos, depois ampliada para noventa e dois (do hidrogênio ao urânio) e, hoje, contando com mais de cem elementos. 

Esses mesmos elementos, que consideramos simples, não são mais do que modificações de uma substância primitiva.

A matéria também existe em estados que desconhecemos, podendo ser tão etérea e sutil que não produza nenhuma impressão aos nossos sentidos. 

O fluido universal, ou fluido cósmico, é a matéria elementar primitiva, cujas modificações, ou transformações, constituem a variedade
inumerável dos corpos da Natureza. 

Esse fluido, imponderável e inabordável pelos instrumentos humanos, é o que podemos chamar quintessência, ou matéria quintessenciada,
matéria do mundo espiritual.

A matéria, que começa no átomo, encontra-se no Universo em dois estados distintos: eterização e condensação. No primeiro, temos os fenômenos do mundo invisível, que são da alçada do Espiritismo. 

No segundo, os fenômenos do mundo visível, da alçada da Ciência.

No seu ponto de partida, o fluido universal encontra-se em grau de pureza absoluta.

Na nossa realidade existencial, a matéria divide-se em orgânica, formando os corpos dos seres vivos (os homens, os animais e as plantas); e inorgânica, encontrada nos minerais, na água, no ar, etc.

O Espírito

"Que é o espírito?", perguntou Kardec ao Espírito da Verdade (L.E. - 23). 

A resposta foi objetiva e precisa: “O princípio inteligente do Universo”.

Logo se vê que é um elemento que não se confunde com a matéria.

Enquanto esta tem as propriedades acima enumeradas, o espírito tem atributos, entre os quais destaca-se, como essencial, a inteligência: "Vossa alma é um Espírito que pensa "(L.E.,460).

Os Espíritos, como indivíduos, como os seres inteligentes da Criação, têm como ponto de partida este princípio e são permanentemente regidos pela lei do progresso. 

Partindo da condição de simples e ignorantes, e dotados de infinitas potencialidades, todos os Espíritos estão destinados à perfeição, que implica conhecimento de todas as coisas. 

A doutrina da reencarnação, que corresponde à ideia da justiça de Deus, é que nos permite caminhar de um extremo ao outro, criando a cada existência um passo na senda do progresso, através da consciência, da razão, da vontade, da inteligência e do livre-arbítrio.

QUESTIONÁRIO

1 - O QUE É O UNIVERSO?

2 - QUAIS SÃO OS ESTADOS DA MATÉRIA E SUAS CARACTERÍSTICAS?

3 - O QUE É O ESPÍRITO?
 

quinta-feira, 18 de março de 2021

1ª AULA PARTE A - CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO - FEESP

A Existência de Deus

Quando o homem pré-histórico voltou seus olhos pela primeira vez para o céu noturno, repleto de estrelas, ou quando se admirou diante da Natureza exuberante que o cercava, ou ainda quando passou a descobrir-se como um ser de ideias e sentimentos, adentrou os domínios dos "mistérios" da Criação.

Iniciava-se, então, de modo extremamente primário, a formação da ideia acerca da existência de Deus. A partir daí, através de práticas as mais extravagantes, o homem tentou a comunicação com Deus, num processo que culminou com a própria humanização da divindade. 

O homem passou a conceber Deus à sua imagem e semelhança. Foi assim que se organizaram as mais diversas religiões.

Afinal, Deus existe? 

O fato de nunca ter existido um povo ateu sobre a face da Terra parece responder à pergunta. Mas, os sentidos humanos são inadequados para o conhecimento de Deus, em sua natureza íntima. Por isso, muitos ainda vacilam em afirmar categoricamente a sua existência. Contudo, "Deus existe, não o podeis duvidar, e isso é o essencial" (L.E., 14).

Qualquer artifício ou método que queiramos aplicar para prová-lo é inútil. 

Qualquer fórmula utilizada para descrevê-lo ou mostrá-lo (como na mitologia greco-romana ou na religião dogmática), é imprópria. 

Como bem expressou Léon Denis: "há coisas que, de tão profundas,
só se sentem, não se descrevem".

A Doutrina Espírita nos apresenta um conceito magnífico de Deus: a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. Mas, a ideia vem enriquecida por alguns dos atributos da divindade, que revelam ao homem algumas de suas perfeições: Deus é eterno, único, imutável, imaterial, soberanamente justo e bom.

E sobre este último atributo (da justiça divina) que se funda o princípio da reencarnação. 

Se todos tendemos à perfeição, Deus nos proporciona os meios de consegui-la, com as provas da vida corpórea. 

É então que nos depuramos, submetendo-nos à prova de uma nova existência, condição necessária da evolução do Espírito, sem a qual permaneceríamos estacionários.

Depois de analisar cada atributo, Kardec conclui: "Tal é o eixo sobre o qual repousa o edifício universal; é o farol do qual os raios se estendem sobre o universo inteiro, o único que pode guiar o homem em sua pesquisa da verdade; ao segui-lo, não se extraviará nunca; e se tem se desencaminhado com tanta frequência, é por não ter seguido o caminho que lhe é indicado.

Tal é também o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas; para julgá-las, o homem tem um padrão rigorosamente exato nos atributos de Deus, e ele pode afirmar a si mesmo, com certeza, que toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática, que esteja em contradição com um só destes atributos, que tenda não só a anulá-los, mas simplesmente a enfraquecê-los, não pode estar com a verdade.

Em Filosofia, em Psicologia, em moral, em religião, nada há de verdadeiro que não esteja conforme às qualidades essenciais da Divindade. A religião perfeita seria aquela da qual nenhum artigo de fé estivesse em oposição com estas qualidades, da qual todos os dogmas possam suportar a prova deste controle, sem dele receber nenhuma contradita. (A Gênese, cap. II, item 19).

É o próprio Universo que oferece evidências materiais acerca da existência de Deus. 

Em nossa consciência, estão inscritas as suas leis infinitamente perfeitas (L.E., 621). 

É o sentimento inato de sua existência, que trazemos no coração, é "a marca do obreiro em sua obra". Ora, "vede a obra e procurai o autor!", sentenciou o Espírito da Verdade. Se o efeito que se vê é
inteligente, sua causa só pode ser inteligente. O que não é obra do homem, só pode ser obra de um poder inteligente. Esse poder é Deus!

QUESTIONÁRIO

1 - COMO SE PODE CONCEITUAR DEUS?

2 - COMO ENTENDER A NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO?

3 - ONDE SE PODE ENCONTRAR DEUS?
 

terça-feira, 16 de março de 2021

CONTEÚDO DO CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO – FEESP

1ª AULA

PARTE A - A Existência de Deus

PARTE B - Elementos Gerais do Universo

2ª AULA

PARTE A: As 5 Alternativas da Humanidade

PARTE B: O Espiritismo Em Seu Tríplice Aspecto

3ª AULA

PARTE A: Noções Preliminares de Espiritismo

PARTE B: Os Espíritos

4ª AULA

PARTE A: REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO DOS ESPÍRITOS

PARTE B: INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO

5ª AULA

PARTE A: O MAIOR MANDAMENTO

PARTE B: O Valor da Prece

6ª AULA

PARTE A: A PARÁBOLA DO SEMEADOR

PARTE B: O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

7ª AULA

PARTE A: JESUS NO LAR

PARTE B: O Evangelho no Lar

8ª AULA

PARTE A: CASAMENTO, DIVÓRCIO

PARTE B: Parentesco Corporal e Espiritual

9ª AULA

PARTE A: NECESSIDADE DA CARIDADE SEGUNDO PAULO

PARTE B: Parábola do Bom Samaritano

10ª AULA

PARTE A: NOÇÕES SOBRE MEDIUNIDADE

PARTE B: DAÍ DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES

11ª AULA

PARTE A: OBSESSÃO e DESOBSESSÃO

PARTE B: PERDÃO DAS OFENSAS

12ª AULA

PARTE A: O SUICÍDIO

PARTE B: BEM SOFRER e MAL SOFRER

13ª AULA

PARTE A: EUTANÁSIA (À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA)

PARTE B: A Fé que Transporta Montanhas

14ª AULA

PARTE A: CREMAÇÃO E TRANSPLANTES

PARTE B: AS BEM-AVENTURANÇAS

15ª AULA

PARTE A: LIVRE ARBÍTRIO e FATALIDADE

PARTE B: ESQUECIMENTO DO PASSADO

16ª AULA

PARTE A: OS SONHOS

PARTE B: OS FALSOS CRISTOS E OS FALSOS PROFETAS

17ª AULA

PARTE A: OS FLUIDOS

PARTE B: CONCEITO SOBRE MILAGRE

18ª AULA

PARTE A: A JUSTIÇA DIVINA

PARTE B: NÃO JULGUE, COMPREENDA

19ª AULA

PARTE A: A PORTA ESTREITA

PARTE B: SEDE PERFEITOS

20ª AULA

PARTE A: O ESPIRITISMO COMO CONSOLADOR PROMETIDO

PARTE B: NÃO PONHAIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE

21ª AULA

PARTE A: O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE

PARTE B: OS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

22ª AULA

PARTE A: A HISTÓRIA DE BELARMINO BICAS

PARTE B: A REFORMA ÍNTIMA

23ª AULA

PARTE ÚNICA: BIOGRAFIA DE ALLAN KARDEC

24ª AULA

PARTE ÚNICA: BIOGRAFIA DO DR. ADOLFO BEZERRA DE MENEZES
 

quinta-feira, 11 de março de 2021

CURSO PREPARATÓRIO DE ESPIRITISMO – FEESP

As aulas serão postadas sempre às 9 horas do horário de Brasília
  
Março – Dias: 18 e 25

Abril – Dias: 8, 15, 22 e 29

Maio – Dias: 6, 13, 20 e 27

Junho – Dias: 1, 10, 15, 17, 22 e 24

Julho: Não haverá postagens

Agosto – Dias: 3, 5, 10, 12, 17, 19, 24, 26 e 31

Setembro – Dias: 2, 9, 14, 16, 21, 23, 28 e 30

Outubro – Dias: 5, 7, 14, 19, 21, 26 e 28

Novembro – Dias: 4, 11, 18 e 25

Dezembro – Dias: 2 e 7
 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

24ª Aula Parte ÚNICA - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


VIDA E OBRA DE ALLAN KARDEC

Hippolyte Leon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, às 19 horas do dia 3 de outubro de 1804 de família católica; mãe, prendada e afável e o pai juiz.

Realizou seus primeiros estudos em Lyon e, aos dez anos é enviado a Yverdun na Suíça para uma escola modelo na Europa: o Instituto de Educação Pestalozzi fundado em 1805 pelo grande educador Johan Heinrich Pestalozzi (1746-1827)

A dimensão da grandeza de Pestalozzi fora estabelecida em seu epitáfio: “O Educador da Humanidade”. Pelo seu educandário passaram inúmeras personalidades que aprendiam e ensinavam que “o amor é o eterno fundamento da educação”.

As portas do Castelo de Yverdun onde funcionava o Instituto, eram totalmente abertas durante o dia. Ele tinha por princípio ser “a intuição a fonte de todos os conhecimentos”. E, convivendo com professores calvinistas e luteranos, Rivail aprendia que a verdadeira religião não é outra coisa senão “a moralidade”. Assim, Rivail iniciava a concepção da firme idealização de uma reforma religiosa com o propósito de unificar crenças e sanar as dissidências.

Denizard Rivail retoma a Paris, em 1822. Em 1823, inicia seus conhecimentos nas teorias de Franz Anton Mesmer, doutor da Universidade de Viena. Em 6 de fevereiro de 1832 casa-se com Amelie Gablielle Boudet, grande companheira de vida.

Aos cinquenta anos de idade Rivail já era escritor de livros didáticos (22 obras), membro de instituições científicas, da Academia de Ciências de Arras, professor de cursos técnicos. Poliglota, conhecia bem o alemão, inglês, holandês, tinha sólidos conhecimentos do latim, grego, gaulês e algumas línguas neolatinas.

Em 1854 encontra-se com o amigo magnetista Foitier, que o convida a verificar o fenômeno das “mesas girantes”. Como homem de ciências foi disposto a observar e analisar tais acontecimentos. Escreveu em suas anotações tratar-se de uma realidade e não havia possibilidade de anulá-lo e nem de descrer dos fatos. Havia ali uma força desconhecida e inteligente, que movia aquelas mesas. Entreviu nas “mesas girantes” as leis que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível.

Em maio de 1855 conheceu as filhas do Sr. Baudin, Julie e Caroline, médiuns que tinham 14 e 16 anos respectivamente, desprovidas de preconceitos e vaidades. O professor Rivail, então, teve contato com os Espíritos que se comunicavam; de início, com Zéfiro, Espírito familiar dos Baudin.

Certo dia, constatou a presença do Espírito da Verdade, dirigente de uma falange de Espíritos que vinham cumprir a promessa de Jesus: a vinda do Consolador Prometido, e que o guiaram na construção das obras da codificação.

As comunicações recebidas foram escritas, analisadas e codificadas por Rivail. Em 18 de abril de 1857, sob o pseudônimo de Allan Kardec (nome que teve em uma encarnação como sacerdote druida), publica a primeira e fundamental obra da Doutrina Espírita, O Livro dos Espíritos.

Inicia, em 1° de janeiro de 1858, a publicação da Revista Espírita e outras obras logo vieram em seguida.

Em janeiro de 1861, publica “O Livro dos Médiuns”; em abril de 1864, surge “O Evangelho Segundo o Espiritismo”; em 1° de agosto de 1865, é publicado “O Céu e o Inferno” ou “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”. Em 6 de janeiro 1868, “A Gênese”

A revelação espírita mostra o destino do homem após a morte; esclarece aos homens questões como a utilização do livre-arbítrio e suas consequências. Daí a autoridade da doutrina espírita pelo seu conjunto de princípios fundamentados na tríade ciência, filosofia e religião.

Sofrendo há alguns anos de uma enfermidade no coração, Allan Kardec desencarnou repentinamente em 31 de março de 1869, vítima do rompimento de um aneurisma. Estava na iminência de uma mudança de endereço, imposta pela extensão de suas múltiplas ocupações, e para finalizar diversas obras espíritas. Kardec desencarnou conforme vivera: trabalhando.

Camille Flammarion, em discurso pronunciado por ocasião do seu funeral, no Cemitério de Montmartre, traça um esboço de sua carreira literária, sua atuação na Revista Espírita e perpetuou: “Kardec era o que eu denominarei simplesmente de o bom senso encarnado”.

No ano seguinte, seu corpo foi transferido para o Cemitério de Pére Lachaise, Paris, onde se encontra até hoje.

No seu dólmen está escrito: “Nascer, morrer; renascer sempre, e progredir sem cessar, tal é a lei”.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Onde e quando nasceu Hippolyte Léon Denizard Rivail? Qual a contribuição de Pestalozzi para a formação de seu caráter?

2) Sintetize a atuação de Rivail na área educacional.

3) Como Allan Kardec codificou a doutrina espírita?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - Obras Póstumas - Ed. Lake.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

23ª Aula Parte ÚNICA - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


VIDA E OBRA DE BEZERRA DE MENEZES

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu no atual município de Jaguaretama, Ceará, antiga Freguesia de Riacho de Sangue, em 29 de agosto de 1831. Era filho de Antônio Bezerra Cavalcanti, tenente-coronel da Guarda Nacional e de Fabiana de Jesus Maria Bezerra.

Em 1838, frequentou por dez meses a Escola Pública da Vila do Frade, onde aprendeu a ler e escrever.

Em 1842, quando sua família transferiu-se para o Rio Grande do Norte, foi matriculado na Escola Pública da Serra dos Martins, na Vila da Maioridade (hoje cidade de Imperatriz). Dois anos depois, já substituía o professor de Latim, quando esse estava impedido de comparecer.

Em 1846, quando a família retomou ao Ceara, passou a frequentar o Liceu da localidade, sob a direção de seu irmão Manoel Soares da Silva Bezerra, completando os estudos preparatórios para a faculdade.

Seu pai, nessa época, atravessava dificuldades financeiras por haver dado aceite em duplicatas de terceiros. Por isso, perdeu suas propriedades, mas cumprindo sua palavra, passou a ser o administrador de seus antigos bens.

Assim, ao seguir uma vida honrada, serviu de exemplo ao então adolescente Bezerra de Menezes.

Desejando ser médico, Bezerra decide mudar-se para o Rio de Janeiro, onde ficaria mais tarde conhecido como o Médico dos Pobres.

Em 5 de fevereiro partiu para o Rio, com 400 mil réis que seus parentes lhe haviam dado para custear a viagem, chegando com 18 mil réis no bolso e sonhos no coração.

Ingressou como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, em novembro de 1852. Estudava nas bibliotecas públicas e dava aulas para manter-se.

Doutorou-se em Medicina aos 25 anos de idade, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Foi eleito membro da Academia Imperial de Medicina e nomeado cirurgião-tenente do Corpo de Saúde do Exército em 1858, quando passou a assinar o seu nome sem o Cavalcanti. Na Academia Nacional de Medicina foi, durante quatro anos, o redator dos Anais da Entidade.

Casou-se, pela primeira vez, em 6 de novembro de 1861, com Maria Cândida de Lacerda, com quem teve um casal de filhos. Dois anos depois do desencarne de sua esposa, com 34 anos de idade, casou-se com Cândida Augusta de Lacerda, irmã materna de sua mulher. Tiveram cinco filhos.

Indicado por moradores da Freguesia de São Cristóvão a vereador da Câmara Municipal, elegeu-se em 1861 pelo Partido Liberal e exonerou-se do cargo de assistente de cirurgião do Exército. Reeleito vereador em 1864, foi eleito deputado federal em 1867 e membro da Comissão de Obras Públicas, figurando em lista tríplice para uma cadeira no Senado.

Dissolvida a Câmara dos Deputados em 1868, assumiu a criação da Companhia Estrada de Ferro Macaé a Campos, concluída em 1873. Foi diretor da Companhia Arquitetônica em 1872, a mesma que abriu o Boulevard 28 de setembro na Vila Isabel. Em 1875, foi presidente da Companhia Carril de São Cristóvão e membro de diversas entidades e sociedades beneficentes.

De novo vereador da cidade do Rio de Janeiro (período de 1879 a 1880), foi presidente da Câmara Municipal, cargo equivalente ao de prefeito e deputado federal.

Trabalhos Publicados:

O escritor J. F. Velho Sobrinho, no seu Dicionário Biobibliográfico Brasileiro, relata a existência de mais de quarenta livros e outras publicações do Dr. Bezerra de Menezes.

Foi autor de bibliografia extensa, que inclui desde biografias de homens célebres a trabalhos sobre a escravidão no Brasil e a seca no nordeste brasileiro. Na lista também há romances como A Pérola Negra, História de um Sonho, Lázaro o Leproso, O Bandido, Viagem Através dos Séculos, A Casa Assombrada, Os Carneiros de Panúrgio, Casamento e Mortalha (inacabado), além da importante obra A Loucura Sob Novo Prisma.

Ao desencarnar, continua sua obra, por intermédio do médium Francisco Candido Xavier, com os livros Apelos Cristãos e Bezerra, Chico e Você.

Com Yvonne do Amaral Pereira, compõe os romances Tragédia de Santa Maria e Nas Telas do Infinito. Pela médium Ayesha Spitzer, é de sua autoria Os Comentários Evangélicos, publicados por Edgard Armond em 1968.

Consolidador:

Em sua época, os espíritas brasileiros encontravam-se dispersos.

Quando ainda católico, recebeu um dia O Livro dos Espíritos como presente do amigo, e também médico, Dr. Joaquim Carlos Travassos, que havia traduzido a obra para o português.

Dez anos depois deste episódio, proclamava sua adesão solene ao Espiritismo, perante 2.000 pessoas, no Solar da Guarda Velha, em 16 de agosto de 1886.

No início de 1895, Bezerra de Menezes dirigia o Grupo Ismael e, numa noite de junho do mesmo ano, é convidado a presidir a Federação Espírita Brasileira de 1895 a 1900 e sempre lutou pela união dos espíritas brasileiros.

Foi profundo conhecedor do Evangelho de Jesus que leu, interpretou e praticou. Antigo redator de A Reforma, de Sentinelas da Liberdade, escreveu também, sob o pseudônimo de Max, uma coluna no jornal O Paiz, entre 1886 e 1890, colunas essas que foram organizadas e originaram o livro Estudos Filosóficos.

Servir era o seu lema. Médico, amou a profissão. Doou até o anel de formatura a uma paciente, além de dinheiro aos que não tinham condições de comprar remédio e seguirem suas indicações. Em seu consultório médico, nos altos da Farmácia Homeopática Cordeiro, receitava para os pobres. A ninguém recusava atendimento, que era, na grande maioria das vezes, gratuito, pois só cobrava daqueles que podiam pagar.

Lindos são os casos a respeito de sua conduta como médico, como os relatados por Ramiro Gama, em uma bela obra literária.

Não esquecia de tratar os pobres do corpo e do Espírito nas reuniões de desobsessão, na Federação Espírita Brasileira.

Desencarna em 11 de abril de 1900, às 11 horas e 30 minutos, depois de período em que passou imobilizado na cama.

Minutos antes, elevava seu pensamento a Maria de Nazaré, pedindo por aqueles que ficavam e que, incansavelmente, iam visitá-lo todos os dias, quando já estava doente.

Fica-nos o exemplo desse grande discípulo de Jesus que, como diz o seu necrológio publicado no jornal cearense A Republica, de 13 de abril de 1900: “O amor; não possuía ele platonicamente, nem o ensinava apenas pelos lábios: subia-lhe do coração e o praticava indistintamente, no exercício constante dessa caridade ativa e diligente que não raciocina, não reflete, porque é instintiva e se multiplica sob milhares formas - na tolerância, na indulgência com que antes dissimula do que repara nas alheias fraquezas".

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO

1) Descreva resumidamente as atividades do Dr. Bezerra antes de tomar-se espírita

2) Descreva a atividade do Dr. Bezerra como espírita

3) Por que ficou conhecido como “Médico dos Pobres”?

BIBLIOGRAFIA
- ABREU, Canuto - Bezerra de Menezes – Ed. FEESP
- GAMA, Ramiro - Lindos Casos de Bezerra de Menezes – Ed. Lake
- SOARES, Sylvio Brito - Vida e Obra de Bezerra de Menezes – Ed. FEB
KLEIN Filho, L. Bezerra de Menezes Fatos e Documentos. 2.ed., Niterói: Publicações Lachâtre Ed.,2001, Cap. X, p.203.

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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

22ª Aula Parte ÚNICA - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


A VIDA DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por Chico Xavier, considerado o médium mais importante do século XX e o maior psicógrafo de todos os tempos, nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, no dia 02 de abril de 1910.

Foi o oitavo filho de João Cândido Xavier, operário, e de Maria João de Deus, lavadeira, que faleceu quando Chico tinha apenas cinco anos de idade. Todos os nove filhos do casal foram distribuídos para vários familiares e amigos, como era o costume.

Chico, órfão de mãe em tenra idade, sofreu na casa de pessoas de precária sensibilidade, sobretudo com sua madrinha, que o maltratava frequentemente por qualquer razão.

Nos momentos mais penosos de angustia era assistido por Maria João de Deus, que fora sua mãe na Terra e que lhe rogava paciência. O menino, então, aprendeu a sofrer com resignação.

Com sete anos o seu martírio terminou; seu pai casou novamente e sua madrasta, boa e caridosa, recolheu todos os irmãos.

Aos nove anos começou a trabalhar. Pela manhã frequentava a escola primária pública, depois ia para a fábrica onde trabalhava e lá permanecia até as 2h da madrugada. Mal pode aprender a ler e escrever.

Em 1927, uma de suas irmãs adoeceu e um casal de espíritas vizinhos reunia-se com seus familiares. Com eles teve o primeiro contato com o Espiritismo.

Atividades mediúnicas em Pedro Leopoldo:

Em maio de 1927, foi realizada a primeira sessão espírita na casa de Chico, em Pedro Leopoldo e, em julho, Chico realizou a sua primeira atuação publica no serviço mediúnico. No fim do mesmo ano, nascia o Centro Espírita Luiz Gonzaga. O Centro era bem frequentado, com reuniões as 2ªs e 6ªs feiras. Depois a sede passou para a antiga casa da mãe de Chico.

A mediunidade de Chico manifestou-se de maneira extraordinária. Ele era clarividente, clariaudiente e psicógrafo mecânico. Via e ouvia os Espíritos como se fossem homens normais do plano físico. Também apresentava outras formas de mediunidade, porém, dedicou-se mais a psicografia como missão.

Seu primeiro livro psicografado foi “Parnaso de Além Tumulo”, lançado em julho de 1932.

Em 1950, Chico Xavier havia recebido mais de 50 obras e já era conhecido no Brasil e no mundo inteiro.

Psicografias mais conhecidas:

Chico Xavier psicografou 412 livros e jamais admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras; reproduzia mecanicamente, sem conhecer o conteúdo, o que os vários Espíritos lhe ditavam. Não aceitou qualquer verba arrecadada com a venda dessas obras.

Os direitos autorais dos mais de 20 milhões de exemplares dos livros por ele psicografados, foram cedidos para organizações espíritas e instituições de caridade.

O livro “Nosso Lar”, pelo Espírito André Luiz, é o de maior tiragem, ultrapassando 1.500.000 cópias vendidas.

Os Espíritos Emmanuel e André Luiz:

Falar de Chico é falar de Emmanuel. Esse venerando Espírito foi o seu protetor espiritual e manifestou-se pela primeira vez, de forma ostensiva, em 1931. Desde então acompanhou-o sempre.

Emmanuel propôs ao jovem Chico, então com 21 anos, três condições obrigatórias para com ele trabalhar: disciplina, disciplina e disciplina.

Dentre as obras de autoria de Emmanuel, destacam-se cinco de teor histórico do Cristianismo. São eles os romances mediúnicos baseados em fatos reais: “Ha 2000 Anos”, autobiografia de Emmanuel, na época encamado como o senador romano Publio Lentulus; “50 Anos Depois”; “Ave Cristo”; “Renúncia” e “Paulo e Estevão”, a história de Paulo de Tarso.

André Luiz apresentou-se a Chico em 1943. Autor da série “Nosso Lar”, foi médico em sua última encarnação no Rio de Janeiro, no início da década de 1930.

Movimento Espírita:

O mais conhecido e famoso dos espíritas brasileiros contribuiu para expandir o movimento espírita brasileiro e encorajar os espíritas a revelarem a sua adesão ao Espiritismo.

Chico destacou-se também nos trabalhos de assistência espiritual. Consolou incontáveis mães e pais de filhos que haviam desencarnado, além de pessoas que sofriam pelo desencarne de entes queridos, através de mensagens espirituais psicografadas recebidas no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba.

Além do intenso trabalho mediúnico, promoveu intensamente obras sociais, auxiliando pessoas carentes com a verba de seus livros psicografados.

Desencarne:

Chico Xavier desencarnou no dia 30 de junho de 2002, com 92 anos de idade, vítima de parada cardíaca.

Conforme relato de parentes próximos, Chico teria solicitado aos benfeitores espirituais para deixar este plano num dia em que os brasileiros estivessem felizes, para que ninguém ficasse triste com o seu desencarne. E assim aconteceu: nesse dia o Brasil festejava a conquista de seu quinto título da Copa Mundial de Futebol.

Foi eleito o Mineiro do Século XX, seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitscheck.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Quem foi Francisco Cândido Xavier?

2) O que significou o trabalho de Chico Xavier para a doutrina espírita?

3) Por que Chico é um exemplo de dedicação e amor ao próximo?

BIBLIOGRAFIA
- Barbosa, Elias - No Mundo de Chico Xavier - Ed. Ide
- Souto Maior, Marcel - As Vidas de Chico Xavier - Ed. Planeta do Brasil
- Tavares, Clovis - Trinta Anos com Chico Xavier - Ed. Ide
- XAVIER, F.C. Fonte Viva. 19.ed., Brasília - FEB, 1994, Cap. 81, p. 190.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

21ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


NÃO COLOQUEIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE

“Ninguém, pois, acende uma luzerna e a cobre com alguma vasilha, ou põe-na debaixo da cama; põe-na sim, sobre um Candeeiro, para que vejam à luz os que entram. Porque não há coisa encoberta, que não haja de saber-se e fazer-se pública.” (Lucas, VIII: 16-17).

Causa estranheza ouvir Jesus dizer que não se deve pôr a luz debaixo do alqueire, ao mesmo tempo que esconde o sentido das suas palavras sob o véu da alegoria, o que nem todos podem compreender. Ele se explica, entretanto, dizendo aos apóstolos: “Eu lhes falo em parábolas, porque eles não estão em condições de compreender certas coisas; eles veem, olham, ouvem e não compreendem certas coisas; assim dizer-lhes tudo, ao menos agora, seria inútil; mas a vós o digo, porque já vos é dado compreender esses mistérios”.

E procedia com o povo como se faz com as crianças, cujas ideias ainda não se encontram desenvolvidas. Dessa maneira, indica-nos o verdadeiro sentido da máxima: Não se deve pôr a candeia debaixo do alqueire, mas sobre o candeeiro, afim de que todos os que entram possam vê-la. Ele não diz que tenhamos de revelar inconsideradamente todas as coisas, pois todo o ensinamento deve ser proporcional a inteligência de quem o recebe, e porque há pessoas que uma luz muito viva pode ofuscar sem esclarecer.

Pergunta-se que proveito o povo poderia tirar dessa infinidade de parábolas, cujo sentido estava oculto para ele.

Deve-se notar que Jesus só se exprimiu em parábolas sobre as questões de alguma maneira abstratas da sua doutrina. Mas, tendo feito da caridade e da humildade a condição expressa da salvação, tudo o que disse a esse respeito é perfeitamente claro, explicito e sem nenhuma ambiguidade. Assim devia ser porque se tratava de regra de conduta, regra que todos deviam compreender, para poderem observar. Era isso o essencial para a multidão ignorante, a qual se limitava a dizer: Eis o que é necessário para ganhar o Reino dos Céus.

Sobre outras questões, só desenvolvia os seus pensamentos para os discípulos. Estando eles mais adiantados intelectual e moralmente, Jesus podia iniciá-los nos princípios mais abstratos. Foi por isso que disse: “Porque ao que já tem, dar-se-lhe-á, e ao que não tem, ainda o que tem se lhe tirará”. (Marcos, 4:24-25).

Não obstante, mesmo com os apóstolos, tratou de modo vago sobre muitos pontos, cujo entendimento completo estava reservado aos tempos futuros. Foram esses pontos que deram lugar a diversas interpretações, até que a ciência de um lado, e o Espiritismo de outro, vieram revelar as novas leis da natureza que tornaram compreensíveis o seu verdadeiro sentido.

“Ninguém acende a candeia e a coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e assim alumia a todos os que estão na casa." (Mateus 5:15).

Muitos aprendizes interpretaram semelhantes palavras do Mestre como apelo a pregação sistemática e desvelaram-se através de veementes discursos em toda parte. Outros admitiram que o Senhor lhes impunha a obrigação de violentar os vizinhos, através de propaganda compulsória da crença, segundo o ponto de vista que lhes é particular.

Na verdade, o sermão edificante e o auxílio fraterno são indispensáveis na extensão dos benefícios divinos da fé.

Nossa existência é a candeia viva.

É um erro lamentável despender nossas forças sem proveito para ninguém, sob a medida de nosso egoísmo, de nossa vaidade ou de nossa limitação pessoal.

Como nos diz o Espírito Emmanuel: “Prega, pois, as revelações do Alto, fazendo-as mais formosas e brilhantes em teus lábios; insta com parentes e amigos para que aceitem as verdades imperecíveis; mas, não olvides que a candeia viva da iluminação espiritual é a perfeita imagem de ti mesmo".

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) O que significa colocar a candeia debaixo do alqueire?

2) Por que devemos procurar ser criaturas que buscam o aperfeiçoamento para se tomar mais uma luz no mundo?

3) Na sua opinião, como devemos proceder para fazer “brilhar a nossa luz”?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - A Gênese - Ed. FEESP.
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP

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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

21ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


O ESPIRITISMO COMO CONSOLADOR PROMETIDO

Próximo de partir para a espiritualidade, Jesus promete a seus discípulos que lhes enviaria um outro Consolador, o Espírito da Verdade, o Paráclito, que haveria de ensinar todas as coisas e lembrar o que ele dissera. (Jo, 14:15-17 e 26; 16:7-14)

No tempo determinado, o Espiritismo veio cumprir a promessa do Divino Mestre, revelando ao homem as leis que regem os fenômenos antes tidos como sobrenaturais ou milagrosos.

O Espiritismo, ou o Consolador Prometido, surge no horizonte terrestre em meados do sec. XIX como a Terceira Revelação. No século 12 a.C. Moises trouxe para a Humanidade a Primeira Revelação, materializando a ideia do Deus único; após Moisés veio o Cristo, encarnando a Segunda Revelação.

A Doutrina dos Espíritos, como a Terceira Revelação, é o Cristianismo Redivivo.

Em comunicação em O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Espírito da Verdade, que apresentou-se a Kardec como seu guia espiritual e que o orientou na confecção das obras da codificação (Obras Póstumas, 2ª parte, Meu guia espiritual), diz: “O Espiritismo deve lembrar aos incrédulos que acima deles reina a verdade imutável o Deus bom, o Deus grande, que faz germinar as plantas e que levanta as ondas”.

A revelação espírita possui um duplo caráter, visto que participa, ao mesmo tempo, da revelação divina e da revelação cientifica, as duas vias que levam o homem ao verdadeiro conhecimento. Nas palavras de Allan Kardec, “o que caracteriza a revelação espírita é que a fonte dela é divina, a iniciativa pertence aos Espíritos, e a sua elaboração é a ação do trabalho do homem”.

O Espiritismo, então, parte das próprias palavras do Cristo (da mesma forma que o Mestre muitas vezes remeteu seus discípulos as palavras de Moisés), sendo uma consequência direta da doutrina cristã. A ideia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos cerca e que povoa o espaço infinito.

Define os laços que unem o Espírito ao corpo. Fundamenta-se no princípio da reencarnação. Estabelece as consequências morais da conduta humana frente às Leis Divinas.

Como uma doutrina de conhecimento, o Espiritismo chega no momento em que a humanidade está melhor preparada e a ciência encontra-se organizada, pronta para dar sustentação ao fenômeno espírita pois, sem ela, a doutrina espírita ficaria sem apoio e exame. Se tivesse surgido antes das descobertas cientificas dos séculos XVII e XVIII, a ação da espiritualidade fatalmente estaria condenada ao fracasso.

A doutrina consoladora mostra ao homem que a causa dos seus sofrimentos, muitas vezes, está em existências anteriores; que a Terra, no seu atual estágio, é um mundo de expiação e provas; que Deus, soberanamente Justo e Bom, a ninguém castiga, de sorte que as aflições vividas pela criatura humana conduzem a cura dos seus males, assegurando-lhe a felicidade nas existências futuras.

Por essa razão o Espiritismo, em seu tríplice aspecto de Ciência, Filosofia e Religião, responde aos mais diversos questionamentos humanos, fazendo o homem compreender de onde vem, para onde vai e o que está fazendo na Terra. Enfim, revela a sua natureza, a sua origem e a sua destinação, preparando-o para viver melhor.

Finalmente, tira de sob o véu o conceito mais avançado de Deus: Inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. Esclarece que não podemos conhecer a natureza intima de Deus, mas aponta alguns de seus principais atributos que nos mostram sua justiça e sua bondade presentes em toda a Criação.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Por que o Espiritismo é o Consolador Prometido?

2) O que caracteriza a revelação espírita?

3) O Espiritismo surgiu na época certa? Por que?

BIBLIOGRAFIA
- KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 9. ed., São Paulo: FEESP. 1993. Cap. XIX, Item 7, p.242.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

20ª Aula Parte ÚNICA - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


A GÊNESE

“A Gênese”, quinta obra da codificação, foi colocada à venda a partir de 06/01/1868 em Paris, França, pela Librarie Nationale.

Na obra Allan Kardec, fundamentado em informações dos Espíritos superiores e com base nos conhecimentos científicos da época, faz um estudo de pontos diversamente interpretados e comentados, como o processo da Criação e os milagres e as predições do Evangelho, relacionando-os às novas leis que decorrem da observação dos fenômenos espíritas.

“Esta obra vem a ponto, no sentido que a Doutrina está hoje bem estabelecida do ponto de vista moral e religioso. O que importava antes de tudo, eram as aspirações da alma. O Espiritismo entra numa nova fase." - São Luiz.

Assim, os ensinamentos de Jesus ganham um complemento, entretanto, Kardec nos adverte na obra: “Não rejeitemos a Gênese bíblica; estudemo-la, ao contrário, como se estuda a história da infância dos povos com a ajuda das luzes da razão e da Ciência”. (Cap. XII, item 12).

Os seus 18 capítulos tratam de temas doutrinários da maior importância, como: caracteres da revelação espírita, Deus e a sua natureza Divina, a origem do bem e do mal, a diferença entre instinto e inteligência, a criação do Universo e da Terra, os milagres do Evangelho, etc.

Allan Kardec disserta sobre o papel da ciência, auxiliando o entendimento dos fenômenos espirituais e da criação Divina, tema que ainda é hoje é alvo de muita discussão, entre religiosos e cientistas.

“O Espiritismo e a Ciência se completam um pelo outro; a Ciência sem o Espiritismo se acha impossibilitada de explicar certos fenômenos apenas pelas leis da matéria; o Espiritismo, sem a Ciência, teria falta de apoio e de controle.” (Cap. I, item 16).

E, sobre o papel da ciência na Gênese, esclarece-nos: “a ciência é chamada a constituir a verdadeira Gênese, segundo as leis da Natureza.” (Cap. IV, item 3).

Outro importante estudo que A Gênese expõe é a noção científica sobre tempo, espaço, leis e forças, abordando assuntos relativos ao Universo e a diversidade dos mundos. Kardec complementa essa parte com a teoria sobre a formação dos seres vivos, o principio vital, a escala dos seres orgânicos e o homem, mostrando que, sem a união de um princípio inteligente e perfectível agindo recíproca e ininterruptamente sobre a matéria, não se pode explicar a evolução moral e intelectual do princípio espiritual, assim como o papel da própria matéria.

Os milagres do Evangelho são analisados no sentido teológico e a sua interpretação espírita, mostrando-nos que os considerados milagres encaixam-se perfeitamente dentro das leis naturais.

Sobre o fato de Jesus ter realizado tantas curas consideradas milagrosas e sobre sua superioridade, diz Kardec: “A superioridade de Jesus sobre os homens não se prendia às qualidades particulares de seu corpo, mas as de seu Espírito, que dominava a matéria de maneira absoluta, e as de seu perispírito tirado da parte mais quintessênciada dos fluidos terrestres.” (Cap. XV item 2).

A obra aborda ainda o conhecimento do futuro que, por vezes, nos é facultado. A respeito disso, Allan Kardec esclarece que a percepção das realidades que escapam ao controle dos sentidos materiais é uma faculdade inerente do Espírito e que “Deus permite, às vezes, que uma ponta do véu seja levantada; mas é sempre com um fim útil, e nunca para satisfazer uma vã curiosidade.” (Cap. XVI, item 4).

“A faculdade de pressentir as coisas futuras é um dos atributos da alma.” (Cap. XVII - Item 20).

No capítulo final, denominado Sinais dos Tempos - A Nova Geração, Kardec fala-nos sobre a marcha progressiva da Terra no plano físico e moral, impulsionada pela Lei do Progresso e estudada em O Livro dos Espíritos: “Este duplo progresso se realiza de duas maneiras: uma, lenta, gradual e insensível; outra, por mudanças mais bruscas”. (Cap. XVIII, item 2).

Allan Kardec fechava assim o Pentateuco Espírita, o que representaria para o gênero humano, no correr dos tempos, a fé inabalável, aquela que segundo suas próprias palavras era a única capaz de “enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade."

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO

1) O que é “A Gênese”?

2) De que forma Allan Kardec relaciona na obra a ciência e o Espiritismo?

3) Como “A Gênese” explica a superioridade de Jesus?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - A Gênese - Ed. FEESP.
- KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 9.ed., São Paulo - FEESP, 1993, Cap. V, Item 23, p.83.
- KARDEC, A. Revista Espírita. São Paulo: Ed., 1966, Fevereiro/1868, p.54.

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