CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

16ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: FACULDADES MORAIS E INTELECTUAIS

As faculdades morais e intelectuais do homem são atributos do Espírito que nele está encarnado, e não do corpo físico, que apenas é o seu veículo de expressão.

Consequentemente, o homem de bem é a encarnação de um Espírito elevado enquanto que aquele que se submete às viciações próprias da matéria é porque nele habita um Espírito ainda imperfeito.

Os Espíritos não têm paixões que não sejam compartilhadas pelos encarnados, se por ventura as tivessem, certamente seriam transmitidas aos homens pelos Espíritos que aqui reencarnaram. É comum observar-se certo antagonismo entre as faculdades morais e intelectuais de um mesmo homem, criando a falsa ideia de haver mais de um Espírito nele encarnado. Esta suposição, no entanto é absurda, pois o homem não pode ter em si dois Espíritos (LE, perg. 364).

Muitos embora existam pessoas inteligentes, mas profundamente viciosas tal explicação deve-se ao fato de que o Espírito encarnado não é bastante puro, e o homem cede à influência de outros Espíritos ainda piores. (LE, perg. 365).

O Espírito caminha sempre numa marcha ascendente; contudo, seu processo evolutivo não ocorre simultaneamente em todos os sentidos. Em determinadas etapas reencarnatórias, ele se adianta no conhecimento científico e/ou intelectual, e em outras suas qualidades morais afloram de maneira mais acentuada, até que ambos os atributos o elevem.

Assim, não tem qualquer fundamento a teoria de que as diferenças entre as faculdades morais e intelectuais venham a ser a consequência de vários Espíritos encarnados em um só corpo.

O homem não poderia ser uma combinação de vários Espíritos, pois então perderia a sua individualidade e não haveria uma única vontade.

Cada indivíduo somente tem nele encarnado um só Espírito; ele é o único responsável por seus atos e o único a colher os resultados bons ou maus no seu processo evolutivo, apressando-o ou dilatando-o, pois ele é senhor do seu livre-arbítrio.

QUESTIONÁRIO:

B - FACULDADES MORAIS E INTELECTUAIS

1 - As faculdades morais e intelectuais são atributos do Espírito ou do homem?

2 - Muitas pessoas acreditam que as faculdades morais e intelectuais são resultantes da encarnação em seu corpo de vários Espíritos. Explique

3 - Espíritos inteligentes, quando encarnados, são necessariamente mais evoluídos e, portanto, propensos à prática do bem?


Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

16ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE A: PRELÚDIO DO RETORNO - UNIÃO DA ALMA AO CORPO

RETORNO À VIDA CORPORAL

PRELÚDIO DO RETORNO: A uma pergunta se os Espíritos sabem em que época reencarnarão, os benfeitores espirituais esclareceram que assim como um cego pressente quando se aproxima o fogo, os Espíritos desencarnados sabem que terão que retomar um corpo, do mesmo modo que um encarnado sabe que um dia vai morrer, ignorando, no entanto, quando isso se dará.

Portanto, a reencarnação é uma necessidade imperiosa para a evolução do Espírito, assim como a morte é uma necessidade da vida corporal. Não obstante, muitos Espíritos não compreendem tal necessidade, em razão do seu estado ainda inferior; neste caso, a incerteza em que se acham do futuro que os aguarda, constitui motivo de sofrimento.

Os Espíritos podem apressar o momento da reencarnação, se assim o desejarem. Do mesmo modo, podem dilatar esse tempo, recuando diante da prova que os aguarda, pois entre eles há os que são indecisos e indiferentes. Aqui cumpre esclarecer que aquele que deliberadamente prolonga seu tempo na erraticidade, será responsabilizado por isso, visto que procede como o doente que recusa o medicamento que poderá curá-lo.

Contudo, o Espírito não pode permanecer indefinidamente no estado de erraticidade; cedo ou tarde sentirá a necessidade de progredir, pois todos têm que se elevar, obedecendo aos desígnios de Deus. Ele pode escolher também o corpo, porque as imperfeições do corpo são provas que o ajudam no seu adiantamento, se ele vencer os obstáculos encontrados; mas a escolha nem sempre depende dele, que pode pedi-la (LE, per. 335).

A união do Espírito com um determinado corpo pode ser imposta, da mesma maneira que as diferentes provas, sobretudo quando o Espírito ainda não está apto a fazer uma escolha com conhecimento de causa. Como expiação, o Espírito pode ser constrangido a se unir ao corpo de uma criança que, por seu nascimento e pela posição que terá no mundo, poderá tornar-se para ele um meio de castigo (LE, perg. 337).

UNIÃO DA ALMA AO CORPO: Segundo a orientação dos Espíritos, a união da alma ao corpo começa na concepção, mas não se completa senão no instante do nascimento. Desde o momento da concepção, o Espírito designado para tomar determinado corpo a ele se liga por um laço fluídico que se vai encurtando cada vez mais, até o instante em que a criança vem à luz. (LE, perg. 344).

O Espírito pode, via de regra, escolher o corpo no qual irá reencarnar, para que as imperfeições que este apresentar possam servir de provas que o auxiliarão no seu progresso.

Mas os laços são frágeis, porque podem ser rompidos pela vontade do Espírito, que recua ante as perspectivas da prova pela qual tem que passar. O Espírito, uma vez unido ao corpo, e não podendo mais retroceder, pode lamentar a escolha feita, mas não pode mais desistir, pois, em muitos casos, ele desconhece as provas pelas quais tem que passar.

Isto tem sido a causa de muitos Espíritos, quando encarnados, acharem que as provas escolhidas foram superiores às suas forças e recorrerem ao suicídio. No intervalo da concepção ao nascimento, o Espírito desfruta ainda de algumas de suas faculdades, pois a contar do instante da concepção ele começa a entrar num estado de perturbação, que se intensificará até o nascimento. Neste estado, ele experimenta uma fase quase idêntica ao sono de um Espírito encarnado.

O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da concepção, porque representa uma transgressão à lei de Deus. A mãe, ou qualquer pessoa, cometerá sempre um crime ao tirar a vida à criança antes do seu nascimento, porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser o instrumento (LE, perg. 358).

QUESTIONÁRIO:

A - PRELÚDIO DO RETORNO - UNIÃO DA ALMA AO CORPO

1 - Os Espíritos sabem em que momento se dará o retorno ao plano material?

2 - O Espírito pode escolher o gênero de prova pela qual terá que passar?

3 - Quando começa e quando se completa a união da alma com o corpo?


Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

15ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE C: PERDA DE PESSOAS AMADAS - MORTES PREMATURAS

Desde épocas imemoriais, a morte vem sendo revestida de lúgubre aspecto e entendida como um infausto acontecimento que espalha a dor e a desolação, atingindo indiscriminadamente todas as idades.

Daí a revolta das criaturas questionando a justiça divina, por sacrificar jovens fortes, com todo um futuro de realizações pela frente.

Como explicar e compreender um Deus bom, que priva um coração amoroso da alegria de conviver ao lado de quem ama?

Todos lamentam profundamente a partida de um ente querido, principalmente quando se trata de mortes prematuras, muitas vezes arrimo de família. No entanto, importa ao homem elevar-se para compreender que o bem está muitas vezes onde aparentemente ele só vê fatalidade; a justiça divina não pode ser dimensionada pela justiça dos homens.

Há lógica em se imaginar que Deus inflija penas cruéis por mero capricho? Se as penas surgem e são interpretadas como cruéis, é porque o entendimento restringe-se ao saber mundano. No entanto, no mundo espiritual o conceito de morte é bem diverso. Os Espíritos desencarnados encaram-na como um processo de libertação, dando a ela uma configuração diametralmente oposto àquela que lhe é dada no mundo carnal. Eles consideram a morte como um grande benefício que Deus concede ao que se vai, por evitar ocorrências muitas vezes graves e danosas, que poderiam atrasar o processo evolutivo daquele Espírito.

O Espiritismo propicia um quadro bastante diverso sobre a morte dando a ela um aspecto mais consolador. Uma das causas das angústias que se seguem, após a morte de um familiar, é a dúvida no tocante ao futuro. Entretanto, diante do princípio da reencarnação, o reencontro dos Espíritos se torna uma questão de tempo. Os Espíritos benfeitores recomendam que os homens devem sempre situar-se acima das coisas irrisórias do mundo, para compreenderem que, muitas vezes, o bem está onde se supõe existir o mal. Pois tudo o que acontece tem uma razão de ser.

Cabe ao Espírito emancipado compreender, ao invés de chorar, quando um ente amado é beneficiado pela própria providência, ao ser libertado da vida material. Não é puro egoísmo desejar que ele fique para sofrer junto dos que choram sua partida? Esta é uma concepção ególatra, típica dos que não têm fé e que veem na morte uma separação eterna.

O espírita sabe que a alma vive melhor quando liberta do corpo material, que esta separação é temporária e que ambos prosseguem enlaçados pelos mútuos pensamentos de amparo, proteção e contentamento. Sabe ainda que a revolta afeta os que se foram, porque ela de alguma forma revela não aceitação da vontade divina.

Importa assim compreender essa realidade espiritual e cultivar harmoniosa permuta de fluidos revigorantes, através de vibrações de carinho, pedindo a Deus que abençoe os que se anteciparam na grande passagem, de modo que as lágrimas cedam lugar às aspirações de um futuro pleno de felicidade, conforme prometido pelo Senhor.

QUESTIONÁRIO:

C - PERDAS DE PESSOAS AMADAS - MORTES PREMATURAS

1 - Pode-se considerar a morte prematura como injustiça de Deus?

2 - Qual o conceito sobre a morte no mundo espiritual?

3 - Como deve o espírita comportar-se perante a desencarnação de um ente querido?


Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

15ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: COMEMORAÇÃO DOS MORTOS – FUNERAIS

COMEMORAÇÃO DO MORTOS. Os Espíritos ensinam que os desencarnados se sensibilizam, muito mais do que se pensa, com a lembrança dos que aqui ficaram. Essa lembrança aumenta-lhes a felicidade, se são felizes e se são infelizes, serve-lhes de alívio. (LE, perg. 320).

A uma pergunta formulada aos Espíritos: se achavam mais solene ou de maior interesse a comemoração no chamado "Dia de Finados"? A resposta foi que os Espíritos atendem ao chamado do pensamento, neste dia como nos outros. Reúnem-se em maior número nesse dia, porque maior é o número de pessoas que os chamam. Mas cada um só comparece em atenção aos seus amigos, e não pela multidão dos indiferentes. (LE, perg. 321 e perg. 321a).

Se eles pudessem ser vistos, sê-lo-iam no seu aspecto natural, apresentando-se da mesma forma e com o mesmo visual pelo qual eram conhecidos em vida. As visitas feitas aos túmulos apenas manifestam o apreço pelo Espírito que está ausente; no entanto, a prece é que santifica o ato da rememoração, pois, aos Espíritos desencarnados o que alegra mais são às preces, quando são erguidas a Deus de forma fervorosa, em favor dos que partiram.

O mesmo ocorre nas inaugurações de estátuas e monumentos erigidos festivamente para homenagear grandes vultos da humanidade: há mais satisfação da parte deles pela lembrança e pelo reconhecimento das suas realizações em benefício da coletividade, do que às honras que lhes sejam tributadas, as quais não raro assistem com indiferença.

O formalismo do uso do luto não é uma forma de demonstrar lembrança, respeito ou sentimento por uma separação que muitos julgam ser definitiva, mas que o Espiritismo prova e comprova ser apenas transitória. Tudo isto é manifestado somente pela recordação que se guarda no recesso dos corações, aliás, a única forma de realmente agradar os Espíritos que nos antecederam na transição para o mundo espiritual.

FUNERAIS: Dependendo dos sentimentos emanados, os Espíritos sentem-se lisonjeados com o grande fluxo de acompanhantes ao seu enterro. Contudo, quando atingem um certo grau de evolução, despem-se de tais vaidades terrestres por compreenderem a sua futilidade. Não são raros os casos em que o Espírito assiste ao seu próprio funeral. Alguns fazem-no com plena consciência, não só pelo seu grau evolutivo, como também por já terem tomado contato com o assunto previamente, qual ocorre com os espíritas. Outros, por desconhecimento, e por alimentarem ainda sérios interesses e preocupações materiais, pouco ou nada entendem do que se passa.

Apesar da preferência manifesta por certas pessoas de serem enterradas em determinado local ao invés de outro, os Espíritos mais elevados reconhecem não ser um local mais valioso do que outro. Sabe ele que sua alma sempre estará unida aos que ama, mesmo que suas vestes materiais estejam distantes. O respeito pelos mortos não é apenas um costume, como se vê; é um dever de fraternidade, que a consciência conserva e para o qual nos alerta. Por pior que tenha sido o morto, não temos o direito de aumentar-lhe o suplício com as nossas vibrações agressivas.

A caridade nos manda esquecer o mal e lembrar o bem, pois só assim ajudaremos o Espírito desencarnado a superar as suas falhas e esforçar-se para evoluir. Pensando e falando mal dele, só podemos prejudicá-lo e até mesmo voltá-lo contra nós.

QUESTIONÁRIO:

B - COMEMORAÇÃO DOS MORTOS - FUNERAIS

1 - Os Espíritos desencarnados dão muito apreço ao chamado Dia dos Finados ou Dia dos Mortos?

2 - É necessário ir aos cemitérios a fim de demonstrar consideração e estima pelos desencarnados?

3 - Os Espíritos que foram esquecidos, cujos túmulos ninguém visita, sentem-se desprezados por isso?


Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

15ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE A: LEMBRANÇA DA EXISTÊNCIA CORPÓREA

VIDA ESPÍRITA

As condições dos Espíritos e as maneiras como veem as coisas variam sensivelmente, tudo guardando relação com os graus de elevação que tenham atingido, tanto no sentido moral como no intelectual. Os Espíritos de ordem elevada só por um tempo relativamente curto se aproximam do plano material. Tudo aquilo que observam, inclusive as coisas às quais os homens dão tamanha importância, é mesquinho aos seus olhos, face às grandezas do infinito.

Desta forma, eles não sentem qualquer atrativo para com as coisas da matéria, a não ser em casos que tenham por objetivo ajudar o progresso da humanidade.

Os Espíritos de elevação mediana são os que mais frequentemente vêm ao plano material; porém, consideram as coisas de um ponto de vista diferente do que quando encarnados, uma vez que veem por um ângulo de maior elevação.

Os Espíritos vulgares são os que mais se comprazem com as coisas triviais do mundo material e constituem o aglomerado de Espíritos que formam a população invisível do planeta, uma vez que conservam os mesmos gostos e tendências que tinham quando no corpo carnal. Eles também tomam parte nas atividades mais comuns, inclusive nos divertimentos e nas práticas que fazem a alegria dos homens. Dentre estes se contam os que se comprazem com as paixões, vícios e más tendências humanas, embora entre eles também estejam muitos Espíritos de maior seriedade, cujo objetivo é se instruírem e se aperfeiçoarem, procurando dar um passo maior na senda do progresso.

Os Espíritos lembram-se das existências vividas no mundo corpóreo, e muitas vezes ao fazerem a avaliação dos erros cometidos, lamentam-se amargamente dos deslizes, assim como o homem que, atingindo a idade da razão, ri das suas loucuras da juventude, ou das puerilidades da sua infância (LE, perg. 304).

A lembrança da existência corporal apresenta-se ao Espírito desencarnado de forma paulatina, assim como se fosse uma imagem que emerge gradualmente de uma névoa, à medida que nela fixa sua atenção.

Não se importa em relembrar detalhes e circunstâncias de menor importância.

A lembrança das vidas pregressas surge dependendo de ser ela útil ou não ao seu esclarecimento e à sua libertação, ou seja: ocorre na razão da influência que tenha sobre o estado presente. A vida passada surge no âmago do Espírito desencarnado como consequência de um esforço de imaginação, ou como um quadro que indelevelmente se apresenta à vista. Os atos que mais interessa lembrar permanecem mais vivos em sua tela mental, o que não ocorre com acontecimentos irrisórios que permanecem vagos e esquecidos.

A despreocupação das coisas materiais está na razão direta da elevação espiritual do desencarnado. Por essa razão é muito frequente, ao interrogar-se um Espírito desencarnado, observar-se nele uma certa dificuldade de lembrar-se de nomes e de outros fatores menos relevantes; recorda-se com mais facilidade, isto sim, dos fatos que contribuíram para a sua evolução.

Todo o seu passado se desenrola diante dele, como as etapas de um caminho que o viajante percorreu. Mas, como já dissemos, ele não se lembra, de maneira absoluta, de todos os atos, recordando-os apenas na razão da influência que tenham sobre o seu estado presente.

Quanto às primeiras existências, as que se podem considerar como a infância do Espírito, perdem-se no vazio e desaparecem na noite do esquecimento (LE, perg. 308).

O Espírito considera o corpo que deixou no plano material como uma veste imprópria que o embaraçava em suas manifestações. O que agora mais o sensibiliza é a lembrança que dele tenham aqueles que ficaram no mundo físico, enquanto que as questões materiais que lhe tenham pertencido pouco apreço merecem. Lembra-se dos sofrimentos que experimentara na vida corporal e isto o faz compreender a felicidade de que pode desfrutar quando alcançar mundos mais elevados.

Aquele que tenha início a um trabalho sem conseguir terminá-lo, trata de influenciar outros Espíritos encarnados a que o finalizem. Se tinha, quando encarnado, o objetivo de propiciar um bem-estar à humanidade, ele continua a ser animado do mesmo propósito, procurando um continuador que possa dar prosseguimento a esse algo que tenha iniciado.

As ideias dos Espíritos muito se modificam na vida espiritual; sofrem modificações muito grandes, à medida que o Espírito se desmaterializa. Ele pode, às vezes, permanecer muito tempo com as mesmas ideais, mas pouco a pouco a influência da matéria diminui e ele vê as coisas mais claramente. É então que procura os meios de se melhorar. (LE, perg. 318).

QUESTIONÁRIO:

A - LEMBRANÇA DA EXISTÊNCIA CORPÓREA

1 - Qual a relação dos Espíritos das várias hierarquias, com relação ao mundo material?

2 - Os Espíritos lembram-se das existências vividas no mundo material?

3 - Qual o comportamento do Espírito que vê interrompida sua tarefa quando encarnado?


Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

14ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE C: RECONCILIAR-SE COM SEUS ADVERSÁRIOS:

Em verdade vos digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil (ceitil: moeda portuguesa antiga de ínfimo valor) (Mt, 5:25-26).

Vários são os motivos para ter indulgência com os inimigos.

Primeiramente, porque o perdão tem o efeito moral de libertar os seres que permanecem por vezes longo tempo imantados um ao outro pelo sentimento de ódio e vingança. Perdoar consiste em fazer uma concessão, por amor, o que demonstra a verdadeira grandeza de alma, um verdadeiro gesto de caridade moral.

Em seguida, aqueles aos quais se fez algum mal neste mundo podem, segundo sua condição, experimentar dois tipos de sentimentos: se são bons, perdoam; se são maus, podem conservar os ressentimentos e, por vezes perseguir até numa outra existência.

Os Espíritos bons, quando na espiritualidade, compreendem o quanto as dissensões são desnecessárias e os motivos que conservam uma espécie de animosidade, até que se purifiquem (LE, perg. 293).

A morte, como se sabe, não nos livra dos nossos inimigos. Os Espíritos vingativos perseguem com seu ódio, além da sepultura, aqueles que ainda são objeto de seu rancor. O Espírito mau espera a quem quer mal que esteja encerrado em seu corpo, e assim menos livre, para mais facilmente o atormentar (ESE, cap. X, ítem 6). O algoz pode atingi-lo nos seus interesses mais recônditos, assim como nas suas mais caras afeições. Nisto consiste a causa da maioria dos casos de obsessão. Daí a necessidade de, com vistas à tranquilidade futura, reparar o mais cedo possível os males que se tenha praticado em relação ao próximo.

Além disso, só se pode apaziguar esses Espíritos vingativos com o bem, jamais com o mal.

Nossos sentimentos atuam sobre os outros segundo uma lei física: a da assimilação e repulsão dos fluidos. Assim sendo, os bons sentimentos quebram toda eventual expressão vibratória entre os seres imantados pelo ódio, envolvendo a ambos em eflúvios de harmonia. Além disso, o bom procedimento não dá, pelo menos, nenhum pretexto a represálias, e com ele se pode fazer de um inimigo um amigo antes da morte. Com o mau procedimento ele se irrita e é então que serve de instrumento à justiça de Deus, para punir aquele que não perdoou (ESE, cap. XII, ítem 5).

Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com nosso adversário, não quer apenas evitar as discórdias na vida presente, mas também evitar que elas se perpetuem nas existências futuras. Não sairás de lá, disse ele, enquanto não pagares o último ceitil, ou seja, até que a justiça divina esteja completamente satisfeita (ESE, cap. X, ítem 6).

QUESTIONÁRIO:

C - RECONCILIAR-SE COM SEUS ADVERSÁRIOS

1 - Quais são os motivos para se ter indulgência com os inimigos?

2 - Como se pode apaziguar os Espíritos vingativos?

3 - Qual a causa da maioria dos casos de obsessão?


Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

14ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: RELAÇÕES DE ALÉM-TÚMULO - RELAÇÕES SIMPÁTICAS E ANTIPÁTICAS

No mundo espiritual, da mesma maneira que no plano material, os Espíritos se reúnem em associações, classes, sociedades, conjugando interesses semelhantes entre os indivíduos.

Juntam-se no espaço em aglomerados afins com o seu pensamento, de modo a continuar o mesmo gênero de vida que procuravam quando encarnados.

Porém, nem todos os Espíritos têm acesso, reciprocamente, uns junto aos outros. Os bons vão por toda a parte e é necessário que assim seja, para que possam exercer a sua influência sobre os maus. Mas as regiões habitadas pelos bons são interditadas aos imperfeitos, a fim de que não levem a elas o distúrbio das más paixões (LE, perg. 279).

Os Espíritos têm uns sobre os outros a autoridade correspondente ao grau de superioridade que hajam alcançado. Porém, essa autoridade não se refere aos valores terrenos, mas sim a uma ascendência moral irresistível. As posições de destaque ocupadas no mundo material, o poder, a autoridade, não conferem nenhuma supremacia ao homem no mundo dos Espíritos; o maior na Terra pode estar na última classe entre os Espíritos; enquanto que seu servidor estará na primeira. - Jesus não disse: Quem se humilhar será exaltado, e quem se exaltar será humilhado? (LE, perg.275a). Aquele que foi grande entre os homens, e como Espírito vê-se junto dos Espíritos inferiores, movido pelo seu orgulho e inveja sente-se muito humilhado com esta situação.

Os Espíritos comunicam-se entre si. Eles se veem e se compreendem; a palavra é material: é o reflexo da faculdade espiritual. O fluido universal estabelece entre eles uma comunicação constante; é o veículo de transmissão do pensamento, como o ar é o veículo do som. Uma espécie de telégrafo universal que liga todos os mundos, permitindo aos Espíritos corresponderem-se de um mundo a outro (LE, perg. 282).

Não podem dissimular reciprocamente seus pensamentos, nem esconder-se um dos outros, pois para eles tudo permanece descoberto, principalmente quando são perfeitos. A linguagem entre os Espíritos é, portanto a linguagem do pensamento, e não necessariamente a linguagem material articulada.

Os Espíritos reconhecem-se e constatam sua individualidade pelo perispírito, que os torna seres distintos uns para os outros, como os corpos entre os homens (LE, perg. 284). Desta maneira reconhecem aqueles que foram seus filhos, pais, amigos ou inimigos quando encarnados. Geralmente ao desencarnar a alma vê os parentes e amigos que a precederem no mundo dos Espíritos, os quais felicitam-na como no regresso de uma viagem.

A alma do justo é recebida como um irmão bem-amado e longamente esperado; a do mau é recebida com natural reserva.

Pode continuar a existir no mundo dos Espíritos a afeição que dois seres se consagravam no mundo material, desde que originada da verdadeira simpatia. Se, no entanto, esta afeição nasceu principalmente de causa de ordem física, a afeição desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio (LE, perg. 297).

A teoria das metades eternas é uma expressão usada até mesmo na linguagem vulgar, e que não deve ser tomada ao pé da letra. Não existe união predestinada desde a origem. A simpatia que atrai um Espírito para outro é o resultado da perfeita concordância de suas tendências, de seus instintos; se um devesse completar o outro, perderia a sua individualidade (LE, perg. 301).

QUESTIONÁRIO:

B - RELAÇÕES DE ALÉM-TÚMULO - RELAÇÕES SIMPÁTICAS E ANTIPÁTICAS

1 - Como se constituem os agrupamentos no plano espiritual?

2 - Há livre acesso dos Espíritos a todos os lugares? Explicar

3 - Como os Espíritos se reconhecem na Espiritualidade?


Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

14ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE A: A ESCOLHA DAS PROVAS

VIDA ESPÍRITA

No estado errante, antes da nova existência corpórea, o Espírito tem consciência e previsão do que lhe vai acontecer durante a vida. Ele mesmo escolhe o gênero de provas que deseja sofrer; nisto consiste o seu livre-arbítrio (LE, perg. 258). Possuindo a liberdade de escolha, o Espírito é responsável pelos seus atos, assim como das consequências que lhe advierem.

Nada lhe estorva o futuro e mesmo que venha a sucumbir às provas escolhidas, ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois Deus na sua bondade permite sempre recomeçar o que foi mal feito.

O Espírito sabe que, escolhendo determinado caminho, terá de passar por determinado gênero de lutas; e sabe de que natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias e da força das coisas. Só os grandes acontecimentos, que influem no destino estão previstos (LE, perg. 259).

Nem sempre, porém, o Espírito faz a sua escolha imediatamente após a morte, pois muitos, ainda atrasados, julgam que suas penas têm um caráter eterno. Por outro lado, ele pode ainda fazer sua escolha durante a vida corporal, pois um desejo intenso pode influir no seu futuro.

Tudo depende da sua intenção. Isso é possível, pois que o Espírito, embora encarnado, tem sempre os momentos em que se liberta da matéria.

Geralmente o Espírito escolhe as provas que lhe podem servir de expiação, segundo a natureza de suas faltas, assim como aquelas que podem contribuir para o seu adiantamento.

Uns podem impor-se uma vida de misérias e privações, para tentar suportá-la com coragem; outros, experimentar as tentações da fortuna e do poder, bem mais perigosas pelo abuso e o mau emprego que lhes pode dar e pelas más paixões que desenvolvem; outros, enfim, querem ser provados nas lutas que terão de sustentar no contato com o vício (Le, perg. 264).

Pode acontecer de, por vezes, o Espírito enganar-se quanto à eficácia da prova que escolher.

Pode escolher uma que esteja acima de suas forças, e então sucumbe. Pode também escolher uma que não lhe dê proveito algum, como um gênero de vida ociosa e inútil. Mas, nesse caso, voltando ao mundo dos Espíritos, percebe que nada ganhou e pede para recuperar o tempo perdido (LE, perg. 269).

Parece evidente o fato de o Espírito geralmente escolher as provas mais fáceis de ser vencidas; no entanto, isso não ocorre, pois na vida espiritual ele compara os prazeres fugitivos e grosseiros com a felicidade inalterável que entrevê, e então que lhe importam alguns sofrimentos passageiros? (LE, perg. 266). É assim que quando desencarnado prefere provas mais rudes e suscetíveis de apressar o seu progresso.

Um Espírito inexperiente e ignorante, não pode escolher uma existência com pleno conhecimento de causa e ser responsável por essa escolha. Entretanto, à medida que vai evoluindo e que o seu livre-arbítrio se desenvolve, tornando-se senhor de si, passar a tomar decisões por si mesmo; porém, se não aceitar os conselhos dos bons Espíritos, poderá cair em deslizes, comprometendo o seu processo evolutivo.

Algumas provas podem ser impostas, em vez de serem escolhidas espontaneamente; isto, porém, acontece com Espíritos inferiores, que revelam-se refratários às orientações dos bons Espíritos, assim como no caso de expiação de faltas, o que obviamente auxiliará o seu progresso.


QUESTIONÁRIO:

A - A ESCOLHA DAS PROVAS

1 - Pode o Espírito escolher provas muito rudes e uma existência repleta de percalços, a fim de apressar a sua evolução?

2 - O Espírito pode enganar-se quanto à eficácia da prova escolhida?

3 - Todos os Espíritos têm livre-arbítrio na escolha de suas provas?

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

REINICIO DAS AULAS

Amanhã, 05.08.14 reiniciarei as postagens das aulas do 1º ano básico.

As postagens serão duas por semana até a conclusão do curso sempre nas terças e quintas feira.

Torço para que todos aproveitem bem estes ensinamentos Espírita-Cristão.

Felicidades,


Carlos