CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

14ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


ESQUECIMENTO DO PASSADO

O início de uma encarnação para o homem é sempre cercado de expectativas e dúvidas. É uma nova experiência que se inicia; o ser apresenta-se como “um livro em branco”, em que deverá escrever a história de sua existência.

Espírito imortal, tendo vivido muitas outras encarnações, o homem é uma obra em andamento, um livro que se encontra preenchido em boa parte de suas páginas. Por que não conseguimos lê-lo? Porque faz parte do processo reencarnatório o esquecimento do passado. Em razão dele, somos mais autênticos.

De fato, se hoje somos imperfeitos, no passado o fomos ainda mais; se hoje cometemos tantos erros e enganos, se ainda nos envolvemos com as ilusões do mundo, se revelamos constantemente traços de animalidade (violência, ódio, indiferença, personalismo, egocentrismo), podemos imaginar como teremos sido no pretérito mais distante.

Se o passado estivesse vivo em nossa consciência, tornar-se-ia, certamente, um empecilho para novas experiências. Se nos lembrássemos dos erros cometidos (ou dos que contra nós foram cometidos), viveríamos torturados pela culpa, pelo remorso, pelo desejo de vingança etc. Se tivéssemos tido existências venturosas e confortáveis no poder, no luxo e na riqueza, o orgulho, o egoísmo e a vaidade seriam um entrave para o nosso livre arbítrio. De qualquer forma, as perturbações às nossas relações sociais seriam inevitáveis pelas lembranças do que fizemos ou sofremos de nosso próximo, muitas vezes daquele que convive, dia a dia, conosco.

Por esse motivo, a misericórdia Divina concedeu-nos o que é necessário e suficiente para o sucesso da nova existência a cumprir, isto é, a voz da consciência e as tendências instintivas, que nos permitem identificar aquilo que precisamos fazer para nos corrigir e progredir no presente. Devemos superar as montanhas dos nossos erros e imperfeições, prosseguir no processo evolutivo com maior liberdade e a certeza de que se Deus lançou um véu sobre o nosso passado, isso será mais conveniente e adequado, pois Deus é a Sabedoria Universal.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec assim escreveu sobre o esquecimento do passado: “O Espírito renasce frequentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito. Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse. De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido”.

“O homem traz, ao nascer aquilo que adquiriu. Ele nasce exatamente como se fez. Cada existência é para ele um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi: se está sendo punido, é porque fez o mal, e suas más tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo. É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois, naquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, que o adverte do bem e do mal e lhe dá a força de resistir às más tentações.”

Ora, a lembrança do passado jamais se perde. Muitas vezes, os sinais do passado transparecem sutilmente em nossos gestos, atos e palavras. Em nossos relacionamentos, as lembranças ficam apagadas, veladas; todavia, elas continuam vivas nos registros profundos da consciência.

As questões que ficaram em aberto, os problemas não resolvidos no passado, mantém-se presentes na consciência, embora latentes, aguardando novas resoluções. O que já foi superado funde-se a personalidade, permitindo um caminhar mais liberto e sereno. O esquecimento do passado jamais será um obstáculo à melhoria do Espírito; antes, é um benefício inestimável concedido à criatura humana.

E, após o desencarne, o Espírito recobra a lembrança do passado, para que possa tomar boas resoluções em relação as suas próximas e promissoras encarnações.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) O que é necessário ao Espírito para iniciar uma nova existência em relação as lembranças do passado?

2) O que o homem traz, ao nascer, para a nova existência?

3) As lembranças do passado ficam perdidas completamente para o homem encarnado? Como elas se manifestam?

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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

13ª Aula Parte ÚNICA - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

“Esse livro de doutrina terá considerável influência, pois que explana questões capitais, e não só o mundo religioso encontrara nele as máximas que lhe são necessárias, como também a vida pratica das nações haurirá dele instruções excelentes. Fizeste bem enfrentando as questões de alta moral prática, do ponto de vista dos interesses gerais, dos interesses sociais e dos interesses religiosos”.

“A dúvida tem que ser destruída; a terra e suas populações civilizadas estão prontas. Já de há muito os teus amigos de além-túmulo as arrotearam; lança, pois, a semente que te confiamos, porque é tempo de que a Terra gravite na ordem irradiante das esferas e que saia, afinal, da penumbra e dos nevoeiros intelectuais”.

Essa explicação, em comunicação de um dos Espíritos que orientavam Kardec, responde a sua pergunta: “Que pensas da nova obra que trabalho neste momento?” (Obras Póstumas, 2ª parte, 9 de agosto de 1863).

Surge o Evangelho Segundo o Espiritismo, inicialmente publicado com o nome de Imitação do Evangelho, em abril de 1864. Logo em sua Introdução são explicitados os objetivos e planos de elaboração.

“Podemos dividir as matérias contidas nos Evangelhos em Cinco partes: 1) Os atos comuns da vida do Cristo, 2) Os milagres, 3) As profecias; 4) As palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja, 5) O ensino moral. Se as quatro primeiras partes tem sido objeto de discussões, a última permanece inatacável.

Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É o terreno em que todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam as suas crenças.

Porque nunca foi objeto de disputas religiosas, sempre e por toda a parte provocada pelos dogmas”.

E Kardec prossegue: “reunimos nesta obra os trechos que podem constituir propriamente falando, um código de moral universal, sem distinção de cultos. Nas citações, conservamos tudo o que era de utilidade ao desenvolvimento do pensamento, suprimindo apenas as coisas estranhas ao assunto”.

“As máximas foram agrupadas e distribuídas metodicamente segundo a sua natureza, de maneira a que umas se deduzem das outras, tanto quanto possível”.

O Evangelho Segundo o Espiritismo constituiu-se de um prefácio, vinte e oito capítulos, sendo o último o de uma coletânea de preces. Tem sete conexões com o Antigo Testamento e cento e trinta e quatro com o Novo Testamento.

Segundo a natureza dos assuntos, os três primeiros se encadeiam: “Não vim destruir a lei”; “Meu reino não é deste mundo”; “Há muitas moradas na casa se meu Pai”.

A obra está disposta numa ordem lógica, aborda aspectos filosóficos e científicos e trata dos ensinamentos de Jesus, em seu aspecto moral.

Podem ser citados os ensinamentos:

“O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material.”

“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações.” (Cap. XVII, item 4)

“Fé inabalável é só a que pode enfrentar a razão face a face em todas as épocas da humanidade” (Cap. XIX, item 7)

“Fora da caridade não há salvação” (Cap. XV, item 10)

Edgard Armond, em seu livro o Redentor, escreve no Prólogo: “O Espiritismo arrancou o evangelho das sombras místicas das concepções dogmáticas e o apresentou ao povo, indistintamente, aberto e refulgente, expressivo e edificante, como a força que mais poderosamente realiza transformações morais, no mais íntimo das almas e impulsiona os homens para a luz da redenção”.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) O que é O Evangelho Segundo o Espiritismo?

2) Por que Kardec priorizou os ensinamentos morais de Jesus neste livro?

3) Na sua opinião, qual a importância de O Evangelho Segundo o Espiritismo?

BIBLIOGRAFIA
- Armond, Edgard - O Redentor - Ed. Aliança.
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo -Ed. FEESP.
- Kardec, Allan - Obras Póstumas - Ed. FEB.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

12ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


FÉ QUE TRANSPORTA MONTANHAS

“Quando voltou para onde estava o povo, chegou-se a ele um homem que, ajoelhando-se a seus pés, disse-lhe: Senhor tem piedade de meu filho, que é lunático e sofre cruelmente; muitas vezes cai, ora no fogo, ora na água.
Já o apresentei aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar Jesus respondeu: Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei entre vós? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino que ficou no mesmo instante curado. Então os discípulos vieram ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós expulsar esse demônio? Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé; pois, em verdade vos digo que, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis aquela montanha: Passa daqui para ali, e ela passaria; nada vos seria impossível. Não se expulsam os demônios desta espécie senão por meio da prece e do jejum”. (Mateus, 17:14-21)

Com pequenas variantes, essa passagem também é narrada por outros dois evangelistas: Marcos, no capítulo 9, versículos 14 a 28, e Lucas, no capitulo 9, versículos 37 a 42. Da narrativa de Marcos consta o diálogo entre Jesus e o pai do menino: “Há quanto tempo isso lhe sucede? O pai respondeu: desde a infância; e o Espírito o tem muitas vezes lançado (ora a água, ora ao fogo) para fazê-lo perecer. Se puderdes alguma coisa, tem piedade de nós e socorre-nos. Jesus lhe disse: Se puderes crer tudo é possível àquele que crê. Logo o pai do menino exclamou, banhado de lágrimas: ‘Senhor eu creio, ajuda a minha pouca fé”.

Muitas vezes, podemos encontrar nos Evangelhos referências claras e precisas de Jesus ao poder da fé, sendo comum depararmos com expressões semelhantes a essa: “A tua fé te curou”.

Parece-nos que o Mestre ensina, dessa maneira, lições que deveriam ficar gravadas na memória de todos os que presenciavam os fatos, além de séria advertência aos seus futuros seguidores. Recordemos ainda que Jesus afirmou aos apóstolos: “Quem crer em mim, fará o que eu faço e ainda fará mais” (João, 14:12). Da mesma forma, guardemos a observação feita por Jesus aos 70 discípulos que, regressando de uma missão, diziam: “Senhor; até os demônios se nos submetiam em teu nome”; recomendou-lhe então o Mestre que “não se regozijassem por lhes estarem os Espíritos submetidos, mas antes por estarem os seus nomes escritos nos céus.” (Lucas, 10:20).

De tudo se depreende o amoroso cuidado do Mestre para com os seus seguidores, alertando-os sempre contra as tentações do orgulho, para que não se envaidecessem diante dos resultados obtidos no desempenho de suas missões, na cura e alivio dos sofrimentos.

Invariavelmente, todas as vezes que realizava as curas, Jesus salientava a fé e a confiança daquele que recebia o benefício e, a respeito das poucas curas levadas a efeito em sua terra, onde “apenas curou alguns poucos doentes”, Jesus admirou-se da incredulidade deles. (Marcos, 6:5-6)

Assim, para ser obtida a cura, torna-se evidente a necessidade da colaboração do doente, o seu desejo sincero de ser curado, conjugado com a fé, confiança e vontade potente de quem vai operar em nome do Senhor, tudo isso aliado ainda à possibilidade da lei de ação e reação. Todas as doenças podem ser aliviadas, mas nem todas podem ser curadas.

A confiança nas próprias forças nos torna capazes de executarmos grandes coisas, mesmo materiais, que não obteríamos se não confiássemos em nós mesmos. As montanhas a serem removidas pela fé referidas no Evangelho devem ser, antes de mais nada, as montanhas de nossas imperfeições e inferioridade, constituídas de má vontade, resistência, preconceitos, interesses materiais, egoísmo, fanatismo, paixões orgulhosas, etc.

A fé sincera e verdadeira é sempre calma, paciente e humilde. Deve ser cultivada pela moralização de nossos costumes, pela pureza de pensamentos, palavras e atos; pela crescente confiança na ilimitada bondade Divina, para desenvolver dentro de nós a força magnética que nos possibilitará agir sobre o fluido universal. A fé que, usada convenientemente pela nossa vontade, é capaz de operar prodígios sempre que for utilizada em benefício do nosso próximo.

Jesus disse aos discípulos que aquele Espírito obsessor só seria afastado através da oração e do jejum. Devemos entender, então, que somente através de uma fé fervorosa, traduzida em sentida prece, poderemos afastá-lo; e isso desde que estejamos em jejum, isto é, em condições morais satisfatórias de abstinência de pensamentos culposos, de sobriedade na satisfação de nossas necessidades e austeridade no proceder.

Nas palavras repassadas de sentimento daquele pai, que banhado em lagrimas, diz: “Eu creio, Senhor; ajuda a minha pouca fé”, podemos sentir a expressão de simplicidade e de humildade, pois certo do poder de Jesus para lhe atender a suplica, não se sentia ele próprio bastante forte na sua fé para merecer tal graça.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Qual o poder da fé?

2) Qual o sentido da palavra “montanha” no ensinamento de Jesus?

3) Como desenvolvermos a verdadeira fé?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - A Gênese - Ed. FEESP.
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP.
- XAVIER, F.C. Ação e Reação. 14.ed., Brasília: FEB. 1991, Cap. 19

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quinta-feira, 25 de junho de 2020

12ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


OS MILAGRES SEGUNDO O ESPIRITISMO

O milagre, entendido como “um ato do poder divino” contrário as leis conhecidas da natureza, implica na crença em um fato sobrenatural, maravilhoso, impossível de ser explicado pela ciência dos homens, algo que foge a explicação das leis comuns.

Geralmente, o milagre está associado ao sentido teológico, acontecendo pela Vontade Divina ou pela intercessão de seres angélicos em nosso favor.

Os Espíritos, porém, revelaram a Allan Kardec princípios da lei natural, que antes não eram compreendidos e tidos como milagres. “Esses fenômenos ligam-se a existência dos Espíritos e à sua intervenção no mundo material”. Kardec ainda complementa: “Os fenômenos espíritas, estando na Natureza, produziram-se em todos os tempos, mas, precisamente porque seu estudo não se podia fazer pelos meios materiais de que dispõe a ciência comum, eles permaneceram por mais tempo que outros no domínio do sobrenatural, de onde o Espiritismo os faz sair hoje”.

Portanto, o Espiritismo não faz milagres.

A codificação espírita nos dá explicações claras e objetivas sobre o assunto, dizendo que os ditos milagres podem ser explicados pelo estudo dos fluidos e do perispírito, do pensamento e da vontade. Eles nada mais são do que fenômenos regidos pelas leis do mundo espiritual e, portanto, naturais.

Primeiramente, para que possamos entendê-los devemos nos reportar ao Fluido Cósmico Universal, matéria elementar primitiva, cujas transformações e modificações originam todos os corpos da natureza. Em seu estado fluídico ou etéreo, encontramos a explicação para os fenômenos espirituais; no material ou ponderável, temos os fenômenos materiais.

“No estado de eterização, o fluído cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, ele sofre modificações tão variadas em seu gênero, e mais numerosas talvez que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos, ainda que procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais, e produzem os fenômenos particulares do mundo invisível”.

Na sua origem, esses fluidos são neutros e adquirem suas qualidades no meio onde são elaborados. Sob o ponto de vista moral, trazem a impressão do sentimento de ódio, inveja, orgulho, bondade, benevolência, doçura etc.

Sob o ponto de vista físico, são excitantes, irritantes, calmantes, reparadores, adstringentes etc.

Os Espíritos agem sobre a matéria por intermédio de seu corpo fluídico ou perispírito. Desencarnados, e na medida de suas capacidades, como não tem mais o seu corpo carnal como instrumento, servem-se dos órgãos materiais de um encamado, que é chamado médium.

“Os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais com a ajuda do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para os Espíritos o que a mão é para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem a esses fluidos tal ou tal direção; eles os aglomeram, combinam ou dispersam, formam conjuntos que tem aparência, forma e cor determinadas; mudam as propriedades delas como um químico muda as dos gases, ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. Trata-se da grande oficina ou laboratório da vida espiritual”.

Contudo, tais fenômenos nunca podem fugir as leis Divinas ou naturais, reguladoras da ordem universal, as quais tudo é submetido.

O Espiritismo, explicando estes fenômenos, lhes dá uma razão de ser. Ele demonstra a possibilidade de certos fatos que, por não terem mais o caráter miraculoso, não são menos extraordinários, por atestarem a grandiosidade da Criação Divina.

“Se se tomar a palavra milagre em sua acepção etimológica, no sentido de coisa admirável teremos sem cessar milagres sob nossos olhos; nós os aspiraremos no ar e os pisamos com nossos passos, porque tudo é milagre na Natureza."

O grande “milagre” que podemos fazer por nós mesmos é a renovação no amor, contribuindo para a manutenção da harmonia universal pelas boas ações. Como dizem-nos os Espíritos, na questão 123 de O Livro dos Espíritos: “A sabedoria de Deus se encontra na liberdade de escolha que concede a cada um, porque assim cada um tem o mérito de suas obras.”

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Por que o Espiritismo não faz milagres?

2) Como os fluidos podem ser manipulados?

3) O que é “o grande laboratório do mundo invisível”?

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quinta-feira, 18 de junho de 2020

11ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


O MAL E O REMÉDIO

O Espírito Santo Agostinho, em comunicação em O Evangelho Segundo o Espiritismo, faz um alerta a respeito da dor: “Vossa terra é por acaso um lugar de alegrias, um paraíso de delícias? A voz do profeta não soa ainda aos vossos ouvidos? Não clamou ele que haveria choro e ranger de dentes para os que nascessem neste vale de dores? Vós que nele viestes viver esperais portanto lágrimas ardentes e penas amargas, e quanto mais agudas e profundas forem as vossas dores, voltai os olhos ao céu e bendizei ao Senhor por vos ter querido provar! Mas ainda que tivésseis de sofrer uma vida inteira, que seria isso, ao lado da eternidade de glória reservada à aquele que houver suportado a prova com fé, amor e resignação?"

Quando vemos tantos males no mundo, por vezes, o sofrimento nos causam revolta ou incompreensão. Porém, como Deus é todo Amor, Justiça e Misericórdia, certamente, o mal não pode originar-se Dele.

Compreendendo a Sabedoria Divina, que nunca quer o mal de Seus filhos, podemos concluir que, além do ressarcimento de antigas dívidas, a dor nos serve para que possamos, além de desenvolvermos virtudes, como a paciência, a mansuetude e o perdão, progredirmos também em inteligência.

“O homem devendo progredir, os males aos quais ele está exposto são um estimulante para o exercício de sua inteligência, de todas as suas faculdades físicas e morais, incitando-o a busca dos meios de livrar-se deles. A dor é o estímulo que impulsiona o homem para a frente na via do progresso”, diz Kardec em A Gênese (Cap.III - Item 5). E completa mais adiante: “Mas Deus, pleno de bondade, colocou o remédio ao lado do mal, isto é, do próprio mal faz sair o bem." (Idem, item 7)

O Espírito André Luiz, na obra “Ação e Reação”, relata a explicação do Instrutor Druso sobre a dor-auxílio, a dor que acontece para que possamos aprender com ela. “O enfarte, a trombose, a hemiplegia, o câncer penosamente suportado, a senilidade prematura e outras calamidades da vida orgânica constituem dores-auxílio, para que a alma se recupere de certos enganos em que haja incorrido na existência do corpo denso, habilitando-se, através de longas reflexões e benéficas disciplinas, para o ingresso respeitável na Vida Espiritual.”

De qualquer forma, quando somos visitados pela dor, devemos refletir sobre ela, procurando meios de aliviá-la e de aceitá-la com resignação e coragem, quando ela ultrapassa os limites da nossa ação. O que devemos compreender é que a dor não é castigo, mas sim um processo de aprendizado, fruto da nossa imperfeição, porém útil a nossa evolução.

E qual o remédio para o mal? “A fé é o remédio certo para o sofrimento. Ela aponta sempre os horizontes do infinito, ante os quais se esvaem os poucos dias de sombras do presente.”, ensina o Espírito Santo Agostinho.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Para que servem os males pelos quais passamos?

2) Como devemos encarar a dor que nos atinge?

3) Por que a fé é o melhor remédio para nossos males?

Bibliografia
- Cajazeiras, Francisco - Eutanásia - Enfoque Espírita - Ed. EME.
- Kardec, Allan - A Gênese - Ed. FEESP.
- Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos - Ed. FEESP.
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP.
- Xavier, Francisco Cândido - Religião dos Espíritos - Ed. FEB
- XAVIER, F.C. Diálogo dos Vivos. São Bernardo do Campo: Grupo Espírita Emmanuel.

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terça-feira, 9 de junho de 2020

11ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


VISÃO ESPÍRITA DA EUTANÁSIA

A eutanásia é o ato pelo qual subtrai-se a vida de alguém, com o pretexto de evitar-lhe sofrimentos, bem como aos seus familiares. É a conhecida “morte piedosa”.

Desde a época de Esparta, na antiga Grécia, pelo culto ao corpo, eram condenados os inaptos e enfermos.

Gladiadores da Roma Antiga ou guerreiros na Idade Média eram sacrificados sob o pretexto de poupá-los da agonia.

Séculos se passaram e, às vezes, o juramento de Hipócrates (460 - 377 a.C) é esquecido: “A ninguém darei, para agradar remédio mortal, nem conselho que conduza à destruição”.

A Medicina

A ciência médica tem a finalidade de curar, de sanar dores. Tem como dever a preservação da vida em todo e qualquer caso.

O Código de Ética Médica prescreve, como dever do médico, o cuidado de preservar a vida e proíbe ao mesmo a utilização de meios destinados a abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido desse ou de seu representante legal. (Cap. V - art.41/2009)

Alguns defensores da eutanásia argumentam quanto à inutilidade do enfermo e o custo de sua manutenção à sociedade e, atualmente, das Unidades de Terapias Intensivas. Ninguém é inútil. Todos temos responsabilidades quanto a preservação da vida dada por Deus.

Ainda há a desculpa de abreviar o sofrimento de doentes terminais. A morte como terapia destrói a razão de ser da Medicina, que deve lutar pela manutenção da vida.

Argumento terrível é aquele dos que defendem a morte dos idosos como uma “morte digna” - certamente seria mais digno defender a vida e respeitar aqueles que prestaram uma vida inteira de serviços a sociedade.

Devemos ainda considerar a distanásia, que é o prolongamento artificial do processo de morte, prolongando assim o sofrimento da pessoa. Pode também ser considerada como um tratamento inútil, que deve ser evitado.

Tem como objetivo recuperar o doente a qualquer custo - muitas vezes é desejo da família, ou do próprio paciente, que tenta agarrar-se a vida, muitas vezes, por temer a morte.

A morte

Como definir a morte? Segundo a doutrina espírita, ela ocorre pela exaustão dos órgãos. (L.E, questão 68)

Nas últimas décadas mudou-se a maneira de considerar a morte. Vários questionamentos de ordem médica, ética e jurídica foram levantados com o desenvolvimento das técnicas de transplantes, além da possibilidade da manutenção artificial das funções fisiológicas fundamentais.

Ela é hoje interpretada como a desintegração de um indivíduo, que se realiza em vários níveis e em várias etapas. Daí a dificuldade de encontrar sinais clínicos seguros do falecimento. A passagem da vida a morte envolve uma série de acontecimentos; não é uma mutação instantânea.

Após discussões éticas e estudos técnicos, concluiu-se que a morte encefálica é o critério para caracterização e constatação da morte do indivíduo.

Desencarnação

A desencarnação significa o desligamento do Espírito do corpo que está em processo mortal, podendo acontecer desde antes da consumação do óbito (L.E, questão 156) ou até tempos depois, como no suicídio.

Não é a partida do Espírito, mas sim o esgotamento dos órgãos físicos que provoca o seu desprendimento.

Em o Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec recebe do Espírito São Luís a resposta à pergunta: “Um homem agoniza, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é sem esperanças. É permitido poupar-lhe instantes de agonia, abreviando lhe o fim?”

“Mas quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir um homem até a beira da sepultura, para em seguida retira-lo, com o fim de fazê-lo examinar-se a si mesmo e modificar lhe os pensamentos? A ciência, por acaso, nunca se enganou nas suas previsões? Essa hora de graça que lhe é concedida, pode ser para ele da maior importância, pois ignorais as reflexões que seu Espírito poderia ter feito nos momentos de agonia, e quantos tormentos podem ser poupados por um súbito clarão de arrependimento."

Muitas vezes, suicidas e homicidas do passado enfrentam doenças graves para que possam reajustar-se perante as Leis Divinas. Como diz o Espírito Emmanuel: “ Diante das crianças em prova ou dos irmãos enfermos, imaginados irrecuperáveis, medita e auxilia-os. Ninguém, por agora, nas áreas do mundo físico, pode calcular a importância de alguns dias, para o Espírito temporariamente internado num corpo doente ou disforme."

A questão 944 do L.E. coloca: “O homem tem o direito de dispor da sua própria vida?” “Não, somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão da lei.”

E pode-se complementar: “O assassínio é um crime aos olhos de Deus?” “Sim, um grande crime, pois aquele que tira a vida de um semelhante interrompe uma vida em expiação ou de missão, e nisso está o mal.” (L.E, questão 746)

Citando mais uma vez Emmanuel, que faz consideração oportuna a respeito do tema, é lançada a reflexão: “Lembra te que valorizando a existência na Terra, o próprio Cristo arrancou Lázaro às trevas do sepulcro, para que o amigo dileto conseguisse dispor de mais tempo necessário a própria sublimação."

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) O que é eutanásia?

2) O homem tem o direito de determinar quando deve morrer ou de dispor da vida de seu semelhante?

3) Qual a utilidade do tempo que é dado a mais para quem se salva da morte?

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

10ª Aula Parte ÚNICA - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


O LIVRO DOS MÉDIUNS

Segundo livro da codificação, O Livro dos Médiuns foi publicado em 15 de janeiro de 1861. Substitui o livro Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas que Allan Kardec lançou em 1858, como auxílio aos médiuns e doutrinadores, mas que tinha apenas 11 capítulos. Numa abordagem mais ampla da condução da mediunidade, Kardec explica o porquê da substituição por O Livro dos Médiuns: “Preferimos substituir por esta, em que reunimos todos os dados que uma longa experiência e de um estudo consciencioso. Esperamos que ela contribua para mostrar o caráter sério do Espiritismo, que é sua a essência, e para afastar a ideia de frivolidade e divertimento."

Composto por 4 capítulos em sua 1ª Parte e 32 na 2ª Parte, incluindo um capítulo sobre o Vocabulário Espírita, o L.M. baseia-se na 2ª parte de O Livro dos Espíritos. Seu objetivo, Segundo Kardec é “indicar os meios de desenvolvimento da mediunidade em quem a possui, segundo as possibilidades de cada um, e sobretudo orientar o seu emprego de maneira proveitosa.”

Se o L.E. constitui a parte filosófica da doutrina dos Espíritos, O Livro dos Médiuns é a sua parte prática ou experimental. Esclarece sobre a teoria dos gêneros de manifestações espirituais, os meios de comunicação com os Espíritos, além das dificuldades e tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

Apesar de aclarar o caminho de todos aqueles que querem realmente instruir-se pelo bom exercício da mediunidade e de como constituir uma reunião séria, o próprio Kardec alerta que na obra não se encontra uma fórmula universal e infalível da formação dos médiuns.

Kardec nos apresenta uma série de gêneros de manifestações e de mediunidades, porém, o bom proveito que se pode tirar da comunicação com os Espíritos sempre dependera de como a conduzirmos.

Divididas em duas categorias, as manifestações espíritas podem ser de efeitos físicos e de efeitos intelectuais.

Na parte dos efeitos físicos, Kardec explica, entre outros, o fenômeno das mesas girantes e os locais assombrados, acabando com as velhas concepções de magia e de fatos sobrenaturais, que nada tem a ver com a realidade.

Quanto ao desenvolvimento da mediunidade, que nada mais é do que educá-la para um bom aproveitamento, Kardec alerta sobre a influência do meio, da moral do médium e do papel que esse exerce sobre as comunicações. Sobre isso, os Espíritos Erasto e Timóteo dizem: “gostamos de achar médiuns bem adestrados, bem aparelhados, munidos de materiais prontos a serem utilizados, numa palavra: bons instrumentos”. (L.M, questão 225)

Por ser uma faculdade orgânica, os Espíritos esclarecem que a mediunidade independe da moral (L.M, questão 226) e, por isso mesmo, há a necessidade de se passar pelo crivo da razão, como sempre fez Kardec, todas as comunicações espirituais que recebemos. “O que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa.”, alerta-nos Erasto, na questão 230.

Kardec ocupou-se ainda de esclarecer sobre como organizar reuniões e sociedades espíritas sérias, finalidade maior quando objetivamos manter contato com Espíritos superiores e que possam nos instruir realmente.

Assim, Kardec lista algumas condições básicas para uma boa reunião, dentre elas: “Pela comunhão de ideias e pensamentos, benevolência recíproca entre todos os membros, renúncia de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã.” (Questão 341)

Constituído de ensinamentos práticos, o LIVRO DOS MÉDIUNS é o verdadeiro roteiro para a formação de Espíritas, na verdadeira acepção do termo. Kardec alerta que, quando agimos visando apenas o interesse pessoal, fomentando o embate de ideias e de opiniões, criamos um ambiente propicio a manifestação de Espíritos grosseiros e perturbadores. Contra esse panorama, Kardec sentencia: “os membros de uma sociedade, que agissem da maneira como vimos de esboçar não seriam verdadeiros espíritas, pois que caridade e a tolerância são o dever primário que a Doutrina impõe a seus adeptos; os que procedem assim são espíritas mais de nome do que de fato.” (Questão 335).

Como disse Santo Agostinho: “Não basta crer, é preciso, sobretudo dar exemplos de bondade, de tolerância e de desinteresse, sem o que estéril será a vossa fé”.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Por que O Livro dos Médiuns constitui a parte experimental do Espiritismo?

2) Do que depende uma boa comunicação com os Espíritos?

3) Como devemos conduzir uma reunião espírita séria?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns - Ed. FEESP

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quinta-feira, 28 de maio de 2020

9ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

“E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre que farei para herdar a vida eterna?

E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês? E respondendo ele, disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe: Respondeste bem, faze isto e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou ao largo. E de igual modo também um levita, chegando aquele lugar; e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão. E aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e pondo sobre sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. Partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que demais gastares eu te pagarei quando voltar”.

“Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: “O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira”. (Lucas, 10:25-37)

Indaga-se pela ortodoxia a fé? Faz-se alguma distinção entre o que crê de uma maneira e o que crê de outra?

Não, pois Jesus coloca o samaritano (considerado herético), que tem amor ao próximo, sobre o ortodoxo a quem falta caridade. Jesus não faz da caridade uma das condições da salvação, mas a única. Se ele coloca a caridade na primeira linha entre as virtudes, é porque ela encerra implicitamente todas as outras: a humildade, a mansidão, a benevolência, a justiça, etc., e porque é ela a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

Amor e Sabedoria

Hoje, procuramos entender o que significam vários daqueles personagens citados por Jesus na “Parábola do Bom Samaritano”

Cairbar Schutel diz que “o viajante ferido é a Humanidade saqueada de seus bens espirituais e de sua liberdade, pelos poderosos do mundo; o sacerdote e o levita, em vez de tratarem dos interesses da coletividade, tratam dos interesses dogmáticos; o samaritano que se aproximou e atou as feridas, é Jesus Cristo. O azeite, é o símbolo da fé, o vinho, é o espírito da sua Palavra, os dois denários, são a caridade e a sabedoria.”

Amor e Sabedoria, as duas asas simbólicas que o Espírito, meditando e agindo no bem, pouco a pouco vali tecendo, e com que, mais tarde, desferirá venturosamente os voos sublimes e supremos, na direção da perfeição.

Quase dois mil anos se passaram e aqui retornamos sucessivas vezes para este planeta, que é uma escola, a fim de conquistarmos a sabedoria e o amor (as duas asas), com que nós alçaremos ao Reino de Deus, que é liberdade e felicidade.

A simbologia dessas asas (do Amor e Saber), conseguimos após buscarmos o esclarecimento, aprendendo, interpretando, ouvindo e aplicando; após isso obtemos o Conhecimento verdadeiro, não o puramente intelectual, mas o que, aplicado sob a forma de caridade, é o amor em ação.

Amor é o que buscamos ter hoje, não somente pelos mais próximos, mas aplicando os ensinamentos de Jesus, com a visão de quem o encontra na sua Estrada de Damasco, e percebe a oportunidade de tirar dos olhos as traves do orgulho e das vaidades desmedidas do passado, após séculos de obscurecimento do Espírito.

Muitos cresceram ao praticar o bem, com o uso do livre-arbítrio; outros, ainda hoje, apenas leem as páginas belíssimas em que se afirma que Fora da Caridade não há Salvação; e há os que desejam ser os samaritanos de hoje e que sabem, também, que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão, são uma só pessoa.

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Por que devemos cultivar o amor e o saber?

2) Por que Jesus narrou a Parábola do Bom Samaritano?

3) Qual a principal lição dessa parábola?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP.
- Schutel, Cairbar - Parábolas e Ensinos de Jesus – Ed. O Clarim.
- Xavier, Francisco Cândido - Roteiro – Ed. FEB.

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quinta-feira, 21 de maio de 2020

9ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


A CARIDADE SEGUNDO PAULO

“Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que fine. E se eu tiver o dom da profecia, e conhecer todos os mistérios, e quando se pode saber; e se tiver a fé, até ao ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada. E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se, todavia, não tiver caridade, nada disto me aproveita. A caridade é paciente, é benigna. A caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

A caridade nunca, jamais há de acabar; ou deixem de ter lugar as profecias, ou cessem as línguas, ou será abolida a ciência. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três virtudes: porém a maior delas é a caridade.” (Paulo, I Coríntios, 13:1-8 e 13)

Paulo compreendeu tão profundamente essa verdade, que coloca a caridade acima da própria fé. Porque a caridade está ao alcance de todos, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre; e porque independe de toda a crença particular. Ele define a verdadeira caridade, mostrando-a não somente na beneficência, mas no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

De Paulo é a máxima: Fora da caridade não há salvação. Retornou ao tema em 1860 em Paris, numa comunicação do E.S.E, dizendo: “Pois nela estão contidos os destinos dos homens sobre a terra e no céu porque aqueles que a tiveram praticado encontrarão graça diante do Senhor”.

Encerrando a sua mensagem, traz a exortação: “Meus amigos, agradecei a Deus, que vos permite gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo ela vos torna melhores cristãos. Fazei, pois que, aos vos vendo possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.”

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO

1) Segundo Paulo, quais as características da caridade?

2) Analise a frase: “Fora da caridade da há salvação”.

3) Na sua opinião, o que é caridade?

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quinta-feira, 14 de maio de 2020

8ª Aula Parte B - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES

“Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebestes. (Mateus, 10:8)

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas; porque devorais as casas das viúvas, com pretextos de longas orações; por isso sofrereis um juízo mais rigoroso.” (Mateus, 23:14)

“Dai de graça o que de graça recebestes”, disse Jesus aos discípulos, recomendando-lhes, dessa forma, que não aceitassem pagamentos pela dispensa dos bens, cuja obtenção nada lhes houvesse custado, ou seja, que nada cobrassem dos outros por aquilo que não pagaram. O que eles receberam, gratuitamente, foi à faculdade de curar doentes e expulsar os “demônios”, ou seja, os maus Espíritos. Essa capacidade lhes fora dada de graça, para que aliviassem os que sofriam e ajudassem a propagação da fé e, por isso, lhes prescrevera o Mestre que não a transformassem em artigo de comércio, ou de especulação e muito menos em meio de vida.

Também disse Jesus: “Não façais pagar as vossas preces; não façais como os escribas que, a pretexto de longas orações, devoram as casas das viúvas”. A prece é um ato de caridade, um impulso do coração. Quando fazemos alguém pagar por esse ato de intercessão junto a Deus, transformamo-nos em intermediários assalariados, tomando, assim, a prece uma simples fórmula.

Deus não vende os benefícios que concede. Seria um absurdo pensar que podemos subordinar um ato de clemência, de bondade e de justiça, solicitado a sua misericórdia, a uma quantia em dinheiro.

A razão, o bom censo e a lógica dizem que Deus, a Perfeição Absoluta, não pode delegar a criatura imperfeita o direito de fixar um preço para a sua justiça. A justiça de Deus é como o Sol: nasce para todos, tanto para os pobres como para os ricos.

Os médiuns, intermediários entre a espiritualidade e o mundo material, verdadeiras pontes de ligação entre os dois planos da vida, são os intérpretes dos Espíritos para a instrução dos homens, mostrando-lhes o caminho do bem e para trazê-los a fé. Não devem nunca vender palavras que não lhes pertencem, de vez que não são produto de sua concepção, nem de suas pesquisas, nem de seu trabalho pessoal.

A mediunidade séria não pode ser, nem será jamais, uma profissão. No seu aspecto de concessão como prova, é uma faculdade essencialmente mutável e variável - não funciona como uma capacidade adquirida pelo estudo e pelo trabalho, da qual se tem o direito de dispor como se queira.

“Que aquele, pois, que não tem do que viver procure outros recursos que não os da mediunidade; e que não lhe consagre, se necessário, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos levarão em conta o seu devotamento e os seus sacrifícios, enquanto se afastarão dos que pretendem fazer da mediunidade um meio de subir na vida", orienta-nos Kardec. (E.S.E, Cap. XXVI, Item 10)

FIXAÇÃO DO APRENDIZADO:

1) Explique a frase de Jesus: “Dai de graça o que de graça recebeste”.

2) Por que não devemos comercializar a mediunidade?

3) Na sua opinião, o que é um bom médium?

BIBLIOGRAFIA
- Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns - Ed. FEESP
- Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Ed. FEESP
- XAVIER, F.C. - O Consolador 15, Ed., Brasília: FEB, 1991; Questão 387, p.215

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quinta-feira, 7 de maio de 2020

8ª Aula Parte A - CURSO O QUE É O ESPIRITISMO FEESP


MÉDIUNS E MEDIUNIDADE

Mediunidade é a faculdade ou aptidão que possuem certos indivíduos denominados médiuns, de servirem de intermediários entre os mundos físico e espiritual.

A mediunidade é inerente ao organismo, como a visão, a audição e a fala, daí, qualquer um pode ser dotado dessa faculdade. Por isso, ela não constitui privilégio.

É uma conquista da alma, quando direcionada para o bem. Daí, a necessidade de oração e vigilância, da reforma intima, isto é, da substituição de defeitos e vícios, por qualidades e virtudes, de uma conduta moral irrepreensível, para que possamos sintonizar com Espíritos de hierarquia mais elevada. A necessidade primordial do médium é evangelizar-se, estudar muito, dando a cota de tempo de que possa dispor e doar-se no auxílio aos necessitados. Na I Epistola de Paulo de Tarso aos Coríntios, temos lições sobre a teoria e pratica mediúnica, assim como Kardec o faz em O Livro dos Médiuns.

As faculdades mediúnicas demonstram as potencialidades e a diversidade de Espíritos que existem na Terra. Não é o bastante estudar ou conhecer o efeito; é indispensável buscar e conhecer a causa desses fenômenos.

Kardec explica-nos em O Livro dos Médiuns que a mediunidade não se revela em todos os médiuns de uma mesma forma. “Os médiuns tem, geralmente, aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos, o que os divide em tantas variedades quantas são as espécies de manifestações.” (L.M, questão 159)

Paulo de Tarso traz ensinamentos de imenso valor doutrinário, quando nos diz: “Os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.” (I Coríntios, 12:4-5)

Todas as formas de mediunidade são necessárias; nenhuma faculdade é superior a outra e são todas indispensáveis para um bom andamento dos trabalhos, até a mais humilde das tarefas. Não há ninguém mais importante, porque todos são importantes, cada um na sua tarefa.

O Espiritismo, retomando as origens do Cristianismo, reforça a importância do Orai e vigiai que Jesus nos trouxe.

Cada um de nós é o único responsável pela valorização das oportunidades ofertadas por Deus e a mediunidade é uma das maiores que podemos ter.

Os Espíritos esclarecem a Kardec que se há criaturas indignas que possuem mediunidade, é porque dela necessitam para se melhorarem. “Pensas que Deus recusa os meios de salvação aos culpados? Ele os multiplica nos seus passos, colocando-os nas suas próprias mãos. Cabe a eles aproveitá-los.” (L.M, questão 226, item 2)

O exercício da mediunidade sem o amor é frio e inócuo.

O Espírito Emmanuel, complementando a importância da moral do médium, afirma: “A maior necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo, antes de se entregar as grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão”.

Diz ainda: “O primeiro inimigo do médium reside dentro dele mesmo. Frequentemente é o personalismo, é a ambição, a ignorância ou a rebeldia no voluntário desconhecimento dos seus deveres a luz do Evangelho, fatores de inferioridade moral que, não raro, o conduzem à invigilância, a leviandade e a confusão dos campos improdutivos.”

“Contra esse inimigo é preciso movimentar as energias íntimas pelo estudo, pelo cultivo da humildade, pela boa vontade, com o melhor esforço de autoeducação à claridade do Evangelho.”

FIXAÇÃO Do APRENDIZADO:

1) O que caracteriza a mediunidade?

2) Como o médium deve proceder para ser assistido pelos bons Espíritos?

3) Por que a mediunidade deve ser exercida para o bem.

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