CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

CAROS AMIGOS E SEGUIDORES; COM ESTA AULA EU ENCERRO O PRIMEIRO SEMESTRE. VOLTAREI EM AGOSTO COM A SEQUÊNCIA DO CURSO. QUE JESUS ABENÇOE O ESFORÇO DE TODOS EM APRENDER NOVOS VALORES ESPIRITUAIS.

13ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE C: DIFERENTES ESTADOS DA ALMA NA ERRATICIDADE

Muitos pensam que Espíritos errantes são aqueles que cometeram erros, quando na realidade são os Espíritos que estão em diferentes moradas, embora não estejam nem localizadas, nem circunscritas, independentemente de erros que eventualmente tenham ou não cometido. Os Benfeitores espirituais ensinam que A casa do Pai é o Universo; as diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, e oferecem aos Espíritos desencarnados moradas apropriadas ao seu adiantamento.

Independentemente da diversidade dos mundos, pode-se também definir a palavra "morada" usada por Jesus, como sendo o estado de felicidade ou infelicidade que o Espírito desfruta na erraticidade.

Assim, aqueles Espíritos que na existência corpórea tiveram demasiado apego às coisas materiais, não conseguem se desprender totalmente dos valores terrenos. Este apego faz com que não se libertem facilmente dos convencionalismos terrenos, deixando de percorrer o espaço infinito em busca de maior esclarecimento, preferindo pelo contrário, manterem-se jungidos às coisas transitórias do mundo corporal.

Assim, enquanto os Espíritos mais inferiores erram nas trevas, os felizes desfrutam de uma luz resplandecente e do sublime espetáculo do infinito. Em "O Céu e o Inferno", uma das obras básicas da Codificação Espírita, Allan Kardec através da manifestação de Espíritos de várias categorias, propicia o seguinte quadro bastante nítido das alegrias ou das penúrias que os Espíritos experimentam quando na Erraticidade, segundo o modo de vida que tiveram quando encarnados.

ESPÍRITOS FELIZES: Pessoas que foram íntegras e bondosas, que jamais cometeram uma ação má, e que sofreram enfermidades ou experimentaram rudes provações, jamais lhes faltando coragem nas adversidades, entram no mundo espiritual desfrutando de indescritível felicidade. A separação do invólucro físico se assemelha a um sonho, sem sentirem qualquer sensação de dor. Alguns Espíritos descrevem que passam a perceber brilhante luz, tendo a impressão de saírem de uma atmosfera constrangedora para sentirem indizível bem-estar.

ESPÍRITOS EM CONDIÇÃO INTERMEDIÁRIA: O mesmo não acontece com aqueles que na vida terrena foram considerados pessoas de boa índole, que não praticaram o mal, mas também não fizeram o bem, incapazes de qualquer sacrifício para minorar um sofrimento alheio, esquivando-se de qualquer ato de caridade. Para estes, o fenômeno da morte se torna mais penoso, prolongado, e a sensação que experimentam ao adentrarem o mundo invisível não é tão alentadora.

ESPÍRITOS SOFREDORES: Um quadro bem diverso apresenta um Espírito que na existência física foi orgulhoso, que jamais se preocupou com o aprimoramento de suas qualidades morais e espirituais, e muito menos se condoeu dos sofrimentos alheios. O estado de alma desse Espírito na erraticidade é assaz doloroso, pois sua consciência acusa-o constantemente, aumentando ainda mais seus sofrimentos morais. Tal Espírito tem a sensação de que seus sofrimentos são eternos, não entrevendo sequer um termo (fim) para suas dores.

Espíritos que adentraram o mundo espiritual pela porta enganosa do suicídio vivem verdadeiros martírios; o seu estado de alma é dos mais deploráveis, pois, muitas vezes, experimentam a sensação de estarem ligados aos seus antigos invólucros físicos. Não menos agudo é o sofrimento dos Espíritos endurecidos que, pelo orgulho, não se arrependem do mal praticado. São Espíritos insubmissos que se revoltam contra a justiça divina, hesitando em se submeterem à vontade soberana do Criador. Por isso vivem num estado trevoso e de revolta interior, refratários ao benefício balsâmico do perdão. Tais Espíritos também têm a sensação de viverem em eterno sofrimento e somente novas e difíceis reencarnações os aproximarão mais do caminho do bem.

QUESTIONÁRIO:

C - DIFERENTES ESTADOS DA ALMA NA ERRATICIDADE

1 - O que são Espíritos errantes?

2 - Como pode ser definida a palavra "morada" empregada por Jesus?

3 - O que determina a condição de feliz ou infeliz quando na erraticidade?


Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

13ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

PERCEPÇÕES E SENSAÇÕES: Percepção é a faculdade que os Espíritos têm de perceber o mundo à sua volta, faculdade essa que nos Espíritos desencarnados é muito mais acurada do que nos encarnados. Isto ocorre em função da matéria compacta que representa verdadeiro entrave para a livre manifestação das suas faculdades. Livres da matéria, a inteligência e demais potencialidades se revelam em toda a sua plenitude. Porém, a maior ou menor expressão de tais atributos está diretamente relacionada ao grau evolutivo de cada um, ou seja: quanto mais se aproximam da perfeição, maior é a percepção que os Espíritos têm da realidade que os cerca.

Assim, Espíritos ainda inferiores são mais ou menos ignorantes acerca de tudo; isto significa que enquanto os Espíritos superiores conhecem, em grande extensão, o princípio das coisas, os inferiores não sabem mais do que sabem os homens de igual condição evolutiva.

PERCEPÇÃO EXTERIOR: Com relação à percepção Exterior, os Espíritos veem por si mesmos não necessitando de luz externa.

Aqueles que são bons livraram-se das trevas, que são peculiares apenas aos que passam por grandes expiações. Desfrutam da faculdade de ver, a qual reside em todo seu ser, assim como a luz que se encontra em todas as partes de um corpo luminoso. Trata-se de uma espécie de lucidez que se estende a tudo e para a qual não há trevas; ela abrange o espaço, o tempo, as coisas, e é por isso que a visão do Espírito independe de luz exterior.

Outra particularidade inerente aos Espíritos elevados, é que podem ver em dois lugares simultaneamente, uma vez que transportam-se com a velocidade do pensamento; os que são mais elevados irradiam seus pensamentos em várias direções ao mesmo tempo.

PERCEPÇÃO DO TEMPO: Os Espíritos vivem fora do tempo tal como é concebido no plano físico, pois a medida temporal praticamente deixa de existir para eles; enquanto para os encarnados os séculos são longos, para os desencarnados não passam de instantes que se diluem na eternidade.

CONHECIMENTO DO PASSADO E DO FUTURO: O conhecimento do passado e do futuro é muito relativo para os Espíritos. Quanto mais evoluídos, mais noções têm do passado, e pressentem com maior nitidez o futuro. Quase sempre, nada mais fazem do que entrevê-lo, "mas nem sempre têm a permissão de o revelar"; quando o veem, ele lhes parece presente (LE, perg. 243). Contudo, nenhum Espírito de ordem elevada tem completo conhecimento do futuro, pois este somente pertence a Deus.

PERCEPÇÃO DA MÚSICA E DAS BELEZAS NATURAIS: Os Espíritos desencarnados, por terem as percepções mais afloradas, têm suas qualidades sensitivas mais desenvolvidas; portanto, são mais sensíveis à música principalmente à música celeste, muito mais perfeita do que a do mundo material. A mesma sensibilidade se revela também no que diz respeito às belezas naturais dos diferentes mundos espirituais. Embora tais belezas sejam tão diversas que estamos longe de conhecê-las, os Espíritos são sensíveis a elas, segundo as suas aptidões para apreciá-las e compreender (LE, perg. 252).

INTUIÇÃO DE DEUS: Respondendo a uma pergunta sobre os Espíritos veem a Deus (LE, perg. 244), os benfeitores espirituais afirmaram que somente Espíritos superiores o veem e compreendem, enquanto os menos evoluídos sentem-no intuitivamente. É assim que ele (Espírito inferior) não vê a Deus, mas sente a sua soberania, e quando uma coisa não deve ser feita ou uma palavra não deve ser dita, ele o sente como uma intuição, uma advertência invisível que o inibe de fazê-lo (LE, perg. 244a).

SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS: Os Espíritos conhecem os sofrimentos, porque passaram por eles na existência corpórea, mas quando desencarnados não os experimentam materialmente como sucede nos encarnados. Não sentem a sensação de fadiga, e quando a sentem é tão somente resultado de sua pouca evolução moral. Desde modo, não precisam de descanso corporal, pois não são dotados de órgãos cujas forças devam ser reparadas. O Espírito repousa no sentido de não estar em constante atividade.

A espécie de fadiga que os Espíritos podem provar está razão da sua inferioridade, pois quanto mais se elevam, de menos repouso necessitam (LE, perg. 254). De modo geral os Espíritos, quando desencarnados, gozam de percepções e sensações diferentes daquelas que tiveram quando encarnados, tudo dependendo da elevação moral que tenham atingido.

QUESTIONÁRIO:

B - PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

1 - Por que a percepção não é igual para encarnados e desencarnados?

2 - Como é a percepção do tempo para os Espíritos?

3 - Os Espíritos elevados podem ver em dois lugares simultaneamente?


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

CAROS AMIGOS E SEGUIDORES; AS 3 AULAS QUE SERÃO POSTADAS ESTA SEMANA VÃO ENCERRAR O PRIMEIRO SEMESTRE DESTE CURSO.

13ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE A: ESPÍRITOS ERRANTES - MUNDOS TRANSITÓRIOS

ESPÍRITOS ERRANTES: Espíritos errantes são todos os Espíritos que, estando desencarnados, ainda estão sujeitos à reencarnação.

Diz-se, então, que eles vivem ou estão, na ERRATICIDADE. Os Espíritos puros que não necessitam mais reencarnar, não são denominados errantes; e, então, eles não estão na erraticidade.

A reencarnação dos Espíritos errantes não se processa logo em seguida à desencarnação, ocorrendo geralmente após intervalos mais ou menos longos. Em resposta a Allan Kardec, os benfeitores espirituais disseram que o tempo que o Espírito permanece na ERRATICIDADE aguardando novas encarnações, varia de algumas horas a alguns milhares de anos. (LE, perg. 224a).

Nos mundos superiores as reencarnações podem ocorrer quase que imediatamente após a desencarnação; pelo fato de a matéria ser menos grosseira nesses mundos, o Espírito desfruta de maior liberdade, fazendo de modo mais amplo uso de suas faculdades espirituais, possibilitando-lhe uma visão mais nítida da realidade à sua volta. Alguns Espíritos solicitam que a erraticidade se prolongue, a fim de prosseguirem em estudos só suscetíveis de serem realizados quando no mundo espiritual.

Mas, também existem casos em que os próprios Espíritos demoram a reencarnar por temerem as consequências da vida corpórea que levarão; tal o montante de débitos que contraíram perante a justiça divina, sendo necessário então a reencarnação compulsória. Mas, o fato de permanecer na erraticidade não é indício de inferioridade dos Espíritos, uma vez que a condição de errantes abrange toda a escala evolutiva, com exceção dos Espíritos Puros.

Os Espíritos errantes estudam e procuram meios de elevar-se; mas é na existência corpórea que põem em prática aquilo que aprenderam, porque é na vida material que acontecem os grandes embates que levam os Espíritos a superar-se. São felizes ou infelizes, conforme os méritos conquistados; sofrem por efeito das paixões, cuja essência conservaram, e são felizes de conformidade com o grau evolutivo a que tenham chegado. Na erraticidade têm a percepção do que lhes falta para serem felizes, e desde então procuram os meios de se melhorarem.

MUNDOS TRANSITÓRIOS: Existem mundos espirituais chamados "TRANSITÓRIOS" particularmente destinados aos seres errantes e que lhes servem de habitação temporária, onde descansam durante uma longa erraticidade, servindo-lhes de estações de repouso.

Nesses mundos eles progridem, instruem-se e obtêm permissão para passar a outros lugares melhores e chegar mais depressa à perfeição.

Em tais mundos, a superfície é estéril transitoriamente (LE, perg. 236b) e os seres que os habitam de nada precisam (LE, perg. 236a), em relação à natureza material, mas não conservam permanentemente essa condição.

Assim, nada é inútil na natureza, pois tudo tem um fim, uma destinação. Em parte alguma do Universo há o vazio; nele tudo é habitado, e a vida se manifesta em toda parte. Mesmo no período de formação da Terra, quando seus períodos de transição eram lentos, antes mesmo do aparecimento dos primeiros seres orgânicos, não havia ausência de vida espiritual no planeta.

QUESTIONÁRIO:

A: ESPÍRITOS ERRANTES - MUNDOS TRANSITÓRIOS

1 - O que é erraticidade?

2 - O fato de permanecer na erraticidade é indício de inferioridade do Espírito?

3 - Qual a finalidade dos mundos transitórios?


Fonte da imagem: Internet Google.