CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO ESPÍRITA: PACIÊNCIA, INDULGENCIA, FÉ, HUMILDADE, DIGNIDADE E CARIDADE.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

8ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS - ANJOS E DEMÔNIOS

PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS: Ao analisar a progressão dos Espíritos, deve-se levar em conta as seguintes considerações:

A - Espírito e matéria estão sempre associados, pois qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório ou perispírito, cuja natureza se eteriza à medida que ele se depura e se eleva na hierarquia espiritual (LM, item 55).

B - Em sua escalada progressiva para atingir a perfectibilidade, o Espírito deve lutar para que sua natureza espiritual domine sua natureza material, trabalhando os seguintes aspectos:

1 - Desenvolvendo a sua inteligência e adquirindo os conhecimentos que o levarão à verdade, passando pelas provas que Deus lhe impõe;

2 - Despojando-se de influências da matéria, como por exemplo, as sensações dos órgãos, à qual está ligado necessariamente para sua manifestação como Espírito;

3 - Libertando-se dos males como o egoísmo, orgulho, a maldade, etc.. E conquistando as virtudes como a caridade, a humildade, etc...

C - Os Espíritos foram criados iguais, simples e ignorantes, porém todos atingirão a perfectibilidade. Uns chegam mais rapidamente que outros, pois isso depende do livre-arbítrio de cada um, conforme agem dentro da Lei de Causa e Efeito, como diz André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, cap. XII: “Encetando, pois, a sua iniciação no plano espiritual, de consciência desperta e responsável, o homem começa a penetrar na essência da Lei de Causa e Efeito, encontrando em si mesmo os resultados enobrecedores ou deprimentes das próprias ações”.

A partir destas considerações, chega-se às seguintes conclusões:

a) Não há penas eternas. Os Espíritos não permanecem perpetuamente nas classes inferiores.

Depende de cada um apressar ou não o seu avanço. Quaisquer que sejam a inferioridade e perversidade dos Espíritos, Deus jamais os abandona. Todos têm seu anjo da guarda (Espírito Protetor) que por eles vela. Contudo, o Espírito deve progredir por impulso da própria vontade, nunca por sujeição (O Céu e o Inferno, 1ª. parte, Cap. VII, Código Penal da Vida Futura, item 20).

b) O Espírito pode permanecer estacionário, mas não retrógrada, uma vez que o conhecimento adquirido não mais se perde. Uma vez encarnado pode estar em condição social inferior à sua vida passada, porém nada perde do que adquiriu moral e intelectualmente. Seu desenvolvimento moral e intelectual, como Espírito, é o mesmo (Gênese, cap. XI, nº. 48).

c) Deus não libera os Espíritos das provas que devem sofrer para chegarem à Primeira Ordem, pois se o fizesse, teria de criá-los perfeitos e, como tal, eles não teriam merecimento para usufruir dos benefícios da perfectibilidade conquistada. Os Espíritos não precisam necessariamente passar pela fieira do mal para chegarem ao bem, mas sim pelo caminho da ignorância. Todos têm o livre-arbítrio para escolher entre um e outro caminho, mas é justamente pelo uso correto que fazem de sua escolha é que conquistam o mérito para chegar à Primeira Ordem. O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria liberdade se a escolha não dependesse da vontade e decisão do Espírito em ceder a esta ou àquela influência, boa ou má.

ANJOS e DEMÔNIOS

ANJOS: "Os seres que chamamos anjos, arcanjos, serafins, formam uma categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?" - “Não; são Espíritos puros: Estão no mais alto grau da escala e reúnem em si todas as perfeições” (LE, perg. 128).

Deste modo, os anjos não são uma criação especial de Deus, mas Espíritos que conseguiram superar as imperfeições próprias da condição humana; são Espíritos puros e, como tal, pertencem à Primeira Ordem, segundo a escala de valores estabelecida pela Doutrina dos Espíritos. Tornam-se mensageiros de Deus, mantendo sob suas ordens Espíritos em diferentes graus de evolução, e manifestam seu amor ora participando da criação de novos mundos em formação, ora trazendo revelações divinas para a evolução da humanidade.

DEMÔNIOS: "Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra?" - Se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus. E Deus seria justo e bom, criando seres infelizes, eternamente voltados ao mal?" (LE, perg. 131). Demônios são, portanto, os Espíritos ainda imperfeitos, transitoriamente desviados do bem e que se comprazem no mal alheio. Pela sua índole imperfeita, estabelecem domínio sobre outros Espíritos, encarnados ou desencarnados.

Pertencem à Terceira Ordem da escala Espírita por se rebelarem contra as provas que lhes tocam e que por isso as sofrem mais longamente. Como o ser humano sempre necessitou de figuras e imagens para firmar-se, idealizou os seres incorpóreos sob forma material, com atributos que lembram as qualidades ou defeitos humanos. Assim, surgiram as formas de anjos para personificar a espiritualidade sublimada e as formas dos demônios para personificar seus atributos ainda da animalidade.

Contudo, a Doutrina Espírita esclarece que as penas não são eternas; o prazo de expiação para os Espíritos imperfeitos está subordinado à sua vontade de melhorar para ascender à categoria de Espíritos puros. Deus não privilegia mais a uns do que a outros, pois é soberanamente justo e bom. Tudo o que acontece de acordo com os preceitos das suas leis divinas se constitui no bem e tudo que lhes for contrário, se constitui no mal. Cedo ou tarde, demônios ou Espíritos imperfeitos ascenderão à categoria de anjos ou Espíritos puros, pois esta é a lei que rege o universo: a evolução do Espírito.

QUESTIONÁRIO:

B - PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS - ANJOS E DEMÔNIOS

1 - O que são anjos e demônios?

2 - Existem penas eternas? Explique.

3 - O Espírito terá que necessariamente passar pelo caminho do mal? Desenvolva.


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segunda-feira, 28 de abril de 2014

8ª AULA - CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE A: DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS

Conforme o grau de perfeição que tenham alcançado, os Espíritos se classificam em diferentes ordens, segundo uma escala hierárquica de valores, estabelecida na Codificação Espírita para fins meramente didáticos, nada tendo de absoluta.

Essas ordens são ilimitadas em número, porque não há entre elas uma linha demarcatória traçada como barreira, de maneira que se podem multiplicar ou restringir as divisões à vontade. Não obstante, se considerarmos os caracteres gerais, poderemos reduzi-las a três ordens principais (LE, perg. 97):

PRIMEIRA ORDEM: Espíritos Puros

SEGUNDA ORDEM: Espíritos Bons

TERCEIRA ORDEM: Espíritos Imperfeitos

Allan Kardec esquematiza a escala espiritual a partir dos Espíritos imperfeitos, subdividindo cada ordem de Espíritos em classes e dando seus caracteres em cada uma delas. A partir desta classificação, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridades ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em relação, e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que eles merecem (LE, perg. 100).

Terceira Ordem: Espíritos Imperfeitos: - Caracterizam-se pela ignorância, desejo do mal e apego às paixões que lhes retardam o desenvolvimento, pois neles há o predomínio da matéria sobre o Espírito. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem. Tais características não são iguais para todos, uma vez que progridem e se modificam, à medida que desenvolvem sua inteligência e moralidade, libertando-se da influenciação da matéria. Desta forma os Espíritos imperfeitos classificam-se em diferentes classes:

10ª. CLASSE: ESPÍRITOS IMPUROS: - São inclinados ao mal. Insultam a discórdia e a desconfiança. Usam todos os disfarces para melhor enganar. Sua linguagem é trivial, grosseira e ignorante. Caracterizam-se pela inferioridade moral e intelectual.

9ª. CLASSE: ESPÍRITOS LEVIANOS: - São ignorantes, malignos, inconsequentes e zombeteiros. Sua linguagem muitas vezes é espirituosa e alegre.

8ª. CLASSE: ESPÍRITOS PSEUDOSSÁBIOS: - Seus conhecimentos são bastante amplos, mas julgam saber mais do que realmente sabem. Sua linguagem é presunçosa e contém algumas verdades mescladas com os mais absurdos erros. São presunçosos, orgulhosos e teimosos.

7ª. CLASSE: ESPÍRITOS NEUTROS: - Não são bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para praticarem o mal.

6ª. CLASSE: ESPÍRITOS BATEDORES E PERTURBADORES: - Manifestam sua presença por efeitos sensíveis e físicos. Não formam propriamente uma classe especial na escala evolutiva, pois podem pertencer a todas as classes da terceira ordem.

SEGUNDA ORDEM: ESPÍRITOS BONS: - São os que chegaram ao meio da escala. O desejo do bem e a sua realização decorrem do grau de evolução que atingiram, pois há neles o predomínio do Espírito sobre a matéria e, consequentemente, a busca da sabedoria e da moralidade. Compreendem Deus e sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal (LE, perg. 107).

Os Espíritos Bons classificam-se, conforme o Livro dos Espíritos, em:

5ª. CLASSE: ESPÍRITOS BENÉVOLOS: - Sua qualidade predominante é a bondade, pois seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.

4ª. CLASSE: ESPÍRITOS SÁBIOS: - São livres das paixões, próprias dos Espíritos imperfeitos, preocupando-se mais com as questões científicas do que com as morais. Encaram a ciência por sua utilidade.

3ª. CLASSE: ESPÍRITOS PRUDENTES: - Caracterizam-se pelas qualidades morais e capacidade intelectual elevada, possibilitando uma apreciação dos homens. O progresso intelectual e o progresso moral raramente andam juntos, mas o que o Espírito não consegue em dado tempo, alcança em outro, de modo que os dois progressos acabam por atingir o mesmo nível. (O Céu e o Inferno, 1ª. parte, cap. III, nº. 7 e LE, perg. 192).

2ª. CLASSE: ESPÍRITOS SUPERIORES: - Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada e frequentemente sublime, em decorrência da ciência, sabedoria e bondade que reúnem.

PRIMEIRA ORDEM - ESPÍRITOS PUROS: - São os Espíritos que atingiram o ponto mais elevado da escala evolutiva e pertence à 1ª. Classe. Percorreram todos os degraus da escala espírita e despojaram-se de todas as impurezas da matéria. Possuem superioridade intelectual e moral absolutas, em relação aos Espíritos das outras classes. Não estão mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis e são mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam (LE, perg. 113).

QUESTIONÁRIO:

A - DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS:

1- O que predomina nos Espíritos imperfeitos?

2 - Quais as características do Espírito bom?

3 - O progresso intelectual e o progresso moral andam sempre juntos?


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sexta-feira, 25 de abril de 2014

7ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE C: CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES:

"E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os discípulos lhe perguntaram: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? (João, 9:1-2)”.

Deduz-se pela pergunta dos apóstolos, que eles admitiam existir uma causa anterior para que aquele homem nascesse cego.

Os sofrimentos da vida têm sempre uma causa e essa causa pode ter duas origens: umas estão na vida presente e outras em vidas pregressas.

Face à Justiça Divina, a tese de que o Espírito somente encarna uma vez enfrenta dificuldades intransponíveis para explicar anomalias, quais sejam a perda de entes queridos, a desencarnação precoce de chefes de família, reveses da fortuna, flagelos naturais, enfermidades incuráveis, doenças de nascença, idiotia, deformações físicas e outras modalidades de sofrimento inclusive de ordem moral, frustrando todas as medidas preventivas quer pela prudência, quer pela precaução.

Não são poucos os que clamam aos céus ao verem criaturas de má índole prósperas, favorecidas em todos os sentidos, convivendo lado a lado com os que vivem retamente perante Deus, açoitadas por dores e padecimentos de todos os matizes. À luz da teoria da reencarnação, porém, tudo é facilmente explicado; e com lógica, pois que "a cada um será dado segundo suas obras" (Tiago 2:4-18, 2:24-26; Pedro, 1-17; Apocalipse 20: 12-13).

Não existindo efeitos sem causa, e não se encontrando explicações para as aflições na vida atual, é lógico que se deve remontar às vidas passadas, onde elas tiveram as suas raízes.

Essa conclusão está conforme a justiça de Deus. A desencarnação de crianças em tenra idade muitas vezes após longo sofrimento, suscita questionamentos tais como o de não ter tido tempo de fazer mal nenhum. Nesse caso, o que teriam feito essas almas para serem acometidas de tantos males? Embora seja verdade, porém, é preciso ponderar que se não fizeram o mal, tampouco fizeram o bem; e sabe-se lá o que fizeram em vidas passadas.

As provas e expiações são decisivas para a elevação dos Espíritos e além de guardar relação com suas condutas em vidas passadas, levam-nos a compulsoriamente se reencontrarem a si próprios. Aos sofrimentos por causas anteriores, juntam-se, muito frequentemente, os que são consequências das faltas atuais, de modo que tanto as faltas cometidas em vidas pretéritas, como as que são praticadas na vida presente, sempre requerem reajustes, pois estão de conformidade com a sentença evangélica: "Quem com a espada fere, com espada será ferido"(MT, 26:52), equivalente à Lei de Ação e Reação. Assim, o homem que foi perverso e desumano em vidas passadas, poderá vir a ser tratado com dureza e desumanidade na vida presente; o que foi avarento e perdulário e que fez mau uso da fortuna, poderá renascer em condições de sofrer a falta do necessário; se foi um filho rebelde e ingrato, poderá vir a sofrer idêntico tratamento por parte de seus filhos; se foi um criminoso obstinado, poderá enfrentar duras consequências na vida presente.

Assim se explicam, pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a repartição da felicidade e da infelicidade entre os bons e os maus neste mundo (ESE, cap. V, ítem 7). Aqui, deve-se esclarecer que nem sempre o mal é reajustado ou parcialmente resgatado numa só vida. Algumas vezes o processo de resgate se verifica no decurso de duas ou mais existências.

A pluralidade das existências elucida uma questão que tem levantado muitas indagações: por que uns são felizes e outros infelizes? Neste particular também é conveniente fazer evidenciar que, os que hoje são infelizes, estão num processo de reajustamento de faltas passadas, e, muitos daqueles que hoje desfrutam de felicidade e de prosperidade momentânea, continuarão com suas dívidas, vindo a pagá-las numa vida subsequente; o importante é conhecer que a justiça divina nunca falha.

Espíritos recalcitrantes e rebeldes perdem o direito ao livre-arbítrio de escolherem as tribulações por que devem passar, porém, os Espíritos que se mostram aptos a caminhar no roteiro do bem e estando arrependidos das faltas cometidas, podem escolher o gênero de provas que os levem ao triunfo do resgate bem sucedido.

Seria ilógico acreditar que todo sofrimento tem por origem uma falta. Em numerosos casos, trata-se de provas escolhidas pelo Espírito, com o fito de acelerar o seu ciclo evolutivo e poder atingir mais rapidamente a perfeição. Desta maneira, chega-se à seguinte assertiva: a expiação serve sempre de prova, mas a prova nem sempre é expiação.

De qualquer maneira, tanto a prova como a expiação são fatores que indicam uma inferioridade relativa, pois o Espírito que tenha atingido a perfeição, jamais precisa ser provado. Deste modo, deve-se considerar-se que as provas e expiações sofridas pelos Espíritos são decisivas para a sua elevação e guardam íntima relação com o que eles fizeram em vidas passadas e o que devem fazer para melhor se reencontrarem a si próprios.

QUESTIONÁRIO:

C - CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES

1 - Qual a relação que existe entre o perispírito e as causas das nossas aflições?

2 - "Quem com a espada fere, com a espada será ferido"? Interprete

3 - As nossas expiações podem ser amenizadas?


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quarta-feira, 23 de abril de 2014

7ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: CENTROS DE FORÇA

O universo é uma conjunção de leis, forças e energias inimagináveis, em incessante movimento de ação e reação, no processo de desintegração, combinação, modificação e renovação dos elementos que o constituem. Inserido na dinâmica desse ambiente existe o homem, cujo universo orgânico se nutre e se mantém pela absorção de energias que irradiam de infinitas fontes cósmicas, desde o Sol, a mais próxima, as que procedem do fundo do espaço infindo, acrescentando-se ainda as energias produzidas pelo meio físico.

Essas energias são absorvidas pelos chamados "centros vitais" ou "centros de força", pois assim como o corpo físico possui seus órgãos fundamentais que lhe regulam a vida material, o corpo perispiritual possui, de forma equivalente, determinados fulcros de energia denominados "centros de força". O perispírito está intimamente regido por sete principais centros de força que se conjugam nas ramificações dos plexos, dos gânglios e da medula do corpo físico.

Na função de centros vitais, sob o poder diretriz da mente, haurem energia do Fluido Cósmico, a qual transforma-se por sua vez em energia vital, assegurando assim funções complexas, desde o controle da vida orgânica às mais elevadas manifestações psíquicas, passando por todos os mecanismos da vida de relação.

Desta forma, através da qualidade de nossos pensamentos equilibram-se as forças vitais, ao passo que a viciação da mente desarmoniza os centros de força. Disto decorre a importância da elevação dos pensamentos, no sentido de imprimir qualidade aos fluxos energéticos que assimilamos dos mananciais do universo.

Pensamentos saudáveis vitalizam o corpo físico, ao mesmo tempo que dinamizam os centros de força que ordenam a vasta rede dos processos de manifestação da inteligência. Para melhor entendimento, pode-se classificar os centros de força segundo suas atividades psíquicas ou fisiológicas:

CENTROS DE FORÇA responsáveis pelas atividades psíquicas:

CORONÁRIO: Localizado na região central do cérebro: a - assimila os estímulos do Plano Superior. b - orienta o metabolismo orgânico. c - supervisiona os outros centros vitais.

FRONTAL: Situado na fronte: a - ordena a vasta rede de processos de manifestação da inteligência. b - viabiliza as atividades dos órgãos dos sentidos, administrando assim o sistema nervoso e o sistema endócrino.

CENTROS DE FORÇA responsáveis pelas atividades fisiológicas:

LARÍNGEO: Situado na altura da garganta: a - preside notadamente as atividades de respiração e fonação.

CARDÍACO: Situado na região pré-cordial: a - dirige a emotividade e é responsável pelo equilíbrio geral do sistema circulatório.

ESPLÊNICO: Situado na região do baço: a - regula a distribuição e circulação adequada do volume sanguíneo. b - responsável pela atividade do sistema hepático.

GÁSTRICO: Situado na região do estômago: a - responsável pela digestão e absorção de alimentos.

GENÉSICO: Situado na região do baixo-ventre: a - responsável pelas energias criadoras.

QUESTIONÁRIO:

B - CENTROS DE FORÇA:

1 - Qual o papel dos centros de força para a vida orgânica?

2 - Quais as funções dos centros de força coronário e frontal?

3 - O que fazer para manter os centros de força harmonizados?


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segunda-feira, 21 de abril de 2014

7ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE A: PERISPÍRITO

Há nos homens três constituintes fundamentais a serem considerados:

a - O corpo ou ser material, semelhante ao dos animais;

b - A alma ou ser imaterial, Espírito encarnado;

c - O Perispírito, laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito. (Le, perg 135a)

Para dar ideia do que seja o Perispírito, Allan Kardec usou uma comparação muito apropriada ao afirmar: "Como a semente de um fruto é envolvida por um perisperma, o Espírito propriamente dito, também é revestido por um envoltório que, por analogia, se pode chamar de Perispírito" (LE, perg. 93).

A uma pergunta de Kardec, os Espíritos respondem: “O Espírito é envolvido por uma substância que é vaporosa para ti, mas ainda bastante grosseira para nós, suficientemente vaporosa, entretanto, para que ele possa elevar-se na atmosfera e transportar-se para onde quiser” (LE, perg. 93). Esta resposta dos Espíritos é genérica já que a capacidade de cada um está condicionada ao grau de evolução do Espírito, pois nem todos estão em condições de volitar e transportar-se para onde quiserem.

O Perispírito, envoltório fluídico, semimaterial que serve de elo de ligação entre a alma e o corpo, é o intermediário de todas a sensações que o Espírito recebe e pelo qual transmite sua vontade ao exterior e atua sobre os órgãos do corpo. (LM, ítem 54).

A alma nunca fica desligada do seu Perispírito, mesmo após sua desencarnação. Qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório, cuja natureza se eteriza à medida que se depura e se eleva na hierarquia espiritual.

De sorte que a ideia de forma é inseparável da de Espírito e não se concebe uma sem a outra.

O Perispírito faz, portanto, parte integrante do Espírito, como o corpo o faz do homem (LM, ítem 53).

O corpo físico é uma exteriorização aproximada do corpo espiritual, já que ele deve compatibilizar-se e subordinar-se aos imperativos da hereditariedade e da matéria grosseira.

A "morte" é a destruição do corpo físico, o invólucro mais grosseiro.

O Espírito conserva, porém, o Perispírito, embora etéreo e invisível ao homem no seu estado de encarnado.

1 - ORIGEM E NATUREZA DO PERISPÍRITO

ORIGEM: "De onde tira o Espírito o seu envoltório semimaterial? - Do fluido universal de cada globo. É por isso que ele não é o mesmo em todos os mundos; passando de um mundo para outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa" (LE, perg. 94). O Espírito utiliza-o de acordo com suas necessidades evolutivas, com o fim de formar seu corpo de manifestação e de atuação sobre a matéria.

NATUREZA: Quanto à sua natureza, é composto por uma matéria mais ou menos sutil, intangível, em virtude do seu estado fluídico; sua condensação será maior ou menor segundo a natureza peculiar a cada mundo, e segundo o grau de evolução do Espírito. Um Espírito chamado a viver em determinado meio, dele extrai seu perispírito.

Conforme seja esse Espírito mais ou menos evoluído, seu perispírito se formará respectivamente das partes mais puras ou mais grosseiras do fluido do próprio mundo no qual se encarna. Daí resultam três considerações importantes:

1 - A constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos;

2 - O perispírito modifica-se à medida que o Espírito progride no transcorrer de suas encarnações;

3 - Os Espíritos superiores, encarnando-se em missão em um mundo inferior à sua condição, têm naturalmente um perispírito menos grosseiro que os demais.

2 - PROPRIEDADES DO PERISPÍRITO

A - QUANTO À FORMA: Expansibilidade e flexibilidade

Pela sua natureza fluídica, semimaterial, o perispírito possui estas características, pois ele não se encontra preso ao corpo material como se estivesse em uma caixa. Submete-se à vontade do Espírito, e é assim que ele se apresenta em sonhos ou no estado de vigília, podendo inclusive tornar-se visível e até mesmo palpável. Por ser de extrema plasticidade, irradia-se para o exterior e forma em torno do corpo material uma atmosfera, que o pensamento e a força de vontade podem dilatar ou contrair.

ASSIMILAÇÃO: O perispírito tem a propriedade de assimilar os fluidos do ambiente. Se as emanações fluídicas são de boa natureza, o corpo recebe impressões salutares; se são más, a impressão é penosa.

B - QUANTO À DENSIDADE:

Nos Espíritos mais evoluídos, sua natureza é menos densa, enquanto que nos Espíritos mais inferiores é mais grosseiro.

PENETRABILIDADE: É a faculdade que o Espírito tem, através do perispírito, de entrar em qualquer ambiente. O mundo material não lhe apresenta obstáculos de qualquer espécie.

FUNÇÕES DO PERISPÍRITO:

1 - MODELO ORGANIZADOR BIOLÓGICO

O perispírito é o molde ou arcabouço do corpo físico, através do qual o Espírito, enquanto agente modelador irá comandar fluidicamente as células que se condensam no corpo carnal.

Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às novas necessidades; aperfeiçoa-o, desenvolve-o e completa o organismo à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência (A Gênese, cap. XI, item 11)

2 - ADAPTAÇÃO ÀS CIRCUNSTÂNCIAS AMBIENTAIS:

Sendo intermediário entre o Espírito e corpo físico, o perispírito permite ao Espírito o acesso, a adaptação às circunstâncias ambientais, recebendo sensações do Espírito, e ao mesmo tempo transmitindo sua vontade sobre os órgãos do corpo físico.

Efetivamente, é o perispírito que torna o Espírito sensível ao mundo natural, agindo e reagindo ao ambiente. Ao mesmo tempo, tudo o que o Espírito percebe e vivencia, o perispírito registra em si mesmo, como um arquivo que mantém todas as vivências do passado.

3 - REGISTRO DAS VIVÊNCIAS:

Tudo o que o Espírito percebe e vivencia no ambiente natural, o perispírito registra em si mesmo, como uma memória orgânica que guarda toda atividade reflexa e automática.

Portanto, sob o aspecto biológico, o perispírito é o arquivo das alterações físicas; sob o aspecto moral, ele é apenas a exteriorização dos pensamentos do Espírito, revelando assim seu grau de evolução espiritual.

QUESTIONÁRIO:

A - PERISPÍRITO

1 - Como definir o perispírito?

2 - Qual a origem do perispírito?

3 - Quais as propriedades do perispírito?


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sexta-feira, 18 de abril de 2014

6ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE C: MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO

Pilatos, tornando a entrar, pois, no palácio, e tendo feito vir Jesus, lhe perguntou: Sois o rei dos Judeus? Jesus lhe respondeu: “Meu reino não é deste mundo" (João, cap. XVIII, v. 33 a 37).

Jesus, nesta passagem evangélica, sabia que os homens ainda não estavam adequadamente preparados para entender e aceitar os valores espirituais. Sua afirmação, embora já deixe apenas entrever aspectos da realidade espiritual, foi por Ele ainda demonstrada no decorrer de sua missão, como sendo a finalidade superior para a qual deverá voltar-se a Humanidade, tornando-se então, objeto das principais preocupações do homem na Terra. (ESE, cap. II, item 2).

Deste modo, todos os ensinamentos deixados no Seu Evangelho se reportam a esta finalidade de caráter transcendental: levar o homem à conscientização de que seu verdadeiro destino está na vida futura; para tal conquista, torna-se necessário um novo objetivo: a aquisição de valores morais, mais amplos que os acanhados horizontes da vida puramente material.

Neste ensinamento está evidenciada a importância da descoberta de novos valores e de uma nova conduta de vida, além de revelar a transitoriedade das honras e grandezas materiais que o homem busca com tanta avidez. Foi esta a razão que levou a Jesus replicar a Pilatos "O meu reino não é deste mundo". Realmente, não poderia haver qualquer similitude entre o seu reino, onde impera o amor, a fraternidade e a mansuetude e os demais reinos materiais, onde prevalecem o orgulho, a intolerância, o egoísmo e a incompreensão.

Este ensino de Jesus sobre o seu reino, à luz da Doutrina Espírita, dilata a visão do homem, que não mais se prende ao pequeno mundo que habita, mas distancia seu olhar na imensidão do infinito. Sua concepção materialista de vida se transforma, em função dessa nova perspectiva, deixando em segundo plano os valores materiais que tão fortemente afetam a vida do ser humano.

Tendo os fariseus perguntado a Jesus quando viria o Reino de Deus? Ele respondeu: "O Reino de Deus não vem visivelmente, nem dirão: Ei-lo aqui, ou Ei-lo acolá! Porque o Reino de Deus está no meio de vós" (Lucas, cap. 17:20).

Significativa esta passagem evangélica que vem esclarecer à humanidade que o reino de Deus não está em lugar circunscrito, com demonstrações de poder ou força, nem aparecerá nesta ou naquela nação, porque está impresso no íntimo de cada criatura. A conscientização desta assertiva de Jesus irá aflorar a partir do amadurecimento espiritual de cada um.

O Espiritismo confere ao homem a certeza de que o reino de Jesus se expressa não pelo poder material, mas pela superioridade moral conquistada através de um processo contínuo de aperfeiçoamento e vigilância constantes: a reforma íntima, que não significa necessariamente a renúncia de tudo aquilo que o homem conquistou na vida terrena, mas o enriquecimento espiritual dessa conquista. É o prelúdio de um novo estágio evolutivo. Assim, o ensinamento maior que Jesus trouxe ao homem nesta resposta a Pilatos, é a certeza de que, de acordo com a sua conduta voltada para o bem, terá acesso ao reino de paz e amor por Ele anunciado.

QUESTIONÁRIO:

C - MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO

1 - O que significa a réplica de Jesus a Pilatos: "Meu reino não é deste mundo"?

2 - "O reino de Deus está entre vós." Discorra sobre o sentido desta afirmação.

3 - Qual a relação do texto acima com a reforma íntima?


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quarta-feira, 16 de abril de 2014

6ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: MUNDO NORMAL PRIMITIVO - FORMA E UBIQUIDADE DOS ESPIRITOS

O mundo dos Espíritos constitui um mundo à parte, completamente independente do mundo corpóreo; é o verdadeiro mundo porque é permanente, eterno e sobrevive a tudo. Enquanto o mundo corpóreo se renova continuamente através das reencarnações, com o sucessivo nascimento dos corpos de vida efêmera, o mundo espiritual é permanente, pois os seres que o habitam conservam a sua individualidade por toda a eternidade.

O mundo dos Espíritos é o mundo das inteligências incorpóreas, uma vez que, ocorrendo a morte dos corpos, pelas enfermidades, pelos acidentes, pelas guerras, pelos fenômenos da natureza e pelos desgastes físicos, os Espíritos retornam à sua verdadeira pátria, onde continuam evoluindo para atingirem seu objetivo. O mundo espiritual poderia existir sem o mundo corpóreo, mas há necessidade de ambos porque um reage sobre o outro. Deus em Sua infinita sabedoria criou-os para que o mundo terreno seja o educandário dos Espíritos, a fim de que possam conquistar e aperfeiçoar as virtudes que os tornarão seres perfectíveis.

Os Espíritos não habitam um lugar circunscrito no Universo, pois estão por toda parte. Não estão encerrados no Céu ou no Inferno conforme ensinam as várias religiões. Eles habitam todo o Universo, locomovendo-se com incrível velocidade e estão ao lado dos seres encarnados sem que estes o percebam; entretanto, existem regiões que são interditadas aos Espíritos menos evoluídos.

FORMA E UBIQUIDADE DOS ESPÍRITOS:

FORMA: Allan Kardec em "O Livro dos Espíritos" esclarece, com base no ensino dos Benfeitores Espirituais, que o Espírito puro não possui forma limitada e constante aos olhos dos encarnados, mas tem para os demais. Pode-se afirmar, por analogia, que o Espírito puro é uma flama, um clarão ou uma centelha etérea (LE, perg. 88).

UBIQUIDADE: Ubiquidade é a faculdade de estar ao mesmo tempo em mais de um lugar. Os Espíritos não possuem o dom da ubiquidade no sentido absoluto, pois para isso teriam de dividir-se, possibilitando cada uma de suas partes estar em lugares diferentes simultaneamente. "Não pode haver divisão de um Espírito; mas cada um deles é um centro que irradia para diferentes lados, e é por isso que parecem estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Vês o Sol, que não é mais do que um, e não obstante irradia por toda parte e envia seus raios até muito longe. Apesar disso, ele não se divide". (LE, perg. 92).

Deduz-se então que cada Espírito é uma unidade indivisível que pode lançar seus pensamentos para diversas partes, sem que se fracione por isso, e neste sentido é que se deve entender o dom da ubiquidade atribuído aos Espíritos. Quando o Espírito é evoluído, pode deslocar-se no espaço com a rapidez do pensamento. Seu deslocamento é praticamente instantâneo, embora leve, pelo menos, um átimo para percorrer o espaço. Mas, se for da sua vontade, "ele pode inteirar-se da distância que percorre e dos espaços que atravessa, do mesmo modo que pode transportar-se subitamente ao lugar desejado, fazendo desaparecer completamente a distância que dele o separa. Tudo depende da sua vontade e também da sua natureza mais ou menos depurada". (LE, perg. 90).

Sendo o Espírito imaterial do ponto de vista da Ciência, a substância de que é constituído não se confunde com a matéria conhecida pelo homem. Deste modo, o ser espiritual não está sujeito ao princípio físico da impenetrabilidade, segundo o qual dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço simultaneamente. Desse modo, a matéria tal qual o homem a conhece, não é obstáculo intransponível para o Espírito. "Eles passam através de tudo. O ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis"(LE, perg. 91).

QUESTIONÁRIO:

B - MUNDO NORMAL PRIMITIVO - FORMA E UBIQUIDADE DOS ESPÍRITOS

1 - Quais as características do mundo normal primitivo?

2 - Os Espíritos habitam um lugar circunscrito no universo? Comente.

3 - Como se deve entender o dom da ubiquidade atribuído aos Espíritos?


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segunda-feira, 14 de abril de 2014

6ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE A: ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS

ORIGEM: Da mesma forma que o corpo é a individualização do princípio material, o Espírito é a individualização do princípio inteligente; e é por isso que Allan Kardec emprega a palavra Espírito para designar as individualidades extracorpóreas e não mais espírito - o elemento inteligente do Universo.

Os Espíritos são criados todos iguais, simples e ignorantes, com as mesmas possibilidades de evolução, porque sendo Deus Justo e Misericordioso jamais poderia criar seus filhos em desigualdade de condições. Tiveram, pois, princípio, uma vez que foram criados, não podendo, assim, ter existido como Deus, de toda a eternidade. Mas como e quando foram criados não há como saber. Importa sim saber que sendo Deus eterno, tem criado sempre: o trabalho da criação não cessa nunca.

Assim, há Espíritos em infinitos graus evolutivos na sua longa jornada espiritual: - desde os mais simples, ora passando pelos estágios inferiores da escala evolutiva dos seres viventes, ora adentrando o nível dos seres conscientes e responsáveis, ora atingindo níveis espirituais mais elevados para, finalmente, atingir o objetivo pelo qual foram criados: a perfectibilidade.

NATUREZA: Os Espíritos são definidos na Codificação como sendo "os seres inteligentes da criação que povoam o Universo, fora do mundo material" (LE, perg. 76), entendendo-se por Espíritos os seres extracorpóreos que se encontram no plano espiritual adequado ao seu estado evolutivo. São obras de Deus, assim como um quadro é obra do pintor que o executou.

"Quando o homem faz uma coisa bela e útil chamamos a sua filha, sua criação" (LE, perg. 77); consequentemente, os homens também são filhos de Deus, pois são a Sua criação.

Falta ao homem termos de comparação para definir a natureza dos Espíritos. Não se pode dizer que são imateriais. O mais certo será dizer que são incorpóreos (LE, perg. 82). Portanto, o homem é incapaz de compreender a essência dos seres espirituais e somente por um grande esforço pode defini-los. Uma vez criado, o Espírito tem diante de si a eternidade.

Este fato contraria a corrente materialista, segundo a qual o corpo e a alma desaparecem com a morte e isto porque lhe é difícil conceber como uma coisa que teve começo não tenha fim.

QUESTIONÁRIO:

A - ORIGEM E NATUREZA DOS ESPIRÍTOS

1 - Qual a diferença entre Espírito e espírito?

2 - Os Espíritos são criados todos iguais: simples e ignorantes. Explique.

3 - Qual a natureza dos Espíritos?


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sexta-feira, 11 de abril de 2014

5ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE C: CONDIÇÕES E EFICÁCIA DA PRECE

"O que quer que seja que pedirdes na prece, crede que obtereis, e vos será concedido" (Marcos, cap. XI, v. 24).

A prece é uma invocação; é o mais elevado veículo de ligação através do qual o homem coloca-se em relação mental com a espiritualidade.

É uma projeção do pensamento, a partir do qual irá se estabelecer uma corrente fluídica cuja intensidade dependerá do teor vibratório de quem ora, e nisto reside o seu poder e o seu alcance, pois nesta relação fluídica o homem atrai para si ajuda dos Espíritos Superiores a lhe inspirar bons pensamentos.

CONDIÇÕES DA PRECE: Jesus Cristo fez entender claramente que, quando alguém ora, não é preciso colocar-se em evidência. A prece deve ser feita em segredo, no recôndito da consciência e em profunda meditação. Não é necessário que ela seja proferida repetidamente.

Preces prolongadas ou repetidas e mesmo proferidas em idioma estranho, tornam-se fastidiosas e, muitas vezes, delas não participam o pensamento e o coração. Assim, a condição da prece está no pensamento reto, podendo-se orar em qualquer lugar, a qualquer hora, a sós ou em conjunto, desde que haja o recolhimento íntimo necessário para se estabelecer a sintonia harmoniosa no ato sublime de louvar, agradecer e rogar a Deus o auxílio necessário. Por isto a importância do sentimento amoroso, humilde, piedoso, livre de qualquer ressentimento ou mágoa, pois só assim o homem irá absorver a força moral necessária para vencer as dificuldades com seus próprios méritos.

EFICÁCIA DA PRECE: Existem aqueles que contestam a eficácia da prece, alegando que pelo fato de Deus conhecer as necessidades humanas, torna-se dispensável o ato de orar, pois sendo o Universo regido por leis sábias e eternas, as súplicas jamais poderão alterar os desígnios do Criador. No entanto, o ensinamento de Jesus vem esclarecer que a justiça divina não é inflexível ao ponto de não atender os que lhe fazem súplicas. Ocorre que existem determinadas leis naturais e imutáveis que não se alteram segundo os caprichos de cada um.
Porém, isso não deve levar à crença de que tudo esteja submetido à fatalidade. O homem desfruta do livre-arbítrio para compor a trajetória de sua encarnação, pois Deus não lhe concedeu a inteligência e o entendimento para que não os utilizasse.

Existem acontecimentos na vida atual aos quais o homem não pode furtar-se; são consequências de falhas e deslizes cometidos em vidas passadas que necessitam de reajustes; é a aplicação da Lei de Causa e Efeito e isto explica porque alguns alegam que pedem benefícios a Deus, mas que nunca são concedidos, o que parece, a princípio, contrariar o ensinamento de Jesus: "Aquilo que pedirdes pela prece vos será dado" (Marcos, cap. XI, v. 24). Muitas coisas que na vida presente parecem úteis e essenciais para a felicidade do homem, poderão ser-lhe prejudiciais e esta é a razão por que elas não lhe são concedidas.

Contudo, o egoísmo e o imediatismo não permitem que ele perceba com exatidão a eficácia da prece. Porém, seus efeitos ocorrem segundo os desígnios divinos, a curto prazo na medida em que consola, alivia os sofrimentos, reanima e encoraja; a médio e longo prazo porque pelo pensamento edificante dá-se a aproximação das forças do bem a restaurar as energias de quem ora.

Àquele que pede, Deus está sempre pronto a conceder-lhe a coragem, a paciência, a resignação para enfrentar as dificuldades e os dissabores inerentes à natureza humana, com ideias que lhes são sugeridas pelos Espíritos benfeitores, deixando-lhe, contudo o mérito da ação, e isto porque não se deve ficar ocioso à espera de um milagre, pois a Providência Divina sempre ampara os que se ajudam a si mesmos: "Ajuda-te e o céu te ajudará" (ESE, cap. XXVII, item 7).

Jesus ensinou que um fariseu e um publicano foram ao templo para orar. O primeiro era tido como um homem virtuoso, respeitável sob todos os aspectos, embora ocultasse costumes dissolutos. O segundo era considerado homem corrupto e eivado de maus pendores. O fariseu, tomado de orgulho e olhando para o Alto, orava: "Ó Deus, graças te dou, porque não sou igual aos demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou o dizimo de tudo o que possuo" (Lucas, cap. XVIII, v. 9 a 14).

O publicano por sua vez, sem ousar levantar os olhos, assim orava: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!" Afirmou então o Mestre que este último saiu do Templo justificado, porque Deus ouviu a sua prece, ao contrário do fariseu, pois "quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado" (Lucas, cap. XVIII, v. 9 a 14).

Assim, deve-se notar o fato de o publicano ter pronunciado reduzido número de palavras e, no entanto, sua prece foi acolhida, porque nela havia humildade e devotamento, ao contrário do fariseu, cujo coração estava repleto de maldade, de egoísmo e de orgulho. Portanto, a eficácia da prece está na dependência da renovação íntima do homem, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, agradecer a Deus a dádiva da vida.

BIBLIOGRAFIA: ESE - Cap. XVII - itens 1 a 8.

QUESTIONÁRIO:

C - CONDIÇÕES E EFICÁCIA DA PRECE

1 - O que é a prece?

2 - Quais as condições da prece eficaz?

3 - O que nos ensina a passagem evangélica do fariseu e do publicano, em relação à prece?


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quarta-feira, 9 de abril de 2014

5ª AULA - CURSO BASICO DE ESPIRITISMO 1º ANO - FEESP

PARTE B: INSTINTO E INTELIGÊNCIA

Ao classificar os seres, segundo o grau de evolução, podemos fazer a seguinte distinção:

1 - os seres inanimados, formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos;

2 - os seres animados não-pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência;

3 - os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade, e tendo ainda um princípio inteligente que os leva a pensar (LE, perg. 71).

INSTINTO: No primeiro caso, os corpos brutos não possuem nenhuma manifestação de vitalidade ou de inteligência.

Caracterizam-se pela inércia. No segundo, os seres vivos, embora não considerados seres inteligentes, já manifestaram um início de inteligência ainda rudimentar, que seria o instinto. Pode-se afirmar, com efeito, que o instinto é uma inteligência não racional; é por ele que todos os seres provêm às suas necessidades (LE, perg. 73).

É difícil assinalar onde acaba um e começa o outro, porque eles frequentemente se confundem; mas podemos muito bem distinguir os atos que pertencem ao instinto dos que pertencem à inteligência (LE, perg. 74).

O instinto compreende um conjunto de atos involuntários e inconscientes. Todo ato maquinal é instintivo, enquanto inteligência revela-se por atos voluntários, refletidos e premeditados, segundo as circunstâncias. Já os atos instintivos não são refletidos nem premeditados. Quando o homem anda, o faz instintivamente sem refletir nos seus próprios passos, mas desvia ao precisar transpor um obstáculo quando precisa diminuir ou acelerar seu passo, etc... O impulso involuntário do movimento é o ato instintivo, enquanto que a direção calculada do movimento vem a ser o ato inteligente.

O instinto predomina no ser humano com exclusividade no início de sua vida; é a própria expressão infantil que faz dar os primeiros passos em direção à sua maturidade. A tendência é as manifestações instintivas enfraquecerem-se pela predominância da inteligência, mas ele estará sempre presente. O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade (LE, perg. 75a).

INTELIGÊNCIA: Não se pode tomar a inteligência como sendo um atributo do princípio vital, pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que vida orgânica (LE, perg. 71).

É assim que existem seres animados não pensantes, e seres animados pensantes, sendo que esses últimos possuem de forma manifesta o princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar.

A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos, aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover suas necessidades (LE, perg. 71).

Efetivamente, somente os Espíritos enquanto individualizações podem ser considerados seres inteligentes na criação, pois podem conhecer e refletir sobre o mundo exterior em que vivem, e possuem, sobretudo, consciência de si mesmos, de sua existência e de sua individualidade. É assim que a Biologia denomina o homem como "sapiens sapiens", ou seja, o ser que sabe que sabe, que reflexiona a inteligência sobre si mesma. Com efeito, a consciência lhe confere o atributo da vontade e da liberdade, o que o difere especificamente dos outros seres naturais do mesmo gênero.

BIBLIOGRAFIA: LE - CAP. IV - ÍTEM III - PERG. 71 A 75ª

QUESTIONÁRIO:

B - INSTINTO E INTELIGÊNCIA

1 - Qual a classificação dos seres, segundo o seu grau de evolução?

2 - O instinto é uma inteligência rudimentar? Comente.

3 - Como definir a inteligência?


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